03 fevereiro 2005
Olhe que não...
Para variar um bocado o discurso, confesso-me mais curioso que a maioria sobre o que vai sair do debate de hoje. Acho mesmo que pode ser decisivo para avaliar da hipótese de uma maioria absoluta para o PS. Mais que nunca, os olhos vão estar postos em José Sócrates. É tudo ou nada. De hoje dependem quatro anos de estabilidade ou de negociações. E nós já sabemos o que é um PS dependente de negociações...
Mais, não sei também quem ganhou a guerra suja desta semana. Quem anda de táxi, normalmente, tem uma vantagem: percebe do que se fala. E Portugal não é um paraíso de iluminados. O Luís que me desculpe, mas a situação é bem pior do que imaginamos.
Mais logo volto.
Abraços para todos.
Mais, não sei também quem ganhou a guerra suja desta semana. Quem anda de táxi, normalmente, tem uma vantagem: percebe do que se fala. E Portugal não é um paraíso de iluminados. O Luís que me desculpe, mas a situação é bem pior do que imaginamos.
Mais logo volto.
Abraços para todos.
O cartonete do Lopes
O tema já foi tratado em diversos OCS's, mas não posso deixar de "mandar" a minha bicada: o cartaz do PSD intitulado "Este sabe quem é".
Questão para debate filosófico: a que "agente" se refere aquele cartonete?
Temos duas alternativas: ou se refere ao eleitor/votante ou ao próprio Lopes.
Analisemos, então.
Quem é que sabe??
1-Será o eleitor, transeunte que se confronta com aquela "gema" do publicitismo (sim, que por ser tão mau aquilo não é, por certo, publicidade) político? Não pode ser porque é impossível que todos os eleitores saibam quem Lopes é. Os eleitores de "Rossio ao Sul do Tejo", povoação que Lopes nunca visitou, não o conhecem fisicamente (ainda bem digo eu! porque aquilo, nas palavras da minha Aurora, não tem ponta por onde se lhe pegue), muito menos conheceram as meninges do Lopes e suas apófises para-intelectuais, ou mesmo os seus bravos e heróicos feitos: tentem perguntar a Celeste Cambota (habitante e eleitora de Rossio ao Sul do Tejo) se conhece os buracos que "O Lopes" deixou na Figueira e no Marquês?
2-Será o próprio Lopes? Será que ele sabe quem é? E o que é que ele é? Dirigentis desportivus, advogadus, jurisconsul, comentadoris politicus e desportivus, dirigentis politicus , "autarcus interruptus". Pai, multiplo pai, marido, plurimarido, relacionado cinhico, relacionado florico????? O homem não faz a mínima ideia do que anda aqui a fazer. O homem não é um líder, é um busca-pólos...é uma bússola numa siderurgia!! Nada se lhe conhece , porque de muitos "nadas" ou de muitos "poucos" é feito o seu passado. Nem os livros que saíram sobre a sua alegada "obra" foram escritos por ele. Nem é ele que escreve os seus discursos. Será que ele está convencido que é um entendido em alguma coisa? Acho que não, e tal facto nota-se na insegurança e auto-desconfiança que o Lopes tem apresentado nos últimos tempos e nas suas últimas intervenções.
Daqui se extrai que o cartonete (que esteticamente é um dejecto!) tem um conteúdo balofo e seco, ou seja, não o tem, concorrendo, por isso, com a paisagem pelo preenchimento do campo visual dos cidadãos. Mas, como em comparação com a paisagem o cartonete fica sempre a perder, menos razões existem para a sua existência e permanência.
A conclusão que apresentamos para esta nossa incursão pelo campo da filosofia do "egocentrismo cartonitico" é:
"abatam-se os cartonetes do Lopes".
P.S. Abraços para o Luís e para o David e para a "boa alma" de Viana do Castelo. Como diriam os Da Weasel : "Santa Luzia power"!!
Questão para debate filosófico: a que "agente" se refere aquele cartonete?
Temos duas alternativas: ou se refere ao eleitor/votante ou ao próprio Lopes.
Analisemos, então.
Quem é que sabe??
1-Será o eleitor, transeunte que se confronta com aquela "gema" do publicitismo (sim, que por ser tão mau aquilo não é, por certo, publicidade) político? Não pode ser porque é impossível que todos os eleitores saibam quem Lopes é. Os eleitores de "Rossio ao Sul do Tejo", povoação que Lopes nunca visitou, não o conhecem fisicamente (ainda bem digo eu! porque aquilo, nas palavras da minha Aurora, não tem ponta por onde se lhe pegue), muito menos conheceram as meninges do Lopes e suas apófises para-intelectuais, ou mesmo os seus bravos e heróicos feitos: tentem perguntar a Celeste Cambota (habitante e eleitora de Rossio ao Sul do Tejo) se conhece os buracos que "O Lopes" deixou na Figueira e no Marquês?
2-Será o próprio Lopes? Será que ele sabe quem é? E o que é que ele é? Dirigentis desportivus, advogadus, jurisconsul, comentadoris politicus e desportivus, dirigentis politicus , "autarcus interruptus". Pai, multiplo pai, marido, plurimarido, relacionado cinhico, relacionado florico????? O homem não faz a mínima ideia do que anda aqui a fazer. O homem não é um líder, é um busca-pólos...é uma bússola numa siderurgia!! Nada se lhe conhece , porque de muitos "nadas" ou de muitos "poucos" é feito o seu passado. Nem os livros que saíram sobre a sua alegada "obra" foram escritos por ele. Nem é ele que escreve os seus discursos. Será que ele está convencido que é um entendido em alguma coisa? Acho que não, e tal facto nota-se na insegurança e auto-desconfiança que o Lopes tem apresentado nos últimos tempos e nas suas últimas intervenções.
Daqui se extrai que o cartonete (que esteticamente é um dejecto!) tem um conteúdo balofo e seco, ou seja, não o tem, concorrendo, por isso, com a paisagem pelo preenchimento do campo visual dos cidadãos. Mas, como em comparação com a paisagem o cartonete fica sempre a perder, menos razões existem para a sua existência e permanência.
A conclusão que apresentamos para esta nossa incursão pelo campo da filosofia do "egocentrismo cartonitico" é:
"abatam-se os cartonetes do Lopes".
P.S. Abraços para o Luís e para o David e para a "boa alma" de Viana do Castelo. Como diriam os Da Weasel : "Santa Luzia power"!!
A Marinha Grande de Sócrates
José Sócrates decidiu falar acerca dos boatos de que é vítima. Agiu, desmentindo-os e classificando-os de "rídiculos", após Pedro Santana Lopes ter "ultrapassado todos os limites". Ao falar no momento certo, Sócrates conseguiu converter a seu favor a onda de rumores e que seres intelectual e politicamente diminuidos pensavam que poderia atingir a imagem do secretário-geral do PS.
Também em 1986 outros igualmente inteligentes sonharam que umas chapadas na cara de Mário Soares poderia arrasar com o líder histórico socialista. A vitória nas presidenciais veio a provar o contrário.
Pedro Santana Lopes já provou de que é capaz de tudo. Mas ao dar o dito por não dito, mandando dizer que afinal se referia aos "colo dos poderosos" que estarão alegadamente a levar Sócrates ao poder, conseguiu ser ainda mais estúpido do que quando insinuou acerca da vida privada de uma pessoa.
Nunca a maioria absoluta do PS esteve tão perto. Tal como a Marinha Grande foi o clik que "virou" a campanha a favor de Soares, também agora um incidente de campanha provocado pelo adversário pode ser representar para os socialistas o passo definitivo para a vitória absoluta. A concretizar-se um resultado histórico do PS, o culpado é só um: Pedro Santana Lopes. Nem o debate de hoje o deverá salvar.
PS - Saúdo o regresso do desaparecido em combate António Mira. Força, António! LR
Também em 1986 outros igualmente inteligentes sonharam que umas chapadas na cara de Mário Soares poderia arrasar com o líder histórico socialista. A vitória nas presidenciais veio a provar o contrário.
Pedro Santana Lopes já provou de que é capaz de tudo. Mas ao dar o dito por não dito, mandando dizer que afinal se referia aos "colo dos poderosos" que estarão alegadamente a levar Sócrates ao poder, conseguiu ser ainda mais estúpido do que quando insinuou acerca da vida privada de uma pessoa.
Nunca a maioria absoluta do PS esteve tão perto. Tal como a Marinha Grande foi o clik que "virou" a campanha a favor de Soares, também agora um incidente de campanha provocado pelo adversário pode ser representar para os socialistas o passo definitivo para a vitória absoluta. A concretizar-se um resultado histórico do PS, o culpado é só um: Pedro Santana Lopes. Nem o debate de hoje o deverá salvar.
PS - Saúdo o regresso do desaparecido em combate António Mira. Força, António! LR
02 fevereiro 2005
Notas de Campanha
No Marquês de Pombal estão afixados uns cartazes a defender o voto em branco. Não percebo a intenção, já que até Freitas do Amaral indicou que vai votar no PS.
Em Entrecampos foi afixado o único cartaz da Nova Democracia. A pomba ficou bem.
Na Pç. de Espanha, todos os fins de tarde, encontramos sempre as mesmas bandeiras defraldadas ao vento. São do Millenium BCP a anunciar, esse sim, um acontecimento importante: a mini-maratona de Lisboa. Conclusão: Paulo Teixeira Pinto mentiu quando disse que ia abandonar a política...não perde uma ocasião para abanar a bandeirinha.
Jerónimo de Sousa não cumpriu, na sua última intervenção na SIC Notícias, o número mínimo de enunciação de "portantos" definidos pelo Comité Central na sua última reunião na Soeiro Pereira Gomes. Vai ter que ouvir novamente "Preparação para enfrentar os media" o curso em cassete que é vendido na papelaria do Hotel Vitória, e que tanto sucesso teve no passado.
Francisco "Patanisca-Batanete" Louçã à medida que os comícios descem, geograficamente, o país, vai perdendo a espuma ao canto da boca ("uma bolinha em cada canto") que tanto furor criou nos revolucionários acrónicos (revivalistas do gonçalvismo, figura profundamente admirada pela sua vivacidade e loucura pelo Batanete) da cintura industrial de Viana do Castelo.
Na ausência de excrecências salivares em suficiência, aconselha-se ao aderecista a contemplação das hipóteses "Maionese Calvet" e "Chantilly Mimosa".
Paulo Portas mudou de laca e o "toldo" já não fixa como antigamente... para quando a política de verdade capilar assumida pelo irmão Miguel, que como sabeis é o único português que pode, presentemente, reclamar ser um exilado político...em Bruxelas.
Santana Lopes queixa-se das sondagens, da gripe, de Sócrates, de Portas, dos media, do Sporting, da JSD...nem a medalha ao FCPorto resultou! O rapaz tem que ir ao bruxo (não pode ser bruxa porque senão ele ainda diz que ela está a contribuir para a diminuição da qualidade do debate político).
Sobre Sócrates não tenho notas...Tenho pena que o Vitorino tenha tido que ficar até tão tarde na Comissão.
Em Entrecampos foi afixado o único cartaz da Nova Democracia. A pomba ficou bem.
Na Pç. de Espanha, todos os fins de tarde, encontramos sempre as mesmas bandeiras defraldadas ao vento. São do Millenium BCP a anunciar, esse sim, um acontecimento importante: a mini-maratona de Lisboa. Conclusão: Paulo Teixeira Pinto mentiu quando disse que ia abandonar a política...não perde uma ocasião para abanar a bandeirinha.
Jerónimo de Sousa não cumpriu, na sua última intervenção na SIC Notícias, o número mínimo de enunciação de "portantos" definidos pelo Comité Central na sua última reunião na Soeiro Pereira Gomes. Vai ter que ouvir novamente "Preparação para enfrentar os media" o curso em cassete que é vendido na papelaria do Hotel Vitória, e que tanto sucesso teve no passado.
Francisco "Patanisca-Batanete" Louçã à medida que os comícios descem, geograficamente, o país, vai perdendo a espuma ao canto da boca ("uma bolinha em cada canto") que tanto furor criou nos revolucionários acrónicos (revivalistas do gonçalvismo, figura profundamente admirada pela sua vivacidade e loucura pelo Batanete) da cintura industrial de Viana do Castelo.
Na ausência de excrecências salivares em suficiência, aconselha-se ao aderecista a contemplação das hipóteses "Maionese Calvet" e "Chantilly Mimosa".
Paulo Portas mudou de laca e o "toldo" já não fixa como antigamente... para quando a política de verdade capilar assumida pelo irmão Miguel, que como sabeis é o único português que pode, presentemente, reclamar ser um exilado político...em Bruxelas.
Santana Lopes queixa-se das sondagens, da gripe, de Sócrates, de Portas, dos media, do Sporting, da JSD...nem a medalha ao FCPorto resultou! O rapaz tem que ir ao bruxo (não pode ser bruxa porque senão ele ainda diz que ela está a contribuir para a diminuição da qualidade do debate político).
Sobre Sócrates não tenho notas...Tenho pena que o Vitorino tenha tido que ficar até tão tarde na Comissão.
DEBATER 2
Os debates norte-americanos têm regras. E há entidades que discutem e criticam essa regras. Mas as regras são pensadas em função dos eleitores e de quem vai votar, e não de quem pretende a preferência dos eleitores (i.e., os partidos e os candidatos).
Veja-se o que se passou em 2004
Veja-se o que se passou em 2004
"First Presidential Debate
George W. Bush (R), President and John F. Kerry (D), United States Senator (MA)
Date: September 30, 2004
Location: University of Miami
City: Coral Gables, FL
Time: 9:00 - 10:30 p.m. Eastern
Sponsor: Commission on Presidential Debates
Moderator: Jim Lehrer, PBS
Topic: Foreign Policy and Homeland Security
Viewership: 62.4 million (Data provided by Nielsen Media Research)
Format: 90-minute debate with candidates standing at podiums. Candidates questioned in turn with two-minute responses, 90-second rebuttals and, at moderatorÕs discretion, discussion extensions of one minute."
Interesse público não é o interesse socialista democrático ou o social democrático...é o público.
Mas, claro, isto é os EUA, país que, como diria Francisco "Trauliteiro-Patanisca-Batanete" Louçã, está corroído pelo demónio conservador-autoritarista-defensor-da-lei-e-da-ordem do bush (sim com letra minúscula). Um país que nas ultimas eleições, devido estas degenerações democráticas e à influência do "demónio bush" até viu a taxa de abstenção diminuir, algo que obviamente é mal compreendido pelos "albaneses radicados em Lisboa" que acham correcta a manipulação dos media e a propaganda negra (Alexandre Pizarroso Quintero, sic) emanada dos comités centrais dos partidos de esquerda, desde que isso coloque precisamente a esquerda no poder.
DEBATER
Nos EUA existe uma realidade chamada CPD que rege os debates eleitorais.
Não depende do enviesamento dos media ou dos humores dos candidatos.
Não depende do clima emocional subjacente ou implícito.
Não depende da mediocridade e da menoridade intelectual dos elementos que constituem o staff de cada candidato.
A missão da "Comission on Presidential Debates" é : "The Commission on Presidential Debates (CPD) was established in 1987 to ensure that debates, as a permanent part of every general election, provide the best possible information to viewers and listeners. Its primary purpose is to sponsor and produce debates for the United States presidential and vice presidential candidates and to undertake research and educational activities relating to the debates".
Cá em Portugal quem é que se interessa por dar a melhor informação possível a espectadores e votantes?
Quem é que se interessa numa campanha em dar informação?
Quem, numa eleição portuguesa, é que respeita a razão de ser do sistema, que são os cidadãos?
Não depende do enviesamento dos media ou dos humores dos candidatos.
Não depende do clima emocional subjacente ou implícito.
Não depende da mediocridade e da menoridade intelectual dos elementos que constituem o staff de cada candidato.
A missão da "Comission on Presidential Debates" é : "The Commission on Presidential Debates (CPD) was established in 1987 to ensure that debates, as a permanent part of every general election, provide the best possible information to viewers and listeners. Its primary purpose is to sponsor and produce debates for the United States presidential and vice presidential candidates and to undertake research and educational activities relating to the debates".
Cá em Portugal quem é que se interessa por dar a melhor informação possível a espectadores e votantes?
Quem é que se interessa numa campanha em dar informação?
Quem, numa eleição portuguesa, é que respeita a razão de ser do sistema, que são os cidadãos?
01 fevereiro 2005
Responsabilidade
O Público e o DN de hoje dão, de mão beijada, a primeira vitória de Santana Lopes na corrente campanha. Podia dizer que o crime compensa, mas é pior que isso. o conceito de responsabilidade social da imprensa desapareceu de vez. É pena. Por mim, só falo de insinuações quando o seu autor as assumir. Aí, faço-o com aspas. É tudo.
31 janeiro 2005
El Rei D. Sebastião
Li nos jornais que o mestre Manuel de Oliveira voltou no seu melhor. Fala, desta vez, do mito de El Rei D. Sebastião. Elogiam-se os actores, o argumento, tudo mas tudo. E tem-se esquecido o timming do filme.
É certo que Oliveira o rodou há um ano - e que já passou em Veneza. É certo, portanto, que ninguém podia prever a altura em que apareceria nos ecrãs portugueses - nem mesmo o Zandinga o poderia fazer, tal a sequência de imprevisíveis que se verificam de há um ano para cá.
Mas, visto à luz de hoje, não há altura melhor para o país olhar para o seu íntimo. O mito de D. Sebastião perdura nos portugueses como um vazio no seu estômago. E isso mostra-se em tudo, do futebol à política, alimentando a depressão natural de quem precisa de um rumo e de um líder.
Outros países há que cedo aprenderam a sobreviver sem o estadista que se segue, até mesmo sem o Estado que querem ver diminuído ao mínimo. Por cá, continuamos a olhar à volta, à espera que alguém nos tire do beco sem saída.
É por isso, julgo, que se houve uma e só uma pergunta nos dias de hoje: "mas eu voto em quem?"
À falta de melhor resposta, o melhor é ver o mestre Oliveira. Não resolve o problema, mas descansa a alma.
É certo que Oliveira o rodou há um ano - e que já passou em Veneza. É certo, portanto, que ninguém podia prever a altura em que apareceria nos ecrãs portugueses - nem mesmo o Zandinga o poderia fazer, tal a sequência de imprevisíveis que se verificam de há um ano para cá.
Mas, visto à luz de hoje, não há altura melhor para o país olhar para o seu íntimo. O mito de D. Sebastião perdura nos portugueses como um vazio no seu estômago. E isso mostra-se em tudo, do futebol à política, alimentando a depressão natural de quem precisa de um rumo e de um líder.
Outros países há que cedo aprenderam a sobreviver sem o estadista que se segue, até mesmo sem o Estado que querem ver diminuído ao mínimo. Por cá, continuamos a olhar à volta, à espera que alguém nos tire do beco sem saída.
É por isso, julgo, que se houve uma e só uma pergunta nos dias de hoje: "mas eu voto em quem?"
À falta de melhor resposta, o melhor é ver o mestre Oliveira. Não resolve o problema, mas descansa a alma.
Democracia
Houve votos no Iraque, pela primeira vez.
Não é preciso muitas linhas. Basta dizer que é bom. Bom para o Iraque e bom para o mundo. Bom, também, que os votos não fossem adiados, assim como não foram em Timor.
Gostava de ouvir a velha Europa dizer isso mesmo, só por uma questão de coerência. Acrescentando que o mais difícil começa agora. A comemoração da democracia só deve ser feita quando esta é estável e não reversível. Que seja o caso.
Não é preciso muitas linhas. Basta dizer que é bom. Bom para o Iraque e bom para o mundo. Bom, também, que os votos não fossem adiados, assim como não foram em Timor.
Gostava de ouvir a velha Europa dizer isso mesmo, só por uma questão de coerência. Acrescentando que o mais difícil começa agora. A comemoração da democracia só deve ser feita quando esta é estável e não reversível. Que seja o caso.
29 janeiro 2005
Campanha alegre III
O PPD/PSD acabou de colocar uns cartazes novos pelo país.
Rezam assim, com a cara de Santana Lopes:
"este sim, você já conhece".
Pois. Mas era mais directo assim:
"Este sim, você já conhece. Já comeu e não gostou".
Será que o senhor acha mesmo que o que as pessoas conhecem dele o beneficia?!
Será que ele não percebe que é exactamente o contrário?!
P.S. Já há uns meses que disse isto, mas o DN de hoje ajuda à tese: a única maneira do PSD conseguir ganhar votos nesta campanha é colocando em causa a decisão do Presidente da República. Para se votar em quem não se gosta, só se esse voto for contra quem ainda se gosta menos. É da psicologia, mas também da política.
O pior é quando se passa mês e meio a dar razão ao PR. Mas isso é outra história.
Rezam assim, com a cara de Santana Lopes:
"este sim, você já conhece".
Pois. Mas era mais directo assim:
"Este sim, você já conhece. Já comeu e não gostou".
Será que o senhor acha mesmo que o que as pessoas conhecem dele o beneficia?!
Será que ele não percebe que é exactamente o contrário?!
P.S. Já há uns meses que disse isto, mas o DN de hoje ajuda à tese: a única maneira do PSD conseguir ganhar votos nesta campanha é colocando em causa a decisão do Presidente da República. Para se votar em quem não se gosta, só se esse voto for contra quem ainda se gosta menos. É da psicologia, mas também da política.
O pior é quando se passa mês e meio a dar razão ao PR. Mas isso é outra história.
28 janeiro 2005
Campanha alegre II
Santana Lopes admitiu hoje que teve dívidas às Finanças relativas a juros e justificou que isso pode acontecer a qualquer cidadão que vive do seu salário.
Bagão Félix acredita absolutamnete que o primeiro-ministro tem a sua situação fiscal regularizada e diz que a notícia aparaceu para prejudicar Santana na campanha.
Sampaio chamou o presidente da Autoridade da Concorrência para discutir a venda da Lusomundo, temendo concentração nos media.
José Sócrates teme que aos ataques de Bagão a Freitas do Amaral sejam retaliação pelo seu apoio ao PS.
PSI20 ganhou 0,9% na última semana.
Conclusão: A campanha corre bem e segue o seu caminho.
Bagão Félix acredita absolutamnete que o primeiro-ministro tem a sua situação fiscal regularizada e diz que a notícia aparaceu para prejudicar Santana na campanha.
Sampaio chamou o presidente da Autoridade da Concorrência para discutir a venda da Lusomundo, temendo concentração nos media.
José Sócrates teme que aos ataques de Bagão a Freitas do Amaral sejam retaliação pelo seu apoio ao PS.
PSI20 ganhou 0,9% na última semana.
Conclusão: A campanha corre bem e segue o seu caminho.
Campanha alegre I
1. Freitas do Amaral apoia o PS. Não surpreende ninguém. É a evolução natural das coisas. Mais, Freitas do Amaral defende uma maioria absoluta, como forma de responsabilizar o PS. Não surpreende ninguém. Não foi ele candidato presidencial apoiado por uma? Não foi ele nomeado presidente da assembleia-geral da ONU por uma? Então estamos conversados. É um sinal dos tempos, não é notícia (e com isto nem sequer digo se concordo ou não).
2. Ontem ouvi Francisco Louçã conversar com um trabalhador de uma empresa de transportes públicos marítimos. Dizia o senhor que os trabalhadores fazem horas extra e que isso é que é bom, para a empresa e para os trabalhadores - que assim recebem mais. Louçã, incomodado, dizia que o problema é que os trabalhadores não eram pagos por isso. O homem respondia que ao caso eram pagos, sim senhor. Conclusão: o candidato do Bloco não anda com sorte nenhuma.
3. Sondagens: Todas colocam o PSD abaixo dos 30%. Santana Lopes diz que é um complot. Portanto vai processar as empresas de sondagens depois das eleições. Suponho, portanto, que vai processar o próprio PSD por usar dados de sondagens do Expresso para a própria campanha. Sim, aquelas em que junta PSD e CDS para mostrar uma curva ascendente. Essas mesmas.
4. José Sócrates anda caladinho, muito caladinho, a recolher os apoios públicos esperados. Não surpreende. Mas já disse e repito - acabando como começei - que para uma maioria absoluta é preciso ser mais arrojado. É preciso mostrar a um país que sabe merecer a sua confiança. Sem explicar a maioria absoluta, sem a exigir, ela não vai cair do céu.
2. Ontem ouvi Francisco Louçã conversar com um trabalhador de uma empresa de transportes públicos marítimos. Dizia o senhor que os trabalhadores fazem horas extra e que isso é que é bom, para a empresa e para os trabalhadores - que assim recebem mais. Louçã, incomodado, dizia que o problema é que os trabalhadores não eram pagos por isso. O homem respondia que ao caso eram pagos, sim senhor. Conclusão: o candidato do Bloco não anda com sorte nenhuma.
3. Sondagens: Todas colocam o PSD abaixo dos 30%. Santana Lopes diz que é um complot. Portanto vai processar as empresas de sondagens depois das eleições. Suponho, portanto, que vai processar o próprio PSD por usar dados de sondagens do Expresso para a própria campanha. Sim, aquelas em que junta PSD e CDS para mostrar uma curva ascendente. Essas mesmas.
4. José Sócrates anda caladinho, muito caladinho, a recolher os apoios públicos esperados. Não surpreende. Mas já disse e repito - acabando como começei - que para uma maioria absoluta é preciso ser mais arrojado. É preciso mostrar a um país que sabe merecer a sua confiança. Sem explicar a maioria absoluta, sem a exigir, ela não vai cair do céu.
26 janeiro 2005
Campanha incendiária II
Governo atribui Medalha de Mérito Turístico ao FC Porto
O FC Porto vai ser agraciado quinta-feira com a Medalha de Mérito Turístico, "pelo seu contributo para a promoção da imagem e notoriedade de Portugal, através dos seus
extraordinários resultados desportivos internacionais", informou hoje o Ministério do Turismo.
O FC Porto vai ser agraciado quinta-feira com a Medalha de Mérito Turístico, "pelo seu contributo para a promoção da imagem e notoriedade de Portugal, através dos seus
extraordinários resultados desportivos internacionais", informou hoje o Ministério do Turismo.
25 janeiro 2005
Campanha incendiária
"Um incêndio deflagrou hoje à tarde na sede do PCP de Coimbra, devido a um curto-circuito na instalação eléctrica, mas não se alastrou ao resto do edifício, disse à Agência Lusa fonte do partido."
24 janeiro 2005
Cristo desceu à terra
Disse António Guterres que Portugal precisa de uma maioria absoluta como do pão para a boca. Mais, disse António Guterres que, de tal maneira elaé necessária, que mais valia uma maioria absoluta do PSD que uma maioria relativa do PS.
Para vos ser sincero, nunca tinha ouvido António Guterres dizer alguma coisa tão acertada. Foram seis anos, mais três de espera. Nove. Mas ao menos tirou a lição.
Fica uma única - pequenina - dúvida: há alguém que a mereça?
P.S. O L.R. voltou com um tiro em cheio. O M.S. vai ter que voltar aos elogios.
Para vos ser sincero, nunca tinha ouvido António Guterres dizer alguma coisa tão acertada. Foram seis anos, mais três de espera. Nove. Mas ao menos tirou a lição.
Fica uma única - pequenina - dúvida: há alguém que a mereça?
P.S. O L.R. voltou com um tiro em cheio. O M.S. vai ter que voltar aos elogios.
Chico Patanisca
Francisco Louçã continua a espalhar a sua superioridade moral pelas câmaras de televisão que o acompanham na sua pré-campanha. Depois do atestado de inimputabilidade política passado a Paulo Portas por causa da questão do aborto, eis que o camarada Louçã considera Bagão Félix sem "qualificação" para debater a temática do fascismo.
Ao contrário de muitos outros, não vou criticar o líder cooptado do Bloco de Esquerda. Elogio-lhe a franqueza e a honestidade intelectual em assumir o que Pedro Oliveira do Barnabé designou de "moralismo jacobino", ou seja, o "elemento intrínseco à cultura política do BE".
Também Mário Soares, no principio dos anos 80, deixou que o PS patrocinasse uma campanha nojenta que atacava politicamente Francisco Sá Carneiro pelo facto de viver em união de facto com Snu Abecassis quando ainda não se tinha divorciado da sua primeira mulher. Essa campanha foi tão nojenta como aquela que Pedro Santana Lopes, verdadeiro autista do poder, permite que dirigentes do PSD espalhem por telemóveis pagos pelo Estado visando o líder socialista José Sócrates. Tal como em 1980, Sá Carneiro ganhou a primeira maioria absoluta à frente da AD, também Sócrates poderá ter o mesmo resultado. Esse será o prémio para os palermas social-democratas que pensam que boatos acerca da vida intima das pessoas rendem votos.
Da mesma forma, Francisco Louçã arrisca-se a ficar bem atrás da CDU de Jerónimo de Sousa. Primeiro, porque exclui boa parte da sua base social de apoio, como os casais e os estudantes sem filhos, os homossexuais e os transexuais, da discussão sobre o aborto. E, finalmente, porque muitos poucos têm verdadeiramente "qualificação" para discutir com Louçã e os seus camaradas bloquistas. A verdade absoluta que representa o programa do BE só está ao alcance da compreensão dos iluminados. Aqueles que viram a luz como o Chico Patanisca. LR
Ao contrário de muitos outros, não vou criticar o líder cooptado do Bloco de Esquerda. Elogio-lhe a franqueza e a honestidade intelectual em assumir o que Pedro Oliveira do Barnabé designou de "moralismo jacobino", ou seja, o "elemento intrínseco à cultura política do BE".
Também Mário Soares, no principio dos anos 80, deixou que o PS patrocinasse uma campanha nojenta que atacava politicamente Francisco Sá Carneiro pelo facto de viver em união de facto com Snu Abecassis quando ainda não se tinha divorciado da sua primeira mulher. Essa campanha foi tão nojenta como aquela que Pedro Santana Lopes, verdadeiro autista do poder, permite que dirigentes do PSD espalhem por telemóveis pagos pelo Estado visando o líder socialista José Sócrates. Tal como em 1980, Sá Carneiro ganhou a primeira maioria absoluta à frente da AD, também Sócrates poderá ter o mesmo resultado. Esse será o prémio para os palermas social-democratas que pensam que boatos acerca da vida intima das pessoas rendem votos.
Da mesma forma, Francisco Louçã arrisca-se a ficar bem atrás da CDU de Jerónimo de Sousa. Primeiro, porque exclui boa parte da sua base social de apoio, como os casais e os estudantes sem filhos, os homossexuais e os transexuais, da discussão sobre o aborto. E, finalmente, porque muitos poucos têm verdadeiramente "qualificação" para discutir com Louçã e os seus camaradas bloquistas. A verdade absoluta que representa o programa do BE só está ao alcance da compreensão dos iluminados. Aqueles que viram a luz como o Chico Patanisca. LR
Post avulso
1. Regresso.
Só agora vi que o M.S. se meteu comigo. Ele gosta de intrigas, mas ao caso não tem razão. Ele, que lê o insubmisso, sabe que eu voltei porque quis. E que desapareci porque quis. E que o mesmo se passa com qualquer um de nós. É isso a blogosfera: um espaço de escrita para quando queremos. Agora, M.S., apetece-me. Gosto de saber que gostas de ver.
2. Bola.
Não posso deixar de manifestar interesse na vitória do Sporting. O que incomoda é que seja com dois golos (bons) do Sá Pinto. Algo me diz que, agora, ninguém o vai tirar da equipa.
3. O J.P.H. anda entretido com o que mais vale na vida. Acho que essas tarefas, meu caro, fazem falta ao dr. Louçã. Olhar pelos filhos dá, seguramente, outra serenidade para discutir os assuntoss sérios da vida.
4. As mulheres das redacções não páram de falar no Jude Law, num filme qualquer com a Julia Roberts. Acho que o país feminino não quer saber da política para nada.
Só agora vi que o M.S. se meteu comigo. Ele gosta de intrigas, mas ao caso não tem razão. Ele, que lê o insubmisso, sabe que eu voltei porque quis. E que desapareci porque quis. E que o mesmo se passa com qualquer um de nós. É isso a blogosfera: um espaço de escrita para quando queremos. Agora, M.S., apetece-me. Gosto de saber que gostas de ver.
2. Bola.
Não posso deixar de manifestar interesse na vitória do Sporting. O que incomoda é que seja com dois golos (bons) do Sá Pinto. Algo me diz que, agora, ninguém o vai tirar da equipa.
3. O J.P.H. anda entretido com o que mais vale na vida. Acho que essas tarefas, meu caro, fazem falta ao dr. Louçã. Olhar pelos filhos dá, seguramente, outra serenidade para discutir os assuntoss sérios da vida.
4. As mulheres das redacções não páram de falar no Jude Law, num filme qualquer com a Julia Roberts. Acho que o país feminino não quer saber da política para nada.
Centenas de páginas de programas
OK meus amigos. Já li os programas do PS e PSD - eu e mais dois ou três loucos deste país, que não gostam de mais nada na vida. Ficam algumas - breves - conclusões:
1. Os partidos ainda não perceberam o que é um programa eleitoral. As análises exaustivas não são lidas por ninguém, por exemplo. Mais: 130 ou 160 páginas é quase um Ulisses. E, confesso, bem menos interessante.
2. Pelos vistos ainda ninguém percebeu que estamos numas eleições diferentes. Se olharmos bem, há mil e uma propostas para cada área. Um disparate. O país não precisa de tantas ideias. Precisa de funcionar melhor. Só isso.
3. No seguimento disto: cada vez que se avança com uma nova ideia, devia ser-se obrigado a apresentar os seus custos. Garanto que havia menos ideias.
4. Claramente, no que dz respeito a linhas programáticas, o que mais distingue PS e PSD é a perspectiva de poder. Os socialistas são mais cautelosos porque o aguardam; os social-democratas mais aventureiros porque dão tudo para o manter. Neste ponto, os socialistas são, obviamente, mais prudentes. O que é bom.
5. O que me parece interessante é que, excepção feita aos capítulos da redução do Estado, PS e PSD voltam ao centro, piscando o olho à esquerda. É natural. Mas não é bom. Ao contrário do que os discursos parecem dizer, Portugal ainda não está em tempo de apostar no social. Ou é impressão minha, ou o José Sócrates sabe-o melhor do que Santana Lopes.
1. Os partidos ainda não perceberam o que é um programa eleitoral. As análises exaustivas não são lidas por ninguém, por exemplo. Mais: 130 ou 160 páginas é quase um Ulisses. E, confesso, bem menos interessante.
2. Pelos vistos ainda ninguém percebeu que estamos numas eleições diferentes. Se olharmos bem, há mil e uma propostas para cada área. Um disparate. O país não precisa de tantas ideias. Precisa de funcionar melhor. Só isso.
3. No seguimento disto: cada vez que se avança com uma nova ideia, devia ser-se obrigado a apresentar os seus custos. Garanto que havia menos ideias.
4. Claramente, no que dz respeito a linhas programáticas, o que mais distingue PS e PSD é a perspectiva de poder. Os socialistas são mais cautelosos porque o aguardam; os social-democratas mais aventureiros porque dão tudo para o manter. Neste ponto, os socialistas são, obviamente, mais prudentes. O que é bom.
5. O que me parece interessante é que, excepção feita aos capítulos da redução do Estado, PS e PSD voltam ao centro, piscando o olho à esquerda. É natural. Mas não é bom. Ao contrário do que os discursos parecem dizer, Portugal ainda não está em tempo de apostar no social. Ou é impressão minha, ou o José Sócrates sabe-o melhor do que Santana Lopes.
23 janeiro 2005
Uns e outros
Ontem foi a vez de José Sócrates. Ouvi o discurso do líder socialista, sem novidades, bem tratado do ponto de vista mediático. Pensei que fosse bom pronúncio.
Comecei a ler o programa e percebi que sim e que não. Por partes:
o programa socialista é vago q.b.. O que pode ser bom - ser vago é sinal de consciência das dificuldades. E pode ser mau - dificuldade em assumir que a governação que se segue implica dificuldades.
À primeira vista, o programa socialista parece-me o mais "centrão" de sempre. Mais até do que nos tempos de António Guterres. Mas as suas cautelas mostram precisamente o que Marcelo dizia ontem: é de centro, mas também de esquerda. Ou seja, nem uma coisa nem outra.
Vou terminar a leitura, para tirar conclusões paralelas.
Daqui a nada, prometo.
Comecei a ler o programa e percebi que sim e que não. Por partes:
o programa socialista é vago q.b.. O que pode ser bom - ser vago é sinal de consciência das dificuldades. E pode ser mau - dificuldade em assumir que a governação que se segue implica dificuldades.
À primeira vista, o programa socialista parece-me o mais "centrão" de sempre. Mais até do que nos tempos de António Guterres. Mas as suas cautelas mostram precisamente o que Marcelo dizia ontem: é de centro, mas também de esquerda. Ou seja, nem uma coisa nem outra.
Vou terminar a leitura, para tirar conclusões paralelas.
Daqui a nada, prometo.
22 janeiro 2005
Responsabilidade
Devo dizer que o meu comentário ao programa do PSD vai ser mais demorado do que eu esperava. Ontem consegui ler metade dele. Pelo que vejo, há despesa a mais para meu gosto. Como disse no post em baixo, é o que dá ter muitas "ideias": custa dinheiro e soa a falta de seriedade. Mesmo que algumas sejam bem intencionadas.
Enfim, prometo uma análise mais detalhada para breve. Agora é a vez do PS.
Uma coisa garanto: desta vez ganha as eleições quem for mais responsável. Acho que há alguns anos que os portugueses que votam já perceberam a regra da democracia: as ilusões pagam-se caro.
Até já.
P.S. Ontem vi Santana Lopes duas vezes na SIC. No Expresso da Meia Noite esteve no seu melhor. Tudo o que de bom foi feito, foi ele, garante; o que de mau aconteceu, nada sabe; quanto aos que dizem mal dele, só queriam o seu lugar. É inveja, pois claro. "Em Portugal, a inveja não é um sentimento, é um sistema", dizia José Gil, na Pública da última semana.
Enfim, prometo uma análise mais detalhada para breve. Agora é a vez do PS.
Uma coisa garanto: desta vez ganha as eleições quem for mais responsável. Acho que há alguns anos que os portugueses que votam já perceberam a regra da democracia: as ilusões pagam-se caro.
Até já.
P.S. Ontem vi Santana Lopes duas vezes na SIC. No Expresso da Meia Noite esteve no seu melhor. Tudo o que de bom foi feito, foi ele, garante; o que de mau aconteceu, nada sabe; quanto aos que dizem mal dele, só queriam o seu lugar. É inveja, pois claro. "Em Portugal, a inveja não é um sentimento, é um sistema", dizia José Gil, na Pública da última semana.
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