Sampaio veio dizer que a liberdade de expressão não pode ser posta em causa e acrescentou que nada justifica a violência nos países muçulmanos. Freitas terá ouvido, alguma vez, tão grande desautorização? O que vale é que Sampaio está de saída, senão a vida do Freitas ainda ia ficar mais difícil do que já é.
Sócrates, pois claro, vai continuar caladinho para ver se ninguém dá por ele.
12 fevereiro 2006
Uma bela foto. E não é do Maomé!

A foto foi retirada do http://esplanar.blogspot.com/ que não conseguiu descobrir quem é o autor. O João Pedro George não se deve incomodar muito (digo eu) com este roubo, uma vez que se aproveita a oportunidade para fazer pub ao blog dele.
Oh Freitas, bate a bola baixinho
Estou convencido que o homem não bate bem da bola. Não estou a inventar, ninguém me contou, eu ouvi Freitas dizer: "A melhor maneira de aproximar as duas civilizações é organizar um campeonato de futebol euro-árabe".
O homem tem uma inteligência que não pára de surpreender. Acabadinha a CAN (Taça das Nações Africanas), ganha pelos árabes do Egipto, com o mundial à porta, onde voltarão a estar os árabes, o melhor mesmo é preparar para o final do ano mais um campeonatozito. Brilhante! é preciso é ocupar os árabes com uns pontapés na bola. Quem tem um MNE assim sabe que o futuro é risonho.
O homem tem uma inteligência que não pára de surpreender. Acabadinha a CAN (Taça das Nações Africanas), ganha pelos árabes do Egipto, com o mundial à porta, onde voltarão a estar os árabes, o melhor mesmo é preparar para o final do ano mais um campeonatozito. Brilhante! é preciso é ocupar os árabes com uns pontapés na bola. Quem tem um MNE assim sabe que o futuro é risonho.
Campeonato das civilizações

Lamentamos informar que o campeonato das civilizações, em que se têm destacado os jogos entre ocidentais e árabes, prossegue a um ritmo alucinante. Os católicos cederam o lugar aos protestantes ingleses e estes marcaram pontos que voltam a colocar a civilização mais avançada como favorita para vencer o campeonato da loucura. Uma dúzia de soldados fortemente armados contra quatro adolescentes, que cinco minutos antes atiravam pedras, é a prova provada que há civilizações com as quais não se brinca.
Já foi aberto um inquérito. No Oriente nem sequer fazem inquéritos e por cá, geralmente, não levam a lado nenhum.
Com o que se pode ver no vídeo é que os governos árabes se deviam revoltar. Não são apenas as imagens, são também os comentários do anormal inglês que está a filmar a cena toda. Vão lá ver e ouvir e tirem as vossas conclusões:
Vídeo no sítio do News of the World
11 fevereiro 2006
Ox Alá
A noite traz conversas que me fazem regressar à estúpida discussão religiosa. Quem quer que diga mal dos fundamentalistas islâmicos é imediatamente obrigado a esclarecer que só está a dizer mal do fundamentalismo, não dos islâmicos. Pois que a mim me chateia toda essa porcaria, fundamentalistas e islâmicos, juntos ou separados.
Na verdade, chateia-me a porcaria religiosa como sendo algo muito sério que todos deviamos respeitar. Fazem-me lembrar os ceguinhos do metro, com a sua lenga-lenga, pedinchice, os que sussurram que "com a fé não se brinca". Não gosto que me imponham a fé religiosa como uma coisa séria. Não gosto dos católicos, dos protestantes, dos judeus, dos hindus, dos muçulmanos, etc que se julgam melhores que os outros porque acreditam num deus. Fazem-me lembrar os gajos que fumam haxixe e julgam que os que não fumam são caretas.
Vão dar banho ao cão.
Mas também é preciso dizer que as sociedades que ainda andam à volta do islamismo são muito atrasadas. Em muitos, muitos aspectos. E não me refiro às questões de desenvolvimento económico ou político. Refiro-me apenas ao modo como se tratam uns aos outros, enquanto seres humanos. As mulheres para eles são apenas virgens que se oferecem a quem matar em nome de Alá. Na terra, os direitos delas muitas vezes não existem.
Também não há o mínimo de pachorra para os negócios da santa sé. Fátima rende quase 20 milhões de euros e o Vaticano já quer tomar conta da barraca. E aproveita para dizer que aquilo é só para católicos. Isto deve ser aquilo a que se chama dar a mão ao próximo.
Na verdade, chateia-me a porcaria religiosa como sendo algo muito sério que todos deviamos respeitar. Fazem-me lembrar os ceguinhos do metro, com a sua lenga-lenga, pedinchice, os que sussurram que "com a fé não se brinca". Não gosto que me imponham a fé religiosa como uma coisa séria. Não gosto dos católicos, dos protestantes, dos judeus, dos hindus, dos muçulmanos, etc que se julgam melhores que os outros porque acreditam num deus. Fazem-me lembrar os gajos que fumam haxixe e julgam que os que não fumam são caretas.
Vão dar banho ao cão.
Mas também é preciso dizer que as sociedades que ainda andam à volta do islamismo são muito atrasadas. Em muitos, muitos aspectos. E não me refiro às questões de desenvolvimento económico ou político. Refiro-me apenas ao modo como se tratam uns aos outros, enquanto seres humanos. As mulheres para eles são apenas virgens que se oferecem a quem matar em nome de Alá. Na terra, os direitos delas muitas vezes não existem.
Também não há o mínimo de pachorra para os negócios da santa sé. Fátima rende quase 20 milhões de euros e o Vaticano já quer tomar conta da barraca. E aproveita para dizer que aquilo é só para católicos. Isto deve ser aquilo a que se chama dar a mão ao próximo.
Um século
Faz cem anos na próxima segunda-feira
O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e viveu como um espírito livre, em sintonia com o que preconizava para todos os Homens.
O menino que aprendeu a ler aos quatro anos - e viria a falar 15 línguas e dois dialectos - cresceu para se tornar um "cidadão do mundo", alguém que considerava desnecessário o bilhete de identidade e outros documentos que vinculam as pessoas a um único território.
Quando morreu, em Lisboa, a 03 de Abril de 1994, Agostinho da Silva deixou uma obra vastíssima que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião.
Uma vida preenchida, talvez previsível para alguém que manteve a liberdade como valor cimeiro, afirmando sem problemas numa entrevista que não lia jornais... e que só comprava o Público para ver a banda desenhada do Calvin & Hobbes .
parte de um texto escrito por HSF da Agência Lusa.

O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e viveu como um espírito livre, em sintonia com o que preconizava para todos os Homens.
O menino que aprendeu a ler aos quatro anos - e viria a falar 15 línguas e dois dialectos - cresceu para se tornar um "cidadão do mundo", alguém que considerava desnecessário o bilhete de identidade e outros documentos que vinculam as pessoas a um único território.
Quando morreu, em Lisboa, a 03 de Abril de 1994, Agostinho da Silva deixou uma obra vastíssima que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião.
Uma vida preenchida, talvez previsível para alguém que manteve a liberdade como valor cimeiro, afirmando sem problemas numa entrevista que não lia jornais... e que só comprava o Público para ver a banda desenhada do Calvin & Hobbes .
parte de um texto escrito por HSF da Agência Lusa.
_World Press Photo 5
World Press Photo 4
World Press Photo 3
World Press Photo 2
World Press Photo 1
Direita lança uma OPA ao referendo!
Morais Sarmento, Bagão Félix, João Jardim e muitos dos que militam no movimento pró-Vida andam a recolher assinaturas para obrigar o Parlamento a convocar um referendo que condicione a reprodução artificial.
As perguntas que os senhores já desenharam mostram bem o que eles não querem:
1 - Não querem que se guardem embriões excedentários.
2 - Não querem que as lésbicas tenham acesso às técnicas de Procriação Medicamente Assistida.
3 - Não querem barrigas de aluguer.
Estão no seu direito, mas deviam compreender que antes disto tudo ainda é preciso realizar um novo referendo ao borto. Ou então que se façam todos ao mesmo tempo e se inclua lá também uma pergunta sobre os casamentos entre homosexuais.
As perguntas que os senhores já desenharam mostram bem o que eles não querem:
1 - Não querem que se guardem embriões excedentários.
2 - Não querem que as lésbicas tenham acesso às técnicas de Procriação Medicamente Assistida.
3 - Não querem barrigas de aluguer.
Estão no seu direito, mas deviam compreender que antes disto tudo ainda é preciso realizar um novo referendo ao borto. Ou então que se façam todos ao mesmo tempo e se inclua lá também uma pergunta sobre os casamentos entre homosexuais.
Ninguém come noticias
Chegamos a sábado e os jornais não trazem nada de surpreendente. Hoje até tenho de trabalhar. Sou jornalista e os jornalistas são viciados em noticias. Vim para o Jornal de Noticias buscar a minha dose. Cá estou eu. Vou ter de trabalhar todo o dia de hoje, mais o dia de amanhã e os dias que se seguem. Este jornal, que tem sede no Porto, vende nos santos domingos cerca de 150 mil exemplares e é lido por mais de um milhão de pessoas. É dose! Os leitores que compram jornais também devem ser viciados em noticias. Vai ser preciso trabalhar muito para lhes dar o que eles querem, mas a esta hora o melhor mesmo é ir almoçar.
10 fevereiro 2006
Pai, Filho e Espírito Santo
Contaram-me agora uma piada gira:
Na terça-feira, houve a conferência de imprensa do Pai, do Filho e o Espírito Santo não foi porque estava em Marrocos.
Na terça-feira, houve a conferência de imprensa do Pai, do Filho e o Espírito Santo não foi porque estava em Marrocos.
Não se pode transformar o padre num girino?
Aqui está o padre Serras Perreira nos seus tempos áureos:
Ouve-se e não se acredita:
Usar contraceptivos é matar
Padre diz que homossexualidade é doença e que aborto é pior que pedofilia
Há cerca de um ano, o padre Nuno Serras Pereira chamou a atenção com a publicação de um anúncio explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Também defendeu que o aborto é pior que a pedofilia. Esta sexta-feira, em entrevista ao semanário Independente o religioso vai ainda mais longe.
A primeira tentativa de casamento homossexual em Portugal é o tema de arranque da entrevista ao Independente e que leva o pároco a dizer que «não é possível haver casamento entre duas pessoas do mesmo sexo», uma vez que «o matrimónio exige capacidade reprodutiva». E acrescenta que «a homossexualidade é uma doença», «uma neurose», que pode ser tratada com terapia.
Diz ainda Nuno Serras Pereira que os homossexuais vivem menos tempo e são mais propensos à pedofilia. Aos sexólogos que não partilham da sua visão do assunto, diz que estão «mal informados».
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=645279&div_id=291
Ouve-se e não se acredita:Usar contraceptivos é matar
Padre diz que homossexualidade é doença e que aborto é pior que pedofilia
Há cerca de um ano, o padre Nuno Serras Pereira chamou a atenção com a publicação de um anúncio explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Também defendeu que o aborto é pior que a pedofilia. Esta sexta-feira, em entrevista ao semanário Independente o religioso vai ainda mais longe.
A primeira tentativa de casamento homossexual em Portugal é o tema de arranque da entrevista ao Independente e que leva o pároco a dizer que «não é possível haver casamento entre duas pessoas do mesmo sexo», uma vez que «o matrimónio exige capacidade reprodutiva». E acrescenta que «a homossexualidade é uma doença», «uma neurose», que pode ser tratada com terapia.
Diz ainda Nuno Serras Pereira que os homossexuais vivem menos tempo e são mais propensos à pedofilia. Aos sexólogos que não partilham da sua visão do assunto, diz que estão «mal informados».
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=645279&div_id=291
Uma coisa de cada vez!
Não consigo perceber esta lógica muito portuguesa de que há uns problemas mais importantes que outros e que, por isso, têm que ser resolvidos primeiro. O Executivo do Engº José Sócrates tem 17 ministros (incluindo o próprio) e 36 secretários de Estado. Chega?
Vejo responsáveis políticos, da direita à esquerda, a dizerem que a questão do aborto ou do casamento homossexual, só para dar dois exemplos, não é prioritária, porque neste momento há questões muito importantes para resolver no país, como o controlo do défice, o impulso ao crescimento económico ou o plano tecnológico e outras coisas tais.
Depois oiço o PS dizer que primeiro é preciso resolver a questão do aborto e só depois é que se preocupam com os casamentos gay. Vamos com calma! Uma coisa de cada vez, que a malta não aguenta! Produtividade legislativa, mas nem tanto!
Eu sei que é preciso marcar a agenda política e dar um rebuçadinho de cada vez à imprensa, mas, a meu ver, num Governo que se diz reformista, para um primeiro-ministro que quer ficar na história como proto-revolucionário, isto cai um bocado mal. Digo eu…
Mas se calhar é por eu ser mulher e toda a gente sabe que as mulheres, de acordo com o Presidente da República que chegará a Belém em Março, têm que fazer muitas coisas ao mesmo tempo: trabalhar, tratar dos filhos, manter a casa em ordem, fazer compras, ser boa profissional, ser boa mãe, ser boa esposa…Assim vai o nosso país(inho). Machista, hipócrita e cínico. Como sempre.
Vejo responsáveis políticos, da direita à esquerda, a dizerem que a questão do aborto ou do casamento homossexual, só para dar dois exemplos, não é prioritária, porque neste momento há questões muito importantes para resolver no país, como o controlo do défice, o impulso ao crescimento económico ou o plano tecnológico e outras coisas tais.
Depois oiço o PS dizer que primeiro é preciso resolver a questão do aborto e só depois é que se preocupam com os casamentos gay. Vamos com calma! Uma coisa de cada vez, que a malta não aguenta! Produtividade legislativa, mas nem tanto!
Eu sei que é preciso marcar a agenda política e dar um rebuçadinho de cada vez à imprensa, mas, a meu ver, num Governo que se diz reformista, para um primeiro-ministro que quer ficar na história como proto-revolucionário, isto cai um bocado mal. Digo eu…
Mas se calhar é por eu ser mulher e toda a gente sabe que as mulheres, de acordo com o Presidente da República que chegará a Belém em Março, têm que fazer muitas coisas ao mesmo tempo: trabalhar, tratar dos filhos, manter a casa em ordem, fazer compras, ser boa profissional, ser boa mãe, ser boa esposa…Assim vai o nosso país(inho). Machista, hipócrita e cínico. Como sempre.
A ONU está a saque
O doutor Freitas do Amaral veio ontem comunicar que Portugal apoia a candidatura de Ramos Horta a secretário-geral da ONU. Apoia se houver consenso, esclarece o douto mne. Quando esse consenso chegar (veja lá outra irritação drª Bárbara) é certo e sabido que todos serão unânimes (uma expressão muito usada por jornalistas de televisão e rádio - imaginem só o que aconteceria à unanimidade se houvesse alguém que não estava lá).
Adiante...
O tal Ramos Horta, que também é mne (calhou ser de Timor porque ele aceitava ser mne de qualquer ilhota, da Madeira por exemplo), é o mesmo com quem Portugal se chateou, durante os governos de Guterres, porque o senhor usava e abusava dos dinheiros portuguese para fazer diplomacia. A diplomacia do senhor, dizia-se, incluia viajar em 1ª classe sempre acompanhado para ficar nos melhores hóteis.
O tal Ramos Horta é também o senhor que, quando os indonésios quiseram construir um carro chamado Timor, aconselhou a malta a pegar fogo aos carros que aparecessem.
Podia ficar aqui até ao fim da vida a escrever estórias do Ramos Horta, mas prefiro ir almoçar. É só para dizer que estou convencido que o mundo vai continuar a ser governado por loucos. Ramos Horta secretário-eral da ONU? Mais vale fecharem aquilo para obras.
Adiante...
O tal Ramos Horta, que também é mne (calhou ser de Timor porque ele aceitava ser mne de qualquer ilhota, da Madeira por exemplo), é o mesmo com quem Portugal se chateou, durante os governos de Guterres, porque o senhor usava e abusava dos dinheiros portuguese para fazer diplomacia. A diplomacia do senhor, dizia-se, incluia viajar em 1ª classe sempre acompanhado para ficar nos melhores hóteis.
O tal Ramos Horta é também o senhor que, quando os indonésios quiseram construir um carro chamado Timor, aconselhou a malta a pegar fogo aos carros que aparecessem.
Podia ficar aqui até ao fim da vida a escrever estórias do Ramos Horta, mas prefiro ir almoçar. É só para dizer que estou convencido que o mundo vai continuar a ser governado por loucos. Ramos Horta secretário-eral da ONU? Mais vale fecharem aquilo para obras.
Coisas que me irritam
Alguém me explica porque é que há pessoas que usam a expressão "derivado ao facto de" quando querem dizer "devido a" ou, eventualmente, um tão simples "porque".
Outra expressão que me faz impressão é "causa-me espécie". Causa-me espécie???
Também não percebo porque é que algumas pessoas dizem "o comer estava bom", quando querem referir-se à comida...
Há coisas que me irritam às sextas-feiras de manhã...
Outra expressão que me faz impressão é "causa-me espécie". Causa-me espécie???
Também não percebo porque é que algumas pessoas dizem "o comer estava bom", quando querem referir-se à comida...
Há coisas que me irritam às sextas-feiras de manhã...
09 fevereiro 2006
A cor do dinheiro
Eu sei que esta cor é muito tablóide, mas este comentário é muito transparente, confiante, honesto. É sobre o BES e a forma como hoje veio deixar claro que afinal não avança com uma OPA concorrente à da Sonae. Mas pode financiar quem avance. A especulação continua e os preços podem continuar a subir. Ainda bem que não tenho acções, nem da PT nem de outras quaisquer. Posso dormir descansado. Eles andam a brincar com o dinheiro, mas o dinheiro não é meu. Haverá muito quem fique a berrar com esta brincadeira toda e o BES é que não será. Com toda a certeza. Vai uma OPA?
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