José Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Tiago ganharam a Taça da Liga Inglesa a Rafael Benitez, Luís Garcia e Munoz. O Chelsea ganhou ao Liverpool por 3-2. Uma equipa inglesa dirigida por um português ganhou a outra equipa inglesa dirigida por um espanhol. O país do lado não tem o exclusivo do sucesso, ao contrário do que o nosso pessimismo cultural impõe como pensamento dominante.
Em tempos de crise, os bons exemplos, mesmo que desportivos, devem servir de inspiração para a recuperação da auto-estima e para fazer mais e melhor. LR
27 fevereiro 2005
Um pequeno conselho
No seu programa eleitoral, os socialistas comprometeram-se a triplicar o esforço privado em Investigação & Desenvolvimento empresarial, a triplicar o número de patentes registadas e a criarem uma “via verde” na Administração Pública para este tipo de firmas, ao mesmo tempo que querem agilizar a legislação que regula a criação de empresas. Tudo muito bem.
Deixo um pequeno conselho: começem pelo Instituto de
Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A pedido de um familiar informei-me acerca da documentação necessária para o registo de uma marca. Visitei o site do INPI e constatei um facto curioso. Sabem quanto tempo demora aquele órgão do Estado a responder a um pedido de registo? 1 ANO! Ou seja, para responder se aceita ou recusa determinado pedido de registo, o INPI necessita de 12 MESES! Ao fim de 365 DIAS (?!) o INPI pode constatar que a marca que o requerente quer registar, afinal, já existe. Fantástico!
É certo que alguns departamentos tradicionais da Administração Pública melhoraram muito nos últimos anos – em Lisboa, por exemplo, o Registo Cívil unificado no mesmo edificio na Av. Fontes Pereira de Melo é um excelente exemplo de atendimento rápido e eficaz –, mas a maioria necessita de uma autêntica revolução. De mentalidade, de profissionalismo e de métodos de trabalho. Essa é das maiores ajudas que o Estado pode dar no aumento da competitividade e da produtividade da economia. Essa é que é a reforma das reformas.
Veremos se os socialistas serão capazes de cumprir a promessa de apenas admitir um funcionário por cada dois que se reformem.
Se ao fim de 4 anos, a reforma da Administração Pública ficar apenas pela criação de um cartão único e de alguns balcões em Lisboa e no Porto para empresas – como no tempo de Guterres se ficou só pela criação de uma loja do cidadão em Lisboa e outra no Porto – o PS terá falhado numa área em que é quase tão conservador como o PCP e o Bloco. LR
Deixo um pequeno conselho: começem pelo Instituto de
Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A pedido de um familiar informei-me acerca da documentação necessária para o registo de uma marca. Visitei o site do INPI e constatei um facto curioso. Sabem quanto tempo demora aquele órgão do Estado a responder a um pedido de registo? 1 ANO! Ou seja, para responder se aceita ou recusa determinado pedido de registo, o INPI necessita de 12 MESES! Ao fim de 365 DIAS (?!) o INPI pode constatar que a marca que o requerente quer registar, afinal, já existe. Fantástico!
É certo que alguns departamentos tradicionais da Administração Pública melhoraram muito nos últimos anos – em Lisboa, por exemplo, o Registo Cívil unificado no mesmo edificio na Av. Fontes Pereira de Melo é um excelente exemplo de atendimento rápido e eficaz –, mas a maioria necessita de uma autêntica revolução. De mentalidade, de profissionalismo e de métodos de trabalho. Essa é das maiores ajudas que o Estado pode dar no aumento da competitividade e da produtividade da economia. Essa é que é a reforma das reformas.
Veremos se os socialistas serão capazes de cumprir a promessa de apenas admitir um funcionário por cada dois que se reformem.
Se ao fim de 4 anos, a reforma da Administração Pública ficar apenas pela criação de um cartão único e de alguns balcões em Lisboa e no Porto para empresas – como no tempo de Guterres se ficou só pela criação de uma loja do cidadão em Lisboa e outra no Porto – o PS terá falhado numa área em que é quase tão conservador como o PCP e o Bloco. LR
Reforço de peso
Hoje é dia de estreia de mais um Insubmisso. É um homem da imagem que também domina as letras. Tem como missão profissional demonstrar que a cultura não deve e não pode ter a subsidiodependência como sistema. É uma das melhores cabeças que conheço na minha geração. É um reforço de peso e uma lufada de ar fresco para o nosso grupo excessivamente politizado. Seja bem-vindo. LR
Falam falam, falam falam, falam falam pá, e eu não os vejo a fazer nada!
Tem sido a frase motriz do riso nacional nos últimos tempos. E porquê? Não, não é porque o R.A.P. é muito engraçado e faz aquilo (o sketch) muito bem. Nem é porque o original foi dito pelo igualmente cómico Marco do Big Brother, porque disso ninguém se lembrava até há umas semanas atrás. Nada disso. O grande impacto desta frase junto das massas, reside no facto de se tratar do resumo mais eficaz e conciso do espírito nacional e que nos toca a todos. No nosso subconsciente é como uma descarga, uma espécie de catarse. Cada vez que a dizemos no fundo estamos a dizer é: Também eu falo falo, falo falo, falo falo e não faço um cacete! É o retrato do país em formato de crachá, em estampa de t-shirt. Indo um pouco mais longe será uma reminiscência Gil Vicentina do belo gozar de nós próprios para nos analisarmos melhor, sem medo. Sim, porque qualquer pessoa honesta o suficiente consigo própria sabe que encarar a verdade produz em todos nós um inegável, congelante e monstruoso medo. Não sei se as gerações vivas irão a tempo de beneficiar dos efeitos desta catarse nacional em que conseguimos (pelo menos no nosso inconsciente) assumir aquilo que somos e perceber que assim não vamos a lado nenhum. Mas pode ser que no futuro os nossos descendentes olhem para este princípio de milénio e já não percebam porque é que se achava tanta graça ao marasmo e à inépcia neste país!
Anarcatólico
Anarcatólico
25 fevereiro 2005
Marques Mendes
...deu ontem uma entrevista coerente e bem estruturada.
A bem da verdade, Mendes não anda aos zig-zags e faz tudo de forma expectável.
Isso é bom.
P.S. Gostava sinceramente que quem não gosta de ler estes posts que simplesmente não viesse ao Insubmisso. É que aqui gostamos de ser sinceros, honestos e educados. Obrigado
A bem da verdade, Mendes não anda aos zig-zags e faz tudo de forma expectável.
Isso é bom.
P.S. Gostava sinceramente que quem não gosta de ler estes posts que simplesmente não viesse ao Insubmisso. É que aqui gostamos de ser sinceros, honestos e educados. Obrigado
24 fevereiro 2005
À direita, recomeçar do zero
. Acho notável o número de agradecimentos que se vê na blogosfera a Santana Lopes por ter ido embora do PSD. É um disparate, se me permitem. Porque tudo o que Santana fez em sete meses foi destruir o pouco que estava feito em mais de dois anos. Não há maneira de dizer isto de forma mais clara.
Lembro-me de Ferreira Leite dizer que há duas maneiras de perder: com dignidade e sem ela. A primeira serviria o país, mesmo que não beneficiasse o seu partido; a segunda prejudicaria todos. Agora que é tarde, já todos perceberam a escolha que foi feita.
Passado o que passou, toda a direita precisa de começar do zero.
O PSD nunca voltará ao que era se estiver dependente dos mesmos esquemas, das mesmas pessoas, do mesmo modo de fazer política. Há poucos, mas alguns, militantes que o percebem. E hoje isso é mais fácil de transformar. Ontem mesmo, Marques Mendes explicou que a sua linha de oposição seria denunciar vias facilitistas do Governo PS. Disse isso, e bem, porque percebeu o que está em causa. Mas disse-o perante uma plateia que provoca 'flashbacks' pouco desejáveis.
Ao mesmo tempo, e se calhar por isso, muitos esperam ainda por um D. Sebastião - seja homem ou mulher, como dizia ontem João Jardim. O que me parece é que vão passar umas duas ou três semanas sem saber tudo: dos candidatos e dos putativos candidatos. Só depois podemos ver que oposição terá.
. Uma nota final para Paulo Portas: acabou uma campanha onde fez de líder do PSD. Fez isso melhor que Santana Lopes. Só teve azar numa coisa: não o era. Fez bem em sair. Mas provou nessa saída que o país ainda terá que contar com ele.
Lembro-me de Ferreira Leite dizer que há duas maneiras de perder: com dignidade e sem ela. A primeira serviria o país, mesmo que não beneficiasse o seu partido; a segunda prejudicaria todos. Agora que é tarde, já todos perceberam a escolha que foi feita.
Passado o que passou, toda a direita precisa de começar do zero.
O PSD nunca voltará ao que era se estiver dependente dos mesmos esquemas, das mesmas pessoas, do mesmo modo de fazer política. Há poucos, mas alguns, militantes que o percebem. E hoje isso é mais fácil de transformar. Ontem mesmo, Marques Mendes explicou que a sua linha de oposição seria denunciar vias facilitistas do Governo PS. Disse isso, e bem, porque percebeu o que está em causa. Mas disse-o perante uma plateia que provoca 'flashbacks' pouco desejáveis.
Ao mesmo tempo, e se calhar por isso, muitos esperam ainda por um D. Sebastião - seja homem ou mulher, como dizia ontem João Jardim. O que me parece é que vão passar umas duas ou três semanas sem saber tudo: dos candidatos e dos putativos candidatos. Só depois podemos ver que oposição terá.
. Uma nota final para Paulo Portas: acabou uma campanha onde fez de líder do PSD. Fez isso melhor que Santana Lopes. Só teve azar numa coisa: não o era. Fez bem em sair. Mas provou nessa saída que o país ainda terá que contar com ele.
Nota tardia
Como sou insuspeito de ser amigo, protegido ou o que seja do actual líder do PS, permito-me a dizer que José Sócrates mereceu a maioria absoluta.
Para quem acompanhe estas crónicas, disse logo no início da longa campanha eleitoral que Sócrates deveria ter a coragem de não fazer promessas - porque essas custam sempre muito caro ao país. Assim foi e, garanto, é preciso determinação para o conseguir. Resistir a lóbis, pressões partidárias e afins durante dois meses é tarefa quase impossível em Portugal. Mais ainda quando a maioria absoluta era inédita na história do PS.
Assim, fica o elogio. José Sócrates fez questão de justificar a sua maioria pela responsabilização do PS. Serão quatro anos com faca e queijo na mão. O PS tem uma maioria, Sócrates tem o PS na sua mão. Ontem mesmo, deu outro bom sinal, alertando o partido para tempos difíceis e dizendo esperar que o PS esteja tão unido dentro de quatro meses como agora.
Até aqui, tudo aponta para um líder consciente. E isso é o primeiro passo para um bom Governo. Que seja, para bem de um país que voltou, em pouco tempo, ao mesmo cenário de há três anos atrás.
Para quem acompanhe estas crónicas, disse logo no início da longa campanha eleitoral que Sócrates deveria ter a coragem de não fazer promessas - porque essas custam sempre muito caro ao país. Assim foi e, garanto, é preciso determinação para o conseguir. Resistir a lóbis, pressões partidárias e afins durante dois meses é tarefa quase impossível em Portugal. Mais ainda quando a maioria absoluta era inédita na história do PS.
Assim, fica o elogio. José Sócrates fez questão de justificar a sua maioria pela responsabilização do PS. Serão quatro anos com faca e queijo na mão. O PS tem uma maioria, Sócrates tem o PS na sua mão. Ontem mesmo, deu outro bom sinal, alertando o partido para tempos difíceis e dizendo esperar que o PS esteja tão unido dentro de quatro meses como agora.
Até aqui, tudo aponta para um líder consciente. E isso é o primeiro passo para um bom Governo. Que seja, para bem de um país que voltou, em pouco tempo, ao mesmo cenário de há três anos atrás.
23 fevereiro 2005
O condenado regressará
"Nunca a maioria absoluta do PS esteve tão perto. Tal como a Marinha Grande foi o clik que "virou" a campanha a favor de Soares, também agora um incidente de campanha provocado pelo adversário pode representar para os socialistas o passo definitivo para a vitória absoluta. A concretizar-se um resultado histórico do PS, o culpado é só um: Pedro Santana Lopes. Nem o debate de hoje o deverá salvar".
1 - Escrevi estas linhas no dia do debate entre José Sócrates e Santana Lopes, a propósito das insinuações de Lopes sobre os "colos" do secretário-geral do PS. Espero, sinceramente, que o ainda primeiro-ministro tenha aprendido uma grande lição dada pelo povo português: não vale tudo para manter o lugar.
José Sócrates conseguiu, de facto, um resultado histórico. A principal causa da maioria absoluta do PS tem um nome: Pedro Santana Lopes. Se a política portuguesa tivesse lógica, Lopes teria morrido politicamente no passado domingo. O péssimo desempenho como primeiro-ministro, a campanha de baixarias por si promovida e a falta de vergonha na cara para dizer que não abandona a vida política são elementos suficientes para uma reforma política compulsiva.
Mas, não. Depois de uma travessia no deserto, como ontem o "amigo-comentador" Luís Delgado afirmou na SIC-Notícias, regressará daqui a uns tempos. Talvez para se recandidatar à Câmara da Figueira da Foz...
2 - José Sócrates não fez por merecer a maioria absoluta. Fez uma campanha morna, programada ao mílimetro, com apenas três propostas concretas: o cartão único, os 300 euros de complemento de reforma e a introdução do inglês no ensino básico. Muito pouco para a maioria absoluta. Ao contrário do que Pedro Silva Pereira começou a contestar logo na noite das eleições - Marcelo Rebelo de Sousa dixit - os portugueses votaram no PS para afastar Santana Lopes e seus cúmplices no PSD do Governo durante 4 anos.
"Não me quero comprometer" foi a a frase mais vezes repetida por José Sòcrates. Ainda ontem voltou a fazé-lo em Belém, a propósito da proposta de referendo sobre o aborto para Junho do Bloco. A partir da sua indigitação como primeiro-ministro, Sócrates vai ter que se comprometer.
Primeiro, com o seu Governo. Veremos como vai pagar as "divídas" próprias destas situações. Teve o partido unido em seu redor e agora os cobradores de fraque das diferentes "capelinhas" já estão a bater à sua porta.
E depois com o programa de Governo. Sendo o líder do PS mais à direita da história do partido, de Sócrates não espero um programa em que o Bloco e o PCP se revejam. Bem pelo contrário. A conflitualidade entre o PS e os partidos à sua esquerda deverá aumentar nos próximos 4 anos. Disso depende a sobrevivência dos comunistas e dos bloquistas.
Mas também não espero que a reforma da Administração Pública - a reforma das reformas -seja levada até às últimas consequências. O conservadorismo da velha esquerda republicana e sindicalista não deixará que isso aconteça.
José Sócrates tem todas as condições para ser um bom primeiro-ministro. Veremos se conseguirá sé-lo. Melhor que Santana Lopes será, concerteza. LR
1 - Escrevi estas linhas no dia do debate entre José Sócrates e Santana Lopes, a propósito das insinuações de Lopes sobre os "colos" do secretário-geral do PS. Espero, sinceramente, que o ainda primeiro-ministro tenha aprendido uma grande lição dada pelo povo português: não vale tudo para manter o lugar.
José Sócrates conseguiu, de facto, um resultado histórico. A principal causa da maioria absoluta do PS tem um nome: Pedro Santana Lopes. Se a política portuguesa tivesse lógica, Lopes teria morrido politicamente no passado domingo. O péssimo desempenho como primeiro-ministro, a campanha de baixarias por si promovida e a falta de vergonha na cara para dizer que não abandona a vida política são elementos suficientes para uma reforma política compulsiva.
Mas, não. Depois de uma travessia no deserto, como ontem o "amigo-comentador" Luís Delgado afirmou na SIC-Notícias, regressará daqui a uns tempos. Talvez para se recandidatar à Câmara da Figueira da Foz...
2 - José Sócrates não fez por merecer a maioria absoluta. Fez uma campanha morna, programada ao mílimetro, com apenas três propostas concretas: o cartão único, os 300 euros de complemento de reforma e a introdução do inglês no ensino básico. Muito pouco para a maioria absoluta. Ao contrário do que Pedro Silva Pereira começou a contestar logo na noite das eleições - Marcelo Rebelo de Sousa dixit - os portugueses votaram no PS para afastar Santana Lopes e seus cúmplices no PSD do Governo durante 4 anos.
"Não me quero comprometer" foi a a frase mais vezes repetida por José Sòcrates. Ainda ontem voltou a fazé-lo em Belém, a propósito da proposta de referendo sobre o aborto para Junho do Bloco. A partir da sua indigitação como primeiro-ministro, Sócrates vai ter que se comprometer.
Primeiro, com o seu Governo. Veremos como vai pagar as "divídas" próprias destas situações. Teve o partido unido em seu redor e agora os cobradores de fraque das diferentes "capelinhas" já estão a bater à sua porta.
E depois com o programa de Governo. Sendo o líder do PS mais à direita da história do partido, de Sócrates não espero um programa em que o Bloco e o PCP se revejam. Bem pelo contrário. A conflitualidade entre o PS e os partidos à sua esquerda deverá aumentar nos próximos 4 anos. Disso depende a sobrevivência dos comunistas e dos bloquistas.
Mas também não espero que a reforma da Administração Pública - a reforma das reformas -seja levada até às últimas consequências. O conservadorismo da velha esquerda republicana e sindicalista não deixará que isso aconteça.
José Sócrates tem todas as condições para ser um bom primeiro-ministro. Veremos se conseguirá sé-lo. Melhor que Santana Lopes será, concerteza. LR
Menezes pela mão do "Público"
Diz o "Público" na sua edição de hoje que:
Independentemente da justeza da exposição das fraquezas de Menezes, é preciso notar que as contas estão mal feitas e que a quebra não foi de 26%.
Pergunta: será que Guterres está a fazer uma perninha na redacção do jornal?????
"Luís Filipe Menezes foi o cabeça de lista dos sociais-democratas pelo círculo de Braga, um distrito onde o PSD sofreu uma expressiva derrota, tendo passado dos 44,5 por cento nas legislativas de 2002, para 32,8. Esta quebra de 26 por cento traduziu-se na perda de dois deputados, um para o PS e outro para a CDU, mas o BE ficou ainda a 400 votos de retirar mais um deputado ao PSD. "
Independentemente da justeza da exposição das fraquezas de Menezes, é preciso notar que as contas estão mal feitas e que a quebra não foi de 26%.
Pergunta: será que Guterres está a fazer uma perninha na redacção do jornal?????
Público
Saúda-se o novo layout do público online. Como dizia a canção "é bonito e apresenta-se bem"
Vale a pena visitar http://www.publico.clix.pt/
Vale a pena visitar http://www.publico.clix.pt/
Marques Mendes e Menezes
Marques Mendes e Menezes anunciaram estar disponíveis para concorrer ao lugar deixado vago por Lopes.
Marques Mendes vai recolhendo apoios.
Menezes ainda não.
Menezes acusa Marques Mendes de só ter apoios, sem ter apresentado uma única ideia.
Menezes também ainda não apresentou nenhuma ideia. Mas acusa.
No afastamento da minha total e absoluta indiferença pela disputa que se avizinha, parece-me que Menezes começou mal. O grave é que é uma situação recorrente.
Se é esta a forma de Menezes estar na política:
julgo que Menezes não é a pessoa mais indicada para dignificar o PSD e a direita portuguesa.
Menezes não esteve com Durão Barroso (por razões que eu apelidaria de "nortistas, basistas e socializantes") mas esteve com essa "pérola de gel" chamada Pedro Santana Lopes. Ou será que o arrivista Menezes se esquece que foi cabeça de lista em Braga por convite expresso de PSL, ou que participou activamente na campanha de braço dado em várias ocasiões com PSL e que PSL foi ao Dragão por causa de Menezes.
Com efeito Menezes não esteve nos últimos 3 difíceis anos da vida do PSD...esteve simplesmente nos 6 meses mais negros da história do PSD.
Marques Mendes vai recolhendo apoios.
Menezes ainda não.
Menezes acusa Marques Mendes de só ter apoios, sem ter apresentado uma única ideia.
Menezes também ainda não apresentou nenhuma ideia. Mas acusa.
No afastamento da minha total e absoluta indiferença pela disputa que se avizinha, parece-me que Menezes começou mal. O grave é que é uma situação recorrente.
Se é esta a forma de Menezes estar na política:
"sou muito amigo do Dr. Marques Mendes, mas ele não tem uma única ideia. Mais, ele esteve com Dr. Durão Barroso e portanto a única pessoa no PSD que não tem nada a ver com os últimos 3 anos, sou eu!" (disse mais ou menos isto no anúncio da sua disponibilidade num dos momentos televisivos de ontem à noite)
julgo que Menezes não é a pessoa mais indicada para dignificar o PSD e a direita portuguesa.
Menezes não esteve com Durão Barroso (por razões que eu apelidaria de "nortistas, basistas e socializantes") mas esteve com essa "pérola de gel" chamada Pedro Santana Lopes. Ou será que o arrivista Menezes se esquece que foi cabeça de lista em Braga por convite expresso de PSL, ou que participou activamente na campanha de braço dado em várias ocasiões com PSL e que PSL foi ao Dragão por causa de Menezes.
Com efeito Menezes não esteve nos últimos 3 difíceis anos da vida do PSD...esteve simplesmente nos 6 meses mais negros da história do PSD.
Comments ao "Notas soltas..."
Esta é a resposta possível aos desafiantes e simpáticos comentários que o post "notas..." teve.Num primeiro momento esta resposta esteve como comment, mas julgo que poderá suscitar novos desafios se este "contraditório" aqui estiver. Aqui vai
1-Em primeiro lugar agradeço todos estes simpáticos e "challenging comments". Com efeito há uma imprecisão relativamente ao processo espanhol e dou desde já a mão à palmatória no que se refere à AP. O CDS já não existe e a UCD fundiu-se de facto com a AP para dar origem ao PP.
2-E embora estes elementos necessitem sempre de precisão, aquilo que pretendi salientar com aquela nota foi a necessidade de credibilizar a direita portuguesa mediante um reposicionamento das suas propostas políticas ...algo que pode passar por um abandono dos actuais projectos partidários.
3- Relativamente à referência à intromissão do Estado na vida privada, começa desde logo pela descrença profunda da Esquerda nas iniciativas individuais e da necessidade da sua regulação pedagógica ou centralista a pretexto do bem comum. Ora eu não sei o que é o bem comum! E julgo que Rousseau, o inventor da designação, também não o sabia; para mim existem decisões que são tomadas pelos individuos sob o pano de undo de regras e normas de um certo modelo institucional que necessariamente tem de ser cumprido (já que é resultante da sua-modelo- adequação à resolução dos problemas enfrentados por aquela comunidade política).
Apresentemos o caso da Educação , área que ne é sensível: porque razão é que o Estado pensa melhor que a família? Acreditando que a educação das novas gerações é um bem público que tem externalidades boas e positivas para o funcionamento global da comunidade e que por essa razão todos devem ter as mesmas oportunidades no respeito por uma situação de equidade, porque razão é que tem de ser o Estado a decidir que tipo de organização as escolas devem ter, que professores devem lá estar, que projecto educativo as escolas devem ter, para que escolas as crianças devem ir? Porque não pode o Estado cingir-se a definir objectivos gerais e a verificar o cumprimento deses objectivos?
Pergunto eu: será que o Estado, essa pessoa de bem, deve substituir-se à família neste tipo de escolhas? Será que as famílias e seus indivíduos constituintes são piores decisores sobre o futuro das suas crianças que o "Estado"? Hoje em dia, como todos aqueles que têm crianças a estudar no sistema público sabem , o futuro das crianças é uma das peças que menos conta na organização da estrutura educativa...antes delas estão os interesses dos professores (defesa de feudo e manutenção de situações de favor e de incompetência), das DRE, dos sindicatos, das câmaras etc., e só depois os das famílias e seus membros. Isto só é possível porque a situação actual gerida pelo Estado o permite. E é estranho que em Lisboa e no Porto as Escolas Primárias e Secundárias que melhor funcionam são aquelas em que as associações de pais estão mais activas e travam batalhas brutais para defender os interesses dos seus filhos e um modelo educativo preenchido por valores seguros e de respeito.
Estas mesmas considerações podem passar para outros sectores como sejam a saúde, os transportes, a segurança social, as infraestruturas etc..
Ora aquilo que nós sabemos é que a Esquerda discorda desta visão...mas a visão que a Esquerda professa retira capacidade de decisão (por diminuição do leque de escolhas) aos cidadãos, obrigando-os a seguir, na maioria das vezes, aquilo que outros, na pacatez do assento nos ministérios, acreditam ser a melhor solução para conjuntos de pessoas que nunca viram ou sentiram de perto.
Nesta perspectiva, directa ou indirectamente, a Esquerda interfere na liberdade individual responsável e intromete-se por essa razão no campo privado diminuindo a capacidade individual de tomada de decisão.
4- Distingo 3 esferas de interesses e acção na vida do individuo em sociedade: pública, privada e íntima. No ponto anterior julgo que distingui as 2 primeiras; a esfera intima tem a ver com a campo da vida do individuo cujo exercício e acção não respeita a bens públicos e que na sua execução não interefere ou colide com a esfera intima de outros cidadãos.
5- Devo notar, todavia, que há cores de carros que me chocam e deveriam ser proibidas...esta é a única concessão que faço à interferÊncia do Estado na vida intima.
Melhores cumprimentos e muito obrigado
1-Em primeiro lugar agradeço todos estes simpáticos e "challenging comments". Com efeito há uma imprecisão relativamente ao processo espanhol e dou desde já a mão à palmatória no que se refere à AP. O CDS já não existe e a UCD fundiu-se de facto com a AP para dar origem ao PP.
2-E embora estes elementos necessitem sempre de precisão, aquilo que pretendi salientar com aquela nota foi a necessidade de credibilizar a direita portuguesa mediante um reposicionamento das suas propostas políticas ...algo que pode passar por um abandono dos actuais projectos partidários.
3- Relativamente à referência à intromissão do Estado na vida privada, começa desde logo pela descrença profunda da Esquerda nas iniciativas individuais e da necessidade da sua regulação pedagógica ou centralista a pretexto do bem comum. Ora eu não sei o que é o bem comum! E julgo que Rousseau, o inventor da designação, também não o sabia; para mim existem decisões que são tomadas pelos individuos sob o pano de undo de regras e normas de um certo modelo institucional que necessariamente tem de ser cumprido (já que é resultante da sua-modelo- adequação à resolução dos problemas enfrentados por aquela comunidade política).
Apresentemos o caso da Educação , área que ne é sensível: porque razão é que o Estado pensa melhor que a família? Acreditando que a educação das novas gerações é um bem público que tem externalidades boas e positivas para o funcionamento global da comunidade e que por essa razão todos devem ter as mesmas oportunidades no respeito por uma situação de equidade, porque razão é que tem de ser o Estado a decidir que tipo de organização as escolas devem ter, que professores devem lá estar, que projecto educativo as escolas devem ter, para que escolas as crianças devem ir? Porque não pode o Estado cingir-se a definir objectivos gerais e a verificar o cumprimento deses objectivos?
Pergunto eu: será que o Estado, essa pessoa de bem, deve substituir-se à família neste tipo de escolhas? Será que as famílias e seus indivíduos constituintes são piores decisores sobre o futuro das suas crianças que o "Estado"? Hoje em dia, como todos aqueles que têm crianças a estudar no sistema público sabem , o futuro das crianças é uma das peças que menos conta na organização da estrutura educativa...antes delas estão os interesses dos professores (defesa de feudo e manutenção de situações de favor e de incompetência), das DRE, dos sindicatos, das câmaras etc., e só depois os das famílias e seus membros. Isto só é possível porque a situação actual gerida pelo Estado o permite. E é estranho que em Lisboa e no Porto as Escolas Primárias e Secundárias que melhor funcionam são aquelas em que as associações de pais estão mais activas e travam batalhas brutais para defender os interesses dos seus filhos e um modelo educativo preenchido por valores seguros e de respeito.
Estas mesmas considerações podem passar para outros sectores como sejam a saúde, os transportes, a segurança social, as infraestruturas etc..
Ora aquilo que nós sabemos é que a Esquerda discorda desta visão...mas a visão que a Esquerda professa retira capacidade de decisão (por diminuição do leque de escolhas) aos cidadãos, obrigando-os a seguir, na maioria das vezes, aquilo que outros, na pacatez do assento nos ministérios, acreditam ser a melhor solução para conjuntos de pessoas que nunca viram ou sentiram de perto.
Nesta perspectiva, directa ou indirectamente, a Esquerda interfere na liberdade individual responsável e intromete-se por essa razão no campo privado diminuindo a capacidade individual de tomada de decisão.
4- Distingo 3 esferas de interesses e acção na vida do individuo em sociedade: pública, privada e íntima. No ponto anterior julgo que distingui as 2 primeiras; a esfera intima tem a ver com a campo da vida do individuo cujo exercício e acção não respeita a bens públicos e que na sua execução não interefere ou colide com a esfera intima de outros cidadãos.
5- Devo notar, todavia, que há cores de carros que me chocam e deveriam ser proibidas...esta é a única concessão que faço à interferÊncia do Estado na vida intima.
Melhores cumprimentos e muito obrigado
21 fevereiro 2005
Notas soltas sobre a renovação de direita
I-Atendendo aos resultados das eleições de ontem é preciso considerar a necessidade de:
1-renovar e
2-revigorar e
3-rejuvenescer e
4-resubstanciar a direita portuguesa.
Os 4 R's são para mim uma essencialidade moral
II- Cada vez olho com mais interesse aquilo que se passou há uns anos na nossa vizinha Espanha, na qual o CDS, UCD e a AP se fundiram para dar origem ao PP.
III- A persistência aveztrunina de Santana Lopes em ficar à frente do PSD demonstra o egoísmo elevado à última potência. Qualquer análise, nem é necessário que ela seja racional, permite algumas conclusões: o PSD perdeu, com o 2º pior resultado de sempre; o PS ganhou com o melhor resultado de sempre; isso deve-se a um homem que tem nome e se chama Lopes.
IV- Santana Lopes fez mais pelo PS do que qualquer líder dos socialistas em 31 anos de democracia
V- Santana Lopes conseguiu destruir as possibilidades de nos próximos 4 anos Portugal poder ter um governo que acredita na livre iniciativa, na dignidade humana, e numa visão libertadora sobre o Estado e na sua não interferência em matérias que são do estrito desígnio e decisão do cidadão livre e responsável. Por causa da sua parolice política vamos ficar 4 anos sob afirmação socialista, em que vamos assitir ao paradigma centralista e colectivista assentar novamente arraiais no nosso país. Por causa de Santana Lopes vamos ver novamente o Estado a insinuar-se em todos os campos da vida pública e mesmo em alguns da vida privada. Vamos assistir ao retorno do fútil e inócuo diálogo e do mito da eterna negociação.
VI- Será que Santana Lopes não percebeu que o povo não gosta dele? Será que não percebe que ele não vai ter hipótese de ser eleito para mais nada neste país, porque o povo aprendeu o que é que ele de facto é e faz? Se a ambição é chegar à Presidência, será que o Lopes, se se vier a candidatar, não percebe que está a oferecer de mão beijada a Presidência ao Guterres ou ao Freitas ou a qualquer outro homem de esquerda? Será que ele não percebe que está a atrasar, se calhar irremediavelmente, a recuperação da direita portuguesa?
VII- Os estadistas preocupam-se com o futuro da sua comunidade política, numa visão que ultrapassa a sua geração, são institucionalistas e defendem isso mesmo. Santana Lopes não o é...é mesquinho, pequenino, interesseiro, sujo, rasteiro, egoísta e egocêntrico. A situação exigia dignidade e nobreza e desapego ao poder por "amor a Portugal" Em vez disso temos um ex-primeiro-ministro agarrado à corda, como um rato num navio a afundar-se em alto mar.
VIII- E a direita continua à espera do seu embuçado enquanto o montrengo voa 3 vezes à volta do leme.
Que Deus nos ajude
1-renovar e
2-revigorar e
3-rejuvenescer e
4-resubstanciar a direita portuguesa.
Os 4 R's são para mim uma essencialidade moral
II- Cada vez olho com mais interesse aquilo que se passou há uns anos na nossa vizinha Espanha, na qual o CDS, UCD e a AP se fundiram para dar origem ao PP.
III- A persistência aveztrunina de Santana Lopes em ficar à frente do PSD demonstra o egoísmo elevado à última potência. Qualquer análise, nem é necessário que ela seja racional, permite algumas conclusões: o PSD perdeu, com o 2º pior resultado de sempre; o PS ganhou com o melhor resultado de sempre; isso deve-se a um homem que tem nome e se chama Lopes.
IV- Santana Lopes fez mais pelo PS do que qualquer líder dos socialistas em 31 anos de democracia
V- Santana Lopes conseguiu destruir as possibilidades de nos próximos 4 anos Portugal poder ter um governo que acredita na livre iniciativa, na dignidade humana, e numa visão libertadora sobre o Estado e na sua não interferência em matérias que são do estrito desígnio e decisão do cidadão livre e responsável. Por causa da sua parolice política vamos ficar 4 anos sob afirmação socialista, em que vamos assitir ao paradigma centralista e colectivista assentar novamente arraiais no nosso país. Por causa de Santana Lopes vamos ver novamente o Estado a insinuar-se em todos os campos da vida pública e mesmo em alguns da vida privada. Vamos assistir ao retorno do fútil e inócuo diálogo e do mito da eterna negociação.
VI- Será que Santana Lopes não percebeu que o povo não gosta dele? Será que não percebe que ele não vai ter hipótese de ser eleito para mais nada neste país, porque o povo aprendeu o que é que ele de facto é e faz? Se a ambição é chegar à Presidência, será que o Lopes, se se vier a candidatar, não percebe que está a oferecer de mão beijada a Presidência ao Guterres ou ao Freitas ou a qualquer outro homem de esquerda? Será que ele não percebe que está a atrasar, se calhar irremediavelmente, a recuperação da direita portuguesa?
VII- Os estadistas preocupam-se com o futuro da sua comunidade política, numa visão que ultrapassa a sua geração, são institucionalistas e defendem isso mesmo. Santana Lopes não o é...é mesquinho, pequenino, interesseiro, sujo, rasteiro, egoísta e egocêntrico. A situação exigia dignidade e nobreza e desapego ao poder por "amor a Portugal" Em vez disso temos um ex-primeiro-ministro agarrado à corda, como um rato num navio a afundar-se em alto mar.
VIII- E a direita continua à espera do seu embuçado enquanto o montrengo voa 3 vezes à volta do leme.
Que Deus nos ajude
MPT e PPM
Mal vai Portugal quando as vitórias da direita são celebradas por um reles fadista e pelo ecologista.
Eu estava a brincar, don't go!
Paulo, amigo, eu estava a brincar.
Não tenho nada emprego para ti no Eleven!!! Muito menos no Colombo!!
Fica lá à frente do CDS! Dos dois derrotados tu és o que tem menos razão para sair. A sério que estava a brincar.
Se tu sais, vais entregar o partido a quem? Ao Pires de Lima?! Tem tanto jeito para a coisa como o Santana Lopes!! Ao Telmo Correia!? Ok é muito bom homem e então???
Deixa-te lá ficar com o Luís, com o António, com a Zezinha, com o Zé e o Narana.
Agora é que tens condições para refundar a direita portuguesa.
A tua posição foi muito nobre e digna, mas há alternativas sérias? O Luís, que estava muito abatido ontem, disse que não queria suceder-te...como é? Vais deixar a situação assim?
Não tenho nada emprego para ti no Eleven!!! Muito menos no Colombo!!
Fica lá à frente do CDS! Dos dois derrotados tu és o que tem menos razão para sair. A sério que estava a brincar.
Se tu sais, vais entregar o partido a quem? Ao Pires de Lima?! Tem tanto jeito para a coisa como o Santana Lopes!! Ao Telmo Correia!? Ok é muito bom homem e então???
Deixa-te lá ficar com o Luís, com o António, com a Zezinha, com o Zé e o Narana.
Agora é que tens condições para refundar a direita portuguesa.
A tua posição foi muito nobre e digna, mas há alternativas sérias? O Luís, que estava muito abatido ontem, disse que não queria suceder-te...como é? Vais deixar a situação assim?
18 fevereiro 2005
Adios...
Caros amigos (e inimigos),
regressei hoje a este cantinho e nem vou desfazer as malas. Aí vou eu outra vez para outras bandas bem mais acolhedoras.
Qual extraterrestre, aterrei hoje na Pátria e descubro que o povão está prestes a entregá-la à esquerda mais conservadora. Note-se que não há aqui a qualquer complexo anti-esquerda. Mas sim, anti-esquerda reaccionária. BE e PCP representam hoje as forças mais conservadoras da nossa sociedade; as mas avessas à mudança. E, fazendo fé nas sondagens, serão estes os partidos que mais saírão reforçados das eleições do próximo domingo, fazendo refém o pobre do Sócrates e o seu PS.
Cada povo tem aquilo que merece. E Portugal, mais uma vez, vai ter aquilo que deseja. Não culpem depois a Europa, o buraco do ozono, o Bush, a seca, a ovelha Dolly e o Mickey mouse quando os dados estatísticos continuarem a atestar o atraso nacional.
Deixo apenas uma questão: para além da liberalização das drogas e do aborto e do reforço do Estado, estes partidos têm um projecto para desenvolver o país?
Eu cá vou vender o meu peixe para o vizinho ao lado, que tem uma princesa bem gira. Portanto, passarei a escrever em castelhano – afinal a língua é a nossa Pátria.
Hasta la vista...
regressei hoje a este cantinho e nem vou desfazer as malas. Aí vou eu outra vez para outras bandas bem mais acolhedoras.
Qual extraterrestre, aterrei hoje na Pátria e descubro que o povão está prestes a entregá-la à esquerda mais conservadora. Note-se que não há aqui a qualquer complexo anti-esquerda. Mas sim, anti-esquerda reaccionária. BE e PCP representam hoje as forças mais conservadoras da nossa sociedade; as mas avessas à mudança. E, fazendo fé nas sondagens, serão estes os partidos que mais saírão reforçados das eleições do próximo domingo, fazendo refém o pobre do Sócrates e o seu PS.
Cada povo tem aquilo que merece. E Portugal, mais uma vez, vai ter aquilo que deseja. Não culpem depois a Europa, o buraco do ozono, o Bush, a seca, a ovelha Dolly e o Mickey mouse quando os dados estatísticos continuarem a atestar o atraso nacional.
Deixo apenas uma questão: para além da liberalização das drogas e do aborto e do reforço do Estado, estes partidos têm um projecto para desenvolver o país?
Eu cá vou vender o meu peixe para o vizinho ao lado, que tem uma princesa bem gira. Portanto, passarei a escrever em castelhano – afinal a língua é a nossa Pátria.
Hasta la vista...
Hora agá I
Está na hora.
1.
Hoje ouvi João Lobo Antunes, esse perigoso direitista, a falar pela primeira vez de política. Confesso admirador do homem e do escritor, ouvi com atenção.
Lobo Antunes dizia só isto. Nunca votou e vai votar. Pedia que todos votassem. E justificava mais ou menos assim: "Tirem esse senhor dali. Portugal merece melhor. O PSD merece melhor".
Duas reacções instantâneas: Lobo Antunes nunca votou?!; Desconfio que muita gente pensa o mesmo.
Ou seja, talvez Santana tenha razão. Desta vez a abstenção pode mesmo baixar.
2.
Ontem, por outro lado, vi e ouvi Medina Carreira, na Sic-Notícias. Foi a única voz consciente que ouvi durante toda a campanha.
Nestas eleições pode travar-se a catástrofe, mas não evitá-la. Portugal não tem capacidade de produção, está à beira de uma invasão chinesa para que não se soube preparar, o duelo euro/dólar não ajuda, está à beira de um precipício face ao envelhecimento da população.
O que dizem os partidos sobre o assunto: nada. Nem uma palavra. Alguém diz nos jornais de hoje que os portugueses estão, pela primeira vez, preparados para a verdade. Os partidos não. Sobra uma esperança: é que a campanha acabe de vez e o próximo Governo perceba o quadro quando pegar nos dossiers. Pode ser. Não sou crente.
1.
Hoje ouvi João Lobo Antunes, esse perigoso direitista, a falar pela primeira vez de política. Confesso admirador do homem e do escritor, ouvi com atenção.
Lobo Antunes dizia só isto. Nunca votou e vai votar. Pedia que todos votassem. E justificava mais ou menos assim: "Tirem esse senhor dali. Portugal merece melhor. O PSD merece melhor".
Duas reacções instantâneas: Lobo Antunes nunca votou?!; Desconfio que muita gente pensa o mesmo.
Ou seja, talvez Santana tenha razão. Desta vez a abstenção pode mesmo baixar.
2.
Ontem, por outro lado, vi e ouvi Medina Carreira, na Sic-Notícias. Foi a única voz consciente que ouvi durante toda a campanha.
Nestas eleições pode travar-se a catástrofe, mas não evitá-la. Portugal não tem capacidade de produção, está à beira de uma invasão chinesa para que não se soube preparar, o duelo euro/dólar não ajuda, está à beira de um precipício face ao envelhecimento da população.
O que dizem os partidos sobre o assunto: nada. Nem uma palavra. Alguém diz nos jornais de hoje que os portugueses estão, pela primeira vez, preparados para a verdade. Os partidos não. Sobra uma esperança: é que a campanha acabe de vez e o próximo Governo perceba o quadro quando pegar nos dossiers. Pode ser. Não sou crente.
Emprego pós-eleições 2
Vejo com potencial sucesso a passagem de Santana Lopes ao papel de "carpideira vitimista" da paróquia de Sto. Ildefonso
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