12 setembro 2005
Comentário pós-moderno sobre o SCP-SLB



Perdemos, pois perdemos.
Marcas de Sangue na Comuna com Leonor Seixas é uma boa peça.
O "Queijo Flamengo" mais uma vez errou na táctica.
Está provado que ele não sabe gerir o balneário.
Tiago Monteiro pontuou mais uma vez e faz história na Fórmula 1 e no automobilismo nacional.
Quem mete de início um italiano de 1,33 m com 90% da pele coberta de tatuagens em vez do Nuno Gomes é porque quer demolir o balneário.
Barcelona é provavelmente a melhor cidade da Península.
Vai ser inevitável ele sair se perder com os franceses e com o Leiria.
E isto não é derrotismo é realismo.
Dado o resultado deste fim-de-semana é legítimo pensar que Valentim Loureiro conseguiu voltar a pagar aos árbitros.
Vieira e Veiga nem se queixaram do árbitro porque não havia nada para queixar.
O Caterpillar Rocha brindou novamente a massa associativa com aquele seu jeito incomparável para fazer amizades dentro e fora do relvado e marcou o jogo. Note-se que eu não disse que a culpa do resultado é dele. Nem digo que se o Luisão não insistisse naquele seu corte de cabelo o Liedson não teria chegado à bola. Não, a culpa é do Benfica que não marcou.
Sócrates tem jeito para arrasar edificios.
11 setembro 2005
Promessa
Não vou dizer uma só palavra sobre o jogo de ontem a um só benfiquista.
Nem uma. Pelo menos hoje.
Nem uma. Pelo menos hoje.
09 setembro 2005
Mão cheia
Amanhã há derby!
Tenho um feeling que vão ser cinco ao Benfica. Mão cheia.
Estádio cheio, gritos a plenos pulmões, vibração a cada jogada.
Ninguém nos agarra!
Tenho um feeling que vão ser cinco ao Benfica. Mão cheia.
Estádio cheio, gritos a plenos pulmões, vibração a cada jogada.
Ninguém nos agarra!
Purgatório

O sr. Rogério Guimarães, eleitor das Caldas, pagou para que o Público de hoje fizesse eco das suas desculpas aos democratas. O coitado perdeu o seu tempo: não estamos propriamente num país de democratas. Assim sendo, que Deus o perdoe, ao menos. E, já agora, que a moda pegue. Pode ser que o Saramago faça um livro com o pretexto.
Do Insubmisso vai um abraço direitinho para o sr. Guimarães. E veja lá em quem vota nas autárquicas e presidenciais, sim?
A Figura do Ano do "O Insubmisso" parte I
Temos que comemorar de alguma forma este nosso aniversário.
Devido a tal facto os bloggers deste espaço de lokura decidiram eleger a figura do ano.
Após aturada e madura deliberação, e competindo com outras figuras de igual calibre (como sejam Peseiro, Luis Filipe Vieira, Valentim Loureiro, Isaltino, o Tsunami e a Katrina- sem as pombinhas-, os D'ZRT e Helga Cardoso/Luis Evaristo) optámos por eleger de forma maioritária, e com aclamação: Pedro Santana Lopes.
Pedro Santana Lopes apresentou argumentos que em muito ultrapassaram todos os outros concorrentes.
1)Pelo volume dos fracassos ultrapassou Peseiro.
2)Pela sua arrogância e pelo volume de promessas não cumpridas bateu Luis Filipe Vieira.
3) Pela sua má gestão política conseguiu (embora com dificuldade) arredar Valentino e Isaltino (não os cabeleiros ucranianos da Buraca...mas sim...aqueles!)
4)Pelo volume de vítimas e estragos causados bateu os fenómenos naturais de tão triste memória.
5)Pela desafinação conseguiu, pasmem, bater os D'ZRT
6) Apesar de ser o ultimo ano da Casa do Castelo (felizmente), Pedro, sim o nosso Pedro, conseguiu fazer mais fogo de artificio em menor espaço de tempo do que a dupla circense Helga e Luis, e, note-se, nem teve que escrever na parede da falésia um kitsch "obrigado" como estes 2 ultimos fizeram.
Obrigado Pedro por nos teres permitido tão bons momentos
Beach Boys e Mário Soares: a comparação


Tanto para dizer sobre estes 2 mitos dos anos 70?
As semelhanças:
Marcaram uma geração e são considerados verdadeiros dinossauros nas suas áreas.
Nenhum deles mantém a sua formação original.
Renasceram e reapareceram este ano para nos animar o Verão.
Gostam indiscutivelmente de praia e de um certo "grooving style of life".
Gostam de camisas às flores.
As diferenças:
Os Beach Boys emitem "good vibrations". Mário Soares não.
Os Beach boys deram 2 concertos. Mário Soares não tem conserto.
O candidato da CDU à Câmara do Porto, Rui Sá, esteve no Mercado do Bolhão
É tão estranho ver Rui Sá em conferência de imprensa no mercado do Bolhão no Porto, vestido de fato azul de fino corte, com nó farto na gravata de seda, com discurso coerente, não raivoso (como o Sr. Lopes do BE e o Assis do PS) e de corte aprumado do cabelo e da barba.
É estranho para quem o viu durante o Verão na ilha do Farol no Algarve de xanata calçada segurada pelo dedão, calção de banho (acho que não eram boxers???!!!) de quadradão anos 70 e cabelo degrenhado.
Será que os comerciantes do Bolhão não lhe mereciam mais coerência?
É estranho para quem o viu durante o Verão na ilha do Farol no Algarve de xanata calçada segurada pelo dedão, calção de banho (acho que não eram boxers???!!!) de quadradão anos 70 e cabelo degrenhado.
Será que os comerciantes do Bolhão não lhe mereciam mais coerência?
Parabéns David. Parabéns a mim. Parabéns "O Insubmisso"
O Insubmisso completa hoje o seu primeiro aniversário.
Estou contente por isso.
Demonstra que temos mais viabilidade que um governo do Santana Lopes.
Que temos mais pujança que alguns treinadores de futebol.
Que ultrapassámos as taxas médias de mortalidade infantil da blogosfera.
Que temos um projecto que continua actual.
Os blogs vão e vêm.
Nós continuamos. Simples. Críticos. Analíticos. Apartidários. Irreverentes. Despretensiosos. Com muita gente a gostar de nós e outros a detestarem-nos. Qual Sporting (somente nesta sua faceta) somos uma autêntica Academia de Alcochete donde saíram já grandes valores da blogosfera nacional.
E é por isso que o balanço é positivo. Estamos de Parabéns David.
Estou contente por isso.
Demonstra que temos mais viabilidade que um governo do Santana Lopes.
Que temos mais pujança que alguns treinadores de futebol.
Que ultrapassámos as taxas médias de mortalidade infantil da blogosfera.
Que temos um projecto que continua actual.
Os blogs vão e vêm.
Nós continuamos. Simples. Críticos. Analíticos. Apartidários. Irreverentes. Despretensiosos. Com muita gente a gostar de nós e outros a detestarem-nos. Qual Sporting (somente nesta sua faceta) somos uma autêntica Academia de Alcochete donde saíram já grandes valores da blogosfera nacional.
E é por isso que o balanço é positivo. Estamos de Parabéns David.
08 setembro 2005
Cada cavadela, cada minhoca
"Sampaio exorta sociologos a estudar causas dos fogos e omissões do Estado"
Título da Lusa.
Título da Lusa.
Cavaco
A primeira sondagem sobre presidenciais com os candidatos reais destrói todos os argumentos da esquerda sobre as vantagens de uma profusão de candidatos... à esquerda para Belém.
Ou seja: à primeira volta, Cavaco ganharia com 48%, contra 32% de Soares; na 2ª, Cavaco sobe para 64%, contra 36% de Soares. A análise que ouvi na Antena 1, aliás, é mais explícita: a maior parte dos eleitores dispostos a votar Jerónimo e Louçã preferem passar o seu voto para Cavaco do que para o ex-PR.
Surpreendente? Não tanto. As presidenciais são unipessoais, não ideológicas. E Cavaco não é de direita, é centro centrão.
Mais análises, só depois de ouvir o Pedro Magalhães...
Ou seja: à primeira volta, Cavaco ganharia com 48%, contra 32% de Soares; na 2ª, Cavaco sobe para 64%, contra 36% de Soares. A análise que ouvi na Antena 1, aliás, é mais explícita: a maior parte dos eleitores dispostos a votar Jerónimo e Louçã preferem passar o seu voto para Cavaco do que para o ex-PR.
Surpreendente? Não tanto. As presidenciais são unipessoais, não ideológicas. E Cavaco não é de direita, é centro centrão.
Mais análises, só depois de ouvir o Pedro Magalhães...
Kinder Surpresa
O INE anunciou hoje que o PIB português cresceu 0,5% no segundo trimestre. Uma pergunta: quem é que fez as contas?
Ao Sérgio
O Sérgio não me surpreende. Porque ele é esta pessoa corajosa. Por isso destoa nesta choldrice dos interesses podres em que se transformou Portugal. Mas é com pessoas destas que temos que contar se algum dia quisermos reconstruir esta quase-província espanhola
Era bem feito que o Dr. Soares ganhasse
Não concordo que seja mau o Dr. Soares candidatar-se a PR e até é bom que o Partido Socialista o apoie com o vigor demonstrado pelo "quadratura" Coelho.
Isto permite-nos várias conclusões
1) É um óptimo sinal internacional: uma jovem democracia teria um jovem líder sábio, ponderado (que não diz o dito por não dito e "basta!"), completamente actualizado, com experiência internacional e vigoroso, com conhecimento de línguas e sem capacidade de lobbying internacional,bem como uma pessoa que sabe e conhece o poder da derrota e da incapacidade em eleições internacionais (PE) bem como as suas consequências reputacionais de estar em baixo em termos das grandes influências. Isso seria um sinal de grande humildade internacional.
2) Dá conta do elevado grau de desenvolvimento da democracia portuguesa que demonstra à saciedade que prefere os políticos e cidadãos de grande qualidade em outros cargos e tarefas do que na figura meramente representativa e decorativa (atenção que eu não disse estética) de PR
3) Seria a hipotese de nós demonstrarmos que o país tem uma política activa da terceira idade e que não é um país exclusivista
4)Quanto ao PS, demonstra que é um partido fiável e coerente. À semelhança dos grandes nomes pensados para as principais câmaras do país (Assis "o buldog" de Felgueiras) e Guimarães Carrilho (o retóricoco - contracção de retórico e oco- a isto chama-se língua viva, da Av. berna) apresenta-nos agora o seu apoio a uma solução de futuro, pujante, dinâmica, capaz, saída da sua "cantera" . Se isto não é sinal de inovação, conhecimento, magistralidade, genialidade, de um partido, o que é que será. Não consigo perceber porque é que esta mesma filosofia não se espalha para outros partidos.
Isto permite-nos várias conclusões
1) É um óptimo sinal internacional: uma jovem democracia teria um jovem líder sábio, ponderado (que não diz o dito por não dito e "basta!"), completamente actualizado, com experiência internacional e vigoroso, com conhecimento de línguas e sem capacidade de lobbying internacional,bem como uma pessoa que sabe e conhece o poder da derrota e da incapacidade em eleições internacionais (PE) bem como as suas consequências reputacionais de estar em baixo em termos das grandes influências. Isso seria um sinal de grande humildade internacional.
2) Dá conta do elevado grau de desenvolvimento da democracia portuguesa que demonstra à saciedade que prefere os políticos e cidadãos de grande qualidade em outros cargos e tarefas do que na figura meramente representativa e decorativa (atenção que eu não disse estética) de PR
3) Seria a hipotese de nós demonstrarmos que o país tem uma política activa da terceira idade e que não é um país exclusivista
4)Quanto ao PS, demonstra que é um partido fiável e coerente. À semelhança dos grandes nomes pensados para as principais câmaras do país (Assis "o buldog" de Felgueiras) e Guimarães Carrilho (o retóricoco - contracção de retórico e oco- a isto chama-se língua viva, da Av. berna) apresenta-nos agora o seu apoio a uma solução de futuro, pujante, dinâmica, capaz, saída da sua "cantera" . Se isto não é sinal de inovação, conhecimento, magistralidade, genialidade, de um partido, o que é que será. Não consigo perceber porque é que esta mesma filosofia não se espalha para outros partidos.
A Eslovénia já nos ultrapassou
É notícia do dia de hoje. Portugal foi ultrapassado pela Eslovénia no ranking de países mais desenvolvidos.
Já visitei várias vezes a Eslovénia. Aterrei no Aeroporto internacional desse país. A zona de embarque é minuscula. Percorri as suas estradas. Fui à Capital, a Bled, a Maribor. A capital tem 200 000 habitantes. Têm uma enorme mancha florestal mas que não arde. A economia preparou-se para a adesão e venceu o desafio.
O povo é feito de uma massa diferente: luta e tem sonhos. Beneficiou da guerra dos balcãs já que foi um dos menos atingidos. São católicos tal como nós. Mas as igrejas têm muros altos, recordação das invasões turcas do tempo do Imperio Austro-Hungaro. São tão parecidos connosco que até dói.
Só que eles viveram debaixo de um regime totalitarista e não querem lá voltar. E essa é uma memória viva. Nao querem voltar ao tempo em que não tomavam decisões, em que não havia livre iniciativa, em que não podiam ser e fazer. Formataram a administração pública para ser eficiente e verdadeiramente pública, restringindo-se a administrar os bens públicos.
Nós não temos essa sorte. Saímos de um regime de totalitarismo político para um de totalitarismo administrativo. Alguem por favor acorde este país destes 79 anos de totalitarismo para ver se os indicadores de confiança voltam.
Já visitei várias vezes a Eslovénia. Aterrei no Aeroporto internacional desse país. A zona de embarque é minuscula. Percorri as suas estradas. Fui à Capital, a Bled, a Maribor. A capital tem 200 000 habitantes. Têm uma enorme mancha florestal mas que não arde. A economia preparou-se para a adesão e venceu o desafio.
O povo é feito de uma massa diferente: luta e tem sonhos. Beneficiou da guerra dos balcãs já que foi um dos menos atingidos. São católicos tal como nós. Mas as igrejas têm muros altos, recordação das invasões turcas do tempo do Imperio Austro-Hungaro. São tão parecidos connosco que até dói.
Só que eles viveram debaixo de um regime totalitarista e não querem lá voltar. E essa é uma memória viva. Nao querem voltar ao tempo em que não tomavam decisões, em que não havia livre iniciativa, em que não podiam ser e fazer. Formataram a administração pública para ser eficiente e verdadeiramente pública, restringindo-se a administrar os bens públicos.
Nós não temos essa sorte. Saímos de um regime de totalitarismo político para um de totalitarismo administrativo. Alguem por favor acorde este país destes 79 anos de totalitarismo para ver se os indicadores de confiança voltam.
Sérgio Figueiredo
Já tive o prazer de trabalhar com ele, ainda no Diário Económico, e já sabia que o Sérgio tem esta qualidade: frontalidade.
Hoje, no seu Jornal de Negócios, o Sérgio escreve uma nota onde chama mentiroso - sem as letras, mas com a palavra - a Manuel Pinho, ministro da Economia. Acusa-o, enfim, de dizer coisas que desmente no dia seguinte. Ou seja, de não ter carácter.
Conhecendo por dentro os jornais especializados, esta nota merece - sem medo - um elogio público.
Primeiro porque é uma justificação perante o leitor - que foi enganado num dia e merece saber porquê e por quem.
Segundo porque é dirigida a um ministro - e o Sérgio sabe, sempre soube, que terá zero notícias vindas daquele ministério nos próximos meses.
Terceiro, porque é num jornal económico, onde o Ministério da Economia é, sempre foi, uma fonte fundamental de notícias.
Quarto, e último, porque o Jornal do Sérgio - reconstruído, e bem, à custa do seu esforço - se arrisca muito seriamente a perder publicidade com este acto de frontalidade. Porque o jornalismo, em Portugal (país pequeno, pobre país), não é tão livre quanto pensamos.
Por isto, e porque sei que o Sérgio o faria com qualquer ministro, da Economia ou Finanças, e até com um que fosse seu amigo, aquele abraço para ele. Prometo ficar ainda mais atento - para saber como este Governo se comporta perante uma acusação pública.
Hoje, no seu Jornal de Negócios, o Sérgio escreve uma nota onde chama mentiroso - sem as letras, mas com a palavra - a Manuel Pinho, ministro da Economia. Acusa-o, enfim, de dizer coisas que desmente no dia seguinte. Ou seja, de não ter carácter.
Conhecendo por dentro os jornais especializados, esta nota merece - sem medo - um elogio público.
Primeiro porque é uma justificação perante o leitor - que foi enganado num dia e merece saber porquê e por quem.
Segundo porque é dirigida a um ministro - e o Sérgio sabe, sempre soube, que terá zero notícias vindas daquele ministério nos próximos meses.
Terceiro, porque é num jornal económico, onde o Ministério da Economia é, sempre foi, uma fonte fundamental de notícias.
Quarto, e último, porque o Jornal do Sérgio - reconstruído, e bem, à custa do seu esforço - se arrisca muito seriamente a perder publicidade com este acto de frontalidade. Porque o jornalismo, em Portugal (país pequeno, pobre país), não é tão livre quanto pensamos.
Por isto, e porque sei que o Sérgio o faria com qualquer ministro, da Economia ou Finanças, e até com um que fosse seu amigo, aquele abraço para ele. Prometo ficar ainda mais atento - para saber como este Governo se comporta perante uma acusação pública.
07 setembro 2005
Germany, here we go
O povo é sereno II
Parece que Santana Lopes decidiu voltar à Assembleia da República, onde terá assento nos próximos quatro anos. Tem mesmo de ser?
O povo é sereno
Li hoje, por aí, que quem vai decidir se a sessão legislativa começa agora ou já tinha começado em Março é o deputado Vitalino Canas, do PS. É à descarada: como só mesmo o PS é que acredita - aborto 'oblige' - que a legislatura começou em Março, mas a sessão de Março a Setembro pertencia à legislatura do Santana, decidiu-se que seria o mesmo PS a tomar a decisão. Quem é que falava na ditadura da maioria, a propósito de Cavaco?!
(Será que estou a ouvir um eco?)
(Será que estou a ouvir um eco?)
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