16 fevereiro 2006
Pacheco e o Queijo
A Grande Loja anda há muito tempo às turras com o Abrupto. Sou obrigado a confessar, como se já não bastasse o que escrevi sobre o blog do Pacheco e o senhor propriamente dito, que me faz confusão vê-lo armado em polícia.
Tanto quanto sei, estes são dois dos blogs informativos com mais audiência e estes arrufos ainda os ajudam a crescer mais. É uma das leis do debate que Pacheco ainda não escreveu. Ficamos à espera.
Do que já aprendi sobre a blogosfera, muito pouco é claro, já deu para perceber que a ANARQUIA encontrou o seu espaço para triunfar. Nem pode ser de outra maneira. Anónimos ou assumidos, neste espaço infinito todos podem dizer o que querem. É claro que isto faz com que exista muita irresponsabilidade, muito aldrabice e muitos interesses escondidos. Mas também dá para aumentar o debate e o saber, para acrescentar humor à análise política, para tantas outras coisas boas.
O que quer afinal Pacheco Pereira? Alguém lhe pediu para ser o polícia e lhe entregou uma farda? Pensará Pacheco que todos os que circulam pela blogosfera, excepto ele é claro, são estúpidos e, por isso, não sabem avaliar cada um dos posts que lhes é dado a ler?
Pacheco utlizou esta táctica quando esteve a tempo inteiro na política e acabou por sair de lá para se dedicar a tempo inteiro à escrita, ao comentário e à blogosfera. Começo a acreditar que ele deixou de ser dirigente partidário porque os seus companheiros de partido, e dos restantes, deixaram de ter pachorra para ele. Isso é que Pacheco não aguenta. Ele quer que o ouçam e que o sigam.
Se a política partidária já não conta com Pacheco porque ele se cansou dos que não o ouvem, faltarão muitos anos para ele se cansar de ser o polícia cá do sitio? Para já, ele acumula esse estatuto com o poder de fazer leis (do Abrupto, é claro) para os debates na blogosfera. Espero não ter quebrado nenhum mandamento.
Avé, César!
Desembucha Pacheco
Jornalismo II
Jornalismo I
Assim vamos nós jornalistas.
15 fevereiro 2006
Muitas 24 Horas pela frente
Não perceberam que a caça às fontes dos jornalistas vai fazer das fontes uma espécie em vias de extinção?
O jornalismo e os jornalistas estão a precisar de se organizar. Também podemos continuar assim, com dois ou três patrões a porem e disporem dos periodistas, com jornalistas a escreverem tudo o que lhes apetece e a condenarem com isso toda a classe ao descrédito. Etc, etc, etc...
Tenham medo, tenham muito medo!
Mas a mim parece-me que a coisa é um pouquito mais confrangedora. O senhor está com 'cagufes' e quer que todos nós nos borremos de medo.
Temos soldados lá longe, no Islão. Precisamos de ser responsáveis com as caricaturas para não irritar os senhores do Islão, não vão eles bater nos nossos valorosos soldados ou queimar os novos equipamentos de Scolari.
E se eles se lembram de vir para cá pôr bombas? Isso então é que era uma chatice.
Quietos, caladinhos no nosso canto é que nós estamos bem. Eles julgam que isto faz parte de Espanha e em Espanha eles gostam de pôr bombas é em Madrid. Não se metam com eles. Tenham medo, tenham muito medo!
Licenciosidade
É isto que um primeiro-ministro tem para dizer?
Parece-me que o primeiro-ministro está a ser um bocadinho licencioso.
Entretanto, o PCP veio elogiar as declarações de Freitas do Amaral, dizendo que "são bem vindas declarações, atitudes e iniciativas que visem travar a escalada de confronto em que forças racistas, obscurantistas e de extrema-direita estão apostadas". Pois são. Mas não é isso que está em causa. Ou os jornalistas dinamarqueses são forças racistas, obscurantistas e de extrema-direita?
Parece-me que o PCP está a ser um bocadinho licencioso.
[re-edit]
Dúvida muito mais importante que o envelope 9
Só uma perguntinha
Um Estado policial
Um repórter fotográfico do DN também subiu ao quinto andar para registar o momento, a polícia não esteve pelos ajustes. Notificou o jornalista. Devem pensar que a publicação destas fotos impede o normal desenrolar das investigações. Só querem intimidar. Mais nada!
Querem meter-nos na ordem!
Os jornalistas precisam de uma Ordem
Lido
Rui Machete, ao Diário Económico.
A sina de Mendes

É um político experiente, resistente e as recentes vitórias eleitorais ajudam. Mas não tem a vida facilitada. Marques Mendes, um verdadeiro social-democrata, lidera a oposição a um governo maioritário do Partido Socialista. José Sócrates, o adversário que vem da ala mais à direita do PS, tem tido um desempenho seguro como primeiro-ministro (basta ler os mais recentes estudos de opinião). Na Presidência vai estar Cavaco que protegerá o Governo sempre que este mantiver o rumo - o que, traços gerais, tem acontecido.
Há ainda o PSD, um partido catch-all, que não perdoa a falta de uma via verde de acesso ao poder. Enquanto isso, santanistas estão (como sempre...) por aí, menezistas enchem o peito como podem e barrosistas não morrem de amores pelo líder. A terceira via estacionou na garagem do Palácio de Belém até que um novo "raid" se justifique. A bancada parlamentar prova, dossier atrás de dossier, que não se fazem omoletas sem ovos. Chegará Mendes a S. Bento com tanto obstáculo no caminho?
Durão Barroso disse a Guterres, à época ainda em alta nas sondagens, que um dia seria primeiro-ministro: só não sabia era quando. E acrescentou que, apesar de Guterres ter sido um melhor líder da oposição, ele daria um melhor primeiro-ministro. "Como? Só não sabe é quando?!", clamaram jornais e opinion makers. Para Durão foi só uma questão de tempo. E para Mendes? Depende do seu desempenho, coragem de enfrentar um governo em alta e capacidade de controlo de um partido partido. Longe vão os tempos em que uma leitura das estrelas dava acesso ao poder. O país agradece.
14 fevereiro 2006
D.Pedro, o Correia
O aliado de Freitas
"O embaixador do Irão em Lisboa considerou esta terça-feira que a imprensa portuguesa «teve uma atitude positiva» em relação à polémica em torno das caricaturas de Maomé.
Em entrevista à Antena 1, Mohammed Taheri considera que «o ministro Freitas do Amaral teve uma posição que deve ser destacada. Disse coisas muito positivas e muito lógicas».
O representante do Irão disse ainda que é normal que o presidente do seu país queira organizar um seminário sobre o tema do Holocausto: «A liberdade afinal termina quando se fala de Holocausto?».
O embaixador diz que «há muito por contar» e que ele próprio esteve em Auchwitz e fez «as contas». «Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar»."
Chega?
Há por aí mais um desempregado?
Houve 60 pessoas que se foram inscrever nos Centros de Emprego. Durante o dia de hoje foram 381. No mês passado foram quase 12 mil. Estamos rés-vés Campo de Ourique para chegar ao meio milhão. Quinhentos mil coitados que não sabem como ganhar a vida.
A memória é curta e o tempo foge. Quando Sócrates conseguir cumprir a promessa de criar 150 mil novos empregos, eles já não chegarão para pôr a taxa de desemprego como ele a encontrou.
P.S. Lá estou a militar na oposição. A ser do contra. Raios partam o vício.
País singlefóbico

No Dia dos Namorados, constato que vivo num país não só homofóbico como também singlefóbico (acabei de inventar o termo e parece-me bem).
Pois não é que, em pleno Chiado, ofereciam girassóis (de plástico, é certo, mas sempre eram girassóis) única e exclusivamente… aos casais. Ou seja, uma gaja solteira e boa rapariga não tem direito a uma flor.
Uma gaja até ia bem disposta, porque estava sol e calor e o sol e o calor enchem-se a alma e dão-me alegria, e acontece aquilo… Não me dão uma flor, porque não tenho “namorado”. Tá mal.
Percebo agora o terror que é para muitas gajas aparecerem sozinhas num casamento. Eu prefiro aparecer com um S2000 emprestado e dizer que não me caso nem tenho filhos, porque senão não há dinheiro para alimentar o carro. E depois olham para mim com ar aparvalhado e acreditam. Dá-me gozo. É a vidinha…
(just for the record: hoje é também o Dia Europeu da Disfunção Eréctil)
Quem paga é pensionista!
A única coisa que me ocorreu hoje de manhã quando ouvi a notícia na rádio é que o Governo não estava com vontade nenhuma que durante o dia se andasse a falar dos aumentos das rendas.
Mas essa é outra grande tanga, já que 75% das rendas que vão ser alteradas são potencialmente “ganhadoras” de um subsídio do Estado, como diz hoje o secretário de Estado ao Diário Económico.
A notícia do DN, aparentemente, baseia-se na leitura dos quadros da Ernst&Young. Algumas retenções na fonte são alteradas, daí que a notícia (não a querendo desvalorizar, porque não é essa a minha intenção) seja, apenas e tão só, essa.
Para além do mais, os pensionistas vêem ser-lhes aumentado o imposto a pagar em 2007. A manchete não devia ser essa?
Conclusão: nesta história toda, os verdadeiros prejudicados são os pensionistas: o maior alvo da reforma do arrendamento (dos cerca de 400 mil contratos de arrendamento que vão ser aumentados, à volta de 300 mil correspondem a inquilinos com mais de 65 anos e menos de 5 salários mínimos) e os mais prejudicados nas alterações à retenção na fonte em IRS.
A biblia de Pacheco

Passei de um estado de blogofobia para um estado de blogodependência. É como se a minha fobia a agulhas se tivesse transformado na necessidade de andar a espetar, a toda a hora, agulhas no corpo.
Prova desta minha nova dependência é a forma como vampirizei O Insubmisso, blog para o qual pedi um convite ao 'director' David Dinis.
Estou sempre a postar, o que na minha definição de blogosfera é exactamente mandar umas 'postas de pescada' sobre tudo o que mexe.
A malta opina, logo existe.
Esta é, claramente, a grande vantagem dos blogs. É navegando nos pensamentos de uns e de outros que encontramos novas perguntas e procuramos novas respostas. Concordando ou discordando do que lemos.
Vem isto a propósito da Bibliosfera que Pacheco Pereira começou a elaborar no Abrupto . Nesta matéria, eu sou um 'cristão novo' e só posso orientar-me pelas certezas do profeta. Duvidando, sempre duvidando, porque esta religião que agora professo tem como primeiro mandamento não acreditar na existência de profetas.
Comunicado das Necessidades
A golpada
O DN traz a boa nova e explica a verdade dos factos, mas não se coíbe de fazer a seguinte abertura de texto: Milhões de contribuintes por conta de outrem terão acréscimos salariais já no final deste mês.
No parágrafo segundo lá vem a má nova: Prejudicados estão os pensionistas, bem como os titulares de rendimentos acima dos dez mil euros mensais.
E lá vamos andando até percebermos que, afinal, o Estado acabará por reter mais do que retém hoje e, nos casos onde vai reter menos, a coisa traduz-se numas dezenas de euros para os contribuintes.
A verdade é que esses mesmos contribuintes que no Verão recebiam uns cheques surpresa com o que descontaram a mais, vão deixar de ter um Verão azul.
A verdade é que ninguém vai pagar um cêntimo a menos em impostos. Nem um cêntimo a menos. Quem são então os milhões por conta de outrem que vão ter acréscimos salariais no final do mês?
É muito confuso para a minha cabeça. O Tico e o Teco (os meus neurónios mais activos) estão pegados desde de que, pela manhã, ouviram a noticia na TV. Vou ter de pôr os dois de castigo. Há noticias que o Tico e o Teco nunca vão ser capazes de decifrar.
Ah! Já me esquecia. O meu obrigado, muito obrigado ao Governo. Acréscimo salarial no mês de aniversário, é uma prenda, não é?
Concurso a publicar em DR
"Portugal oferece Professor Doutor, sócio honorário da «Real Academia de Ciencias Morales y Politicas», ex-presidente da Cedersp (Comissão de Estudo e Debate da Reforma do Sistema Prisional), ex-júri de 23 mestrados, arguente em 9 doutoramentos e em 6 provas públicas de agregação, ex-membro do Conselho Científico da Escola de Direito da Universidade do Minho - que ajudou a criar -, candidato à Presidência da República em 1986, tendo perdido a eleição obtendo, contudo, 48,8% da votação total, agraciado pelos Presidentes da República, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio e, entre outros distintos serviços prestados à humanidade, primeiro director do CEDIS (Centro de Investigação sobre Direito e Sociedade). Despesas de envio e taxas alfandegárias serão assumidas pela entidade promotora do concurso".
[Por uma questão comercial, eles não precisam de saber que falamos de Diogo Pinto Freitas do Amaral]
O mar e a pesca
Mas não é bem assim. O senhores são mais do que delinquentes mas não chegam aos calcanhares de um terrorista: parece que assassinaram seis pessoas. Ufa!
Atlânticos, com um passado ímpar de descobertas além mar mas...com mau pescado! Assim, vai a vida do burgo. E assim, continue...
13 fevereiro 2006
Abrem-se Portas, fecham-se janelas
Bem ao contrário vive a política, em que os dirigentes atingem os melhores níveis de popularidade quanto mais se escondem. O fantasma de Sócrates não diz o que pensa sobre coisa nenhuma, mas chega para tornar invisível o pensamento de Mendes. O líder do CDS não existe, o do Bloco hibernou e do PC vai ficar à espera de uma nova campanha.
O que Portugal não dispensa são os comentários de Vasco Pulido Valente, Marcelo Rebelo de Sousa ou Miguel Sousa Tavares. Brevemente entra um novo artista em palco. Portas também será consagrado.
Temos equipamento, falta Quaresma
foto retirada do Público onlineAqui estão os novos fatinhos com que a selecção de Scolari vai à Alemanha representar Portugal. Eles até podem jogar de saias, mas convém que não se esqueçam de levar o cigano. Sim, sim. O Quaresma tem lugar na equipa de Portugal, mas como quem manda é o gajo que já sonha com a selcção inglesa, é bem provável que o cigano não seja convocado. Vale pouco ser, ao lado de Cristiano, um dos dois melhores jogadores portugueses da actualidade.
A igreja não se indigna?
O Berlusconi anda nos copos
Sondagem
2. Nova sondagem aqui do burgo. A personagem? O nosso chefe de Estado para o Exterior. É um personagem, este ministro. Votem lá, sim?
3. Boa semana para todos.
Eu gostava de o ouvir
Freitas do Amaral
Senhor ministro, quando não tem nada de interessante para dizer mais vale estar calado.
12 fevereiro 2006
Freitas e as suas boas ideias
Um cartoon pra mim, um cartoon pra ti...

Ainda a propósito da Igreja, o santuário de Fátima vai mudar de estatuto. As alterações ainda vão a debate. Não me interessa muito saber o que vai mudar em Fátima, porque o que eu gostava que mudasse vai continuar na mesma: o fundamentalismo católico de quem se arrasta de joelhos, o masoquismo estéril a que se assiste no santuário, o negócio chorudo à volta de santinhos e medalhinhas e pulseirinhas e crucifixozinhos de gosto duvidoso (esta é a minha liberdade de expressão).

De qualquer forma, gostei de ler no Correio da Manhã, "um alto representante da Igreja":
Quanto à colocação de um representante da Santa Sé na gestão do Santuário, para “maior vigilância teológica” – hipótese levantada após a realização de uma conferência ecuménica, da visita de um grupo de hindus e do Dalai Lama –, um alto representante da Igreja Católica portuguesa foi taxativo. “Não haverá cá ninguém. Era o que faltava.”
Uma opinião partilhada por D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas. “O Santuário não precisa de nenhum polícia teológico enviado pela Santa Sé. Nunca houve ali nenhum dislate, nenhuma inconformidade. Seria uma situação absurda e inaceitável. Se houvesse vigilância, seria dar razão aos radicais. Onde estava o espírito do diálogo inter-religioso iniciado por João Paulo II e continuado por Bento XVI. Onde estava a Igreja Católica de braços abertos?”
Presidente desautoriza MNE
Sócrates, pois claro, vai continuar caladinho para ver se ninguém dá por ele.
Uma bela foto. E não é do Maomé!

A foto foi retirada do http://esplanar.blogspot.com/ que não conseguiu descobrir quem é o autor. O João Pedro George não se deve incomodar muito (digo eu) com este roubo, uma vez que se aproveita a oportunidade para fazer pub ao blog dele.
Oh Freitas, bate a bola baixinho
O homem tem uma inteligência que não pára de surpreender. Acabadinha a CAN (Taça das Nações Africanas), ganha pelos árabes do Egipto, com o mundial à porta, onde voltarão a estar os árabes, o melhor mesmo é preparar para o final do ano mais um campeonatozito. Brilhante! é preciso é ocupar os árabes com uns pontapés na bola. Quem tem um MNE assim sabe que o futuro é risonho.
Campeonato das civilizações

Lamentamos informar que o campeonato das civilizações, em que se têm destacado os jogos entre ocidentais e árabes, prossegue a um ritmo alucinante. Os católicos cederam o lugar aos protestantes ingleses e estes marcaram pontos que voltam a colocar a civilização mais avançada como favorita para vencer o campeonato da loucura. Uma dúzia de soldados fortemente armados contra quatro adolescentes, que cinco minutos antes atiravam pedras, é a prova provada que há civilizações com as quais não se brinca.
Já foi aberto um inquérito. No Oriente nem sequer fazem inquéritos e por cá, geralmente, não levam a lado nenhum.
Com o que se pode ver no vídeo é que os governos árabes se deviam revoltar. Não são apenas as imagens, são também os comentários do anormal inglês que está a filmar a cena toda. Vão lá ver e ouvir e tirem as vossas conclusões:
Vídeo no sítio do News of the World
11 fevereiro 2006
Ox Alá
Na verdade, chateia-me a porcaria religiosa como sendo algo muito sério que todos deviamos respeitar. Fazem-me lembrar os ceguinhos do metro, com a sua lenga-lenga, pedinchice, os que sussurram que "com a fé não se brinca". Não gosto que me imponham a fé religiosa como uma coisa séria. Não gosto dos católicos, dos protestantes, dos judeus, dos hindus, dos muçulmanos, etc que se julgam melhores que os outros porque acreditam num deus. Fazem-me lembrar os gajos que fumam haxixe e julgam que os que não fumam são caretas.
Vão dar banho ao cão.
Mas também é preciso dizer que as sociedades que ainda andam à volta do islamismo são muito atrasadas. Em muitos, muitos aspectos. E não me refiro às questões de desenvolvimento económico ou político. Refiro-me apenas ao modo como se tratam uns aos outros, enquanto seres humanos. As mulheres para eles são apenas virgens que se oferecem a quem matar em nome de Alá. Na terra, os direitos delas muitas vezes não existem.
Também não há o mínimo de pachorra para os negócios da santa sé. Fátima rende quase 20 milhões de euros e o Vaticano já quer tomar conta da barraca. E aproveita para dizer que aquilo é só para católicos. Isto deve ser aquilo a que se chama dar a mão ao próximo.
Um século

O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e viveu como um espírito livre, em sintonia com o que preconizava para todos os Homens.
O menino que aprendeu a ler aos quatro anos - e viria a falar 15 línguas e dois dialectos - cresceu para se tornar um "cidadão do mundo", alguém que considerava desnecessário o bilhete de identidade e outros documentos que vinculam as pessoas a um único território.
Quando morreu, em Lisboa, a 03 de Abril de 1994, Agostinho da Silva deixou uma obra vastíssima que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião.
Uma vida preenchida, talvez previsível para alguém que manteve a liberdade como valor cimeiro, afirmando sem problemas numa entrevista que não lia jornais... e que só comprava o Público para ver a banda desenhada do Calvin & Hobbes .
parte de um texto escrito por HSF da Agência Lusa.
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Direita lança uma OPA ao referendo!
As perguntas que os senhores já desenharam mostram bem o que eles não querem:
1 - Não querem que se guardem embriões excedentários.
2 - Não querem que as lésbicas tenham acesso às técnicas de Procriação Medicamente Assistida.
3 - Não querem barrigas de aluguer.
Estão no seu direito, mas deviam compreender que antes disto tudo ainda é preciso realizar um novo referendo ao borto. Ou então que se façam todos ao mesmo tempo e se inclua lá também uma pergunta sobre os casamentos entre homosexuais.
Ninguém come noticias
10 fevereiro 2006
Pai, Filho e Espírito Santo
Na terça-feira, houve a conferência de imprensa do Pai, do Filho e o Espírito Santo não foi porque estava em Marrocos.
Não se pode transformar o padre num girino?
Ouve-se e não se acredita:Usar contraceptivos é matar
Padre diz que homossexualidade é doença e que aborto é pior que pedofilia
Há cerca de um ano, o padre Nuno Serras Pereira chamou a atenção com a publicação de um anúncio explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Também defendeu que o aborto é pior que a pedofilia. Esta sexta-feira, em entrevista ao semanário Independente o religioso vai ainda mais longe.
A primeira tentativa de casamento homossexual em Portugal é o tema de arranque da entrevista ao Independente e que leva o pároco a dizer que «não é possível haver casamento entre duas pessoas do mesmo sexo», uma vez que «o matrimónio exige capacidade reprodutiva». E acrescenta que «a homossexualidade é uma doença», «uma neurose», que pode ser tratada com terapia.
Diz ainda Nuno Serras Pereira que os homossexuais vivem menos tempo e são mais propensos à pedofilia. Aos sexólogos que não partilham da sua visão do assunto, diz que estão «mal informados».
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=645279&div_id=291
Uma coisa de cada vez!
Vejo responsáveis políticos, da direita à esquerda, a dizerem que a questão do aborto ou do casamento homossexual, só para dar dois exemplos, não é prioritária, porque neste momento há questões muito importantes para resolver no país, como o controlo do défice, o impulso ao crescimento económico ou o plano tecnológico e outras coisas tais.
Depois oiço o PS dizer que primeiro é preciso resolver a questão do aborto e só depois é que se preocupam com os casamentos gay. Vamos com calma! Uma coisa de cada vez, que a malta não aguenta! Produtividade legislativa, mas nem tanto!
Eu sei que é preciso marcar a agenda política e dar um rebuçadinho de cada vez à imprensa, mas, a meu ver, num Governo que se diz reformista, para um primeiro-ministro que quer ficar na história como proto-revolucionário, isto cai um bocado mal. Digo eu…
Mas se calhar é por eu ser mulher e toda a gente sabe que as mulheres, de acordo com o Presidente da República que chegará a Belém em Março, têm que fazer muitas coisas ao mesmo tempo: trabalhar, tratar dos filhos, manter a casa em ordem, fazer compras, ser boa profissional, ser boa mãe, ser boa esposa…Assim vai o nosso país(inho). Machista, hipócrita e cínico. Como sempre.
A ONU está a saque
Adiante...
O tal Ramos Horta, que também é mne (calhou ser de Timor porque ele aceitava ser mne de qualquer ilhota, da Madeira por exemplo), é o mesmo com quem Portugal se chateou, durante os governos de Guterres, porque o senhor usava e abusava dos dinheiros portuguese para fazer diplomacia. A diplomacia do senhor, dizia-se, incluia viajar em 1ª classe sempre acompanhado para ficar nos melhores hóteis.
O tal Ramos Horta é também o senhor que, quando os indonésios quiseram construir um carro chamado Timor, aconselhou a malta a pegar fogo aos carros que aparecessem.
Podia ficar aqui até ao fim da vida a escrever estórias do Ramos Horta, mas prefiro ir almoçar. É só para dizer que estou convencido que o mundo vai continuar a ser governado por loucos. Ramos Horta secretário-eral da ONU? Mais vale fecharem aquilo para obras.
Coisas que me irritam
Outra expressão que me faz impressão é "causa-me espécie". Causa-me espécie???
Também não percebo porque é que algumas pessoas dizem "o comer estava bom", quando querem referir-se à comida...
Há coisas que me irritam às sextas-feiras de manhã...
09 fevereiro 2006
A cor do dinheiro
Um país meio coberto de vergonha
Moralmente superiores, jornalistas, bloguistas e políticos, temos passado os últimos dias a discutir os atrasos civilizacionais daquelas gentes muçulmanas que obrigam as mulheres a usar burka e, com grande lata, se atrevem a atacar os interesses da civilização europeia.Por um minuto sejamos capazes de esquecer a burka deles e olhemos para a nossa meia-burka que deixa o sexo de fora para que o país possa regredir à selva. Uma selva em que uma história é apenas uma história e nem sequer faz pensar.
A notícia surgiu hoje no Jornal de Noticias e no Correio da Manhã. Os outros, os jornais de referência, não se podem dar ao luxo de reflectir a vida real. Mesmo o JN e o CM limitam-se a dar a história, sem reflectir muito no que ela significa. Passo a contar:
Um empresário, de 38 anos, com uma situação financeira folgada, é suspeito de abusar sexualmente de uma cunhada com apenas 12 anos. A criança confirma, mas diz que gosta muito do cunhado e não quer que ele vá preso. A criança é de uma família pobre e é irmã da mulher do empresário com quem casou aos 15 anos por estar grávida. O empresário ia buscar a criança à escola todos os dias. Não vale a pena mais pormenores. Toda a gente que girava à volta desta família poderia perceber o que se passava, mas ninguém fez nada.
Esta é também a história de um país que se julga moderno porque tem OPA's, MNE's e discute cartoons. Esta é também a história de uma sociedade que faz de conta que tem vergonha na cara e que, por isso, a tapa, deixando tudo o resto ao deus dará.
Cartoons e o relativismo moral
2. Há uma referência dos direitos humanos que é subscrita, imaginem, por alguns países islâmicos – para além de todo o Ocidente. Essa carta inclui o direito à vida e até o direito à propriedade. No segundo caso, foi flagrantemente violado por manifestantes pelo Médio Oriente, com nítida complacência dos Estados.
3. Uma coisa é dizer-se que os cartoons com a figura de Maomé ofendem os crentes no Islão. Outra é comparar isso a cartoons sobre o holocausto. No primeiro caso, a representação pode ofender; no segundo caso, presta memória à morte de milhões de pessoas, por um critério racial. No primeiro caso é mau gosto, até ofensa (em casos limite, não em todos); no segundo devia dar pena de prisão - ou extradição para países árabes.
P.S. Eu não queria mesmo falar disto, mas a discussão em Portugal já começa a chatear. Já agora, o ministro Freitas do Amaral devia convencer-se que já não anda em manifs. É, sim, representante de um Estado. Como tal, senhor ministro, não há coisas implícitas. A condenação da violência é, tem que ser, explícita e bem vincada.
O que a televisão não mostrou

Como todos nós sabemos, Canas é o que existe de mais parecido com Bagdade em Portugal. Por isso, foi preciso manter secreto o programa da visita e chegou-se até a recorrer as GNR's verdadeiros para afastar os malfeitores que conseguissem passar as barreiras.
Correu tudo bem e o senhor doutor Jorge Sampaio conseguiu sair vivo desta perigosa aventura. Já está noutra. Que descanse em paz.
Direito à ponte

Na verdade, não sei o que custou o direito à greve. Desde que nasci, em 79, que é um recurso acessível a qualquer trabalhador. Mas custa-me, é uma coisa que me chateia, não gosto, não gosto mesmo nada, quando um princípio elementar do estado de direito é tão mal aproveitado.
Não questiono, por várias razões, o que leva a Fenprof a agendar uma greve de cinco dias, entre 20 e 24 deste mês. Mas volto ao mesmo. Custa-me, é uma coisa que me chateia, não gosto, não gosto mesmo nada de juntar dois mais dois: greve de segunda à sexta na semana que antecede a terça feira de carnaval? E chego à conclusão que o que me chateia mesmo é fazer contas e ver que qualquer professor que cumpra os cinco dias de greve arrisca-se a ficar 11(onze!) em casa. Já agora, a que se deve a greve?
08 fevereiro 2006
Estamos todos a ficar malucos
Anda tudo a bater no morto!
A difícil missão de ser jornalista
O BES avança com uma contra-OPA ou não? Era bem possível que o fizesse, diz-me um passarinho, se o Santander lhe emprestasse dinheiro.
As especulações sobre uma ontra-OPA fazem aumentar o valor das acções, a conferência de imprensa da PT faz aumentar o valor das acções. A coisa começa a parecer demasiado cara para o empresário Belmiro. É preciso paciência.

O jornalismo eonómico está na corda bamba. Eu julgo que não seria capaz de resistir a publicar informação que me chegasse de boas fontes, mesmo que soubesse que ia fazer mexer o mercado e pudesse, no final, não se concretizar.
Mas nesta coisa de fazer jornalismo, belo exemplo nos dá hoje a primeira página do Público. O jornal é do Belmiro, mas não se coíbe de dizer que a coisa está mais preta do que pode transparecer do optimismo do patrão.
Efeitos da OPA
Horta e Costa, cabisbaixo, rodopia uma bic
07 fevereiro 2006
Há vida em OPA
1- O jornalismo desportivo, muito ligado às seitas religiosas, nunca poderá ser sujeito a uma OPA, porque, como Obélix, está dOPAdo à nascença. Segue as seitas e não há volta a dar.
2- O jornalismo económico, mais ligado à religião do capital, está permanente sujeito às Opas e contra-Opas do clero capitalista. Resiste como pode e faz cedências mantendo sempre, ou quase sempre, a responsabilidade. Tem evoluído muito nos últimos anos, mas é agora que pode, e deve, mostrar a sua independência. No maior negócio dos últimos 500 anos (maior só mesmo a Caravelas S.A.) as pressões dos players já começam a fazer-se sentir.
Não tarda muito e saberemos quem está alinhado com o Belmiro, quem joga oa lado do BES e quem gosta de estar nas mãos do Governo.
Em OPA o mundo também não acaba hoje. Ganha esta batalha pela credibilidade do jornalismo quem souber manter o equilibrio.
Quer queiram, quer não, com esta OPA, o jornalismo económico está na corda bamba!
Há vida para além...
Há vida para além da OPA.
Valha-me deus!
Sei como é entusiasmante tentar perceber como tudo isto vai acabar (nas mãos de portugueses, espanhóis ou franceses, mas sempre nas mãos de quem tem dinheiro para fazer mais dinheiro).
Sei que o Porto está cinco pontos à frente dos segundos (Sporting, Braga e Benfica - por esta ordem) e que isso é muito animador para lampiões e lagartos.
Não faltam, portanto, coisas com que me preocupar, mas continuo incrédulo com a fé que os religiosos devotam num deus que não conheço.
Não conheço o deus que permite a muitos muçulmanos responderem com extrema violência a tudo o que seja não muçulmano.
Não conheço o deus que permite a judeus armarem-se em país mais militarizado do mundo para oprimirem os árabes cujo destino levou para perto de Israel.
Não conheço o deus que permite aos católicos passearem a sua superioridade moral depois de séculos de genocídios em nome da religião.
Não conheço estes deuses, mas gostava de conhecer. Para me armar em Carlos Andrade e fazer com eles três uma quadratura do circulo com transmissão em directo aqui no Insubmisso
Constatação do óbvio
Quem és tu, José Sócrates?
Fosse a vida assim tão fácil, José Sócrates só teria duas palavras a dizer à OPA de Belmiro sobre a PT: sim, senhor. Mas a vida, caro engenheiro, não é assim tão simples. E a OPA anunciada coloca vários dilemas a quem hoje manda no país. Sem ordem especial, aqui ficam alguns:
a) Se o Governo abdica da 'golden share' na PT, permitindo a Belmiro avançar com a OPA, não abdica dela só para Belmiro, mas para toda a concorrência. E lá virá a Telefonica espanhola, de Madrid às terras lusas, para a caça anunciada.
b) Se Belmiro avançar com a OPA à PT, terá provavelmente que abdicar da Vivo brasileira. E lá irá a Telefonica espanhola até terras do samba, dançando ao som do melhor Carnaval do mundo, com as caravelas portuguesas em retirada.
c) Já se o Governo vetar a OPA, terá que resolver outros tantos problemas. O primeiro é que travar Belmiro não significa, a curto prazo, absolutamente nada. Queira ou não o novo socialismo, a 'golden share' está na mira de Bruxelas e terá os dias contados mais depressa do que se imagina. E perder a hipótese (mesmo que insegura) de passar a PT para mãos privadas nacionais pode ser o canto do cisne de uma estratégia de protecionismo que nunca deu grandes frutos. É que, quando Bruxelas disser 'não' à 'golden share', pode já não haver um Belmiro para apanhar os cacos. E aí, lá está, a Telefonica não terá pejo em voltar à carga.
d) O outro problema de recusar a OPA é interno: como vai José Sócrates explicar aos investidores nacionais (e internacionais) que este país merece investimento, que o Governo é merecedor de confiança, quando esse mesmo Governo, esse mesmo país, se recolhem quando um grande negócio entra na agenda? Lá se vai a confiança, pois claro.
É assim que se explica o dilema de Sócrates, hoje, num tempo que o próprio definiu como "o início de um novo ciclo". E como é nas grandes alturas que se veem os grandes homens, é caso para perguntar, hoje mesmo: quem és tu, José Sócrates?
El hermano Sócrates
Abriu-lhes a porta da TVI. (para a Prisa)
A janela da EDP (para a Iberdrola)
E agora não deixará de fazer o jeito à Telefónica.
Vai uma aposta?
06 fevereiro 2006
UPA! UPA! OPA
Vamos continuar a pagar caro a telefonia sem fios, com fios, com cabos e sem cabos.
Ou me engano muito ou a espanhola Telefónica vai lançar uma contra-OPA não tarda nada!
Abriu a época de caça
Eu, aqui no blog, avanço com outra manchete: ESPANHÓIS FICAM COM TUDO.
Será que o Sócrates vai actuar à espanhola e bloquear a operação? Esperemos pelos próximos dias.
Estão a abusar

Vejam como os lampiões andam a retratar o PAPA da nação portista:
Querem guerra. Vão ter guerra. Amanhã (o mais tardar depois de amanhã) milhões de crentes sairão à rua para queimar bandeiras do Benfica, destruir sedes dos lampiões e andar com os camiões para trás e para a frente para fazer subir o preço do gasóleo.
Estou indignado! Muito indignado!
Vão roubar para a estrada!

Assim não dá. Estou revoltado. Não vi, mas confio no portista que me disse que o penalti que permitiu ao Braga empatar aos 88 minutos foi precedido de um fora de jogo. Fiquei indignado. Com a minha religião não se brinca. Podem fazer cartoons, mas não roubem. Roubar é pecado. Vou queimar bandeiras do Benfica, destruir sedes dos lampiões, ameaçá-los com uma subida no preço do gasóleo.
Os deuses devem estar loucos
A censura dos Stones no Super Bowl

Dadas as "referências sexuais explícitas" de algumas canções dos Rolling Stones a Liga Nacional de Futebol Americano decidiu fazer o que quarenta e tal anos de palco não conseguiram: decretou alterações em alguns temas. Por exemplo: o "Star me up" ficou sem uma palavra que refere a inclinação sexual de uma mulher por um homem morto; o "Rough Justice" foi interpretado sem a palavra que denomina o orgão genital masculino e, por incrível que pareça, na actuação que durou 20 minutos, só o "Satisfaction" foi cantado sem qualquer censura(os senhores da Liga não toparam que a satisfação vai muito para lá do estômago...).
Olho para o oriente em chamas e faltam-me referências. A ocidente idem, idem, chavéz, chávez. A norte, o inverno não chega para arrefecer os ânimos. Resta-me o sul. Se me adaptar ao frio polar...
A montanha foi a Maomé?

Estive noutro mundo de quarta a domingo. Em Marraqueche ninguém sabe quem é o Sócrates, o Mendes, o Cavaco. o Sampaio. Nem querem saber do Bill Gates.São adeptos do Maomé Futebol Clube como eu sou do Futebol Clube do Porto, mas como andam preocupados com o turismo não se meteram nessas confusões de atirar pedras e pegar fogo por causa de cartoons.
Aqui repruzem-se dois desenhos. O primeiro, a cores, foi desenhado por muçulmanos. O segundo, a preto e branco, foi desenhado por quem não gosta de muçulmanos. São muito parecidos, só que o primeiro não tem rastilho.
P.S. Por que razão o Insubmisso ainda não tinha mostrado aos seus leitores o cartoon da discórdia? Se fizerem um cartoon do Pinto da Costa a atirar pedras ao Adriansen (será que é assim que se escreve?) eu serei o primeiro a publicá-lo. e olhem que o pintinho é mais que o meu papa!
As caricaturas de Maomé
Digo eu: os festejos eram evitáveis e o espancamento é tão criticável como inevitável. Gás mais chama é igual a fogo.
03 fevereiro 2006
Importa-se de repetir?
"Alguém dentro do FCP está a tentar denegrir a nossa imagem", responde o presidente dos Super Dragões.
Desculpe? "Alguém está a tentar denegrir a nossa imagem"? Importa-se de repetir?
A rota da confiança
Os últimos dados do INE, referentes aos níveis de confiança dos empresários e consumidores, permitiram fazer um ponto de ordem à mesa. Apesar de todo o espectáculo dos anúncios, a verdade é que a confiança dos agentes económicos continua a degradar-se, batendo todos os meses novos recordes negativos. E sem confiança não há retoma, sobretudo, ao nível do investimento privado, essencial para que o produto nacional volte a crescer a níveis que permitam a redução do desemprego.
Qual a lição a tirar por Sócrates? Os empresários e as famílias não são burros, nem distraídos. Como explica a teoria económica, são agentes racionais que sabem analisar a informação disponível de forma a perceberem como podem maximizar o seu bem-estar. Ou seja, toda a gente percebeu que estes investimentos – a confirmarem-se – só terão efeitos lá para 2008 ou 2009. Até lá, a crise mantém-se. E não está excluída a hipótese de 2005 ter fechado com mais uma recessão técnica. A ver vamos...
Qual a rota para a confiança? Simples, fácil e barato. Uma política macroeconómica clara e estável, que terá de passar por melhorar a situação orçamental de forma a que, no futuro próximo, Teixeira dos Santos possa anunciar uma baixa dos impostos sobre as empresas e famílias. Esta estratégia foi testada em outros países com sucesso garantido. Não vale a pena inventar, nem dar 'show off'
Por motivos pessoais, falhei a minha promessa de ano novo: escrever um post diário. A tormenta ainda não passou completamente, mas a vida continua. Fica aqui um pedido de desculpas aos companheiros do Insubmisso.
02 fevereiro 2006
Ele há coincidências!
01 fevereiro 2006
Baixa médica
Registo
31 janeiro 2006
Jobs against Gates
Eu gosto do Vasco
Mas o Vasco, este Vasco, escreve assim – e não tem igual. Por cá, não tem mesmo.
Cá fica, como homenagem e agradecimento:
"
A propósito, também estive no parlamento. Seis meses, com as férias de Natal pelo meio. Não fiz nada. O grande problema era arrumar o carro (não havia ainda uma garagem especial para os senhores deputados) e, a seguir, o almoço, sempre uma aventura naquela parte do mundo. De resto, corria tudo bem. Assinava o "livro", porque a Assembleia da República não confia nos representantes da nação e espera (compreensivelmente) que eles não ponham lá os pés. Só encontrei esta solicitude, aos treze anos, no Liceu Camões. Nessa altura, passava as tardes no cinema, angustiado pela "falta". Em S. Bento, não faltava ou, pelo menos, não faltava muito. Lia os jornais, os que tinha trazido e os do Pacheco Pereira. Nunca levei um livro por causa da televisão, que aparentemente embirra com deputados que lêem livros. Fora isso, conversava e passeava pelos corredores. Passos perdidos, de facto. De quando em quando recebia instruções para votar assim ou assado. Sem um comentário. A direcção da bancada é que sabe e manda. Às quatro e meia da tarde, no mictório nacional, imemorialmente entupido, a urina já chegava à porta (consta que neste capítulo as coisas melhoraram). Às cinco e meia, derreado, voltava para casa. Uma vez por semana, na minha comissão, a Defesa, ouvia um general indescrito repetir o comunicado da USIA sobre a Bósnia. Não se permitiam perguntas. No dia em que me demiti, um bando de jornalistas, de microfone espetado, exigiu explicações.
"
Fê Quê Pê
(Nota: factos adulterados a bem de uma boa história)
Terra de provincianos, Governo de província
Nova sondagem
A regra destes inquéritos passa a ser a publicação dos resultados à sexta-feira.
















