Um jornalista começou hoje a ser julgado por não revelar as suas fontes. É um dia triste para o Estado de Direito. Mais 53 jornalistas estão prestes a ser acusados do mesmo por parte do Ministério Público. E o Presidente Sampaio? Pergunta muito bem RCP. LR
09 novembro 2004
Será que os jornalistas de investigação podem fazer alguma coisa, parte 2
..???
Ouvi dizer a uma má língua desta praça que a feliz proprietária (tendo pago pela propriedade de quase 200 m2 menos de 40 000 contos) de um duplex com vista sobre o rio tejo e sobre o mar, no último andar de um prédio na urbanização de St. catarina no topo de Algés, é a empresa unipessoal da filha de um antigo presidente de câmara de um concelho dos arredores de Lisboa, afastado do cargo por querer subir de mais e depressa de mais?? Será verdade????
Tudo de bom
Ouvi dizer a uma má língua desta praça que a feliz proprietária (tendo pago pela propriedade de quase 200 m2 menos de 40 000 contos) de um duplex com vista sobre o rio tejo e sobre o mar, no último andar de um prédio na urbanização de St. catarina no topo de Algés, é a empresa unipessoal da filha de um antigo presidente de câmara de um concelho dos arredores de Lisboa, afastado do cargo por querer subir de mais e depressa de mais?? Será verdade????
Tudo de bom
Será que os jornalistas de investigação deste país podem fazer algo?
Para quando uma investigação detalhada ao património dos dirigentes e executantes da arbitragem nacional?
Para quando uma investigação ao património imobiliário e mobiliário dos filhos, filhas, genros, noras e netos com menos de 5 anos desses mesmos dirigentes???
Para quando uma comparação entre o antes e depois da passagem pelos campos de futebol???
Para quando uma investigação às sociedades unipessoais, por quotas e outras, destes dirigentes e seus familiares???
Tudo de bom
Para quando uma investigação ao património imobiliário e mobiliário dos filhos, filhas, genros, noras e netos com menos de 5 anos desses mesmos dirigentes???
Para quando uma comparação entre o antes e depois da passagem pelos campos de futebol???
Para quando uma investigação às sociedades unipessoais, por quotas e outras, destes dirigentes e seus familiares???
Tudo de bom
"Riddle" inocente de um benfiquista
Será que a indemnização de rescisão de José Peseiro é inferior ao pagamento de um suborno a um árbitro da primeira liga???
E eu é que sou o conspirador!?
Do Público de hoje:
"Miguel Veiga desconfiado da candidatura de Santana
O histórico dirigente social-democrata e actual de Pedro Santana Lopes afirmou numa entrevista à Rádio Renancença, no programa "Câmara dos Comuns", não ter a certeza da manutenção de Pedro Santana Lopes no Governo, até ao fim do mandato. "Ninguém me diz que Santana Lopes não entrega o Governo a Álvaro Barreto e não concorre [à Presidência da República]", disse o membro do Conselho Nacional do PSD. O dirigente político falava a propósito do próximo congresso do partido e para o qual prevê apenas a "entronização" do presidente. Por isso é que não espera ficar até ao fim: "Para estar três dias em hossanas e aleluias, não contem comigo.""
Das quatro, uma (ou todas!!!):
-Miguel Veiga é muito bem informado
-Miguel Veiga sabe de mais
-Miguel Veiga é um visionário
-MIguel Veiga é medium
Mas uma coisa é certa, Miguel Veiga é provavelmente um dos homens mais lúcidos do PSD, conhece verdadeiramente a essência de Santana Lopes, Miguel Veiga é honesto, Miguel Veiga não anda a fazer-se ao tacho.
Só tenho pena que, de facto, a profecia não se cumpra mais cedo e Santana Lopes não entregue já o Governo Alvaro Barreto.
Tudo de bom
"Miguel Veiga desconfiado da candidatura de Santana
O histórico dirigente social-democrata e actual de Pedro Santana Lopes afirmou numa entrevista à Rádio Renancença, no programa "Câmara dos Comuns", não ter a certeza da manutenção de Pedro Santana Lopes no Governo, até ao fim do mandato. "Ninguém me diz que Santana Lopes não entrega o Governo a Álvaro Barreto e não concorre [à Presidência da República]", disse o membro do Conselho Nacional do PSD. O dirigente político falava a propósito do próximo congresso do partido e para o qual prevê apenas a "entronização" do presidente. Por isso é que não espera ficar até ao fim: "Para estar três dias em hossanas e aleluias, não contem comigo.""
Das quatro, uma (ou todas!!!):
-Miguel Veiga é muito bem informado
-Miguel Veiga sabe de mais
-Miguel Veiga é um visionário
-MIguel Veiga é medium
Mas uma coisa é certa, Miguel Veiga é provavelmente um dos homens mais lúcidos do PSD, conhece verdadeiramente a essência de Santana Lopes, Miguel Veiga é honesto, Miguel Veiga não anda a fazer-se ao tacho.
Só tenho pena que, de facto, a profecia não se cumpra mais cedo e Santana Lopes não entregue já o Governo Alvaro Barreto.
Tudo de bom
08 novembro 2004
Antevisão do jogo
Da Lusa. Vejam com atenção, sff.
"Futebol: Roménia - Árbitro espancado em jogo de amadores
Bucareste, 08 Nov (Lusa) - Um árbitro foi hospitalizado em Galati, após ter sido brutalmente espancado num jogo entre as equipas amadoras do Viitorul Beresti e o Sporting Vointa Liesti, da Divisão D romena de futebol.
Florin Slabu, de 28 anos, tentava travar uma altercação entre jogadores das duas equipas quando foi atingido com uma cabeçada por Iulian Grasu, jogador da equipa anfitriã, o Viitorul Beresti, insatisfeito pela marcação de uma grande penalidade a favor do Sporting Vointa Liesti.
A agência noticiosa romena adianta hoje que Slabu perdeu quatro dentes e sofreu uma contusão na cabeça, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Galati, segundo revelou o médico Alexandru Marinescu.
Este foi o segundo árbitro a ser agredido no mesmo número de meses em jogos das divisões inferiores romenas. Petronela Gore, uma árbitro, foi agredida a soco por um jogador em Outubro.
O presidente da Comissão de Árbitros da Roménia, Ion Craciunescu, considerou já que os juízes enfrentam uma autêntica "selva" nos jogos das ligas amadoras do país e anunciou a hipótese de serem instaurados processos judiciais contra os jogadores implicados em agressões a árbitros.
"Futebol: Roménia - Árbitro espancado em jogo de amadores
Bucareste, 08 Nov (Lusa) - Um árbitro foi hospitalizado em Galati, após ter sido brutalmente espancado num jogo entre as equipas amadoras do Viitorul Beresti e o Sporting Vointa Liesti, da Divisão D romena de futebol.
Florin Slabu, de 28 anos, tentava travar uma altercação entre jogadores das duas equipas quando foi atingido com uma cabeçada por Iulian Grasu, jogador da equipa anfitriã, o Viitorul Beresti, insatisfeito pela marcação de uma grande penalidade a favor do Sporting Vointa Liesti.
A agência noticiosa romena adianta hoje que Slabu perdeu quatro dentes e sofreu uma contusão na cabeça, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Galati, segundo revelou o médico Alexandru Marinescu.
Este foi o segundo árbitro a ser agredido no mesmo número de meses em jogos das divisões inferiores romenas. Petronela Gore, uma árbitro, foi agredida a soco por um jogador em Outubro.
O presidente da Comissão de Árbitros da Roménia, Ion Craciunescu, considerou já que os juízes enfrentam uma autêntica "selva" nos jogos das ligas amadoras do país e anunciou a hipótese de serem instaurados processos judiciais contra os jogadores implicados em agressões a árbitros.
Telenovela do DN continua
Mário Bettencourt Resendes diz hoje em artigo de opinião publicado no DN que o caso de Fernando Lima é de “óbvia incompetência”. Mais citações do mesmo autor:
“(...) Como não se quer pôr em causa a inteligência dos envolvidos, declarações posteriores feitas a jornais ou perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social só podem ser classificadas como desonestidade intelectual e tentativa de vitimização destinada a mascarar um caso de óbvia incompetência, atestada e sentida pela Redacção do jornal”(...)
“Lamento, apenas, ter dado a cara pelo meu sucessor, em público e junto dos meus colegas do jornal. Ignorava, no entanto, o currículo de exercícicos objectivos de condicionamento no acesso à informação, como resultado de notícias ou artigos desfavoráveis para o “grande chefe” do então assessor. E ainda, mais recentemente, ameaças directas de estrangulamento financeiro de uma empresa jornalísitica de capitais públicos, “só” porque a independência informativa não agradava ao ministro do serventuário”
Tradução: onde se lê “grande chefe” leia-se Cavaco Silva e onde se lê “ministro do serventuário” leia-se Martins da Cruz.
A telenovela do DN continua, desta vez com a contribuição directa da administração da Lusomundo Media, e não dá mostras de acabar. Como pano de fundo as presidenciais? LR
“(...) Como não se quer pôr em causa a inteligência dos envolvidos, declarações posteriores feitas a jornais ou perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social só podem ser classificadas como desonestidade intelectual e tentativa de vitimização destinada a mascarar um caso de óbvia incompetência, atestada e sentida pela Redacção do jornal”(...)
“Lamento, apenas, ter dado a cara pelo meu sucessor, em público e junto dos meus colegas do jornal. Ignorava, no entanto, o currículo de exercícicos objectivos de condicionamento no acesso à informação, como resultado de notícias ou artigos desfavoráveis para o “grande chefe” do então assessor. E ainda, mais recentemente, ameaças directas de estrangulamento financeiro de uma empresa jornalísitica de capitais públicos, “só” porque a independência informativa não agradava ao ministro do serventuário”
Tradução: onde se lê “grande chefe” leia-se Cavaco Silva e onde se lê “ministro do serventuário” leia-se Martins da Cruz.
A telenovela do DN continua, desta vez com a contribuição directa da administração da Lusomundo Media, e não dá mostras de acabar. Como pano de fundo as presidenciais? LR
Das Kapital
Meu caro Luís Osório,
dediquei uns minutos do meu dia a ler a edição de hoje do teu jornal.
Li, na primeira página, a homenagem a Mário Soares;
Li, nesse destaque de cinco páginas, outros elogios a Soares ("mantém-se em boa forma física e mental"), tendo percebido que o homem faz 80 anos daqui a um mês;
Li, também, "a primeira longa entrevista" a um rapaz que é "o homem mais próximo de José Sócrates";
Li, ainda, a legenda da imagem do dia, dedicada (numa página inteira) a uma manifestação comunista em S. Petersburgo;
Li, por fim, que o coma de Arafat "é reversível".
Depois de tanto ler, com a devida atenção, sugiro-te uma última alteração à nova Capital: mudar o nome para Das Kapital.
Tenho a certeza que, assim, o Comité Central vai dedicar uma boa parte do encontro a tentar perceber como o "Avante!" pode ter sido ultrapassado pela esquerda.
Abraços do teu leitor atento,
David Dinis
dediquei uns minutos do meu dia a ler a edição de hoje do teu jornal.
Li, na primeira página, a homenagem a Mário Soares;
Li, nesse destaque de cinco páginas, outros elogios a Soares ("mantém-se em boa forma física e mental"), tendo percebido que o homem faz 80 anos daqui a um mês;
Li, também, "a primeira longa entrevista" a um rapaz que é "o homem mais próximo de José Sócrates";
Li, ainda, a legenda da imagem do dia, dedicada (numa página inteira) a uma manifestação comunista em S. Petersburgo;
Li, por fim, que o coma de Arafat "é reversível".
Depois de tanto ler, com a devida atenção, sugiro-te uma última alteração à nova Capital: mudar o nome para Das Kapital.
Tenho a certeza que, assim, o Comité Central vai dedicar uma boa parte do encontro a tentar perceber como o "Avante!" pode ter sido ultrapassado pela esquerda.
Abraços do teu leitor atento,
David Dinis
"Sócrates anuncia contratação de empresa privada externa para a gestão dos serviços administrativos da sede do PS"
Sócrates está imparável...acabou de professar a sua crença na iniciativa privada defendendo a passagem de legislação que impeça a aquisição e posse de bens da comunicação social pelo Estado, empresas públicas e empresas com participação pública.
Com esta baralha não só o PSD como o seu próprio partido...
O que se calhar Sócrates não antecipou é que a consequência imediata desta sua tomada de posição é a crença na incompetência e impossibilidade de intervenção isenta ideologicamente por parte de qualquer ente público em sectores manipuláveis....ou seja, todos aqueles que não cumprem estritamente os rigores do Estado mínimo (defesa, protecção civil e segurança, e a verificação e qualificação dos contratos entre indivíduos).
Gostava que Sócrates fosse coerente neste seu influxo liberalizador e libertador (da excessiva intervenção estatal, centralista ou colectivista) e propusesse imediatamente a contratualização externa da gestão dos serviços administrativos do Largo do Rato.
Por este andar ainda veremos Sócrates a negar Keynes e a exigir a necessidade da sociedade civil tomar o lugar do Estado na gestão de bens públicos no sentido de garantir rigor orçamental e transparência das contas públicas, mesmo em tempos de ciclo económico expansivo (como aquele que nos andam a dizer que vamos viver).
Ainda gritarei com ele "Esegur, Securitas e Prosegur a fazer a segurança de Belém"
Tudo de bom
Com esta baralha não só o PSD como o seu próprio partido...
O que se calhar Sócrates não antecipou é que a consequência imediata desta sua tomada de posição é a crença na incompetência e impossibilidade de intervenção isenta ideologicamente por parte de qualquer ente público em sectores manipuláveis....ou seja, todos aqueles que não cumprem estritamente os rigores do Estado mínimo (defesa, protecção civil e segurança, e a verificação e qualificação dos contratos entre indivíduos).
Gostava que Sócrates fosse coerente neste seu influxo liberalizador e libertador (da excessiva intervenção estatal, centralista ou colectivista) e propusesse imediatamente a contratualização externa da gestão dos serviços administrativos do Largo do Rato.
Por este andar ainda veremos Sócrates a negar Keynes e a exigir a necessidade da sociedade civil tomar o lugar do Estado na gestão de bens públicos no sentido de garantir rigor orçamental e transparência das contas públicas, mesmo em tempos de ciclo económico expansivo (como aquele que nos andam a dizer que vamos viver).
Ainda gritarei com ele "Esegur, Securitas e Prosegur a fazer a segurança de Belém"
Tudo de bom
Não - parte 6
Só com notícias destas - "Portugal perde direito ao mar" - é que o país adormecido e viciado no dinheiro dos fundos europeus acorda para a realidade: Portugal vai perdendo dia-a-dia uma parte da sua soberania.
Se a Constituição Europeia for aprovada em referendo - continuo à espera, desconfiado de que não haverá propositadamente acordo entre PSD e PS para uma consulta popular - os portugueses cederão a Bruxelas a soberania sobre a sua Zona Económica Exclusiva, ou seja, sobre a sua costa.
Pedro Santana Lopes, o homem que outrora ameaçava "bater o pé" a Bruxelas, sentou o seu traseiro numa cadeira romana, dobrou a espinha e assinou o livro, inebriado com os flashes e com os Gherards, os Jacques e os Tony's da alta política europeia.
Paulo Portas, o hipócrita que é ministro de Estado, da Defesa e dos Assuntos do Mar, calou-se. Supostamente, o ministro responsável, antigo euro-céptico, pela defesa da nossa costa deveria dar uma palavrinha à Nação. Mas não, calou-se como um rato.
Ou não deve ter nada para dizer ou, então, ainda não ganhou lata - coisa surpreendente em Portas - para expressar publicamente o seu apoio a tão generosa oferta de Portugal ao bem estar comunitário da União.
"Em Bruxelas, ficaram muito surpreendidos por Portugal não se ter oposto", diz João Salgueiro.
Pois. Em Bruxelas, não sabem que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas estão preocupados com o verdadeiro assunto de Estado: como manter a coligação no Poder. Isso é que interessa. Portugal que se lixe. LR
Se a Constituição Europeia for aprovada em referendo - continuo à espera, desconfiado de que não haverá propositadamente acordo entre PSD e PS para uma consulta popular - os portugueses cederão a Bruxelas a soberania sobre a sua Zona Económica Exclusiva, ou seja, sobre a sua costa.
Pedro Santana Lopes, o homem que outrora ameaçava "bater o pé" a Bruxelas, sentou o seu traseiro numa cadeira romana, dobrou a espinha e assinou o livro, inebriado com os flashes e com os Gherards, os Jacques e os Tony's da alta política europeia.
Paulo Portas, o hipócrita que é ministro de Estado, da Defesa e dos Assuntos do Mar, calou-se. Supostamente, o ministro responsável, antigo euro-céptico, pela defesa da nossa costa deveria dar uma palavrinha à Nação. Mas não, calou-se como um rato.
Ou não deve ter nada para dizer ou, então, ainda não ganhou lata - coisa surpreendente em Portas - para expressar publicamente o seu apoio a tão generosa oferta de Portugal ao bem estar comunitário da União.
"Em Bruxelas, ficaram muito surpreendidos por Portugal não se ter oposto", diz João Salgueiro.
Pois. Em Bruxelas, não sabem que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas estão preocupados com o verdadeiro assunto de Estado: como manter a coligação no Poder. Isso é que interessa. Portugal que se lixe. LR
Não - parte 5
Mais uma pequena prova de como o "não" é um imperativo democrático. Citações de um artigo de um verdadeiro social-democrata e ex-eurodeputado, José Pacheco Pereira, publicado na revista "Sábado":
"A Consituição europeia nasceu do equívoco, da combinação entre um complexo de culpa face ao Tratado de Nice, e da necessidade de encontrar um mecanismo pelo qual os países que mandavam na Europa a 15 continuassem a mandar na Europa a 25.
(...) procurou-se um método que garantisse que o resultado fosse controlado pelos principais interessados neste exercício, ou seja, pela Alemanha e pela França (...)"
"O chamado "método convencional" foi uma ficção de democracia, uma forma de fazer funcionar uma assembleia hibrida, com muitos delegados, sem mandato controlado, e que rapidamente chegou à conclusão de que podia funcionar sempre em consenso sem votar. Votar, votava Giscard d'Estaing que fechava as discussões como lhe aprazia, "interpretando" o sentir dos convencionais em função das demografias nacionais, sempre sem realizar votações. Ao lado da Convenção, o braço no ar do PCP é um excesso democrático".
"Existe um establishment europeu, pago e financiado pelas instituições europeias, com muito dinheiro, pouca transparência e quase nenhuma prestação de contas nacional. Produz aquilo que se chama eufemisticamente "propaganda institucional" como um encarte que apareceu dentro de jornais portugueses esta semana. Lá se conta, em linguagem que Orwell reconheceria como do "1984", uma versão oficial como surgiu a Constituição Europeia. É um instrumento de proganda do "sim".
Este é apenas um exemplo de uma máquina europeia que financia a sua própria propaganda em Portugal, paga a funcionários e jornalistas, financia viagens, encomenda programas de televisão e de rádio, convida e desconvida para colóquios e conferências, promove pessoas e grupos que gravitam à sua volta. Toda esta máquina, que devia permanecer isenta face ao referendo, já está a funcionar a favor do "sim" (...)
"Se defender o "não" vou ter acesso aos mesmos financiamentos europeus para propaganda? Ou são só os europeístas os que defendem o "sim"?
"A história pode empurrar para a arrogância e todos os ditadores europeus gostavam das "lições" da história, mas hoje precisamos dela para nos ensinar prudência. A Europa é um continente muito vellho para andar a fingir que é novo, a correr quando deveria dar passos seguros".
E os apoiantes do "não" vão aumentando. LR
"A Consituição europeia nasceu do equívoco, da combinação entre um complexo de culpa face ao Tratado de Nice, e da necessidade de encontrar um mecanismo pelo qual os países que mandavam na Europa a 15 continuassem a mandar na Europa a 25.
(...) procurou-se um método que garantisse que o resultado fosse controlado pelos principais interessados neste exercício, ou seja, pela Alemanha e pela França (...)"
"O chamado "método convencional" foi uma ficção de democracia, uma forma de fazer funcionar uma assembleia hibrida, com muitos delegados, sem mandato controlado, e que rapidamente chegou à conclusão de que podia funcionar sempre em consenso sem votar. Votar, votava Giscard d'Estaing que fechava as discussões como lhe aprazia, "interpretando" o sentir dos convencionais em função das demografias nacionais, sempre sem realizar votações. Ao lado da Convenção, o braço no ar do PCP é um excesso democrático".
"Existe um establishment europeu, pago e financiado pelas instituições europeias, com muito dinheiro, pouca transparência e quase nenhuma prestação de contas nacional. Produz aquilo que se chama eufemisticamente "propaganda institucional" como um encarte que apareceu dentro de jornais portugueses esta semana. Lá se conta, em linguagem que Orwell reconheceria como do "1984", uma versão oficial como surgiu a Constituição Europeia. É um instrumento de proganda do "sim".
Este é apenas um exemplo de uma máquina europeia que financia a sua própria propaganda em Portugal, paga a funcionários e jornalistas, financia viagens, encomenda programas de televisão e de rádio, convida e desconvida para colóquios e conferências, promove pessoas e grupos que gravitam à sua volta. Toda esta máquina, que devia permanecer isenta face ao referendo, já está a funcionar a favor do "sim" (...)
"Se defender o "não" vou ter acesso aos mesmos financiamentos europeus para propaganda? Ou são só os europeístas os que defendem o "sim"?
"A história pode empurrar para a arrogância e todos os ditadores europeus gostavam das "lições" da história, mas hoje precisamos dela para nos ensinar prudência. A Europa é um continente muito vellho para andar a fingir que é novo, a correr quando deveria dar passos seguros".
E os apoiantes do "não" vão aumentando. LR
Não - parte 4
Só para não pensarem que o "não" à União Europeia só move a direita, eis uma opinião de um ilustre pensador de esquerda, António Barreto, bem mais credível do que Jorge Sampaio - personagem que o DD gosta de citar a propósito de matérias europeias:
(visto o "Público" não disponibilizar o artigo on-line, eis a transcrição)
"Se tudo correr mal, teremos uma Constituição europeia em 2006, lá para Outubro. Isto é, se os parlamentares europeus ratificarem e se todos os referendos - não se sabe quantos são, nem em que altura se realizarão - aprovarem o Tratado assinado há dias, essa nova Magna Carta será realidade. Mas se tudo correr bem, se alguns parlamentares não ratificarem e se alguns povos disserem "não", a Constituição será modificada, adiada ou esquecida. É ainda cedo para previsões, mas, com realismo, são altas as probabilidades de as coisas correrem mal".
"(...) Estão a ser concebidos todos os dispositivos imagináveis destinados a tornar inevitável a sua aprovação. Idealizam-se as mais intensas campanhas de manipulação da opinião, disfarçadas de "campanhas de informação", que têm como único objectivo o de garantir que a "coisa" seja ameaçadora, não tenha alternativas e seja aprovada. Os chefes de Estado, os primeiros-ministros, os governos, as burocracias europeias e as administrações nacionais, assim como um enorme rol de partidos, estão a postos e apostados em evitar que tenha êxito qualquer veleidade de discussão e rejeição"
"(...) no referendo os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre um tema para o qual existem alternativas (...) no plebiscito, os cidadãos devem aprovar o que lhes é posto à frente, não havendo alternativas nem conhecimento sobre as consequências de um voto negativo (...) O chamado referendo europeu de 2005 identifica-se com o plebiscito (...)".
"(...) Se algum povo da Europa disser "não", fá-lo na ignorância do que decorre da sua decisão. Terá de abandonar a União? Poderá ter esperanças numa Constituição diferente? Ficará satisfeito com os actuais Tratado da União? Será obrigado a votar tantas vezes quanto necessário até se conformar? Não sabe (...)"
"Em conclusão: este plebiscito realizar-se-á em condições de pura chantagem e de forte intimidação dos cidadãos. A dogmática europeia está construída de maneira impecável: quem não quer esta Constituição não quer a Europa, nem a União! É impossível preferir, por exemplo, manter-se na União, com base nos Tratados internacionais (os actuais e os futuros), mas sem Constituição que cria um verdadeiro Estado (...)".
Nem mais. LR
(visto o "Público" não disponibilizar o artigo on-line, eis a transcrição)
"Se tudo correr mal, teremos uma Constituição europeia em 2006, lá para Outubro. Isto é, se os parlamentares europeus ratificarem e se todos os referendos - não se sabe quantos são, nem em que altura se realizarão - aprovarem o Tratado assinado há dias, essa nova Magna Carta será realidade. Mas se tudo correr bem, se alguns parlamentares não ratificarem e se alguns povos disserem "não", a Constituição será modificada, adiada ou esquecida. É ainda cedo para previsões, mas, com realismo, são altas as probabilidades de as coisas correrem mal".
"(...) Estão a ser concebidos todos os dispositivos imagináveis destinados a tornar inevitável a sua aprovação. Idealizam-se as mais intensas campanhas de manipulação da opinião, disfarçadas de "campanhas de informação", que têm como único objectivo o de garantir que a "coisa" seja ameaçadora, não tenha alternativas e seja aprovada. Os chefes de Estado, os primeiros-ministros, os governos, as burocracias europeias e as administrações nacionais, assim como um enorme rol de partidos, estão a postos e apostados em evitar que tenha êxito qualquer veleidade de discussão e rejeição"
"(...) no referendo os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre um tema para o qual existem alternativas (...) no plebiscito, os cidadãos devem aprovar o que lhes é posto à frente, não havendo alternativas nem conhecimento sobre as consequências de um voto negativo (...) O chamado referendo europeu de 2005 identifica-se com o plebiscito (...)".
"(...) Se algum povo da Europa disser "não", fá-lo na ignorância do que decorre da sua decisão. Terá de abandonar a União? Poderá ter esperanças numa Constituição diferente? Ficará satisfeito com os actuais Tratado da União? Será obrigado a votar tantas vezes quanto necessário até se conformar? Não sabe (...)"
"Em conclusão: este plebiscito realizar-se-á em condições de pura chantagem e de forte intimidação dos cidadãos. A dogmática europeia está construída de maneira impecável: quem não quer esta Constituição não quer a Europa, nem a União! É impossível preferir, por exemplo, manter-se na União, com base nos Tratados internacionais (os actuais e os futuros), mas sem Constituição que cria um verdadeiro Estado (...)".
Nem mais. LR
07 novembro 2004
A bacorada da semana
Tendo em conta que o nosso primeiro só fala nos últimos tempos acerca de política internacional - e só se tiver a cábula à frente - o prémio "A Bacorada da Semana" vai direitinho para o jornalista Luís Osório, director d' "A Capital".
Ao "Independente", Osório, o Luís, ex-compagnon de route do Partido Comunista Português, afirmou o seguinte: " (...) em termos filosóficos, a consciência crítica é de esquerda".
Não, não é uma gralha. O homem disse mesmo o que acima se transcreve.
Ou seja, depois do diploma de democrata só ser entrege a ilustres e anónimos representantes da "esquerda", depois da consciência ecológica ser uma causa exclusiva da "esquerda", depois - ai de quem ponha em causa a seguinte verdade absoluta e universal! - dos direitos humanos só serem praticados pela "esquerda", etc, etc, etc..., eis que um dos ilustres bem pensantes da "esquerda" portuguesa chega à homérica conclusão que a crítica e a "consciência" necessária para executar tal nobre acto é de "esquerda".
Já agora, quando é que o Osório, o Luís, e os seus amigos classificam ideologicamente, por exemplo, a procriação? Talvez assim o sentido das suas vidas fosse conhecido.
Na mesma entrevista, Osório, o Luís, jurou que jamais "A Capital" fará "fretes ao PS", para declarar logo de seguidao seguinte: "se há partido que penso que é nefasto para a credibilidade da política esse partido é o Bloco de Esquerda". Osório, o Luís, tem razão, mas não deixa de ser verdade que a jura durou 30 segundos... LR
Ao "Independente", Osório, o Luís, ex-compagnon de route do Partido Comunista Português, afirmou o seguinte: " (...) em termos filosóficos, a consciência crítica é de esquerda".
Não, não é uma gralha. O homem disse mesmo o que acima se transcreve.
Ou seja, depois do diploma de democrata só ser entrege a ilustres e anónimos representantes da "esquerda", depois da consciência ecológica ser uma causa exclusiva da "esquerda", depois - ai de quem ponha em causa a seguinte verdade absoluta e universal! - dos direitos humanos só serem praticados pela "esquerda", etc, etc, etc..., eis que um dos ilustres bem pensantes da "esquerda" portuguesa chega à homérica conclusão que a crítica e a "consciência" necessária para executar tal nobre acto é de "esquerda".
Já agora, quando é que o Osório, o Luís, e os seus amigos classificam ideologicamente, por exemplo, a procriação? Talvez assim o sentido das suas vidas fosse conhecido.
Na mesma entrevista, Osório, o Luís, jurou que jamais "A Capital" fará "fretes ao PS", para declarar logo de seguidao seguinte: "se há partido que penso que é nefasto para a credibilidade da política esse partido é o Bloco de Esquerda". Osório, o Luís, tem razão, mas não deixa de ser verdade que a jura durou 30 segundos... LR
05 novembro 2004
Caro João Pedro
Realmente, sou de direita. Mas a minha direita não está no poder. Eras capaz de ficar ainda mais irritado se, de facto, a minha direita estivesse no poder, mas felizmente para nós, jornalistas, não está - notícias não faltam, perdoem-me o pequeno contentamento corporativista.
Uma pergunta:
- És de esquerda? Desconfio que sim.
Mais duas perguntas:
- Mas qual é a tua esquerda?
- A do "frade" Francisco Louçã, a do adepto da Coreia do Norte ou a do centrista José Sócrates?
Três comentários:
- Não há nada como a transparência ideológica para discutirmos as nossas opiniões.
- Espero sinceramente que a tua (?) esquerda aceite democraticamente uma eventual vitória de Santana Lopes em 2006 e não comece a fazer infundados pedidos de recontagens de votos. A isto chama-se falta de espírito democrático. Não há melhor sabedoria em democracia do que o voto popular.
- Este XVI Governo é constitucionalmente legítimo. A Constituição da República permitia a dissolução ou a tomada de posse de um novo Governo. O Presidente da República, eleito pela esquerda, fez uma opção política em nome da estabilidade. Compreendo a tua desilusão, mas é a vida. Deves dirigir as tuas queixas ao Palácio de Belém, à tua esquerda e não à Casa Branca e muito menos ao Insubmisso. LR
Uma pergunta:
- És de esquerda? Desconfio que sim.
Mais duas perguntas:
- Mas qual é a tua esquerda?
- A do "frade" Francisco Louçã, a do adepto da Coreia do Norte ou a do centrista José Sócrates?
Três comentários:
- Não há nada como a transparência ideológica para discutirmos as nossas opiniões.
- Espero sinceramente que a tua (?) esquerda aceite democraticamente uma eventual vitória de Santana Lopes em 2006 e não comece a fazer infundados pedidos de recontagens de votos. A isto chama-se falta de espírito democrático. Não há melhor sabedoria em democracia do que o voto popular.
- Este XVI Governo é constitucionalmente legítimo. A Constituição da República permitia a dissolução ou a tomada de posse de um novo Governo. O Presidente da República, eleito pela esquerda, fez uma opção política em nome da estabilidade. Compreendo a tua desilusão, mas é a vida. Deves dirigir as tuas queixas ao Palácio de Belém, à tua esquerda e não à Casa Branca e muito menos ao Insubmisso. LR
04 novembro 2004
Raio de gente
Afinal, Yasser Arafat morreu ou não morreu?
Decidam-se, para escrever um post sobre o assunto.
Quem tiver alguma informação CIENTÍFICA sobre o assunto diga para o Insubmisso, ok?
Decidam-se, para escrever um post sobre o assunto.
Quem tiver alguma informação CIENTÍFICA sobre o assunto diga para o Insubmisso, ok?
Aos meus amigos anti-federalistas...
«Sampaio admite Europa federal nos próximos 10 ou 20 anos
Lisboa, 04 Nov (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje uma solução federal para a Europa a médio prazo e pediu que não se dramatize o referendo relacionado
com o Tratado Constitucional com base na falta de informação dos cidadãos.
"Ficaria muito feliz por ver uma confederação, ou talvez mesmo uma federação de Estados-nação, (construída)num processo lento de perfeccionismo, o que acontecerá
provavelmente - espero - num prazo de 10 a 20 anos. É um grande desafio", acentuou.
Jorge Sampaio intervinha em inglês num debate com o seu homólogo austríaco, Heinz Fischer, no âmbito do fórum "Viver a Europa" que decorre no Centro de Congressos de
Lisboa.
A necessidade de "uma estratégia para o futuro" da Europa foi por diversas vezes sublinhada pelo Presidente da República, que disse não conceber Portugal fora dos 25
Estados-membros da União Europeia (UE).
»
Pronto. Era só isto.
Lisboa, 04 Nov (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje uma solução federal para a Europa a médio prazo e pediu que não se dramatize o referendo relacionado
com o Tratado Constitucional com base na falta de informação dos cidadãos.
"Ficaria muito feliz por ver uma confederação, ou talvez mesmo uma federação de Estados-nação, (construída)num processo lento de perfeccionismo, o que acontecerá
provavelmente - espero - num prazo de 10 a 20 anos. É um grande desafio", acentuou.
Jorge Sampaio intervinha em inglês num debate com o seu homólogo austríaco, Heinz Fischer, no âmbito do fórum "Viver a Europa" que decorre no Centro de Congressos de
Lisboa.
A necessidade de "uma estratégia para o futuro" da Europa foi por diversas vezes sublinhada pelo Presidente da República, que disse não conceber Portugal fora dos 25
Estados-membros da União Europeia (UE).
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Pronto. Era só isto.
Um último bushismo
Já repararam na capa de hoje da Capital?
"A Europa face à vitória de Bush".
E nem uma palavrinha sobre os últimos dias da nossa civilização!?
É a vida, caro Osório. Um abraço.
"A Europa face à vitória de Bush".
E nem uma palavrinha sobre os últimos dias da nossa civilização!?
É a vida, caro Osório. Um abraço.
Quando o blog bate mais forte, perde
O meu caro RCP, neste texto, confessou a sua admiração pelo livre pensamento do ex-Presidente Mário Soares.
Sinceramente, não quero acreditar que o RCP tenha ouvido todas as declarações do ex-Presidente sobre os EUA. Recordo-lhe duas, feitas no Prós e Contras um dia antes da eleição norte-americana:
1. "Se Kerry ganhar acaba a pobreza".
2. "Se Kerry ganhar o mundo fica em paz".
Meu caro,
a isto não se chama livre pensamento. Chama-se disparate. Ao dr. Soares perdoamos tudo, porque há cerca de 30 anos ele teve um papel fundamental na História deste país. É dos raros políticos que não ficará registado num mero rodapé.
Mas isto aplica-se apenas ao dr. Soares, tá bem?
Fica um abraço,
com a devida consideração.
DD.
Sinceramente, não quero acreditar que o RCP tenha ouvido todas as declarações do ex-Presidente sobre os EUA. Recordo-lhe duas, feitas no Prós e Contras um dia antes da eleição norte-americana:
1. "Se Kerry ganhar acaba a pobreza".
2. "Se Kerry ganhar o mundo fica em paz".
Meu caro,
a isto não se chama livre pensamento. Chama-se disparate. Ao dr. Soares perdoamos tudo, porque há cerca de 30 anos ele teve um papel fundamental na História deste país. É dos raros políticos que não ficará registado num mero rodapé.
Mas isto aplica-se apenas ao dr. Soares, tá bem?
Fica um abraço,
com a devida consideração.
DD.
Best and worst of
A propósito da vitória de Bush e da derrota de Kerry muito se escreveu na blogsfera.
O melhor: "A suicida que impediu Bush de ganhar"
O pior: "Um passo para o desastre" (absolutamente ridículo, caro RCP)
O melhor: "A suicida que impediu Bush de ganhar"
O pior: "Um passo para o desastre" (absolutamente ridículo, caro RCP)
03 novembro 2004
O sistema eleitoral imperfeito
John Kerry já reconheceu a vitória de George W. Bush. A esquerda europeia ficou escandalizada com a derrota de Kerry. A democracia é uma coisa lixada. LR
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