03 março 2005
Não sei porquê...
...tenho a ideia que muitos e bons jacobinos acham boa notícia a manchete de hoje do Público. Ou será impressão minha?
02 março 2005
O relativismo das analogias
1 - O Pedro Machado (PM) caíu num equívoco comum a todos os esquerdistas: ser de direita é ser fascista. Ou melhor, criticar o humor esquerdista e jacobino é defender a "polícia" dos bons "costumes".
Trinta anos depois do 25 Abril ainda muitos esquerdistas consideram que ser democrata é...ser...de...esquerda... Coitados. Necessitam de mais 30 anos para apreenderem os conceitos básicos da democracia representativa.
PM diz ainda que apelei à insurreição alheia. Errado, mais uma vez. Limitei-me a perguntar - colocando a interrogação a uma pessoa que conheço e considero no País Relativo - se concordava com o sentido de humor de PM. Constato que até hoje Pedro Adão e Silva permanece em silêncio. Se bem o conheço, deve estar incomodado com o humor jacobino do seu colega de blogue.
PM aconselha-me, porém, a olhar para dentro de casa, remetendo-me para um post do António Mira. Fico contente por PM ter ficado 60 minuto no Insubmisso a pesquisar. Fez bem. Pode ser , embora não acredite muito, que tenha aprendido alguma coisa.
António Mira tem um estilo. Eu tenho outro. São diferentes, graças a Deus. Se fossem iguais, o Insubmisso seria uma grande chatice. Aqui defendemos e promovemos a pluralidade. Lamento, mas não somos a favor a igualdade de pensamento.
Por muito que isso custe a PM, o Papa João Paulo II nunca defendeu a violência, como Yasser Arafat fez. O Papa não defendeu nem praticou a guerra contra os seus adversários. A Igreja não considera o terrorismo como uma solução para os problemas políticos, ao contrário da OLP liderada por Arafat.
Lamento que o ateísmo e o jacobinismo sejam tão cegos. Comparar o Papa a Arafat não lembra ao diabo! Quem defende a violência não pode esperar compaixão dos restantes seres humanos.
2 - PM resolveu gozar, de forma idiota, volto a repetir, com a doença de um homem que está a morrer. Teve a boa companhia do Nuno Sousa e do Rui Tavares do Barnabé. (Já agora, aconselho a PM uma pequena visita aos comentários que os leitores do Barnabé fizeram aos posts do NS e do RT. Constatará que os "polícias dos costumes" invadiram a esquerda)
O homem idoso em questão, por acaso, é Papa. Mas não é isso que está em questão. Sou católico, mas não me choca que crentes e não crentes brinquem e provoquem a Igreja. That´s not the point.
O humanismo mais básico, o respeito pela vida mais elementar, assenta, por exemplo, no respeito que uma pessoa moribunda deve merecer de todos os seres humanos razoáveis. Só os cobardes infringem esta regra da vida em sociedade. PM, tal como Nuno Sousa e Rui Tavares, parece ser um deles. LR
Trinta anos depois do 25 Abril ainda muitos esquerdistas consideram que ser democrata é...ser...de...esquerda... Coitados. Necessitam de mais 30 anos para apreenderem os conceitos básicos da democracia representativa.
PM diz ainda que apelei à insurreição alheia. Errado, mais uma vez. Limitei-me a perguntar - colocando a interrogação a uma pessoa que conheço e considero no País Relativo - se concordava com o sentido de humor de PM. Constato que até hoje Pedro Adão e Silva permanece em silêncio. Se bem o conheço, deve estar incomodado com o humor jacobino do seu colega de blogue.
PM aconselha-me, porém, a olhar para dentro de casa, remetendo-me para um post do António Mira. Fico contente por PM ter ficado 60 minuto no Insubmisso a pesquisar. Fez bem. Pode ser , embora não acredite muito, que tenha aprendido alguma coisa.
António Mira tem um estilo. Eu tenho outro. São diferentes, graças a Deus. Se fossem iguais, o Insubmisso seria uma grande chatice. Aqui defendemos e promovemos a pluralidade. Lamento, mas não somos a favor a igualdade de pensamento.
Por muito que isso custe a PM, o Papa João Paulo II nunca defendeu a violência, como Yasser Arafat fez. O Papa não defendeu nem praticou a guerra contra os seus adversários. A Igreja não considera o terrorismo como uma solução para os problemas políticos, ao contrário da OLP liderada por Arafat.
Lamento que o ateísmo e o jacobinismo sejam tão cegos. Comparar o Papa a Arafat não lembra ao diabo! Quem defende a violência não pode esperar compaixão dos restantes seres humanos.
2 - PM resolveu gozar, de forma idiota, volto a repetir, com a doença de um homem que está a morrer. Teve a boa companhia do Nuno Sousa e do Rui Tavares do Barnabé. (Já agora, aconselho a PM uma pequena visita aos comentários que os leitores do Barnabé fizeram aos posts do NS e do RT. Constatará que os "polícias dos costumes" invadiram a esquerda)
O homem idoso em questão, por acaso, é Papa. Mas não é isso que está em questão. Sou católico, mas não me choca que crentes e não crentes brinquem e provoquem a Igreja. That´s not the point.
O humanismo mais básico, o respeito pela vida mais elementar, assenta, por exemplo, no respeito que uma pessoa moribunda deve merecer de todos os seres humanos razoáveis. Só os cobardes infringem esta regra da vida em sociedade. PM, tal como Nuno Sousa e Rui Tavares, parece ser um deles. LR
“Coçadores de Tomates” (ou “O Lastro que Afunda o Barco”)
Existem por todo o lado. Das micro às macro estruturas eles estão sempre lá. Tomando como exemplo conceptual a ideia do nosso velho amigo de que podíamos ser uma jangada de pedra, seria o lastro que mais cedo ou mais tarde nos levaria ao fundo do mar, arrastando com ele toda a tripulação que se esforça para manter a mesma jangada à tona de água.
Já tive contacto com alguns e ouvi histórias de outros tantos. Sim, falo deles, de vós ó miseráveis coçadores de tomates que povoam as empresas, os governos as câmaras municipais ou qualquer outra estrutura (des)oraginazada em Portugal. São pessoas (estou a ser simpático em não classificá-los meramente como filhos da puta) que algures no tempo asseguraram um lugar ao sol, digo um farto ordenado muito acima da média e que a dada altura das suas vidas resolveram não fazer mais a ponta de um corno.
Assisti recentemente a um caso numa empresa onde trabalhei em que foram despedidos cinco funcionários numa estratégia de contenção de despesas. Cada um desses miseráveis (no entanto honrados, pois faziam render mais do dobro de cada cêntimo que lhe era pago) ganhava pouco mais de quinhentos euros por mês. No entanto três outros elementos foram poupados, sendo que cada um ganha à volta de três mil (!!!) euros por mês, desempenhando funções tecnicamente extintas pela mesma empresa há mais de um ano. No fundo o seu trabalho consistia em roçar o cu numas cadeiras com umas folhas A4 numa mão e uma caneta bic na outra. No fim do dia parece que quanto mais cadeiras tivessem sido aquecidas pelos seus cus e mais folhas A4 fossem passeadas pelos corredores, mais justificavam os brilhantes ordenados.
Exímios na arte da graxa, provavelmente alguns na do broche, têm como grande vantagem inata a fabulosa capacidade de dissimular o seu dolce fare niente, tornando-o facilmente invisível devido à grande incompetência com que são dirigidas as estruturas ou “barcos” que refiro desde o início. É-lhes muito fácil perceber quem são os otários que os rodeiam e manipulá-los directa ou indirectamente a seu favor. São uns queridos para a chefia (embora muita da chefia faça parte do clube, o que facilita as coisas) e normalmente uns cabrões inqualificáveis para aqueles que lhes ficam por baixo. Mais tarde ou mais cedo, adquirem uma postura de arrogantes donos do mundo, que é evidente quer na estrada, onde conduzem ferozmente os seus bólides com combustível financiado pela empresa, quer num restaurante, onde descem pelo lado boçal das atitudes noveau riche ou ainda nas discotecas, onde partem do principio que as mulheres são todas umas putas e conseguem sentir o cheiro das suas gordas contas bancárias.
É a todos eles (e elas, mas torna-se muito complicado classificá-las porque não têm tomates e isso deixa-me louco de raiva porque não sei o que lhes hei-de chamar) que dedico este texto, sendo que para mim, o que se devia fazer era cortar-lhes os tomates em cima de uns palanques na Praça do Comércio e vende-los aos espanhóis ou quaisquer outros grandes exportadores de carne do porco pelo preço que os mesmos custaram ao nosso país.
E atenção, isto sou eu só a aquecer!
Anarcatólico.
Já tive contacto com alguns e ouvi histórias de outros tantos. Sim, falo deles, de vós ó miseráveis coçadores de tomates que povoam as empresas, os governos as câmaras municipais ou qualquer outra estrutura (des)oraginazada em Portugal. São pessoas (estou a ser simpático em não classificá-los meramente como filhos da puta) que algures no tempo asseguraram um lugar ao sol, digo um farto ordenado muito acima da média e que a dada altura das suas vidas resolveram não fazer mais a ponta de um corno.
Assisti recentemente a um caso numa empresa onde trabalhei em que foram despedidos cinco funcionários numa estratégia de contenção de despesas. Cada um desses miseráveis (no entanto honrados, pois faziam render mais do dobro de cada cêntimo que lhe era pago) ganhava pouco mais de quinhentos euros por mês. No entanto três outros elementos foram poupados, sendo que cada um ganha à volta de três mil (!!!) euros por mês, desempenhando funções tecnicamente extintas pela mesma empresa há mais de um ano. No fundo o seu trabalho consistia em roçar o cu numas cadeiras com umas folhas A4 numa mão e uma caneta bic na outra. No fim do dia parece que quanto mais cadeiras tivessem sido aquecidas pelos seus cus e mais folhas A4 fossem passeadas pelos corredores, mais justificavam os brilhantes ordenados.
Exímios na arte da graxa, provavelmente alguns na do broche, têm como grande vantagem inata a fabulosa capacidade de dissimular o seu dolce fare niente, tornando-o facilmente invisível devido à grande incompetência com que são dirigidas as estruturas ou “barcos” que refiro desde o início. É-lhes muito fácil perceber quem são os otários que os rodeiam e manipulá-los directa ou indirectamente a seu favor. São uns queridos para a chefia (embora muita da chefia faça parte do clube, o que facilita as coisas) e normalmente uns cabrões inqualificáveis para aqueles que lhes ficam por baixo. Mais tarde ou mais cedo, adquirem uma postura de arrogantes donos do mundo, que é evidente quer na estrada, onde conduzem ferozmente os seus bólides com combustível financiado pela empresa, quer num restaurante, onde descem pelo lado boçal das atitudes noveau riche ou ainda nas discotecas, onde partem do principio que as mulheres são todas umas putas e conseguem sentir o cheiro das suas gordas contas bancárias.
É a todos eles (e elas, mas torna-se muito complicado classificá-las porque não têm tomates e isso deixa-me louco de raiva porque não sei o que lhes hei-de chamar) que dedico este texto, sendo que para mim, o que se devia fazer era cortar-lhes os tomates em cima de uns palanques na Praça do Comércio e vende-los aos espanhóis ou quaisquer outros grandes exportadores de carne do porco pelo preço que os mesmos custaram ao nosso país.
E atenção, isto sou eu só a aquecer!
Anarcatólico.
Acabou-se a festança?
Diz hoje o Jornal de Negócios que, afinal, a Dona Constança acabou com a festança. Exacto: que António Vitorino não quer ir para o Governo, trocando-o por uma firma de advogados, e até já o decidiu “há muito tempo”.
A ser verdade - repito, a ser verdade - o dr. Vitorino merece desde logo um primeiro trabalho, no seu novo emprego: defender a Dona Constança de um processo público por publicidade enganosa.
É que a mesma Dona Constança andou pelo país, durante dois meses inteirinhos a dizer que era coordenadora do programa eleitoral do PS, a dizer que a sua entrada no Governo dependia do secretário-geral do partido, a receber, sem sinais de recusa, apelos veementes de Mário Soares para aceitar o desafio, até a encabeçar uma lista do PS, em Setúbal. Para mais, a Dona Constança, avisada e conselheira que é, até explicou que o Governo não seria feito na comunicação social. “Habituem-se”, disse.
Então, dois meses depois de deixar os portugueses na expectativa do seu regresso, a Dona Constança abandona a festança? Aguardemos, então, pelas decisões. É que, até aqui, o silêncio de Sócrates está a revelar-se sábio. Esperemos que não seja por uma má razão.
P.S. Eu, que nada tenho de simpatizante de Santana Lopes, estranho a diferença de tratamento entre o ainda líder do PSD e o próximo primeiro-ministro. Não é que, esta manhã, as rádios ignoraram esta notícia? Até mesmo a Sic-Notícias, que ontem à meia-noite adiantava a notícia em primeira mão? Fosse com Santana Lopes e o arraso seria generalizado. Isso é certo.
A ser verdade - repito, a ser verdade - o dr. Vitorino merece desde logo um primeiro trabalho, no seu novo emprego: defender a Dona Constança de um processo público por publicidade enganosa.
É que a mesma Dona Constança andou pelo país, durante dois meses inteirinhos a dizer que era coordenadora do programa eleitoral do PS, a dizer que a sua entrada no Governo dependia do secretário-geral do partido, a receber, sem sinais de recusa, apelos veementes de Mário Soares para aceitar o desafio, até a encabeçar uma lista do PS, em Setúbal. Para mais, a Dona Constança, avisada e conselheira que é, até explicou que o Governo não seria feito na comunicação social. “Habituem-se”, disse.
Então, dois meses depois de deixar os portugueses na expectativa do seu regresso, a Dona Constança abandona a festança? Aguardemos, então, pelas decisões. É que, até aqui, o silêncio de Sócrates está a revelar-se sábio. Esperemos que não seja por uma má razão.
P.S. Eu, que nada tenho de simpatizante de Santana Lopes, estranho a diferença de tratamento entre o ainda líder do PSD e o próximo primeiro-ministro. Não é que, esta manhã, as rádios ignoraram esta notícia? Até mesmo a Sic-Notícias, que ontem à meia-noite adiantava a notícia em primeira mão? Fosse com Santana Lopes e o arraso seria generalizado. Isso é certo.
01 março 2005
Outro jacobino idiota
Hoje é o dia do jacobinismo. Depois do PM - M é de "Machado" e não de "Martins", como erradamente escrevi - do País Relativo, seguiu-se Nuno Sousa do Barnabé. Esta é a piada: "O Papa já bebe sozinho por uma palhinha. Os médicos estão em crer que, a partir de amanhã, poderá começar a gatinhar sem amparo alheio. Aguardamos ansiosos". Uau!!! Palmas, muitas palmas para o sucessor do Jerry Seinfield! Onde estão os produtores da SIC Radical para descobrirem este novo talento do humor português?
Ao menos, o rapazinho Sousa é intelectualmente mais honesto. Diz ele que não gosta da personagem do Papa. Porquê? Porque "a sua acção não tem sido de molde a facilitar a vida a milhares de miseráveis por esse mundo fora, em países sub-desenvolvidos onde a Sida e outras misérias, desde logo a económica, não se podem combater com doutrinas que rejeitam e condenam o uso do preservativo, por exemplo." Boa!
Sabem que mais? Acho que a Durex e a Control deviam encher África de fábricas de latex. O desenvolvimento económico africano agradece.
Mas o Sousa não deseja mal ao Papa. Pelo contrário. Apesar de ser o principal responsável pela propagação da SIDA, até deseja que o senhor melhore. Ainda bem! Já tem entrada directa no reino do Céu! Os seus pais suspiraram de alivio pela sua alma!
A debilidade física do Papa, conclui o barnabé de serviço, não deve ser explorada. Isso é que repugna o nosso rapazinho...
Para compor o ramalhete, o Tavares respondeu assim aos ínumeros protestos dos leitores do Barnabé: "Calma, pessoal! Não há nada para ver – são só os nossos talibãs. Gostam de apedrejar, como os pagãos a São Barnabé". Viva o Barnabé! Programa de televisão, já! LR
Ao menos, o rapazinho Sousa é intelectualmente mais honesto. Diz ele que não gosta da personagem do Papa. Porquê? Porque "a sua acção não tem sido de molde a facilitar a vida a milhares de miseráveis por esse mundo fora, em países sub-desenvolvidos onde a Sida e outras misérias, desde logo a económica, não se podem combater com doutrinas que rejeitam e condenam o uso do preservativo, por exemplo." Boa!
Sabem que mais? Acho que a Durex e a Control deviam encher África de fábricas de latex. O desenvolvimento económico africano agradece.
Mas o Sousa não deseja mal ao Papa. Pelo contrário. Apesar de ser o principal responsável pela propagação da SIDA, até deseja que o senhor melhore. Ainda bem! Já tem entrada directa no reino do Céu! Os seus pais suspiraram de alivio pela sua alma!
A debilidade física do Papa, conclui o barnabé de serviço, não deve ser explorada. Isso é que repugna o nosso rapazinho...
Para compor o ramalhete, o Tavares respondeu assim aos ínumeros protestos dos leitores do Barnabé: "Calma, pessoal! Não há nada para ver – são só os nossos talibãs. Gostam de apedrejar, como os pagãos a São Barnabé". Viva o Barnabé! Programa de televisão, já! LR
Um jacobino idiota
Um palerma chamado Pedro Martins (PM) resolveu "abrir" a sua inexistente veia humoristica para gozar com a situação clínica do Papa João Paulo II: "Ainda há esperança para a reprodução""O Vaticano já defende a respiração assistida". Gostaria de saber se PM aprovaria alarvidades sobre a doença de algum familiar seu?
Como PM pertence a um blogue habitado por pessoas intelectualmente respeitáveis como Pedro Adão e Silva ou Mark Kirby, interrogo-me sobre o silêncio dos restantes bloguer's do pais relativo. Porque razão a esquerda ética, deontologicamente perfeita e herdeira directa do homem idealizado por Rosseau fica calada? Porquê?
O humanismo não é classificável ideologicamente. É uma obrigação do ser humano, mesmo jacobinos, em determinadas situações. Como esta. LR
Como PM pertence a um blogue habitado por pessoas intelectualmente respeitáveis como Pedro Adão e Silva ou Mark Kirby, interrogo-me sobre o silêncio dos restantes bloguer's do pais relativo. Porque razão a esquerda ética, deontologicamente perfeita e herdeira directa do homem idealizado por Rosseau fica calada? Porquê?
O humanismo não é classificável ideologicamente. É uma obrigação do ser humano, mesmo jacobinos, em determinadas situações. Como esta. LR
28 fevereiro 2005
O prémio da masturbação
Poucos repararam, mas este camarada foi a semana passada citado na revista "Visão". Com todo o mérito, diga-se de passagem. O "Canil" está a transformar-se num bogue de referência. Mas não chato. Optou pela masturbação e está recolher os louros. LR
O Iberista está a dormir II
Bruno, importas-te de (re)escrever o teu último post na tua lingua materna: o castelhano?
Infelizmente, não consigo publicar a foto do iberista ideal. Fica para mais tarde. LR
Infelizmente, não consigo publicar a foto do iberista ideal. Fica para mais tarde. LR
Os iberistas não dormem II
Também eu fiquei contente pela vitória do Mourinho. Aliás, sou um fã do Mourinho desde os tempos do FCP. Mas sou um fã do Mourinho porque ele é um dos melhores do mundo na sua profissão, tal como Capelo ou Luxemburgo, e não por ser português.
Quanto à vitória sobre o treinador espanhol do Liverpool, não lhe dou especial relevância, nem acho que o espírito nacional deva ficar mais "inchado" por isso. Afinal, não foi só Mourinho, Tiago, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira que ganharam ao Liverpool. Foram eles, mais os muitos milhões do russo Abramovic, o francês Makelele, o inglês Lampard, o guarda-redes checo, o Kezman... Ou seja, foi o resto do mundo contra o coitado do Benitez. Que rica vitória para Portugal...
P.S. - Quanto à temática do iberismo, do ponto de vista político, voltarei mais tarde.
Quanto à vitória sobre o treinador espanhol do Liverpool, não lhe dou especial relevância, nem acho que o espírito nacional deva ficar mais "inchado" por isso. Afinal, não foi só Mourinho, Tiago, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira que ganharam ao Liverpool. Foram eles, mais os muitos milhões do russo Abramovic, o francês Makelele, o inglês Lampard, o guarda-redes checo, o Kezman... Ou seja, foi o resto do mundo contra o coitado do Benitez. Que rica vitória para Portugal...
P.S. - Quanto à temática do iberismo, do ponto de vista político, voltarei mais tarde.
Moedas passadas não movem moínhos
Lê-se e não se acredita. Diz Guilherme Silva, na Capital de ontem, para atestar da competência de Santana Lopes à frente do Governo cessante: “Álvaro Barreto várias vezes me disse: «Estou absolutamente espantado, porque ele vai para os conselhos de ministros muito bem preparado»”.
Absolutamente espantado?! Afinal, o que foi Álvaro Barreto fazer para o Governo? Quando aceitou o convite de Santana Lopes, o que esperava dos conselhos de ministros?
O espanto do ainda ministro deixa-nos de boca aberta. A moeda má está aí, para quem não queria acreditar. Bem dizia Pacheco Pereira: quem nasceu para lagartixa, nunca chega a Jacaré.
Resta ao PSD um cenário inteiramente novo. Serão quatro anos na oposição, perante uma maioria absoluta que não poderá travar. Quatro anos são, no fundo, uma oportunidade para uma nova moeda.
Primeiro, dão a tranquilidade necessária para uma mudança total. Parte daí a sua credibilização. Segundo, permite olhar para a governação de Sócrates com a calma de quem não quer governar já amanhã – o que é ponto de partida para a afirmação de um projecto sério. Terceiro, dá tempo à moeda boa para aparecer, não tanto na liderança, mas entre os que a irão seguir.
Se olharmos atentamente para o passado, foi assim que a direita criou os seus projectos mais sólidos das últimas décadas na Europa: em Inglaterra, com Margaret Thatcher; e em Espanha, com José Maria Aznar. É tempo de Portugal seguir os melhores. E de se esquecer a moeda má. É que moedas passadas não movem moínhos.
Absolutamente espantado?! Afinal, o que foi Álvaro Barreto fazer para o Governo? Quando aceitou o convite de Santana Lopes, o que esperava dos conselhos de ministros?
O espanto do ainda ministro deixa-nos de boca aberta. A moeda má está aí, para quem não queria acreditar. Bem dizia Pacheco Pereira: quem nasceu para lagartixa, nunca chega a Jacaré.
Resta ao PSD um cenário inteiramente novo. Serão quatro anos na oposição, perante uma maioria absoluta que não poderá travar. Quatro anos são, no fundo, uma oportunidade para uma nova moeda.
Primeiro, dão a tranquilidade necessária para uma mudança total. Parte daí a sua credibilização. Segundo, permite olhar para a governação de Sócrates com a calma de quem não quer governar já amanhã – o que é ponto de partida para a afirmação de um projecto sério. Terceiro, dá tempo à moeda boa para aparecer, não tanto na liderança, mas entre os que a irão seguir.
Se olharmos atentamente para o passado, foi assim que a direita criou os seus projectos mais sólidos das últimas décadas na Europa: em Inglaterra, com Margaret Thatcher; e em Espanha, com José Maria Aznar. É tempo de Portugal seguir os melhores. E de se esquecer a moeda má. É que moedas passadas não movem moínhos.
O iberista não dorme
O Luís anda em provocações. Vou espantá-lo ao dizer que senti exactamente o mesmo que ele quando Mourinho venceu ontem o seu primeiro título em Inglaterra.
É português, sim senhor. Tenho orgulho, pois claro. Mas não porque Mourinho é um treinador português. Só e apenas porque é português e profissional. Gosto de nos ver ganhar, mas o orgulho só vem quando é merecido. É o caso.
P.S. Giro giro, para o nosso orgulho luso, é ver que o Benfica e o Sporting, nossos clubes, deixaram fugir o melhor do mundo para o Porto e, depois, para Inglaterra. Não há nada, infelizmente, mais português. Que Mourinho sirva de exemplo.
É português, sim senhor. Tenho orgulho, pois claro. Mas não porque Mourinho é um treinador português. Só e apenas porque é português e profissional. Gosto de nos ver ganhar, mas o orgulho só vem quando é merecido. É o caso.
P.S. Giro giro, para o nosso orgulho luso, é ver que o Benfica e o Sporting, nossos clubes, deixaram fugir o melhor do mundo para o Porto e, depois, para Inglaterra. Não há nada, infelizmente, mais português. Que Mourinho sirva de exemplo.
O iberista está a dormir
17 horas após a publicação do post "Inspirations", o Insubmisso castelhano ainda não respondeu. Deve estar a consultar o dicionário português-espanhol. Ou então, como é habitual, já se arrependeu de mais uma precipitação.
Bruno, se te sentires sozinho no Mundo, liga a este teu camarada. LR
Bruno, se te sentires sozinho no Mundo, liga a este teu camarada. LR
27 fevereiro 2005
Inspiration
José Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Tiago ganharam a Taça da Liga Inglesa a Rafael Benitez, Luís Garcia e Munoz. O Chelsea ganhou ao Liverpool por 3-2. Uma equipa inglesa dirigida por um português ganhou a outra equipa inglesa dirigida por um espanhol. O país do lado não tem o exclusivo do sucesso, ao contrário do que o nosso pessimismo cultural impõe como pensamento dominante.
Em tempos de crise, os bons exemplos, mesmo que desportivos, devem servir de inspiração para a recuperação da auto-estima e para fazer mais e melhor. LR
Em tempos de crise, os bons exemplos, mesmo que desportivos, devem servir de inspiração para a recuperação da auto-estima e para fazer mais e melhor. LR
Um pequeno conselho
No seu programa eleitoral, os socialistas comprometeram-se a triplicar o esforço privado em Investigação & Desenvolvimento empresarial, a triplicar o número de patentes registadas e a criarem uma “via verde” na Administração Pública para este tipo de firmas, ao mesmo tempo que querem agilizar a legislação que regula a criação de empresas. Tudo muito bem.
Deixo um pequeno conselho: começem pelo Instituto de
Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A pedido de um familiar informei-me acerca da documentação necessária para o registo de uma marca. Visitei o site do INPI e constatei um facto curioso. Sabem quanto tempo demora aquele órgão do Estado a responder a um pedido de registo? 1 ANO! Ou seja, para responder se aceita ou recusa determinado pedido de registo, o INPI necessita de 12 MESES! Ao fim de 365 DIAS (?!) o INPI pode constatar que a marca que o requerente quer registar, afinal, já existe. Fantástico!
É certo que alguns departamentos tradicionais da Administração Pública melhoraram muito nos últimos anos – em Lisboa, por exemplo, o Registo Cívil unificado no mesmo edificio na Av. Fontes Pereira de Melo é um excelente exemplo de atendimento rápido e eficaz –, mas a maioria necessita de uma autêntica revolução. De mentalidade, de profissionalismo e de métodos de trabalho. Essa é das maiores ajudas que o Estado pode dar no aumento da competitividade e da produtividade da economia. Essa é que é a reforma das reformas.
Veremos se os socialistas serão capazes de cumprir a promessa de apenas admitir um funcionário por cada dois que se reformem.
Se ao fim de 4 anos, a reforma da Administração Pública ficar apenas pela criação de um cartão único e de alguns balcões em Lisboa e no Porto para empresas – como no tempo de Guterres se ficou só pela criação de uma loja do cidadão em Lisboa e outra no Porto – o PS terá falhado numa área em que é quase tão conservador como o PCP e o Bloco. LR
Deixo um pequeno conselho: começem pelo Instituto de
Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A pedido de um familiar informei-me acerca da documentação necessária para o registo de uma marca. Visitei o site do INPI e constatei um facto curioso. Sabem quanto tempo demora aquele órgão do Estado a responder a um pedido de registo? 1 ANO! Ou seja, para responder se aceita ou recusa determinado pedido de registo, o INPI necessita de 12 MESES! Ao fim de 365 DIAS (?!) o INPI pode constatar que a marca que o requerente quer registar, afinal, já existe. Fantástico!
É certo que alguns departamentos tradicionais da Administração Pública melhoraram muito nos últimos anos – em Lisboa, por exemplo, o Registo Cívil unificado no mesmo edificio na Av. Fontes Pereira de Melo é um excelente exemplo de atendimento rápido e eficaz –, mas a maioria necessita de uma autêntica revolução. De mentalidade, de profissionalismo e de métodos de trabalho. Essa é das maiores ajudas que o Estado pode dar no aumento da competitividade e da produtividade da economia. Essa é que é a reforma das reformas.
Veremos se os socialistas serão capazes de cumprir a promessa de apenas admitir um funcionário por cada dois que se reformem.
Se ao fim de 4 anos, a reforma da Administração Pública ficar apenas pela criação de um cartão único e de alguns balcões em Lisboa e no Porto para empresas – como no tempo de Guterres se ficou só pela criação de uma loja do cidadão em Lisboa e outra no Porto – o PS terá falhado numa área em que é quase tão conservador como o PCP e o Bloco. LR
Reforço de peso
Hoje é dia de estreia de mais um Insubmisso. É um homem da imagem que também domina as letras. Tem como missão profissional demonstrar que a cultura não deve e não pode ter a subsidiodependência como sistema. É uma das melhores cabeças que conheço na minha geração. É um reforço de peso e uma lufada de ar fresco para o nosso grupo excessivamente politizado. Seja bem-vindo. LR
Falam falam, falam falam, falam falam pá, e eu não os vejo a fazer nada!
Tem sido a frase motriz do riso nacional nos últimos tempos. E porquê? Não, não é porque o R.A.P. é muito engraçado e faz aquilo (o sketch) muito bem. Nem é porque o original foi dito pelo igualmente cómico Marco do Big Brother, porque disso ninguém se lembrava até há umas semanas atrás. Nada disso. O grande impacto desta frase junto das massas, reside no facto de se tratar do resumo mais eficaz e conciso do espírito nacional e que nos toca a todos. No nosso subconsciente é como uma descarga, uma espécie de catarse. Cada vez que a dizemos no fundo estamos a dizer é: Também eu falo falo, falo falo, falo falo e não faço um cacete! É o retrato do país em formato de crachá, em estampa de t-shirt. Indo um pouco mais longe será uma reminiscência Gil Vicentina do belo gozar de nós próprios para nos analisarmos melhor, sem medo. Sim, porque qualquer pessoa honesta o suficiente consigo própria sabe que encarar a verdade produz em todos nós um inegável, congelante e monstruoso medo. Não sei se as gerações vivas irão a tempo de beneficiar dos efeitos desta catarse nacional em que conseguimos (pelo menos no nosso inconsciente) assumir aquilo que somos e perceber que assim não vamos a lado nenhum. Mas pode ser que no futuro os nossos descendentes olhem para este princípio de milénio e já não percebam porque é que se achava tanta graça ao marasmo e à inépcia neste país!
Anarcatólico
Anarcatólico
25 fevereiro 2005
Marques Mendes
...deu ontem uma entrevista coerente e bem estruturada.
A bem da verdade, Mendes não anda aos zig-zags e faz tudo de forma expectável.
Isso é bom.
P.S. Gostava sinceramente que quem não gosta de ler estes posts que simplesmente não viesse ao Insubmisso. É que aqui gostamos de ser sinceros, honestos e educados. Obrigado
A bem da verdade, Mendes não anda aos zig-zags e faz tudo de forma expectável.
Isso é bom.
P.S. Gostava sinceramente que quem não gosta de ler estes posts que simplesmente não viesse ao Insubmisso. É que aqui gostamos de ser sinceros, honestos e educados. Obrigado
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