03 novembro 2005

Detesto ter razão

Há uns dias escrevi um post sobre o belo trajecto que se desenhava para a campanha presidencial. Ataques pessoais: muitos, bons e quentinhos. Discutir soluções para os problemas do país: zero. (Eu acho que já vi esta cena num episódio do gato fedorento).

Ontem, a entrevista do dr. Mário Soares veio confirmar o meu prognóstico. E desmentir uma outra convicção minha: de que o dr. Soares tinha idade para estar em casa, com o cobertor sobre as pernas, a brincar com os netos. Na arte de maldizer, o dr. Soares tem mais energia e imaginação do que qualquer jovem na flor da idade.

Conclusão, reafirmo a minha anterior posição: um voto em branco para a urna.

Barcelona, Espanha

Tendo a concordar com o Bruno, aqui em baixo. Mas a Autonomia Catalã merece a minha mais profunda reserva.

Primeiro, porque existe uma nação chamada Espanha, que será rapidamente fragmentada com este processo.

Segundo, porque existe uma nação chamada Portugal, que pouco será sem que a primeira subsista, sem que a primeira permita uma ligação ao centro da Europa - com uma Espanha dividida, Portugal será cada vez mais os Açores (faraway too close to modernity).

Terceiro, porque o processo de construção europeia pode estar parado, mas acabará por dar novos passos - tão só porque não há outro caminho para um mundo melhor senão seguir em frente. E a divisão das nações existentes, seguindo um caminho de outros séculos, já provou não ter resultados benféficos para ninguém.

Claro que me podem responder que ando a ler Vasco Pulido Valente a mais nestes dias. Mas temo que o meu pessimismo não passará com a crise catalã. E logo eu, que tanto gosto de Barcelona.

O principio do fim do Estado espanhol…

(post dedicado ao amigo Luís Rosa)

O parlamento espanhol decidiu avançar com a revisão do estatuto da Catalunha. Para o povo lusitano, é a melhor notícia dos últimos tempos – e não o regresso da chuva (e das inundações). O que está em cima da mesa é de tal ordem relevante que poderá ser o princípio do fim do Estado espanhol. Recomendo a leitura do Público de hoje e dos sete pontos da proposta catalã. Resumindo, caso a proposta seja aprovada como está, a Catalunha passará a ser uma verdadeira Nação, com poderes totais em domínios como a justiça, a cobrança de impostos e outras questões importantes em termos administrativos. E a aprovação da proposta catalã é uma hipótese cada vez mais provável, já que para tal é apenas necessária uma maioria absoluta e não de dois terços.

Confesso a minha ignorância sobre as tácticas da política espanhola. E, portanto, não sei se Zapatero não percebe o alcance do seu apoio à proposta vinda da Catalunha e não compreende que está a abrir uma caixa de Pandora que levará ao fim de Espanha – como poderá negar direitos semelhantes a outras regiões como o País Basco, a Galiza ou Navarra – ou se está a ser míope, querendo apenas garantir o futuro próximo do seu Executivo. Afinal está refém da Esquerda Republicana da Catalunha nas Cortes de Madrid. O futuro responderá à minha questão.

O que sei é que o Sr. Zapatero arrisca-se a merecer uma estátua em Aljubarrota por conseguir sozinho o que Portugal nunca teve coragem para tentar. O líder socialista parece a minhoca que está a roer a maça por dentro. Já vejo um novo problema para Durão Barroso, com um novo processo de alargamento na Europa, com mais uma série de Estados a quererem apoios.

Contudo, este gostinho especial reside apenas na vingança histórica, porque há um aspecto – o fundamental – em que ainda temos muito que trabalhar. Falando de memória sobre as últimas sondagens que vi, Portugal continua a ser menos desenvolvido do que qualquer região espanhola. Mas o primeiro passo para a conquista já foi dado e por eles.

Sobre o referendo ao aborto, parte III e última!!!

Centrar-me-ei na fundametação política para a manutenção do actual quadro legal:

a) A American Medical Association, entre outras, (com estudos veiculados em diversas revistas cientificas e de de divulgação) aceita a existência de vida humana com uma definição muito precisa. A apresentação deste argumento cientifico é essencial para a argumentação política.
b) Portugal é membro das Nações Unidas subscreveu os tratados de forma voluntária e responsável e por tal submete-se aos seus quesitos e clausulados nos termos previstos no Direito Internacional. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artº 3, refere-se o direito à vida. Pelo que não compreendo a possibilidade de questionar a aplicabilidade de uma norma fundamental para o Estado Português.


Recorrentemente, a argumentação contrária à manutenção do actual quadro legislativo centra-se nas questões da aplicabilidade do mesmo. Ora se refere a falta de estruturas de apoio de carácter social, ora aquelas de carácter material-financeiro, ou ainda as de saúde pública. Mas se não estou enganado então estamos face a um problema regulamentar e não legal. Se a lei está correcta mas a sua aplicação-operacionalização está a ser impossibilitada pela falta de condições de estruturais ou infra-estruturais, mudem-se os regulamentos e não as leis

3º Uma das razões do surgimento do Estado enquanto figura institucional é a manutenção da ordem e da segurança na perspectiva da defesa da integridade, não dos fortes e poderosos, mas antes daqueles que menos recursos têm e menos capacidade têm para se defenderem. Pelo que a preservação da vida, em particular dos mais inocentes e desprotegidos, é um dever fundamental do Estado e não o seu contrário.

02 novembro 2005

Sobre o referendo ao aborto, parte II

Não há nada como ser questionado para poder esclarecer posições. Irei responder em diferentes posts aos diferentes comentários que me foram efectuados a propósito da minha tomada de posição sobre o referendo ao aborto.

As respostas serão relativamente às diferentes ordens de razões que aleguei para fundamentar a minha posição, a saber: científicos, sociais, morais e políticos. Não aleguei razões religiosas pelo que não utilizarei argumentos de carácter religioso para defender a minha posição. A minha primeira resposta incide sobre o post de IDS que, valha a verdade, é o menos exigente e por tal o mais simples de ser respondido, embora seja um comment que, na minha opinião, degrada a posição feminina quanto a estas matérias.

1º comentário
"IDS said...
Eu às vezes pergunto-me: porque que é que os homens querem tanto falar do aborto? Porque não deixam isso por mãos dignas? Não será esse tema da estrita competência de senhoras... O facto de se referendar... não significa que se vá continuar ou deixar de abortar.Infelizmente... "


Resposta:
Desde quando è que a maternidade é uma questão que diz respeito exclusivamente às mulheres? Eu não sei que homens V. Exa. conhece, mas tenho pena que não tenha conhecido homens que vivem a maternidade de uma forma madura, consciente, responsável e humana, e que a consideram a forma mais elevada de amor.

Pergunta V. Exa. porque não deixam os homens a questão para mãos dignas? E se não será esse tema da estrita competência de senhoras?

Em primeiro lugar a questão da dignidade das mãos, prende-se mais, na minha opinião, com a qualidade do hidratante e com a firmeza da mão do manicure, tendo, por isso, pouco a ver com a questão em apreço. Relativamente à competência para tratar da questão ser da competência das senhoras, digamos que é uma questão interessante, e alegarei em minha defesa, em jeito de brincadeira, que a legitimidade dos homens é a mesma que a das mulheres para se pronunciarem sobre charutos ou automóveis, ou mesmo aquela da reputada investigadora norte-americana para anunciar ao mundo as suas descobertas no campo da urologia. (peço desculpa pela brincadeira, sobretudo sobre um tema tão importante, mas esta parte do comment só pode ser respondido assim).

Somos seres humanos e estamos a lidar com questões relativas à vida humana, pelo que a legitimidade para discutir o tema se encontra à partida definido.

Sou a favor do referendo, desde que sejam cumpridos os requisitos para este ser efectuado. A minha tomada de posição é clara: não estou contra o referendo; valido-o como instrumento de aferição em sede democrática; tomarei posição pública, no quadro legal vigente, e por tal utilizarei os instrumentos que estão ao meu alcance para defender a minha posição e para informar quem não está informado sobre o que está em causa nesta pretendida iniciativa legislativa. Não farei as minhas alegações neste blog.

31 outubro 2005

Sobre o referendo ao aborto

1ºCongratulo-me com o facto de o Tribunal Constitucional não ter cedido a argumentos fáceis.
2º Votarei contra a alteração do actual quadro legal existente sobre a matéria, em sede de referendo, quando a isso fôr chamado
3º Lá estarei como voluntário nos movimentos pela vida nos períodos antecedentes ao referendo
4º Existem argumentos científicos, sociais, morais, políticos, entre outros, a que posso recorrer para sustentar a minha posição
5º O Primeiro-Ministro não deve ser saudado pelo facto de ter cumprido a sua palavra; isso é o que os homens de bem devem fazer numa sociedade civilizada. O que ele fez deve ser considerado corrente e banal.

28 outubro 2005

A democracia vista da esquerda

O Tribunal Constitucional diz que seria ilegal fazer um referendo este ano. O Bloco de Esquerda, que sempre apoiou o referendo, diz agora que vai obrigar o PS a votar na AR um diploma que muda a lei SEM esse referendo. É a democracia vista da extrema-esquerda: serve quando nos dá razão, é para deitar fora quando não. Rima e é verdade.

Um pouco de bom-senso

O primeiro-ministro decidiu bem: vai fazer o referendo ao aborto no final de 2006. Sócrates mantém um compromisso, permite uma discussão séria sobre um assunto sério, não passa por cima da Constituição para impôr a sua vontade e a da sua maioria.

Um pouco de bom-senso sabe bem. E merece ser elogiado - mesmo que, até lá chegar, José Sócrates tenha cometido alguns erros dispensáveis.

Assim sendo, lá estarei no final de 2006 para depositar um voto.

Consciência

Fica, não fica, fica, não fica.

Depois de umas horas a matutar, resolvi não chatear a f., apesar das irritações dela - próximas da destilação, aliás - dirigidas ao prof. Cavaco. Aliás, ao que parece, a f. já teve irritações a mais nos últimos dias. Não precisa de levar com um dinis que nem conhece, não é? Pronto f., descanse. E não se incomode tanto com tantas coisas, que é para a minha consciência dormir descansada.

* este post, como se lê (percebe) em cima, é a substituição de um outro que aqui estava. Ficou assim, que ficou melhor.

Bonecas Russas: a minha revolta contra um crítico de cinema

Fui dos primeiros estudantes Erasmus deste país. Como a maior parte dos estudantes Erasmus por essa Europa fora, esse foi o melhor ano da minha vida. Tal como qualquer estudante Erasmus voltar a Portugal foi o maior choque que tive na minha vida. Por uma razão muito simples: eu tinha mudado, mas nada mais tinha.

Daí que ver surgir "A residência espanhola" passados alguns anos dessa experiência, foi uma revisita, e foi delicioso. Não era um grande filme que tratasse de temas universais, mas cumpria aquilo que se espera de um filme com intenções comerciais "mais pas trop": aliviar tensões, despertar emoções, fazer sonhar, levar-nos a pensar, fazer acreditar que há uma coisa que é uma causa e que se chama Europa e que só sobreviverá se, como na "Residência..." de Barcelona (sempre Barcelona!!!), da diferença surgir a união e o respeito pelas individualidades.

As acusações de simplismo confrangedor à sequela, "Bonecas Russas" são desajustadas. É certo que não é uma grande película. Pobreza argumentativa, sobreutilização dos clichés plásticos do novo cinema francês, actores com interpretações medianas, construção de personagens com pouca densidade, ligeireza dos desenlaces. Mas o que é verdade é que o bom do Cédric consegue novamente tocar na "mouche" do universo " erasmusiano: o difícil retorno, a insatisfação com as soluções tradicionais, a busca de caminho no caos pessoal, e, sobretudo, o amor aos 30 anos.

Como estou nessa casa etária, achei piada ao percurso do bom do Xavier. E ainda mais à sua conclusão.

Quando chegamos a esta idade, o futuro está por construir e há condições para ter sonhos até aqui nem sequer imagináveis, mas já temos algumas certezas quanto às nossas emoções: quando as coisas "batem" é porque há razões muito fortes para isso acontecer e porque todas as nossas experiências elevam a fasquia para um patamar superior, embora comecemos a perceber que a perfeição resulta das imperfeições e da beleza das partilharmos.

RTP, orgão oficial de propaganda do governo?????

Comecei o dia, não com Mokambo, mas com a RTP. Notícias às 8:09. Para saber o que o tempo me reserva já que, afortunado sou, moro em Lisboa e o trânsito passa-me ao lado. De repente, quando pensei ir assistir à apresentação das primeiras páginas dos jornais (como é hábito) aparece Alberto Costa em entrevista exclusiva ao canal 1 da RTP.

O que é que teria levado esta criatura, agora que a greve já passou à história, a dar uma entrevista, carregado de medos, branco e trémulo? Pensei que, sendo um homem que se afirma sem medos e receios, vinha afrontar novamente a população judicial, que de forma "aveztrustica" persiste em querer ser diferente.

Mas não, a razão da entrevista acabou por se perceber no fim qual era...é que Alberto Costa acaba por utilizar o seu espaço de antena de ministro para argumentar contra a primeira página de hoje do Independente em que é acusado de ter pressionado um juíz.

Espero que de hoje em diante todos, MAS RIGOROSAMENTE TODOS, aqueles que sejam alvo de notícias, digamos, incómodas na Comunicação Social, tenham direito a semelhante tratamento.

Caso contrário acabámos de assistir a uma violenta manipulação dos serviços públicos de radiodifusão que raia a propaganda, que nem Morais Sarmento, essa pérola, conseguiu ousar (mas do outro lado também estava um excelente jornalista como Director de Informação).

By the way...se a ideia da RTP e de Costa era desvalorizar o Independente e desmotivar a compra, enganaram-se...conseguiram, com a importância que deram ao assunto, despertar atenções faixas alargadas da população para um jornal moribundo gerido de forma, no mínimo, facciosa, por uma jornalista curiosa

27 outubro 2005

Nicolau Santos e a dualidade da economia

O Nicolau deu uma entrevista a um programa da RTP em que, relativamente à crise sentida em Portugal, refere que a sua análise aponta para a existência de uma dualidade no nosso desenvolvimento económico.

Por um lado tudo aquilo que depende ou se relaciona estreitamente com o Estado vive, de facto, em crise; por outro encontramos a emergir no nosso país uma nova geração de empreendedores e de empreendorismo que prospera e concorre seguindo o novo paradigma de competitividade global.

Análise, com a qual concordo, e a reter em futuras reflexões.

A febre das sondagens começou e dizem-nos o óbvio

Ele é Correio da Manhã, ele é DN. Começaram a surgir números. Como era de esperar Sócrates desilude os portugueses e Cavaco vence as eleições. So what?

O que eu gostava no campo das sondagens, era algo mais exploratório: o porquê destas opiniões?

Isto porque de uma perspectiva moral eu consideraria muito positiva esta desilusão com Sócrates se ela estivesse ancorada num verdadeiro afrontamento dos problemas que Portugal enfrenta. E aí eu saudaria Sócrates.

O mesmo raciocínio para as presidenciais. Cavaco ganha porquê? Porque tem as melhores propostas e o melhor posicionamento ou porque todos os outros não as têm?

O que era interessante é que os leitores de jornais e espectadores de televisão pudessem ter à sua disposição informação política em profundidade que o ajudasse a reflectir, e já agora que essa informação fosse tratada de forma inteligente e consumível. (e isto não é um desafio impossível).

A qualidade da democracia sairia melhorada pelo incremento de qualidade do jornalismo político e por uma visão de longo prazo dos actores políticos... mesmo considerando que Portugal tem as taxas de leitura mais reduzidas da UE.

Esta dominação do positivismo e do efémero na análise do político redunda num simplismo redutor que alimenta por epifenómenos o adiamento da resolução dos problemas do sistema político e do modo de vida da nossa comunidade política.

Porque os pássaros não se podem ferir

"Numa ânsia de ter alguma coisa,
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar;
E a minh'alma perdida não repousa.

Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à força de sonhar...

Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez de togo...
- Onde existo que não existo mim ?"
........................................
........................................
Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bocas esmagadas
-Tudo outro espasmo que princípio ou fim....

Escavação, Mário de Sá-Carneiro

E tão pouco faltaria para eu existir...

26 outubro 2005

Soares no "Público"

A foto de Mário Soares na primeira página do imparcial "Público" da sua edição de hoje é maldosa, embora seja um retrato fiel das propostas do candidato. Por tudo o que fez pela democracia portuguesa e por tudo o que não fez, merecia outro tratamento.

Soares e as piadolas

Alguém me explica o que é "messianismo revanchista"?

Soares e as gaffes

A Comunicação Social de hoje trata de forma compreensiva a gaffe sobre o percurso legislativo da proposta de referendo sobre o aborto, cometida por Mário Soares ontem no Ritz.

Incompreensível a compreensão.

Saúdo o grande Proença

É com grande alegria que assinalo o regresso de Bruno Proença a este campo de escritos. Que a pena te seja leve e o dedo ligeiro.

Paulo Bento - Escolha a prazo?

Ainda é confidencial, mas revelaram-nos em rigoroso exclusivo que Soares Franco já iniciou as sondagens ao mercado para escolher o próximo treinador da equipa principal do SCP.

De acordo com as nossas fontes, a short list encontra-se reduzida a 3 nomes, embora, devido ao curriculum da personagem, Soares Franco já tenha feito a sua escolha.

Falamos de Vítor Hugo Cardinalli que estará em Lisboa a partir de Novembo. De acordo com a análise efectuada pela SAD leonina, o factor determinante para esta preferência por Vítor Hugo, reside no imaculado passado de treinador de leões (ferozes), com provas dadas e reconhecimento internacional.

Aparentemente apenas um detalhe separa o SCP desta escolha e da assinatura do respectivo contrato...é que Cardinalli só estará disponível a partir de 8 de Janeiro, altura em que termina a sua temporada em Lisboa, enquanto que a SAD receia que Paulo Bento não consiga chegar vivo até lá.

Gripe das Árvores - parte II

Houve comentários telefónicos, smsénicos, comments e contactos no messenger a propósito do post sobre a gripe das árvores. Um dos comments pronunciava-se com bastante oportunidade sobre a águia do SLB.

Para tranquilizar todos aqueles que de forma desinteressada perguntaram por "Vitória", esse grande mito benfiquista, posso apenas referir que, de acordo com informação veiculada ontem pela comunicação social, "Vitória" foi alvo de teste de despistagem. O resultado foi negativo. Abençoado despiste.