Muito a sério, para quem gosta de pensar no mundo e os seus problemas actuais. Leiam o artigo de Martin Wolf, numa resposta a William Kristol sobre o terrorismo islâmico, a chechénia, e porque os dois casos não estão ligados. Está no FT de hoje.
Porque uma boa discussão não tem limites de fronteiras.
22 setembro 2004
Quem se lembra?
Pedro Santana Lopes, Presidente do Sporting Clube de Portugal, algures nos anos 90, era Carlos Queirós treinador da equipa: «Não está em causa a saída de Carlos Queirós».
Não sei se a citação é exacta, mas tenho a certeza que disse isto semanas antes do treinador ser despedido do Sporting.
Achei que devia partilhar isto convosco, depois de ter lido no Público uma citação igual do mesmo sujeito, acerca da actual ministra da Educação.
Abraços para todos
Não sei se a citação é exacta, mas tenho a certeza que disse isto semanas antes do treinador ser despedido do Sporting.
Achei que devia partilhar isto convosco, depois de ter lido no Público uma citação igual do mesmo sujeito, acerca da actual ministra da Educação.
Abraços para todos
Zapatada nas contas
Gostava que vissem uma notícia curtinha também no Público, secção de economia: «Défice espanhol estimado em 1,8% do PIB». Fala de números previstos para este ano, corrigindo os números anteriores, de 0,4% do PIB. Passaram apenas 5 meses desde a posse de Zapatero. Cinco meses.
Bush, o terrível
Lê-se no Público de hoje: «Bush defende a guerra, Annan pede respeito pela lei internacional». O vilão e o herói, no típico exemplo de como até o bom jornalismo está rendido às ideias pré-concebidas e simplistas. Lamento que assim o seja.
Reconhecimento de falha tecnológica
Temos que reconhecer que é verdade o que andam a dizer por aí: os computadores até podem ter colocado o Homem no Espaço, mas nunca conseguirão colocar nenhum homem nas escolas. Nisso já perdi as esperanças.
Bom dia ao nosso "fórum" e até já.
Bom dia ao nosso "fórum" e até já.
21 setembro 2004
Momento de publicidade
Diz-nos o Público que o primeiro-ministro aparecia ontem numa publicidade a um evento de promoção do sector imobiliário em Barcelona, sendo-lhe atribuída a seguinte frase: "O eixo Lisboa-Madrid-Barcelona transforma Barcelona no ex-libris da imobiliária da Europa".
De repente, lembrei-me de sugerir um novo cartaz para a Câmara de Lisboa: "Já viu do que a cidade se livrou?".
De repente, lembrei-me de sugerir um novo cartaz para a Câmara de Lisboa: "Já viu do que a cidade se livrou?".
Dedução sim, dedução não
Estou a ler os jornais de hoje e descubro, sem querer, o método de decisão deste Governo. É só seguir os próximos passos:
1. Nos jornais económicos: Governo acaba com benefícios fiscais dos PPR.
2. No Público e Jornal de Negócios: Governo introduz benefícios fiscais para passes sociais.
3. Agora, como nas receitas, é só juntar água, mexer com colher de pau, e temos a receita feita para um método de decisão: pega-se num malmequer e, uma a uma, tiram-se as folhinhas: dedução sim, dedução não....
Estou a pensar em fazer o mesmo aqui na empresa. Acho que fico com hipóteses de subir de posto, com prémio pela coerência.
Até já
1. Nos jornais económicos: Governo acaba com benefícios fiscais dos PPR.
2. No Público e Jornal de Negócios: Governo introduz benefícios fiscais para passes sociais.
3. Agora, como nas receitas, é só juntar água, mexer com colher de pau, e temos a receita feita para um método de decisão: pega-se num malmequer e, uma a uma, tiram-se as folhinhas: dedução sim, dedução não....
Estou a pensar em fazer o mesmo aqui na empresa. Acho que fico com hipóteses de subir de posto, com prémio pela coerência.
Até já
Titanic de verde e branco
O Sporting perdeu, em casa, com uma equipa de uma região autónoma que só serve para turismo e comícios do dr. Alberto João.
Ainda não ouvi o dr. Dias da Cunha, venerável comandante de um Titanic em vias de afundar, a dizer que não admite que os sócios assobiem a equipa.
Pelo que ouvi ontem, estes já lhe fizeram a vontade. Agora é a sua vez, senhor Cunha. O sistema está à vista, dentro do novo Alvalade XXI.
Um abraço de despedida do sócio 12503.
Ainda não ouvi o dr. Dias da Cunha, venerável comandante de um Titanic em vias de afundar, a dizer que não admite que os sócios assobiem a equipa.
Pelo que ouvi ontem, estes já lhe fizeram a vontade. Agora é a sua vez, senhor Cunha. O sistema está à vista, dentro do novo Alvalade XXI.
Um abraço de despedida do sócio 12503.
A senhora ministra "percebe"?
Não sei bem se já acordei ou não, mas tenho a impressão que ouvi na rádio que ainda não há listas de professores.
Acho até que a ministra foi ontem à televisão dizer "percebe" dez vezes, acrescentando só que nem pensava na hipótese de as listas não saírem até hoje. Depois, as mesmas saíram às 3h da manhã (estava eu no terceiro sono) e que depois (!) foram retiradas por se terem identificados erros não previstos (!). Caramba, amigos!
É que ainda não acabou: ouvi o porta-voz da ministra dizer que ela hoje faz uma comunicação, com um jornalista a dizer que a senhora se pode demitir – o que ela própria deixou em aberto ontem à noite.
Sinceramente, acho que estou a dormir. Demitir-se hoje, antes de resolvido o problema, é um crime e devia dar prisão; demitir-se quando as listas estiverem disponíveis parece-me menos grave: é só uma parvoíce total, que não merece mais do que a extradição da senhora para uma terra bem afastada desta pátria.
Mas, afinal, o que é que a senhora ministra esperava encontrar num ministério? Uma festinha de vez em quando, senhora ministra? É que isto de governar exige prudência (que não teve, mas já passou) e responsabilidade, "percebe?". E responsabilidade não é demitir-se à primeira, "percebe?". Senão não há ministério que aguente, "percebe?".
Enfim, se calhar estou só a dormir. Pode ser que quando acordar o senhor da pulseirinha apareça a comentar o caso na SIC.
Abraços e bom dia para todos.
Acho até que a ministra foi ontem à televisão dizer "percebe" dez vezes, acrescentando só que nem pensava na hipótese de as listas não saírem até hoje. Depois, as mesmas saíram às 3h da manhã (estava eu no terceiro sono) e que depois (!) foram retiradas por se terem identificados erros não previstos (!). Caramba, amigos!
É que ainda não acabou: ouvi o porta-voz da ministra dizer que ela hoje faz uma comunicação, com um jornalista a dizer que a senhora se pode demitir – o que ela própria deixou em aberto ontem à noite.
Sinceramente, acho que estou a dormir. Demitir-se hoje, antes de resolvido o problema, é um crime e devia dar prisão; demitir-se quando as listas estiverem disponíveis parece-me menos grave: é só uma parvoíce total, que não merece mais do que a extradição da senhora para uma terra bem afastada desta pátria.
Mas, afinal, o que é que a senhora ministra esperava encontrar num ministério? Uma festinha de vez em quando, senhora ministra? É que isto de governar exige prudência (que não teve, mas já passou) e responsabilidade, "percebe?". E responsabilidade não é demitir-se à primeira, "percebe?". Senão não há ministério que aguente, "percebe?".
Enfim, se calhar estou só a dormir. Pode ser que quando acordar o senhor da pulseirinha apareça a comentar o caso na SIC.
Abraços e bom dia para todos.
20 setembro 2004
Putin e a oportunidade da extrema-esquerda
Uma informação de última hora para os meus amigos de extrema-esquerda:
Ouvi numa rádio, a caminho de casa, que o Presidente russo, Vladimir Putin, vem a Lisboa no final de Novembro (desculpem os barnabés, mas não decorei a data). Lembrei-me logo do nosso amigo dr. Louçã e restante camaradagem emprumada do Bloco de Esquerda. Será que não querem aproveitar a oportunidade e protestar contra a ditadura instalada na terra da original democracia de Estaline?
Achei a ideia tão bom que comecei logo a imaginar a cena: O Xiquinho, com a nova camisa engomadinha, com um livro de citações de Estaline na mão, a gritar contra o reforço dos poderes centrais. Só por si, já dá uma gargalhada. Quem sabe, o dr. Louçã estará com a sua empregadinha chechena ao lado, para provar que aquele povo, sim, aquele povo é que sabe o que é sofrer. E ela, a seu lado, confirmaria, com um ar triste e resignado: "O dr. Louçã não me deixa ser independente..."
Resta-me a esperança que o dr. Louçã saiba disto, nem que seja no meio de uma aula do ISEG, sobre a influência do marxismo na história do século XV.
Abraços para todos, com desejos de sonhos tão divertidos como este.
Ouvi numa rádio, a caminho de casa, que o Presidente russo, Vladimir Putin, vem a Lisboa no final de Novembro (desculpem os barnabés, mas não decorei a data). Lembrei-me logo do nosso amigo dr. Louçã e restante camaradagem emprumada do Bloco de Esquerda. Será que não querem aproveitar a oportunidade e protestar contra a ditadura instalada na terra da original democracia de Estaline?
Achei a ideia tão bom que comecei logo a imaginar a cena: O Xiquinho, com a nova camisa engomadinha, com um livro de citações de Estaline na mão, a gritar contra o reforço dos poderes centrais. Só por si, já dá uma gargalhada. Quem sabe, o dr. Louçã estará com a sua empregadinha chechena ao lado, para provar que aquele povo, sim, aquele povo é que sabe o que é sofrer. E ela, a seu lado, confirmaria, com um ar triste e resignado: "O dr. Louçã não me deixa ser independente..."
Resta-me a esperança que o dr. Louçã saiba disto, nem que seja no meio de uma aula do ISEG, sobre a influência do marxismo na história do século XV.
Abraços para todos, com desejos de sonhos tão divertidos como este.
Democracia, para que te quero
As regiões alemãs voltaram a ir a votos – o que acontece a uma cadência quase mensal, aliás.
Ontem, nas duas regiões onde 'houve' democracia, a extrema-esquerda e a extrema-direita renasceram das cinzas. A primeira, no Leste (seu antigo berço) conseguiu mesmo um resultado notável, como segundo partido mais votado. Já ao Centro, o desastre esteve perto do histórico.
Este é um mau sinal da maior democracia da Europa. Em primeiro lugar porque sim. Depois, porque a derrota do chamado Centro aparece porque alguém se revolveu a fazer alguma coisa que tem que ser feita a respeito do sistema de segurança social alemão.
Hoje, as pessoas não percebem nada que coloque em causa os seus 'direitos', mesmo que isso seja absolutamente necessário para o futuro.
Amanhã, veremos que governos resistem às vontades gerais como as de Rousseau. E veremos que países resistem a esses governos.
Ontem, nas duas regiões onde 'houve' democracia, a extrema-esquerda e a extrema-direita renasceram das cinzas. A primeira, no Leste (seu antigo berço) conseguiu mesmo um resultado notável, como segundo partido mais votado. Já ao Centro, o desastre esteve perto do histórico.
Este é um mau sinal da maior democracia da Europa. Em primeiro lugar porque sim. Depois, porque a derrota do chamado Centro aparece porque alguém se revolveu a fazer alguma coisa que tem que ser feita a respeito do sistema de segurança social alemão.
Hoje, as pessoas não percebem nada que coloque em causa os seus 'direitos', mesmo que isso seja absolutamente necessário para o futuro.
Amanhã, veremos que governos resistem às vontades gerais como as de Rousseau. E veremos que países resistem a esses governos.
Os passarinhos e papéis trocados
Começo por onde? Ah!
Meus amigos,
jantava eu descansado, no último sábado, quando o meu filho mais novo reparou num senhor que apareceu na televisão. "Pai, é o senhor dos passarinhos!". Eu, que jantava mesmo descansado, lá olhei para a televisão: era um rapaz da Quercus, que o meu filho reconhece por causa de um almoço com amigos comuns. Na altura, esse ecologista verde, verdinho, irritou-se comigo porque eu lhe disse que ele só falava de passarinhos e cegonhas, e que as cegonhas e os passarinhos não me interessam para nada se eu não conseguir viver no mesmo país que eles.
Tudo isto para vos explicar o meu espanto quando, ao olhar para a tv, percebo que ele (desculpem lá, mas não me lembro do nome) dizia o seguinte sobre o anunciado pré-encerramento da refinaria de Matosinhos: "Levanta-me algumas preocupações, porque o Estado está a investir muito dinheiro lá e esse dinheiro não pode ser desperdiçado". Confesso que abri a boca de espanto.
Ainda bem que, logo a seguir, vi aquele comentador conhecido das tvs (mas qual é o nome dele, aquele rapaz da gravata e pulseira...?) a dizer que a refinaria vai mesmo encerrar, porque as pessoas, coitadinhas, estão muito ameaçadas e a poluição é um perigo enorme. Fiquei mais tranquilo, porque percebi que o novo rapaz da Quercus é aquele e não o outro (que agora será, sei lá, primeiro ministro).
No meio de tudo só não percebo uma coisa: porque é que o novo rapaz não falou dos passarinhos e perdeu tanto tempo a falar de professores, ministros e coisas afins? Se alguém puder ajudar, agradeço imenso.
Abraços a todos,
A. Ulisses
P.S. Obrigado ao David, António e Jorge por me levarem nesta Odisseia de liberdade. Perdão pela escrita e pela cabeça, que está meio baralhada nestes dias. Falta o hábito. Estou certo que vai melhorar.
Meus amigos,
jantava eu descansado, no último sábado, quando o meu filho mais novo reparou num senhor que apareceu na televisão. "Pai, é o senhor dos passarinhos!". Eu, que jantava mesmo descansado, lá olhei para a televisão: era um rapaz da Quercus, que o meu filho reconhece por causa de um almoço com amigos comuns. Na altura, esse ecologista verde, verdinho, irritou-se comigo porque eu lhe disse que ele só falava de passarinhos e cegonhas, e que as cegonhas e os passarinhos não me interessam para nada se eu não conseguir viver no mesmo país que eles.
Tudo isto para vos explicar o meu espanto quando, ao olhar para a tv, percebo que ele (desculpem lá, mas não me lembro do nome) dizia o seguinte sobre o anunciado pré-encerramento da refinaria de Matosinhos: "Levanta-me algumas preocupações, porque o Estado está a investir muito dinheiro lá e esse dinheiro não pode ser desperdiçado". Confesso que abri a boca de espanto.
Ainda bem que, logo a seguir, vi aquele comentador conhecido das tvs (mas qual é o nome dele, aquele rapaz da gravata e pulseira...?) a dizer que a refinaria vai mesmo encerrar, porque as pessoas, coitadinhas, estão muito ameaçadas e a poluição é um perigo enorme. Fiquei mais tranquilo, porque percebi que o novo rapaz da Quercus é aquele e não o outro (que agora será, sei lá, primeiro ministro).
No meio de tudo só não percebo uma coisa: porque é que o novo rapaz não falou dos passarinhos e perdeu tanto tempo a falar de professores, ministros e coisas afins? Se alguém puder ajudar, agradeço imenso.
Abraços a todos,
A. Ulisses
P.S. Obrigado ao David, António e Jorge por me levarem nesta Odisseia de liberdade. Perdão pela escrita e pela cabeça, que está meio baralhada nestes dias. Falta o hábito. Estou certo que vai melhorar.
Mais um insubmisso
O aparecimento do Insubmisso não foi mais do que um compromisso de dois amigos: os dois queriam trocar ideias, até mesmo com outros amigos - que não vêem todos os dias. Mas como isto de escrever acaba por se tornar um vício, um bom vício, o grupo de amigos acabou por convencer alguns outros a juntarem-se à aventura. Hoje surge mais um, tão incógnito como o António, tão livre como qualquer outro. O António Ulisses junta-se hoje ao grupo, que já vai em quatro, numa Odisseia em que será mais livre que eu próprio. Não pensamos o mesmo sobre tudo, partilhamos apenas a frase que fica acima de todos os nossos posts. Seja bem-vindo.
O dilema de Gervásio: militante 1335 do PS
O Gervásio tem olhado com cuidado a guerra de galos Socrático-Alegrina (sim, porque Soares é um Perot ou um Nader nesta disputa eleitoral).
Sabendo que Gervásio quer que o seu PS volte ao poder e que tudo fará para contribuir para esse fim, em quem deverá votar nas próximas directas (um perverso mecanismo, alegadamente democrático, que os pais da Constituição Americana, a tal que ainda não foi alterada desde a sua elaboração, sabiamente conseguiram evitar)?
No Alegre, que é fiel ao Bernstein, ao Saint Simon e ao Marx q.b., e que respeita o património anti-fascista e republicano do PS e que por isso até está disposto a vender a alma ao diabo, ou seja, ao Louçã e ao Carvalhas?
No Sócrates, que ataca o eleitorado com a cinzentude do centrão, e que tem um discurso "light" que não assusta aquele milhão de votos que sistematicamente desde 1987 dá a vitória a uns ou a outros, mas que colocou o socialismo na gaveta (na esteira de outros grandes vultos do socialismo Português como Soares e Guterres)?
O dilema para Gervásio é que se vota no Alegre as eleições estão perdidas e se vota no Sócrates o PS está perdido.
Mas como o que Gervásio quer é tacho (como qualquer militante que se preze), o melhor é votar no Sócrates, que pelo menos tem alguma capacidade de ultrapassar o resultado natural do PS, resultado que o povo Português conhece graças à ajuda que a seu tempo foi dada pelo "camarada Almeida Santos".
Tudo de bom para vós...
Sabendo que Gervásio quer que o seu PS volte ao poder e que tudo fará para contribuir para esse fim, em quem deverá votar nas próximas directas (um perverso mecanismo, alegadamente democrático, que os pais da Constituição Americana, a tal que ainda não foi alterada desde a sua elaboração, sabiamente conseguiram evitar)?
No Alegre, que é fiel ao Bernstein, ao Saint Simon e ao Marx q.b., e que respeita o património anti-fascista e republicano do PS e que por isso até está disposto a vender a alma ao diabo, ou seja, ao Louçã e ao Carvalhas?
No Sócrates, que ataca o eleitorado com a cinzentude do centrão, e que tem um discurso "light" que não assusta aquele milhão de votos que sistematicamente desde 1987 dá a vitória a uns ou a outros, mas que colocou o socialismo na gaveta (na esteira de outros grandes vultos do socialismo Português como Soares e Guterres)?
O dilema para Gervásio é que se vota no Alegre as eleições estão perdidas e se vota no Sócrates o PS está perdido.
Mas como o que Gervásio quer é tacho (como qualquer militante que se preze), o melhor é votar no Sócrates, que pelo menos tem alguma capacidade de ultrapassar o resultado natural do PS, resultado que o povo Português conhece graças à ajuda que a seu tempo foi dada pelo "camarada Almeida Santos".
Tudo de bom para vós...
17 setembro 2004
O Glória Fácil voltou!
Uma semana depois de anunciar o Insubmisso, o Glória Fácil saiu de coma.
Mais ainda: viu a entrevista do ministro das Finanças e até sabe que o Sporting jogou! Só uma pergunta: será que sabe o resultado?
Welcome back
Mais ainda: viu a entrevista do ministro das Finanças e até sabe que o Sporting jogou! Só uma pergunta: será que sabe o resultado?
Welcome back
Coisas sérias, para entediar
Discute-se muito no nosso país, o que é bom. Mas nem por isso se discute os desafios que enfrentamos. Um exemplo: No domingo, na Alemanha, o Governo volta a ser avaliado pelas reformas sérias que tenta levar a cabo na Seg. Social. Tem milhares na rua a contestá-la, tem outros milhares nos jornais a tentar colocá-la em causa. A razão de Schroeder é simples: ele até nem gosta de perder eleições. Mas também já percebeu que dificilmente poderá ganhar as próximas, pelo que (à segunda legislatura) decidiu fazer o que tem que ser feito, para que os filhos desta geração de cidadãos votantes ainda possa eleger, nessa altura um Governo democrático e independente. Ou seja, para que os seus filhos possam ainda ter uma Alemanha mais ou menos como a entendemos hoje.
Como vos digo, por cá, não há entrevista onde isto se discuta – e isto não implica uma crítica, senão genérica. Mas o problema também é nosso. É ver o que diz a OCDE, hoje no Público, sobre o assunto.
Talvez se possa começar por aqui, na blogosfera. Deixo o desafio.
Como vos digo, por cá, não há entrevista onde isto se discuta – e isto não implica uma crítica, senão genérica. Mas o problema também é nosso. É ver o que diz a OCDE, hoje no Público, sobre o assunto.
Talvez se possa começar por aqui, na blogosfera. Deixo o desafio.
No Reino da TV o limite para o défice é o céu
[Fiquei encarregue de vos entregar o segundo texto do nosso, ainda «independente», JCC. Aqui vai, com abraços meus a todos]
Gostaria de fazer um texto cómico, do género: o ministro das Finanças deu ontem as boas vindas aos portugueses ao Reino da Transparência e da Verdade, vulgo Reino da TV. No Reino da TV, o limite de tolerância para o défice é o céu. O défice pode ser qualquer. Enorme, se for necessário. Mas é verdadeiro, que é que o conta.
Além de indefinidamente tolerante, o Reino da TV é tranquilo. É mesmo zen. Lá não há obsessões. Há objectivos. Se os objectivos não são possíveis, paciência, pá! Vai-se a Bruxelas e conta-se a verdade. As restrições auto-impostas que vão para o Inferno.
Diáfano, tolerante, tranquilo e paciente, o Reino da TV é ainda povoado por gentes de forte pendor gregário: muitos, está bem. Sós, nem pensar. Segundo o Dr. Bagão, o problema de 2001 – o défice de 4,4% (“se a memória não me falha”, dizia ontem o ministro em entrevista) – era o de estarmos sós. Hoje, não! Está tudo assim. A Alemanha, a França, a Holanda... – a Grécia está acima dos 5%!, explicou o ministro, contando a boa nova aos incréus. Que mal há em estarmos nós, desde que com eles, em défice excessivo?
Eu queria dizer umas coisas cómicas. Mas isto é deprimente. Ou não?
Se Portugal regressar à lista negra dos países em défice excessivo, podemos dizer que terminaremos a legislatura no ponto em que começámos. No ponto em que começámos?! Não, muito pior. Com um verdadeiro Pacto de Regime sobre a dispensabilidade de quaisquer limites objectivos, quantitativos, para o défice. E literalmente com todo o capital de credibilidade ganho com o esforço de começar a pôr ordem em casa desperdiçado. A menos que não terminemos a legislatura.
JCC
Gostaria de fazer um texto cómico, do género: o ministro das Finanças deu ontem as boas vindas aos portugueses ao Reino da Transparência e da Verdade, vulgo Reino da TV. No Reino da TV, o limite de tolerância para o défice é o céu. O défice pode ser qualquer. Enorme, se for necessário. Mas é verdadeiro, que é que o conta.
Além de indefinidamente tolerante, o Reino da TV é tranquilo. É mesmo zen. Lá não há obsessões. Há objectivos. Se os objectivos não são possíveis, paciência, pá! Vai-se a Bruxelas e conta-se a verdade. As restrições auto-impostas que vão para o Inferno.
Diáfano, tolerante, tranquilo e paciente, o Reino da TV é ainda povoado por gentes de forte pendor gregário: muitos, está bem. Sós, nem pensar. Segundo o Dr. Bagão, o problema de 2001 – o défice de 4,4% (“se a memória não me falha”, dizia ontem o ministro em entrevista) – era o de estarmos sós. Hoje, não! Está tudo assim. A Alemanha, a França, a Holanda... – a Grécia está acima dos 5%!, explicou o ministro, contando a boa nova aos incréus. Que mal há em estarmos nós, desde que com eles, em défice excessivo?
Eu queria dizer umas coisas cómicas. Mas isto é deprimente. Ou não?
Se Portugal regressar à lista negra dos países em défice excessivo, podemos dizer que terminaremos a legislatura no ponto em que começámos. No ponto em que começámos?! Não, muito pior. Com um verdadeiro Pacto de Regime sobre a dispensabilidade de quaisquer limites objectivos, quantitativos, para o défice. E literalmente com todo o capital de credibilidade ganho com o esforço de começar a pôr ordem em casa desperdiçado. A menos que não terminemos a legislatura.
JCC
Sultanas, bifes da vazia e o achómetro do Dr. Bagão Félix
Não sei se repararam ontem naquele programa de continuidade da RTP a seguir ao futebol, apresentado pela mulher do Dr. Seara (não o comentador da bola da SIC Noticias, antes o Presidente da C.M.de Sintra...sim que isto de ser primeira dama aumenta o estatuto).
Nesse programa assistimos à apresentação pelo Dr. Félix do POGE e do PGOP (explico, Pré-Orçamento e Pré-Grandes Opções). Confrangedor...não há uma linha de conteúdo que se aproveite(e fala ele de produtividade e de competitividade). De qualquer das maneiras não é tanto isso que me interessa. O que me chamou a atenção na exposição do Dr. Félix foi a quantidade de vezes que o personagem, na ânsia de legitimar o seu afastamento da linha traçada por Ferreira Leite, utilizou as expressões "eu acho" ou ainda o "é minha opinião".
Duas notas:
1º A economia embora seja uma ciência mais ou menos oculta (como diz muito bem o homem que anunciou "urbi et orbi"que não há almoços grátis) não é, todavia, uma matéria de opinião... por isso é que é uma CIÊNCIA e quem é nela formada até tem direito a inscrição na Ordem Profissional respectiva e tudo. Como diria Pedro Tochas "ou é ou não é". Pelo que afirmar que "é minha opinião" ou que "acho que é preferível isto ou aquilo" não serve como justificação para opções que marcam a vida dos portugueses e das empresas.
O Dr. Félix não se pode esquecer que não está a dar a opinião sobre o novo vestido (provavelmente ROSA- inside joke) da mulher!!! (que ficámos a saber ontem, que é funcionária pública...a propósito, o que terá a Sra. Félix dito ao seu marido quando soube que depois de dois anos sem aumento, este ano só ia ter um aumento de 2,2%? Espero que ela lhe corte no bife e em vez de lombo lhe dê vazia ou pá!)
2º Começamos a verificar que o Dr. Félix para além de opiniões a mais, tem umas quantas diferentes da antecessora (o que já deu confusão com o Ministro da Saúde, das Obras Públicas e dos Assuntos Económicos). Mas se assim é, onde está a continuidade que Durão Barroso e Santana Lopes prometeram a Sampaio?
Nota final:
Com excepção de Pina Moura, os últimos Governos Constitucionais (either PS or PSD/CDS) habituaram-nos a Ministros das Finanças com uma certa dimensão, craveira intelectual e com um sentido de Estado e uma postura que inspirava algum respeito. Ainda no outro dia vi a Drª Manuela Ferreira Leite a guiar o seu BMW verde de 1999 e pensei "Ora ali vai uma mulher séria e sabedora...que pena ter um irmão daqueles".
Ora o Dr. Félix desiludiu-me. Montado no seu achómetro, esse instrumento do demónio que permite a legitimação de qualquer bacorada, ficou ontem bastantes furos abaixo da clareza e da clarividência e, porque não, da presença (serenidade, confiança, certeza, saber...estes são algumas das qualidades pessoais exigidas) que se exigem a um Ministro das Finanças (mesmo neste período pós-PEC que ainda assim é bem melhor que o PREC).
Espero que Bagão não se torne com o passar dos dias ( e com a amostra dada ontem teme-se o pior) num bago, num baguinho ou, pior ainda, numa sultana...mirradinha, mirradinha!
Tudo de bom para vós...
Nesse programa assistimos à apresentação pelo Dr. Félix do POGE e do PGOP (explico, Pré-Orçamento e Pré-Grandes Opções). Confrangedor...não há uma linha de conteúdo que se aproveite(e fala ele de produtividade e de competitividade). De qualquer das maneiras não é tanto isso que me interessa. O que me chamou a atenção na exposição do Dr. Félix foi a quantidade de vezes que o personagem, na ânsia de legitimar o seu afastamento da linha traçada por Ferreira Leite, utilizou as expressões "eu acho" ou ainda o "é minha opinião".
Duas notas:
1º A economia embora seja uma ciência mais ou menos oculta (como diz muito bem o homem que anunciou "urbi et orbi"que não há almoços grátis) não é, todavia, uma matéria de opinião... por isso é que é uma CIÊNCIA e quem é nela formada até tem direito a inscrição na Ordem Profissional respectiva e tudo. Como diria Pedro Tochas "ou é ou não é". Pelo que afirmar que "é minha opinião" ou que "acho que é preferível isto ou aquilo" não serve como justificação para opções que marcam a vida dos portugueses e das empresas.
O Dr. Félix não se pode esquecer que não está a dar a opinião sobre o novo vestido (provavelmente ROSA- inside joke) da mulher!!! (que ficámos a saber ontem, que é funcionária pública...a propósito, o que terá a Sra. Félix dito ao seu marido quando soube que depois de dois anos sem aumento, este ano só ia ter um aumento de 2,2%? Espero que ela lhe corte no bife e em vez de lombo lhe dê vazia ou pá!)
2º Começamos a verificar que o Dr. Félix para além de opiniões a mais, tem umas quantas diferentes da antecessora (o que já deu confusão com o Ministro da Saúde, das Obras Públicas e dos Assuntos Económicos). Mas se assim é, onde está a continuidade que Durão Barroso e Santana Lopes prometeram a Sampaio?
Nota final:
Com excepção de Pina Moura, os últimos Governos Constitucionais (either PS or PSD/CDS) habituaram-nos a Ministros das Finanças com uma certa dimensão, craveira intelectual e com um sentido de Estado e uma postura que inspirava algum respeito. Ainda no outro dia vi a Drª Manuela Ferreira Leite a guiar o seu BMW verde de 1999 e pensei "Ora ali vai uma mulher séria e sabedora...que pena ter um irmão daqueles".
Ora o Dr. Félix desiludiu-me. Montado no seu achómetro, esse instrumento do demónio que permite a legitimação de qualquer bacorada, ficou ontem bastantes furos abaixo da clareza e da clarividência e, porque não, da presença (serenidade, confiança, certeza, saber...estes são algumas das qualidades pessoais exigidas) que se exigem a um Ministro das Finanças (mesmo neste período pós-PEC que ainda assim é bem melhor que o PREC).
Espero que Bagão não se torne com o passar dos dias ( e com a amostra dada ontem teme-se o pior) num bago, num baguinho ou, pior ainda, numa sultana...mirradinha, mirradinha!
Tudo de bom para vós...
Kofi ai não
Ao fim de ano e meio, George W. Bush disse, finalmente, o que nunca devia ter deixado de dizer. "As Nações Unidas examinaram as mesmas informações que eu próprio possuia e concluíram que Saddam Hussein representava uma ameaça. O Conselho de Segurança votou por 15 contra zero para que Saddam se desarmasse, sob pena de enfrentar séria consequências. Penso que, quando as organizações dizem qualquer coisa, será melhor que depois sejam consequentes". Yes, mr. Bush. Vindo do Texas, parece-me lúcido.
Dias sem razão
O Benfica ganhou, o Sporting cumpriu. Seriam razões suficientes para o Insubmisso acordar com um sorriso. Não fosse o dr. Dias da Cunha, digno frequentador dos jogos de Alvalade, dizer hoje nos jornais que não admite que os sportingistas assobiem a equipa. Era só o que nos faltava: mais um lutador anti-fascista em pleno exercício de ideologia. Os meninos que joguem, sr. presidente. É tudo o que queremos.
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