Ontem, às 21h33m, a RTP voltou aos tempos da censura.
O primeiro-ministro Lopes garantiu várias vezes ao longo do fim-de-semana que a liberdade de informação e de expressão em Portugal não estavam em causa. Bastaram algumas horas para constatar que não é bem assim.
Estava no ar o programa satírico “Contra-Informação” – ultimamente arredado do prime-time da RTP – com uma rábula protagonizada por um ogre verde, Santanashrek de seu nome, e pelo seu companheiro, um burro chamado Bronco da Silva. Os dois tinham acabado de chegar à terra dos contos de fadas quando Santanashrek conhece uma ogra ligeiramente parecida a Paulo Portas, propondo-lhe uma aliança para governar aquela terra, eis senão quando… o programa é interrompido, sendo substituído pela telenovela luso-brasileira “Segredo”. Isto tudo sem uma explicação obrigatória da RTP.
Liberdade de expressão? Certo…
Ou muito me engano ou José Rodrigues dos Santos está a caminho da demissão. LR
14 novembro 2004
A opinião de um nosso associado
"Sentado sobre a «Verdade» no alto da tribuna, Santana Lopes recorreu a Cavaco Silva. Depois de uma dezena de congressos como outsider, o líder do PSD enfrenta o fantasma de si próprio. Já não é o challenger que dá luta e procura ser motor de um projecto.Na intervenção inicial, Santana perdeu uma oportunidade. A voz ia-lhe fugindo, mas o que faltou mesmo foi uma mensagem. Algo que se assemelhe vagamente a um rumo. Sobraram vitimização e justificação atrás de justificação, na defensiva. A «ficção» em vez da «verdade».O que tinha para oferecer era o apoio à corrida presidencial de Cavaco Silva. Recorreu agora ao antigo líder como o fizera há seis meses. A diferença é que nessa altura via a candidatura como uma ameaça à coligação com o PP.Onde está então a verdade? Será que é o fim da aliança que realmente se quer? Santana louva dois anos e meio de «lealdade a toda a prova» de Portas. Mas no pavilhão o que se ouve é o «ruído» de uma espinha encravada na garganta. A verdade, pois. E o que se vê é um partido acossado, agastado pelas críticas e que escolhe voltar-se para dentro, fechar-se num núcleo de fiéis, ao mesmo tempo que para o exterior faz promessas de abertura e construção de plataformas. A Verdade não é bandeira ou flor na lapela. Santana sai de Barcelos com os 80 ou 90 por cento da praxe. Mas mais longe de poder ganhar o País em 2006. A verdade em que acredita pode não ser mais que uma ficção."
Martim Silva in "Diário de Notícias"
Martim Silva in "Diário de Notícias"
O pós-moderno Lopes
Com um primeiro-ministro pop que "fala, fala, fala mas não diz nada", não é má ideia recordar as palavras do cronista social Rui Reininho:
"Ser mãe era a aspiração natural de todo o homem moderno
Ser o melhor é normal para os novos pobres deste colégio interno
Ter medo é a pulsão fundamental do criador & artista
Estar sóbrio é continuar a permanecer positivista
...E dantes as máquinas estavam sempre a avariar...
Mas com uns pós-modernos nada complicados
Sentimo-nos realizados
Ah! Os pós-modernos agarram na angústia
E fazem dela uma outra indústria
Com os pós-modernos nunca ganhamos
Mas também nada investimos"
A angústia é a indústria de Lopes. Esperemos que não enriqueça à nossa custa. LR
"Ser mãe era a aspiração natural de todo o homem moderno
Ser o melhor é normal para os novos pobres deste colégio interno
Ter medo é a pulsão fundamental do criador & artista
Estar sóbrio é continuar a permanecer positivista
...E dantes as máquinas estavam sempre a avariar...
Mas com uns pós-modernos nada complicados
Sentimo-nos realizados
Ah! Os pós-modernos agarram na angústia
E fazem dela uma outra indústria
Com os pós-modernos nunca ganhamos
Mas também nada investimos"
A angústia é a indústria de Lopes. Esperemos que não enriqueça à nossa custa. LR
12 novembro 2004
A oportunidade única dos socialistas
António Guterres deu ontem o primeiro sinal claro de que quer candidatar-se à Presidência da República. No cenário ideal - 1º Congresso sobre a Democracia Portuguesa organizado pela Associação 25 de Abril -, rodeado pelas diversas esquerdas portuguesas e pelas diferentes facções socialistas, Guterres defendeu a construção de uma "alternativa" que terá como objectivo reconciliar os portugueses com a vida política democrática. Uma refundação, portanto. Esse será o lema do candidato presidencial da esquerda: António Guterres.
Mas a "alternativa" não se fica por aqui. A solução é global e passa por reconquistar o poder quase absoluto que já foi dos socialistas: um Presidente, uma maioria e as autarquias das 18 capitais distritais.
O lema é de Sá Carneiro, mas a conjuntura é propícia ao alcance do objectivo. Nem só a maioria PSD/CDS de Lopes e Portas não dá sinais de regeneração, como nunca até hoje a liderança do PS esteve tão identificada com o principal presidenciável da esquerda. Recordemo-nos dos conflitos entre Ramalho Eanes e Mário Soares, de Vitor Constâncio com o Presidente Soares e de Jorge Sampaio com o seu ex-rival Guterres para constatar que a união ideológica entre José Sócrates e António Guterres poderá levar a uma coesão política entre Belém e São Bento nunca antes vista em Portugal.
Os socialistas não brincam em serviço e já estão a trabalhar para isso.
A direita, cega, continua a apostar em Valentims, Isaltinos, Marcos Antónios e Antónios Pretos e não compreende que estes serão os principais responsáveis pela queda da maioria. Por muitos Albuquerques que tirem da cartola. LR
Mas a "alternativa" não se fica por aqui. A solução é global e passa por reconquistar o poder quase absoluto que já foi dos socialistas: um Presidente, uma maioria e as autarquias das 18 capitais distritais.
O lema é de Sá Carneiro, mas a conjuntura é propícia ao alcance do objectivo. Nem só a maioria PSD/CDS de Lopes e Portas não dá sinais de regeneração, como nunca até hoje a liderança do PS esteve tão identificada com o principal presidenciável da esquerda. Recordemo-nos dos conflitos entre Ramalho Eanes e Mário Soares, de Vitor Constâncio com o Presidente Soares e de Jorge Sampaio com o seu ex-rival Guterres para constatar que a união ideológica entre José Sócrates e António Guterres poderá levar a uma coesão política entre Belém e São Bento nunca antes vista em Portugal.
Os socialistas não brincam em serviço e já estão a trabalhar para isso.
A direita, cega, continua a apostar em Valentims, Isaltinos, Marcos Antónios e Antónios Pretos e não compreende que estes serão os principais responsáveis pela queda da maioria. Por muitos Albuquerques que tirem da cartola. LR
Sócrates no Congresso da Democracia Portuguesa
O cenário era requintado, bem a seu gosto.
À esquerda, até ao palco, um jardim projectado por Ribeiro Telles ou Caldeira Cabral. "Tenho que me lembrar depressa do arquitecto porque pode ser motivo de conversa no intervalo", pensou José S. enquanto sorria monalisicamente a todos quantos o cumprimentavam.
Sentou-se no lugar que lhe estava reservado pela organização para a sessão.
António G. já estava no palco. Estava sentado, ajeitando a melena, agora mais esbranquiçada do que no apogeu.
"O que eu gosto deste homem" disse José S. para o dono de Gastão que, surpreendentemente, estava à sua direita. "Por ele era capaz de fazer tudo" concluiu José.
Eduardo F. R. olhou para José S. com aquele olhar desconfiado próprio dos heterosexuais ameaçados.
António G. começou a falar. Não interessa sobre o quê. Falou. Como só ele sabe falar. José S. pareceu-lhe tê-lo ouvido falar de origamis e peixes dourados, de luas e tigres de papel, de reality shows e quintas de celebridades. E António continuou a falar. Como nos bons velhos tempos. Falou à Fidel. Horas e horas. Sobre nada. Sobre ninguém. Sobre tudo, diria Prado Coelho, tentando resgatar António para o campo da tradição francófona e sorbonística.
Mas no final José S. não resistiu...mesmo não vendo mais ninguém saltar, saltou. E bateu palmas vibrantes como vira na televisão aos congressistas dos congressos do P.C. Chinês.
Saltou e aplaudiu e deu gritinhos estridentes e correu a abraçá-lo e disse-lhe "António, és um rapaz de Lisboa, és um cidadão do mundo, és português, és da internacional, ai que vou fazer de ti um homem, vou fazer de ti presidente". E as afirmações eram sublinhadas pelos jeitos de mão que já ensaiara no debate mensal no parlamento do mês anterior.
E continuou com os gritinhos e com as promessas de futuro e com expressões de amor que lhe cortavam a respiração e o arrebatavam. Sonhava acordado com a glória, as glórias.
Ao longe apareceu Catarina, mulher de António.
José pigarreou, endireitou as costas, masculinizou a pose e disse a António "Para a semana marcamos uma reunião para analisarmos Barcelos" e arrancou rápido para mais uma infindável reunião do Conselho Económico e Social do seu partido.
Nem António compreendeu a urgência da saída. Mas Catarina obteve ali a prova de que António andava a ser assediado para outros vôos.
Tudo de bom
Agora já não são só as Santanetes que têm problemas de coração com o Pedro Miguel
Portugal Diário, Hoje
"O ministro das Finanças, António Bagão Félix, foi internado esta sexta-feira no hospital de S. António do Porto por suspeitas de hipertensão. Contudo, em declarações à RTP, o director do hospital garante que Bagão Félix «está bem, está sob vigilância e ou hoje ao final da tarde ou amanhã já terá alta». E acrescenta que o estado de saúde do ministro das Finanças «vai ter uma evolução normal. Não é nada de preocupante nem que deixe sequelas».
Com este primeiro-ministro quem é que não tem apoplexias?!
Coragem Dr. Félix...ainda nos resta o Petit, o Karadas, o Sokota, o Simão e o Miguel. Esses pelo menos são de confiar e não desmentem o treinador.
Tudo de bom
"O ministro das Finanças, António Bagão Félix, foi internado esta sexta-feira no hospital de S. António do Porto por suspeitas de hipertensão. Contudo, em declarações à RTP, o director do hospital garante que Bagão Félix «está bem, está sob vigilância e ou hoje ao final da tarde ou amanhã já terá alta». E acrescenta que o estado de saúde do ministro das Finanças «vai ter uma evolução normal. Não é nada de preocupante nem que deixe sequelas».
Com este primeiro-ministro quem é que não tem apoplexias?!
Coragem Dr. Félix...ainda nos resta o Petit, o Karadas, o Sokota, o Simão e o Miguel. Esses pelo menos são de confiar e não desmentem o treinador.
Tudo de bom
11 novembro 2004
He's back!
por João Pedro Henriques e Ana Rita Ferreira/PÚBLICO, Hoje
"Guterres "regressa" hoje à intervenção sobre política nacional
O ex-primeiro-ministro António Guterres quebrará hoje o tabu de não abordar temas de política nacional. Tal acontecerá na sessão de abertura do Congresso da Democracia, uma iniciativa da Associação 25 de Abril convocada para celebrar os 30 anos da "Revolução dos Cravos". Uma fonte próxima do ex-líder socialista disse ao PÚBLICO - recusando-se a pormenorizar mais - que António Guterres fará "uma leitura da situação actual". "Portugal e o mundo" é o título do painel no qual a intervenção terá lugar."
Deus!...quem tinha razão era o Professor Marcelo que dizia que o homem ainda mexia.
É nestas alturas que é bom recordar que este homem (GUTERRES...ainda por cima tem nome de guerrilheiro zapatista) nos deixou num buraco financeiro tão grande quanto aquele encontrado por Mário Soares após o PREC.
Não deixem que a memória se torne curta!!!!!!!!!!!
Tudo de bom
"Guterres "regressa" hoje à intervenção sobre política nacional
O ex-primeiro-ministro António Guterres quebrará hoje o tabu de não abordar temas de política nacional. Tal acontecerá na sessão de abertura do Congresso da Democracia, uma iniciativa da Associação 25 de Abril convocada para celebrar os 30 anos da "Revolução dos Cravos". Uma fonte próxima do ex-líder socialista disse ao PÚBLICO - recusando-se a pormenorizar mais - que António Guterres fará "uma leitura da situação actual". "Portugal e o mundo" é o título do painel no qual a intervenção terá lugar."
Deus!...quem tinha razão era o Professor Marcelo que dizia que o homem ainda mexia.
É nestas alturas que é bom recordar que este homem (GUTERRES...ainda por cima tem nome de guerrilheiro zapatista) nos deixou num buraco financeiro tão grande quanto aquele encontrado por Mário Soares após o PREC.
Não deixem que a memória se torne curta!!!!!!!!!!!
Tudo de bom
"A previsibilidade de Santana Lopes" ou "Fiquem descansados que o Santana Lopes desmente amanhã! parte 2"
Portugal Diário, hoje:
"O primeiro-ministro reafirmou hoje que as taxas de IRS vão descer efectivamente em 2005, adiantando que "nas próximas horas" irá provar que o método usado para descer os impostos é igual àquele utilizado em 2001 pelo Governo do PS.
Santana Lopes, que falava no final de um jantar com o presidente da República Popular da China, realizado no Porto, garantiu que o actual Governo "não vai fazer nenhum truque nem magia em termos de Orçamento" e que em 2005 os impostos vão de facto descer. "
CERTINHO QUE NEM UM MALHO...EU SÓ NÃO ACERTO É NA SORTE GRANDE !!!
Tudo de bom
"O primeiro-ministro reafirmou hoje que as taxas de IRS vão descer efectivamente em 2005, adiantando que "nas próximas horas" irá provar que o método usado para descer os impostos é igual àquele utilizado em 2001 pelo Governo do PS.
Santana Lopes, que falava no final de um jantar com o presidente da República Popular da China, realizado no Porto, garantiu que o actual Governo "não vai fazer nenhum truque nem magia em termos de Orçamento" e que em 2005 os impostos vão de facto descer. "
CERTINHO QUE NEM UM MALHO...EU SÓ NÃO ACERTO É NA SORTE GRANDE !!!
Tudo de bom
10 novembro 2004
A derreter de suportável - resposta à MJO
A Maria José Oliveira mete-se comigo no farol da blogosfera lusitana, para me acusar de me derreter com o prof. Cavaco Silva. Mais grave do que isso, chama insuportável a Lobo Antunes, que estará entre os poucos portugueses que se destacam no Mundo Literário que nos aproxima (a Maria José e eu). Quanto ao "derrete-se" e ao "insuportável", não hesito em aceitar o primeiro e rejeitar o segundo.
Já quanto à conclusão da Maria José Oliveira, nada a acrescentar.
Para polémica, chega a literária.
Beijos para ela e obrigado pela publicidade no farol.
Já quanto à conclusão da Maria José Oliveira, nada a acrescentar.
Para polémica, chega a literária.
Beijos para ela e obrigado pela publicidade no farol.
My name is Ariel, Ariel Zandinga
Do Portugal Diário
"O chefe dos serviços secretos israelitas, Avi Dichter, disse hoje perante o gabinete de segurança do governo de Israel que o funeral de Yasser Arafat deverá realizar-se quinta-feira no Cairo e o enterro sexta-feira em Ramallah."
(Com os cumprimentos do meu colega, Pedro Salazar)
"O chefe dos serviços secretos israelitas, Avi Dichter, disse hoje perante o gabinete de segurança do governo de Israel que o funeral de Yasser Arafat deverá realizar-se quinta-feira no Cairo e o enterro sexta-feira em Ramallah."
(Com os cumprimentos do meu colega, Pedro Salazar)
Cavaco, como o vi
Ontem fui surpreendido com cerca de 30 minutos de RTP. Eu, confesso inimigo público do serviço público, acabei a ceder no essencial: se é para isto, então está bem.
Tratava-se do Muro de Berlim, 15 anos após a sua queda. Mais, a felicidade de ter o entrevistado certo.
Ouvi o prof. Cavaco Silva durante esses 30 minutos, sem pressas, num tom professoral. É um Cavaco diferente, aquele que foi lembrar os velhos tempos, aqueles que teve a "felicidade, a sorte" - segundo as suas palavras - de presenciar enquanto elemento criador de história.
Vão responder os críticos que o ex-Primeiro Ministro não acrescentou muito ao que já contava no segundo volume da sua auto-biografia. Pois. Mas não é disso que estou a falar. É do tom, da presença, das recordações tratadas como se elas fizessem parte de um passado querido, mas a que não se retorna.
Os homens dos livros diriam que é o tom de alguém que diz "não voltes ao local onde foste feliz". Outro homem dos livros disse o mesmo por outras palavras, ainda ontem ao Público: "Acho que já podia morrer". Para a política, digo eu, com missão cumprida.
Tratava-se do Muro de Berlim, 15 anos após a sua queda. Mais, a felicidade de ter o entrevistado certo.
Ouvi o prof. Cavaco Silva durante esses 30 minutos, sem pressas, num tom professoral. É um Cavaco diferente, aquele que foi lembrar os velhos tempos, aqueles que teve a "felicidade, a sorte" - segundo as suas palavras - de presenciar enquanto elemento criador de história.
Vão responder os críticos que o ex-Primeiro Ministro não acrescentou muito ao que já contava no segundo volume da sua auto-biografia. Pois. Mas não é disso que estou a falar. É do tom, da presença, das recordações tratadas como se elas fizessem parte de um passado querido, mas a que não se retorna.
Os homens dos livros diriam que é o tom de alguém que diz "não voltes ao local onde foste feliz". Outro homem dos livros disse o mesmo por outras palavras, ainda ontem ao Público: "Acho que já podia morrer". Para a política, digo eu, com missão cumprida.
Sportinguista convidado
Segue-se a resposta a um desafio que fiz a um amigo comum do Insubmisso, um notável sportinguista e futuro presidente do conselho fiscal do clube, nos futuros bons tempos. Eis o dr. Bruno Proença.
Diz hoje a Rádio Renascença no seu site: “A reacção de Rochemback à sua substituição no clássico Porto-Sporting motivou a instauração de um inquérito disciplinar ao jogador brasileiro, instaurado pela SAD "leonina"”. Como adepto ferrenho que fala com a legitimidade de quem vai a todos os jogos no Alvaláxia XXI, venho apoiar a decisão da SAD – a atitude do Roca não tem desculpa –, mas critico-a pela sua escassez. Acho que devia instalar-se um inquérito disciplinar ao treinador José Peseiro, pela sua inabilidade a treinar a equipa. Mais, Peseiro é culpado de perceber muito pouco de futebol, de não conseguir montar uma equipa e colocá-la a jogar um futebol bonito e atraente, de não conseguir ganhar a uma equipa de qualidade média e de não conseguir motivar o plantel. Perante isto, só há um veredicto: culpado. Com suspensão automática do contrato, obrigação de devolução dos vencimentos desde o início da época e, além disto, deverá ser condenado a ajudar o Paulinho até 2007. E nada de penas suspensas.
Mas acho que os inquéritos disciplinares deviam ir mais longe. O presidente Dias da Cunha tem merece ir à barra do departamento disciplinar. Em poucos anos, não temos equipas, não temos treinador, mas temos um abundante e generoso passivo de mais de 400 milhões de euros. Veredicto? Só pode haver um: culpado. Pena: demissão automática e condenado a trabalhar para o clube de borla até o fatídico cachecol desaparecer de velho.
Portanto, caros consórcios, o Roca é o menos culpado disto tudo. Só quis jogar e tentar dar a volta a um resultado que envergonhou o clube. Os verdadeiros culpados são o treinador da escola Carlos Queiroz e o presidente da escola Soares. Não há paciência. Só lugar para os lenços brancos!!!
Uma última mensagem: Força Roca!!!
B.P.
Diz hoje a Rádio Renascença no seu site: “A reacção de Rochemback à sua substituição no clássico Porto-Sporting motivou a instauração de um inquérito disciplinar ao jogador brasileiro, instaurado pela SAD "leonina"”. Como adepto ferrenho que fala com a legitimidade de quem vai a todos os jogos no Alvaláxia XXI, venho apoiar a decisão da SAD – a atitude do Roca não tem desculpa –, mas critico-a pela sua escassez. Acho que devia instalar-se um inquérito disciplinar ao treinador José Peseiro, pela sua inabilidade a treinar a equipa. Mais, Peseiro é culpado de perceber muito pouco de futebol, de não conseguir montar uma equipa e colocá-la a jogar um futebol bonito e atraente, de não conseguir ganhar a uma equipa de qualidade média e de não conseguir motivar o plantel. Perante isto, só há um veredicto: culpado. Com suspensão automática do contrato, obrigação de devolução dos vencimentos desde o início da época e, além disto, deverá ser condenado a ajudar o Paulinho até 2007. E nada de penas suspensas.
Mas acho que os inquéritos disciplinares deviam ir mais longe. O presidente Dias da Cunha tem merece ir à barra do departamento disciplinar. Em poucos anos, não temos equipas, não temos treinador, mas temos um abundante e generoso passivo de mais de 400 milhões de euros. Veredicto? Só pode haver um: culpado. Pena: demissão automática e condenado a trabalhar para o clube de borla até o fatídico cachecol desaparecer de velho.
Portanto, caros consórcios, o Roca é o menos culpado disto tudo. Só quis jogar e tentar dar a volta a um resultado que envergonhou o clube. Os verdadeiros culpados são o treinador da escola Carlos Queiroz e o presidente da escola Soares. Não há paciência. Só lugar para os lenços brancos!!!
Uma última mensagem: Força Roca!!!
B.P.
Última Hora: Gomes da Silva contratado pela TVI para os domingos à noite
Não sei se já é público, mas ontem foi-me transmitida confidencialmente esta informação (obrigado R.):
a TVI está a ultimar o anúncio da entrada do homem dos Assuntos Parlamentares para quadro da estação de Queluz onde irá apresentar os especiais da Quinta das Celebridades ao lado de Júlia Pinheiro na pele de Pavarotti.
Segundo fonte anónima por nós contactada, G.Silva terá apresentado uma longa lista de exigências para a sua participação:
1.palha restolhada do baixo alentejo recentemente cortada,
2.retirada imediata de todos os arreios e ferragens em utilização no antigo apresentador,
3.garantia por escrito de Moniz de que nunca ficará com os quartos traseiros virados para o "Conde" e para o "Frota" e, finalmente,
4.que não receberá beijos nas fuças de Fátima Preto ou de qualquer outro concorrente expulso...inclusive Cinha (Gomes é alérgico ao Buttox)
Tudo de bom
a TVI está a ultimar o anúncio da entrada do homem dos Assuntos Parlamentares para quadro da estação de Queluz onde irá apresentar os especiais da Quinta das Celebridades ao lado de Júlia Pinheiro na pele de Pavarotti.
Segundo fonte anónima por nós contactada, G.Silva terá apresentado uma longa lista de exigências para a sua participação:
1.palha restolhada do baixo alentejo recentemente cortada,
2.retirada imediata de todos os arreios e ferragens em utilização no antigo apresentador,
3.garantia por escrito de Moniz de que nunca ficará com os quartos traseiros virados para o "Conde" e para o "Frota" e, finalmente,
4.que não receberá beijos nas fuças de Fátima Preto ou de qualquer outro concorrente expulso...inclusive Cinha (Gomes é alérgico ao Buttox)
Tudo de bom
"Fiquem descansados que o Santana Lopes desmente amanhã!"
Público de hoje
"Bagão Diz Que "É Mentira" Insistir "à Saciedade" Que "Os Impostos Vão Descer"
Os contribuintes vão sentir, em 2005, apenas uma parte da descida das taxas de IRS prevista na proposta de Orçamento de Estado (OE) de 2005. O ministro das Finanças afirmou ontem, no Parlamento, que "é mentira" "insistir à saciedade" que os "impostos vão descer" e que a percepção da descida das taxas será repartida entre 2005 e 2006. "
Querem ver que o homem desatou agora a ser honesto?! Nãããããã... o Lopes ou o seu "his master voice" desmentem-no amanhã
Tudo de bom
"Bagão Diz Que "É Mentira" Insistir "à Saciedade" Que "Os Impostos Vão Descer"
Os contribuintes vão sentir, em 2005, apenas uma parte da descida das taxas de IRS prevista na proposta de Orçamento de Estado (OE) de 2005. O ministro das Finanças afirmou ontem, no Parlamento, que "é mentira" "insistir à saciedade" que os "impostos vão descer" e que a percepção da descida das taxas será repartida entre 2005 e 2006. "
Querem ver que o homem desatou agora a ser honesto?! Nãããããã... o Lopes ou o seu "his master voice" desmentem-no amanhã
Tudo de bom
Arafat e as obras do Túnel do Marquês
Desculpem o humor negro, mas não há uma certa semelhança entre os desenlaces dos casos "Arafat" e "Túnel do Marquês"?
Será que o Sá Fernandes também meteu um processo no T. Administrativo da Palestina por causa da falta de estudo de impacto ambiental da morte de Arafat?
Será que a Autoridade Palestiniana, na tentativa de ganhar tempo para encontrar um sucessor consensual para o "Weasel", contratou Pedro Santana Lopes para atrapalhar o processo, e ele já entrou em funções, estando a actuar "undercover" como enfermeiro do Hospital de Percy?
Será que o homem não morre?
Será que o Sá Fernandes também meteu um processo no T. Administrativo da Palestina por causa da falta de estudo de impacto ambiental da morte de Arafat?
Será que a Autoridade Palestiniana, na tentativa de ganhar tempo para encontrar um sucessor consensual para o "Weasel", contratou Pedro Santana Lopes para atrapalhar o processo, e ele já entrou em funções, estando a actuar "undercover" como enfermeiro do Hospital de Percy?
Será que o homem não morre?
A reunião secreta entre Portas e Paes do Amaral
Ouvi de fonte bem informada que Paes do Amaral(PA) esteve em reunião há uns dias atrás com Paulo Portas(PP) para acertar versões e respostas a propósito do chamado "Caso Marcelo".
Descubram as diferenças entre as respostas de PA, ontem, na AACS, e as de PP há 1 semana e meia ao DN (ao DN???? porque é que é sempre o DN??...rai's parta até parece que o DN se transformou no PRAVDA)
Público de hoje
"Presidente da administração da TVI ouvido na AACS
Paes do Amaral defende que saída de Marcelo Rebelo de Sousa é "assunto interno"
O presidente da administração da TVI, Miguel Paes do Amaral, defendeu hoje na Alta Autoridade da Comunicação Social (AACS) que a saída de Marcelo Rebelo de Sousa daquela estação televisiva é "um assunto interno" e recusou fazer mais declarações sobre essa matéria."
Descubram as diferenças entre as respostas de PA, ontem, na AACS, e as de PP há 1 semana e meia ao DN (ao DN???? porque é que é sempre o DN??...rai's parta até parece que o DN se transformou no PRAVDA)
Público de hoje
"Presidente da administração da TVI ouvido na AACS
Paes do Amaral defende que saída de Marcelo Rebelo de Sousa é "assunto interno"
O presidente da administração da TVI, Miguel Paes do Amaral, defendeu hoje na Alta Autoridade da Comunicação Social (AACS) que a saída de Marcelo Rebelo de Sousa daquela estação televisiva é "um assunto interno" e recusou fazer mais declarações sobre essa matéria."
MS comenta
"A coisa parece-me clara: um gajo pode ser candidato desde que não seja acusado por nada que tenha que ver com a Câmara.
Exemplos:
- pedofilia (desde que não seja nas imediações de edifícios camarários)
- Pornografia infantil (se não for com os computadores da câmara)
- Corrupção (se a autarquia até sai a ganhar com um novo centro comercial)
- Genocídio (se nenhuma das vítimas for eleitor no município)
- Violação (a gaja é de fora e até estava a pedi-las)". MS
Exemplos:
- pedofilia (desde que não seja nas imediações de edifícios camarários)
- Pornografia infantil (se não for com os computadores da câmara)
- Corrupção (se a autarquia até sai a ganhar com um novo centro comercial)
- Genocídio (se nenhuma das vítimas for eleitor no município)
- Violação (a gaja é de fora e até estava a pedi-las)". MS
09 novembro 2004
Salto mortal de costas
Luís Filipe Menezes, o autarca-do-sistema-que-gosta-de-se-fazer-passar-por-rebelde-para-reclamar-mais-uns-tachos, afirmou hoje ao “Diário de Notícias”, que Valentim Loureiro deve ser o candidato do PSD à autarquia de Gondomar, mesmo que o major seja entretanto acusado pelo Ministério Público no âmbito do caso Apito Dourado. Desde que... a “acusação não tenha nada a ver com a Câmara de Gondomar”. Pouco interessa as irregularidades no Metro do Porto ou na Liga de Clubes, o que interessa mesmo são as irregularidades autárquicas, segundo o sr. Menezes.
Realmente, pensando bem, não conta nada para aferir a competência de um autarca saber que o mesmo “se dispôs a atribuir” a um empresário “futuras obras, nomeadamente no Metro do Porto, a troco de um cheque para o pagamento de salários dos jogadores do Boavista” no valor de 1 milhão de euros? Esta acusação do Ministério Público diz alguma coisa em relação à competência do Major? Nada de nada...
Depois dos pinos de António Preto para viabilizar a candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras, nada como um salto mortal de costas de Menezes para justificar o injustificável. O PSD caminha de braços aberto para o abismo. LR
Realmente, pensando bem, não conta nada para aferir a competência de um autarca saber que o mesmo “se dispôs a atribuir” a um empresário “futuras obras, nomeadamente no Metro do Porto, a troco de um cheque para o pagamento de salários dos jogadores do Boavista” no valor de 1 milhão de euros? Esta acusação do Ministério Público diz alguma coisa em relação à competência do Major? Nada de nada...
Depois dos pinos de António Preto para viabilizar a candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras, nada como um salto mortal de costas de Menezes para justificar o injustificável. O PSD caminha de braços aberto para o abismo. LR
Será que os jornalistas de investigação podem fazer alguma coisa, parte 2
..???
Ouvi dizer a uma má língua desta praça que a feliz proprietária (tendo pago pela propriedade de quase 200 m2 menos de 40 000 contos) de um duplex com vista sobre o rio tejo e sobre o mar, no último andar de um prédio na urbanização de St. catarina no topo de Algés, é a empresa unipessoal da filha de um antigo presidente de câmara de um concelho dos arredores de Lisboa, afastado do cargo por querer subir de mais e depressa de mais?? Será verdade????
Tudo de bom
Ouvi dizer a uma má língua desta praça que a feliz proprietária (tendo pago pela propriedade de quase 200 m2 menos de 40 000 contos) de um duplex com vista sobre o rio tejo e sobre o mar, no último andar de um prédio na urbanização de St. catarina no topo de Algés, é a empresa unipessoal da filha de um antigo presidente de câmara de um concelho dos arredores de Lisboa, afastado do cargo por querer subir de mais e depressa de mais?? Será verdade????
Tudo de bom
Será que os jornalistas de investigação deste país podem fazer algo?
Para quando uma investigação detalhada ao património dos dirigentes e executantes da arbitragem nacional?
Para quando uma investigação ao património imobiliário e mobiliário dos filhos, filhas, genros, noras e netos com menos de 5 anos desses mesmos dirigentes???
Para quando uma comparação entre o antes e depois da passagem pelos campos de futebol???
Para quando uma investigação às sociedades unipessoais, por quotas e outras, destes dirigentes e seus familiares???
Tudo de bom
Para quando uma investigação ao património imobiliário e mobiliário dos filhos, filhas, genros, noras e netos com menos de 5 anos desses mesmos dirigentes???
Para quando uma comparação entre o antes e depois da passagem pelos campos de futebol???
Para quando uma investigação às sociedades unipessoais, por quotas e outras, destes dirigentes e seus familiares???
Tudo de bom
"Riddle" inocente de um benfiquista
Será que a indemnização de rescisão de José Peseiro é inferior ao pagamento de um suborno a um árbitro da primeira liga???
E eu é que sou o conspirador!?
Do Público de hoje:
"Miguel Veiga desconfiado da candidatura de Santana
O histórico dirigente social-democrata e actual de Pedro Santana Lopes afirmou numa entrevista à Rádio Renancença, no programa "Câmara dos Comuns", não ter a certeza da manutenção de Pedro Santana Lopes no Governo, até ao fim do mandato. "Ninguém me diz que Santana Lopes não entrega o Governo a Álvaro Barreto e não concorre [à Presidência da República]", disse o membro do Conselho Nacional do PSD. O dirigente político falava a propósito do próximo congresso do partido e para o qual prevê apenas a "entronização" do presidente. Por isso é que não espera ficar até ao fim: "Para estar três dias em hossanas e aleluias, não contem comigo.""
Das quatro, uma (ou todas!!!):
-Miguel Veiga é muito bem informado
-Miguel Veiga sabe de mais
-Miguel Veiga é um visionário
-MIguel Veiga é medium
Mas uma coisa é certa, Miguel Veiga é provavelmente um dos homens mais lúcidos do PSD, conhece verdadeiramente a essência de Santana Lopes, Miguel Veiga é honesto, Miguel Veiga não anda a fazer-se ao tacho.
Só tenho pena que, de facto, a profecia não se cumpra mais cedo e Santana Lopes não entregue já o Governo Alvaro Barreto.
Tudo de bom
"Miguel Veiga desconfiado da candidatura de Santana
O histórico dirigente social-democrata e actual de Pedro Santana Lopes afirmou numa entrevista à Rádio Renancença, no programa "Câmara dos Comuns", não ter a certeza da manutenção de Pedro Santana Lopes no Governo, até ao fim do mandato. "Ninguém me diz que Santana Lopes não entrega o Governo a Álvaro Barreto e não concorre [à Presidência da República]", disse o membro do Conselho Nacional do PSD. O dirigente político falava a propósito do próximo congresso do partido e para o qual prevê apenas a "entronização" do presidente. Por isso é que não espera ficar até ao fim: "Para estar três dias em hossanas e aleluias, não contem comigo.""
Das quatro, uma (ou todas!!!):
-Miguel Veiga é muito bem informado
-Miguel Veiga sabe de mais
-Miguel Veiga é um visionário
-MIguel Veiga é medium
Mas uma coisa é certa, Miguel Veiga é provavelmente um dos homens mais lúcidos do PSD, conhece verdadeiramente a essência de Santana Lopes, Miguel Veiga é honesto, Miguel Veiga não anda a fazer-se ao tacho.
Só tenho pena que, de facto, a profecia não se cumpra mais cedo e Santana Lopes não entregue já o Governo Alvaro Barreto.
Tudo de bom
08 novembro 2004
Antevisão do jogo
Da Lusa. Vejam com atenção, sff.
"Futebol: Roménia - Árbitro espancado em jogo de amadores
Bucareste, 08 Nov (Lusa) - Um árbitro foi hospitalizado em Galati, após ter sido brutalmente espancado num jogo entre as equipas amadoras do Viitorul Beresti e o Sporting Vointa Liesti, da Divisão D romena de futebol.
Florin Slabu, de 28 anos, tentava travar uma altercação entre jogadores das duas equipas quando foi atingido com uma cabeçada por Iulian Grasu, jogador da equipa anfitriã, o Viitorul Beresti, insatisfeito pela marcação de uma grande penalidade a favor do Sporting Vointa Liesti.
A agência noticiosa romena adianta hoje que Slabu perdeu quatro dentes e sofreu uma contusão na cabeça, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Galati, segundo revelou o médico Alexandru Marinescu.
Este foi o segundo árbitro a ser agredido no mesmo número de meses em jogos das divisões inferiores romenas. Petronela Gore, uma árbitro, foi agredida a soco por um jogador em Outubro.
O presidente da Comissão de Árbitros da Roménia, Ion Craciunescu, considerou já que os juízes enfrentam uma autêntica "selva" nos jogos das ligas amadoras do país e anunciou a hipótese de serem instaurados processos judiciais contra os jogadores implicados em agressões a árbitros.
"Futebol: Roménia - Árbitro espancado em jogo de amadores
Bucareste, 08 Nov (Lusa) - Um árbitro foi hospitalizado em Galati, após ter sido brutalmente espancado num jogo entre as equipas amadoras do Viitorul Beresti e o Sporting Vointa Liesti, da Divisão D romena de futebol.
Florin Slabu, de 28 anos, tentava travar uma altercação entre jogadores das duas equipas quando foi atingido com uma cabeçada por Iulian Grasu, jogador da equipa anfitriã, o Viitorul Beresti, insatisfeito pela marcação de uma grande penalidade a favor do Sporting Vointa Liesti.
A agência noticiosa romena adianta hoje que Slabu perdeu quatro dentes e sofreu uma contusão na cabeça, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Galati, segundo revelou o médico Alexandru Marinescu.
Este foi o segundo árbitro a ser agredido no mesmo número de meses em jogos das divisões inferiores romenas. Petronela Gore, uma árbitro, foi agredida a soco por um jogador em Outubro.
O presidente da Comissão de Árbitros da Roménia, Ion Craciunescu, considerou já que os juízes enfrentam uma autêntica "selva" nos jogos das ligas amadoras do país e anunciou a hipótese de serem instaurados processos judiciais contra os jogadores implicados em agressões a árbitros.
Telenovela do DN continua
Mário Bettencourt Resendes diz hoje em artigo de opinião publicado no DN que o caso de Fernando Lima é de “óbvia incompetência”. Mais citações do mesmo autor:
“(...) Como não se quer pôr em causa a inteligência dos envolvidos, declarações posteriores feitas a jornais ou perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social só podem ser classificadas como desonestidade intelectual e tentativa de vitimização destinada a mascarar um caso de óbvia incompetência, atestada e sentida pela Redacção do jornal”(...)
“Lamento, apenas, ter dado a cara pelo meu sucessor, em público e junto dos meus colegas do jornal. Ignorava, no entanto, o currículo de exercícicos objectivos de condicionamento no acesso à informação, como resultado de notícias ou artigos desfavoráveis para o “grande chefe” do então assessor. E ainda, mais recentemente, ameaças directas de estrangulamento financeiro de uma empresa jornalísitica de capitais públicos, “só” porque a independência informativa não agradava ao ministro do serventuário”
Tradução: onde se lê “grande chefe” leia-se Cavaco Silva e onde se lê “ministro do serventuário” leia-se Martins da Cruz.
A telenovela do DN continua, desta vez com a contribuição directa da administração da Lusomundo Media, e não dá mostras de acabar. Como pano de fundo as presidenciais? LR
“(...) Como não se quer pôr em causa a inteligência dos envolvidos, declarações posteriores feitas a jornais ou perante a Alta Autoridade para a Comunicação Social só podem ser classificadas como desonestidade intelectual e tentativa de vitimização destinada a mascarar um caso de óbvia incompetência, atestada e sentida pela Redacção do jornal”(...)
“Lamento, apenas, ter dado a cara pelo meu sucessor, em público e junto dos meus colegas do jornal. Ignorava, no entanto, o currículo de exercícicos objectivos de condicionamento no acesso à informação, como resultado de notícias ou artigos desfavoráveis para o “grande chefe” do então assessor. E ainda, mais recentemente, ameaças directas de estrangulamento financeiro de uma empresa jornalísitica de capitais públicos, “só” porque a independência informativa não agradava ao ministro do serventuário”
Tradução: onde se lê “grande chefe” leia-se Cavaco Silva e onde se lê “ministro do serventuário” leia-se Martins da Cruz.
A telenovela do DN continua, desta vez com a contribuição directa da administração da Lusomundo Media, e não dá mostras de acabar. Como pano de fundo as presidenciais? LR
Das Kapital
Meu caro Luís Osório,
dediquei uns minutos do meu dia a ler a edição de hoje do teu jornal.
Li, na primeira página, a homenagem a Mário Soares;
Li, nesse destaque de cinco páginas, outros elogios a Soares ("mantém-se em boa forma física e mental"), tendo percebido que o homem faz 80 anos daqui a um mês;
Li, também, "a primeira longa entrevista" a um rapaz que é "o homem mais próximo de José Sócrates";
Li, ainda, a legenda da imagem do dia, dedicada (numa página inteira) a uma manifestação comunista em S. Petersburgo;
Li, por fim, que o coma de Arafat "é reversível".
Depois de tanto ler, com a devida atenção, sugiro-te uma última alteração à nova Capital: mudar o nome para Das Kapital.
Tenho a certeza que, assim, o Comité Central vai dedicar uma boa parte do encontro a tentar perceber como o "Avante!" pode ter sido ultrapassado pela esquerda.
Abraços do teu leitor atento,
David Dinis
dediquei uns minutos do meu dia a ler a edição de hoje do teu jornal.
Li, na primeira página, a homenagem a Mário Soares;
Li, nesse destaque de cinco páginas, outros elogios a Soares ("mantém-se em boa forma física e mental"), tendo percebido que o homem faz 80 anos daqui a um mês;
Li, também, "a primeira longa entrevista" a um rapaz que é "o homem mais próximo de José Sócrates";
Li, ainda, a legenda da imagem do dia, dedicada (numa página inteira) a uma manifestação comunista em S. Petersburgo;
Li, por fim, que o coma de Arafat "é reversível".
Depois de tanto ler, com a devida atenção, sugiro-te uma última alteração à nova Capital: mudar o nome para Das Kapital.
Tenho a certeza que, assim, o Comité Central vai dedicar uma boa parte do encontro a tentar perceber como o "Avante!" pode ter sido ultrapassado pela esquerda.
Abraços do teu leitor atento,
David Dinis
"Sócrates anuncia contratação de empresa privada externa para a gestão dos serviços administrativos da sede do PS"
Sócrates está imparável...acabou de professar a sua crença na iniciativa privada defendendo a passagem de legislação que impeça a aquisição e posse de bens da comunicação social pelo Estado, empresas públicas e empresas com participação pública.
Com esta baralha não só o PSD como o seu próprio partido...
O que se calhar Sócrates não antecipou é que a consequência imediata desta sua tomada de posição é a crença na incompetência e impossibilidade de intervenção isenta ideologicamente por parte de qualquer ente público em sectores manipuláveis....ou seja, todos aqueles que não cumprem estritamente os rigores do Estado mínimo (defesa, protecção civil e segurança, e a verificação e qualificação dos contratos entre indivíduos).
Gostava que Sócrates fosse coerente neste seu influxo liberalizador e libertador (da excessiva intervenção estatal, centralista ou colectivista) e propusesse imediatamente a contratualização externa da gestão dos serviços administrativos do Largo do Rato.
Por este andar ainda veremos Sócrates a negar Keynes e a exigir a necessidade da sociedade civil tomar o lugar do Estado na gestão de bens públicos no sentido de garantir rigor orçamental e transparência das contas públicas, mesmo em tempos de ciclo económico expansivo (como aquele que nos andam a dizer que vamos viver).
Ainda gritarei com ele "Esegur, Securitas e Prosegur a fazer a segurança de Belém"
Tudo de bom
Com esta baralha não só o PSD como o seu próprio partido...
O que se calhar Sócrates não antecipou é que a consequência imediata desta sua tomada de posição é a crença na incompetência e impossibilidade de intervenção isenta ideologicamente por parte de qualquer ente público em sectores manipuláveis....ou seja, todos aqueles que não cumprem estritamente os rigores do Estado mínimo (defesa, protecção civil e segurança, e a verificação e qualificação dos contratos entre indivíduos).
Gostava que Sócrates fosse coerente neste seu influxo liberalizador e libertador (da excessiva intervenção estatal, centralista ou colectivista) e propusesse imediatamente a contratualização externa da gestão dos serviços administrativos do Largo do Rato.
Por este andar ainda veremos Sócrates a negar Keynes e a exigir a necessidade da sociedade civil tomar o lugar do Estado na gestão de bens públicos no sentido de garantir rigor orçamental e transparência das contas públicas, mesmo em tempos de ciclo económico expansivo (como aquele que nos andam a dizer que vamos viver).
Ainda gritarei com ele "Esegur, Securitas e Prosegur a fazer a segurança de Belém"
Tudo de bom
Não - parte 6
Só com notícias destas - "Portugal perde direito ao mar" - é que o país adormecido e viciado no dinheiro dos fundos europeus acorda para a realidade: Portugal vai perdendo dia-a-dia uma parte da sua soberania.
Se a Constituição Europeia for aprovada em referendo - continuo à espera, desconfiado de que não haverá propositadamente acordo entre PSD e PS para uma consulta popular - os portugueses cederão a Bruxelas a soberania sobre a sua Zona Económica Exclusiva, ou seja, sobre a sua costa.
Pedro Santana Lopes, o homem que outrora ameaçava "bater o pé" a Bruxelas, sentou o seu traseiro numa cadeira romana, dobrou a espinha e assinou o livro, inebriado com os flashes e com os Gherards, os Jacques e os Tony's da alta política europeia.
Paulo Portas, o hipócrita que é ministro de Estado, da Defesa e dos Assuntos do Mar, calou-se. Supostamente, o ministro responsável, antigo euro-céptico, pela defesa da nossa costa deveria dar uma palavrinha à Nação. Mas não, calou-se como um rato.
Ou não deve ter nada para dizer ou, então, ainda não ganhou lata - coisa surpreendente em Portas - para expressar publicamente o seu apoio a tão generosa oferta de Portugal ao bem estar comunitário da União.
"Em Bruxelas, ficaram muito surpreendidos por Portugal não se ter oposto", diz João Salgueiro.
Pois. Em Bruxelas, não sabem que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas estão preocupados com o verdadeiro assunto de Estado: como manter a coligação no Poder. Isso é que interessa. Portugal que se lixe. LR
Se a Constituição Europeia for aprovada em referendo - continuo à espera, desconfiado de que não haverá propositadamente acordo entre PSD e PS para uma consulta popular - os portugueses cederão a Bruxelas a soberania sobre a sua Zona Económica Exclusiva, ou seja, sobre a sua costa.
Pedro Santana Lopes, o homem que outrora ameaçava "bater o pé" a Bruxelas, sentou o seu traseiro numa cadeira romana, dobrou a espinha e assinou o livro, inebriado com os flashes e com os Gherards, os Jacques e os Tony's da alta política europeia.
Paulo Portas, o hipócrita que é ministro de Estado, da Defesa e dos Assuntos do Mar, calou-se. Supostamente, o ministro responsável, antigo euro-céptico, pela defesa da nossa costa deveria dar uma palavrinha à Nação. Mas não, calou-se como um rato.
Ou não deve ter nada para dizer ou, então, ainda não ganhou lata - coisa surpreendente em Portas - para expressar publicamente o seu apoio a tão generosa oferta de Portugal ao bem estar comunitário da União.
"Em Bruxelas, ficaram muito surpreendidos por Portugal não se ter oposto", diz João Salgueiro.
Pois. Em Bruxelas, não sabem que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas estão preocupados com o verdadeiro assunto de Estado: como manter a coligação no Poder. Isso é que interessa. Portugal que se lixe. LR
Não - parte 5
Mais uma pequena prova de como o "não" é um imperativo democrático. Citações de um artigo de um verdadeiro social-democrata e ex-eurodeputado, José Pacheco Pereira, publicado na revista "Sábado":
"A Consituição europeia nasceu do equívoco, da combinação entre um complexo de culpa face ao Tratado de Nice, e da necessidade de encontrar um mecanismo pelo qual os países que mandavam na Europa a 15 continuassem a mandar na Europa a 25.
(...) procurou-se um método que garantisse que o resultado fosse controlado pelos principais interessados neste exercício, ou seja, pela Alemanha e pela França (...)"
"O chamado "método convencional" foi uma ficção de democracia, uma forma de fazer funcionar uma assembleia hibrida, com muitos delegados, sem mandato controlado, e que rapidamente chegou à conclusão de que podia funcionar sempre em consenso sem votar. Votar, votava Giscard d'Estaing que fechava as discussões como lhe aprazia, "interpretando" o sentir dos convencionais em função das demografias nacionais, sempre sem realizar votações. Ao lado da Convenção, o braço no ar do PCP é um excesso democrático".
"Existe um establishment europeu, pago e financiado pelas instituições europeias, com muito dinheiro, pouca transparência e quase nenhuma prestação de contas nacional. Produz aquilo que se chama eufemisticamente "propaganda institucional" como um encarte que apareceu dentro de jornais portugueses esta semana. Lá se conta, em linguagem que Orwell reconheceria como do "1984", uma versão oficial como surgiu a Constituição Europeia. É um instrumento de proganda do "sim".
Este é apenas um exemplo de uma máquina europeia que financia a sua própria propaganda em Portugal, paga a funcionários e jornalistas, financia viagens, encomenda programas de televisão e de rádio, convida e desconvida para colóquios e conferências, promove pessoas e grupos que gravitam à sua volta. Toda esta máquina, que devia permanecer isenta face ao referendo, já está a funcionar a favor do "sim" (...)
"Se defender o "não" vou ter acesso aos mesmos financiamentos europeus para propaganda? Ou são só os europeístas os que defendem o "sim"?
"A história pode empurrar para a arrogância e todos os ditadores europeus gostavam das "lições" da história, mas hoje precisamos dela para nos ensinar prudência. A Europa é um continente muito vellho para andar a fingir que é novo, a correr quando deveria dar passos seguros".
E os apoiantes do "não" vão aumentando. LR
"A Consituição europeia nasceu do equívoco, da combinação entre um complexo de culpa face ao Tratado de Nice, e da necessidade de encontrar um mecanismo pelo qual os países que mandavam na Europa a 15 continuassem a mandar na Europa a 25.
(...) procurou-se um método que garantisse que o resultado fosse controlado pelos principais interessados neste exercício, ou seja, pela Alemanha e pela França (...)"
"O chamado "método convencional" foi uma ficção de democracia, uma forma de fazer funcionar uma assembleia hibrida, com muitos delegados, sem mandato controlado, e que rapidamente chegou à conclusão de que podia funcionar sempre em consenso sem votar. Votar, votava Giscard d'Estaing que fechava as discussões como lhe aprazia, "interpretando" o sentir dos convencionais em função das demografias nacionais, sempre sem realizar votações. Ao lado da Convenção, o braço no ar do PCP é um excesso democrático".
"Existe um establishment europeu, pago e financiado pelas instituições europeias, com muito dinheiro, pouca transparência e quase nenhuma prestação de contas nacional. Produz aquilo que se chama eufemisticamente "propaganda institucional" como um encarte que apareceu dentro de jornais portugueses esta semana. Lá se conta, em linguagem que Orwell reconheceria como do "1984", uma versão oficial como surgiu a Constituição Europeia. É um instrumento de proganda do "sim".
Este é apenas um exemplo de uma máquina europeia que financia a sua própria propaganda em Portugal, paga a funcionários e jornalistas, financia viagens, encomenda programas de televisão e de rádio, convida e desconvida para colóquios e conferências, promove pessoas e grupos que gravitam à sua volta. Toda esta máquina, que devia permanecer isenta face ao referendo, já está a funcionar a favor do "sim" (...)
"Se defender o "não" vou ter acesso aos mesmos financiamentos europeus para propaganda? Ou são só os europeístas os que defendem o "sim"?
"A história pode empurrar para a arrogância e todos os ditadores europeus gostavam das "lições" da história, mas hoje precisamos dela para nos ensinar prudência. A Europa é um continente muito vellho para andar a fingir que é novo, a correr quando deveria dar passos seguros".
E os apoiantes do "não" vão aumentando. LR
Não - parte 4
Só para não pensarem que o "não" à União Europeia só move a direita, eis uma opinião de um ilustre pensador de esquerda, António Barreto, bem mais credível do que Jorge Sampaio - personagem que o DD gosta de citar a propósito de matérias europeias:
(visto o "Público" não disponibilizar o artigo on-line, eis a transcrição)
"Se tudo correr mal, teremos uma Constituição europeia em 2006, lá para Outubro. Isto é, se os parlamentares europeus ratificarem e se todos os referendos - não se sabe quantos são, nem em que altura se realizarão - aprovarem o Tratado assinado há dias, essa nova Magna Carta será realidade. Mas se tudo correr bem, se alguns parlamentares não ratificarem e se alguns povos disserem "não", a Constituição será modificada, adiada ou esquecida. É ainda cedo para previsões, mas, com realismo, são altas as probabilidades de as coisas correrem mal".
"(...) Estão a ser concebidos todos os dispositivos imagináveis destinados a tornar inevitável a sua aprovação. Idealizam-se as mais intensas campanhas de manipulação da opinião, disfarçadas de "campanhas de informação", que têm como único objectivo o de garantir que a "coisa" seja ameaçadora, não tenha alternativas e seja aprovada. Os chefes de Estado, os primeiros-ministros, os governos, as burocracias europeias e as administrações nacionais, assim como um enorme rol de partidos, estão a postos e apostados em evitar que tenha êxito qualquer veleidade de discussão e rejeição"
"(...) no referendo os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre um tema para o qual existem alternativas (...) no plebiscito, os cidadãos devem aprovar o que lhes é posto à frente, não havendo alternativas nem conhecimento sobre as consequências de um voto negativo (...) O chamado referendo europeu de 2005 identifica-se com o plebiscito (...)".
"(...) Se algum povo da Europa disser "não", fá-lo na ignorância do que decorre da sua decisão. Terá de abandonar a União? Poderá ter esperanças numa Constituição diferente? Ficará satisfeito com os actuais Tratado da União? Será obrigado a votar tantas vezes quanto necessário até se conformar? Não sabe (...)"
"Em conclusão: este plebiscito realizar-se-á em condições de pura chantagem e de forte intimidação dos cidadãos. A dogmática europeia está construída de maneira impecável: quem não quer esta Constituição não quer a Europa, nem a União! É impossível preferir, por exemplo, manter-se na União, com base nos Tratados internacionais (os actuais e os futuros), mas sem Constituição que cria um verdadeiro Estado (...)".
Nem mais. LR
(visto o "Público" não disponibilizar o artigo on-line, eis a transcrição)
"Se tudo correr mal, teremos uma Constituição europeia em 2006, lá para Outubro. Isto é, se os parlamentares europeus ratificarem e se todos os referendos - não se sabe quantos são, nem em que altura se realizarão - aprovarem o Tratado assinado há dias, essa nova Magna Carta será realidade. Mas se tudo correr bem, se alguns parlamentares não ratificarem e se alguns povos disserem "não", a Constituição será modificada, adiada ou esquecida. É ainda cedo para previsões, mas, com realismo, são altas as probabilidades de as coisas correrem mal".
"(...) Estão a ser concebidos todos os dispositivos imagináveis destinados a tornar inevitável a sua aprovação. Idealizam-se as mais intensas campanhas de manipulação da opinião, disfarçadas de "campanhas de informação", que têm como único objectivo o de garantir que a "coisa" seja ameaçadora, não tenha alternativas e seja aprovada. Os chefes de Estado, os primeiros-ministros, os governos, as burocracias europeias e as administrações nacionais, assim como um enorme rol de partidos, estão a postos e apostados em evitar que tenha êxito qualquer veleidade de discussão e rejeição"
"(...) no referendo os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre um tema para o qual existem alternativas (...) no plebiscito, os cidadãos devem aprovar o que lhes é posto à frente, não havendo alternativas nem conhecimento sobre as consequências de um voto negativo (...) O chamado referendo europeu de 2005 identifica-se com o plebiscito (...)".
"(...) Se algum povo da Europa disser "não", fá-lo na ignorância do que decorre da sua decisão. Terá de abandonar a União? Poderá ter esperanças numa Constituição diferente? Ficará satisfeito com os actuais Tratado da União? Será obrigado a votar tantas vezes quanto necessário até se conformar? Não sabe (...)"
"Em conclusão: este plebiscito realizar-se-á em condições de pura chantagem e de forte intimidação dos cidadãos. A dogmática europeia está construída de maneira impecável: quem não quer esta Constituição não quer a Europa, nem a União! É impossível preferir, por exemplo, manter-se na União, com base nos Tratados internacionais (os actuais e os futuros), mas sem Constituição que cria um verdadeiro Estado (...)".
Nem mais. LR
07 novembro 2004
A bacorada da semana
Tendo em conta que o nosso primeiro só fala nos últimos tempos acerca de política internacional - e só se tiver a cábula à frente - o prémio "A Bacorada da Semana" vai direitinho para o jornalista Luís Osório, director d' "A Capital".
Ao "Independente", Osório, o Luís, ex-compagnon de route do Partido Comunista Português, afirmou o seguinte: " (...) em termos filosóficos, a consciência crítica é de esquerda".
Não, não é uma gralha. O homem disse mesmo o que acima se transcreve.
Ou seja, depois do diploma de democrata só ser entrege a ilustres e anónimos representantes da "esquerda", depois da consciência ecológica ser uma causa exclusiva da "esquerda", depois - ai de quem ponha em causa a seguinte verdade absoluta e universal! - dos direitos humanos só serem praticados pela "esquerda", etc, etc, etc..., eis que um dos ilustres bem pensantes da "esquerda" portuguesa chega à homérica conclusão que a crítica e a "consciência" necessária para executar tal nobre acto é de "esquerda".
Já agora, quando é que o Osório, o Luís, e os seus amigos classificam ideologicamente, por exemplo, a procriação? Talvez assim o sentido das suas vidas fosse conhecido.
Na mesma entrevista, Osório, o Luís, jurou que jamais "A Capital" fará "fretes ao PS", para declarar logo de seguidao seguinte: "se há partido que penso que é nefasto para a credibilidade da política esse partido é o Bloco de Esquerda". Osório, o Luís, tem razão, mas não deixa de ser verdade que a jura durou 30 segundos... LR
Ao "Independente", Osório, o Luís, ex-compagnon de route do Partido Comunista Português, afirmou o seguinte: " (...) em termos filosóficos, a consciência crítica é de esquerda".
Não, não é uma gralha. O homem disse mesmo o que acima se transcreve.
Ou seja, depois do diploma de democrata só ser entrege a ilustres e anónimos representantes da "esquerda", depois da consciência ecológica ser uma causa exclusiva da "esquerda", depois - ai de quem ponha em causa a seguinte verdade absoluta e universal! - dos direitos humanos só serem praticados pela "esquerda", etc, etc, etc..., eis que um dos ilustres bem pensantes da "esquerda" portuguesa chega à homérica conclusão que a crítica e a "consciência" necessária para executar tal nobre acto é de "esquerda".
Já agora, quando é que o Osório, o Luís, e os seus amigos classificam ideologicamente, por exemplo, a procriação? Talvez assim o sentido das suas vidas fosse conhecido.
Na mesma entrevista, Osório, o Luís, jurou que jamais "A Capital" fará "fretes ao PS", para declarar logo de seguidao seguinte: "se há partido que penso que é nefasto para a credibilidade da política esse partido é o Bloco de Esquerda". Osório, o Luís, tem razão, mas não deixa de ser verdade que a jura durou 30 segundos... LR
05 novembro 2004
Caro João Pedro
Realmente, sou de direita. Mas a minha direita não está no poder. Eras capaz de ficar ainda mais irritado se, de facto, a minha direita estivesse no poder, mas felizmente para nós, jornalistas, não está - notícias não faltam, perdoem-me o pequeno contentamento corporativista.
Uma pergunta:
- És de esquerda? Desconfio que sim.
Mais duas perguntas:
- Mas qual é a tua esquerda?
- A do "frade" Francisco Louçã, a do adepto da Coreia do Norte ou a do centrista José Sócrates?
Três comentários:
- Não há nada como a transparência ideológica para discutirmos as nossas opiniões.
- Espero sinceramente que a tua (?) esquerda aceite democraticamente uma eventual vitória de Santana Lopes em 2006 e não comece a fazer infundados pedidos de recontagens de votos. A isto chama-se falta de espírito democrático. Não há melhor sabedoria em democracia do que o voto popular.
- Este XVI Governo é constitucionalmente legítimo. A Constituição da República permitia a dissolução ou a tomada de posse de um novo Governo. O Presidente da República, eleito pela esquerda, fez uma opção política em nome da estabilidade. Compreendo a tua desilusão, mas é a vida. Deves dirigir as tuas queixas ao Palácio de Belém, à tua esquerda e não à Casa Branca e muito menos ao Insubmisso. LR
Uma pergunta:
- És de esquerda? Desconfio que sim.
Mais duas perguntas:
- Mas qual é a tua esquerda?
- A do "frade" Francisco Louçã, a do adepto da Coreia do Norte ou a do centrista José Sócrates?
Três comentários:
- Não há nada como a transparência ideológica para discutirmos as nossas opiniões.
- Espero sinceramente que a tua (?) esquerda aceite democraticamente uma eventual vitória de Santana Lopes em 2006 e não comece a fazer infundados pedidos de recontagens de votos. A isto chama-se falta de espírito democrático. Não há melhor sabedoria em democracia do que o voto popular.
- Este XVI Governo é constitucionalmente legítimo. A Constituição da República permitia a dissolução ou a tomada de posse de um novo Governo. O Presidente da República, eleito pela esquerda, fez uma opção política em nome da estabilidade. Compreendo a tua desilusão, mas é a vida. Deves dirigir as tuas queixas ao Palácio de Belém, à tua esquerda e não à Casa Branca e muito menos ao Insubmisso. LR
04 novembro 2004
Raio de gente
Afinal, Yasser Arafat morreu ou não morreu?
Decidam-se, para escrever um post sobre o assunto.
Quem tiver alguma informação CIENTÍFICA sobre o assunto diga para o Insubmisso, ok?
Decidam-se, para escrever um post sobre o assunto.
Quem tiver alguma informação CIENTÍFICA sobre o assunto diga para o Insubmisso, ok?
Aos meus amigos anti-federalistas...
«Sampaio admite Europa federal nos próximos 10 ou 20 anos
Lisboa, 04 Nov (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje uma solução federal para a Europa a médio prazo e pediu que não se dramatize o referendo relacionado
com o Tratado Constitucional com base na falta de informação dos cidadãos.
"Ficaria muito feliz por ver uma confederação, ou talvez mesmo uma federação de Estados-nação, (construída)num processo lento de perfeccionismo, o que acontecerá
provavelmente - espero - num prazo de 10 a 20 anos. É um grande desafio", acentuou.
Jorge Sampaio intervinha em inglês num debate com o seu homólogo austríaco, Heinz Fischer, no âmbito do fórum "Viver a Europa" que decorre no Centro de Congressos de
Lisboa.
A necessidade de "uma estratégia para o futuro" da Europa foi por diversas vezes sublinhada pelo Presidente da República, que disse não conceber Portugal fora dos 25
Estados-membros da União Europeia (UE).
»
Pronto. Era só isto.
Lisboa, 04 Nov (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje uma solução federal para a Europa a médio prazo e pediu que não se dramatize o referendo relacionado
com o Tratado Constitucional com base na falta de informação dos cidadãos.
"Ficaria muito feliz por ver uma confederação, ou talvez mesmo uma federação de Estados-nação, (construída)num processo lento de perfeccionismo, o que acontecerá
provavelmente - espero - num prazo de 10 a 20 anos. É um grande desafio", acentuou.
Jorge Sampaio intervinha em inglês num debate com o seu homólogo austríaco, Heinz Fischer, no âmbito do fórum "Viver a Europa" que decorre no Centro de Congressos de
Lisboa.
A necessidade de "uma estratégia para o futuro" da Europa foi por diversas vezes sublinhada pelo Presidente da República, que disse não conceber Portugal fora dos 25
Estados-membros da União Europeia (UE).
»
Pronto. Era só isto.
Um último bushismo
Já repararam na capa de hoje da Capital?
"A Europa face à vitória de Bush".
E nem uma palavrinha sobre os últimos dias da nossa civilização!?
É a vida, caro Osório. Um abraço.
"A Europa face à vitória de Bush".
E nem uma palavrinha sobre os últimos dias da nossa civilização!?
É a vida, caro Osório. Um abraço.
Quando o blog bate mais forte, perde
O meu caro RCP, neste texto, confessou a sua admiração pelo livre pensamento do ex-Presidente Mário Soares.
Sinceramente, não quero acreditar que o RCP tenha ouvido todas as declarações do ex-Presidente sobre os EUA. Recordo-lhe duas, feitas no Prós e Contras um dia antes da eleição norte-americana:
1. "Se Kerry ganhar acaba a pobreza".
2. "Se Kerry ganhar o mundo fica em paz".
Meu caro,
a isto não se chama livre pensamento. Chama-se disparate. Ao dr. Soares perdoamos tudo, porque há cerca de 30 anos ele teve um papel fundamental na História deste país. É dos raros políticos que não ficará registado num mero rodapé.
Mas isto aplica-se apenas ao dr. Soares, tá bem?
Fica um abraço,
com a devida consideração.
DD.
Sinceramente, não quero acreditar que o RCP tenha ouvido todas as declarações do ex-Presidente sobre os EUA. Recordo-lhe duas, feitas no Prós e Contras um dia antes da eleição norte-americana:
1. "Se Kerry ganhar acaba a pobreza".
2. "Se Kerry ganhar o mundo fica em paz".
Meu caro,
a isto não se chama livre pensamento. Chama-se disparate. Ao dr. Soares perdoamos tudo, porque há cerca de 30 anos ele teve um papel fundamental na História deste país. É dos raros políticos que não ficará registado num mero rodapé.
Mas isto aplica-se apenas ao dr. Soares, tá bem?
Fica um abraço,
com a devida consideração.
DD.
Best and worst of
A propósito da vitória de Bush e da derrota de Kerry muito se escreveu na blogsfera.
O melhor: "A suicida que impediu Bush de ganhar"
O pior: "Um passo para o desastre" (absolutamente ridículo, caro RCP)
O melhor: "A suicida que impediu Bush de ganhar"
O pior: "Um passo para o desastre" (absolutamente ridículo, caro RCP)
03 novembro 2004
O sistema eleitoral imperfeito
John Kerry já reconheceu a vitória de George W. Bush. A esquerda europeia ficou escandalizada com a derrota de Kerry. A democracia é uma coisa lixada. LR
Contra o federalismo um repto!
Hoje não me apetece replicar a DD.
Hoje falei do Bush de quem não gosto, mas que ao que tudo indica vai ser democraticamente eleito pelo povo norte-americano.
Mas DD, suplico-vos que na V. defesa do federalismo não entrem bushismos, bushices e bushadas. Por essa razão sugiro-vos, caro amigo, uma re-leitura de 3 obras, que por certo já haveis dissecado, e que serão pasto para nossas ulteriores discussões, salvaguardadas, claro está, as distâncias "tópicas" e "crónicas", ou seja, do espaço e do tempo.
"The Anti-Federalist Papers and the Constitutional Convention Debates" de Ralph Ketcham;
"The Anti-Federalists: Selected Writings and Speeches (Conservative Leadership Series) de Bruce Frohnen"
"The Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay, Clinton Rossiter, Charles R. Kesler
ou então o "The Essential Federalist and Anti-Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay
Tudo de bom
Hoje falei do Bush de quem não gosto, mas que ao que tudo indica vai ser democraticamente eleito pelo povo norte-americano.
Mas DD, suplico-vos que na V. defesa do federalismo não entrem bushismos, bushices e bushadas. Por essa razão sugiro-vos, caro amigo, uma re-leitura de 3 obras, que por certo já haveis dissecado, e que serão pasto para nossas ulteriores discussões, salvaguardadas, claro está, as distâncias "tópicas" e "crónicas", ou seja, do espaço e do tempo.
"The Anti-Federalist Papers and the Constitutional Convention Debates" de Ralph Ketcham;
"The Anti-Federalists: Selected Writings and Speeches (Conservative Leadership Series) de Bruce Frohnen"
"The Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay, Clinton Rossiter, Charles R. Kesler
ou então o "The Essential Federalist and Anti-Federalist Papers" de Alexander Hamilton, James Madison, John Jay
Tudo de bom
Criticar Bush
O Bush é feio.
O Bush é corrupto.
O Bush usa sempre a mesma gravata.
O Bush é cristão fundamentalista.
O Bush tem um Scotish Terrier (e é bem feito!!)
O Bush tem nódoas de molho barbecue nas camisas.
O Bush é casado com a Laura
O Bush é filho do Bush mas também trabalha com o Cheney.
O Cheney também é corrupto.
O Bush é incompetente.
O Bush é "ultramontano" e o seu radicalismo, bottom line, diminui a liberdade individual de escolha responsável(respeitadora plena da dignidade humana e suas expressões) dos cidadãos da sua comunidade política.
O Bush é mau embora diga que Deus está do lado dele.
Não acredito que Deus esteja do lado dele porque Deus comprometeu-se esta época com o Sport Lisboa e Benfica e tem lugar cativo na bancada Coca Cola
Tudo de bom
O Bush é corrupto.
O Bush usa sempre a mesma gravata.
O Bush é cristão fundamentalista.
O Bush tem um Scotish Terrier (e é bem feito!!)
O Bush tem nódoas de molho barbecue nas camisas.
O Bush é casado com a Laura
O Bush é filho do Bush mas também trabalha com o Cheney.
O Cheney também é corrupto.
O Bush é incompetente.
O Bush é "ultramontano" e o seu radicalismo, bottom line, diminui a liberdade individual de escolha responsável(respeitadora plena da dignidade humana e suas expressões) dos cidadãos da sua comunidade política.
O Bush é mau embora diga que Deus está do lado dele.
Não acredito que Deus esteja do lado dele porque Deus comprometeu-se esta época com o Sport Lisboa e Benfica e tem lugar cativo na bancada Coca Cola
Tudo de bom
Critiquem as políticas de Bush mas não as instituições norte-americanas
Hoje ouvi na TSF um sujeito chamado António Moreira a zurzir no Bush, a descompôr a democracia americana, a dizer mal do processo eleitoral norte-amerciano e da capacidade decisora do povo daquelas paragens, terminando com a sublime tirada "concordo com o ouvinte anterior...hoje é um dia negro para a humanidade".
Será que o Sr. Moreira ainda não percebeu que a eleição em questão foi nos EUA?
Que ele não tem nada a ver com o processo eleitoral nos EUA?
Que não tem objectiva e subjectivamente nenhuma autoridade moral para tecer comentários sobre os processos eleitorais de comunidades políticas que não a dele (Sr. Moreira)?
Que bem ou mal, o valor da liberdade e da democracia reside no simples facto de "o maior incompetente da história política dos EUA" ser presidente do país!"?
Que a virtude de um processo eleitoral indirecto como o dos EUA (com a delegação no Colégio de Grandes Elitores do poder final de voto) é afastar do processo eleitoral directo ignorantes como o Sr. Moreira e tornar gerível um processo, por definição, caótico?
Reflexão Final: Querem prova maior de que as instituições norte-americanas são boas e adequadas e contribuem para a resolução dos problemas daquela comunidade política de seres livres e responsáveis, do que o facto de resistirem à ignorância e incompetência de George W. Bush?
Por causa de tudo isso podem acusar o homem e as suas políticas mas não o sistema político norte-americano.
Será que o Sr. Moreira ainda não percebeu que a eleição em questão foi nos EUA?
Que ele não tem nada a ver com o processo eleitoral nos EUA?
Que não tem objectiva e subjectivamente nenhuma autoridade moral para tecer comentários sobre os processos eleitorais de comunidades políticas que não a dele (Sr. Moreira)?
Que bem ou mal, o valor da liberdade e da democracia reside no simples facto de "o maior incompetente da história política dos EUA" ser presidente do país!"?
Que a virtude de um processo eleitoral indirecto como o dos EUA (com a delegação no Colégio de Grandes Elitores do poder final de voto) é afastar do processo eleitoral directo ignorantes como o Sr. Moreira e tornar gerível um processo, por definição, caótico?
Reflexão Final: Querem prova maior de que as instituições norte-americanas são boas e adequadas e contribuem para a resolução dos problemas daquela comunidade política de seres livres e responsáveis, do que o facto de resistirem à ignorância e incompetência de George W. Bush?
Por causa de tudo isso podem acusar o homem e as suas políticas mas não o sistema político norte-americano.
Três pontos sobre W
1. Estou numa redacção e, por aqui, está tudo numa depressão. Olho para as tvs portuguesas e nem os pivots conseguem evitar o mesmo olhar de desapontamento.
W. Bush está a um passo da reeleição. As cadeias norte-americanas já lhe dão vitória, mas no Ohio - a nova Florida eleitoral - as recontagens oficiais de votos vão demorar 11 dias.
2. Com isto, ou muito me engano ou os meus amigos de esquerda vão virar católicos e começar a rezar por John Kerry.
A Europa definitivamente não percebe os EUA. Mas a conclusão de hoje é que mais depressa mudará a Europa do que os EUA.
O problema é simples: para os americanos, o bem e o mal existe. Na Europa, são conceitos esquecidos e para esquecer. O único conceito de mal que existe para os europeus chama-se George Walker Bush. É pena, mas é verdade.
3. W. Bush, se reeleito, consegue isso contra praticamente todo o Ocidente, de Madrid a Berlim, da "Capital" ao "Le Monde" e até ao "FT". Consegue-o porque os seus compatriotas o quiseram, nas urnas, como deve ser, sem olhar a opiniões exteriores.
Os EUA, caros concidadãos europeus, continuam a ser o maior país do mundo: o mais desenvolvido, o mais competitivo, o mais preparado, até, para nos defender dos nossos inimigos - aqueles que, por exemplo, atacaram Madrid a 11 de Março. Alguns esquecem isso, e deprimem. Eu prefiro recordar, para meu conforto.
P.S. Quem se lembra do cartaz do Bloco que traçava um fim aos líderes das Lajes? Desculpem lá, meus caros. Mais depressa acabam vocês.
W. Bush está a um passo da reeleição. As cadeias norte-americanas já lhe dão vitória, mas no Ohio - a nova Florida eleitoral - as recontagens oficiais de votos vão demorar 11 dias.
2. Com isto, ou muito me engano ou os meus amigos de esquerda vão virar católicos e começar a rezar por John Kerry.
A Europa definitivamente não percebe os EUA. Mas a conclusão de hoje é que mais depressa mudará a Europa do que os EUA.
O problema é simples: para os americanos, o bem e o mal existe. Na Europa, são conceitos esquecidos e para esquecer. O único conceito de mal que existe para os europeus chama-se George Walker Bush. É pena, mas é verdade.
3. W. Bush, se reeleito, consegue isso contra praticamente todo o Ocidente, de Madrid a Berlim, da "Capital" ao "Le Monde" e até ao "FT". Consegue-o porque os seus compatriotas o quiseram, nas urnas, como deve ser, sem olhar a opiniões exteriores.
Os EUA, caros concidadãos europeus, continuam a ser o maior país do mundo: o mais desenvolvido, o mais competitivo, o mais preparado, até, para nos defender dos nossos inimigos - aqueles que, por exemplo, atacaram Madrid a 11 de Março. Alguns esquecem isso, e deprimem. Eu prefiro recordar, para meu conforto.
P.S. Quem se lembra do cartaz do Bloco que traçava um fim aos líderes das Lajes? Desculpem lá, meus caros. Mais depressa acabam vocês.
02 novembro 2004
W ou do mal o menos
(Um breve interregno na polémica comunitária. A campanha para o referendo - se o Bloco Central deixar - ainda está longe).
Confesso que não partilho a excitação que vai por aí acerca das eleições americanas. É certo que o resultado desta noite eleitoral americana vai ter resultados indirectos em Portugal, mas os candidatos em causa dizem-me pouco. Além disso, sou português, não sou americano. Não voto.
Não partilho do preconceito atropológico que muitos europeus bem pensantes têm em relação a George W. Bush nem considero que John Kerry seja o bom rapaz que os outros, inocentes, pensam.
Apesar de algumas discordâncias naturais com o pensamento económico da candidatura de Bush - substituir gradualmente a segurança social pública pela privada merece a minha total oposição, por exemplo -, considero o nome do filho de George Bush aquele que mais interessa a Portugal, precisamente pelo facto de as políticas externas portuguesas e americanas terem estado sintonizadas nos últimos 3 anos.
Ainda que a política externa da administração Bush tenha tido falhas graves como a quebra do protocolo de Quioto e a falta de agressividade numa busca para a paz para o conflito israelo-palestiniano, a resposta de George W.Bush ao atentado de 11 de Setembro foi a correcta. Falhou no pós-invasão do Iraque, mas ainda vai a tempo de corrigir.
A inconstância de John Kerry - votou a favor da guerra, mas agora diz que foi um "erro" - não abona em favor da sua credibilidade. LR
Confesso que não partilho a excitação que vai por aí acerca das eleições americanas. É certo que o resultado desta noite eleitoral americana vai ter resultados indirectos em Portugal, mas os candidatos em causa dizem-me pouco. Além disso, sou português, não sou americano. Não voto.
Não partilho do preconceito atropológico que muitos europeus bem pensantes têm em relação a George W. Bush nem considero que John Kerry seja o bom rapaz que os outros, inocentes, pensam.
Apesar de algumas discordâncias naturais com o pensamento económico da candidatura de Bush - substituir gradualmente a segurança social pública pela privada merece a minha total oposição, por exemplo -, considero o nome do filho de George Bush aquele que mais interessa a Portugal, precisamente pelo facto de as políticas externas portuguesas e americanas terem estado sintonizadas nos últimos 3 anos.
Ainda que a política externa da administração Bush tenha tido falhas graves como a quebra do protocolo de Quioto e a falta de agressividade numa busca para a paz para o conflito israelo-palestiniano, a resposta de George W.Bush ao atentado de 11 de Setembro foi a correcta. Falhou no pós-invasão do Iraque, mas ainda vai a tempo de corrigir.
A inconstância de John Kerry - votou a favor da guerra, mas agora diz que foi um "erro" - não abona em favor da sua credibilidade. LR
01 novembro 2004
O federalismo dividiu o Insubmisso
Algumas constatações sobre a polémica que dividiu o Insubmisso nos últimos dias:
1. O próximo referendo sobre a integração europeia vai ser bem mais discutido do que se previa. Às vozes dos meus companheiros de blog (os outros estão, ainda, estranhamente escondidos) junta-se António Barreto, p.e., nas páginas do Público de hoje. O não vai crescendo, lentamente, e entre as elites nacionais. Ainda teremos algumas surpresas.
A todos eles, com o respeito que me merecem, deixo apenas uma pergunta: nas próximas legislativas, consideram votar no dr. Monteiro ou no dr. Louçã? É uma provocação, bem sei, mas como sabem são as duas únicas vozes cépticas, quanto ao assunto em análise, que o nosso espectro político comporta.
2. O JCC levanta uma questão séria: a utopia do desígnio de procurar o bem-estar. Diz ele, e bem, que é o mesmo fim do comunismo. Acrescento eu que o liberalismo tem uma pequena diferença: deseja o mesmo, mas através da liberdade de cada um, não através da sujeição desse sujeito a uma vontade centralizadora do Estado.
Ainda para o JCC, sublinho que não quero o fim de Portugal. Quero, isso sim, que as funções que já não desempenha (ou que desempenha sem que conte para nada) transitem - de forma firme, mas transparente - para uma entidade superior, eleita directamente. Falo da política externa (a nossa não conta, tida isoladamente) ou de finanças públicas, entendida em termos macro. Aqui, como sabes, Portugal estaria já bem lá no fundo se essas competências ainda estivessem nas nossas mãos.
Se as coisas, em campos como estes, são são efectivas ou são melhores nas mãos da UE, porque conservá-las de forma fictícia nas mãos de sabe-se lá quem?
3. Quanto ao AM, respondo o mesmo que ao JCC: tens ideia do que seria deste país se não tivesse tido a coragem de passar parte da sua soberania para uma entidade como a UE? Sabes o que vale a posição portuguesa, p.e., em política externa, se não fizer parte da UE? Sabes o que valeria hoje a economia portuguesa se parte dos seus instrumentos não estivesse nas mãos do BCE? Sabes o que vale a nossa política de Defesa, considerada isoladamente? A resposta é igual para todas as perguntas: nada. Eu prefiro um país que conte 1/25 de uma decisão importante a um país que conte 1/1 de uma decisão-zero. É uma questão de contas.
O meu ponto é este: o que vale Portugal fora da UE? E o que vale a UE tal como está? Queremos ou não, para bem de todos, uma UE mais forte, mais competitiva? Se não, qual a alternativa?
Mais: queremos ou não que a UE evolua para uma entidade responsável, onde a palavra de cada país conte realmente, uma UE com regras claras e democráticas? É isso que pergunto.
Abraços para todos,
DD.
P.S. Quando falo numa UE mais democrática não falo, obviamente, de processos como os da última semana. Gostava de saber em que país democrático do mundo um chefe de estado, depois de votado, aceita também levar a votos uma equipa que escolheu. Mais ainda, que chefe de estado aceitaria mudar um membro da sua equipa porque as opiniões pessoais dele não são aceites pelo pensamento único que afecta, cada vez mais, a política internacional do Ocidente. Essa não é a Europa democrática que quero. Porque essa não é uma Europa democrática, mas referendária e intolerante.
1. O próximo referendo sobre a integração europeia vai ser bem mais discutido do que se previa. Às vozes dos meus companheiros de blog (os outros estão, ainda, estranhamente escondidos) junta-se António Barreto, p.e., nas páginas do Público de hoje. O não vai crescendo, lentamente, e entre as elites nacionais. Ainda teremos algumas surpresas.
A todos eles, com o respeito que me merecem, deixo apenas uma pergunta: nas próximas legislativas, consideram votar no dr. Monteiro ou no dr. Louçã? É uma provocação, bem sei, mas como sabem são as duas únicas vozes cépticas, quanto ao assunto em análise, que o nosso espectro político comporta.
2. O JCC levanta uma questão séria: a utopia do desígnio de procurar o bem-estar. Diz ele, e bem, que é o mesmo fim do comunismo. Acrescento eu que o liberalismo tem uma pequena diferença: deseja o mesmo, mas através da liberdade de cada um, não através da sujeição desse sujeito a uma vontade centralizadora do Estado.
Ainda para o JCC, sublinho que não quero o fim de Portugal. Quero, isso sim, que as funções que já não desempenha (ou que desempenha sem que conte para nada) transitem - de forma firme, mas transparente - para uma entidade superior, eleita directamente. Falo da política externa (a nossa não conta, tida isoladamente) ou de finanças públicas, entendida em termos macro. Aqui, como sabes, Portugal estaria já bem lá no fundo se essas competências ainda estivessem nas nossas mãos.
Se as coisas, em campos como estes, são são efectivas ou são melhores nas mãos da UE, porque conservá-las de forma fictícia nas mãos de sabe-se lá quem?
3. Quanto ao AM, respondo o mesmo que ao JCC: tens ideia do que seria deste país se não tivesse tido a coragem de passar parte da sua soberania para uma entidade como a UE? Sabes o que vale a posição portuguesa, p.e., em política externa, se não fizer parte da UE? Sabes o que valeria hoje a economia portuguesa se parte dos seus instrumentos não estivesse nas mãos do BCE? Sabes o que vale a nossa política de Defesa, considerada isoladamente? A resposta é igual para todas as perguntas: nada. Eu prefiro um país que conte 1/25 de uma decisão importante a um país que conte 1/1 de uma decisão-zero. É uma questão de contas.
O meu ponto é este: o que vale Portugal fora da UE? E o que vale a UE tal como está? Queremos ou não, para bem de todos, uma UE mais forte, mais competitiva? Se não, qual a alternativa?
Mais: queremos ou não que a UE evolua para uma entidade responsável, onde a palavra de cada país conte realmente, uma UE com regras claras e democráticas? É isso que pergunto.
Abraços para todos,
DD.
P.S. Quando falo numa UE mais democrática não falo, obviamente, de processos como os da última semana. Gostava de saber em que país democrático do mundo um chefe de estado, depois de votado, aceita também levar a votos uma equipa que escolheu. Mais ainda, que chefe de estado aceitaria mudar um membro da sua equipa porque as opiniões pessoais dele não são aceites pelo pensamento único que afecta, cada vez mais, a política internacional do Ocidente. Essa não é a Europa democrática que quero. Porque essa não é uma Europa democrática, mas referendária e intolerante.
Do JCC, contra o federalismo
Com a devida vénia democrática, aqui fica uma resposta do Jorge Campos da Costa ao meu post sobre federalismo. A minha contra-resposta a TODOS os insubmissos fica prometida para muito breve.
1. "Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa".
Ok. Se todos os 25 países da UE pensarem assim, não há UE.
Comentário: Todos os países da UE pensam assim. Se não, não eram países. E há UE. Não sei se haverá sempre. Está a passar um mau bocado. Mas os países da UE, esses, entendem-se a si próprios como sendo para sempre. Não sabemos bem o que é a UE. Mas sabemos, seguramente, o que ela nunca será: nunca será uma réplica, em grande, dos comparativamente pequenos Estados-nação que a compõem, uma espécie de mega-Estado. A construção da UE pressupõe, precisamente, em cada uma das suas etapas, que os interesses vitais, sublinho: vitais, não circunstanciais, de cada um dos seus participantes sejam atendidos nesse processo. Esse processo é, por isso, reversível. Os Estados-nação que nele estão envolvidos não são.
2 . "Ideal político não existe, meu caro. O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente."
Contradição em termos, meu caro. Não conheço melhor ideal político do que procurar garantir melhores condições de vida a cada cidadão. Ou seja, garantir que eles tenham todas as condições para o usufruir.
Comentário: No dia em que as melhores condições de vida para cada um for o alfa e ómega do ideário político possível, deixa de haver política. Há administração, economia, etc. Mas não política. Sei que esse é o sonho liberal. Tal como foi o sonho do comunismo. O fim do Estado, o fim da política, o fim da história. Mas parece que chega de “fins de...”. Sim, é claro que, para além da economia e do catálogo das liberdades, direitos e garantias próprio da cartilha constitucional liberal, não há, de facto, mais espaço para ideal político na Europa. Mas isso é precisamente, no fundo, a explicação do seu impasse. Falta de política...
Fico por aqui, David.
JCC
1. "Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa".
Ok. Se todos os 25 países da UE pensarem assim, não há UE.
Comentário: Todos os países da UE pensam assim. Se não, não eram países. E há UE. Não sei se haverá sempre. Está a passar um mau bocado. Mas os países da UE, esses, entendem-se a si próprios como sendo para sempre. Não sabemos bem o que é a UE. Mas sabemos, seguramente, o que ela nunca será: nunca será uma réplica, em grande, dos comparativamente pequenos Estados-nação que a compõem, uma espécie de mega-Estado. A construção da UE pressupõe, precisamente, em cada uma das suas etapas, que os interesses vitais, sublinho: vitais, não circunstanciais, de cada um dos seus participantes sejam atendidos nesse processo. Esse processo é, por isso, reversível. Os Estados-nação que nele estão envolvidos não são.
2 . "Ideal político não existe, meu caro. O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente."
Contradição em termos, meu caro. Não conheço melhor ideal político do que procurar garantir melhores condições de vida a cada cidadão. Ou seja, garantir que eles tenham todas as condições para o usufruir.
Comentário: No dia em que as melhores condições de vida para cada um for o alfa e ómega do ideário político possível, deixa de haver política. Há administração, economia, etc. Mas não política. Sei que esse é o sonho liberal. Tal como foi o sonho do comunismo. O fim do Estado, o fim da política, o fim da história. Mas parece que chega de “fins de...”. Sim, é claro que, para além da economia e do catálogo das liberdades, direitos e garantias próprio da cartilha constitucional liberal, não há, de facto, mais espaço para ideal político na Europa. Mas isso é precisamente, no fundo, a explicação do seu impasse. Falta de política...
Fico por aqui, David.
JCC
29 outubro 2004
não II !!!
Como se nota pela minha posição, estou-me a borrifar para o contraditório, quando em causa está Portugal e o seu futuro como Estado Soberano.
Ouçam por favor o Professor Jorge Miranda que também já se pronunciou sobre esta matéria.
Tudo de bom
Ouçam por favor o Professor Jorge Miranda que também já se pronunciou sobre esta matéria.
Tudo de bom
não I !!!
Sou Português.
Sou liberal clássico de orientação conservadora.
Sou anti-federalista.
Sou contra a Constituição que acriticamente Pedro Lopes e António Monteiro hoje assinaram na "Sala Orazi i pimpinazzi i spinafri i stratciatella com molho de nati" em Roma, onde foram acolhidos pelo Pirata do Laço Branco (julgo que se chama Bertolucci, Zeffirelli, Briscotucci...enfim qualquer coisa que parece nome de pasta)
Farei campanha pelo Não no próximo referendo.
Encontrarei mil e um argumentos racionais e emocionais para impressionar letrados e iletrados.
Sairei à rua e colocarei autocolantes nos sítios mais incríveis à semelhança do que o Bloco de Esquerda costuma fazer (exemplo: parte de baixo dos lavatórios das casas de banho públicas da estação de comboios do Pragal).
Para já e como resposta ao DD fica a seguinte respeitosa indignação institucional:
É minha profunda convicção que uma comunidade política soberana, politicamente coerente e consistente há mais de 855 anos, decide melhor sobre os seus assuntos políticos (quaisquer que eles sejam), do que alguém que não é dessa comunidade. Na pior das hipóteses institucionais, os responsáveis políticos legitimamente mandatados pelos membros dessa comunidade política para os representar, poderão, sob delegação, negociar tratados de partilha de responsabilidade sobre as decisões de certas áreas dos seus interesses soberanos, em matérias específicas e por prazo definido e determinado. Esses delegados dos membros da comunidade política nunca poderão, em qualquer circunstância, ceder elemntos da soberania dessa nação, sob pena de prejudicarem a vida boa das futuras gerações com as quais qualquer membro actual tem um dever de continuidade.
A minha posição é irredutível e inegociável e decorre directa e linearmente do princípio da liberdade individual responsável que é princípio fundador deste espaço de discussão digital.
Ponto final.
Tenho dito.
Tudo de bom.
Vivam as Quinas.
Sou liberal clássico de orientação conservadora.
Sou anti-federalista.
Sou contra a Constituição que acriticamente Pedro Lopes e António Monteiro hoje assinaram na "Sala Orazi i pimpinazzi i spinafri i stratciatella com molho de nati" em Roma, onde foram acolhidos pelo Pirata do Laço Branco (julgo que se chama Bertolucci, Zeffirelli, Briscotucci...enfim qualquer coisa que parece nome de pasta)
Farei campanha pelo Não no próximo referendo.
Encontrarei mil e um argumentos racionais e emocionais para impressionar letrados e iletrados.
Sairei à rua e colocarei autocolantes nos sítios mais incríveis à semelhança do que o Bloco de Esquerda costuma fazer (exemplo: parte de baixo dos lavatórios das casas de banho públicas da estação de comboios do Pragal).
Para já e como resposta ao DD fica a seguinte respeitosa indignação institucional:
É minha profunda convicção que uma comunidade política soberana, politicamente coerente e consistente há mais de 855 anos, decide melhor sobre os seus assuntos políticos (quaisquer que eles sejam), do que alguém que não é dessa comunidade. Na pior das hipóteses institucionais, os responsáveis políticos legitimamente mandatados pelos membros dessa comunidade política para os representar, poderão, sob delegação, negociar tratados de partilha de responsabilidade sobre as decisões de certas áreas dos seus interesses soberanos, em matérias específicas e por prazo definido e determinado. Esses delegados dos membros da comunidade política nunca poderão, em qualquer circunstância, ceder elemntos da soberania dessa nação, sob pena de prejudicarem a vida boa das futuras gerações com as quais qualquer membro actual tem um dever de continuidade.
A minha posição é irredutível e inegociável e decorre directa e linearmente do princípio da liberdade individual responsável que é princípio fundador deste espaço de discussão digital.
Ponto final.
Tenho dito.
Tudo de bom.
Vivam as Quinas.
Não - parte 3
Por falta de tempo não consegui responder ao contraditório do federalista DD. A resposta desenvolvida seguirá mais tarde. Para já, em relação ao mesmo assunto, excertos da excelente entrevista do ministro dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro, ao "Público":
"Não gostei da declaração de Monti. A teoria da exclusão é má. Não estamos a fazer alargamentos para depois admitir que vamos cortar partes da Europa, a não ser que alguém queira mesmo sair. Dizer «não» pode não indicar isso. Se os ingleses disserem «não», significa isso que não querem a Europa? Quer apenas dizer que não querem uma certa forma de Europa".
"[se um ou mais países chumbarem o Tratado Constitucional de Roma] Os governos têm de regressar a formas de consultas. E é preciso ver se essa rejeição é de um texto específico ou de uma ideia de Europa".
"[se um ou mais países chumbarem o Tratado Constitucional de Roma] Haverá um Conselho Europeu para ver o que se faz. Vamos decidir nessa altura".
Ou seja, o Tratado Constitucional hoje assinado em Roma não prevê a recusa de ratificação. Não hã opção.
Dos 25 Estados-Membros apenas 9 anunciaram a intenção de ratificar o texto de Roma através de consulta popular.
Esta, meus caro DD e MS, é a democraticidade do federalismo europeu - escrevi "EUROPEU", David.
Porque razão os federalistas têm medo dos referendos? Porque razão as instituições europeias não propoem um referendo único em todos os Estados-Membros? LR
"Não gostei da declaração de Monti. A teoria da exclusão é má. Não estamos a fazer alargamentos para depois admitir que vamos cortar partes da Europa, a não ser que alguém queira mesmo sair. Dizer «não» pode não indicar isso. Se os ingleses disserem «não», significa isso que não querem a Europa? Quer apenas dizer que não querem uma certa forma de Europa".
"[se um ou mais países chumbarem o Tratado Constitucional de Roma] Os governos têm de regressar a formas de consultas. E é preciso ver se essa rejeição é de um texto específico ou de uma ideia de Europa".
"[se um ou mais países chumbarem o Tratado Constitucional de Roma] Haverá um Conselho Europeu para ver o que se faz. Vamos decidir nessa altura".
Ou seja, o Tratado Constitucional hoje assinado em Roma não prevê a recusa de ratificação. Não hã opção.
Dos 25 Estados-Membros apenas 9 anunciaram a intenção de ratificar o texto de Roma através de consulta popular.
Esta, meus caro DD e MS, é a democraticidade do federalismo europeu - escrevi "EUROPEU", David.
Porque razão os federalistas têm medo dos referendos? Porque razão as instituições europeias não propoem um referendo único em todos os Estados-Membros? LR
28 outubro 2004
Resposta à letra a um companheiro insubmisso
Eu estava a guardar silêncio sobre matérias europeias - porque o silêncio, às vezes, é uma maneira de falar. Mas depois de uma provocação em casa própria não posso evitar umas linhas sobre o assunto.
Seguem-se curtas respontas ao meu caro Luís Rosa - Primeiro as frases dele, depois o que tenho a dizer.
1. "Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa".
Ok. Se todos os 25 países da UE pensarem assim, não há UE. É uma opção. Deve ser assumida por cada páis, individualmente. É para isso que vai haver, por cá, um referendo.
2. "Ideal político não existe, meu caro.O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente."
Contradição em termos, meu caro. Não conheço melhor ideal político do que procurar garantir melhores condições de vida a cada cidadão. Ou seja, garantir que eles tenham todas as condições para o usufruir.
3. "No que diz respeito a Portugal, a história demonstra que poucas foram as vezes, desde 1986, que os políticos portugueses bateram o pé a Bruxelas."Perdão pela ignorância: não sabia que valia mais bater o pé do que negociar sem barulho. Fiquei a saber agora. É uma opção. Acho até que já a li numa entrevista de Santana Lopes ao Expresso, dois meses antes de ser PM.
4. "O federalismo europeu é tudo menos democrático".
Não é verdade. É ver na internet - podes encontrar tudo sobre o conceito de federação. Mas começa por ler o próprio conceito de federação, num dicionário. A saber: "Estado formado por outros estados; forma de organização política em que estados se unem, mantendo cada um o controlo de algumas actividades sectoriais, mas entregando a um Governo central a diplomacia, a moeda, a defesa nacional, etc; união, associação". Está na Porto Editora.
5."Porque razão os federalistas repetem referendo atrás de referendo até o "sim" ganhar?
Não sei. É perguntar em cada país. E, já agora, perguntar aos respectivos povos porque acabaram por votar sim de forma maioritária. Chama-se democracia. E pode ser invertida: se houver contestação suficiente, pode haver sucessivos referendos para pedir o contrário. Pode até decidir-se que se quer sair. Vê lá tu!
Abraços insubmissos,
DD
Seguem-se curtas respontas ao meu caro Luís Rosa - Primeiro as frases dele, depois o que tenho a dizer.
1. "Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa".
Ok. Se todos os 25 países da UE pensarem assim, não há UE. É uma opção. Deve ser assumida por cada páis, individualmente. É para isso que vai haver, por cá, um referendo.
2. "Ideal político não existe, meu caro.O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente."
Contradição em termos, meu caro. Não conheço melhor ideal político do que procurar garantir melhores condições de vida a cada cidadão. Ou seja, garantir que eles tenham todas as condições para o usufruir.
3. "No que diz respeito a Portugal, a história demonstra que poucas foram as vezes, desde 1986, que os políticos portugueses bateram o pé a Bruxelas."Perdão pela ignorância: não sabia que valia mais bater o pé do que negociar sem barulho. Fiquei a saber agora. É uma opção. Acho até que já a li numa entrevista de Santana Lopes ao Expresso, dois meses antes de ser PM.
4. "O federalismo europeu é tudo menos democrático".
Não é verdade. É ver na internet - podes encontrar tudo sobre o conceito de federação. Mas começa por ler o próprio conceito de federação, num dicionário. A saber: "Estado formado por outros estados; forma de organização política em que estados se unem, mantendo cada um o controlo de algumas actividades sectoriais, mas entregando a um Governo central a diplomacia, a moeda, a defesa nacional, etc; união, associação". Está na Porto Editora.
5."Porque razão os federalistas repetem referendo atrás de referendo até o "sim" ganhar?
Não sei. É perguntar em cada país. E, já agora, perguntar aos respectivos povos porque acabaram por votar sim de forma maioritária. Chama-se democracia. E pode ser invertida: se houver contestação suficiente, pode haver sucessivos referendos para pedir o contrário. Pode até decidir-se que se quer sair. Vê lá tu!
Abraços insubmissos,
DD
Não
Escreve o MS, com razão, que a União Europeia voltou a demonstrar uma total e absoluta falta de democraticidade formal com o facto de o Tratado de Nice não prever um "não" do Parlamento Europeu à equipa "escolhida" pelo líder da Comissão, como esteve prestes a acontecer hoje em Bruxelas.
Meu caro, já sabes o que poderá acontecer caso um - e basta um - Estado-Membro não ratifique o futuro Tratado de Roma? O que acontecerá se os cidadãos de um Estado-Membro responderem "não" a mais uma evolução federal do ideal comunitário europeu?
Na semana passada, o comissário europeu de nacionalidade italiana Mário Monti afirmou que ao membro da União Europeia que não ratifique o futuro texto principal da União Europeia só resta uma saída: a porta da rua.
Em Portugal, onde o unanimismo europeu do Bloco Central impera, a abstenção ganhará - verdadeira prova do interesse do povo português noutra coisa que não os fundos comunitários -, mas o "sim" ficará com a maioria dos votos expressos. Isto, claro, se houver referendo. As primeiras tricas entre o PS e o PSD acerca da data já cheiram mal. E ainda não discutimos a pergunta que vai ser feita aos portugueses...
O "problema" não se coloca no nosso país. Mas sim no Reino Unido, em França - onde no referendo ao Tratado de Maastricht, o "sim" ganhou por 3 pontos - ou nos paises nórdicos - recordemos o "não" dinamarquês a Maastricht.
Com o aproximar da hora dos referendos europeus a chantagem de senhores como Mário Monti vai subir de tom. "Ou votas como eu quero ou vais para o olho da rua!".
Federalistas, como o senhor Barroso, pensam assim. Para estes só existe uma resposta possível: "sim". Para os federalistas só é possível uma Europa Federalista, uma Europa onde Bruxelas ordena seguindo as indicações de Berlim, Paris, Londres, Roma e Madrid. Esta Europa interessa a Portugal? A minha resposta é "não". LR
Meu caro, já sabes o que poderá acontecer caso um - e basta um - Estado-Membro não ratifique o futuro Tratado de Roma? O que acontecerá se os cidadãos de um Estado-Membro responderem "não" a mais uma evolução federal do ideal comunitário europeu?
Na semana passada, o comissário europeu de nacionalidade italiana Mário Monti afirmou que ao membro da União Europeia que não ratifique o futuro texto principal da União Europeia só resta uma saída: a porta da rua.
Em Portugal, onde o unanimismo europeu do Bloco Central impera, a abstenção ganhará - verdadeira prova do interesse do povo português noutra coisa que não os fundos comunitários -, mas o "sim" ficará com a maioria dos votos expressos. Isto, claro, se houver referendo. As primeiras tricas entre o PS e o PSD acerca da data já cheiram mal. E ainda não discutimos a pergunta que vai ser feita aos portugueses...
O "problema" não se coloca no nosso país. Mas sim no Reino Unido, em França - onde no referendo ao Tratado de Maastricht, o "sim" ganhou por 3 pontos - ou nos paises nórdicos - recordemos o "não" dinamarquês a Maastricht.
Com o aproximar da hora dos referendos europeus a chantagem de senhores como Mário Monti vai subir de tom. "Ou votas como eu quero ou vais para o olho da rua!".
Federalistas, como o senhor Barroso, pensam assim. Para estes só existe uma resposta possível: "sim". Para os federalistas só é possível uma Europa Federalista, uma Europa onde Bruxelas ordena seguindo as indicações de Berlim, Paris, Londres, Roma e Madrid. Esta Europa interessa a Portugal? A minha resposta é "não". LR
Não - parte 2
O meu caro MS, fruto do mau tempo que assola o nosso canil, picou-se. O que é bom.
Ele não gosta de misturas. Ele é federalista e eu sou reaccionário. É uma divisão simples e compreensível por todos.
O problema é que eu também desejo, como ele, mais democracia, mais paz e mais desenvolvimento económico para o continente europeu. Mas os caminhos escolhidos são praticamente opostos.
Eis as razões do meu pessimismo:
1 - Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa.
A "Europa", sob o ponto de vista político, como entidade colectiva não existe. O que existe são os interesses dos cinco grandes que prevalecem sempre sobre os restantes. Os próprios cinco também têm interesses próprios historicamente conflituosos que propriciam mais desacordos do que acordos nas mais diversas matérias de que a política externa é o principal. Ideal político não existe, meu caro.
O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente.
2 - No que diz respeito a Portugal, a história demonstra que poucas foram as vezes, desde 1986, que os políticos portugueses bateram o pé a Bruxelas. Que me recorde, António Guterres foi o único primeiro-ministro que ameaçou vetar em Nice um Tratado caso os interesses de Portugal não fossem acautelados. Foi também a única vez que Portugal liderou alguma discussãodurante um Conselho Europeu em que tenha um interesse directo. Antes andou sempre atrás da Espanha, qual menino coqueiro à espera de um ressalto para marcar um golo à boca da baliza.
Antes tinha sido também Guterres, durante a presidência portuguesa, a levar a Europa a discutir uma nova estratégia para o desenvolvimento económico do continente na cimeira de Lisboa.
3 - Hoje temos Durão Barroso à frente da Comissão Europeia. Federalista convicto, mas não assumido, Barroso tentará tudo por tudo para levar longe o ideal federalista.
O problema, meu caro MS, é que o federalismo europeu é tudo menos democrático. Só agora, com um Tratado que assumirá carácter constitucional, é que todos os povos europeus serão chamados a pronunciar-se sobre a União Europeia. Antes ninguém se lembrou de legitimar democraticamente todos os avanços de integração económica e política que levaram à passagem da Comunidade Económica Europeia para uma União Europeia.
Não sei se te recordas, mas em todos os referendos que foram feitos em toda a União, nunca o "sim" ganhou claramente. A propósito de Maastricht, em França, o berço do europeísmo, o "sim" ganhou por três pontos; na Dinamarca o "não" ganhou no primeiro, ganhando o "sim" de no segundo, depois de todos os primeiros-ministros europeus terem ameaçado a Dinamarca com a expulsão- se não fosse o facto de a Dinamarca pagar para estar na Mercado Único ainda prometiam uma invasão. Na Irlanda, único país a ratificar Nice por referendo, o "não" ganhou em 2001. Lembras-te, MS? Um país, da nossa dimensão, que lucrou imenso com os fundos europeus, teve receio de ser relegado para segundo plano em termos políticos. Um ano depois, repetindo-se o drama normal nas chancelarias europeias - "como pode isto acontecer?!" - o referendo lá foi repetido e o "sim" ganhou.
Eu, que sou reaccionário, não percebo uma coisa. Porque razão os federalistas se contentam em ganhar por um por cento referendos que devem ratificar tratados que impõem mudanças radicais nas relações de soberania dos Estados-Membros com um poder executivo central sedeado em Bruxelas que não é eleito? Porque razão não defendem maiorias de dois terços?
Pior: Porque razão os federalistas repetem referendo atrás de referendo até o "sim" ganhar? Porque razão não se contentam com o primeiro resultado?
Em conclusão: o que achas que deve ser feito caso um Estado-Membro diga "não" em referendo. Repete-se o mesmo, não é? Isso é democracia? Parece-me mais vanguardismo democrático. LR
Ele não gosta de misturas. Ele é federalista e eu sou reaccionário. É uma divisão simples e compreensível por todos.
O problema é que eu também desejo, como ele, mais democracia, mais paz e mais desenvolvimento económico para o continente europeu. Mas os caminhos escolhidos são praticamente opostos.
Eis as razões do meu pessimismo:
1 - Para mim, a Nação portuguesa está acima do bem comum europeu. Ou seja, os representantes do Estado português nunca podem deixar que o bem comum dos restantes 24 Estados-Membros se sobreponha ao bem comum da comunidade portuguesa.
A "Europa", sob o ponto de vista político, como entidade colectiva não existe. O que existe são os interesses dos cinco grandes que prevalecem sempre sobre os restantes. Os próprios cinco também têm interesses próprios historicamente conflituosos que propriciam mais desacordos do que acordos nas mais diversas matérias de que a política externa é o principal. Ideal político não existe, meu caro.
O que existe é um ideal económico que, realmente, como mercado único se revelou fundamental para o desenvolvimento do económico e social do continente.
2 - No que diz respeito a Portugal, a história demonstra que poucas foram as vezes, desde 1986, que os políticos portugueses bateram o pé a Bruxelas. Que me recorde, António Guterres foi o único primeiro-ministro que ameaçou vetar em Nice um Tratado caso os interesses de Portugal não fossem acautelados. Foi também a única vez que Portugal liderou alguma discussãodurante um Conselho Europeu em que tenha um interesse directo. Antes andou sempre atrás da Espanha, qual menino coqueiro à espera de um ressalto para marcar um golo à boca da baliza.
Antes tinha sido também Guterres, durante a presidência portuguesa, a levar a Europa a discutir uma nova estratégia para o desenvolvimento económico do continente na cimeira de Lisboa.
3 - Hoje temos Durão Barroso à frente da Comissão Europeia. Federalista convicto, mas não assumido, Barroso tentará tudo por tudo para levar longe o ideal federalista.
O problema, meu caro MS, é que o federalismo europeu é tudo menos democrático. Só agora, com um Tratado que assumirá carácter constitucional, é que todos os povos europeus serão chamados a pronunciar-se sobre a União Europeia. Antes ninguém se lembrou de legitimar democraticamente todos os avanços de integração económica e política que levaram à passagem da Comunidade Económica Europeia para uma União Europeia.
Não sei se te recordas, mas em todos os referendos que foram feitos em toda a União, nunca o "sim" ganhou claramente. A propósito de Maastricht, em França, o berço do europeísmo, o "sim" ganhou por três pontos; na Dinamarca o "não" ganhou no primeiro, ganhando o "sim" de no segundo, depois de todos os primeiros-ministros europeus terem ameaçado a Dinamarca com a expulsão- se não fosse o facto de a Dinamarca pagar para estar na Mercado Único ainda prometiam uma invasão. Na Irlanda, único país a ratificar Nice por referendo, o "não" ganhou em 2001. Lembras-te, MS? Um país, da nossa dimensão, que lucrou imenso com os fundos europeus, teve receio de ser relegado para segundo plano em termos políticos. Um ano depois, repetindo-se o drama normal nas chancelarias europeias - "como pode isto acontecer?!" - o referendo lá foi repetido e o "sim" ganhou.
Eu, que sou reaccionário, não percebo uma coisa. Porque razão os federalistas se contentam em ganhar por um por cento referendos que devem ratificar tratados que impõem mudanças radicais nas relações de soberania dos Estados-Membros com um poder executivo central sedeado em Bruxelas que não é eleito? Porque razão não defendem maiorias de dois terços?
Pior: Porque razão os federalistas repetem referendo atrás de referendo até o "sim" ganhar? Porque razão não se contentam com o primeiro resultado?
Em conclusão: o que achas que deve ser feito caso um Estado-Membro diga "não" em referendo. Repete-se o mesmo, não é? Isso é democracia? Parece-me mais vanguardismo democrático. LR
Prioridade Total
Marcelo Rebelo de Sousa disse finalmente porque razão saiu da TVI. Com algum dramatismo à mistura acusou Miguel Paes de Amaral de o ter pressionado a mudar o seu tom crítico face ao Governo de Pedro Santana Lopes. Tudo por causa de necessidades económicas da Media Capital face a uma entrada hostil dos alemães da RTL.
Fernando Lima negou ontem ao princípio da noite à Lusa que tenha apresentado a sua demissão de director do "Diário de Notícias", depois de ter constatado que Luís Delgado e Mário Betencourt Resendes lhe tinham mentido nos desmentidos que lhe fizeram quanto aos convites a Clara Ferreira Alves. Mas Miguel Horta Costa, CEO da Portugal Telecom, afirmou que mantém a confiança em Lima "até ser encontrada uma nova solução directiva no quadro da avaliação que vem sendo feita". Lima está de saída.
No meio destas duas tempestades a Portugal Telecom: proprietária do "DN", "Jornal de Notícias". "TSF", "24 Horas", entre outros títulos.
Ponto um: o "DN" e o "JN" foram privatizados pelo segundo Governo de Cavaco Silva em 1992 e vendidos à empresa Lusomundo.
Ponto dois: em Novembro de 2000 o Governo do Partido Socialista liderado por António Guterres autorizou a compra de 58 por cento da Lusomundo por parte da PT Multimédia, depois de oito meses antes ter dado o "OK" à aquisição dos primeiros 42 por cento do capital da empresa do coronel Luís Silva através da mesma sucursal da PT.
Ponto três: o Estado mantém uma golden-share na PT que lhe permite nomear o presidente do Conselho de Administração e interferir na gestão da maior empresa portuguesa.
Ponto quatro: o Governo de António Guterres autorizou uma reprivatização do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias", passando o Governo a ter uma palavra a dizer também na TSF - comprada pela Lusomundo no final dos anos 90.
Pergunta 1: Se o Governo de Santana Lopes garante que não houve qualquer pressão sobre a TVI; se garante que não está a tentar controlar os órgãos de comunicação social dominados pela PT, por que razão não autoriza a PT a vender os títulos e a rádio que possui?
Pergunta 2: Se o PS de José Sócrates, ex-ministro de Guterres com a tutela da comunicação socal, está tão preocupado com o condicionamento dos media por parte do Executivo, porque razão não defende publicamente a venda dos órgãos de comunicação social dominados pela PT?
Resposta: O Estado não precisa de controlar mais do que um canal de televisão e uma rádio. Mas o PSD e o PS necessitam de controlar órgãos de comunicação social, necessitam de pressionar os media. Faz parte do seu ADN. A diferença é que uns são mais inteligentes do que outros a fazé-lo. LR
Fernando Lima negou ontem ao princípio da noite à Lusa que tenha apresentado a sua demissão de director do "Diário de Notícias", depois de ter constatado que Luís Delgado e Mário Betencourt Resendes lhe tinham mentido nos desmentidos que lhe fizeram quanto aos convites a Clara Ferreira Alves. Mas Miguel Horta Costa, CEO da Portugal Telecom, afirmou que mantém a confiança em Lima "até ser encontrada uma nova solução directiva no quadro da avaliação que vem sendo feita". Lima está de saída.
No meio destas duas tempestades a Portugal Telecom: proprietária do "DN", "Jornal de Notícias". "TSF", "24 Horas", entre outros títulos.
Ponto um: o "DN" e o "JN" foram privatizados pelo segundo Governo de Cavaco Silva em 1992 e vendidos à empresa Lusomundo.
Ponto dois: em Novembro de 2000 o Governo do Partido Socialista liderado por António Guterres autorizou a compra de 58 por cento da Lusomundo por parte da PT Multimédia, depois de oito meses antes ter dado o "OK" à aquisição dos primeiros 42 por cento do capital da empresa do coronel Luís Silva através da mesma sucursal da PT.
Ponto três: o Estado mantém uma golden-share na PT que lhe permite nomear o presidente do Conselho de Administração e interferir na gestão da maior empresa portuguesa.
Ponto quatro: o Governo de António Guterres autorizou uma reprivatização do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias", passando o Governo a ter uma palavra a dizer também na TSF - comprada pela Lusomundo no final dos anos 90.
Pergunta 1: Se o Governo de Santana Lopes garante que não houve qualquer pressão sobre a TVI; se garante que não está a tentar controlar os órgãos de comunicação social dominados pela PT, por que razão não autoriza a PT a vender os títulos e a rádio que possui?
Pergunta 2: Se o PS de José Sócrates, ex-ministro de Guterres com a tutela da comunicação socal, está tão preocupado com o condicionamento dos media por parte do Executivo, porque razão não defende publicamente a venda dos órgãos de comunicação social dominados pela PT?
Resposta: O Estado não precisa de controlar mais do que um canal de televisão e uma rádio. Mas o PSD e o PS necessitam de controlar órgãos de comunicação social, necessitam de pressionar os media. Faz parte do seu ADN. A diferença é que uns são mais inteligentes do que outros a fazé-lo. LR
27 outubro 2004
A Reacção
José Rodrigues dos Santos e Nuno Santos reagem e dão ordens para a exibição na RTP 1 do "Manobras na Casa Branca". A fita com Dustin Hofman e Robert de Niro relata uma guerra fictícia dos Estados Unidos contra a Albânia promovida pela presidência para desviar as atenções da opinião pública de um escândalo sexual que envolve o chefe de Estado norte-americano.
Ninguém avisou o Morais Sarmento. O que é que aconteceu ao controle da programação? LR
Ninguém avisou o Morais Sarmento. O que é que aconteceu ao controle da programação? LR
26 outubro 2004
Suspirar por John Ford
Acabei de comprar "Os Dominadores" - "She Wore a Yellow Ribbon", no original -, que o Público tem a gentileza de nos oferecer, numa notável colecção de clássicos do cinema norte-americano em DVD.
Comprei-o porque me deu uma saudade enorme de John Ford, mas também porque me situa, na História, num tempo em que não há Governos, nem Justiça. Apenas alguns bons e outros tantos maus, que não prestam contas a ninguém.
Não sei porquê esta "lei da selva" fez-me lembrar os tempos que correm. Com uma diferença: faz-nos falta um John Wayne que nos livre de quem não queremos, nem precisamos.
Para já é só.
Abraços para todos.
U.
Comprei-o porque me deu uma saudade enorme de John Ford, mas também porque me situa, na História, num tempo em que não há Governos, nem Justiça. Apenas alguns bons e outros tantos maus, que não prestam contas a ninguém.
Não sei porquê esta "lei da selva" fez-me lembrar os tempos que correm. Com uma diferença: faz-nos falta um John Wayne que nos livre de quem não queremos, nem precisamos.
Para já é só.
Abraços para todos.
U.
22 outubro 2004
Um repto falhado
"(...) Toda a redacção da TVI, o seu director de informação e eu próprio denunciamos no ecrã da própria estação o acto objectivo de saneamento político de Marcelo Rebelo de Sousa e a vontade de resistir e não entregar de mão beijada ao Governo os célebres "conteúdos" que somos nós próprios. (...) Infelizmente, não vi nenhum jornalista do "Diário de Notícias", e designadamente, António Ribeiro Ferreira, ousar sequer um suspiro público de protesto quando o administrador Henrique Granadeiro, foi convenientemente substituído pelo mais adequado Luís Delgado". Miguel Sousa Tavares, hoje no "Público".
Ó MS e NS, o Sousa Tavares quer que a redacção do DN promova um levantamento de rancho! Às canetas! O lápis azul tratará do resto.
Ó MS e NS, o Sousa Tavares quer que a redacção do DN promova um levantamento de rancho! Às canetas! O lápis azul tratará do resto.
Professores para os Tribunais e...Porcos fora das Pocilgas
Não nos contentamos com a brilhante sugestão de Pedro Santana Lopes sobre a gestão integrada de Recursos Humanos do Estado. Queremos ir mais além e avançamos de imediato com 5 sugestões adicionais de gestão criativa do pessoal excedentário:
-assessores de ministros (excesso de 1237) passam a arquivistas da biblioteca municipal de Celorico de Basto, cujo património aumentou em + de 50.000 volumes desde que Marcelo Rebelo de Sousa resolveu libertar 2 assoalhadas da sua casa de Cascais
-contínuos do Ministério da Agricultura (excesso de 1500)passam a serralheiros de 1ª classe das oficinas gerais de artilharia do Estado Maior General das Forças Armadas
-funcionários da Divisão de Transportes da C.M.Lisboa (excesso de 536 devido à falta de dinheiro para manutenção de material circulante da referida autarquia) passam a motoristas de 2ªclasse do Ministério das Cidades
-Ministro da Presidência e seus adjuntos (excesso 325 onde se inclui o pessoal altamente qualificado da C.P.I.G."António Ferro"...OK! eu explico: "central de propaganda e informação geral"..."António Ferro" em homenagem À figura do Antigo Regime) passam a integrar o Corpo de Guardas Prisionais com colocação imediata na Ala Psiquiátrica do Hospital-Prisão de Caxias
-Porcos da Pocilga Experimental da Faculdade de Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa (excesso de 27, após o parto de CliCLi, uma porca alentejana de fina cepa) integram de imediato os lugares deixados vagos pelo Ministro da Presidência e seus adjuntos
Ficamos à espera de sugestões dos nossos amigos e parceiros. A gerência deste estabelecimento compromete-se a dar um cabaz de natal à sugestão de "gestão criativa", mais criativa
Tudo de Bom
-assessores de ministros (excesso de 1237) passam a arquivistas da biblioteca municipal de Celorico de Basto, cujo património aumentou em + de 50.000 volumes desde que Marcelo Rebelo de Sousa resolveu libertar 2 assoalhadas da sua casa de Cascais
-contínuos do Ministério da Agricultura (excesso de 1500)passam a serralheiros de 1ª classe das oficinas gerais de artilharia do Estado Maior General das Forças Armadas
-funcionários da Divisão de Transportes da C.M.Lisboa (excesso de 536 devido à falta de dinheiro para manutenção de material circulante da referida autarquia) passam a motoristas de 2ªclasse do Ministério das Cidades
-Ministro da Presidência e seus adjuntos (excesso 325 onde se inclui o pessoal altamente qualificado da C.P.I.G."António Ferro"...OK! eu explico: "central de propaganda e informação geral"..."António Ferro" em homenagem À figura do Antigo Regime) passam a integrar o Corpo de Guardas Prisionais com colocação imediata na Ala Psiquiátrica do Hospital-Prisão de Caxias
-Porcos da Pocilga Experimental da Faculdade de Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa (excesso de 27, após o parto de CliCLi, uma porca alentejana de fina cepa) integram de imediato os lugares deixados vagos pelo Ministro da Presidência e seus adjuntos
Ficamos à espera de sugestões dos nossos amigos e parceiros. A gerência deste estabelecimento compromete-se a dar um cabaz de natal à sugestão de "gestão criativa", mais criativa
Tudo de Bom
21 outubro 2004
Lisboa Gás, o escândalo público
Os leitores que me desculpem o desabafo que se segue, mas os blogs, pessoais como são, também se fazem disto. Neste caso, o desabafo é ainda mais justificado, quando se trata de um problema de políticas públicas. Eis o que vos quero dizer:
Os factos:
1)Compra-se uma casa;
2)Muda-se o titular do contrato com a Lisboa Gás, empresa pública;
3)A Lisboa Gás faz uma inspecção, que é paga à cabeça. Nessa inspecção é detectada uma fuga de gás e, obrigatoriamente, é "fechada" a torneira. Ou seja, não há gás para ninguém, mesmo que não exista perigo imediato.
4)O cliente, desesperado, chama uma empresa (através de contactos da própria Lisboa Gás) para que resolva o problema. Até que isto seja feito passam dias... a frio.
5)Depois disso, passam não se sabe quantos dias até que a Lisboa Gás volte a fazer uma inspecção - ou, em alternativa, uma empresa privada, também ela com "autorização do Estado", seguramente paga ao mesmo. Essa inspecção, por sua vez, também tem despesas a sobrar ao consumidor - que continua sem gás em casa.
6)Três semanas depois, numa perspectiva optimista, a empresa pública tem a gentileza de voltar a abrir a torneira de gás, que volta a entrar em casa do cliente. Com sorte, muita sorte, este ainda não estará com uma pneumonia.
A análise segue-se nestas linhas:
Tudo isto só acontece por uma razão: a Lisboa Gás tem o monopólio do sector. Faz como bem entende, saca dinheiro do contribinte a cada fase de um processo, sem atender a uma simples necessidade do consumidor que é hoje básica: ter gás em casa.
Alternativas? Nenhuma. Formas de protesto? Nem uma - à excepção de uma cartinha que se pode enviar para lá, cujo destino está mais que visto.
Meus amigos, que venha o capitalismo selvagem - por selvagem que seja, sempre nos dá uma alternativa e alguém que culpar que não seja uma entidade abstracta e inimputável como o Estado.
Sem mais assunto,
D.D.
Os factos:
1)Compra-se uma casa;
2)Muda-se o titular do contrato com a Lisboa Gás, empresa pública;
3)A Lisboa Gás faz uma inspecção, que é paga à cabeça. Nessa inspecção é detectada uma fuga de gás e, obrigatoriamente, é "fechada" a torneira. Ou seja, não há gás para ninguém, mesmo que não exista perigo imediato.
4)O cliente, desesperado, chama uma empresa (através de contactos da própria Lisboa Gás) para que resolva o problema. Até que isto seja feito passam dias... a frio.
5)Depois disso, passam não se sabe quantos dias até que a Lisboa Gás volte a fazer uma inspecção - ou, em alternativa, uma empresa privada, também ela com "autorização do Estado", seguramente paga ao mesmo. Essa inspecção, por sua vez, também tem despesas a sobrar ao consumidor - que continua sem gás em casa.
6)Três semanas depois, numa perspectiva optimista, a empresa pública tem a gentileza de voltar a abrir a torneira de gás, que volta a entrar em casa do cliente. Com sorte, muita sorte, este ainda não estará com uma pneumonia.
A análise segue-se nestas linhas:
Tudo isto só acontece por uma razão: a Lisboa Gás tem o monopólio do sector. Faz como bem entende, saca dinheiro do contribinte a cada fase de um processo, sem atender a uma simples necessidade do consumidor que é hoje básica: ter gás em casa.
Alternativas? Nenhuma. Formas de protesto? Nem uma - à excepção de uma cartinha que se pode enviar para lá, cujo destino está mais que visto.
Meus amigos, que venha o capitalismo selvagem - por selvagem que seja, sempre nos dá uma alternativa e alguém que culpar que não seja uma entidade abstracta e inimputável como o Estado.
Sem mais assunto,
D.D.
20 outubro 2004
Ler a aprender II
...Sobre a censura, para Santana Lopes, Morais Sarmento e Gomes da Silva, com carinho.
"In France, an institution as arbitrary as censorship would be at once ineffective and intolerable. In the present conditions of society, morals are formed by subtle, fluctuating, elusive nuances, which would be distorted in a thousand ways if one attempted to define them more precisely. Public opinion alone can reach them; public opinion alone can judge them, because it is of the same nature. It would rebel against any positive authority which wanted to give it greater precision. If a government of a modern people wanted, like the censors in Rome, to censure a citizen arbitrarily, the entire nation would protest against this arrest by refusing to retify the decisions of the authority".
Benjamin Constant, 1819,
in "The Liberty of the Ancients Compared with that of the Moderns".
"In France, an institution as arbitrary as censorship would be at once ineffective and intolerable. In the present conditions of society, morals are formed by subtle, fluctuating, elusive nuances, which would be distorted in a thousand ways if one attempted to define them more precisely. Public opinion alone can reach them; public opinion alone can judge them, because it is of the same nature. It would rebel against any positive authority which wanted to give it greater precision. If a government of a modern people wanted, like the censors in Rome, to censure a citizen arbitrarily, the entire nation would protest against this arrest by refusing to retify the decisions of the authority".
Benjamin Constant, 1819,
in "The Liberty of the Ancients Compared with that of the Moderns".
Ler e aprender
"Comprometer-se quer simplesmente dizer: que os ministros nos demitam dos nossos empregos, que os centros políticos nos expulsem, que os partidos nos reneguem, que os frequentadores do Grémio ou do Martinho deixem de cumprimentar-nos e que alguns dos nossos conterrâneos discutam nos periódicos a nossa vida pública e a nossa vida particular, ou que meramente nos espanquem à esquina das nossas ruas. "
Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, citando Eça de Queiroz, na apresentação do novo livro de Maria Filomena Mónica sobre o escritor português.
Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, citando Eça de Queiroz, na apresentação do novo livro de Maria Filomena Mónica sobre o escritor português.
Boxeur não é nome de raça canina? Então qual é a surpresa!
Meu caro Luís Rosa
Este singelo post é para te agradecer teres formalizado tão bem aquelas que são também as minhas ideias sobre esse cão de fila do PSD. Não há muito a esperar da criatura.
A ligação directa que Morais Sarmento tem entre o intestino grosso e o que resta de massa cinzenta dentro da sua (dele) caixa craniana, vai inevitavelmente continuar a produzir estas elegâncias.
O Senhor é uma besta, ignorante, de tendências autoritárias e prosecutórias. Na minha modesta opinião, até ele "sair do armário", vamos continuar a assistir a este triste espectáculo...Freud explicaria estas atitudes.
Cada vez que Morais Sarmento, Santana Lopes, Gomes da Silva ou qualquer outro governante vem a terreiro com estas brilhantes tiradas, eu lembro-me de Popper, da sua "Open Society" e daquilo que ele afirmou sobre o problema da democracia: "o problema da democracia não é como eleger os melhores, antes como nos vermos livres dos piores".
De facto a democracia portuguesa é muito infantil e recente e tem muito que crescer e evoluir.
Um abraço
Tudo de bom
Este singelo post é para te agradecer teres formalizado tão bem aquelas que são também as minhas ideias sobre esse cão de fila do PSD. Não há muito a esperar da criatura.
A ligação directa que Morais Sarmento tem entre o intestino grosso e o que resta de massa cinzenta dentro da sua (dele) caixa craniana, vai inevitavelmente continuar a produzir estas elegâncias.
O Senhor é uma besta, ignorante, de tendências autoritárias e prosecutórias. Na minha modesta opinião, até ele "sair do armário", vamos continuar a assistir a este triste espectáculo...Freud explicaria estas atitudes.
Cada vez que Morais Sarmento, Santana Lopes, Gomes da Silva ou qualquer outro governante vem a terreiro com estas brilhantes tiradas, eu lembro-me de Popper, da sua "Open Society" e daquilo que ele afirmou sobre o problema da democracia: "o problema da democracia não é como eleger os melhores, antes como nos vermos livres dos piores".
De facto a democracia portuguesa é muito infantil e recente e tem muito que crescer e evoluir.
Um abraço
Tudo de bom
Gomes da Silva insiste na cabala...2 milhões de portugueses concordam com ele
O futuro ex-ministro G. Silva defendeu em sede de inquirição da Alta Autoridade para a Comunicação Social (essa instituição cripto-maoísta-estalinista-reconstrucionista) que existe uma cabala contra o Governo.
Gomes da Silva ainda não compreendeu que toda a gente já percebeu isso e concorda com ele.
O que Gomes da Silva também ainda não comprendeu é que a cabala está a ser organizada e quotidianamente alimentada por 2 milhões de portugueses que se sentem defraudados pela governação PSD-CDS e que se sentem violentados por terem votado num partido com uma certa liderança e com uma certa orientação que já não existe(por mais que o Sr. Lopes argumente que está legitimado pelos estatutos do seu partido, a verdade e os factos são que ele não foi escolhido pelos Portugueses)
Gomes da Silva ainda não compreendeu que toda a gente já percebeu isso e concorda com ele.
O que Gomes da Silva também ainda não comprendeu é que a cabala está a ser organizada e quotidianamente alimentada por 2 milhões de portugueses que se sentem defraudados pela governação PSD-CDS e que se sentem violentados por terem votado num partido com uma certa liderança e com uma certa orientação que já não existe(por mais que o Sr. Lopes argumente que está legitimado pelos estatutos do seu partido, a verdade e os factos são que ele não foi escolhido pelos Portugueses)
Devaneios de um ex-boxeur
“Um jornal pode ser muito mais que um jornal. Pode ser, sobretudo, um organizador colectivo” Lenine.
Desconheço se Nuno Morais Sarmento, como o seu antigo chefe, leu Marx, Engels e o seu discípulo Lenine. Ignoro também se Estaline ou Goebels foram uma referência do ministro responsável pela pasta da comunicação social.
Certo é que o Governo liderado por Pedro Santana Lopes continua a aplicar a velha máxima leninista acima reproduzida. Basta adaptar a citação ao tempo presente e substituir “jornal” por “televisão” para constatar que a suposta direita a ocupar neste momento o Governo leu demasiados pensadores totalitários na adolescência.
Segundo o ex-boxeur, o órgão executivo da República não pode escolher responsáveis pelas áreas de programa e de informação, mas pode escolher a administração que decide essas matérias. Tudo bem. Mas “não são os jornalistas nem as administrações que vão responder perante os eleitores". Daí os “limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões."Não tenho direito a mandar, mas tenho direito a ter opinião", concluiu o responsável pela Central de Informação governamental que custará, no mínimo, 2 milhões de euros no ano de 2005.
Um conselho para Nuno Morais Sarmento: leia a Constituição da República Portuguesa aprovada em 1975 e actualizada em 2004 e verifique se não está escrito na lei máxima da República o seguinte:
“Art 2º: A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa”
(…)
Art. 38º: “Artigo 38.º(Liberdade de imprensa e meios de comunicação social)
1. É garantida a liberdade de imprensa.
(…)
6. A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.
7. As estações emissoras de radiodifusão e de radiotelevisão só podem funcionar mediante licença, a conferir por concurso público, nos termos da lei.”
Mas se o senhor ministro não concorda com a actual Constituição, não há problema nenhum. Pega numa caneta, escreve uma proposta de alteração, aprova em Conselho de Ministros, chega a acordo com o PS e submete ao Parlamento.
Caso algo falhe, só tem uma solução: demite-se e emigra para Angola onde o José Eduardo, amigo do José Manuel, o receberá de braços abertos.
Desconheço se Nuno Morais Sarmento, como o seu antigo chefe, leu Marx, Engels e o seu discípulo Lenine. Ignoro também se Estaline ou Goebels foram uma referência do ministro responsável pela pasta da comunicação social.
Certo é que o Governo liderado por Pedro Santana Lopes continua a aplicar a velha máxima leninista acima reproduzida. Basta adaptar a citação ao tempo presente e substituir “jornal” por “televisão” para constatar que a suposta direita a ocupar neste momento o Governo leu demasiados pensadores totalitários na adolescência.
Segundo o ex-boxeur, o órgão executivo da República não pode escolher responsáveis pelas áreas de programa e de informação, mas pode escolher a administração que decide essas matérias. Tudo bem. Mas “não são os jornalistas nem as administrações que vão responder perante os eleitores". Daí os “limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões."Não tenho direito a mandar, mas tenho direito a ter opinião", concluiu o responsável pela Central de Informação governamental que custará, no mínimo, 2 milhões de euros no ano de 2005.
Um conselho para Nuno Morais Sarmento: leia a Constituição da República Portuguesa aprovada em 1975 e actualizada em 2004 e verifique se não está escrito na lei máxima da República o seguinte:
“Art 2º: A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa”
(…)
Art. 38º: “Artigo 38.º(Liberdade de imprensa e meios de comunicação social)
1. É garantida a liberdade de imprensa.
(…)
6. A estrutura e o funcionamento dos meios de comunicação social do sector público devem salvaguardar a sua independência perante o Governo, a Administração e os demais poderes públicos, bem como assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião.
7. As estações emissoras de radiodifusão e de radiotelevisão só podem funcionar mediante licença, a conferir por concurso público, nos termos da lei.”
Mas se o senhor ministro não concorda com a actual Constituição, não há problema nenhum. Pega numa caneta, escreve uma proposta de alteração, aprova em Conselho de Ministros, chega a acordo com o PS e submete ao Parlamento.
Caso algo falhe, só tem uma solução: demite-se e emigra para Angola onde o José Eduardo, amigo do José Manuel, o receberá de braços abertos.
19 outubro 2004
Gostava muito de vos dizer isto, porque acho que vem a propósito
Saiu agora na Lusa. Agradecimentos ao meu amigo Jorge.
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RTP: Morais Sarmento defende definição do modelo da estação pelo Governo
Lisboa, 19 Out (Lusa) - O ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, defendeu hoje que deve ser o Governo a definir o modelo de programação da RTP, porque é o Executivo que responde pelas decisões praticadas na televisão pública.
"Deve haver uma definição por parte do poder político acerca do modelo de programação do operador de serviço público", afirmou Morais Sarmento, durante o primeiro colóquio da Rádio e Televisão dePortugal, que hoje decorreu em Lisboa.
O ministro reagia ao deputado socialista e ex-secretário deEstado da Comunicação Social, Alberto Arons de Carvalho, que, segunda-feira, pediu a Morais Sarmento para se pronunciar acerca da notícia do semanário Expresso intitulada "Governo admite mexer na direcção daRTP" e que anunciava a substituição para breve do actual director de Informação da RTP, José Rodrigues dos Santos.
Apesar de sublinhar que o papel do Governo "não pode envolver o que são as competências da administração, como seja a escolha dos responsáveis" pelas áreas de programas ou de informação, o ministro que tutela a pasta da Comunicação Social lembrou serem "os responsáveis políticos que respondem perante o povo". "Não são os jornalistas nem as administrações que vão responder perante os eleitores" pela informação ou pela programação da estação pública, sublinhou o ministro.
Por isso, defendeu, é necessário "haver limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões.
"Não tenho direito a mandar, mas tenho direito a ter opinião", sublinhou Morais Sarmento, defendendo que "a RTP ainda tem um longo percurso [a percorrer] a nível dos conteúdos" que transmite.
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RTP: Morais Sarmento defende definição do modelo da estação pelo Governo
Lisboa, 19 Out (Lusa) - O ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, defendeu hoje que deve ser o Governo a definir o modelo de programação da RTP, porque é o Executivo que responde pelas decisões praticadas na televisão pública.
"Deve haver uma definição por parte do poder político acerca do modelo de programação do operador de serviço público", afirmou Morais Sarmento, durante o primeiro colóquio da Rádio e Televisão dePortugal, que hoje decorreu em Lisboa.
O ministro reagia ao deputado socialista e ex-secretário deEstado da Comunicação Social, Alberto Arons de Carvalho, que, segunda-feira, pediu a Morais Sarmento para se pronunciar acerca da notícia do semanário Expresso intitulada "Governo admite mexer na direcção daRTP" e que anunciava a substituição para breve do actual director de Informação da RTP, José Rodrigues dos Santos.
Apesar de sublinhar que o papel do Governo "não pode envolver o que são as competências da administração, como seja a escolha dos responsáveis" pelas áreas de programas ou de informação, o ministro que tutela a pasta da Comunicação Social lembrou serem "os responsáveis políticos que respondem perante o povo". "Não são os jornalistas nem as administrações que vão responder perante os eleitores" pela informação ou pela programação da estação pública, sublinhou o ministro.
Por isso, defendeu, é necessário "haver limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões.
"Não tenho direito a mandar, mas tenho direito a ter opinião", sublinhou Morais Sarmento, defendendo que "a RTP ainda tem um longo percurso [a percorrer] a nível dos conteúdos" que transmite.
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Essa não, Avelino!
Dizem-me que o Avelino Ferreira Torres saiu da Quinta das Celebridades.
Tá mal: nos últimos dias habituei-me a ver o dr. presidente como o fiel da balança dentro da Quinta e como um dos mais "normais" políticos da nossa praça. Ao ponto que chegamos, não é?
Tá mal: nos últimos dias habituei-me a ver o dr. presidente como o fiel da balança dentro da Quinta e como um dos mais "normais" políticos da nossa praça. Ao ponto que chegamos, não é?
"France is urged to cut work deficit"
Aconselho a leitura da manchete de hoje do FT.
Um pequeno resumo:
O ministro das Finanças de França, Nicolas Sarkozy, encomendou um relatório a Michel Camdessus, ex-presidente do FMI, para perceber porque a economia francesa está a crescer muito abaixo da norte-americana e inglesa.
Recomendações do relatório: acabar com défice do mercado de trabalho; diminuir o Estado; reformar o sistema de educação; aumentar investimento em Investigação e Desenvolvimento.
Poucos dias depois da apresentação do nosso OE para 2005, atrevo-me a recomendar que leiam o texto do FT, numa tentativa (que sei desesperada) de pôr alguns (mesmo que poucos)a pensar em alguma coisa verdadeiramente importante, só para variar. Para isso, levo a (boa) pergunta de Sarkozy mais longe: porque a economia portuguesa cresce abaixo da francesa, inglesa, norte-americana, quando recebemos mais fundos comunitários per capita do que o resto da Europa?
Considerações,
Um pequeno resumo:
O ministro das Finanças de França, Nicolas Sarkozy, encomendou um relatório a Michel Camdessus, ex-presidente do FMI, para perceber porque a economia francesa está a crescer muito abaixo da norte-americana e inglesa.
Recomendações do relatório: acabar com défice do mercado de trabalho; diminuir o Estado; reformar o sistema de educação; aumentar investimento em Investigação e Desenvolvimento.
Poucos dias depois da apresentação do nosso OE para 2005, atrevo-me a recomendar que leiam o texto do FT, numa tentativa (que sei desesperada) de pôr alguns (mesmo que poucos)a pensar em alguma coisa verdadeiramente importante, só para variar. Para isso, levo a (boa) pergunta de Sarkozy mais longe: porque a economia portuguesa cresce abaixo da francesa, inglesa, norte-americana, quando recebemos mais fundos comunitários per capita do que o resto da Europa?
Considerações,
O Fado do Estudante ou o Fado do Vasquinho da Canção de Lisboa
Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante
Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas
Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja
Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado
Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia
Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia
Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante
Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas
Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja
Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado
Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia
Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia
Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista
Carta Aberta ao Tio Marcelo
Professor Marcelo
Eu fui o primeiro a elogiar a forma superior, discreta e nobre como V. Exa. saiu daquele difusor de folhetins de Queluz.
Durante anos habituei-me a considerá-lo uma das pessoas mais lúcidas a comentar política nos media portugueses.Adicionalmente, porque tive oportunidade de privar com V. Exa., considero-o uma das mais brilhantes cabeças do Portugal democrático, quer em termos jurídico-políticos como em termos jurídico-administrativo.
Considero-o uma mente enciclopédica, com uma memória ciclópica, um poder de síntese hercúleo, e uma acutilância retórica própria dos tribunos romanos.
A sua inteligência cognitiva é provavelmente uma das maiores do nosso pequeno burgo; já no que respeita à sua inteligência emocional, ela é practicamente inexistente.Por essa razão, consigo comprender a sua arrogência e a sua superioridade intelectual para com a vulgaridade com que V. Exa. se tem que cruzar quotidianamente.
Posso compreender mas não posso aceitar. O respeito pelo ser humano nas suas mais diversas expressões e manifestações, naquilo que de ser humano ele tem, é o maior sinal de inteligência e humanidade.
A sua afirmação sobre a falta de qualidade de análise dos aprendizes de comentador político, ofendeu-me.
Ofendeu-me porque eu fui um dos primeiros a nível nacional a afirmá-lo, passadas poucas horas de V. Exa ter falado com a Lusa.
Afirmei, e volto a fazê-lo, que V. Exa. aproveitou o primeiro motivo que lhe apareceu (V. Exa. alegou um motivo de consciência ... esta ideia de invocar a consciência é a nova capa de quem não quer entrar em contraditório nem dar explicações....o Pedro Lopes também o fez no Parlamento para não responder às questões do BE do PC e do PS) para se retirar de uma situação de exposição pública que o impediria de prosseguir os seus objectivos políticos.
Repare o Senhor Professor que eu não referi a sua eventual candidatura à Presidência da República. Não o fiz por uma razão simples: porque o considero inteligente suficiente para saber, tão bem quanto eu, que ninguém o quereria para essa função depois das misérias que V. Exas anda a causar na Comunicação Social desde há vários anos.
V. Exa não ganharia Portugal tal como não ganhou Lisboa.
É todavia minha firme convicção que V. Exa vai entrar no jogo político a muito breve trecho. Vai mexer-se na arena e vai começar a actuar.
Não sei o que V. Exa irá fazer, mas a minha intuição behaviorista indica-me que a saída de cena de V. Exa. não é inocente. Tal como não o foram os seus comentários nos últimos anos...nenhum deles, e V. Exa sabe-o bem, foi inocente...visava um fim ou vários...e um sujeito...ou vários... e relativamente a este tópico permita-me Senhor Professor dar-lhe os parabéns, porque V. Exa. conseguiu atingir os seus objectivos em 96% das situações (no último ano em bloco A6 de folha branca todos os domingos apontei, à laia de exercício, aquilo que Marcelo queria com os seus comentários. Escrevia este meu texto e passadas semanas verificava aquilo que se tinha passado e avaliava e interpreteva a intenção e o sucesso do Professor...ça suffit comme explication cientifique!?).
É por causa desta falta de inocência das suas intervenções públicas que eu acredito que V. Exa vai fazer aquilo que anunciei. Tem que haver um valor mais alto do que os milhares de contos da TVI e do que a sua vaidade em se ver todos os domingos na caixinha, a mexer com a vida de milhões de portugueses e a dar cacetadinhas nos seus adversários. E esse valor, na minha humilde perspectiva, é a aquilo que o marca por dentro e que é seu traço de personalidade:
V. Exa. precisa de intervir publicamente para se sentir influente e importante, para ter impacto na vida das pessoas...precisa de ser apreciado, amado e idolatrado mesmo por aqueles que o detestam... V. Exa. é um daqueles que inveja Cunhal (a quem todos admiram pela coerência, pela firmeza, pela inteligência, pela coragem e pela argúcia; personagem que já tem biografia não autorizada, algo que V. Exa teve de fazer para si) pelo facto de ele ficar na história e não pelo facto de ter escrito ou dito qualquer coisita em programas televisivos ou na imprensa.
Com o que V. Exa fez até agora, V. Exa ficará apenas na história dos media e não na história política. E isso, embora o Senhor Professor não o queira aceitar, angustia-o e consome-o por dentro. Daí que , e atendendo ao facto do seu prazo de validade de actor político começar a chegar aos limites, V. Exa. necessita de intervir rapidamente. Como não pode ser numa TV (depois daquela homenagem do José Eduardo e sus muchachos não acredito que V. Exa vá para a SIC...e RTP nem pensar) tem que ser em todas e isso só se consegue marcando o Portugal político.
Eu fui o primeiro a elogiar a forma superior, discreta e nobre como V. Exa. saiu daquele difusor de folhetins de Queluz.
Durante anos habituei-me a considerá-lo uma das pessoas mais lúcidas a comentar política nos media portugueses.Adicionalmente, porque tive oportunidade de privar com V. Exa., considero-o uma das mais brilhantes cabeças do Portugal democrático, quer em termos jurídico-políticos como em termos jurídico-administrativo.
Considero-o uma mente enciclopédica, com uma memória ciclópica, um poder de síntese hercúleo, e uma acutilância retórica própria dos tribunos romanos.
A sua inteligência cognitiva é provavelmente uma das maiores do nosso pequeno burgo; já no que respeita à sua inteligência emocional, ela é practicamente inexistente.Por essa razão, consigo comprender a sua arrogência e a sua superioridade intelectual para com a vulgaridade com que V. Exa. se tem que cruzar quotidianamente.
Posso compreender mas não posso aceitar. O respeito pelo ser humano nas suas mais diversas expressões e manifestações, naquilo que de ser humano ele tem, é o maior sinal de inteligência e humanidade.
A sua afirmação sobre a falta de qualidade de análise dos aprendizes de comentador político, ofendeu-me.
Ofendeu-me porque eu fui um dos primeiros a nível nacional a afirmá-lo, passadas poucas horas de V. Exa ter falado com a Lusa.
Afirmei, e volto a fazê-lo, que V. Exa. aproveitou o primeiro motivo que lhe apareceu (V. Exa. alegou um motivo de consciência ... esta ideia de invocar a consciência é a nova capa de quem não quer entrar em contraditório nem dar explicações....o Pedro Lopes também o fez no Parlamento para não responder às questões do BE do PC e do PS) para se retirar de uma situação de exposição pública que o impediria de prosseguir os seus objectivos políticos.
Repare o Senhor Professor que eu não referi a sua eventual candidatura à Presidência da República. Não o fiz por uma razão simples: porque o considero inteligente suficiente para saber, tão bem quanto eu, que ninguém o quereria para essa função depois das misérias que V. Exas anda a causar na Comunicação Social desde há vários anos.
V. Exa não ganharia Portugal tal como não ganhou Lisboa.
É todavia minha firme convicção que V. Exa vai entrar no jogo político a muito breve trecho. Vai mexer-se na arena e vai começar a actuar.
Não sei o que V. Exa irá fazer, mas a minha intuição behaviorista indica-me que a saída de cena de V. Exa. não é inocente. Tal como não o foram os seus comentários nos últimos anos...nenhum deles, e V. Exa sabe-o bem, foi inocente...visava um fim ou vários...e um sujeito...ou vários... e relativamente a este tópico permita-me Senhor Professor dar-lhe os parabéns, porque V. Exa. conseguiu atingir os seus objectivos em 96% das situações (no último ano em bloco A6 de folha branca todos os domingos apontei, à laia de exercício, aquilo que Marcelo queria com os seus comentários. Escrevia este meu texto e passadas semanas verificava aquilo que se tinha passado e avaliava e interpreteva a intenção e o sucesso do Professor...ça suffit comme explication cientifique!?).
É por causa desta falta de inocência das suas intervenções públicas que eu acredito que V. Exa vai fazer aquilo que anunciei. Tem que haver um valor mais alto do que os milhares de contos da TVI e do que a sua vaidade em se ver todos os domingos na caixinha, a mexer com a vida de milhões de portugueses e a dar cacetadinhas nos seus adversários. E esse valor, na minha humilde perspectiva, é a aquilo que o marca por dentro e que é seu traço de personalidade:
V. Exa. precisa de intervir publicamente para se sentir influente e importante, para ter impacto na vida das pessoas...precisa de ser apreciado, amado e idolatrado mesmo por aqueles que o detestam... V. Exa. é um daqueles que inveja Cunhal (a quem todos admiram pela coerência, pela firmeza, pela inteligência, pela coragem e pela argúcia; personagem que já tem biografia não autorizada, algo que V. Exa teve de fazer para si) pelo facto de ele ficar na história e não pelo facto de ter escrito ou dito qualquer coisita em programas televisivos ou na imprensa.
Com o que V. Exa fez até agora, V. Exa ficará apenas na história dos media e não na história política. E isso, embora o Senhor Professor não o queira aceitar, angustia-o e consome-o por dentro. Daí que , e atendendo ao facto do seu prazo de validade de actor político começar a chegar aos limites, V. Exa. necessita de intervir rapidamente. Como não pode ser numa TV (depois daquela homenagem do José Eduardo e sus muchachos não acredito que V. Exa vá para a SIC...e RTP nem pensar) tem que ser em todas e isso só se consegue marcando o Portugal político.
E porque não, Luís Osório?
O director da Capital, Luís Osório, fez a capa de hoje do jornal com um rotundo "Não", posto ao lado da fotografia de George W. Bush. Assumiu o que muitos pensam no país e no jornalismo português: tornou clara a sua posição - ligando o jornal que dirige à sua posição de princípio.
Tudo isto será muito louvável - se os jornais o fizessem sempre desta forma clara no que diz respeito ao seu próprio país, a democracia seria mais saudável. Mas, se lermos as justificações de Osório, talvez não seja tanto.
Luís Osório diz que não a W. Bush. Ok. E porque não? Porque estamos "numa situação limite" e porque Bush "coloca em causa os princípios básicos da civilização". Lê-se e não se acredita. Mais, diz-se que as políticas de Bush radicam num moralismo cristão, nacionalismo e "menorização do papel do Governo a nível social".
Isto, meu caro Osório, é não conhecer os EUA de hoje. Sem querer ir mais longe - não gosto de posts longos - gostaria de o informar que John Kerry, caso eleito, nunca será diferente de Bush em todos os defeitos o que lhe aponta hoje.
1. A América é um país conservador, com princípios morais (goste-se ou não deles) e um Presidente que actue de outra forma (da forma que a Europa de hoje gosta, ou seja, amoral e sem qualquer princípio básico) é um presidente condenado ao ostracismo. Para o perceber, aconselho um livro: "The Right Nation", de dois editores da Economist, vindos da Europa que partilhamos.
2. Depois, pense um bocadinho no que é um "perigo para a nossa civilização". Verá que entre os factores mais importantes está o preconceito e a falta de compreensão do outro. Se a velha Europa e a nova América o perceberem, acabando com preconceitos mútuos, mais fácil será construir um mundo em torno de consensos. E isso não aconteceu nos últimos quatro anos, com culpas dos dois lados da "barricada".
3. Quanto ao nacionalismo, simplesmente não é verdade: aliás, o que os seus colegas lhe poderão explicar é que Bush, depois do 11 de Setembro, virou um internacionalista - o que lhe é apontado como um defeito, como antes lhe era apontado o defeito do nacionalismo.
4. Por último, o papel social do Estado: aí Kerry é ligeiramente diferente de Bush. Deixo a discussão para mais tarde, mas lanço uma simples pergunta: onde é que o Estado Social português ajudou os mais fracos a crescer?
Termino, aliás, lembrando o Osório, mas também o Amílcar Correia (editorial de hoje do Público) de uma frase de um político norte-americano, lá pelos idos anos 60: "Quiseram fazer uma guerra pelos pobres. Os pobres ganharam".
Um abraço ao Osório,
D.D.
P.S. Já agora, meu caro L.O., não será pretencioso fazer da primeira opção do seu jornal um manifesto anti-Bush? Só faltava uma frase para ser pior: "Nós também devíamos votar". Uma sugestão: começe por aqui mesmo, tá bem?
Tudo isto será muito louvável - se os jornais o fizessem sempre desta forma clara no que diz respeito ao seu próprio país, a democracia seria mais saudável. Mas, se lermos as justificações de Osório, talvez não seja tanto.
Luís Osório diz que não a W. Bush. Ok. E porque não? Porque estamos "numa situação limite" e porque Bush "coloca em causa os princípios básicos da civilização". Lê-se e não se acredita. Mais, diz-se que as políticas de Bush radicam num moralismo cristão, nacionalismo e "menorização do papel do Governo a nível social".
Isto, meu caro Osório, é não conhecer os EUA de hoje. Sem querer ir mais longe - não gosto de posts longos - gostaria de o informar que John Kerry, caso eleito, nunca será diferente de Bush em todos os defeitos o que lhe aponta hoje.
1. A América é um país conservador, com princípios morais (goste-se ou não deles) e um Presidente que actue de outra forma (da forma que a Europa de hoje gosta, ou seja, amoral e sem qualquer princípio básico) é um presidente condenado ao ostracismo. Para o perceber, aconselho um livro: "The Right Nation", de dois editores da Economist, vindos da Europa que partilhamos.
2. Depois, pense um bocadinho no que é um "perigo para a nossa civilização". Verá que entre os factores mais importantes está o preconceito e a falta de compreensão do outro. Se a velha Europa e a nova América o perceberem, acabando com preconceitos mútuos, mais fácil será construir um mundo em torno de consensos. E isso não aconteceu nos últimos quatro anos, com culpas dos dois lados da "barricada".
3. Quanto ao nacionalismo, simplesmente não é verdade: aliás, o que os seus colegas lhe poderão explicar é que Bush, depois do 11 de Setembro, virou um internacionalista - o que lhe é apontado como um defeito, como antes lhe era apontado o defeito do nacionalismo.
4. Por último, o papel social do Estado: aí Kerry é ligeiramente diferente de Bush. Deixo a discussão para mais tarde, mas lanço uma simples pergunta: onde é que o Estado Social português ajudou os mais fracos a crescer?
Termino, aliás, lembrando o Osório, mas também o Amílcar Correia (editorial de hoje do Público) de uma frase de um político norte-americano, lá pelos idos anos 60: "Quiseram fazer uma guerra pelos pobres. Os pobres ganharam".
Um abraço ao Osório,
D.D.
P.S. Já agora, meu caro L.O., não será pretencioso fazer da primeira opção do seu jornal um manifesto anti-Bush? Só faltava uma frase para ser pior: "Nós também devíamos votar". Uma sugestão: começe por aqui mesmo, tá bem?
18 outubro 2004
O problema. segundo Berlusconi
“O problema deste país, hoje, é o de juízes perseguirem adversários políticos e não dever, num país que se pretende democrático ser consentido que gente ideologicamente comprometida possa iniciar inquéritos e julgar quem considere inimigo político” – Sílvio Berlusconi, num debate televisivo da campanha para eleições legislativas antecipadas italianas de 1996.
Algum dia ouviremos isto por cá.
Algum dia ouviremos isto por cá.
Folow the money
Hoje, no “Público”, surgiu uma notícia curiosa. O PSD resolveu pedir 33 mil contos de indemnização para sair de um andar em Lisboa que lhe tinha sido emprestado a título gratuito nos tempos revolucionários do PREC. Segundo o jornal, alguém descontou o cheque, levantou o dinheiro e colocou-o numa mala. Não se sabe se o cheque entrou nas contas do PSD.
O inefável José Luís Arnaut diz que não é nada com ele. O seu ex-braço direito na secretaria-geral laranja contradiz-se, Miguel Relvas não esclarece e António Capucho diz que esta situação "não é normal".
Boa! Onde estão os 33 mil contos?
O inefável José Luís Arnaut diz que não é nada com ele. O seu ex-braço direito na secretaria-geral laranja contradiz-se, Miguel Relvas não esclarece e António Capucho diz que esta situação "não é normal".
Boa! Onde estão os 33 mil contos?
Força de bloqueio
O prémio para a fotografia mais ridícula da semana vai para o “Público” e a imagem, publicada na pág. 17 da edição do último sábado, do almoço “secreto” entre Fernando Lima, director do “Diário de Notícias”, e João Gabriel, adjunto do Presidente da República.
A citada refeição serviu para Lima “sentir” o apoio do chefe de Estado.
É pena que Jorge Sampaio não se tenha preocupado com a "renacionalização" do "DN" e do "JN" levada a cabo pela PT por ordem expressa do Governo socialista de António Guterres.
O Presidente está calado mas os seus adjuntos não. É a táctica das forças de bloqueio. A foto é que era dispensável.
A citada refeição serviu para Lima “sentir” o apoio do chefe de Estado.
É pena que Jorge Sampaio não se tenha preocupado com a "renacionalização" do "DN" e do "JN" levada a cabo pela PT por ordem expressa do Governo socialista de António Guterres.
O Presidente está calado mas os seus adjuntos não. É a táctica das forças de bloqueio. A foto é que era dispensável.
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