24 maio 2005

A gravata bordeaux

Dá-se um almoço grátis a quem conseguir calcular uma média de vezes que o primeiro-ministro usa aquela gravata bordeaux por mês. MMO

P.S.Dá-se um jantar a quem o convencer a usá-la apenas uma vez por mês.

Constâncio forever

Acabei de ler a introdução do Relatório Constâncio, que tem apenas 13 páginas. Aconselho vivamente, sem ironias.

Ao ler a dita introdução, que está bem escrita, bem justificada, bem estruturada, qualquer leitor minimamente atento perceberá que o dr. Vítor Constâncio é dos poucos homens realmente sérios deste país. Nem mais: o governador apoia quem tem de apoiar, aponta os caminhos que julga correctos e indispensáveis, deixa os recados a quem tem que deixar. Não teria nada que saber, não fosse ele o único que o faz coerentemente.

O que é interessante no relatório é que tudo é feito (para além do rigor) com contas feitas por baixo. Um exemplo: as contas das autarquias e regiões autónomas não são incluídas, por falta de informação disponível. Agora, alguém acredita que em ano de autárquicas estas despesas não subam?

Depois, olhando a cada rúbrica, encontramos as coisas mais extraordinárias.Lembram-se dos aumentos prometidos aos funcionários públicos? Pois bem, não estavam orçamentados. Situação idêntica se encontra nas pensões da CGA.

Outro caso curioso é uma receita extraordinaria com o nome pomposo "venda de concessões". Parece que o Banco de Portugal procurou, perguntou, questionou, e ninguém sabe o que é. Resultado: menos 500 milhões nas contas, mais coisa menos coisa.

Tendo dito isto (e muito mais poderia dizer), tenho que concordar numa coisa: o PS tinha razão ao pedir o relatório. E o ministro das Finanças tinha razão ao dizer que a coisa anda negra. Agora, tenham a coragem de fazer o que é preciso fazer. Usem a maioria que o povo vos deu, que é para isso que ela serve - para não haver desculpas.


P.S. Já agora, aconselha-se o dr. Marques Mendes a ler o relatório antes de pôr a dra. Dulce Franco a dizer disparates como "a culpa é do eng. Guterres", tá bem? Há coisas que, mesmo sendo parcialmente verdade, não se podem nem devem dizer. Não agora.

23 maio 2005

Os pássaros

Nasceu por aí um blog que tem que merecer a vossa atenção. Metade do bando 'nasceu' aqui e resolveu emigrar para outro posto. A vida é assim, os filhos pródigos um dia têm mesmo de sair de casa.

Ao Paulo deixo um abraço enorme, esperando ler tudo lá fora com o mesmo prazer que lia cá por dentro.

Já ao Luís, só lhe posso dizer que teria escolhido outro nome, tipo Pelicano (sim, esta é só para ele perceber). De resto, que as polémicas continuem por aí fora. E que o tempo por lá seja tão bom como foi aqui. Boas prosas aos Pássaros, direitinhos da vossa casa de sempre.

Seis vírgula quê?

Mas quem raio consegue decorar um número assim?
Seis vírgula oitenta e três?!

Tanto tempo para arranjar um número e não conseguiram fazer melhor? E porque não 6,9? Um apoio era certinho: o do dr. Mota Amaral: "Curioso número, não?"

O seu a seu dono

1. Que fique para registo: o Benfica é um justo vencedor do campeonato. Tinha a pior equipa dos grandes, o melhor treinador, o espírito vencedor ausente nos restantes. Não digo isto nem mais uma vez - já chega de "fair-play".

2. Dito isto, os próprios benfiquistas merecem este título. São insuportáveis, é verdade. Muitos não sabem ganhar, o que é pena. Mas onze anos é muito tempo e aquele ambiente da Luz, no jogo decisivo contra o Sporting, era merecedor de um título. Tenho pena que tenha sido assim, mas o seu a seu dono.

3. No meio da festa, ainda tive coragem de dar um abraço a um ou outro amigo vermelho, mais calmo, que me consegue ouvir. Não consegui, por manifesta falta de coragem, dar os parabéns a quem mais os merece. Como é o mínimo, ficam aqui. Pode ser que leia.

21 maio 2005

Read my lips

1. O que há de mais grave para um sistema democrático é a ausência prolongada de gente séria e consequente no papel de líder da oposição e de chefe do Executivo. Hoje, uma vez mais, vivemos um momento de tudo ou nada – momentos que se têm repetido a uma velocidade incrível nos últimos anos, o que também não ajuda nem um pouco.

2. Vejamos, por instantes, o caso de José Sócrates. Teve poucos meses na oposição, mas ainda com tempo de surpreender ao manifestar-se contra a descida do IRS no último orçamento. Tinha razão nessa altura, mas Jorge Sampaio pregou-lhe uma partida, convocando eleições. Logo, logo, Sócrates apareceu a garantir que era pela estabilidade fiscal, pelo que os portugueses não tinham de se preocupar com aumentos de impostos.
Como uma campanha pela maioria é ainda mais difícil, lá teve que dizer isto preto no branco: não aumento e pronto. Só faltava fazer como Bush pai e dizer “read my lips”. Aliás, fez quase isso: repetiu-o, já a despropósito, um mês depois da posse, julgo que num acto de teimosia, contra as especulações levantadas por uma declaração séria do seu ministro das Finanças.
Agora... e agora? Estamos a dias de tirar a prova dos nove. O que Sócrates podia fazer de mal feito, atrevo-me a dizer, já o fez. Hoje, ao menos, que pense no país e faça o que tem de ser feito.

3. Mas hoje, ainda há pouco, ouvi outro responsável político dar um outro passo em falso. Marques Mendes, algures na apresentação de um candidato autárquico, pediu a Sócrates que “resista à tentação” de subir os impostos. Acho graça! E acho graça porque o problema de Marques Mendes é exactamente igual ao de José Sócrates.
Quem se lembra de o ver, no congresso contra Santana Lopes, a dizer-lhe que não teria escolhido o caminho da redução do IRS? Lembram-se? Então lembrem-se também de o ver a votar esse mesmo orçamento favoravelmente na AR, quando já se preparava a sucessão do trágico Santana Lopes.
Pois agora, é o mesmo Marques Mendes que pede a Sócrates que não aumente impostos. E poderia mesmo dizer, com os olhos postos na câmara: “read my lips”. Então e se o país precisar, dr. Marques Mendes?

4. Um amigo dizia-me, há poucos dias, que as coisas tendem naturalmente para o equilíbrio a médio prazo. Pois hoje, no Público, V.P.V. teimava no contrário, explicando que muitas pessoas em Portugal conhecem e têm dado a fórmula certa para fazer disto um país a sério. Dizia também que se um político aplicasse essa fórmula, seria o fim do mundo, a contestação total, o enterro do político, até a desgraça do regime. O meu amigo que me desculpe, mas eu acho mesmo que o Vasco tem razão. Read his lips.

E para acabar, que tal um cinema?

Merece a pena ver o último de Sydney Pollack, só para percebermos a ONU de hoje. Grande, burocrática, nada eficaz e até perdida nos seus fins.

Esqueçam Kidman (se possível), esqueçam Sean Penn (idem), e procurem encontrar por lá, no argumento, um sinal de esperança. À excepção da cidade, não vi nada.

Talvez mais tarde retomemos A Intérprete. Talvez quando a reforma da ONU começar a ser discutida. Talvez não, não é?

Sugestões de leitura para passar a tormenta

Como há dias em que não apetece mais nada, aqui ficam duas ou três ideias para passar um processo de tormenta. Seja um défice a sete por cento, duas derrotas consecutivas em dois jogos consecutivos, ou simplesmente um problema do destino ou da falta dele. Aqui ficam, para quem quiser.


1. Começo com Eça de Queiroz, até porque, por alguma estranha razão, tenho tido várias conversas que o chamam à memória. Seja como for, resolvi reler "Os Maias" na minha última viagem ao Brasil. Se não for por mais nada, que seja só pelo Ega, ou só pelo Gouvarinho. Este último podia bem dar-nos umas lições de como suportar este país, isso sim.

2. Ainda pelo Brasil (tinha prometido contar isto), resolvi comprar qualquer coisa de verdadeiramente desconhecido. Lá por Ipanema queriam dar-me livros do Caetano e do Chico Buarque. Pois bem, comprei Bernardo Carvalho, um tipo que - vim a descobrir - é mais conhecido por cá do que imaginei. Li, com a devoção de uma descoberta, os "Onze", um caso curioso de derivas e cruzamentos como os que muitas vezes nos fazem parar à procura do destino. O J.P.H., sempre com a expressão certa na altura certa, diria: Só tenho um adjectivo: gostei." Eu também.

3. "Longe de Manaus", de Francisco José Viegas. Confesso que ainda não li o novo Aviz, mas tenho-o na mira para os próximos tempos. Para quem conhece o Francisco, para quem conhece o que ele escreve, este novo companheiro de viagem não pode falhar. Muito menos quando corre pelo mundo, através das letras de quem conhece o mundo.

X. Como ler é das coisas mais bonitas e mais reservadas do mundo, o destino levou-me até um novo livro que nunca me passaria pela cabeça começar a ler. Pois começei, pelos mesmos acasos que o Bernardo Ribeiro descreve com tanto a propósito. Ainda não sei como acaba, se acaba, se não. Esse será o meu livro para passar a tormenta, sem saber para onde me leva. Aconselho-vos que descubram um vosso


Grandes abraços e bom fim-de-semana,

Sugestões de leitura a Jorge Coelho

Jorge Coelho disse ontem, aos gritos, que se não fosse o PS já estavam portagens na Via do Infante. Mais alto ainda, berrou que a culpa do défice de 7% (diz ele) é do PSD e que os portugueses não se podem esquecer disso.

Esquecendo por momentos que Coelho está a fazer o que o PS e o Governo disseram que não fariam, aconselho ao dr.Coelho a leitura dos artigos de Manuela Ferreira Leite e Vasco Pulido Valente, no Expresso e no Público de hoje, respectivamente.

A primeira dir-lhe-á o que conseguiu fazer (e o PS criticou), o que não pode porque não a deixaram(e o PS criticou) e o que se seguiu (que o PS também criticou, apesar de ser igualzinho ao que sempre defendeu). Tudo isto, o dr. Coelho ainda está em tempo de aprender, para usar oportunamente no seu próximo jantar em S. Bento.

O segundo explicar-lhe-á porque, faça-se o que se fizer, este país é incorrigível. É melhor ler, não vá durante o jantar o eng. Sócrates dizer que não faz e não fará nada do que o país precisa, porque as promessas são mais importantes que o ministro das Finanças.

Boas leituras,
com a consideração do

20 maio 2005

A frase do dia

"O défice não é uma questão económica e financeira, corrigível com medidas a retalho e os 'sacrifícios' do costume. É um sintoma de ingovernabilidade do país. Quem não percebe isto não percebe nada".
V.P.V., in Público

18 maio 2005

Onde pára a oposição?

Sinto-me inquieta. Numa semana em que o governador do Banco de Portugal revela que a situação do país é pior do que esperava, que o valor do défice orçamental deste ano andará em torno – mais coisa menos coisa – dos sete por cento do PIB, que a possibilidade de virmos a ter de pagar mais impostos é cada maior, que não há garantias – apesar das tentativas do ministro Mário Lino – que as auto-estradas sem portagem assim continuem, ninguém, de nenhum partido à esquerda ou à direita do PS, tem nada a dizer? Onde pára a oposição deste país? Porque é que há semanas que não ouvimos sequer o dr. Louçã?
Passámos os últimos dias com o caso Portucale e nem o Bloco de Esquerda tem nada a dizer? Para onde foram os dirigentes do PP e PSD? Onde se meteu Jerónimo de Sousa?
Terão desaparecido todos os líderes da oposição? Assustados pelas declarações de Vítor Constâncio e pelo "monstro"? Será preciso chamar a polícia?
Alguém me avise se o PS passar a ser partido único.

O futebol não é só sorte

Hoje, o Sporting perdeu, provando que Mourinho só há um.
No futebol português trabalha-se menos do que é preciso,
pensa-se menos do que é preciso,
ousa-se menos do que é preciso.

O futebol também é uma ciência, não é só sorte. Ganhar dá muito trabalho.
Que se aprenda enquanto é tempo.

P.S. Não entro em Alvalade enquanto estes senhores lá estiverem. Não é por nada, mas farto de humalhações estou eu.
Ah! E não me venham com o "estivémos na final"! Nisto, como em tudo, só o primeiro é que fica na história.

Olhem quem fala

Acabei de ouvir na TSF o ministro das Obras Públicas a dizer que as portagens nas Scut são inevitáveis e, mais ainda, um sinal do desenvolvimento do país.

O ministro chama-se Mário Lino. Para quem não saiba, o mesmo que ontem fez um comunicado a dizer que essa mesma notícia (do Jornal de Negócios) era falsa. O mesmo que, nessa notícia, não comentava.

É só uma questão de tempo: este Governo é igualzinho ao de Santana Lopes. Só falta ver o primeiro-ministro. Não demora.

17 maio 2005

A hora da verdade

Hoje, meus amigos, é dia de Sporting.

Garanto-vos que se o Peseiro ganhar, sou rapaz para esquecer a vergonha lamentavel do último sábado. Até vos digo mais: o homem ganha e eu nunca mais digo mal de treinador nenhum da treta que o Dias da Cunha nos obigue a aturar. Palavra de sportinguista.

Agora, juntem as mãos e rezem, sim?

A vida para cá do défice

O meu caro Martim, lá pelo seu Bom Tempo, já vai avisando o Governo que não tem paciência para o défice.

Para o aliviar, resolvi explorar as cenas dos próximos capítulos. Rezam assim:

1. O dr. Constâncio comunica ao Governo que o défice é de 7,3%. Mais ou menos por aí.

2. O eng. Sócrates diz-se chocado. O Governo vê-se obrigado a aumentar um imposto. Desta vez, só para variar, é o ISP. É porreiro para o ambiente, porque o povo tem que deixar o carro à porta de casa (argumento imbatível para um ex-ministro da pasta).

3. O dr. Mendes diz que parece impossível. “Então, ó Zézito?! Não tinhas dito que não aumentavas impostos?! Tás maluquinho?”

4. O eng. Sócrates, aproveitando o debate mensal de dia 25, responde ao dr. Mendes: “É preciso ter lata! Então os senhores deixam-nos em pelota e ainda gritam óh ladrão? Essa é boa!”

5. Vai daí, o dr. Mendes diz ao eng. Sócrates: “Olha lá, ó Zé! Então dizias que isto não era para atirar lama ao pessoal e agora vens com essa?”

6. Sócrates: “Tu não podes ‘tar bom, rapazola. Então vens para aqui falar de impostos e não queres que te diga isto? É que eu sabia que a situação era grave, mas assim já é demais. Não ouviste o Vítor? Ele é que sabe. Ele e o Jorge, lá em Belém, que já me avisou que não há vida para além do défice!”

E pronto. Terminado o diálogo, o eng e o dr recolhem as armas e continuam assim, felizes para sempre. Depois disso, caro Martim, podemos voltar às nossas vidas, ao nosso futebol, às medidas estruturais e ultra importantes que resolverão as nossas vidas, até que apareça o próximo Governo.

Nessa altura, é só voltar ao arquivo e recuperar estes posts, tá bem?
Fica descansado, com um abraço do D.D.

Back to the basics

A vida é isto mesmo. É crescer renovando. É permanecer mudando.

O Insubmisso foi desde o início um espaço de "descarga da bílis", uma ágora de "soltar a franga", um fórum de "libertar a moeca".

É isso que foi e é isso que continuará a ser.

Pessoalmente tenho muita pena que alguns amigos, aqui não possam connosco permanecer (por exclusiva vontade dos próprios). Continuam amigos e muito os continuarei a respeitar.

Dentro de dias encerrarei o meu conflito com os providenciadores de serviço "cabo" e aderirei a "qualquer coisa que me liga à net" com " uma velocidade estonteante" , o que permitirá que o meu diálogo com as máquinas seja retomado.

Voltarei a ter a minha forma tradicional de resolver as minhas insónias...escrevendo.

E tenho tanto para escrever...tanto para dizer sobre esta "cautelosa-gestão-do-ciclo- político-até-às-autárquicas-feita-pelo-Sô-Sócrates-para-ver-se-ganha-umas camarazitas-aos-toscos-do-PSD".

Tudo de bom

O dilema da promessa

Dois meses depois da posse, e eis senão quando a verdade entra pela porta sem bater.

O Governo, liderado por José Sócrates, passou a campanha a falar em crescimento, a prometer que não aumentaria impostos, a dizer que as Scut ficariam como estão - leia-se, pagas por todos e não por quem lá passa. Prometeram mais, os senhores que nos governam: não há cá reduções da Administração Pública, nem cortes cegos, amblíopes ou afins; não há também contas por pagar, serviços a fechar, pedintes sem receber.

Pois ontem, no fim-de-semana, e antes disso, Vítor Constâncio, o ministro das Finanças (que não fez campanha) e até o Presidente da República (lembram-se, no dia 25 de Abril) vieram lembrar que o défice existe. Mais, ontem até Constâncio relembrou que o défice é prioritário, antes mesmo do crescimento. É chato, mas é verdade.

Hojem fala-se em 7% de défice. E não são 7% porque caíram do céu. Sim, pouco ou nada se fez durante três anos para resolver o problema - dependendo o pouco ou nada dos governos de que falamos. Mas se são 7% é também porque o Governo o quer (não foi assim que o disseram em 2001?) Exemplo claro: as scuts vão ficar como estão? Sim senhor, como queiram. Mas lá que aumenta o défice, isso aumenta.

O Governo, este Governo, terá em mãos o primeiro problema sério da legislatura. Nesta altura, queira ou não, terá que deitar mãos à obra.

Entre as promessas, o discurso e a realidade, vão quilómetros de distância. Deus queira que, a caminho, não tenham que pagar portagens.

1. Começando pelo que interessa

Já passou tempo suficiente para não se virem queixar do costume: ai, os amigos e tal...

Não há cá amigos para nada, até porque nada devo a ninguém, com a graça de Deus, à excepção dos meus pais, avós, mulher, canários e afins.

O que vos tenho a dizer é que o que aconteceu no Público nos últimos dias é lamentável.

Agora, o lado bom: O Público, o meu jornal de sempre, ganhou um Senhor Jornalista no Local.

De ora em diante, já não começo no Calvin. Promessa de David: é no Local, sim senhor. E sigo logo para o Internacional.


2. O JPH é um tipo extraordinário, um dos melhores entre os melhores. Não há igual, não haverá igual.
A E. L. é uma senhora jornalista.
A A.S.L. é uma sénior, daquelas que já não se fazem.

E essa era parte integrante e irrevogável do meu Público. Vão continuar por aí, para bem do que é o verdadeiro público: aquele que gosta de bom jornalismo.


3. Assim ou assado, o Público foi, é e será sempre o meu jornal de referência. Afinal é como o Sporting: as instituições sobrevivem sempre aos disparates.

Este Blog Vai Mudar

Não sei se este vai ser o seu aspecto definitivo,
não sei se vai ter mais ou menos membros,
não sei se a novidade é suficiente para, também nós, voltarmos a ter prazer num espaço que se mostra bem mais difícil do que parece.

Certo, certo, é que O Insubmisso está aqui para ficar.
De agora em diante, só posso garantir uma coisa: já passou tempo demais para perder tempo com tretas.

Beijos e abraços,
Até já

12 maio 2005

Um Blog Tem Mais Encanto na Hora da Despedida!

Eis que chega ao fim a carreira do Anarcatólico no Insubmisso. Foi um prazer participar neste blog e quero deixar os meus agradecimentos ao David Dinis pela forma extraordinária como por ele fui recebido, de braços abertos e com um sorriso. É também assim que parto desta aventura, da mesma forma que entrei nela, com um grande sorriso marcado nos lábios e agradecendo o calor dos que me receberam bem!

Agora é tempo para outros voos…

Obrigado e adeus. Vemo-nos por ai e nunca esquecerei o nome daquilo a que pertenci, sempre fui e sempre serei, um Insubmisso!