22 novembro 2004

Soares

Eu gosto de Mário Soares. Não só por ter lutado em 75 contra os comunistas e os barnabés como também pelo simples facto de ser um bom burguês português. O facto de ter liderado o PS até 1986 impediu que os esquerdistas do Verão Quente tenham alcançado mais cedo o poder interno socialista. Com Soares, o PS foi um rival, mas nunca um inimigo do centro-direita sociológico.
Mas como bom burguês, Mário Soares também tem direito ao disparate. Afirmar que se não fosse a entrada para a União Europeia, já teriamos tido um golpe militar, é uma patetice. Este tipo de argumentação para defender o “sim” no referendo não passa de demagogia barata.
Mas demonstra que os federalistas já começam a ter receio do referendo. Por esta blogosfera fora, federalistas assumidos já pensam em votar “não” depois de conhecerem a enigmática pergunta acordada pelo Bloco Central. A chuva de críticas à questão que o Tribunal Constitcional terá que apreciar solidificou as minhas dúvidas quanto à realização de um referendo. Não acredito que o Bloco Central aceite uma consulta popular, se a vitória garantida do “sim” português correr o risco de se transformar numa vitória tangencial. Vamos ver, David. LR

O primeiro dia de Barroso

Para a posteridade, o dia de hoje vai ficar marcado nas agendas da história como o primeiro de Durão Barroso à frente dos destinos da Comissão Europeia. A sua agenda está longe de ser fácil: tem a reforma da Agenda de Lisboa, na qual se inclui a reformulação do Pacto de Estabilidade e Crescimento; o processo negocial no novo Quadro Comunitário de Apoio; as relações com os Estados Unidos e o combate ao terrorismo e, por último mas não menos importante, o processo da Constituição Europeia.

Eu pretendo dar a minha ajuda para dificultar a vida de Durão Barroso votando no “não” no próximo referendo sobre a Constituição Europeia.

A Mafalda deu cabo do nosso primeiro exclusivo

Pronto. A Mafalda Mendes de Almeida prometeu e cumpriu. O sketch de Santanek e Fiona Portas foi para o ar ontem à noite na íntegra e sem interrupções técnicas pelo meio. E o nosso primeiro exclusivo lá foi à vida.
Será que alguém avisa o dr. Nuno que já não é necessário chamar a PJ para fechar as portas d'O Insubmisso?
A recuperação da credibilidade do "Telejornal" já é uma tarefa que lhe dá muito trabalho. LR

Fim-de-semana de empatas II

Benfica e Sporting vivem situações bem mais complicadas. Os encarnados continuam com problemas financeiros e têm um plantel desequilibrado, particularmente no meio campo, mas tem um grande treinador. Giovanni Trapattoni é um grande senhor do futebol europeu, com um currículo que fala por si. Tem apenas a infelicidade de treinar um clube que não está à sua altura.
Deixei para último o meu Sporting porque é o caso mais complicado. Um passivo de mais de 400 milhões de euros, uma equipa com graves lacunas – faltam laterais, extremos, um guarda-redes de nível europeu e um “matador” – e um treinador próprio do Nacional da Madeira. José Peseiro já provou que não tem unhas para tocar aquela guitarra, particularmente ao nível psicológico. Quem ouviu as declarações de Peseiro e Cajuda no final do jogo em Aveiro, não notou diferenças entre os dois. Esse é o problema. José Peseiro tem a atitude própria de um clube que joga para não descer de divisão e falta-lhe dimensão para levar uma equipa ao título.

Por tudo isto, o Porto, mesmo uns furos abaixo do que é habitual, vai, muito provavelmente, limpar o campeonato. Qual é a lição? O futebol é muito mais do que refilar com o sistema. Há muito a aprender ao nível da gestão, sobretudo dos recursos humanos. E ninguém se lembrou disto para os lados de Alvalade.

Duas notas finais. Uma positiva para Carlos Brito, técnico do Rio Ave. Tem uma carreira muito promissora pela frente. Uma negativa para a arbitragem no estádio do Dragão, mais uma a prejudicar o espectáculo. Mas voltarei a este assunto em outra ocasião.

Abraços

Fim-de-semana de empatas I

  1. O Sporting e o Benfica perderam este fim-de-semana a oportunidade de devolverem maior emotividade à Liga, aproveitando a derrota do FCP, no Dragão, perante o Boavista, em mais um jogo do campeonato com os senhores do apito em grande evidência.
    Os empates de Sporting e Benfica – pior este último, uma vez que jogou em casa – dão uma falsa ideia de maior competitividade no futebol português. Ao contrário do que poderá parecer, não há uma aproximação do nível médio das várias equipas, mas, pura e simplesmente, crises nos ditos grandes. Benfica, Sporting e Porto já viveram melhores dias e o futebol que praticam está aí para o provar.
  2. Ainda assim, estas crises não são homogéneas, têm graus e abrangências diferentes. E o Porto, mais uma vez graças ao trabalho do seu Presidente, tem a posição menos má. As contas estão equilibradas com a venda de Ricardo Carvalho, Deco e companhia, jogadores fundamentais nos últimos sucessos do clube, mas que foram substituídos por outros com nível suficiente para garantirem vitórias no campeonato nacional, casos de Pepe, Diego ou Luís Fabiano.
    Desta forma, os problemas dos azuis e brancos residem apenas no treinador e em expectativas demasiado elevadas. Ou seja, o clube continua órfão de José Mourinho e vai continuar assim por muito tempo, porque o actual treinador do Chelsea é de outra galáxia. E Fernandez não tem metade das qualidades de Mourinho. Por outro lado, os adeptos habituaram-se a um patamar de vitórias insustentável para qualquer clube português. Nenhuma equipa portuguesa tem possibilidades financeiras e organizativas para lutar pela vitória nas provas da UEFA. O que aconteceu ao FCP nos últimos dois anos foi um grande feito, que dificilmente se repetirá nas próximas décadas.

19 novembro 2004

Um elogio merecido ao referendo

Eu sei que ninguém gosta, sei que ninguém percebe, sei até que todos acham ridícula. Eu, por mim, estou feliz com a aprovação de uma pergunta para que se possa votar, em referendo, a Constituição Europeia. Mais, para que eu possa votar "sim" nesse referendo.

Vejam bem que até fiquei feliz com a aparente boa vontade dos partidos políticos neste processo. PSD, PS e CDS concordaram numa pergunta; procuraram que esta não fosse (pelo menos claramente) inconstitucional; e ainda - desculpem lá os eurocépticos - deram um sinal de que se empenharão na luta pelo "sim". Quando vejo uma pergunta que começa com a carta dos direitos fundamentais, só posso pensar que a pergunta foi feita para um "sim" - mesmo que um "sim" politicamente correcto (o que me agrada menos, como calculam).

Dito isto, e para ser honesto, uma referência ao que me desagrada neste assunto: desagrada-me a democracia referendária - ainda que esta seja importante, admito, para que os velhos do restelo deixem de incomodar o país com questões polémicas;
desagrada-me que a pergunta não se perceba, sendo que a culpa é apenas, e só, de quem faz revisões constitucionais sem sentido, ignorando o que o tem;
desagrada-me também que todos digam que a pergunta é importantíssima, quando todos sabem que é a nossa integração europeia que vai a votos e que terá se ser legitimada. Andam há anos a queixar-se disso, agora nada a fazer.

A polémica, esta e não as inúteis, é bem recebida no Insubmisso.



Resposta à arrogância

Os esquerdistas portugueses costumam ter um problema comum: a arrogância. Pensam também que ao nascerem lhes foi revelado o único caminho possível para a verdade absoluta. Por isso mesmo é que têm problemas com quem pensa de forma diferente. A democracia, muitas vezes, é um conceito que lhes é estranho.

O António Mira é um amigo e um académico respeitado, que tem todo o nosso apoio numa altura em que foi insultado por escrever a sua opinião com base em informação válida que foi publicada noutros órgãos de comunicação social.

O JPH irritou-se. Costuma acontecer com frequência. É bom que isso aconteça. É sinal que está vivo e participativo na vida da nossa comunidade.
O problema é que resolveu partir para o insulto fácil e extemporâneo, sem pensar antes de escrever.
No teu jornal tens uma secção chamada "Pessoas" - salvo erro - em que é abordada quase em exclusivo a vida privada de gente mais e menos célebre. Isso sim é mais um sucedâneo do "Dantas". Uma só pergunta: será que o João Pedro alguma vez escreveu ou contribuiu algumas linhas nessa secção?

Desiludam-se, portanto, aqueles que pensam que o David Dinis - é com "s" não com "z" - e o Luís Rosa praticam ou pactuam com actos de censura. Esses actos ficam com quem os pratica.

Luís Rosa, David Dinis e Bruno Proença

O Alentejo tem coisas muito boas

Há uma coisa em Oeiras chamada "Oeiras Parque".

Não conhecia, mas passei a ter uma razão para lá ir...encher o bandulho.

Há um restaurante alentejano por aquelas paragens.

Lá come-se:
"salada de favinhas"
"paio de estremoz"
"medalhões de porco preto com bacon e castanhas".
"sericaia"

É preferível ir lá jantar porque ao almoço transborda.

Não é o "Fialho" mas a cozinheira é de lá...de Évora.

Procurem a dita casa e peçam o menu de degustação e vão pensar que não estão num centro comercial.

Tudo de bom

Os federalistas acordaram hoje bem dispostos

Resposta a um tal de JPH de um blog chamado "gloria facil"

Queira considerar V. Exa. o seguinte.

1. O blog "o insubmisso" também é deste energúmeno que lança boatos chamado António Mira
2. Canalha e mentiroso não são palavras redundantes
3. A jornalista a quem acusam de ter tido um affair com alguém de poder chama-se Rosa Veloso e parte da informação vem num pasquim chamado "Público" e num periódico de cordel chamado "Visão", e o resto da informação foi-me fornecida por uma jornalista da RTP afastada desde há um tempo dos grandes programas e que passa fins-de-semana fora de Lisboa perto de mim.
4. Quanto às sondagens para os cargos de Direcção de Informação da RTP foram efectuadas por pessoas ligadas a Nuno Morais Sarmento e a Almerindo Marques e por outras ligadas ao jovem administrador vindo da Missão Portugal, da Altamira e da EuroRSCG chamado Gonçalo qualquer coisa. As sondagens foram efectuadas junto de pessoas minhas conhecidas nas agências Unimagem, JLM e Associados e LPM. Se quiser os dias e as horas também lhe forneço. Todas as pessoas recusaram e tiveram, os responsáveis da RTP, que recorrer a pessoas da casa para não provocar convulsões no conturbado ambiente da comunicação social poruguesa
5. V. Exa. é ignorante e mal informado como o Scolari
6. Quando V. Exa se quiser irritar, não se irrite com o Luís e com o David que são excelentes pessoas e jornalistas e irrite-se directamente comigo.
7. Para terminar, e parafraseando Natália Correia e Pinheiro de Azevedo, ..."Vá badamerda!!"

Tudo de bom

17 novembro 2004

O orçamento e as surpresas do PS

O debate sobre o orçamento começou com um PS surpreendente.
Surpreendente?! Sim, por duas razões:

José Sócrates resolveu assumir uma posição politicamente incorrecta e afirmar-se contra descidas de impostos numa altura em que a situação orçamental não é estável.
É uma posição pouco natural, vinda de quem, ainda em 2000, aprovou em conselho de ministros uma redução de IRS precisamente quando o ciclo económico entrou em baixa;
É uma posição pouco natural, num PS que andou dois anos a protestar contra um Governo que reduzia o IRC, quando - dizia esse PS - devia dar prioridade às pessoas e não às empresas;
É uma posição pouco natural num líder partidário que procura o seu espaço de afirmação política num contexto que o pode, a breve prazo, levar ao poder.

Por tudo isto, a posição de Sócrates, apesar de pouco natural, é salutar. Mesmo que não seja mais do que uma opção conjuntural (ser contra este Governo), esta decisão do líder socialista produzirá efeitos no futuro. Responsabiliza-o. E isso é bom.

2º. Mas a posição do PS é também surpreendente por outra razão: é que, nos anos que passaram, este mesmo PS resolveu votar contra dois orçamentos por serem, precisamente, expansionistas. Tem mais investimento, é menos centrado no estímulo às exportações e mais no consumo, é, afinal, o orçamento que marca o fim da austeridade. Por tudo isto, o natural seria que o PS não votasse contra - se na política existisse alguma coisa natural. Não existe.

3., e concluindo:
Com dois sinais difusos, este PS resolve votar contra o OE.
Não sabemos ainda se o faz porque mudou, ou simplesmente porque nunca mudará.



The Gift e A Naifa

Durante algum tempo a região do Oeste viveu com o pesadelo de ter como única figura notada na Comunicação Social essa pérola do Bombarral chamada "Feliciano Duarte Barreiras".

Felizmente há os The Gift (Alcobaça Power!!!)... e estão de regresso.

Vão lançar novo disco com o título "AM/FM".

Para aqueles que vibraram com "The Gift" e se desiludiram com o "The Film", como eu, aqui fica o "coming back"!!!.

Senti-me invadido por uma alegria de adolescente ao ouvir ontem o disco em pré-audição (só sai a 29). "Wallpaper" e "77" sairam muito bem. Boa produção e boas misturas (Note-se que no lado FM são exageradas as colagens ao electronismo revivalista que os aproximam dos New Order...pena). A Sónia tem provavelmente a voz mais sensual do país...uma voz que faz cócegas no ouvido interno.

Os The Gift vão apresentar o disco no dia 20 em......Londres.

A Naifa é um projecto e peca por isso mesmo...está ainda minado pelo espírito . Tem, no entanto, potencial para se tornar algo mais. Para os mais desatentos este é a nova banda de Varatojo (ex-Peste&Sida e ex-Despe& Siga) e Aguardela (ex-Sitiados e "Mais qualquer coisa profundamente insolvente").

Vale a pena ouvir.

E depois de dito isto é bom saber que esta região tem mais para oferecer à música do que essa anedota chamada "Gomo" (Gomo, Toranja...a moda foi dos citrinos no Verão passado...citrinos estes que não eram mais do que a versão musical da Margarida Rebelo PInto!!!).


Tudo de bom e aproveitem estas dicas no dia do meu aniversário



16 novembro 2004

Já não há coligação

"Não durou dois dias. O Congresso acabou domingo a meio da tarde e hoje, terça-feira, está completamente desfeito qualquer efeito positivo que pudesse ter saído do encontro para Santana e sua gente.«Verdade» e «Confiança», nem a brincar, foram os slogans dos três dias barcelenses. Como se vê, muito apropriados. O que PSL quer é que confiemos nele, mas como se nem eles confiam uns nos outros. Sarmento desconfia dos santanistas, que por sua vez não confiam de todo no ministro da Presidência. Os santanistas (Gomes da Silva, H. Chaves, o tal Almeida, Pedro Pinto) não são personagens particularmente qualificados e no partido ninguém os grama verdadeiramente.Nesta altura, Santana e Portas bem podem almoçar juntos rodelinhas de laranja. Bem podem ir de mão dada a bordo de uma lancha para a Sagres. Bem podem consumar o enlace como Santanek e Fiona no Contra-Informação. Bem podem tudo isso e muito mais, mas a coligação está morta, condenada e enterrada. Minada por uma desconfiança crescente e que não tem retorno. Nem se trata da relação pessoal entre PSL e PP. É dos partidos (militantes e generalidade dos dirigentes) que falamos.Para o PSD isto até dava jeito se, simplesmente, estivesse a governar bem. Iamos para eleições e era confiar na «inteligência emocional» e no «carisma» do homem-do-gel. Mas com o desastre diário absoluto que é este XVI Governo (já não fazem uma asneira por semana. Agora são várias e, às vezes, até mais que uma no mesmo dia) levam uma banhada nas urnas.E, para nosso contínuo desastre, quem aí vem são figuras altíssimas como o sr. Vara, a dra. Edite ou o autarca Raposo. Liderados por um «animal feroz». MS in "Mau Tempo"

RTP censura Contra-Informação - parte 4

Afirma-se categoricamente que a razão profunda para a demissão de Rodrigues dos Santos terá sido uma questão de lençóis ou saias...não relacionada com Rodrigues dos Santos, mas com alguém com e de poder. Será mesmo????

Se assim é, revela coragem, desprendimento e ética do Director de Informação da RTP (agora percebo porque é que ele fez o cursinho de edição electrónica há uns meses atrás...já 'tava a ver a vida a andar para trás!!!) .

Aquilo que eu questiono é: porque é que a mesma coragem e ética demonstradas por Rodrigues dos Santos são tão difíceis de encontrar em centenas de:
Universidades e Politécnicos Públicos
Repartições e Serviços Centrais da Administração Pública
Orgãos de Administração local...

(só para citar 3 exemplos) que envolvem centenas de pessoas que estão lá, não por mérito próprio, mas porque estão disponíveis a certa altura para fazer um jeito a alguém que conjunturalmente está no poder e tem poder.

Tentarei concretizar em breve com vários exemplos, mas para já fica aquilo que de chocante se está a passar no Ministério de Agricultura onde os casos de colocação de profissionais em estruturas de missão para os mais variados fins chegou ao cúmulo de serem colocadas gestoras de empresas recém-licenciadas para estruturas de missão no campo da veterinária??????!!!!!

Tudo de bom

Escrito nas estrelas

Ouvi o primeiro-ministro dizer que os jornais, jornalistas e jornaleiros do país persistem em inventar notícias e colocar em causa a coligação.
Atendendo à crítica, resolvi escrever um texto baseado essencialmente em citações do próprio Santana Lopes.

Retiro a primeira de uma entrevista ao Expresso, a 14 de Fevereiro de 2004 - antes de ser PM, sendo número dois do PSD e presidente da Câmara de Lisboa. Aqui ficam:
"Como responsável da maioria não posso apoiar um candidato [presidencial] que não una as forças que são essenciais ao Governo do país. Isso levaria à dissolução da coligação no curto prazo". O título da entrevista, se bem se lembram, e entre aspas, dizia: "Cavaco levaria à dissolução da coligação com o CDS/PP".

Segunda citação, ainda de Santana Lopes, retirada do DN de sábado passado:
"Faremos tudo para criar condições a quem está melhor colocado para ganhar as eleições presidenciais. Para que Aníbal Cavaco Silva possa ser o nosso candidato".

Por fim, uma citação de um responsável do CDS/PP, reagindo ao apoio de Santana Lopes ao próprio Cavaco Silva. Lê-se assim, no DE de hoje, o porta-voz do segundo partido da coligação:
"Vamos ter de ver como é que a candidatura surge. A seu tempo se verá".

Não é o próprio Santana Lopes que se queixa de ter razão antes do tempo?

RTP censura Contra-Informação - parte 3

Será que se confirma a informação ,que ontem à noite circulava, que será um antigo jornalista, agora muito ligado a uma das agências de comunicação próximas do PSD, a assumir a Direcção de Informação da RTP????


Tudo de bom

15 novembro 2004

RTP censura Contra-Informação - parte 2

O primeiro exclusivo d'O Insubmisso confirma-se. José Rodrigues dos Santos demitiu-se esta tarde da direcção de informação, segundo a TSF. A razão? Oficialmente, não há.
A censura do programa "Contra-Informação", ontem abruptamente substituído pela telenovela luso-brasileira "Segredo", é uma das causas apontadas.
Esperamos que amanhã todos os diários de referência do nosso quintal citem O Insubmisso.
Esperamos também que Nuno Morais Sarmento, o homem que se diz farto das "brincadeiras e das mentiras dos jornais", ordene à Polícia Judiciária o encerramento deste sítio. LR

Um congresso, duas verdades

Atrás do púlpito, em letras garrafais, uma só palavra: "Verdade". No mesmo púlpito, porém, a palavra tinha significados diferentes consoante quem o usava. Foi assim o congresso do PSD, este fim-de-semana. Quem o seguiu disse que acabou sem novidades. Quem o visse com um pouco mais de atenção, talvez tirasse outras conclusões: o congresso discutiu caminhos para o país e até estratégias de poder. É quanto baste para quem vota perceber quem é quem e para onde nos leva.

Não teria sido assim se Marques Mendes estivesse ausente. O ex-ministro subiu ao palco e disse o que pensava - e o que pensava que o partido pensava sobre o assunto. Marques Mendes disse duas coisas:
1. Para o país, que o fim decretado da austeridade é um erro, o mesmo que levou o país para o fundo dos fundos, sob o signo do guterrismo;
2. Para o partido, que a coligação não está para durar, que já ninguém a quer e que isso devia ser assumido desde já.

Seguiu-se Nuno Morais Sarmento, que disse duas coisas também:
1. Para o país, que o anterior Governo já tinha decretado o fim da austeridade para esta fase da legislatura, pelo que não há mudanças que justifiquem uma oposição de Marques Mendes;
2. Para o partido, que a coligação tem que durar, para bem de uma continuidade no poder e do próprio projecto, pelo que não há razões que justifiquem o desafio de Marques Mendes.

As conclusões podem ficar para segundas núpcias - até porque só o tempo dirá quem tem razão. Ou seja: se o PSD voltará a ganhar as legislativas e, mais importante, se o país fica a ganhar com as opções tomadas.
Mas o que podemos concluir, desde já, é que a verdade escrita neste congresso só valeu para quem a disse. Porque o país, esse, viu um congresso com duas verdades bem diferentes.

Fim-de-semana em grande para o Sporting

Inicio hoje uma rubrica, que pretendo que tenha a estabilidade possível, sobre o fim-de-semana futebolístico.
E este último, teve um único protagonista: o Sporting. Senão, vejamos.

1. Venceu o Boavista por 6-1. A maior goleada de todo o campeonato, até ao momento. Um jogo totalmente controlado pelo Sporting, com boas exibições de Custódio, Carlos Martins e Roca no meio campo. E que deu para tudo: um golo do Pinilla e as brincadeiras de Liedson. Espero que o Jaime Pacheco tenha aprendido a lição: só se pode ser fanfarrão quando se tem uma grande equipa, como o Mourinho. Nos outros casos, é melhor estar calado para não passar vergonhas.
Aliás, até o golo do Boavista nasce no demérito do Sporting. Ou melhor, de mais um frango do Ricardo. Só o Scolari e a Juve é que conseguem gostar dele.

2. O Benfica empatou fora pela segunda vez consecutiva. E, mais uma vez, graças ao “abono de família” chamado Simão Saborosa, um produto da grande escola do Sporting.

3. Raciocínio semelhante se aplica ao FCP. O caminho para a vitória foi aberto por uma jogada mágica de Quaresma, outro grande jogador com origens em Alvalade. Mais uma vez, o Sporting em grande.

4. Porém, tudo isto serve apenas para fazer subir o ego dos sportinguistas, como eu. De resto, nada de novo. O Sporting está em quinto lugar, a cinco pontos do FCP, que já vai à frente do campeonato. E o Peseiro continua a ser o treinador e o Dias da Cunha o presidente. Ou seja, em termos estruturais, tudo na mesma miséria.

O melhor é saborear este resultado histórico durante a semana, porque temo que para a semana volte o sabor amargo, tipo derrota com o FCP.

Abraços

OS RECORDES DO INSUBMISSO...E OS LEÕES QUE SE NOS JUNTAM

O INSUBMISSO, esta perigosa "bolsa de resistência cognisciente", continua a crescer.

Esta semana batemos o recorde de entradas e visionamentos.

Batemos o recorde de textos publicados.

Batemos o recorde de citações em outros sites e blogs.

A par da Sagres Preta conseguimos aumentar a nossa penetração e taxa de mercado.

Apesar das tentativas de Morais Sarmento e seus apaniguados...continuamos a resistir a todos os subornos e censuras.

Uma marca de equipamento desportivo quer patrocinar o nosso guarda-roupa.

Editores atiram-se para o chão quando passamos, na vã tentativa de nos seduzir para a escrita nos seus domínios.

Uma conhecida marca de lingerie oferece-nos a fabulosa protagonista da sua última campanha (Deus...não me deixes pecar por pensamentos, palavras, actos e omissões) se nós ,"insubmissos", em bloco, posarmos para a campanha de Natal da marca em questão.
E...aumentámos também o nosso elenco...a partir de hoje contamos com a intervenção actual, racional, argumentativa e verde (???!!!) do Bruno Proença.

Que sejas bem aparecido e que o farol do Bugio ilumine teus passos nesta empreitada.

É pena seres leão...

Tudo de bom