08 março 2005

As Farpas

(Para demonstrar que Portugal não mudou assim tanto depois de três revoluções e passados pouco menos de 134 anos, nada como ler ou reler "As Farpas" de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão)

"Quando a opinião, tão geral, diz que um país está perdido dentro de um sistema, coloca-se por essa mesma confissão fora do sistema e deseja, por uma propaganda nova, uma restauração social.
Sejamos lógicos. As Farpas não são o legitimismo, nem a República, nem o constitucionalismo, nem o sebastianismo. Desejam simplesmente ser a lógica e ser o bom senso"

Assim veremos nos próximos dias. LR

Marretas, uma ova!

Estes caramelos ganharam este prémio para melhor blogue colectivo. Nunca tinha visitado os marretas. Entrei e gostei. Até que enfim que alguém merece o prémio ganho. Que continuem a marretar em grande e com força! LR

Porque hoje é Dia da Mulher

Detesto o dia da mulher. Mas adoraria saber quem o decretou. Não compreendo porque é que “nós” temos direito a um dia no ano, quando os homens têm os restantes 364. Para me lembrarem disso, desde manhã que estou a receber mails desejando-me um dia feliz. Porquê? O que é que esperam que responda? Não passa de hipocrisia. Apesar de terem ganho peso e responsabilidade nos últimos anos, as mulheres continuam afastadas de lugares de chefia. Há algumas na política, poucas à frente de grandes empresas, raras na esfera do poder, em instituições como o Tribunal Constitucional, o Supremo ou até o Conselho de Estado. O dia 8 de Março serve apenas para a condecoração de umas quantas e para o anúncio de medidas que, dizem, promovem a igualdade e a não discriminação. Amanhã já ninguém se lembra.

O Insubmisso continua a crescer

Depois da contratação de Anarcatólico, segue-se mais um reforço de peso: Maria João Babo. Mulher de armas e de esquerda, tripeira e portista, a MJB vai fazer sucesso com a sua insubmissão delicada, mas nem por isso menos afirmativa. Em nome da pluralidade, esperam-se muitas polémicas. Especialmente com os outros insubmissos.
Seja bem-vinda! LR

As condecorações

Eleito o Governo, apresentados os ministros, o Presidente da República resolveu condecorar uma série de mulheres.

Alguns exemplos:
. Judite de Sousa
. Luísa Mesquita
. Teresa Alegre Portugal
. Isabel Mota

Não desfazendo as senhoras e o senhor Presidente, gostava de perceber o critério das condecorações em causa. E, já agora, perceber porque se esqueceram da dra. Fátima Felgueiras.

Esperam-se agora as condecorações para os dias do Homem.
Uma previsão: Cruz Silva, Santana Lopes, Guilherme Silva, Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso. Que tal?

Breves notas sobre o Governo da Nação

1. É cedo para fazer uma avaliação do Governo. É preciso deixar os novos ministros lerem as pastas, tomar as primeiras decisões e revelarem prioridades de actuação antes de se poder emitir uma opinião ajuizada.

2. Ainda assim, o novo ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, parece ter furado esta lógica de bom senso. Este economista, com um currículo académico assinalável, começou a emitir opiniões públicas sobre aquilo que pensa fazer ainda antes de tomar posse e de conhecer o estado real das finanças públicas.
Afinal, uma das primeiras medidas anunciadas pelos socialistas – e prevista no programa eleitoral – passa precisamente por pedir a Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, que lidere nova comissão de peritos para auditar as contas públicas e apurar o verdadeiro desequilíbrio orçamental. Esperar pelo apuramento da dimensão real do problema antes de revelar uma possível estratégia para o resolver seria uma prova de bom senso político.

3. Pior. Conseguiu desde logo negar o cumprimento de uma das promessas eleitorais do novo primeiro-ministro – não aumentar os impostos. Deixo duas questões. Será que Luís Campos e Cunha terá a arte política suficiente para aguentar quatro anos à frente das problemáticas finanças públicas nacionais? E será que terá a força política suficiente para dizer "não" aos seus colegas de Governo e fortes figuras do aparelho socialista quando estes pedirem mais dinheiro para brilharem nas suas áreas? Deus queira que sim, a bem das contas do Estado.

07 março 2005

E os jornalistas?

Vi o link no "Insurgente". Lembrei-me duma enorme discussão que tive com o Bruno na semana passada a propósito do escrutinio dos jornalistas. Quem escrutina os jornalistas? Uma das respostas possíveis é esta. LR

05 março 2005

Introdução ao Governo I

1. José Sócrates apresentou o seu Governo rapidamente e após segredo total. Pode ser bom.
2. José Sócrates apresentou um Governo menos ambicioso do que a maioria absoluta lhe permitiria. Pode ser mau, pode ser bom.
3. José Sócrates já começou a ser criticado pelo BE e PCP. Pode ser bom.
4. José Sócrates foi buscar Freitas do Amaral. É mau para o próprio. Poderia ser bom para o PM, não fosse o caso de o senhor ter à sua frente quatro anos de relações institucionais com o Governo "ditatorial" (palavras do próprio) dos EUA. Assim sendo, é mau.
5. José Sócrates apresentou um Governo entre o centro e a esquerda. Fez equilíbrios que podem ser importantes para manter a paz na ala esquerda do PS, bem representada na AR. Pode ser bom, pode ser mau.
6. Logo se vê. Seja de centro, direita, esquerda, cima ou baixo, qualquer português deve hoje dizer pouco mais que isto: que tenha sorte e juízo. E que seja bem sucedido.

04 março 2005

Resposta a PAS

Caro Pedro Adão e Silva

As questões que colocas no teu comentário ao post "O Relativismo das Analogias" são muito interessantes.
1 - Para avançarmos na discussão, não está em causa, volto a repetir, a legitimidade das ironias ou dos sarcasmos sobre o Papa ou sobre a Igreja. A liberdade de expressão aplica-se também aos temas religiosos. O que eu critico é a ironia ou o sarcasmo sobre a situação clínica de uma pessoa que está a morrer. Tu concordas com o PM, já que não consegues separar o "Papa" do "Karol Wojtyla". Tu lá sabes. Ponto final parágrafo.

2 - Afirmas existirem "muitas razões para este Papa ser alvo de combate político". Isto vale a pena discutirmos. Desde logo, porque consideras que um líder religioso deva ser alvo de "combate político". É certo que o Vaticano é um Estado soberano - reconhecido enquanto tal, de forma ininterrupta, desde 11 Fevereiro de 1929 depois do Tratado de Latrão assinado entre Mussolini e o Papa Pio XI ter reconhecido a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano -, mas com características muito especiais. O chefe de Estado do Vaticano é o líder da Igreja Católica Apostólica Romana, é o líder espiritual de uma Igreja, não é um líder político, não é um representante do povo.
"Combater politicamente" os dogmas da Igreja Católica significa, caro Pedro, regressar aos tempos da I República e do PREC, onde o "ópio religioso" foi alvo de perseguição fanática.
As orientações da Igreja actual são de ordem moral e não de ordem política. A Igreja, por exemplo, defende que a melhor forma de combater a SIDA é praticar a castidade, condenando, ao mesmo tempo, a utilização de métodos contraceptivos. Estes dois dogmas da Igreja Católica são orientações morais e estão interligados a valores como a virgindade até ao casamento, a fidelidade entre marido e mulher e a defesa do valor da vida.
A adesão à Igreja Católica é livre. Ninguém está obrigado a seguir os seus dogmas. Muito menos os que não são católicos.
Responsabilizar a Igreja Católica pela propagação sexual da SIDA, como é a opinião de PAS, é a mesma coisa que dizer que o Estado português é responsável por todos os mortos que se verificaram nas estradas portuguesas. A Igreja não impõe o seu estilo de vida a ninguém. Os católicos seguem as regras da Igreja por sua livre e espontânea vontade.
A polémica com o padre Serras Pereira é disso mesmo exemplo. Este padre tomou uma decisão com base numa determinada leitura do direito canónico. Essa leitura é legítima. O católico que não concordar com ele, como eu, tem uma solução simples: vai comungar a outra paróquia. Quem não é católico tem uma solução ainda mais simples: continua não católico.

3 - Deixas implícito que defender a castidade como melhor forma de combater a transmissão sexual do vírus da SIDA, e não a defesa da utilização do preservativo, é uma forma de violência comparável às "omissões" de Arafat sobre os atentados bombistas de facções da OLP. Lamento, meu caro, mas permitir que terroristas pertençam a uma organização por si liderada, faz com que Arafat tenha sido cúmplice do terrorismo palestiniano. Pôr bombas é diferente de defender valores morais como a castidade. A castidade não mata ninguém.

4 - A Igreja Católica é uma instituição conservadora. Não modifica os seus valores morais ao sabor dos ventos. Pessoalmente, defendo uma actualização de certos valores, como por exemplo a entrada das mulheres para o sacerdósio ou a possibilidade de utilização do preservativo em defesa da própria vida. Mas compreendo que a Igreja Católica, enquanto instituição secular, pense bem antes de actualizar seja o que for.

5 - A questão do aborto é diferente. Em Portugal, o aborto é proibido, com excepções devidamente definidas por lei da República. A sua alteração implica realmente um combate político. Mas entre as forças partidárias e cívicas. A Igreja Católica não é protagonista desse combate, mas sim os cidadãos, que professam ou não a religião católica. LR

Nem escudo, nem moeda boa

Manuela Ferreira Leite anunciou hoje que não será candidata à liderança do PSD.
Já tínhamos perdido o escudo, agora lá se foi a moeda boa.
Acho que a melhor reacção, no primeiro e segundo caso, é esta: moedas passadas não movem moínhos. O país fica entregue, assim, a quem realmente o merece.

Pensamento profundo da semana

"Nós estamos a escrever 'o Santana Lopes e tal...', mas, lá está, só estamos a pensar em mamas".
José Diogo Quintela.
GQ

03 março 2005

Não sei porquê...

...tenho a ideia que muitos e bons jacobinos acham boa notícia a manchete de hoje do Público. Ou será impressão minha?

02 março 2005

O relativismo das analogias

1 - O Pedro Machado (PM) caíu num equívoco comum a todos os esquerdistas: ser de direita é ser fascista. Ou melhor, criticar o humor esquerdista e jacobino é defender a "polícia" dos bons "costumes".
Trinta anos depois do 25 Abril ainda muitos esquerdistas consideram que ser democrata é...ser...de...esquerda... Coitados. Necessitam de mais 30 anos para apreenderem os conceitos básicos da democracia representativa.
PM diz ainda que apelei à insurreição alheia. Errado, mais uma vez. Limitei-me a perguntar - colocando a interrogação a uma pessoa que conheço e considero no País Relativo - se concordava com o sentido de humor de PM. Constato que até hoje Pedro Adão e Silva permanece em silêncio. Se bem o conheço, deve estar incomodado com o humor jacobino do seu colega de blogue.
PM aconselha-me, porém, a olhar para dentro de casa, remetendo-me para um post do António Mira. Fico contente por PM ter ficado 60 minuto no Insubmisso a pesquisar. Fez bem. Pode ser , embora não acredite muito, que tenha aprendido alguma coisa.
António Mira tem um estilo. Eu tenho outro. São diferentes, graças a Deus. Se fossem iguais, o Insubmisso seria uma grande chatice. Aqui defendemos e promovemos a pluralidade. Lamento, mas não somos a favor a igualdade de pensamento.
Por muito que isso custe a PM, o Papa João Paulo II nunca defendeu a violência, como Yasser Arafat fez. O Papa não defendeu nem praticou a guerra contra os seus adversários. A Igreja não considera o terrorismo como uma solução para os problemas políticos, ao contrário da OLP liderada por Arafat.
Lamento que o ateísmo e o jacobinismo sejam tão cegos. Comparar o Papa a Arafat não lembra ao diabo! Quem defende a violência não pode esperar compaixão dos restantes seres humanos.

2 - PM resolveu gozar, de forma idiota, volto a repetir, com a doença de um homem que está a morrer. Teve a boa companhia do Nuno Sousa e do Rui Tavares do Barnabé. (Já agora, aconselho a PM uma pequena visita aos comentários que os leitores do Barnabé fizeram aos posts do NS e do RT. Constatará que os "polícias dos costumes" invadiram a esquerda)
O homem idoso em questão, por acaso, é Papa. Mas não é isso que está em questão. Sou católico, mas não me choca que crentes e não crentes brinquem e provoquem a Igreja. That´s not the point.
O humanismo mais básico, o respeito pela vida mais elementar, assenta, por exemplo, no respeito que uma pessoa moribunda deve merecer de todos os seres humanos razoáveis. Só os cobardes infringem esta regra da vida em sociedade. PM, tal como Nuno Sousa e Rui Tavares, parece ser um deles. LR

“Coçadores de Tomates” (ou “O Lastro que Afunda o Barco”)

Existem por todo o lado. Das micro às macro estruturas eles estão sempre lá. Tomando como exemplo conceptual a ideia do nosso velho amigo de que podíamos ser uma jangada de pedra, seria o lastro que mais cedo ou mais tarde nos levaria ao fundo do mar, arrastando com ele toda a tripulação que se esforça para manter a mesma jangada à tona de água.

Já tive contacto com alguns e ouvi histórias de outros tantos. Sim, falo deles, de vós ó miseráveis coçadores de tomates que povoam as empresas, os governos as câmaras municipais ou qualquer outra estrutura (des)oraginazada em Portugal. São pessoas (estou a ser simpático em não classificá-los meramente como filhos da puta) que algures no tempo asseguraram um lugar ao sol, digo um farto ordenado muito acima da média e que a dada altura das suas vidas resolveram não fazer mais a ponta de um corno.

Assisti recentemente a um caso numa empresa onde trabalhei em que foram despedidos cinco funcionários numa estratégia de contenção de despesas. Cada um desses miseráveis (no entanto honrados, pois faziam render mais do dobro de cada cêntimo que lhe era pago) ganhava pouco mais de quinhentos euros por mês. No entanto três outros elementos foram poupados, sendo que cada um ganha à volta de três mil (!!!) euros por mês, desempenhando funções tecnicamente extintas pela mesma empresa há mais de um ano. No fundo o seu trabalho consistia em roçar o cu numas cadeiras com umas folhas A4 numa mão e uma caneta bic na outra. No fim do dia parece que quanto mais cadeiras tivessem sido aquecidas pelos seus cus e mais folhas A4 fossem passeadas pelos corredores, mais justificavam os brilhantes ordenados.

Exímios na arte da graxa, provavelmente alguns na do broche, têm como grande vantagem inata a fabulosa capacidade de dissimular o seu dolce fare niente, tornando-o facilmente invisível devido à grande incompetência com que são dirigidas as estruturas ou “barcos” que refiro desde o início. É-lhes muito fácil perceber quem são os otários que os rodeiam e manipulá-los directa ou indirectamente a seu favor. São uns queridos para a chefia (embora muita da chefia faça parte do clube, o que facilita as coisas) e normalmente uns cabrões inqualificáveis para aqueles que lhes ficam por baixo. Mais tarde ou mais cedo, adquirem uma postura de arrogantes donos do mundo, que é evidente quer na estrada, onde conduzem ferozmente os seus bólides com combustível financiado pela empresa, quer num restaurante, onde descem pelo lado boçal das atitudes noveau riche ou ainda nas discotecas, onde partem do principio que as mulheres são todas umas putas e conseguem sentir o cheiro das suas gordas contas bancárias.

É a todos eles (e elas, mas torna-se muito complicado classificá-las porque não têm tomates e isso deixa-me louco de raiva porque não sei o que lhes hei-de chamar) que dedico este texto, sendo que para mim, o que se devia fazer era cortar-lhes os tomates em cima de uns palanques na Praça do Comércio e vende-los aos espanhóis ou quaisquer outros grandes exportadores de carne do porco pelo preço que os mesmos custaram ao nosso país.

E atenção, isto sou eu só a aquecer!

Anarcatólico.

Acabou-se a festança?

Diz hoje o Jornal de Negócios que, afinal, a Dona Constança acabou com a festança. Exacto: que António Vitorino não quer ir para o Governo, trocando-o por uma firma de advogados, e até já o decidiu “há muito tempo”.

A ser verdade - repito, a ser verdade - o dr. Vitorino merece desde logo um primeiro trabalho, no seu novo emprego: defender a Dona Constança de um processo público por publicidade enganosa.

É que a mesma Dona Constança andou pelo país, durante dois meses inteirinhos a dizer que era coordenadora do programa eleitoral do PS, a dizer que a sua entrada no Governo dependia do secretário-geral do partido, a receber, sem sinais de recusa, apelos veementes de Mário Soares para aceitar o desafio, até a encabeçar uma lista do PS, em Setúbal. Para mais, a Dona Constança, avisada e conselheira que é, até explicou que o Governo não seria feito na comunicação social. “Habituem-se”, disse.

Então, dois meses depois de deixar os portugueses na expectativa do seu regresso, a Dona Constança abandona a festança? Aguardemos, então, pelas decisões. É que, até aqui, o silêncio de Sócrates está a revelar-se sábio. Esperemos que não seja por uma má razão.


P.S. Eu, que nada tenho de simpatizante de Santana Lopes, estranho a diferença de tratamento entre o ainda líder do PSD e o próximo primeiro-ministro. Não é que, esta manhã, as rádios ignoraram esta notícia? Até mesmo a Sic-Notícias, que ontem à meia-noite adiantava a notícia em primeira mão? Fosse com Santana Lopes e o arraso seria generalizado. Isso é certo.

01 março 2005

Outro jacobino idiota

Hoje é o dia do jacobinismo. Depois do PM - M é de "Machado" e não de "Martins", como erradamente escrevi - do País Relativo, seguiu-se Nuno Sousa do Barnabé. Esta é a piada: "O Papa já bebe sozinho por uma palhinha. Os médicos estão em crer que, a partir de amanhã, poderá começar a gatinhar sem amparo alheio. Aguardamos ansiosos". Uau!!! Palmas, muitas palmas para o sucessor do Jerry Seinfield! Onde estão os produtores da SIC Radical para descobrirem este novo talento do humor português?
Ao menos, o rapazinho Sousa é intelectualmente mais honesto. Diz ele que não gosta da personagem do Papa. Porquê? Porque "a sua acção não tem sido de molde a facilitar a vida a milhares de miseráveis por esse mundo fora, em países sub-desenvolvidos onde a Sida e outras misérias, desde logo a económica, não se podem combater com doutrinas que rejeitam e condenam o uso do preservativo, por exemplo." Boa!
Sabem que mais? Acho que a Durex e a Control deviam encher África de fábricas de latex. O desenvolvimento económico africano agradece.
Mas o Sousa não deseja mal ao Papa. Pelo contrário. Apesar de ser o principal responsável pela propagação da SIDA, até deseja que o senhor melhore. Ainda bem! Já tem entrada directa no reino do Céu! Os seus pais suspiraram de alivio pela sua alma!
A debilidade física do Papa, conclui o barnabé de serviço, não deve ser explorada. Isso é que repugna o nosso rapazinho...
Para compor o ramalhete, o Tavares respondeu assim aos ínumeros protestos dos leitores do Barnabé: "Calma, pessoal! Não há nada para ver – são só os nossos talibãs. Gostam de apedrejar, como os pagãos a São Barnabé". Viva o Barnabé! Programa de televisão, já! LR

Um jacobino idiota

Um palerma chamado Pedro Martins (PM) resolveu "abrir" a sua inexistente veia humoristica para gozar com a situação clínica do Papa João Paulo II: "Ainda há esperança para a reprodução""O Vaticano já defende a respiração assistida". Gostaria de saber se PM aprovaria alarvidades sobre a doença de algum familiar seu?
Como PM pertence a um blogue habitado por pessoas intelectualmente respeitáveis como Pedro Adão e Silva ou Mark Kirby, interrogo-me sobre o silêncio dos restantes bloguer's do pais relativo. Porque razão a esquerda ética, deontologicamente perfeita e herdeira directa do homem idealizado por Rosseau fica calada? Porquê?
O humanismo não é classificável ideologicamente. É uma obrigação do ser humano, mesmo jacobinos, em determinadas situações. Como esta. LR

O Insurgente

Bom blogue este. (o problema com o link já foi corrigido). LR

28 fevereiro 2005

O prémio da masturbação

Poucos repararam, mas este camarada foi a semana passada citado na revista "Visão". Com todo o mérito, diga-se de passagem. O "Canil" está a transformar-se num bogue de referência. Mas não chato. Optou pela masturbação e está recolher os louros. LR

Como o prometido é devido, aqui está a fotografia do iberista ideal: posse de senhor do condado, meia branca, jerico e determinista puro e duro. Que os meus caros amigos acreditem mais na nossa comunidade e façam tudo - como eu sei que fazem - para melhorá-la é o meu desejo. LR