08 novembro 2004

Antevisão do jogo

Da Lusa. Vejam com atenção, sff.


"Futebol: Roménia - Árbitro espancado em jogo de amadores

Bucareste, 08 Nov (Lusa) - Um árbitro foi hospitalizado em Galati, após ter sido brutalmente espancado num jogo entre as equipas amadoras do Viitorul Beresti e o Sporting Vointa Liesti, da Divisão D romena de futebol.
Florin Slabu, de 28 anos, tentava travar uma altercação entre jogadores das duas equipas quando foi atingido com uma cabeçada por Iulian Grasu, jogador da equipa anfitriã, o Viitorul Beresti, insatisfeito pela marcação de uma grande penalidade a favor do Sporting Vointa Liesti.
A agência noticiosa romena adianta hoje que Slabu perdeu quatro dentes e sofreu uma contusão na cabeça, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Galati, segundo revelou o médico Alexandru Marinescu.
Este foi o segundo árbitro a ser agredido no mesmo número de meses em jogos das divisões inferiores romenas. Petronela Gore, uma árbitro, foi agredida a soco por um jogador em Outubro.
O presidente da Comissão de Árbitros da Roménia, Ion Craciunescu, considerou já que os juízes enfrentam uma autêntica "selva" nos jogos das ligas amadoras do país e anunciou a hipótese de serem instaurados processos judiciais contra os jogadores implicados em agressões a árbitros.

Telenovela do DN continua

Mário Bettencourt Resendes diz hoje em artigo de opinião publicado no DN que o caso de Fernando Lima é de “óbvia incompetência”. Mais citações do mesmo autor:


“(...) Como não se quer pôr em causa a inteligência dos envolvidos, declarações posteriores feitas a jornais ou perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social só podem ser classificadas como desonestidade intelectual e tentativa de vitimização destinada a mascarar um caso de óbvia incompetência, atestada e sentida pela Redacção do jornal”(...)

“Lamento, apenas, ter dado a cara pelo meu sucessor, em público e junto dos meus colegas do jornal. Ignorava, no entanto, o currículo de exercícicos objectivos de condicionamento no acesso à informação, como resultado de notícias ou artigos desfavoráveis para o “grande chefe” do então assessor. E ainda, mais recentemente, ameaças directas de estrangulamento financeiro de uma empresa jornalísitica de capitais públicos, “só” porque a independência informativa não agradava ao ministro do serventuário”

Tradução: onde se lê “grande chefe” leia-se Cavaco Silva e onde se lê “ministro do serventuário” leia-se Martins da Cruz.

A telenovela do DN continua, desta vez com a contribuição directa da administração da Lusomundo Media, e não dá mostras de acabar. Como pano de fundo as presidenciais? LR

Das Kapital

Meu caro Luís Osório,

dediquei uns minutos do meu dia a ler a edição de hoje do teu jornal.
Li, na primeira página, a homenagem a Mário Soares;
Li, nesse destaque de cinco páginas, outros elogios a Soares ("mantém-se em boa forma física e mental"), tendo percebido que o homem faz 80 anos daqui a um mês;
Li, também, "a primeira longa entrevista" a um rapaz que é "o homem mais próximo de José Sócrates";
Li, ainda, a legenda da imagem do dia, dedicada (numa página inteira) a uma manifestação comunista em S. Petersburgo;
Li, por fim, que o coma de Arafat "é reversível".

Depois de tanto ler, com a devida atenção, sugiro-te uma última alteração à nova Capital: mudar o nome para Das Kapital.
Tenho a certeza que, assim, o Comité Central vai dedicar uma boa parte do encontro a tentar perceber como o "Avante!" pode ter sido ultrapassado pela esquerda.

Abraços do teu leitor atento,

David Dinis

"Sócrates anuncia contratação de empresa privada externa para a gestão dos serviços administrativos da sede do PS"

Sócrates está imparável...acabou de professar a sua crença na iniciativa privada defendendo a passagem de legislação que impeça a aquisição e posse de bens da comunicação social pelo Estado, empresas públicas e empresas com participação pública.

Com esta baralha não só o PSD como o seu próprio partido...

O que se calhar Sócrates não antecipou é que a consequência imediata desta sua tomada de posição é a crença na incompetência e impossibilidade de intervenção isenta ideologicamente por parte de qualquer ente público em sectores manipuláveis....ou seja, todos aqueles que não cumprem estritamente os rigores do Estado mínimo (defesa, protecção civil e segurança, e a verificação e qualificação dos contratos entre indivíduos).

Gostava que Sócrates fosse coerente neste seu influxo liberalizador e libertador (da excessiva intervenção estatal, centralista ou colectivista) e propusesse imediatamente a contratualização externa da gestão dos serviços administrativos do Largo do Rato.

Por este andar ainda veremos Sócrates a negar Keynes e a exigir a necessidade da sociedade civil tomar o lugar do Estado na gestão de bens públicos no sentido de garantir rigor orçamental e transparência das contas públicas, mesmo em tempos de ciclo económico expansivo (como aquele que nos andam a dizer que vamos viver).

Ainda gritarei com ele "Esegur, Securitas e Prosegur a fazer a segurança de Belém"


Tudo de bom

Não - parte 6

Só com notícias destas - "Portugal perde direito ao mar" - é que o país adormecido e viciado no dinheiro dos fundos europeus acorda para a realidade: Portugal vai perdendo dia-a-dia uma parte da sua soberania.
Se a Constituição Europeia for aprovada em referendo - continuo à espera, desconfiado de que não haverá propositadamente acordo entre PSD e PS para uma consulta popular - os portugueses cederão a Bruxelas a soberania sobre a sua Zona Económica Exclusiva, ou seja, sobre a sua costa.
Pedro Santana Lopes, o homem que outrora ameaçava "bater o pé" a Bruxelas, sentou o seu traseiro numa cadeira romana, dobrou a espinha e assinou o livro, inebriado com os flashes e com os Gherards, os Jacques e os Tony's da alta política europeia.
Paulo Portas, o hipócrita que é ministro de Estado, da Defesa e dos Assuntos do Mar, calou-se. Supostamente, o ministro responsável, antigo euro-céptico, pela defesa da nossa costa deveria dar uma palavrinha à Nação. Mas não, calou-se como um rato.
Ou não deve ter nada para dizer ou, então, ainda não ganhou lata - coisa surpreendente em Portas - para expressar publicamente o seu apoio a tão generosa oferta de Portugal ao bem estar comunitário da União.

"Em Bruxelas, ficaram muito surpreendidos por Portugal não se ter oposto", diz João Salgueiro.

Pois. Em Bruxelas, não sabem que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas estão preocupados com o verdadeiro assunto de Estado: como manter a coligação no Poder. Isso é que interessa. Portugal que se lixe. LR

Não - parte 5

Mais uma pequena prova de como o "não" é um imperativo democrático. Citações de um artigo de um verdadeiro social-democrata e ex-eurodeputado, José Pacheco Pereira, publicado na revista "Sábado":

"A Consituição europeia nasceu do equívoco, da combinação entre um complexo de culpa face ao Tratado de Nice, e da necessidade de encontrar um mecanismo pelo qual os países que mandavam na Europa a 15 continuassem a mandar na Europa a 25.
(...) procurou-se um método que garantisse que o resultado fosse controlado pelos principais interessados neste exercício, ou seja, pela Alemanha e pela França (...)"

"O chamado "método convencional" foi uma ficção de democracia, uma forma de fazer funcionar uma assembleia hibrida, com muitos delegados, sem mandato controlado, e que rapidamente chegou à conclusão de que podia funcionar sempre em consenso sem votar. Votar, votava Giscard d'Estaing que fechava as discussões como lhe aprazia, "interpretando" o sentir dos convencionais em função das demografias nacionais, sempre sem realizar votações. Ao lado da Convenção, o braço no ar do PCP é um excesso democrático".

"Existe um establishment europeu, pago e financiado pelas instituições europeias, com muito dinheiro, pouca transparência e quase nenhuma prestação de contas nacional. Produz aquilo que se chama eufemisticamente "propaganda institucional" como um encarte que apareceu dentro de jornais portugueses esta semana. Lá se conta, em linguagem que Orwell reconheceria como do "1984", uma versão oficial como surgiu a Constituição Europeia. É um instrumento de proganda do "sim".
Este é apenas um exemplo de uma máquina europeia que financia a sua própria propaganda em Portugal, paga a funcionários e jornalistas, financia viagens, encomenda programas de televisão e de rádio, convida e desconvida para colóquios e conferências, promove pessoas e grupos que gravitam à sua volta. Toda esta máquina, que devia permanecer isenta face ao referendo, já está a funcionar a favor do "sim" (...)

"Se defender o "não" vou ter acesso aos mesmos financiamentos europeus para propaganda? Ou são só os europeístas os que defendem o "sim"?

"A história pode empurrar para a arrogância e todos os ditadores europeus gostavam das "lições" da história, mas hoje precisamos dela para nos ensinar prudência. A Europa é um continente muito vellho para andar a fingir que é novo, a correr quando deveria dar passos seguros".

E os apoiantes do "não" vão aumentando. LR

Não - parte 4

Só para não pensarem que o "não" à União Europeia só move a direita, eis uma opinião de um ilustre pensador de esquerda, António Barreto, bem mais credível do que Jorge Sampaio - personagem que o DD gosta de citar a propósito de matérias europeias:

(visto o "Público" não disponibilizar o artigo on-line, eis a transcrição)

"Se tudo correr mal, teremos uma Constituição europeia em 2006, lá para Outubro. Isto é, se os parlamentares europeus ratificarem e se todos os referendos - não se sabe quantos são, nem em que altura se realizarão - aprovarem o Tratado assinado há dias, essa nova Magna Carta será realidade. Mas se tudo correr bem, se alguns parlamentares não ratificarem e se alguns povos disserem "não", a Constituição será modificada, adiada ou esquecida. É ainda cedo para previsões, mas, com realismo, são altas as probabilidades de as coisas correrem mal".

"(...) Estão a ser concebidos todos os dispositivos imagináveis destinados a tornar inevitável a sua aprovação. Idealizam-se as mais intensas campanhas de manipulação da opinião, disfarçadas de "campanhas de informação", que têm como único objectivo o de garantir que a "coisa" seja ameaçadora, não tenha alternativas e seja aprovada. Os chefes de Estado, os primeiros-ministros, os governos, as burocracias europeias e as administrações nacionais, assim como um enorme rol de partidos, estão a postos e apostados em evitar que tenha êxito qualquer veleidade de discussão e rejeição"

"(...) no referendo os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre um tema para o qual existem alternativas (...) no plebiscito, os cidadãos devem aprovar o que lhes é posto à frente, não havendo alternativas nem conhecimento sobre as consequências de um voto negativo (...) O chamado referendo europeu de 2005 identifica-se com o plebiscito (...)".

"(...) Se algum povo da Europa disser "não", fá-lo na ignorância do que decorre da sua decisão. Terá de abandonar a União? Poderá ter esperanças numa Constituição diferente? Ficará satisfeito com os actuais Tratado da União? Será obrigado a votar tantas vezes quanto necessário até se conformar? Não sabe (...)"

"Em conclusão: este plebiscito realizar-se-á em condições de pura chantagem e de forte intimidação dos cidadãos. A dogmática europeia está construída de maneira impecável: quem não quer esta Constituição não quer a Europa, nem a União! É impossível preferir, por exemplo, manter-se na União, com base nos Tratados internacionais (os actuais e os futuros), mas sem Constituição que cria um verdadeiro Estado (...)".

Nem mais. LR

07 novembro 2004

A bacorada da semana

Tendo em conta que o nosso primeiro só fala nos últimos tempos acerca de política internacional - e só se tiver a cábula à frente - o prémio "A Bacorada da Semana" vai direitinho para o jornalista Luís Osório, director d' "A Capital".
Ao "Independente", Osório, o Luís, ex-compagnon de route do Partido Comunista Português, afirmou o seguinte: " (...) em termos filosóficos, a consciência crítica é de esquerda".
Não, não é uma gralha. O homem disse mesmo o que acima se transcreve.
Ou seja, depois do diploma de democrata só ser entrege a ilustres e anónimos representantes da "esquerda", depois da consciência ecológica ser uma causa exclusiva da "esquerda", depois - ai de quem ponha em causa a seguinte verdade absoluta e universal! - dos direitos humanos só serem praticados pela "esquerda", etc, etc, etc..., eis que um dos ilustres bem pensantes da "esquerda" portuguesa chega à homérica conclusão que a crítica e a "consciência" necessária para executar tal nobre acto é de "esquerda".
Já agora, quando é que o Osório, o Luís, e os seus amigos classificam ideologicamente, por exemplo, a procriação? Talvez assim o sentido das suas vidas fosse conhecido.
Na mesma entrevista, Osório, o Luís, jurou que jamais "A Capital" fará "fretes ao PS", para declarar logo de seguidao seguinte: "se há partido que penso que é nefasto para a credibilidade da política esse partido é o Bloco de Esquerda". Osório, o Luís, tem razão, mas não deixa de ser verdade que a jura durou 30 segundos... LR

05 novembro 2004

Caro João Pedro

Realmente, sou de direita. Mas a minha direita não está no poder. Eras capaz de ficar ainda mais irritado se, de facto, a minha direita estivesse no poder, mas felizmente para nós, jornalistas, não está - notícias não faltam, perdoem-me o pequeno contentamento corporativista.

Uma pergunta:

- És de esquerda? Desconfio que sim.

Mais duas perguntas:

- Mas qual é a tua esquerda?

- A do "frade" Francisco Louçã, a do adepto da Coreia do Norte ou a do centrista José Sócrates?

Três comentários:

- Não há nada como a transparência ideológica para discutirmos as nossas opiniões.

- Espero sinceramente que a tua (?) esquerda aceite democraticamente uma eventual vitória de Santana Lopes em 2006 e não comece a fazer infundados pedidos de recontagens de votos. A isto chama-se falta de espírito democrático. Não há melhor sabedoria em democracia do que o voto popular.

- Este XVI Governo é constitucionalmente legítimo. A Constituição da República permitia a dissolução ou a tomada de posse de um novo Governo. O Presidente da República, eleito pela esquerda, fez uma opção política em nome da estabilidade. Compreendo a tua desilusão, mas é a vida. Deves dirigir as tuas queixas ao Palácio de Belém, à tua esquerda e não à Casa Branca e muito menos ao Insubmisso. LR

04 novembro 2004

Raio de gente

Afinal, Yasser Arafat morreu ou não morreu?
Decidam-se, para escrever um post sobre o assunto.

Quem tiver alguma informação CIENTÍFICA sobre o assunto diga para o Insubmisso, ok?

Aos meus amigos anti-federalistas...

«Sampaio admite Europa federal nos próximos 10 ou 20 anos

Lisboa, 04 Nov (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje uma solução federal para a Europa a médio prazo e pediu que não se dramatize o referendo relacionado
com o Tratado Constitucional com base na falta de informação dos cidadãos.
"Ficaria muito feliz por ver uma confederação, ou talvez mesmo uma federação de Estados-nação, (construída)num processo lento de perfeccionismo, o que acontecerá
provavelmente - espero - num prazo de 10 a 20 anos. É um grande desafio", acentuou.
Jorge Sampaio intervinha em inglês num debate com o seu homólogo austríaco, Heinz Fischer, no âmbito do fórum "Viver a Europa" que decorre no Centro de Congressos de
Lisboa.
A necessidade de "uma estratégia para o futuro" da Europa foi por diversas vezes sublinhada pelo Presidente da República, que disse não conceber Portugal fora dos 25
Estados-membros da União Europeia (UE).
»

Pronto. Era só isto.

Um último bushismo

Já repararam na capa de hoje da Capital?
"A Europa face à vitória de Bush".
E nem uma palavrinha sobre os últimos dias da nossa civilização!?
É a vida, caro Osório. Um abraço.

Quando o blog bate mais forte, perde

O meu caro RCP, neste texto, confessou a sua admiração pelo livre pensamento do ex-Presidente Mário Soares.
Sinceramente, não quero acreditar que o RCP tenha ouvido todas as declarações do ex-Presidente sobre os EUA. Recordo-lhe duas, feitas no Prós e Contras um dia antes da eleição norte-americana:

1. "Se Kerry ganhar acaba a pobreza".
2. "Se Kerry ganhar o mundo fica em paz".

Meu caro,
a isto não se chama livre pensamento. Chama-se disparate. Ao dr. Soares perdoamos tudo, porque há cerca de 30 anos ele teve um papel fundamental na História deste país. É dos raros políticos que não ficará registado num mero rodapé.
Mas isto aplica-se apenas ao dr. Soares, tá bem?

Fica um abraço,
com a devida consideração.
DD.

Best and worst of

A propósito da vitória de Bush e da derrota de Kerry muito se escreveu na blogsfera.

O melhor: "A suicida que impediu Bush de ganhar"

O pior: "Um passo para o desastre" (absolutamente ridículo, caro RCP)

03 novembro 2004

O sistema eleitoral imperfeito

John Kerry já reconheceu a vitória de George W. Bush. A esquerda europeia ficou escandalizada com a derrota de Kerry. A democracia é uma coisa lixada. LR

Contra o federalismo um repto!

Hoje não me apetece replicar a DD.

Hoje falei do Bush de quem não gosto, mas que ao que tudo indica vai ser democraticamente eleito pelo povo norte-americano.

Mas DD, suplico-vos que na V. defesa do federalismo não entrem bushismos, bushices e bushadas. Por essa razão sugiro-vos, caro amigo, uma re-leitura de 3 obras, que por certo já haveis dissecado, e que serão pasto para nossas ulteriores discussões, salvaguardadas, claro está, as distâncias "tópicas" e "crónicas", ou seja, do espaço e do tempo.

"The Anti-Federalist Papers and the Constitutional Convention Debates" de Ralph Ketcham;

"The Anti-Federalists: Selected Writings and Speeches (Conservative Leadership Series) de Bruce Frohnen"

"The Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay, Clinton Rossiter, Charles R. Kesler

ou então o "The Essential Federalist and Anti-Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay

Tudo de bom

Criticar Bush

O Bush é feio.

O Bush é corrupto.

O Bush usa sempre a mesma gravata.

O Bush é cristão fundamentalista.

O Bush tem um Scotish Terrier (e é bem feito!!)

O Bush tem nódoas de molho barbecue nas camisas.

O Bush é casado com a Laura

O Bush é filho do Bush mas também trabalha com o Cheney.

O Cheney também é corrupto.

O Bush é incompetente.

O Bush é "ultramontano" e o seu radicalismo, bottom line, diminui a liberdade individual de escolha responsável(respeitadora plena da dignidade humana e suas expressões) dos cidadãos da sua comunidade política.

O Bush é mau embora diga que Deus está do lado dele.

Não acredito que Deus esteja do lado dele porque Deus comprometeu-se esta época com o Sport Lisboa e Benfica e tem lugar cativo na bancada Coca Cola

Tudo de bom

Critiquem as políticas de Bush mas não as instituições norte-americanas

Hoje ouvi na TSF um sujeito chamado António Moreira a zurzir no Bush, a descompôr a democracia americana, a dizer mal do processo eleitoral norte-amerciano e da capacidade decisora do povo daquelas paragens, terminando com a sublime tirada "concordo com o ouvinte anterior...hoje é um dia negro para a humanidade".

Será que o Sr. Moreira ainda não percebeu que a eleição em questão foi nos EUA?

Que ele não tem nada a ver com o processo eleitoral nos EUA?

Que não tem objectiva e subjectivamente nenhuma autoridade moral para tecer comentários sobre os processos eleitorais de comunidades políticas que não a dele (Sr. Moreira)?

Que bem ou mal, o valor da liberdade e da democracia reside no simples facto de "o maior incompetente da história política dos EUA" ser presidente do país!"?

Que a virtude de um processo eleitoral indirecto como o dos EUA (com a delegação no Colégio de Grandes Elitores do poder final de voto) é afastar do processo eleitoral directo ignorantes como o Sr. Moreira e tornar gerível um processo, por definição, caótico?

Reflexão Final: Querem prova maior de que as instituições norte-americanas são boas e adequadas e contribuem para a resolução dos problemas daquela comunidade política de seres livres e responsáveis, do que o facto de resistirem à ignorância e incompetência de George W. Bush?

Por causa de tudo isso podem acusar o homem e as suas políticas mas não o sistema político norte-americano.

Três pontos sobre W

1. Estou numa redacção e, por aqui, está tudo numa depressão. Olho para as tvs portuguesas e nem os pivots conseguem evitar o mesmo olhar de desapontamento.

W. Bush está a um passo da reeleição. As cadeias norte-americanas já lhe dão vitória, mas no Ohio - a nova Florida eleitoral - as recontagens oficiais de votos vão demorar 11 dias.


2. Com isto, ou muito me engano ou os meus amigos de esquerda vão virar católicos e começar a rezar por John Kerry.

A Europa definitivamente não percebe os EUA. Mas a conclusão de hoje é que mais depressa mudará a Europa do que os EUA.

O problema é simples: para os americanos, o bem e o mal existe. Na Europa, são conceitos esquecidos e para esquecer. O único conceito de mal que existe para os europeus chama-se George Walker Bush. É pena, mas é verdade.


3. W. Bush, se reeleito, consegue isso contra praticamente todo o Ocidente, de Madrid a Berlim, da "Capital" ao "Le Monde" e até ao "FT". Consegue-o porque os seus compatriotas o quiseram, nas urnas, como deve ser, sem olhar a opiniões exteriores.

Os EUA, caros concidadãos europeus, continuam a ser o maior país do mundo: o mais desenvolvido, o mais competitivo, o mais preparado, até, para nos defender dos nossos inimigos - aqueles que, por exemplo, atacaram Madrid a 11 de Março. Alguns esquecem isso, e deprimem. Eu prefiro recordar, para meu conforto.


P.S. Quem se lembra do cartaz do Bloco que traçava um fim aos líderes das Lajes? Desculpem lá, meus caros. Mais depressa acabam vocês.

02 novembro 2004

W ou do mal o menos

(Um breve interregno na polémica comunitária. A campanha para o referendo - se o Bloco Central deixar - ainda está longe).

Confesso que não partilho a excitação que vai por aí acerca das eleições americanas. É certo que o resultado desta noite eleitoral americana vai ter resultados indirectos em Portugal, mas os candidatos em causa dizem-me pouco. Além disso, sou português, não sou americano. Não voto.
Não partilho do preconceito atropológico que muitos europeus bem pensantes têm em relação a George W. Bush nem considero que John Kerry seja o bom rapaz que os outros, inocentes, pensam.
Apesar de algumas discordâncias naturais com o pensamento económico da candidatura de Bush - substituir gradualmente a segurança social pública pela privada merece a minha total oposição, por exemplo -, considero o nome do filho de George Bush aquele que mais interessa a Portugal, precisamente pelo facto de as políticas externas portuguesas e americanas terem estado sintonizadas nos últimos 3 anos.
Ainda que a política externa da administração Bush tenha tido falhas graves como a quebra do protocolo de Quioto e a falta de agressividade numa busca para a paz para o conflito israelo-palestiniano, a resposta de George W.Bush ao atentado de 11 de Setembro foi a correcta. Falhou no pós-invasão do Iraque, mas ainda vai a tempo de corrigir.
A inconstância de John Kerry - votou a favor da guerra, mas agora diz que foi um "erro" - não abona em favor da sua credibilidade. LR