30 novembro 2005
O sistema semi-presidencial
Hoje, pela primeira vez no seu longo mandato, Jorge Sampaio recebeu um Orçamento de Estado sem se pronunciar uma só vez (directa ou indirectamente) sobre o seu significado, conteúdo ou importância. Nos últimos anos - desde os idos tempos do eng. Guterres - Sampaio chamou economistas, falou da vida para além do défice, apontou os desafios e aconselhou cuidados. Hoje não. Paciência.
O sistema proporcional
Hoje, pela primeira vez na história da terceira República, o Partido Socialista conseguiu aprovar um Orçamento de Estado sem precisar de ajuda de terceiros. Dada a posição dos restantes partidos na votação de hoje, dada até a ausência do deputado Manuel Alegre, é altura indicada para deixar uma perguntinha simples: não fosse a maioria absoluta de Fevereiro, o eng. Sócrates negociava o orçamento com quem?
29 novembro 2005
Prazer dos Diabos ou a Camisa Maoista de Louçã
Há um programa no cabo, SIC qualquer coisa, que tenta reeditar o espírito da má língua. Entre muita parvoíce e entradas de menos bom gosto, há 2 participantes que de vez em quando conseguem o que se espera de um programa daqueles. Falo de Boucherie Mendes e Pina.
A exploração semiológica da camisa encarnada Gant de Louçã (com a qual se deixou fotografar em inúmeras ocasiões) roçou a excelência. Das 2 uma: ou Louçã aderiu ao capitalismo que tanto ataca; ou por ser falsificação, está a contribuir para a economia paralela que tanto contesta.
Confesso que uma outra explicação avançada me satisfaz mais: Louçã através do consumo está a contribuir para a preservação do modo de vida de minorias étnicas que fazem da contrafacção o seu sustento. A ideologia fica preservada e a comunidade Romani agradece a publicidade.
A exploração semiológica da camisa encarnada Gant de Louçã (com a qual se deixou fotografar em inúmeras ocasiões) roçou a excelência. Das 2 uma: ou Louçã aderiu ao capitalismo que tanto ataca; ou por ser falsificação, está a contribuir para a economia paralela que tanto contesta.
Confesso que uma outra explicação avançada me satisfaz mais: Louçã através do consumo está a contribuir para a preservação do modo de vida de minorias étnicas que fazem da contrafacção o seu sustento. A ideologia fica preservada e a comunidade Romani agradece a publicidade.
Dica da semana
Nouvelle Vague, http://www.nouvellesvagues.com/francais/about.html, Marc Collin, Olivier Libaux e umas quantas cantoras. Entre remixes e originais lá continuam a fazer das suas. Há uns meses, segundo me disseram, estiveram no Lux. Perdi essa oportunidade. Da próxima não falto.
Arte Lisboa-I
Há coisas que fascinam uma pessoa menos sensível às artes quando visita um fórum da mesma. Passei pela Arte Lisboa. Gostei. É lógico que não consigo autonomizar tendências, absorver influências ou detectar futuras estrelas...cadentes ou não. Mas a estética não me é completamente estranha. Pelo que posso dizer que me impressionaram algumas das propostas e instalações que por lá vi. É natural que não consiga perceber a razão pela qual há artistas que colocam um violoncelo numa barra de aço a 2 metros de altura e lhe chamam arte, mas por essa razão é que eles o são e eu não.
Aquilo que verdadeiramente me transcende é a posição de alguns membros da audiência que olham para qualquer obra e dela extraiem significados que nem os artistas sob o efeito de cogumelos marroquinos pensariam ter incutido às suas criações. Quando lá estive, na Arte, aconteceu umas poucas de vezes.
E nestas ocasiões lembro-me sempre de algo que me aconteceu na Tate Modern: 2º piso, batalhão de japoneses com as mais avançadas câmaras digitais, retratando tudo o que pode ser retratado; de repente, um grupo de 6 pára de estaca junto a uma parede...flashada...flashada... flashada... flashada...falatório...falatório. Um pouco atrás alguns funcionários da Tate riam, da forma discreta e snob como só os funcionários da Tate o sabem fazer. O alvo da atenção e fascínio dos nipóncos era um dos extintores de parede "avant garde" de que a Tate dispõe, e que para o efeito tinha sido elevado a Pollock ou algo assim.
Com efeito Arte é aquilo a que quisermos dar um significado que vai para além da literalidade e que nos cria mundos dentro do mundo. "Ça c'est pas un pipe" pintou Magritte.
Parabéns à organização da Arte Lisboa.
Aquilo que verdadeiramente me transcende é a posição de alguns membros da audiência que olham para qualquer obra e dela extraiem significados que nem os artistas sob o efeito de cogumelos marroquinos pensariam ter incutido às suas criações. Quando lá estive, na Arte, aconteceu umas poucas de vezes.
E nestas ocasiões lembro-me sempre de algo que me aconteceu na Tate Modern: 2º piso, batalhão de japoneses com as mais avançadas câmaras digitais, retratando tudo o que pode ser retratado; de repente, um grupo de 6 pára de estaca junto a uma parede...flashada...flashada... flashada... flashada...falatório...falatório. Um pouco atrás alguns funcionários da Tate riam, da forma discreta e snob como só os funcionários da Tate o sabem fazer. O alvo da atenção e fascínio dos nipóncos era um dos extintores de parede "avant garde" de que a Tate dispõe, e que para o efeito tinha sido elevado a Pollock ou algo assim.
Com efeito Arte é aquilo a que quisermos dar um significado que vai para além da literalidade e que nos cria mundos dentro do mundo. "Ça c'est pas un pipe" pintou Magritte.
Parabéns à organização da Arte Lisboa.
28 novembro 2005
Se os meses fossem horas e o futuro já (aiii)
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Os ex-líderes que queriam voltar a ser mas a quem só resta fundar um novo partido
Chamem-lhe futurologia política, mas se se confirmar a vitória de Cavaco, é muito natural que o PSD fique refém do Professor e que atravesse um deserto do tamanho dos 2 mandatos mais que inevitáveis.
Nesta lógica, para além da substituição do actual líder, verificar-se-á um descontentamento da faixa liberal do PSD que não se reverá no posicionamento, refém de centro-social, do partido, por causa do magistério cavaquista (era a isso que Cadilhe se referia).
É natural que nessa altura se criem as condições para a criação de um novo partido de centro direita onde se reunirão os descontentes liberais do PSD e do moribundo CDS-PP.
É nesta lógica que se compreende o artigo de sábado de Pedro Santana Lopes e o renascimento de Paulo Portas.
Chamem-lhe futurologia ou alucinação. Mas onde há fumo há fogo
Nesta lógica, para além da substituição do actual líder, verificar-se-á um descontentamento da faixa liberal do PSD que não se reverá no posicionamento, refém de centro-social, do partido, por causa do magistério cavaquista (era a isso que Cadilhe se referia).
É natural que nessa altura se criem as condições para a criação de um novo partido de centro direita onde se reunirão os descontentes liberais do PSD e do moribundo CDS-PP.
É nesta lógica que se compreende o artigo de sábado de Pedro Santana Lopes e o renascimento de Paulo Portas.
Chamem-lhe futurologia ou alucinação. Mas onde há fumo há fogo
Os candidatos a candidatos a líder do PSD
Depois de Manuela Ferreira Leite, é a vez de António Borges...é de ler a entrevista no Público de hoje. Não esquecendo o disponível Cadilhe.
25 novembro 2005
Smoke, no smoke
Parece o filme da minha vida. Vi-o no King, há muitos anos, e volta e meia regressa à minha memória viva. Desta vez, transformada até numa decisão muito à letra. Por que raio se haverá de abdicar de um prazer tão simples como fumar? Um prazer, um companheiro, esse cigarro. Faz mal? Claro que faz. E bem? Não fará também?
O filme, para quem se lembra, começa no cigarro mas acaba bem mais longe. Decisões, mais decisões, novas decisões. A vida, dirão muitos, é cansativa. Talvez não. Aos cigarros, como a outras coisas importantes na vida, podemos simplesmente dizer até já. Mas, tal como no filme, as decisões sobrepõem-se, as coisas compõem-se. Sempre.
A minha decisão do dia foi esta: voltei ao cigarro, seis dias depois. Triste? Não. Gostei da companhia. Take one, action.
P.S. Prometo ser comedido. Aprendi isso nos últimos dias.
O filme, para quem se lembra, começa no cigarro mas acaba bem mais longe. Decisões, mais decisões, novas decisões. A vida, dirão muitos, é cansativa. Talvez não. Aos cigarros, como a outras coisas importantes na vida, podemos simplesmente dizer até já. Mas, tal como no filme, as decisões sobrepõem-se, as coisas compõem-se. Sempre.
A minha decisão do dia foi esta: voltei ao cigarro, seis dias depois. Triste? Não. Gostei da companhia. Take one, action.
P.S. Prometo ser comedido. Aprendi isso nos últimos dias.
24 novembro 2005
Grande dia, este
"31 de Dezembro vai ser o dia mais longo do ano.
Vinte e quatro horas e um segundo, no dia 31 de Dezembro - porque existem diferenças de milésimas de segundos entre os ponteiros dos relógios e o movimento de rotação da Terra."
*Tirado do site da Rádio Renascença.
Vinte e quatro horas e um segundo, no dia 31 de Dezembro - porque existem diferenças de milésimas de segundos entre os ponteiros dos relógios e o movimento de rotação da Terra."
*Tirado do site da Rádio Renascença.
Sondagens e jornais
A frustração de um profissional de sondagens, no Margens de Erro, já profusamente divulgados pela blogosfera. Vale sempre mais uma referência - porque eu próprio fiquei esclarecido.
Ó Jerónimo de Sousa, francamente!
Jerónimo, essa figura mítica da nação apache, defendeu a extinção da OTAN, vulgo NATO, durante uma das intervenções da pré-pré-campanha.
Como em tempos disse Ruben de Cravalho, durante a campanha autárquica de Lisboa e a propósito de um membro da lista do PS, Jerónimo é patusco.
Jerónimo tem um não sei quê de Noddy, de ursinho Puff, que por mais diabruras que faça levará sempre de nós aquele sorriso complacente. Para além de ser um verdadeiro Fred Astaire de Corroios.
Na mesma linha sugerimos que Jerónimo erga como próximas bandeiras as seguintes extinções:
-UE
-UEFA, FIFA e quejandas
-União Europeia de Radiodifusão
- Associação dos observadores de OVNIS da Serra da Gardunha
Como em tempos disse Ruben de Cravalho, durante a campanha autárquica de Lisboa e a propósito de um membro da lista do PS, Jerónimo é patusco.
Jerónimo tem um não sei quê de Noddy, de ursinho Puff, que por mais diabruras que faça levará sempre de nós aquele sorriso complacente. Para além de ser um verdadeiro Fred Astaire de Corroios.
Na mesma linha sugerimos que Jerónimo erga como próximas bandeiras as seguintes extinções:
-UE
-UEFA, FIFA e quejandas
-União Europeia de Radiodifusão
- Associação dos observadores de OVNIS da Serra da Gardunha
A "louca" de Freitas do Amaral e a presidência britânica da UE
Pacheco Pereira tem hoje no Público, um dos comentários mais pertinentes à "louca" que deu a Freitas do Amaral a propósito da presidência britânica da UE.
Não sabemos o que passou pela cabeça pelo chefe da nossa diplomacia. Mas que inviabilizou por muito tempo um bom relacionamento diplomático entre Portugal e o nosso mais antigo aliado, ai disso não temos dúvidas.
As relações entre Estados são definidas por subtis manobras desenvolvidas por trás do pano, ocultadas dos olhares mais indiscretos. A afirmação pública de algumas verdades é, desde a emergência dos media como actor principal da realidade politico-social, o penúltimo recurso (sendo que o último é a guerra) de pressão em termos de relações internacionais.
Como se viu pela inflexão recente da actividade internacional da administração Bush, nem as maiores potências podem esquecer estas regras.
Face a isto só me pergunto: o que é que deu a Freitas do Amaral?
Ou de facto, como diz Pacheco Pereira, confundiu as suas posições pessoais com aquelas do Estado Português; ou então, entrou numa fase de rejeição da sua posição de ministro de um Estado europeu membro da UE caracterizada por aquele sentimento de impunidade que atravessa as figuras megalómanas...é que Portugal não é, não tem, nem nunca vai ter, estatuto para se dar ao luxo de tomar estas posições.
Espera-se para breve, e por trás do pano (porque eles sabem como as coisas se fazem) a factura inglesa... Sócrates não perde pela demora.
Não sabemos o que passou pela cabeça pelo chefe da nossa diplomacia. Mas que inviabilizou por muito tempo um bom relacionamento diplomático entre Portugal e o nosso mais antigo aliado, ai disso não temos dúvidas.
As relações entre Estados são definidas por subtis manobras desenvolvidas por trás do pano, ocultadas dos olhares mais indiscretos. A afirmação pública de algumas verdades é, desde a emergência dos media como actor principal da realidade politico-social, o penúltimo recurso (sendo que o último é a guerra) de pressão em termos de relações internacionais.
Como se viu pela inflexão recente da actividade internacional da administração Bush, nem as maiores potências podem esquecer estas regras.
Face a isto só me pergunto: o que é que deu a Freitas do Amaral?
Ou de facto, como diz Pacheco Pereira, confundiu as suas posições pessoais com aquelas do Estado Português; ou então, entrou numa fase de rejeição da sua posição de ministro de um Estado europeu membro da UE caracterizada por aquele sentimento de impunidade que atravessa as figuras megalómanas...é que Portugal não é, não tem, nem nunca vai ter, estatuto para se dar ao luxo de tomar estas posições.
Espera-se para breve, e por trás do pano (porque eles sabem como as coisas se fazem) a factura inglesa... Sócrates não perde pela demora.
25 de Novembro
Amanhã comemoraremos 30 anos do início real da nossa democracia. Porque a memória é curta!
Os terrenos da OTA- parte II
Respondendo à solicitação do Insubmisso e de outros blogs de referência (gaba-te cesto!!!)o Ministro Mário Lino anunciou que hoje vai colocar na interner através da NAER a lista dos 16 proprietários dos terrenos a expropriar pelo projecto da OTA. Mais informa que estes terrenos não sofreram qualquer alteração de propriedade nos últimos 5 anos.
Em antecipação informamos desde já que um dos maiores proprietários do local é o Grupo Espirito Santo. E sobre isso não fazemos mais comentários.
Mas, e há sempre um mas, muito gostaríamos que o Senhor Ministro nos informasse de mais algumas coisas, a saber:
-quem são os proprietários dos terrenos previsivelmente a expropriar por conta da construcção das acessibilidades ao local da instalação aeroportuária?
-quem são os proprietários dos terrenos não expropriàveis mas que vão servir de zona de apoio industrial indirecto à infraestrutura aeroportuária?
-quem são os proprietários dos terrenos não expropriáveis que vão servir de área de apoio industrial directo à referida infraestrutura?
-quem são os proprietários dos terrenos expropriáveis que vão servir para a instalação de entrepostos internacionais de mercadorias, vulgo plataformas logísticas?
Estas são as questões que humildemente pedimos a V. Exa que se digne responder com a mesma prontidão com que o fez relativamente à anterior questão
De V.Exa atentamente, aceite os mais elevados protestos da minha consideração
Em antecipação informamos desde já que um dos maiores proprietários do local é o Grupo Espirito Santo. E sobre isso não fazemos mais comentários.
Mas, e há sempre um mas, muito gostaríamos que o Senhor Ministro nos informasse de mais algumas coisas, a saber:
-quem são os proprietários dos terrenos previsivelmente a expropriar por conta da construcção das acessibilidades ao local da instalação aeroportuária?
-quem são os proprietários dos terrenos não expropriàveis mas que vão servir de zona de apoio industrial indirecto à infraestrutura aeroportuária?
-quem são os proprietários dos terrenos não expropriáveis que vão servir de área de apoio industrial directo à referida infraestrutura?
-quem são os proprietários dos terrenos expropriáveis que vão servir para a instalação de entrepostos internacionais de mercadorias, vulgo plataformas logísticas?
Estas são as questões que humildemente pedimos a V. Exa que se digne responder com a mesma prontidão com que o fez relativamente à anterior questão
De V.Exa atentamente, aceite os mais elevados protestos da minha consideração
Sondagens
DN de hoje diz que Cavaco desceu vantagem e já não garante eleição à primeira volta. Público diz que Cavaco mantem vantagem e garante eleição à primeira volta.
Deve ser a isto que se chama informação esclarecedora, de serviço público e de referência.
Deve ser a isto que se chama informação esclarecedora, de serviço público e de referência.
23 novembro 2005
Koeman e a inovação
Eu não sei se repararam ontem naquele jogo que passou na RTP1.
Koeman não apostou no tradicional 4x4x2 nem num agressivo 4x3x3 ou mesmo num contido 5x4x1.
Koeman apostou num 8x2(?????!!!!)
Ou eu não percebo nada de bola ou o holandês é doido!!!
E perdi eu a portunidade de estar ontem com a pessoa mais fabulosa do mundo por causa disto!!!
Ora berlindes Sô Koeman! Não me apanham noutra!!!
Koeman não apostou no tradicional 4x4x2 nem num agressivo 4x3x3 ou mesmo num contido 5x4x1.
Koeman apostou num 8x2(?????!!!!)
Ou eu não percebo nada de bola ou o holandês é doido!!!
E perdi eu a portunidade de estar ontem com a pessoa mais fabulosa do mundo por causa disto!!!
Ora berlindes Sô Koeman! Não me apanham noutra!!!
As absurdas declarações de quem tem que se fazer notar
ILGA: proibição do sacerdócio aos homossexuais é "mais um erro histórico" da Igreja Católica
A associação de "gays" e lésbicas ILGA Portugal lamenta a proibição da ordenação religiosa de homossexuais imposta pelo Vaticano e classifica esta decisão, que será oficializada na próxima semana, como "mais um erro histórico" da Igreja Católica e um retrocesso em relação às orientações de outras igrejas. (público, 23.11.2005)
Ainda gostava de saber qual seria a reacção da ILGA se porventura algum cidadão se pronunciasse sobre a necessidade de heterossexuais serem membros obrigatórios da sua associação. Cada associação de homens e mulheres livres institui as regras que acha conveniente e adequadas ao núcleo de crenças e valores em torno do qual se organiza. Ninguém, mas abolutamente ninguém, tem nada a ver com aquilo que essa associação livre de homens e mulheres livres determina como suas regras. Quem não gosta não entra, quem não concorda não entra e tem tanta legitimidade para criticar como legitimidade para ser criticado.
Eu que sou heterosexual gostava de ser presidente do ILGA, para pôr ordem naquilo!! E agora o que é que os ILGAS têm para me dizer?!
A associação de "gays" e lésbicas ILGA Portugal lamenta a proibição da ordenação religiosa de homossexuais imposta pelo Vaticano e classifica esta decisão, que será oficializada na próxima semana, como "mais um erro histórico" da Igreja Católica e um retrocesso em relação às orientações de outras igrejas. (público, 23.11.2005)
Ainda gostava de saber qual seria a reacção da ILGA se porventura algum cidadão se pronunciasse sobre a necessidade de heterossexuais serem membros obrigatórios da sua associação. Cada associação de homens e mulheres livres institui as regras que acha conveniente e adequadas ao núcleo de crenças e valores em torno do qual se organiza. Ninguém, mas abolutamente ninguém, tem nada a ver com aquilo que essa associação livre de homens e mulheres livres determina como suas regras. Quem não gosta não entra, quem não concorda não entra e tem tanta legitimidade para criticar como legitimidade para ser criticado.
Eu que sou heterosexual gostava de ser presidente do ILGA, para pôr ordem naquilo!! E agora o que é que os ILGAS têm para me dizer?!
Os terrenos da OTA
Circula na internet informação de que altos dirigentes do PS e empresários tradicionalmente ligados ao financiamento do partido serão muito beneficiados com o lançamento do aeroporto da OTA devido ao mais que esperado movimento especulativo a ele associado. Isto não é uma informação fidedigna, nenhuma fonte credível ainda me confirmou esta informação, nem tenho hipótese de o confirmar no curto prazo. Muito gostaria que os grandes jornalistas de investigação deste país muito rapidamente pudessem esclarecer este assunto para que a reputação de algumas pessoas (cujo nome já está a circular como associado a isto) não seja manchada pelas tradicionais disseminações de boatos e rumores do nosso país. Falo dos jornalistas, porque já não confio no Ministério Público para investigar assuntos associados aos ocupantes de cargos públicos. "Please, ó fazedores de primeiras páginas, esclareçam-me!"
OTA
Estive a fazer umas contas. Barajas vai ficar a 1 hora e pouco de Lisboa de TGV. Os custos aeroportuários espanhóis são em todas as circunstâncias mais baratos do que qualquer estudo de viabilidade dos vários apresentados ontem. Se os espanhóis avançarem com mais um aeroporto internacional entre Madrid e Lisboa, as coisas ainda ficam mais complicadas
Há 2 razões para as pessoas escolherem a Portela: localização e tempo de deslocação aos locais motivadores da visita. Não o tempo real mas o tempo profissional (início de reuniões e dia profissional). Se estes motivadores se perderem perde-se o negócio do tráfego internacional. E se entrar a OTA não me enganarei ao dizer que os espanhóis, que têm uma visão estratégica destas coisas que falta aos portugueses, responderão competitivamente tentando queimar ainda mais os nossos aeroportos. Acho que há ainda muita coisa a explicar nesta ultra-pressão para lançar a OTA.
Há 2 razões para as pessoas escolherem a Portela: localização e tempo de deslocação aos locais motivadores da visita. Não o tempo real mas o tempo profissional (início de reuniões e dia profissional). Se estes motivadores se perderem perde-se o negócio do tráfego internacional. E se entrar a OTA não me enganarei ao dizer que os espanhóis, que têm uma visão estratégica destas coisas que falta aos portugueses, responderão competitivamente tentando queimar ainda mais os nossos aeroportos. Acho que há ainda muita coisa a explicar nesta ultra-pressão para lançar a OTA.
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