14 dezembro 2005

É hora de ter uma vida nova, hora de avançar e agarrar o futuro que está...aqui

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Fernando Pessoa

Aqui vai uma ajuda imagética para a posta anterior











Para as dificuldades de identificação do fiel leitor...Alegre é o que está a declamar.

O duelo

Com tudo o que já disseram um do outro ("se calhar por ser poeta, é um bocado egocêntrico para meu gosto", disse Soares na Homem Magazine), o debate de hoje na TVI promete ser o primeiro a doer. Para mais, com a sorte de ser moderado pelos melhores "to date".

Como bem notou o FTA, até aqui Cavaco não perdeu votos. Hoje, arrisca-se a ganhar uns tantos.

13 dezembro 2005

Os ciclos de Soares














Soares lança "novo ciclo"

Deve ser um ciclo vicioso...porque nos cá não vimos nada

As iluminações de Natal da CDU


Subindo a Calçada da Ajuda encontramos as iluminações mais curiosas da quadra.

De forma bastante movimentada, as iluminações mostram duas crianças a lutar por um brinquedo, não parando de puxar cada uma para seu lado uma pobre boneca que, a qualquer momento, parece quebrar-se na mão das pequenas.

Insurgi-me e telefonei para a Junta de Freguesia em questão!!

A resposta saiu rápida..."estava à espera de quê, santinhos e anjinhos!"

Fui investigar...a Junta de Freguesia é da CDU.

Enfim depois acusem-me de ser tendencioso e continuar a acreditar que o Natal é a altura do ano em que se celebra um certo nascimento e que por isso é de paz, amor e de concórdia, e não simplesmente consumismo vermelho (do Pai Natal claro!)

Filosofia da Tampa, II

Num acrescento aos conteúdos primeiros da nova disciplina filosófica surgida neste blog, e acentuando a análise estruturalista iniciada, somos levados a concordar que os elementos fundamentais não se esgotam nos enunciados interlocutores e relacionamento subjacente aos mesmos. Por esse motivo, de hoje em diante a temática deverá ser considerada tendo em consideração os segintes elementos:
1- interlocutores
2- relacionamento
3- assunto motivador e provocador da tampa
4- contexto situacional de decisão daquele que dá a tampa
5- contexto situacional daquele que recebe a dita

Soares em campanha

O Dr. Mário Soares apareceu hoje nos noticiários com uma descuidada seborreia assente no sobretudo.

Uma maldosa "alegrista" confidenciava-me que não era seborreia, antes as ideias de Soares que, de tão velhinhas (e por isso brancas) e antiquadas, já estavam a cair.

Ainda dizem que a contra-informação não anda à solta.

12 dezembro 2005

Almoços aprazados

Fica registado neste dia 12 de Dezembro da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2005 que formalmente o FTA do Mautempo no Canil se comprometeu a partilhar connosco as glórias gastronómicas de D. Graça Lucena.

Soares e os incidentes de campanha

O antigo combatente disse "vigarista". Ao que Soares respondeu "atrasado mental". Isto de acordo com o DN de hoje.

Ou muito me engano ou temos aqui uma zanga de amor.

P.S.: Os produtores de Hollywood já descobriram qual o segredo para o sucesso das sequelas I,II, III dos seus filmes: manter a estrutura narrativa mas modificar as fórmulas de acção. Será que a Joana Amaral Dias não consegue fazer o mesmo??? Está mal: agredir o Soares já teve sucesso noutras campanhas, logo não deveria ser usado novamente.

FILOSOFIA DA TAMPA



Numa sociedade pseudo-machista como a portuguesa a tampa é a vingança suprema de quem detém verdadeiramente o poder nas relações. Um amigo nosso, muito desesperado, pediu-nos ajuda. E este post é o veículo dessa ajuda.

Para simplificar consideremos “tampa” como o facto de se ser mal sucedido num pedido; por filosofia considere-se a ciência geral que explora os princípios e as causas.

Daí que “filosofia da tampa” é a área disciplinar da filosofia que procura encontrar os principios e as causas das “tampas”.

Atendendo a que a “tampa” envolve sempre dois interlocutores, um emissor de um pedido e outro que o recusa, bem como um relacionamento que os une, uma análise estruturalista da questão conduz-nos, irremediavelmente, à conclusão que a causa da “tampa” está associada a um dos pontos desta tríade.

Porque muitos foram afectados em tempo passado, ou mesmo presente, por tal triste realidade, e devido ao interesse científico que este tão perturbante fenómeno nos desperta, solicitamos a todos o que já tenham passado por este fenómeno que partilhem em espaço de comment aquilo que foi sentido, quer do lado de quem recebe como daquele que dá.

A seu tempo editaremos neste blog o “digest” das mais produtivas contribuições. Há corações desesperados que anseiam por ajuda para resolver, já não as causas, mas os efeitos de “TAMPAS”. Antecipadamente agradecidos.

Não nos deixam ir ao Mundial...

...esta é a mensagem que encontramos quando entramos no site do campeonato do mundo, na pasta dos "ingresos"


"Está página estará disponível em breve
Por favor, cheque novamente em alguns dias."


Lá se vai o mito da eficiência alemã. Por esta altura, já os bilhetes deveriam ter sido todos vendidos e deveriam estar a ser expedidos para todo o mundo. Isto cheira-me a influência do SPD...

Tarefa do dia


Reservar bilhetes para o mundial de futebol, rumo a Berlim.

O que é que Mário Soares tem...

... para ter um incidente em cada campanha eleitoral? Respostas possíveis, na caixa de comentários.

O amor quando se revela

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa (1928)

10 dezembro 2005

Já agora...

...quanto ao debate propriamente dito: Francisco Louçã preparou-se bem, encostou Cavaco Silva à justificação do passado. Teve aí a sua vitória pessoal.

Já o ex-primeiro-ministro, pareceu-me pouco à-vontade face às provocações de Louçã. E só me pareceu bem quando começou a responder à letra. Teve um lapso (não conhecer o último relatório sobre sustentabilidade da Segurança Social), foi apanhado em falso (Louçã esteve bem quando lhe anotou que 'isso de sugerir alterações legislativas só serve à primeira - depois de a proposta ser recusada não poderá ser repetida'). E também não esteve bem na resposta sobre a Casa Pia.

Ok. Dito isto, estamos a falar de pormenores - que fique bem claro. No que realmente interessa, Cavaco Silva mostrou que é um candidato com objectivos, com estratégia e com mensagem (aguardando-se pelo debate a sério, com Mário Soares, para saber se é o único). Quanto a Louçã, insiste em achar-se dono da verdade absoluta, persiste naquela coisa dos "olhos nos olhos". A sua suposta superioridade moral pode ser uma boa estratégia para conquistar votos à esquerda, mas não tira um único voto a Cavaco Silva. E claro, nunca lhe dará uma vitória.

TVI 2 - outros 0

Boa parte do sucesso do debate de ontem, a meu ver, deve-se a duas pessoas: Constança Cunha e Sá (outra vez, depois das excelentes entrevistas) e Miguel Sousa Tavares. Eu, que ando há anos a evitar o Sul, tou quase quase a pegar nele. Que o Miguel seja bem regressado à sua casa - o jornalismo. Porque destes não há muitos.

O modelo não pode servir de desculpa

Só para tornar claro que o modelo dos debates presidenciais pode ser bom, ontem, na TVI, Francisco Louçã e Cavaco Silva discutiram política no passado, presente e futuro. Era bom que o dr. Soares e o deputado Alegre o tivessem visto - caso o sono não tenha chegado mais cedo.

09 dezembro 2005

O mundial começa mal

Esta de nos sair Angola no sorteio para o mundial não é nada simpático. Nós aqui a torcer pelos moços e vamos começar a querer que eles percam. O último Portugal-Angola, para mais, é de má memória. Levámos tanta pancada (no velhinho José Alvalade, antes do mundial de há quatro anos) que só me lembro do número de lesionados e de expulsos. Do resultado não há memória.

Quanto ao resto, receio que Irão e México nos tragam ilusões de facilidades. O que se espera do senhor Scolari é que meta na cabeça dos tugas que não há jogos ganhos. E, já agora, que faça por Portugal o que já fez pelo Brasil: que a Copa volte a falar português.

Resolve o tanas!

Se o Liedson resolvesse mas era ir para casa - seja lá onde for - é que fazia um favor a Alvalade. Há dias difíceis, ó Francisco!

Crucifixos, parte III, dúvidas sobre a laicidade do Estado

Se estas intenções do governo socialista de retirar os símbolos religiosos do espaço público persistirem, o que é que o Ministro Mário Lino fará dos cruzamentos das estradas sob a alçada do IEP??

Definitivamente teremos de passá-las a desnivelamentos...mas então lá se vai o déficit! Ai meu Deus!