21 setembro 2005

Monarquia Portuguesa

Alguém me explica porque é que o D. Duarte conduz o seu Range Rover verde nesta altura do ano com os suportes de ski montados no tejadilho?

20 setembro 2005

Constâncio pós-Campos e Cunha

"O governador do Banco de Portugal defendeu hoje que não deve haver «hesitações ao excessivo gradualismo» na implementação da política económica em Portugal, fazendo ainda um apelo ao «realismo financeiro» por parte do Estado."

A ler, no negocios.pt.

Choupana Madeirense



O que é Nacional é bom!


(é favor acompanhar com o respectivo jingle)

Opinião do dia

1. Vital Moreira, no Público, sobre o tema do post de baixo. Diz que os resultados das eleições na Alemanha provam que os pequenos partidos nada têm a temer com a introdução de círculos uninominais. Porque é verdade, merece a leitura.

2. Teresa de Sousa explica, e bem, porque a Europa perdeu tanto como a Alemanha com as eleições de domingo. Sem querer, faz o contraditório do editorial de hoje do DN, onde João Morgado Fernandes parece ter gostado dos resultados.

3. Miguel Frasquilho responde, ainda no Jornal de Negócios, ao artigo de dois assessores do primeiro-ministro, sobre a alegada confiança na economia nacional. Uma polémica a seguir.

A Alemanha e os sistemas eleitorais

Hoje, Merkel e Schröder começam a negociar o impossível. Fala-se em coligações com nomes estranhos, como semáforo e Jaimaca. Já só falta o arco-íris.

A situação política agora criada na Alemanha devia fazer-nos pensar muito bem antes de mudarmos o nosso sistema eleitoral. Pensar, por exemplo, se queremos voltar a um impasse político por falta de uma maioria que seja absolutamente responsável por quatro anos no poder. É que sem um Governo responsável também não há a quem pedir responsabilidade.

19 setembro 2005

Cofina e Impresa: unidos venceremos

O Correio da Manhã apresenta hoje mais uma primeira página que destabiliza o governo rosa. O Jornal de Negócios também não pára de malhar neles.

Por sua vez a SIC passa à exaustão as imagens do marido da Bárbara Guimarães a ser indelicado para com o Prof. Carmona. O Expresso por sua vez trata de ir atirando discretamente (ou não estivesse lá o grande arquitecto educador do povo!) alguma areia para a engrenagem socialista.

Até parece que Balsemão e Paulo Fernandes têm qualquer coisa contra as conversas dos dirigentes socialistas com um certo grupo de comunicação social espanhol.

A TVI e os jogos de futebol

Muito criticada foi a transmissão de futebol do último domingo efectuada pela TVI.

Muitos não compreenderam porque é que a estação transmitiu o jogo entre os 2 últimos classificados do campeonato nacional (????).

O que um benfiquista tem que ouvir.

Guilherme de Oliveira Martins

Antes das pessoas despertarem para a política e se envolverem em causas públicas têm personalidade, valores e carácter...ou não. Guilherme de Oliveira Martins tem isso tudo. Sempre foi honestíssimo, sério e de uma moralidade coerente a quem só critica quem não o conhece. Sempre foi social-democrata. Sempre soube mais sobre social-democracia e socialismo democrático (seja qual fôr a diferença entre eles??!!) do que qualquer outro da sua geração. E é convictamente um social-democrata. Esteve ligado ao PPD/PSD e ultimamente como independente ao PS. Este último ponto é uma falha no seu curriculum (não concebo como é que alguém partilha a mesma bancada parlamentar com criaturas que só por comodismo "democrático" não estão no Bloco de Esquerda no PCP ou mesmo no POUS). Pode criticar-se a utilização abusiva do PS dos lugares públicos a favor da sua máquina de poder. Não se pode acusar Oliveira Martins de falta de seriedade, honestidade ou competência.

18 setembro 2005

As más notícias

Na Alemanha, as eleições deram... instabilidade.
Merkel venceu, como se previa, mas com uma margem curta, muito curta para formar um Governo estável. Schröder, por seu lado, reclama vitória, mesmo tendo ficado atrás da sua rival. E diz que quer ficar como chanceler.

Não sobra espaço para dúvidas. A Alemanha não pode suportar, nesta situação, um Governo que não tenha apoio estável no Bundestag. E a Europa, nesta situação, não conseguirá sobreviver a uma Alemanha instável.

E já há quem fale em novas eleições...

Alguém se lembra da Flórida?!

Caminhos editoriais

Ontem, num editorial do DN, o João Morgado Fernandes fazia a dobradinha à esquerda:
primeiro, acusava a direita de usar subterfúgios jurídicos para impedir um referendo ao aborto; depois, acusava de falta de educação os senhores do sindicato dos professores que assobiaram o primeiro-ministro.

Voltando atrás,

primeiro, o João considera que a Constituição da República Portuguesa é um "imbróglio processual". Ou seja, só deve ser respeitado se for conveniente, o que me parece um princípio também ele respeitável;
segundo, o João considera um disparate que se assobie o chefe de Governo. Aqui, abro dois pontos: 1. Aquele senhor, daquele sindicato, assobia todos os governantes que passam pelo distrito de Coimbra - o que o torna razoavelmente coerente; o João não diz o mesmo de todos os sindicatos que assobiam governantes, o que o torna pouco coerente. Ainda assim, neste caso específico, acho que o João tem razão.

16 setembro 2005

Ninguém quer votar na Alemanha?

Há um ano, nem isso, a Europa assistia excitadíssima às eleições nos EUA. Bush era um perigo, Kerry a salvação. A esquerda europeia andava tão preocupada com o fim do mundo que aí vinha (lembra-se, dr. Soares?) que perguntava, insistentemente, porque não podia votar naquelas eleições. Lembro-me, aliás, de uma discussão acesa com o Paulo Baldaia, nas três linhas que ele escreveu na blogosfera.

O que é interessante observar é que, dessa mesma esquerda (não é dr. Soares?) não se ouve ninguém, agora, a pedir por favor, para votar também na Alemanha onde se joga muito mais do nosso futuro do que acontecia, há um ano, do outro lado do Atlântico. Por lá, como se lembram, Bush venceu de novo - e o mundo ainda não acabou, a economia continua a florescer (apesar dos pesares) e a oposição democrata continua à procura de rumo. Por lá, o que aconteceu foi um furacão, mas de causas naturais, um furacão que a nossa esquerda tenta usar para mostrar à saciedade que, afinal, tinha razão.

Pois, meus amigos, do lado de cá do continente, no próximo domingo, os alemães vão decidir o que querem do seu futuro. Escolhem entre Schröder e Merkel, num país onde qualquer dos dois lados da barricada já percebeu que o único caminho é o de refazer o modelo social europeu. E eu sempre gostava de saber o que é que a nossa esquerda modernaça (não é dr. Soares?) pensa sobre o assunto. Isso gostava.

Ele Gama

O Presidente da Assembleia da República resolveu aceitar a versão socialista sobre a nova divisão das legislaturas e sessões legislativas. Aprendemos hoje que, a partir daqui, quando a AR é dissolvida a meio de uma legislatura, há uma sessão que pertence à legislatura anterior, embora estejamos já no início da outra. É o chamado buraco negro.

Mas com a decisão de hoje aprendemos ainda duas coisas:
1. Que os meios, para os socialistas, são menos importantes que os fins.
2. Que o 'peixe de águas profundas' perdeu a primeira oportunidade para causar uma primeira impressão. Pelos vistos, António Guterres só usava esta expressão na Assembleia da República e não no Conselho de Ministros. O que explica muita coisa.

O grande ordinário

Tenho a certeza, mesmo a certeza, que o Carrilho só não cumprimentou o Carmona no final do debate de ontem porque é um gentleman. Se olharmos bem para as imagens, vemos que o filófoso espirrou segundos antes e, como educado que é, pôs a mão à frente da cara. Agora digam lá se era de bom tom estender a mão ao homem....

15 setembro 2005

Competência

Há, neste ataque súbito da oposição à nomeação de Guilherme d'Oliveira Martins para o Tribunal de Contas, uma enorme hipocrisia.

Primeiro, não há quem não lhe reconheça seriedade e profissionalismo;
Depois, não há quem se lembre que o deputado é - apesar dos pesares - independente. Se nunca se filiou no PS é porque nunca o quis e isso deve contar para alguma coisa;
Terceiro, o mesmo GOM foi nomeado - imaginem - por um Governo de direita para uma das mais importantes instituições públicas de Cultura do país.

Em resumo, o que a direita está a dizer agora - depois de um enorme silêncio quando Armando Vara e Fernando Gomes foram designados para belos empregos públicos - é que Oliveira Martins é um "boy" socialista, dois anos depois de nomearem esse mesmo "boy" socialista para um outro cargo público. Pois. Para trunfo de isenção serve, já para nomeação socialista nem pensar.

Quando a oposição e o Governo aprenderem que as nomeações se devem fazer por critérios de competência, talvez o país começe a andar para a frente. Digo eu.

Este blog está louco

Como os meus caros amigos já devem ter percebido, tivémos de mudar o formato do blog. A infoexclusão tem destas coisas: de repetente a coluna dos links escondeu-se e fomos obrigados a alterar tudo. Uma desgraça. Prometemos repor os links correctos ainda hoje. O que não prometemos é ficar cinzentos durante muito tempo. Com paciência, acabaremos por descobrir qualquer coisa mais animada.

As desculpas da gerência.

Pedido de ajuda

Se alguma alma caridosa souber como raio podemos recuperar a sidebar, que, por alguma razão ficou presa no fundo desta página, a gerência agradece que nos diga. Obrigado.

Opinião do dia

1. O editorial de José Manuel Fernandes, hoje no Público, sobre o despudor do PS em mudar as regras para impor o seu referendo ao aborto. Não é novo - eu já o escrevi - mas vem em bom tempo. Quem se lembra da "ditadura da maioria"?

2. Também em editorial, mas no DN, João Morgado Fernandes sobre as nomeações. Ataca à esquerda, como já atacou à direita. Um bom sinal, prova de independência. Mas, aqui, merecerá novo post. Já lá vou.

3. O artigo de Óscar Gaspar, economista, defendendo o seu primeiro-ministro no Jornal de Negócios contra o que já escreveu (no Quarta República) Miguel Frasquilho. É sobre os 0,5% de crescimento do PIB no segundo trimestre. Vale a pena ler, mesmo que o artigo seja bem menos optimista do que ouvimos da boca de José Sócrates. É caso para dizer que existe - ainda - algum bom-senso em S. Bento.

14 setembro 2005

Mulheres (Maridos) dos militares vão manifestar-se

"PROTESTO PASSA PARA CÔNJUGES.
Os militares vão recorrer aos seus cônjuges para convocar uma manifestação no próximo dia 21, de forma a contornar o argumento apresentado pelo Governo Civil de Lisboa e o Tribunal Administrativo e Fiscal, de que as associações militares não têm direito de convocar protestos. Desta forma, os profissionais esperam ver assim aprovada a sua possibilidade de manifestarem o seu descontentamento e indignação pelas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. Isto depois de virem recusadas por três vezes o seu pedido de protesto. " CM 14092005

Isto pressupõe a concordância das criaturas? Ou os militares recorrendo ao seu costumeiro e desfasado sentido de autoridade ordenaram aos seus cônjuges a presença na dita manifestação?Como diria Astérix "estes romanos são loucos". Alberto João poderia bem aplicar o seu célebre "isto tá tudo grosso" aos militares. Viva a nossa república das bananas.

Sobre...Mesa


Esta mulher é única. Tem o umbigo mais bonito de todos vocalistas de bandas portuguesas (pensando melhor..., não o do Tim dos Xutos é também mais feio). Chama-se Mónica Ferraz e tem 25 anos. É vocalista dos Mesa, grupo que lançou ontem o seu 2º album. Depois de "Mesa" surgiu agora "Vitamina". Com igual pujança e com a energia única que as músicas de João Coimbra e a voz da pequena conseguem ter. Espero que não se percam. Deram um concerto bom ontem no Lux. E "O Insubmisso" esteve lá em peso...a vibrar com o umbigo da gaiata.

Boas memórias da noite do Lux, pena é o cretino sentido de oportunidade do jornalista (seria?) da SIC que andava lá a recolher depoimentos, e a fazer perguntas tão idiotas quanto "Qual a coisa mais arrojada que fez em cima de uma mesa?".

13 setembro 2005

Cavaco e o anúncio da candidatura


Porque é que Cavaco vai anunciar a sua candidatura depois das autárquicas e antes do OE? assim o afirma o DE na sua edição de hoje!

Parece-me óbvio que seja depois das autárquicas. Cavaco não pode entrar no debate das autárquicas, particularmente no momento do seu partido, em que Marques Mendes decidiu pôr ordem na casa contra os seus (partido) interesses mais primários e comprou guerras por todo o lado. Cavaco não pode ser chamuscado por isso.

Agora antes do OE?! Não consigo compreender. Passo a explicar. Cavaco é economista e é-lhe reconhecida uma reputação pragmática e inflexivel nesse campo, capaz de se manifestar relativamente às opções políticas independentemente do governo em exercício. Do ponto de vista do património político da sua candidatura presidencial, esse tem que ser um valor a puxar durante a delimitação do campo político na batalha presidencial. A sua força, certeza e superioridade nesses domínios conseguem facilmente encostar a um canto qualquer dos outros candidatos (mesmo tendo em conta o sempre difícil Garcia Pereira).

Ora o OE, pela sua mais que provável destrambelhice, daria a Cavaco o ângulo certo para iniciar a sua campanha, marcar o arranque e ir buscar votos quer à direita como à esquerda. Ao prescindir desse trunfo (arrancar por último e falando em primeiro lugar de um tópico vital para o país dentro da sua área de conhecimento), deixando-se misturar com todos os outros candidatos sobre o tópico (porque manifestamente o anúncio de Cavaco vai marcar a agenda política e à sua volta durante esses 2-3 dias vai ser terra queimada) vai perder a dianteira na captação de pontos à esquerda, espaço onde Cavaco tem que ir buscar algumas centenas de milhares de votos, vai ficar em desvantagem estratégica.

Posso aceitar a opção apresentada no DE, mas não consigo compreender. Se alguém me ajudar a descodificar isto a gerência agradece. Fiquem bem

Entre Ruben de Carvalho e Sá Fernandes venha o diabo e escolha...

A SIC Notícias tem estado a apresentar uma série de debates com os candidatos à CM de Lisboa.
Fica já esclarecido que não votarei em nenhum dos acima mencionados.

Todavia até há 2 dias atrás achava piada ao jeito desengonçado de Sá Fernandes (SF). Tinha aquele ar de D. Quixote que lutava contra todos os moinhos de vento que lhe apareciam. A única coisa que destoava nestas suas intervenções era quando aparecia com o Sancho Pança ao lado (leia-se Fernando Rosas).

Manteve para mim, até ontem, aquele ar de eterno romântico lutador de grandes causas, que, qual Indiana Jones, se aventurava por terrenos inóspitos para derrotar as forças mais ocultas do Universo, estatal, neste caso. Era o destemido que, de peito feito, enfrentava adversários "Golíacos" (não sei se existe a expressão). E manteve essa imagem durante os confrontos à direita, como o pessoal do BE gosta de afirmar.

Ontem, no debate com Ruben de Carvalho, viu-se a "cara da besta". O confronto no mesmo território ideológico provoca mais danos que os confrontos na diferença. E aquilo que observámos ontem foi um Sá Fernandes ideologicamente convertido ao ideário relativista, trauliteiro e inconsequente do Xico Louçã. Ao afirmar disparates em catadupa e atropelando as suas próprias ideias por outras impingidas pelo Comité Central do BE (que não se chama CC porque seria contra a natureza relativista do partido) assistimos à queda de um mito.

Afinal o rei vai nú e aquela insinuação mesquinha sobre António Abreu só veio demonstrar que Sá Fernandes afinal não é romântico: é tão ordinário no debate político como os outros bloquistas.

Ruben de Carvalho mostrou porque é candidato. Os comunistas preparam-se bem, são consequentes e coerentes e consistentes. Podemos não partilhar as suas ideias, mas temos de reconhecer que conhecem os problemas a fundo e estão preparados para os debater de forma quase séria. Venha o diabo e escolha...mas sinceramente o SF não me vai merecer mais um pensamento.

Barcelona parte II


Não é meu costume comentar comments a posts em sede de espaço de blog. Mas desta vez sou obrigado a fazê-lo.

Barcelona de facto marca-nos e não por qualquer característica específica de natureza material.

Barcelona é um espírito. É uma inspiração. É liberdade e contenção. É passado e futuro. É criação e vida. É vontade de viver. É energia. Positiva. É expansão. É caos e ordem. É ânsia de derrubar os nossos limites. É uma experiência interior de renovação. É encontrarmo-nos com a nossa essência sem que ninguém nos perturbe. É confrontarmo-nos com os nossos medos e com as nossas certezas.

É lógico que são as Ramblas, a Praça da Catalunha, o Bairro Gótico e o Parque Guell, a praia e o passeio marítimo, Gaudi e Miró.

Mas isso não é o mais importante. Importante é mesmo estar ao pé da Catedral a ver teatro de rua chileno. Sentarmo-nos na conversa à volta de uma caña com pessoas que não conhecemos e descobrirmos vidas interessantes que se apaixonaram pela cidade. É sentirmos a intensidade e o gosto com que as pessoas vivem, e fazem, e sonham e crescem. É a sensação de termos o mundo ao pé de nós.

Barcelona é assim pelas pessoas que lá passam, vivem ou viveram, e que com ela se misturaram. Nem todos os que lá passaram sentem o mesmo. Mas os que lá passam e querem voltar é porque adquiriram esse espirito. Eu quero voltar e sei que há mais pessoas que o pretendem fazer.

Pode ser que nos cruzemos por lá...quando as janelas se abrirem!

Porque muito mais do que Barcelona o que nos marca são as pessoas que por lá passam. Essas sim são as que valem a pena nesta vida! Fiquem bem!

12 setembro 2005

Sócrates e as escolas

"O primeiro-ministro, José Sócrates, congratulou-se hoje com a abertura "a tempo e horas e com tranquilidade" do ano escolar e sublinhou que as mudanças no primeiro ciclo do ensino básico serão uma das apostas políticas do Governo." Público, edição de 12.09.2005

Se só abriram 17,4% das escolas, o homem está a congratular-se do quê?

Será que ele já voltou do Quénia?

Pedido à lagartagem

Pede-se encarecidamente que não utilizem o meu telemóvel como destinatário da seguinte mensagem "ninguém pára o benfica, ninguém pára o benfica ueeeeeeee"

Barcelona


















Há cidades que nos marcam.
Que nos invadem.
Que nos deixam ansiosos cada vez que há promoções nos vôos das companhias aéreas para lá.
Barcelona é uma dessas cidades.
Na minha alma é um local de refúgio e revisita onde só cabem mais 2: Londres e Amesterdão.
Esqueçam o resto.
E pensar que é devido à Catalunha que nós devemos o nosso "sucesso" de 1640 e que é por isso que eles não são uma nação soberana.
Que desperdício!

RECORDAR OS 7 PECADOS MORTAIS PARA QUE A NOSSA ALMA NÃO SEJA CURTA



Luxúria Orgulho Avareza Inveja Gula Raiva Preguiça.

Do they ring you a bell?

Comentário pós-moderno sobre o SCP-SLB







Perdemos, pois perdemos.
Marcas de Sangue na Comuna com Leonor Seixas é uma boa peça.
O "Queijo Flamengo" mais uma vez errou na táctica.
Está provado que ele não sabe gerir o balneário.
Tiago Monteiro pontuou mais uma vez e faz história na Fórmula 1 e no automobilismo nacional.
Quem mete de início um italiano de 1,33 m com 90% da pele coberta de tatuagens em vez do Nuno Gomes é porque quer demolir o balneário.
Barcelona é provavelmente a melhor cidade da Península.
Vai ser inevitável ele sair se perder com os franceses e com o Leiria.
E isto não é derrotismo é realismo.
Dado o resultado deste fim-de-semana é legítimo pensar que Valentim Loureiro conseguiu voltar a pagar aos árbitros.
Vieira e Veiga nem se queixaram do árbitro porque não havia nada para queixar.
O Caterpillar Rocha brindou novamente a massa associativa com aquele seu jeito incomparável para fazer amizades dentro e fora do relvado e marcou o jogo. Note-se que eu não disse que a culpa do resultado é dele. Nem digo que se o Luisão não insistisse naquele seu corte de cabelo o Liedson não teria chegado à bola. Não, a culpa é do Benfica que não marcou.
Sócrates tem jeito para arrasar edificios.

11 setembro 2005

Promessa

Não vou dizer uma só palavra sobre o jogo de ontem a um só benfiquista.
Nem uma. Pelo menos hoje.

09 setembro 2005

Mão cheia

Amanhã há derby!
Tenho um feeling que vão ser cinco ao Benfica. Mão cheia.
Estádio cheio, gritos a plenos pulmões, vibração a cada jogada.
Ninguém nos agarra!

Purgatório




O sr. Rogério Guimarães, eleitor das Caldas, pagou para que o Público de hoje fizesse eco das suas desculpas aos democratas. O coitado perdeu o seu tempo: não estamos propriamente num país de democratas. Assim sendo, que Deus o perdoe, ao menos. E, já agora, que a moda pegue. Pode ser que o Saramago faça um livro com o pretexto.

Do Insubmisso vai um abraço direitinho para o sr. Guimarães. E veja lá em quem vota nas autárquicas e presidenciais, sim?

A Figura do Ano do "O Insubmisso" parte I












Temos que comemorar de alguma forma este nosso aniversário.

Devido a tal facto os bloggers deste espaço de lokura decidiram eleger a figura do ano.

Após aturada e madura deliberação, e competindo com outras figuras de igual calibre (como sejam Peseiro, Luis Filipe Vieira, Valentim Loureiro, Isaltino, o Tsunami e a Katrina- sem as pombinhas-, os D'ZRT e Helga Cardoso/Luis Evaristo) optámos por eleger de forma maioritária, e com aclamação: Pedro Santana Lopes.

Pedro Santana Lopes apresentou argumentos que em muito ultrapassaram todos os outros concorrentes.

1)Pelo volume dos fracassos ultrapassou Peseiro.
2)Pela sua arrogância e pelo volume de promessas não cumpridas bateu Luis Filipe Vieira.
3) Pela sua má gestão política conseguiu (embora com dificuldade) arredar Valentino e Isaltino (não os cabeleiros ucranianos da Buraca...mas sim...aqueles!)
4)Pelo volume de vítimas e estragos causados bateu os fenómenos naturais de tão triste memória.
5)Pela desafinação conseguiu, pasmem, bater os D'ZRT
6) Apesar de ser o ultimo ano da Casa do Castelo (felizmente), Pedro, sim o nosso Pedro, conseguiu fazer mais fogo de artificio em menor espaço de tempo do que a dupla circense Helga e Luis, e, note-se, nem teve que escrever na parede da falésia um kitsch "obrigado" como estes 2 ultimos fizeram.

Obrigado Pedro por nos teres permitido tão bons momentos

Beach Boys e Mário Soares: a comparação













Tanto para dizer sobre estes 2 mitos dos anos 70?

As semelhanças:

Marcaram uma geração e são considerados verdadeiros dinossauros nas suas áreas.
Nenhum deles mantém a sua formação original.
Renasceram e reapareceram este ano para nos animar o Verão.
Gostam indiscutivelmente de praia e de um certo "grooving style of life".
Gostam de camisas às flores.

As diferenças:

Os Beach Boys emitem "good vibrations". Mário Soares não.
Os Beach boys deram 2 concertos. Mário Soares não tem conserto.

O candidato da CDU à Câmara do Porto, Rui Sá, esteve no Mercado do Bolhão

É tão estranho ver Rui Sá em conferência de imprensa no mercado do Bolhão no Porto, vestido de fato azul de fino corte, com nó farto na gravata de seda, com discurso coerente, não raivoso (como o Sr. Lopes do BE e o Assis do PS) e de corte aprumado do cabelo e da barba.

É estranho para quem o viu durante o Verão na ilha do Farol no Algarve de xanata calçada segurada pelo dedão, calção de banho (acho que não eram boxers???!!!) de quadradão anos 70 e cabelo degrenhado.

Será que os comerciantes do Bolhão não lhe mereciam mais coerência?

Não é que fazemos hoje um aninho?



É bonito, não é?
Obrigado por ainda nos aturarem.

Parabéns David. Parabéns a mim. Parabéns "O Insubmisso"

O Insubmisso completa hoje o seu primeiro aniversário.
Estou contente por isso.
Demonstra que temos mais viabilidade que um governo do Santana Lopes.
Que temos mais pujança que alguns treinadores de futebol.
Que ultrapassámos as taxas médias de mortalidade infantil da blogosfera.
Que temos um projecto que continua actual.
Os blogs vão e vêm.
Nós continuamos. Simples. Críticos. Analíticos. Apartidários. Irreverentes. Despretensiosos. Com muita gente a gostar de nós e outros a detestarem-nos. Qual Sporting (somente nesta sua faceta) somos uma autêntica Academia de Alcochete donde saíram já grandes valores da blogosfera nacional.
E é por isso que o balanço é positivo. Estamos de Parabéns David.

08 setembro 2005

Cada cavadela, cada minhoca

"Sampaio exorta sociologos a estudar causas dos fogos e omissões do Estado"
Título da Lusa.

Cavaco

A primeira sondagem sobre presidenciais com os candidatos reais destrói todos os argumentos da esquerda sobre as vantagens de uma profusão de candidatos... à esquerda para Belém.
Ou seja: à primeira volta, Cavaco ganharia com 48%, contra 32% de Soares; na 2ª, Cavaco sobe para 64%, contra 36% de Soares. A análise que ouvi na Antena 1, aliás, é mais explícita: a maior parte dos eleitores dispostos a votar Jerónimo e Louçã preferem passar o seu voto para Cavaco do que para o ex-PR.
Surpreendente? Não tanto. As presidenciais são unipessoais, não ideológicas. E Cavaco não é de direita, é centro centrão.
Mais análises, só depois de ouvir o Pedro Magalhães...

Kinder Surpresa

O INE anunciou hoje que o PIB português cresceu 0,5% no segundo trimestre. Uma pergunta: quem é que fez as contas?

Ao Sérgio

O Sérgio não me surpreende. Porque ele é esta pessoa corajosa. Por isso destoa nesta choldrice dos interesses podres em que se transformou Portugal. Mas é com pessoas destas que temos que contar se algum dia quisermos reconstruir esta quase-província espanhola

Era bem feito que o Dr. Soares ganhasse

Não concordo que seja mau o Dr. Soares candidatar-se a PR e até é bom que o Partido Socialista o apoie com o vigor demonstrado pelo "quadratura" Coelho.

Isto permite-nos várias conclusões
1) É um óptimo sinal internacional: uma jovem democracia teria um jovem líder sábio, ponderado (que não diz o dito por não dito e "basta!"), completamente actualizado, com experiência internacional e vigoroso, com conhecimento de línguas e sem capacidade de lobbying internacional,bem como uma pessoa que sabe e conhece o poder da derrota e da incapacidade em eleições internacionais (PE) bem como as suas consequências reputacionais de estar em baixo em termos das grandes influências. Isso seria um sinal de grande humildade internacional.

2) Dá conta do elevado grau de desenvolvimento da democracia portuguesa que demonstra à saciedade que prefere os políticos e cidadãos de grande qualidade em outros cargos e tarefas do que na figura meramente representativa e decorativa (atenção que eu não disse estética) de PR

3) Seria a hipotese de nós demonstrarmos que o país tem uma política activa da terceira idade e que não é um país exclusivista

4)Quanto ao PS, demonstra que é um partido fiável e coerente. À semelhança dos grandes nomes pensados para as principais câmaras do país (Assis "o buldog" de Felgueiras) e Guimarães Carrilho (o retóricoco - contracção de retórico e oco- a isto chama-se língua viva, da Av. berna) apresenta-nos agora o seu apoio a uma solução de futuro, pujante, dinâmica, capaz, saída da sua "cantera" . Se isto não é sinal de inovação, conhecimento, magistralidade, genialidade, de um partido, o que é que será. Não consigo perceber porque é que esta mesma filosofia não se espalha para outros partidos.

A Eslovénia já nos ultrapassou

É notícia do dia de hoje. Portugal foi ultrapassado pela Eslovénia no ranking de países mais desenvolvidos.

Já visitei várias vezes a Eslovénia. Aterrei no Aeroporto internacional desse país. A zona de embarque é minuscula. Percorri as suas estradas. Fui à Capital, a Bled, a Maribor. A capital tem 200 000 habitantes. Têm uma enorme mancha florestal mas que não arde. A economia preparou-se para a adesão e venceu o desafio.

O povo é feito de uma massa diferente: luta e tem sonhos. Beneficiou da guerra dos balcãs já que foi um dos menos atingidos. São católicos tal como nós. Mas as igrejas têm muros altos, recordação das invasões turcas do tempo do Imperio Austro-Hungaro. São tão parecidos connosco que até dói.

Só que eles viveram debaixo de um regime totalitarista e não querem lá voltar. E essa é uma memória viva. Nao querem voltar ao tempo em que não tomavam decisões, em que não havia livre iniciativa, em que não podiam ser e fazer. Formataram a administração pública para ser eficiente e verdadeiramente pública, restringindo-se a administrar os bens públicos.

Nós não temos essa sorte. Saímos de um regime de totalitarismo político para um de totalitarismo administrativo. Alguem por favor acorde este país destes 79 anos de totalitarismo para ver se os indicadores de confiança voltam.

Sérgio Figueiredo

Já tive o prazer de trabalhar com ele, ainda no Diário Económico, e já sabia que o Sérgio tem esta qualidade: frontalidade.

Hoje, no seu Jornal de Negócios, o Sérgio escreve uma nota onde chama mentiroso - sem as letras, mas com a palavra - a Manuel Pinho, ministro da Economia. Acusa-o, enfim, de dizer coisas que desmente no dia seguinte. Ou seja, de não ter carácter.

Conhecendo por dentro os jornais especializados, esta nota merece - sem medo - um elogio público.
Primeiro porque é uma justificação perante o leitor - que foi enganado num dia e merece saber porquê e por quem.
Segundo porque é dirigida a um ministro - e o Sérgio sabe, sempre soube, que terá zero notícias vindas daquele ministério nos próximos meses.
Terceiro, porque é num jornal económico, onde o Ministério da Economia é, sempre foi, uma fonte fundamental de notícias.
Quarto, e último, porque o Jornal do Sérgio - reconstruído, e bem, à custa do seu esforço - se arrisca muito seriamente a perder publicidade com este acto de frontalidade. Porque o jornalismo, em Portugal (país pequeno, pobre país), não é tão livre quanto pensamos.

Por isto, e porque sei que o Sérgio o faria com qualquer ministro, da Economia ou Finanças, e até com um que fosse seu amigo, aquele abraço para ele. Prometo ficar ainda mais atento - para saber como este Governo se comporta perante uma acusação pública.

07 setembro 2005

Germany, here we go



Depois do empate de hoje, já só falta uma vitória. É a melhor campanha de sempre da selecção das quinas. Quem falou em crise?

O povo é sereno II

Parece que Santana Lopes decidiu voltar à Assembleia da República, onde terá assento nos próximos quatro anos. Tem mesmo de ser?

O povo é sereno

Li hoje, por aí, que quem vai decidir se a sessão legislativa começa agora ou já tinha começado em Março é o deputado Vitalino Canas, do PS. É à descarada: como só mesmo o PS é que acredita - aborto 'oblige' - que a legislatura começou em Março, mas a sessão de Março a Setembro pertencia à legislatura do Santana, decidiu-se que seria o mesmo PS a tomar a decisão. Quem é que falava na ditadura da maioria, a propósito de Cavaco?!
(Será que estou a ouvir um eco?)

As interrupções

na vida blogosférica são saudáveis.
Ainda assim, as desculpas a quem (ainda) vai passando por cá, à espera de um qualquer disparate.
Sim, estou de volta.

31 agosto 2005

Uma razão para não votar no dr. Soares

...é a presença de Dias da Cunha, presidente do Sporting Clube de Portugal, na apresentação da candidatura presidencial. Alguém ouviu aquela figura dizer "sou um cidadão português, o meu nome é António Dias da Cunha"?!

29 agosto 2005

Nos piores dias

...faz-me sempre bem ler o Xico, na Loja dos 300, ou o João Pedro, no Glória Fácil. A amizade e a inteligência tem esta vantagem: serve-se à distância.

26 agosto 2005

A bola, às vezes, é quadrada

Com o Ricardo na baliza, o Sá Pinto no meio campo, o Peseiro no banco, nada me garante que o Sporting não seja eliminado pelo Halmstad, 12º classificado no campeonato da Suécia, já com dez derrotas acumuladas. Não me admirava nada.

Por falar em Verão

parece que os Verdes - essa entidade central da nossa democracia - querem "alargar a época de fogos". A sério. Disseram-me agora. Acho que a Isabel Castro anda a ler Inimigo Público a mais.

Presidenciais

Anda por aí uma conversa pouco brilhante: dizem uns que a candidatura de Jerónimo pode ajudar Mário Soares, sabe-se lá porquê. Só pode ser do Verão.

22 agosto 2005

Lamento

...terrivelmente que o Francisco José Viegas tenha encerrado o Aviz; que o Mexia e companhia tenham encerrado o Fora do Mundo; e que o Paulo Gorjão tenha tirado as férias de Verão para dizer disparates sobre o papel da Blogosfera. Assim de repente, a nossa zona livre parece-me mais pobre...

Case study

Vejo, com espanto, que o Presidente da República interrompeu as férias para dar um sinal de preocupação face aos incêndios. Mas, é claro, só depois do próprio PM ter regressado, e também só depois do mesmo PM ter dado um saltinho a uma das zonas da tragédia, como quem sempre esteve muito preocupado.
É impressão minha ou ainda não tivémos eleições presidenciais e o nosso homem em Belém já é outro?

18 agosto 2005

Habituem-se

O Primeiro-ministro diz que a “exploração política” das suas férias é “demagógica, injusta e mesquinha”. Acho que devia falar uns minutinhos com o dr. António Vitorino. É que o "habituem-se" tem vai e volta.

As férias

Parece que a polémica sobre as férias do primeiro-ministro pegou ao ponto do eng. ficar irritado. Dois pontos:

1. O primeiro-ministro tem direito a férias, merece-as, deve gozá-las.
2. O primeiro-ministro não deve deixar o dr. Costa dizer aos deputados que lhe perguntou "mais de duas vezes" se devia regressar. É, digamos assim, má onda.

Dito isto, que volte ao trabalho com força, que bem vai precisar.

17 agosto 2005

Um regresso

O sr. primeiro-ministro regressa hoje de férias. Vem de África direitinho para a América Latina. O cenário não muda nada. Pode ser que tenha aprendido a lidar com os nativos.

16 agosto 2005

Lula da Silva

Meses depois de rebentar o escândalo, Lula da Silva entra num beco sem saída:

"O Presidente brasileiro queixa-se de ministros preguiçosos, chegando mesmo a pedir-lhes para que trabalhem até à meia-noite se necessário. Outra das estratégias de Lula será apontar directamente o seu ex-braço direito José Dirceu como o homem que traiu a confiança do Presidente."

José Dirceu foi, até agora, o elemento central do PT na subida ao poder e na coordenação de toda a estratégia política do Governo. Ao entrar em guerra com Dirceu, Lula ganharia em autenticidade - se não fosse tarde demais. É, neste caso, tarde demais.

O passeio

Mário Soares quebrou o silêncio para dizer porque deverá - será - candidato à Presidência da República: para que a eleição não seja "um passeio na Avenida da Liberdade" para Cavaco Silva. Vai uma corridinha, dr. Soares?

10 agosto 2005

Rumo a Alvalade

Aí vou eu. Um amigo meu acabou de chegar e junto-me a ele em dez minutos. "Já estou em Camp Nou", disse-me. "É lindo!". Pois é. A época vai começar - que se lixem as promessas, o Peseiro, até a equipa. Que alegria nos dá o nosso Sporting!

Os incêndios já cheiram mal

Chateia-me muito a conversa da treta com que todo o país se diverte acerca da tragédia anual com os incêndios. O culpado é sempre o mesmo: o Governo - o que está na altura. E nunca, nunca, são apontados os culpados mais evidentes: o São Pedro e D. Afonso Henriques, o herói que escolheu esta santa terra para pátria dos lusitanos. Já agora? E os proprietários, que deixam as matas num estado perfeito para consumo de labaredas? Ninguém se lembra desses?

O exemplo do Japão

A minha melhor leitura do dia apareceu no editorial de José Manuel Fernandes. O director do Público explica bem um caso importante e a ter atenção no futuro mais próximo: a convocação de eleições antecipadas no Japão. Interessante?, perguntam vocês? Sim. E importante. Para percebermos bem o grande problema das democracias em que (felizmente) vivemos. É que não é perfeita, porque também está na mão de homens e, lá está, dos seus interesses, dos seus defeitos e até - vejam lá - dos que põem isso abaixo do futuro. Um obrigado ao JMF, por uma vez.

08 agosto 2005

Hard news

O escândalo Oil For Food está cada vez mais próximo de Kofi Annan e coloca em causa a estrutura de toda a ONU. A seguir, a par e passo, até ao relatório final, em Setembro.

Por mera curiosidade

Sabem que na Holanda o mundo político mete férias em Agosto? Todo o Agosto? Não ha decisões, campanhas, comícios nem afins. As pessoas por lá dizem que se Deus criou o mundo, os holandeses criaram a Holanda - e a indiferença (boa) da política no mundo real é um sintoma perfeito disso mesmo. E sabem que mais? Os jornais continuam a sair.Porque também eles dispensam a política no que esta não tem de real interesse. Parece Portugal, não é?

07 agosto 2005

Caching up with the news

Chego de Amsterdão e olho para os jornais. E dou de caras com uma série de prendas no sapatinho.


1. Presente para Jorge Sampaio: Armando Vara na CGD.

2. Presente para os bombeiros: António Costa pede aos capitalistas que deixem os seus trabalhadores apagar os fogos.

3. Presente para o Instituto Superior Técnico: Mário Lino diz que só divulga os estudos sobre o TGV e OTA lá para Outubro, quando os projectos definitivos forem apresentados.

4. Presente para Dias da Cunha: José Peseiro diz que não tem tempo para ler e que a sua mulher lhe faz um resumo dos livros maiores.


É caso para dizer que este país gosta mesmo dos jornalistas. Não é?

Registo

Só para dizer que estou por cá. Depois falamos, ok?

30 julho 2005

10º prémio!

Não é incrível?! Pela primeira vez na minha vida inteira ganhei alguma coisa num jogo, e logo no euromilhões. Foi o décimo prémio, qualquer coisa perto de vinte euros, acham normal? Eu e mais 140 mil pessoas pela Europa toda. Sinto-me um verdadeiro europeísta. Daqui para a frente é sempre a ganhar.

28 julho 2005

The Twilight Zone

Acabei de me surpreender com o reaparecimento, na Dois, da Twilight Zone,uma das minhas séries preferidas dos anos 80. Lembro-me como se fosse ontem: lá em casa, ao jantar, não se viam, nessa altura, novelas brasileiras. Víamos a TZ e o Hitchcock, que davam no segundo canal, a preto e branco, com as histórias mais fantásticas de sempre. Ate hoje, acho que foi ali que começou a minha paixão pelos livros, a minha obsessão pelos bons argumentos.

Os episódios de hoje, mesmo perdendo o fascínio do antigamente, não desiludiram. Acho que vou quebrar uma regra de ouro: não ter séries que me prendam em casa. Esta merece.

P.S. Acabei de fazer uma pesquisa e encontrei o guia dos episódios da primeira série, anos 60, que era reposta na minha adolescência. Para os mais curiosos, está aqui.

Coisas que me vão fazendo sorrir 2

Tinha lido o João Lopes, hoje no DN, e não resisti. Da Avenida de Roma ao King é só um pulinho e o "9 songs" ficou-me na cabeça. Em resumo, a crítica ao filme (que hoje estreia por cá) dividia-se entre o "pornográfico" e o "complexo, pesado, desafiador". Arrisquei, seguindo o meu crítico de eleição.

No que toca a cinema, prefiro sempre não ir longe demais na análise, mas confesso que fico com saudades dos tempos de faculdade, quando era obrigado a pensar, a escrever, a explicar o que tinha sentido, o que me tinha sobrado, X minutos depois de entrar na sala. Contar o que um filme nos acrescenta é dos maiores desafios que já me colocaram.

Confesso que, desta vez, não foi preciso fazer um esforço. Vou deixar o espaço em branco, mas garanto-vos que há ali muita coisa para sentir, muita coisa para falar ou pensar ou registar, simplesmente. Há vida, vidas a sério, naquele filme - pelo menos assim o vi.

Deixo-vos a sugestão e, já agora, um aviso aos mais conservadores: "9 songs" tem sexo. Mesmo. Depois não digam que não avisei, ok?

Coisas que me vão fazendo sorrir 1

1. Meio da tarde, Avenida de Roma. Por alguma razão acabo num café que há muito não frequentava, mas que me trás (sempre) boas recordações: o Angola, bem na esquina com a Estados Unidos da América. Fico na esplanada, numa boa, quando quase dou um pulo na cadeira. Vejo Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças, a sair de um Audi qualquer coisa, com uma matrícula curiosa.

"OR?"
, pergunto eu. Pois. Tipo Orçamento Rectificativo, provavelmente a única marca que Campos e Cunha deixa para o futuro do país.

Certo é que o ex estava com mais ar de férias do que eu, garanto-vos. Descontraído, sorriso na cara, à caça de uma revista que não consegui perceber qual é - mas que não tinha mínimo ar de coisa séria ou numérica.

"Revista na mão, pólo e calças descontraídas...sim senhor. Ar de cansaço, lá está, tipo problemas pessoais e tal. Pois então".

Passaram poucos minutos, confesso, mas ainda tentei perceber se havia um cafezinho na história, com dois pacotes de açúcar. Mas enfim, o homem tem direito à sua privacidade, certo?

"Pois então, senhor ministro, boas férias para vossa excelência. Que vá sorrindo com o que ficou depois de si, é o que lhe desejo", pensei. E lá fui eu, com um sorriso na cara, deixando a Angola para trás, mesmo que sempre no pensamento.

Notas soltas

1. Entrei de férias e, confesso, reagi sem reacção. Acontece-me muitas vezes. Quando não tenho o stress do trabalho fico sem saber para onde me virar. Resultado óbvio (para além de me sentir um alien): jornais, ténis, lista de coisas a fazer. Tudo isto para dizer que os posts serão mais raros por aqui, nos próximos dias.

2. Estreou por aí um blog que promete. A Helena Garrido, imaginem, aderiu à zona livre através da economiaberta.blogspot.com, com o empurrão precioso do Luís Villalobos. Confesso que ainda não passei por lá com a atenção merecida. Mas vou estar atento, muito atento, para saber até que ponto esta economia será, de facto, aberta. Bem-vindos e boas polémicas.

3. Acabei de ver o dr. Soares como candidato presidencial. Acho que o dr.Soares, cá para nós, só precisava de um abraço sincero - do seu povo, digo - para se sentir vivo de novo. Como o percebo.

27 julho 2005

De Manuel Alegre, com amor

"Qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.
Se os novos partem e ficam só os velhos
e se do sangue as mãos trazem a marca
se os fantasmas regressam e há homens de joelhos
qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca."

Leiam, na Quarta República.

26 julho 2005

Sociedade civil

Pacheco Pereira, no Abrupto, resume a gargalhada do dia. A propósito do duelo Soares/Cavaco. Reza assim:

"Segundo o Público, que consultou a dita "sociedade", esta é constituída por: Pedro Abrunhosa, a piloto todo-terreno Elisabete Jacinto, o fadista Camané, a professora Eduarda Dionísio, Eduardo Prado Coelho, Margarida Martins, Presidente da Abraço, Lúcia Sigalho, actriz, Pedro Mexia, publicista, Luís Represas, cantor e compositor, Julião Sarmento, pintor, Sobrinho Simões, médico e professor, Joaquim Gomes, director da Volta."

Dito isto, dá para perceber porque estamos onde estamos. Ou não?

25 julho 2005

A ternura dos 80

A crítica do dia, nos fóruns, nas conversas de café, e no comment aqui em baixo, atenta à idade de Mário Soares e ao que isso significa sobre a incapacidade da esquerda em encontrar candidatos de novas gerações. O que tem mais graça na crítica é que quem mais critica Soares é que mais tem contribuido para o desgaste dessas gerações mais recentes.

Saídos de uma revolução pouco pacífica, os portugueses aprenderam a endeusar uma leva de políticos que contribuíram - supostamente - para a evolução do país. Pois. Mas como a vida política tem tendência a evoluir, logo apareceram uma série de senhores de "nova geração" para agarrar a sua oportunidade. Para encurtar a história, o país não lhes deu sequer a oportunidade de provarem o que valiam. Exemplos? Alguns, só para abrir o apetite: Cavaco foi literalmente escorraçado, apagado da história, porque era um ditador; Guterres foi corrido porque o país não lhe deu condições de governar e achava que perder eleições autárquicas era um cartão vermelho; Ferreira Leite vale zero nas urnas, porque é uma insensivel; o próprio José Sócrates é tido como o mal menor, até que alguém apareça na altura certa para apanhar o poder a cair do sétimo andar.

Em Portugal é sempre assim. Nos cafés, nos jornais, até mesmo nos corredores do Parlamento, a apetência para dizer mal é tão grande que se destrói tudo e todos, comparando quem aparece com os exemplos dos homens da revolução. A esquerda é, aliás, perita nisso mesmo: fala da revolução e dos ideiais de Abril como se falasse do nascimento do Homem. Quem com ferros mata, com ferros morre. De tanto elogiar Soares, agora arrasta-se aos pés dele. E, claro, entre dentes, sempre vai dizendo que o homem está velho. É pena, mas com tantos anos de disparates, de eleições antecipadas, de táticas políticas, de intrigas de bastidores, hoje não há quem possa ganhar presidenciais à esquerda, senão um homem, na ternura dos 80.

Contas com a história

Cavaco Silva e Mário Soares! Para quem chega aos 30, para quem viveu já com intensidade os dez anos mais promissores da terceira república, o duelo anunciado só pode ser motivo de entusiasmo. Pelos encontros e desencontros dos jornais do fim-de-semana, prevê-se uma disputa 'sui generis', a fazer contas com a história.

22 julho 2005

Como olham para nós lá fora

A todos os optimistas, a todos os pessimistas, a todos os realistas sobre a situação e a evolução do nosso país: por favor, leiam este artigo do International Herald Tribune. É um retrato de fora da evolução portuguesa e espanhola, vinte anos após a adesão à UE. E não, não é bom. Nada bom mesmo. Aqui fica.

Piada fácil

Diz o Público de hoje que Freitas do Amaral está em repouso absoluto, depois de uma "queda ocorrida no hotel em Bruxelas". Podia dizer que o homem tem queda para a coisa, mas não. Também podia dizer que a paragem forçada de Freitas, "por uma semana", se arrisca a ser a mais calma do Governo, mas também não. Prefiro a outra: "não é que, afinal, caíram dois ministros em dois dias? Já parece o Santana." Pronto. Agora que já disse, as melhoras ao Xenofonte.

21 julho 2005

A crise 2

O Luís assumiu a defesa de Campos e Cunha na sua saída do Governo. Tem lógica: pelo que conheço do Luís, os princípios estão acima de tudo na vida. Tem razão o Luís. O problema é quando os princípios de um colidem com os princípios de outro. Ponto a ponto.

1. Ao contrário do que diz o Luís, Campos e Cunha não tinha uma posição diferente de Sócrates quanto ao papel do investimento. Não. Campos e Cunha estava nos antípodas de Sócrates em quase tudo. A saber: Sócrates acha que o défice é instrumental e que só o crescimento resolve as contas públicas - Campos e Cunha não; Sócrates considera que o investimento, nesta linha, é fundamental, acreditando que o Estado deve assumir papel central no impulso à economia - Campos e Cunha não, centrando esse esforço nos privados; Sócrates não aceita que se toque nas funções do Estado - Campos e Cunha sim, e tornou-o público, p.e., no Jornal de Negócios de há duas semanas. É toda uma diferença, meu caro.

2. Assim sendo, sobram duas hipóteses: ou Campos e Cunha esteve de férias na polinésia francesa de Dezembro a Fevereiro, quando decorreu a campanha, ou tinha a OBRIGAÇÃO de saber que não tinha o mesmo projecto que Sócrates para o país. E que, portanto, não podia aceitar ser seu ministro das Finanças. Campos e Cunha sabia, tinha de saber, o que o PM eleito pensava. E que nunca conseguiria lidar com tanta oposição dentro de um Conselho de Ministros socialista.

3. Porém, aceitando o risco - por, imagino, pensar que os objectivos, pelo menos, eram comuns - Campos e Cunha não devia ter saído desta forma. Porquê? Simples: porque lá dentro, Campos e Cunha era uma voz sensata, que tornava o Governo mais ponderado. Exemplo óbvio: Sócrates não queria aumentar impostos, Campos e Cunha convenceu o primeiro-ministro que não havia alternativa. E bem. Era esse o seu papel no Governo e cumpria-o bem. O que não podia era acreditar que venceria sempre. Porque isto dos princípios é muito bonito quando se trabalha e se vive numa redoma, dependente de si próprio. Num Governo, ou há discussão e concessões, ou os ministros apresentam demissões dia sim, dia não.
Agora, aceitar o risco sabendo que está longe de ser "socrático" e depois abandonar o barco quatro meses depois - quando se percebe que a crise vai durar quatro anos - é um acto de absoluta falta de coragem.

4. Já agora, notas finais: acredito que Campos e Cunha tenha razão, ou seja, que o futuro do país não comporta disparates despesistas. E não, não critiquei Sócrates pelo aumento de impostos. Pelas razões acima indicadas.

Abraços cordiais,

Ao Glória Fácil

recomenda-se vivamente a leitura dos posts actualizados do Insubmisso. Tá bem, João Pedro? É só ler em baixo. Afinal, até concordamos no ponto da crise - quebrando o unanimismo. Certo?

A crise


Já se adivinhava que estava mau, mas Campos e Cunha superou todas as expectativas: saiu do Governo 130 dias depois de entrar. E isto, feitas as contas, quer dizer o quê?

1. Que Campos e Cunha não sabe, nunca soube, não quer saber o que é um Governo. Este é feito de concessões, de negociações, de conversas e trabalhos infinitos.

2. Que os mais sérios, os mais competentes, os que sabem o que TEM de ser feito - a bem do país - não têm paciência nem persistência para levar as suas ideias até ao fim, contra os ventos e marés. O que é grave, muito grave, no que significa para o futuro do país.

3. Que ministros como Manuel Pinho e Mário Lino têm, de facto, mais força política e mais consonância de estratégia com o primeiro-ministro do que tinha Campos e Cunha.

4. Que a jornada do Governo socialista começa agora. Até aqui, tivémos um Governo que fez o que tinha de ser feito. Teremos o Governo que foi eleito. Acaba-se a esperança do médio-prazo, começa o tudo por tudo do curto-prazo. A confirmar-se, é mau sinal.

5. Que o Governo voltará, pelo menos, a falar a uma só voz. Se tem maioria absoluta, pelo menos que cumpra o que quer, sem episódios extra. Será, aliás, julgado por isso. Esperemos que só daqui a quatro anos.


Por tudo isto, Campos e Cunha FEZ MAL em sair do Governo. As pessoas sérias, honestas, trabalhadoras e com sentido de dever, mesmo que tenham divergências face à estratégia do Governo, fazem mais falta lá dentro do que cá fora. Lá dentro influenciam; cá fora não valem nada. O país precisava dele no Conselho de Ministros, não no Conselho de Senadores.

19 julho 2005

Sugestão ao Governo

Depois da frase de Xenofonte dirigida a Sócrates, o Governo planeia agora umas férias culturais. A sugestão do Insubmisso, dado o contexto e a filosofia discursiva, é uma visita de estudo às ruínas da Grécia Antiga.

O Insubmisso do ano

O ministro Freitas do Amaral é um dos nomeados para O Insubmisso do ano. Hoje, Freitas cita Xenofonte para criticar José Sócrates, primeiro-ministro do seu Governo. Acho que não é preciso cerimónia. Estamos prontinhos a dar-lhe o óscar.

18 julho 2005

Relações difíceis


A avaliar pela (pelo menos) aparente falta de sintonia de discursos políticos sobre o papel do investimento público e os sacrifícios em 2006, a relação de José Sócrates com Campos e Cunha é uma paráfrase do dito popular sobre as relações dos homens com as mulheres: "Não podemos viver com elas, não conseguimos viver sem elas". É que este ministro das Finanças é igual a Ferreira Leite: pouco de político, mais de seriedade - o que cria sempre problemas a um primeiro-ministro.

Blog em profissionalização

Apenas uma nota para explicar que O Insubmisso está a tentar aderir ao Plano Tecnológico. Na coluna ao lado aparecem, em estreia mundial, os primeiros links para outros blogs da zona livre. A coisa ainda não é perfeita, mas a culpa é do dr. Pinho: andamos há dias a tentar saber os apoios financeiros à inovação e nem uma respostazinha.

17 julho 2005

Economia e Finanças, por Campos e Cunha

O artigo de hoje do ministro das Finanças acentua a minha impressão que a coesão do Governo não é tão forte como aparenta. O que diz Campos e Cunha? Sumariamente, isto:

1. Que fará novos cortes na despesa em 2006.
2. Que os cortes na Saúde e na Segurança Social, já anunciados, são para cumprir.
3. Que o Plano de Investimentos tem que ser muito bem avaliado. Cortado até, se necessário, como fez a Suécia, com bons resultados.

Diz e, na minha opinião, diz bem o sr. ministro das Finanças. O que me deixa é a pensar no destinatário da mensagem. Será para nós, comum dos mortais, irmos de férias a pensar que para o ano serão ainda piores? Ou será, antes, para que os membros do Governo não pensem que a contenção já acabou?

Dá que pensar, este ministro. A nós e a muitos "políticos" que polvilham o Governo.

15 julho 2005

Coisas erradas nas greves



A função pública volta a fazer greve, juntando desta vez a CGTP e a UGT. No meio da contestação, algumas coincidências lamentáveis:

1. A greve é a uma sexta-feira. Uma vez e sempre.
2. As greves gerais (esta não é bem, mas está próxima) aconteceram sempre - ler Jornal de Negócios de hoje) no ano anterior a uma recessão económica.
3. Ninguém me convidou para a greve. E está um tempo fantástico para estar na rua.

14 julho 2005

Já agora: Isto é o ministro ou o Freitas?

Leiam, que merece a pena:

"
Freitas do Amaral defende mudança dos estatutos do BCE e do PEC

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, defendeu hoje que só uma mudança dos estatutos do Banco Central Europeu e das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento pode pôr fim à crise sócio-económica na União Europeia. Freitas do Amaral falava aos jornalistas após um encontro em Washington com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que quis ouvir a sua opinião sobre a actual crise europeia.
Segundo o ministro, a crise, que sublinhou ser de natureza sócio-económica e não política, deve-se à redução dos instrumentos políticos à disposição dos governos nacionais para fazer face à recessão, uma vez que estão limitados à política orçamental. "Os governos perderam vários instrumentos de combate às crises, nomeadamente a política monetária, cambial e das taxas de juro", afirmou.
Para Freitas do Amaral, é fundamental alterar os estatutos do Banco Central Europeu (BCE) para que, à semelhança do que acontece com a Reserva Federal Norte-americana, possa acrescentar-se ao objectivo de estabilização dos preços o da promoção do desenvolvimento sustentável.
Depois disso, "pode-se criar novas políticas de curto prazo que permitam o crescimento e a criação de emprego", disse. Questionado sobre se vai ser este o teor da exposição que vai fazer sexta-feira no Conselho de Estado, Freitas do Amaral respondeu: "Isto é só um aperitivo. Vou também dizer outras coisas que não lhe
posso dizer ainda".
"

Nota de rodapé: se esses instrumentos estivessem ainda nos estados imaginem só o estado da Europa hoje.

Previsão futebolística

Saiu o calendário da nova época de futebol.

O Sporting começa assim: perde com o Belensenses (em casa), perde fora com o Marítimo, de novo em casa com o Benfica e, finalmente, fora com o Nacional.
À quarta derrota, Peseiro será despedido e a direcção demitida. E à quinta o Sporting vence o Nacional da Madeira, em casa. A partir daí, ninguém nos agarra.

Viagem com retorno


Numa maré de estreias na zona livre de blogs lusitanos, também a BB se relança num projecto, desta vez a quatro mãos. No Insubmisso espera-se que esta 'viagem' tenha retorno. Porque ela nos faz falta no mundo real.

Uma boleia às direitas


Há por aí uma benfiquista perigosa que resolveu entrar na zona livre de blogs. Como é absolutamente fanática, resolveu chamar-se Táxi - como o tipo dos bigodes que escreve umas coisas para a Bola. Mas, cá para nós, esta miúda vai longe. No táxi...ou não.

Que te divirtas por aqui, RT.

Há dois séculos no mesmo sítio


França regressa hoje à Bastilha, comemorando uma das páginas mais dramáticas da história mundial;
Ontem mesmo, Chirac resolveu fechar fronteiras, em reacção aos atentados de Londres;
Ainda ontem, Sarkozi acusou Inglaterra de ter libertado, em 2004, alguns dos suspeitos do 7/07;
Já hoje, a Focus alemã cita uma fonte dos serviços secretos franceses acusando Blair de ter recebido - e desvalorizado - uma ameaça de Ben Laden a Londres apenas há dois meses.

Mais de dois séculos depois, a França está como estava. A Bastilha continua.

13 julho 2005

Whole new world




Ok. Não faço ideia nenhuma de que foto é esta. Estou só a testar, ok? It's a whole new world outhere!

Até já

12 julho 2005

Brasil em directo

O Xico está "em cima" do acontecimento da semana: o caso mensalão, com supostas ligações ao BES, em Portugal. Merece a atenção e o elogio.

Crescimento zero

Vítor Constâncio anunciou a revisão em baixa do crescimento económico. 0,5% é a nova previsão para este ano. Pouco mais que nada. Quanto a 2006, o mesmo, pouco melhor.

É aqui que está o maior/único problema da estratégia de José Sócrates. Como Durão, o actual primeiro-ministro acredita que ao final de quatro anos as coisas vão andar melhor. Mas não vão. Significa isso que os socialistas, quando o perceberem, vão entrar num faz-tudo para ganhar eleições. Risco: deitar fora em meses o que se tenta fazer, a custo, durante uns anitos. A ser assim, seria mais uma legislatura perdida -esta com a enorme diferença de uma maioria absoluta.

Conselhos? Deixem lá as eleições e apontem para as páginas dos livros de história. É, não é? Pois...

11 julho 2005

Biblioteca I

Ando a tentar recuperar algum tempo perdido na minha (curta) biblioteca, de onde tirei uma curiosidade muito contemporânea:

"The end of faith - on religion, terror and the future of reason", de Sam Harris, é uma leitura interessante, para quem se interesse sobre os problemas da fé nos dias que correm, mais ainda após os dramáticos acontecimentos em Londres, na última semana.

Devo dizer-vos que não sou fã da tese racionalista, para a qual qualquer acto de fé é um atentado à civilização e um perigo para a humanidade. Mas a tese de Harris - que passa muito por aí - não deve deixar de ser lida e pensada. Quanto mais não seja para racionalizarmos um pouco sobre o destino trágico de algum racionalismo utilitário.

10 julho 2005

Deu sim: dois a dois

O Luxemburgo votou sim à Constituição Europeia, apesar de tudo, apesar de uma pausa decretada nas consultas populares. E o Milhafre? Perdeu o pio?

O local

Só para dar um belo exemplo daquilo que eu dizia ontem:
O Público tem hoje um trabalho muito bem feito sobre a poluição na região de Lisboa e Vale do Tejo. Está muito completo, com vários indicadores, soluções possíveis (com custos e efeitos) as opiniões dos candidatos, tudo. Ah! Um pormenor: está no Local e não teve direito a uma única chamada de primeira página.

Já na Política, temos duas páginas a propósito do ano que passou sobre da morte de Maria de Lurdes Pintassilgo. Essa sim, com chamada de primeira.

Desculpem lá ser desagradável, mas há qualquer coisa aqui que não faz sentido, certo?

09 julho 2005

Guerra psicológica

O centro da cidade de Birbingham está a ser evacuado neste momento, segundo a BBC. O maior perigo do terrorismo não está nas explosões, mas na nossa cabeça - e é esse o grande trunfo dos que odeiam as sociedades abertas. Hoje como ontem.

A guerra, esta guerra, ainda mal começou.

Coisas óbvias

A blogosfera tem destas coisas: basta olharmos para o vazio do Barnabé para percebermos que as palavras escritas são bem mais difíceis de digerir do que as ditas - essas, o vento leva-as rapidamente. Coisas dessas já aconteceram por aqui, já tinham acontecido por outros spots, entre amigos ou desconhecidos.

Acontece que ontem o Francisco escreveu umas linhas sobre o Público destes dias. Nada que não seja dito por todo o lado, nada que não seja partilhado por muitos jornalistas que ontem, antes de ontem e desde há anos admiram o Público, compram o Público, devoram o Público. O Francisco disse o que eu próprio já disse por aqui. Logo, logo, o Nuno reagiu. A quente, estou seguro, defendendo a sua dama - coisas que acontecem. Pois o Francisco contra-reagiu, explicando ponto a ponto porque tem pena que o Público, o nosso jornal, não lhe encha as medidas - como acontece comigo.

Tudo isto para dizer que o Francisco tem razão. Podia mesmo ter passado a tarde a explicar porquê, recolhendo alguns dados dos últimos meses. Ao caso, nem merece a pena.Quem gosta do Público, como nós, sabe bem do que falamos. Quem compra o Público, como nós, desde que ele nasceu, não precisa de uma recolha de dados. Só que o Público, o próprio Público, perceba isto: que precisamos do nosso jornal de volta. Por favor, sim?

07 julho 2005

Terrorismo

Atentados em Londres. Blair chocado. A Europa volta ao estado de alerta máximo. Tinha várias coisas para escrever, atrasadas. Não vale a pena. Hoje, que estreia em Portugal a Guerra dos Mundos, o Ocidente volta a estar em luto. É guerra, queiram ou não. E pior, muito pior, do que a do filme.

29 junho 2005

O referendo ao aborto é...

...uma manobra de diversão.
...uma maneira de nos obrigar a ir às urnas três vezes em cinco meses.
...uma tentativa de aprovar uma lei sem haver tempo de discussão de um assunto importante.

Dito isto, eu não vou votar. E, já agora, votaria sim.