05 março 2006

Solidário, mas pouco. Muito pouco

A ideia do Governo de Sócrates e Vieira da Silva de dar um COMPLEMENTO SOLIDÁRIO aos idosos pobres é excelente. É de aplauso porque é isto (apoiar quem precisa) que o Estado deve fazer. Mas ainda está por inventar a medida que me vai fazer aplaudir sem questionar.
Então não é que, em apenas um mês, já pediram ajuda 57 MIL idosos.
E então não é que, um ano depois da promessa, só há 613 idosos que vão receber o suplemento.
E então não é que, em campanha, Sócrates falou em 300 MIL idosos.

Contas: Em Março, apenas, 1% dos idosos que pediu ajuda vai recebê-la.
Em 2006, apenas, 0,2% dos idosos referidos na campanha de 2005 têm garantido apoio.

Sondagem

Aqui as coisas estão mais azuis. A última sondagem aponta para 45% de convictos na vitória portista no campeonato, 33% num Benfica campeão e, apenas, 22% na vitória leonina. É da vida...como diria o Guterres. É da vida...

A pergunta que o Expresso não fez


Senhor Primeiro-Ministro, tutelou o desporto no último Governo-Guterres e foi um dos rostos do Euro-2004. Voltaria a apoiar a construção de dez novos estádios de futebol?

04 março 2006

Visita grátis a Guantanamo


Dois suiços criaram um programa informático que permite visitar a secreta Guantanamo. Não estão lá os terroristas laranja, mas, para quem tiver paciência e espaço para instalar o programa, o Insubmisso oferece uma viagem grátis.

Conselho de fim-de-semana

Vao ao cinema ver o Good Night, and Good Luck., que acabou de estrear.É sobre a televisão, o jornalismo e a política. Mas, sobretudo, é sobre bom gosto e bom senso. Um filme que pode bem ser o melhor do ano e que é uma estreia auspiciosa de realização. Já fazia falta.

Diz-me, espelho meu...










O espelho da visita de Bush ao Paquistão etá com problemas no reflexo. O sr. presidente da América joga críquete num colégio, enquanto o povo sai à rua para queimar bandeiras dos EUA e de Israel.
Decididamente, se fosse o nosso MNE a visitar o Paquistão a imagem e o reflexo só podiam ser outros. Ficava Freitas a queimar cartoons e o povo a jogar à bola. Bush e Freitas estão bem um para o outro.

Lido nos jornais

Lido com muita apreensão
Sócrates na entrevista ao Expresso:
"NÃO HAVERÁ MAIS AUMENTOS DE IMPOSTOS NA LEGISLATURA, PARA ALÉM, CLARO ESTÁ, DOS QUE ESTÃO PREVISTOS NO PACTO DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO ENTREGUE EM BRUXELAS.

Nota: Só pode ser um erro de transcrição do Expresso ou de formulação do primeiro-ministro. Não estão previstos mais aumentos de impostos no PEC, pois não?


Lido com um grande sorriso
Título do Público a propósito da visita de Sarkozy
"FRANÇA PÕE EXPERIÊNCIA COM BAIRROS PROBLEMÁTICOS "À DISPOSIÇÃO" DE PORTUGAL".

Nota: Só pode ser uma piada do Público. Suprema ironia ao serviço do jornalismo. A malta não está interessada em atear o fogo para aprender como se apaga. Merci. Não estamos mesmo nada interessados na vossa experiência.

Olho por olho, dente por dente, alguém põe mão nesta gente?

Era miúdo mas já ia ao estádio. Vê-lo pontapear a bola, caneleiras curtas, meias descaídas, ar desconcertado, dava-me gozo. E enchia-me de orgulho. Valcx trazia-me à memória Koeman que, também pela força do pontapé, me fez adepto do Barcelona. Se pudesse lançava-lhes um repto. Simples, para quem, como poucos, domina esta arte. Que mostrassem a estes dois idiotas para que servem uns valentes pontapés. Enchia-me de orgulho se trocassem o pontapé na bola pelo petardo nestas cabeças ocas. E a festa do futebol, pelos remates baliza-a-baliza. Mas o Mundo não é selva e nós, os amantes da vida, longe de selváticos. Fica a revolta pela selvajaria que salta à vista. E a noção de que o orgulho, a existir, seguia o destino do Iuri: morria.

03 março 2006

Anda meio mundo à procura de meio mundo e ninguém se encontra

Recebo sms de vários moços da minha geração (todos eles sem doenças nem deformidades) que se queixam de não encontrarem moças disponíveis e interessantes.

Recebo sms de várias moças da minha geração (todas elas sem doenças nem deformidades) que se queixam de não encontrarem moços disponíveis e interessantes.

Aqui temos um caso em que «o mercado» não funciona.


Vale sempre a pena ler o Pedro Mexia.
Amanhã, bem cedo, tenho uma aula de economia. Vou colocar a dúvida.

Terá chorado?


Jorge Sampaio fez hoje uma visita segura: a fábrica de papel Renova, que produz os sempre úteis, para o nosso Presidente, kleenexes.

And my oscars go to




Spooky

Por favor,
ALGUÉM ME EXPLICA ISTO?
Deve haver uma lógica matemática qualquer, mas eu confesso que não percebo.

[actualização: encontrei uma regra padrão, mas ainda não detectei a lógica matemática]

Ensino Superior: a vergonha II

By the way. Todos os projectos educativos e alterações de cursos (passagem a 3 anos e formulação de cursos de mestrados) têm que estar no Ministério até 31 de Março de 2006. Há instituições de ensino que, como não fizeram o trabalho de casa, ainda não começaram os seus processos internos de alteração e vão fazer tudo na próxima quinzena.

E assim se altera um sistema de ensino superior em 15 dias....depois de, obviamente, longa, aturada e madura reflexão, análise e desenho dos ajustamentos e evoluções.

Recordo que todos tiveram 8 anos para pensar e fazer isto...mas perdeu-se tanto tempo com o síndrome da comissionite e da reunite à portuguesa que agora a única solução é ir para a batalha naval de barco a remos.

Ensino Superior: a vergonha

Tive acesso a todas as propostas de legislação relativas à reestruturação do ensino superior decorrente da aplicação de Bolonha.

Primeira grande conclusão: os Conselhos Científicos já eram. Agora os Conselhos Directivos e as Reitoria tornam-se "o poder". Lá se vai a bagunça da defesa de feudos ditada pelos professores do ensino superior. Acabou a feitura de cursos à medida dos galos que existem em cada capoeira e das parvoeiras que atrasaram definitivamente grande parte do nosso sistema de ensino relativamente aos seus congéneres europeus. O modelo aplicado até aqui à gestão hospitalar passa para a gestão das unidades de ensino superior.

Segunda grande conclusão: o Ministério do Ensino Superior não está a supervisionar convenientemente os processos de transição das intituições de ensino para Bolonha. Estão a aceitar tudo o que lhes seja proposto que cumpra os requisitos minímos. Deixam para as futuras Agências de Acreditação decisões mais vigorosas. Obviamente as instituições de ensino superior, antecipando a perda de poder dos seus corpos docentes, estão a minar completamente o processo "martelando" vigorosamente os planos de cursos e a validade cientifica das propostas educativas para defender ao máximo os interesses instalados ("os criminosos andam sempre à frente da polícia").

Terceira conclusão: o espirito de Bolonha, que tanta mudança está a produzir por essa Europa fora e que finalmente está a permitir ao espaço europeu comparar-se ao dominante espaço anglo-saxónico, está a ser completamente subvertido em Portugal. A educação centrada no aluno está a ser substituída pela educação centrada no tacho do professor.

E o Mariano que é Gago continua a assobiar para o ar de uma forma vergonhosa e chocante como se tudo estivesse a correr de modo normal.

E esta, que deveria ser a reforma por excelência em Portugal, porque catapultaria o nosso país para o outro patamar, está a ser efectuada de forma leviana.

Uma vergonha e mais umas dezenas de anos de atraso. Tenham juízo senhores burocratas.

As prioridades da PJ

Talvez com a manchete de hoje do DN o ministro da Justiça tenha percebido a embrulhada em que se meteu. Diz o DN que o director da PJ deixou para trás, na definição das prioridades de investigação, o crime económico.

Imaginem agora o que vai ser quando for o Governo a definir estas prioridades, já a partir de Março. O ministro dá prioridade ao terrorismo? "Então e o crime económico?", perguntará a sociedade. O ministro escolhe o crime económico? "Então e o terrorismo, sr. ministro?". Alberto Costa meteu-se numa alhada. Essa é que é a verdade.

Um país para rifar

Pois é David. O ministro até nem é grande coisa, mas eu gabo-lhe a coragem de querer decidir e, assim, assumir a responsabilidade das suas decisões.
A coisa agora provoca uma grande perplexidade:
A ameaça terrorista sobre Portugal é mais ou menos igual a zero (com o MNE que temos deve até ser inferior a zero). Já o crime económico é o pão nosso de cada dia.
Vamos no bom caminho, sobre isso não há dúvida...
Razão tem o Medina Carreira. O Governo anda a fazer de conta que isto (Portugal) está a mudar e nós andamos a fazer de conta que acreditamos.

02 março 2006

Do topete

"Só espero que para o resto da sua vida sinta algum remorso sabendo o que eu lutei, quando o senhor ainda não era nascido ou andava de cueiros, para haver democracia e liberdade em Portugal (...). É preciso topete!"
Freitas do Amaral, no Parlamento

Topete - parte do cabelo que se eriça na frente da cabeça e também na cabeleira dos palhaços; parte anterior na crina do cavalo pendente sobre a testa; penas alongadas que se levantam na cabeça de algumas aves.
Pop.
cachimónia; cabeça; descaramento; audácia.

Não inventei. Está no dicionário da Lello & Irmão, editado em 1986

Quem freita* assim, topeta

Não percebo porque é que falam assim do sr. ministro dos Negócios Estrangeiros. Antigamente, havia respeito! Hoje em dia... é isto! Que licenciosidade! Que topete!

*freitar - fazer frutífero; aproveitar a terra para dar frutos

Ai República! Como tu andas, rapariga

Resisti. Resisti.Resisti.Resisti. Resisti. E depois desisti!
Vou mesmo comentar o senhor professor Freitas do Amaral.

O homem é doido. É doido e tem a cobertura total do nosso primeiro. Por uma razão que eu ainda não consegui perceber, para ele, passou a ser possível dizer tudo o que lhe apetece:
"Violência compreensível" que "não era essencial" condenar.
E diz tudo isto garantindo que passou a vida a lutar para que todos nós, portugueses, tivéssemos liberdade e democracia.

Eu já estou a trabalhar há quase doze horas. Só pode ser cansaço. Ele não disse nada daquilo, eu é que não gosto dele e ouço coisas. Ainda há pouco ouvi notícias sobre mais umas condecorações do doutor Jorge Sampaio. Esta eu sei que é mentira. Ele já nem é Presidente. Se tivesse mais uns dias, até a mim me tinha chamado.

Viva a República! Ganda maluca...

Quem quer comprar esta sinopse?

Viana do Castelo, 02 Mar (Lusa) - O Tribunal Judicial de Arcos de Valdevez condenou hoje a um ano de prisão, com pena suspensa por dois, uma mulher que escondeu durante quase três anos o cadáver do marido na arca frigorífica da sua habitação.

Viva o Tolentino

Eu não conheço pessoalmente o Tolentino da Nóbrega, jornalista do Público na Madeira, mas acho que ele merece a medalha com que o sr. Presidente o condecora hoje: o homem anda há anos a aturar as azias do dr. Alberto João!

O que eu gosto deste tipo

Freitas do Amaral diz que condenar violência "não era o essencial"

Lisboa, 02 Mar (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que condenar a violência gerada pela publicação de caricaturas de Maomé "não era o essencial", sublinhando que Portugal já tinha manifestado essa posição num comunicado conjunto da União Europeia (UE).

A Europa falhou 1

Ao pé do que se está a passar nestes dias, o falhanço da Constituição Europeia é apenas uma brincadeira de meninos. O Governo português impõe condições a um grupo (também ele português) que quer comprar a PT; Zapatero muda a lei para impedir uma OPA alemã a uma empresa espanhola, a Endesa; Villepin faz uma fusão preventiva de empresas do sector energético, evitando a entrada de capital estrangeiro. Perante isto, gostava de saber que raio de mercado único é este. Alguém sabe a resposta?

Sobre Espanha

Espanha é o país politicamente mais vivo que conheço. Por lá, as televisões falam de política e de economia sem tabus, sem complexos, sem medo que os espanhóis não o queiram. Por lá, discutem-se OPA's, autonomias, zonas sem fumo, diálogos com a ETA e até uma decisão dos príncipes de enviar para os EUA as células estaminais da Infanta Leonor. Discute-se tudo.

Por lá, os jornais assumem posições políticas, sem temores de represálias. Há manifestações na rua, a oposição aparece (com Aznar recuperado), o chefe de Governo vai à rua, faz comícios, defende a sua política e entra no combate.

Espanha é, digo eu, uma nação – não como nós, que existimos quase por obra e graça do Espírito Santo (de um cógigo genético que não quisémos mas que agradecemos), mas porque os espanhóis assim o quiseram e ainda querem.

Hoje, José Luis Zapatero dá o seu melhor para reconstruir a Espanha aos seus olhos. Mas hoje, como ontem, a Espanha é dos espanhóis – Zapatero proíbe o tabaco, mas os restaurantes em Madrid permitem o livre fumo; Zapatero indica um diálogo com a ETA, mas as ruas em Madrid enchem-se de manifestantes; Zapatero aceita maior autonomia para a Catalunha, mas os jornais contestam e os empresários fazem-se ouvir e mostram-se cépticos face à evolução do processo.

Espanha é como é. Espanha é Madrid, Barcelona, Bilbau, Valência, Saragoça, Vigo, Curunha... tudo junto, tudo autónomo. Tudo vivo.
Então e nós?

Eduardo Lago, castelhano

Regresso de Espanha, quatro dias depois, a ler em castelhano. "Old habits dont die", já dizem os ingleses. E para seguir a tradição, entrei numa daquelas livrarias que mais parecem uma biblioteca, lá pelo centro de Madrid, decidido a encontrar alguma coisa desconhecida. Trouxe Eduardo Lago, com um "Llámame Brooklyn" fantástico, em espanhol puro, que conta um conto sobre um jornalista a quem um amigo que morreu pediu que lhe acabasse o seu único romance.

A língua castelhana está bem viva, como está muito viva a nação espanhola – diga-se o que se disser sobre as autonomias, a Catalã e a Basca. Basta ir a Madrid para o comprovar. Basta ler Eduardo Lago para saber porquê.

O furacão W.

Bush, que quatro dias depois do Katrina garantiu que a tragédia "era impossível de prever", foi avisado no dia anterior à chegada do furacão a Nova Orleães que "os diques podiam ceder".
Não é uma história inventada, é a notícia do dia.
E se aquilo fosse uma democracia a sério o senhor já se tinha demitido. Não é anti-americanismo primário, numa democracia a sério o crime tem castigo. E, no mínimo, estamos perante um crime por negligência.
Eram negros e eram pobres e não é preciso fazer um grande esforço de memória para nos lembrarmos do que aconteceu. Morreram mais de mil e duzentas pessoas.

Sou de um país tropical


Ainda não eram nove da manhã e eu já estava no jornal. Este é mais um dia de uma semana que teve um feriado na terça (nem sequer é feriado oficial) e Lisboa está com um trânsito que anda nem pela metade do que é habitual.
É tão bom viver num dos países mais desenvolvidos da América Latina. Ninguém faz nada. São férias todo o ano.
Verdade, eu sou dos que alinho por esta forma de estar na vida. Se é possível não fazer nada, não faças! Está quieto. Mais semana, menos semana, o sol está de volta.

Até q`enfim

Nos congressos do PSD quem apresenta moção de estratégia global terá que encher o peito e apresentar candidatura à liderança. Está a ouvir, dr António Borges? Ah? Está a ouvir, ou não? Não se faça de distraído. Sim, esta foi direitinha para si. Uma boa decisão de Marques Mendes que surge no dia em que os insuspeitos DN, TSF e Marktest dizem que não é quem os portugueses querem na liderança do PSD e da oposição. Marcelo Rebelo de Sousa(29%) e Manuela Ferreira Leite (15%) estão à sua frente(7,9%), Borges lado-a-lado (7,9%), Menezes(7,8%) na calha e Santana (6,8 %) atrás. E Nuno Morais Sarmento porque não foi incluído na sondagem?

Leitura estatística: A TSF acrescenta que Mendes é o "quarto" na lista de preferencias do eleitorado. Será que os 7,9 % de Borges valem mais do que os 7,9 % de Mendes?

01 março 2006

Blasfémias futebolísticas

A selecção do Scolari não ligou nenhuma à política determinada pelo nosso MNE e ganhou à Arábia Saudita (terra de Meca). Está mal!

Pior ainda, o comentador da RTP (televisão pública do engenheiro Sócrates e professor Freitas) passou o jogo a brincar com o nome dos islâmicos.
Era porque um se chama Ali e o comentador insistia em dizer que ele para ali não ia que a defesa lusa não deixava.
Era porque outro se chamava Mohamed Ahvai e o comentador dizia que ele vai, mas já não vai que a defesa lusa não deixava.
E mais uns mimos desta ordem. Está mal!

Depois queixem-se que eles não mandam petróleo. Exerça o seu poder, senhor ministro! Corra com o Scolari.

Balasfémias

A Blogosfera está em festa. O Blasfémias faz anos.
parabéns a vocês, nesta data querida, muitas blasfémias, muitos anos de vida...

O meu herói!


Sei lá se o Sócrates esteve mesmo em Veneza. Sei lá se a foto é verdadeira ou é uma montagem. Pedia-a emprestada ao Jumento porque esta é a foto do Carnaval 2006.
Quando ele foi para o Quénia fiquei chateado, quando foi para a Suiça fiquei preocupado. Agora acho que ele fez muito em deixar o país em paz durante quatro ou cinco dias.

Frida me mata



Disseram-me que havia bichas de duas horas para comprar bilhetes para ver a obra desta senhora no CCB. Será, mais uma vez, a prova de que o público português vai aos museus quando as exposições são boas.

Ainda sobre as polémicas da Lusa

A propósito do que Vasco Pulido Valente escreveu n'O Espectro, julgo conveniente lembrar o seguinte:

Quatro meses depois da Lusa ter feito esta notícia, o Diário Económico avançava esta manchete:
"Empresários criticam Santana Lopes por instabilidade política".
Foram ouvidos Filipe de Botton (Logoplaste), Atílio Forte (Confederação de Turismo), Paulo Amorim (G7 do vinho), João Salgueiro (Ass. Portuguesa de Bancos), Pedro Ferraz da Costa (ex-presidente da CIP), Henrique Neto (Iberomoldes), Mira Amaral (ex-presidente CGD), António Nogueira Leite (Grupo Mello), José de Sousa (Liberty Seguros), Filipe Soares Franco (OPCA), José Manuel Fernandes (Frezite), Rui Alegre (Amorim Imobiliária), Bernardo Vasconcellos e Souza (Vista Alegre), Rui Viana (AICCOPN).

O trabalho é o mesmo: ouvir empresários. A opinião dos ditos empresários é que tinha mudado, quatro meses depois. Mas, nesta altura, ninguém falou em "pressão insolente e aberta". Ninguém criticou o Diário Económico. Antes pelo contrário. E isto porque o DE fez o que lhe competia: jornalismo. A minha pergunta é: se os empresários contactados pelo DE tivessem dito que estavam muito satisfeitos com Santana, isso já seria "pressão insolente e aberta"? Deixaria de ser jornalismo? Seria o quê? Ou só se pode falar de "pressão insolente e aberta" no caso da Lusa por ser a Lusa "que o Estado tutela"? São apenas perguntas.

É que, ainda para mais, o Presidente da República anunciou, nessa mesma tarde, no dia da manchete do DE, a dissolução da Assembleia, alegando, entre a sucessão de "episódios", a "quebra de confiança com os agentes económicos".

Porque é que eu me revejo nisto?


[as crianças estão a mais, é um facto]

Eu quero o meu Já

"Cada português vai receber 1.602 euros de Bruxelas
Nos próximos sete anos, Portugal deverá receber transferências da União Europeia (UE) num valor total de 28.301 milhões de euros, e pagar, a título de contribuição para os orçamentos comunitários, 11.429 milhões".

Jornal de Negócios, 1.3.2006


Eu quero o meu, em cash, na adjudicação, e de preferência em notas usadas. Estou disposto a negociar juros compensatórios pelo cash advance.

A propósito do "lá vamos fazendo jornalismo"

Há uns tempos o Paulo insurgia-se contra o facto de as notícias sobre o Governo, serem controladas como há muito não se via.

Questão: lembram-se do chinfrim que foi quando o Morais Sarmento anunciou a intenção de lançar a sua "central de comunicação" (precisamente o que Sócrates conseguiu fazer e que Sarmento não!)?

Factos idênticos não mereceriam cobertura idêntica?


Como diz o ditado: "a seguir a mim virá quem bom me fará"

Uma minoria na blogosfera

[foto: David Clifford]

Estudo indica que a blogosfera é lida por uma minoria de cibernautas
Existem cerca de 30 milhões de blogues na Web e milhares de novos blogues nascem todos os dias. O fenómeno motiva encontros e congressos, as frases dos bloggers mais conhecidos chegam às páginas dos jornais, a blogosfera movimenta grandes somas publicitárias e até já há quem faça do seu blogue um emprego a tempo inteiro. Contudo, apenas uma minoria acede a blogues e a leitura deste tipo de espaços está no fim da lista de utilizações que os norte-americanos dão à Internet.
(...)
O popular Abrupto, de José Pacheco Pereira, conseguiu na noite das eleições presidenciais, em que o autor manteve o blogue em actualização ao mesmo tempo que fazia comentários nos estúdios da SIC, mais de 16 mil page views. O valor, indicado pelo autor, fica muito longe das mais de 380 mil page views que um blogue profissional como o Gizmodo (que se dedica a questões relacionadas com novas tecnologias) regista num dia normal.

[saiu ontem no Público. Ler o texto completo aqui)

Patriotismo ou economia aberta?

O Diário Económico noticia hoje que a Sonae recorreu a uma empresa holandesa para fazer a OPA sobre a PT. Objectivo: Poupar milhões, muitos milhões em impostos.
Quando li a notícia pensei: "Grandes bandidos, armados em patriotas e a parte que nos ia tocar a todos (Estado) vai, afinal, para os cofres holandeses".
Depois li o destaque do DE (Sistema Fiscal português sem competitividade) e voltei a pensar: "Grandes empresários, sabem que um negócio se faz com pormenores e conhecem todos os caminhos".
Não é Belmiro que está em causa, é o Estado português. Se em vez de querermos sacar tudo a quem faz negócio e investe, optássemos por sacar apenas um pouquinho a cada um, eramos como a Holanda e tinhamos muitos negócios a serem feitos a partir de Lisboa.
"Economia aberta, mundo global, blá, blá, blá". Eles falam, falam, falam, mas não fazem nada!

Convites para Bilder. Bilderberg 2006

Armando Vara e Isaltino Morais. Cá, poder, já eles têm. Falta-lhes uma "unhinha": acesso à crème de la crème. Dr. Balsemão, o Portugal profundo e político agradece e sentir-se-á representado. A nós, os desalinhados, resta-nos a Carls. A Carlsberg.

Era Carnaval, ninguém lhe leva a mal

A 10 de Fevereiro, com pompa e circunstância, o presidente do Governo espanhol anunciou que a conjuntura era propícia "ao princípio do fim da violência por parte da ETA". Ontem, a banda terrorista reivindicou o quinto atentado desde o anúncio propagandístico de Zapatero. Como se traduz, para espanhol, Tarek Aziz?

28 fevereiro 2006

Jornalistas postos na ordem!

A propósito do "envelope 9" e dos episódios seguintes do filme de série B dirigido por Souto Moura, um juiz do TIC de Lisboa considerou que "o acesso ao sistema informático dos repórteres do 24 Horas, com eventual devassa do sigilo profissional, é inferior ao crime que está em discussão".
E qual é o crime que está em discussão? Há dúvidas,
a matéria não estava em segredo de justiça.
O que se pretende? Sem dúvida,
condicionar a liberdade de informação.

11ª lei da blogosfera

As leis do Abrupto, sendo uma análise do autor, não reflectem necessariamente todas as regras e constações que se podem fazer à volta do debate na blogosfera. Têm, antes de tudo, a virtude de nos pôr a pensar sobre o assunto. Julgo ter descoberto mais uma. Fui verificar nos blogs que têm contador de visitas e descobri, após análise de dois fins de semana e uma ponte de carnaval, que os posts nos blogs e as visitas são feitos preferencialmente em horário de trabalho.
11ª lei - os patrões deste país são os grandes financiadores da blogosfera. Os empregados contribuem com as ideias.
Aos fins de semana a generalidade dos blogs tem uma produção diminuta e um terço ou metade das visitas que tem ao longo da semana de trabalho.

27 fevereiro 2006

Lá vamos fazendo "jornalismo"


Não é notícia porque os jornalistas não noticiam as suas próprias fragilidades, mas é verdade. A informação sobre as actividades do Governo está altamente controlada pelo grupo de assessores e ministros.
.................................................... e o telefone não toca!...

As coisas saem, apenas, no tempo oportuno. Notícias sobre professores quando os professores contestam. Queixas dos juizes quando os juizes protestam. Histórias de médicos quando os médicos se queixam.

E os jornalistas nem sequer estão parados. Fazem perguntas. Esperam, desesperam, queixam-se pela falta de respostas. E, depois, cansam-se. E perguntam menos. Agradecem as “caixas” que o Governo envia pelo telefone. Quase sempre para os jornais que o Governo entende que se portam melhor e para os jornalistas que se portam melhor.

O Governo leva a melhor e a malta segue cantando e rindo.

Agora são os patrões da comunicação social que, para evitar pagar mais taxas, andam a defender a liberdade de informação. Os jornalistas até a oportunidade de liderarem a contestação a medidas gravosas que lhes dizem respeito conseguem perder. Não vá a acontecer o mesmo que acontece aos professores, juizes e médicos.

Adenda: Eu bem sei que, dizendo isto, junto mais uns ódios de estimação. E posso receber a critica, justa, que também eu pactuo com este sistema. Nunca escrevi sobre os jornalistas colocando-me do lado de fora.

Adenda 2: As "caixas" pelo telefone são uma impossibilidade, pelo que se trata de uma piada de difícl entendimento. A ideia era não chamar cachas a umas informações em primeira mão fornecidas por especial favor ou interesse.

Adenda 3: Este post surgiu na sequência de uma conversa com um amigo jornalista, que exerce funções de editor num jornal de referência, e que se queixava exactamente desta situação. É um dos que nos dão esperança, porque ele não quer baixar os braços.

Adenda 4: (tarde de quarta-feira) Ligou-me o José Pedro Pinto a dizer que no ministério em que trabalha (Trabalho e Solidariedade) existe o hábito de responder a todas as perguntas dos jornalistas. Como é bem possível que seja verdade (pelo menos no que me diz respeito) aqui fica registada uma das excepções que confirmam a regra.
Acrescento que está naquele ministério o melhor ministro deste Governo.

Um recado para o JMF

Tenho sérias dúvidas que José Manuel Fernandes tenha tempo e paciência para passar aqui pelo Insubmisso, mas se algum amigo dele ou um dos seus subordinados por cá passar peço que lhe transmitam este recado:

Tendo também muitas dúvidas sobre a forma como os jornais e os seus jornalistas devem assumir causas informativas. No entanto, julgo ser no mínimo precipitado considerar que quem assina uma petição não pode sobre ela escrever. Mas em relação às causas da F.C. vale a pena espreitar a Glória Fácil para perceber (no post chamado Gis) como é uma vantagem ter alguém que sabe do que fala quando fala sobre as causas que abraçou.

Oh para eles, a fazer de conta que existem

Ribeiro e Castro, em nome da liderança que exerce no CDS/PP, veio hoje declarar-se "frontalmente contra" o processo de co-incineração dos resíduos industriais perigosos. Louva-se a coragem com que assume "frontalmente" as suas opiniões políticas, mas avisa-se que ninguém está interessado em conhecê-las. Pelo menos sobre esta matéria.

Já, por outro lado, há cerca de um milhão e duzentos mil sem-abrigo político que esperam ansiosamente para conhecer a posição "frontal" do seu líder sobre esta matéria.

É assim. Não importa quem quer, o Alegre é que importa.

E agora, Alegre?

Há pouco mais de um ano, o DN noticiou que o PS estava a pensar em abandonar a co-incineração. Em plena campanha, temendo os efeitos de uma contradição, a equipa de Sócrates desmentiu a manchete e garantiu que a co-incineração, embora em versão faz-de-conta, ia mesmo avançar. Agora, cumpre a promessa.

Há pouco mais de um ano estávamos em campanha eleitoral e Alegre, já de braço dado com a nova direcção do PS, recusou alimentar a polémica e chutou para canto. A co-incineração em Souselas não era para o poeta um tema em discussão. Era e volta a ser.

Agora, o poeta, líder dos sem-abrigo político, não pode esperar muito mais tempo para dizer o que pensa sobre a matéria. Mas já vem tarde, porque se recusou a dizer o que pensava do assunto quando andava de braço dado com a direcção de Sócrates. Agora, a sua oposição soará sempre a vingança. Mais uma.

Dia de festa

Há mais de um ano o PS ganhou as eleições. Vai fazer um ano que Sócrates assumiu o poder. Hoje é exactamente o dia em que nasceu o Insurgente. Parabéns a vocês, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida...

Para esquecer a derrota do fêquêpê

O carnaval no Rio. Muitas penas, sem gripe das aves! Nem frangos, nem perús. O Baía não teve culpa no golo.

Não há Co para o Adriaanse

O homem não ganha um jogo importante. Vamos ser campeões, mas só porque tem de ser.

26 fevereiro 2006

Os Super-Dragões vieram a Lisboa...

...e fizeram-se acompanhar de máscaras de protecção contra a gripe das aves. Percebo agora a precaução. Com os perús que o Baía dá, mais vale prevenir que remediar. É chato é terem que andar com as máscaras assim tão pertinho de casa. Lol


. Quaresma verifica se o penteado poderá vir a ser afectado pela
máscara anti-gripe entretanto requisitada à claque do FCP

Um crime que dá que pensar e falar

O Martim Silva alinhou pelo falso moralismo que nos diz ser preferível falar do crime do Porto como sendo a morte de um sem-abrigo. Porque é socialmente mais relevante, diz ele.
Para mim é claro que o crime teve motivações sexuais, mas é preciso ler a Fernanda Câncio para nos lembrarmos da importância dos conceitos. E o Vasco Pulido Valente para pensarmos na força que tem uma "consciência colectiva" na prática de um "crime de ódio".


Propaganda de um Estado novo IV

O nosso querido líder apareceu ontem na televisão ao lado de uns ministros da pátria e de um senhor dos Estados Unidos para anunciar, com pompa e circunstância, que tinha dado o seu acordo para que ficasse provisoriamente acordado que o governo da nação e o M.I.T estavam de acordo quanto à necessidade de, num futuro próximo, ser feito um acordo entre ambas as partes.
Para festejar a vitória de há um ano, o grande líder chegou a acordo com umas dezenas de institutos e multinacionais para anunciar brevemente uma série de acordos sobre a necessidade de assinar acordos.

Numa coisa estamos todos de acordo:
Viva o grande líder. Feliz aniversário.

25 fevereiro 2006

Quem ri por último ri melhor

Está a dar a Liga dos Últimos, na RTPN.
Resumo do Tarouquense-Vila Meã, com agressões, expulsões e outros ões.
"Um jogo impróprio para cardíacos, um jogo viril", diz um adepto.
Outro explica que ninguém trata mal o árbitro: "Um gajo às vezes diz filho-da-puta!, ó filho-da-puta!, mas não é para ofender ninguém!".
Este programa é ge-ni-al!

Bom fim-de-semana

24 fevereiro 2006

ABC em Portugal?

Por cortesia da Grande Loja, ficámos a saber o rumor do dia. Depois dos rumores correntes que Berlusconi queria entrar nos media em Portugal, afinal será o espanhol ABC que se prepara para o fazer, através da Cofina. Será?

José Manuel Fernandes ataca DN e Expresso

O Director do Público escreveu um artigo para a revista Atlântico (how interesting) onde ataca directamente o Expresso e o DN. Não. Onde ataca a direcção do Expresso, o director do DN e até a Fernanda Câncio, acusando-os de criar uma agenda política à medida dos seus pensamentos. Sai na segunda-feira, mas o essencial está aqui. Promete polémica. Acesa.

P.S. Acho que o dr. Pacheco Pereira, que tanto se incomoda com as críticas da blogosfera, devia ler o artigo. E, vejam lá, nem foi escrito por aqui – nem por utilizadores do espaço. Foi numa revista. E pelo director do jornal onde escreve. Azar. Lá se foi a lei.

Não gosto

de gente que critica e defende as suas posições ao abrigo do anonimato.

Gosto

de espaços em branco
















.

Brokeback

Fui ver. O filme é razoável. As interpretações razoáveis. Estava à espera de uma grande história de amor. Estava à espera. Saí defraudado. Para além de uma série de clichés, para além de uns quantos sublinhados sobre a discriminação (mas quantos outros filmes já o fizeram, sobre esta e outras discriminações, e tão melhor), para além de uma visão sobre a solidão dos sentimentos, o que fica? Uma narrativa mal construída, sem intensidade, sem densidade, sem textura, com personagens mal construídas, e com muita poucas mensagens... quais ? ok! que uma história de amor pode ser vivida por dois seres sejam eles quais forem? que uma história de amor é sempre dramática e vive da impossibilidade e é isso que nos marca para todo o sempre?

como o álvaro de campos dizia..." todas as cartas de amor são rídiculas" e ninguém as entende a não ser que as tenham escrito. Ang Lee nunca escreveu cartas de amor. ponto final. mas vai ganhar óscares e não sei porquê...

Propaganda de um Estado novo III

O grande líder afirmou hoje na Assembleia nacional que Portugal tudo tem feito «para não alimentar o clima de tensão entre Ocidente e Islão».
Visivelmente irritado, o primeiro-ministro acusou um xenófobo da oposição de «uma mentira grosseira» e afirmou que o Governo nunca «pactuou nem com a violência nem com o terrorismo». «Isso é conversa de herói de banda desenhada», acusou o grande líder. E deixou um aviso aos velhos do Restelo: «Há limites para tudo!».
O líder deste Estado novo, promotor "da paz e da via pacífica", não é como outros líderes europeus que se zangam quando os do Islão queimam bandeiras e embaixadas. Nessas alturas, o nosso líder promove a paz.
Neste Estado novo, de novas ambições e optimismos, o nosso líder só se zanga com os jornalistas, comentadores e deputados da oposição. Esses sim da guerra e da via guerreira.

Viva o grande líder. Feliz aniversário. Bom Carnaval.

Sem pachorra!

Tanto anos labutei na cobertura noticiosa da política, quase em exclusivo.
Agora percebo como a maioria das pessoas não tinha pachorra para o que eu escrevia.
Há notícias que são de bradar aos céus. Não estou Alegre, não lanço foguetes, nem apanho as Canas.

Recordar é viver

- ...E depois?
- Depois, estava o peixinho, veio o gato... e comeu-o! Mas veio o cão e o gato teve de se esconder! Depois, veio o coelhinho...
- Não! Não! O coelhinho veio com o Pai Natal e o palhaço no combóio ao circo.

Está tudo aqui. Para me lembrar que tive uma infância bem-boka!

Como foi possível?*

Faço minhas as não-palavras do Francisco.

*título do Público

Quando a noite cair


Esta noite, mesmo que já seja amanhã, vou voltar a Lisboa.
Quando fechar aqui (no Porto) o jornal, vou meter-me no carrito da minha mulher (eu não tenho nenhun) e vou ter com ela. Tenho saudades. Quero estar ao lado dela e apoiá-la na sua nova aventura profissional. Dar-lhe beijos. Dizer-lhe que é para sempre esta imensa vontade...

Do amor e do preconceito


Apesar de tudo, gostei do Brokeback Mountain. Não acho que a realização seja fabulosa, não acho que a fotografia seja genial, a luz deixa muito a desejar e a primeira parte do filme é um pastelão. Mas, apesar de tudo, gostei do filme. As interpretações são boas e o argumento dá para pensar em duas ou três coisas, para além do evidente:

Há mulheres que aguentam casamentos falhados por dependência emocional e/ou financeira.

Há homossexuais homofóbicos, com preconceitos em relação a eles próprios.

Somos todos egoístas. Para quem já viu o filme: colocando-se no papel de Ennis Del Mar quem voltaria a casa dos pais de Jack Twist? A mãe pediu-lhe que regressasse, mas o pai não gostava de Ennis. Mesmo tendo em conta a felicidade da senhora, eu não teria o altruísmo suficiente para lá voltar a pôr os pés, dado o ódio do pai.

Uma comichão: A tradução e legendagem (de Correia Ribeiro) é absolutamente execrável. Desde erros como "amandar" ou "o comer já chegou" até construções frásicas mal feitas, sem pés nem cabeça, sem sujeito a concordar com verbo, a escrita do senhor tradutor dá para tudo. De pôr os cabelos em pé.

Propaganda de um Estado novo II

Ontem foi apresentado, com pompa e circunstância, um mega investimento da Portucel numa nova máquina. O maior investimento, logo a seguir à Auto Europa. Foi lá o nosso primeiro e tudo. Voltamos a cantar o hino com gosto. Confiamos no amanhã. Estamos no bom caminho. Em 2008, Portugal, ou a Portucel tanto faz, já terão uma nova máquina. Tudo fantástico.

Mas, os velhos do Restelo, que julgávamos ter exterminado, não dão descanso ao grande líder.
No JN - O investimento decorre de uma obrigação determinada há dois anos pela segunda fase de privatização da Portucel. Ou seja, não é uma manifestação de confiança na economia, é o cumprimento de uma obrigação.
No DN - Apoios públicos foram determinantes para o investimento da Portucel. Ou seja, o Governo vai beneficiar a empresa em 17,5 milhões de euros por ano, durante dez anos. São 175 milhões.

Descansem, no Estado novo, nada afecta a popularidade do líder. São mais os que gostam dele do que os que não gostam. A manchete do DN tira todas as dúvidas.

Bem hajas grande líder. Feliz aniverário. Bom Carnaval.

A Ordem só faz sentido se tiver a resposta

As ciências são sempre falíveis mas, por cá, as humanas estão a ultrapassar o limite. Senão vejamos: na filosofia o Alegre anda triste e é notícia; na filosofia e, aos olhos dos portugueses, o Sócrates só sabe que tudo sabe e é notícia; na história contemporânea, na Grécia, os gregos vêem-se gregos e são notícia. Qualquer dia vem a ciência política dizer-nos que o CDS pensa a uma só voz e a malta, ingénua, vai atrás e faz...uma notícia. Afinal, o que é uma notícia?

Seja franco senhor Soares, seja franco...

O Estoril é um simpático clube de bairro. "Clube da linha", diz tudo. O Sporting um emblema emblemático do futebol internacional (nada de modéstias). O Estoril está falido e não tem recursos. O Sporting está falido mas tem recursos.
O que une um gigante do panorama futebolístico nacional, com um modesto mas simpático (insisto) clube de bairro? Um senhor com tanto de prepotência como de incompetência.

23 fevereiro 2006

Andamos loucos?

Desde 2003, em todo o mundo, morreram 92 pessoas infectadas com a gripe da aves. Na última semana morreram 9 pessoas nas estradas portuguesas. Deixem-se de tretas, mas é!

Propaganda de um Estado novo


Já festejamos o aniversário da vitória socialista e preparamos os festejos para um ano de Governo. Vivemos tempos novos, estamos mais confiantes nas palavras dos políticos porque sabemos que a divina providência nos deu, de novo, um grande líder.
Vêmo-lo zangado com os jornalistas que fazem perguntas sem nexo, irado com os comentadores que não acreditam, furioso com as corporações que duvidam.
Este é um Estado novo, onde acabaram as velhas hesitações, as velhas mordomias e os velhos do Restelo.
Um país tem futuro quando encontra um líder. Portugal encontrou.
Que importa que muito do que julgamos hoje ser verdade se revele mentira amanhã? É hoje que vivemos. O amanhã sonhamos melhor.
Sabemos que temos um timoneiro que não dá descanso a quem quer desbaratar os nossos impostos, mas que sabe abrir excepções para com uns "trocos" premiar os amigos... da pátria.
Este é um Estado novo, em que o líder pensa, decide e faz.
Este é um Estado novo, em que o líder não fica prisioneiro do diálogo.
Este é um Estado novo, em que quem não está com o líder está contra ele e, por isso, contra o povo e a nação.

Governo emprenha força militar

O PMF enganou-se ao transcrever uma frase do comunicado do Conselho de Ministros para um take da Lusa.
A verdade é que, com a pequena gralha do PMF (apenas uma letra a mais), o comunicado ficou significativamente melhor e, sobretudo, muito mais divertido:

"(...) a prontidão da força militar, que se pretende mais flexível, projectável e pronta a ser emprenhada"

A verdade

A verdade, BB, é que há uma semana atrás andávamos a discutir o take sobre a falta da banda larga em algumas escolas (contrariando afirmações do primeiro-ministro José Sócrates) e agora anda-se a discutir os takes sobre as vagas de fundo do Santana.
Anda tudo a cuspir para o ar e, quando assim é, cai na cara de alguém. São os políticos ao seu melhor nível, a instrumentalizar a classe jornalistica. Fazem jogo sujo e utilizam gente que trabalha.
Eu conheço pessoalmente o António Bilrero (membro da direcção da Lusa) e acho verdadeiramente escandaloso que alguém (como a MJO do Público) possa pôr em causa o seu profissionalismo. O Bill é um profissional de mão cheia e, como dizia o jogador do Porto João Pinto, é um jornalista com H grande.

Será verdade? II

Pois é BB. Os jornalistas incómodos não estiveram lá, mas o grande líder dos períodistas, el comandante Alfredo Maia, não falhou tão importante plenário.

Será verdade?

Contou-me um passarinho que ontem houve plenário de redacção na Lusa e que, surpreendentemente, os jornalistas mais incómodos tinham todos reportagens marcadas para aquela hora...

Proposta de reformulação da 11ª lei da blogosfera

Os blogs são o local perfeito para construir uma imagem, manter influência quando se desaparece do posto mediático.

P.S. Diz Pacheco Pereira: "As leis aqui transpostas (...) são meras constatações. Descrevem o modo como os debates na blogosfera se desenrolam. São genéricas e universais (...) Todas as Leis da blogosfera, dada a natureza do meio, só podem ser formuladas de forma irónica, ou seja, absolutamente verdadeira."

Com todo o respeito intelectual pelo dr. Pacheco Pereira, a sua crença na formulação de teses genéricas, universais, "absolutamente verdadeiras" peca exactamente pela crença que deposita no seu próprio infalibilismo. É a crença na razão pura, na sua pior forma. A mesma que já vi o próprio Pacheco Pereira destruir com os melhores argumentos do nosso pensamento.

Alguém cala o homem?!

Manuel Alegre continua a falar. A dizer umas coisas, que não se sabe bem o que querem dizer. Não é nada contra os jornais (nem os jornalistas), mas será que alguém é capaz de calar o senhor?

A nossa Europa

... não está nos melhores dias (alguma vez esteve?). O JN de hoje conta que 12 adolescentes terão espancado um travesti até à morte. Ontem, em França, falava-se de um outro caso: de um jovem judeu espancado até à morte algures em Paris. Nesse caso específico, o tribunal declarou que não houve anti-semitismo: os rapazes tinham fome. Por cá, a desculpa para o assassinato ainda não é conhecida. Se a coisa continua assim....

O Mourinho é o maior

É nas derrotas que os apoios são mais sentidos. Eu acho que o Mourinho é o melhor treinador do mundo (logo a seguir ao meu pai, claro está). Por isso, quero que ele vá a Barcelona (a melhor cidade da Europa) e ganhe ao Deco, ao Messi e ao Ronaldinho. Ponto final.

Dignidade leonina

Soares Franco quer vender património do Sporting. Dias da Cunha é contra. Mais, diz que ele (SF) não ia às reuniões da direcção do clube antes de ser presidente. Eu, que nem posso ver o Dias da Cunha à frente, gostava muito de saber o seguinte: se Soares Franco não ia às reuniões, se Soares Franco não percebe a estratégia do clube, se Soares Franco é assim tão mau, porque raio é que Dias da Cunha lhe entregou o poder de bandeja, sem eleições e sem nada?

Pela via das dúvidas, eu - que não sei se é boa ideia vender património, mas também não vejo que aquele possa ser rentável para o Sporting – coloco-me sempre do lado oposto ao de Dias da Cunha. Que se venda e se cale o homem.

É uma convidada da casa



Este blog é muito democrático. Tanto são visitas da casa homens bonitos como mulheres bonitas. Mas eu reparei que os últimos posts só dão conta das visitas masculinas. Ouvi tocar a campainha, abri a porta e lá estava ela. A Eva Green veio tomar café e fumar um cigarro. Aproveitem a companhia.

A tábua da salvação

A tábua com os dez mandamentos da blogosfera está pronta. Como bem nota JPH, o autor guardou em segredo a décima primeira.

P.S. Um pouco mais a sério, convém dizer que as leis do Abrupto ajudam de facto a perceber um pouco melhor o que é isto da blogosfera. É claro que há muito mais do que o que lá está escrito, mas é o primeiro trabalho sério sobre a matéria que eu vi.

Sócrates dá segunda-feira de Carnaval

Lembram-se de ter falado da perversa marcação de uma greve de professores na semana anterior ao Carnaval? Quem fez cinco dias de greve, goza onze...

O leitor tem sempre razão

Lancem-se foguetes, abra-se o champagne, atirem-se confetis. Alguém se queixou (na caixa de comentários do post abaixo) de que O Insubmisso anda demasiado em cima do acontecimento! Palmas! Palmas! Euforia! Loucura total! Êxtase!
Mas cautela, meninos: nada de revelar os números do Euromilhões antes da Marisa Cruz o fazer, 'tá?


(Já agora, e a propósito, devo dizer que fiquei triste pelo Chelsea ter perdido.
Deixa lá, Zé, fica para a próxima. Não faças beicinho, querido, que me partes o coração! A sério, anda lá...)

22 fevereiro 2006

Deco melhor que Mourinho

A equipa (Barcelona) do português Deco (portista do coração) venceu, em Londres, por 1-2, o Chelsea de Mourinho.
Há muito que eu lancei uma maldição ao Mourinho. Ele pode ser 50 anos campeão inglês, mas não voltará a ganhar uma Liga dos Campeões. Isso são coisas só ao alcance do Fêquêpê.

NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO


ESTE SENHOR ANDA ESTA NOITE PELO BAIRRO ALTO (LISBOA) . ELA NÃO DEVE TER QUERIDO VIR (PELO MENOS A ELA NINGUÉM A VIU).

Liberdade condicionada

É claro que não se passa nada. São só um conjunto de coincidências. A liberdade de informação nunca poderia ser posta em causa pelo poder judicial e pelo poder político.
No Dn de hoje: Os jornalistas poderão vir a ser punidos só pelo facto de se presumir que as suas notícias puseram em perigo uma investigação criminal, independentemente do resultado da acção. Assim, em vez de crime de violação de segredo de justiça, tal como hoje acontece, serão acusados por "crime de perigo", que pode ser abstracto. Esta proposta de alteração ao Código Penal (CP) está a ser discutida na Unidade da Missão para a Reforma Penal (UMRP), coordenada por Rui Pereira, e vai ser presente ao Ministro da Justiça.

Parece-me mais razoável condenar jornais que dão grande destaque a acusações e pequeno destaque a absolvições (das mesmas pessoas sobre o mesmo caso. Por exemplo com Isabel Damasceno).

Combate à gripe das aves


Um cartoon do Fernando Penin Redondo enviado para a minha caixa de correio electrónica

primeira mão: A perseguição continua...

Agora são as Finanças a chatear o 24 horas pedindo explicações sobre a relação contratual do jornalista Jorge Van Krieeken. Jornalismo que chateia dá chatices.

Menos de 24 horas depois

A Direcção-Geral de Viação (DGV) tem uma semana para apresentar ao Ministério da Administração Interna um relatório sobre o caso das multas alegadamente "perdoadas" a um deputado, afirmou hoje o secretário de Estado Ascenso Simões.
São as primeiras consequências da manchete de hoje do JN, falta o resto.
A Procuradoria vai continuar totalmente ocupada com o 24 Horas ou conseguirá arranjar tempo para tentar perceber como foi possível ultrapassar a lei?
Força doutor Souto Moura mostre que não tem medo de ninguém.

Não acredito em coincidências

Lamentavelmente o 24 Horas é o 24 Horas. Não estou a dizer que o 24 Horas é mau. Acredito que o jornalismo, antes de se dividir em jornalismo tablóide ou de referência, se divide em bom e mau jornalismo. No caso do 24 até penso que eles fazem bem o que fazem, jornalismo tablóide. E foram eles que nos deram a conhecer o "Envelope 9". Tretas da investigação judicial e da PT que era absolutamente necessário dar a conhecer. Isto é bom jornalismo.
Adenda à 17h30: Em nome da verdade deve ser dito que o trabalho tinha erros, como seja dar a entender na primeira página que aquilo lá estava a pedido da investigação.
MAs, em que é que deu tudo isto? Numa perseguição ao 24 Horas e ao seu director. É preciso dizer (muitos já o fizeram) que a liberdade de informação está a ser atacada.
Bem sei, por exemplo, que na Grande Loja estas opiniões são lidas como perseguição ao procurador e como prova provada de que há gente que fala do que não sabe. Eu é que não acredito em coincidências.
O director do 24 Horas é acusado de ter ofendido a honra da PGR por ter dito, em artigo de opinião, que há lá "mais bandidos por metro quadrado do que há na Cova da Moura". Souto Moura trata o 24 como se fosse um covil de bandidos. O Tadeu já deve ter aprendido que não pode brincar com as palavras e, mais importante, não deve meter-se com os procuradores e com os polícias.

Que ganda gallo!


O Vincent Gallo está disponível para engravidar mulheres. Com uma condição: não dá o seu apelido às crianças. Diz que faz o servicinho por 1,26 milhões de euros e faz um desconto de 420 mil euros para quem não quiser contacto físico. [fonte: revista Sábado]

Três conclusões:
1. O Gallo é louco. Definitivamente.
2. O Gallo é prostituto. Lamentavelmente.
3. Continuo a adorar o Gallo. Estoicamente.

primeira mão: PGR continua ao ataque

O Pedro Tadeu e o 24 Horas continuam na mira da Procuradoria. Desta vez (hoje mesmo) foi o Tadeu que foi constituido arguido por atentar contra a honra da PGR.
Vamos esperar por desenvolvimentos, mas já é possível constatar que para o senhor procurador considera que no 24 Horas há mais bandidos por metro quadrado que em qualquer outro sítio do país.

P.S. ainda hoje voltarei ao assunto. agora vou almoçar.

Vejam lá se não querem ser deputados


O Jornal de Notícias faz hoje manchete com um caso que nos devia indignar a todos. A alternativa é passarmos todos a ser deputados, porque ou há moralidade ou comem todos. Não é verdade?Se é assim que a coisa funciona em Portugal, eu não pago mais multas.
O resumo:
O sr. deputado Ricardo Almeida, eleito pelo Porto, já foi multado quase 20 vezes. A maioria das multas foi perdoada. Julga que é o Fitipaldi e anda por aí a mais de 200 à hora. Explicação do deputado: "Reconheço que, às vezes, ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões".
Com pedidos aos governadores civis ou com a polícia a reter os autos, o "deputado voador" - como lhe chamam as autoridades - teve a sorte de ver tudo arquivado.
ISTO NÃO É UMA BRINCADEIRA. É UMA COISA SÉRIA.
O Ministério Público vai abrir um inquérito para saber se há aqui corrupção?
Os deputados da Nação vão indignar-se com o abuso de posição deste senhor e com as declarações que faz sobre os seus pares?
ISTO É UM PAÍS DE BRINCADEIRA OU É UM PAÍS A SÉRIO?

Mais bastonários

O Pedro Correia fez um comentário num post em baixo que eu prefiro que seja post.
Um corta-fitas a escrever no Insubmisso:
Vicente Jorge Silva bastonário? Voto já nele. Ou no Adelino Gomes. Ou no Joaquim Furtado. No Barata-Feyo. No Sarsfield Cabral. Na Judite Sousa. No Joaquim Vieira. No Ferreira Fernandes. No Mário Bettencourt Resendes... Nomes qualificados não faltam. Falta é deitar mãos à obra. O João M Fernandes também dará uma ajuda.

21 fevereiro 2006

Depois do exílio...a chegada a Sta. Apolónia

Os últimos tempos foram madrastos. Não me deram folga. Entre um livro para escrever, a profissão a apertar e o coração em alvoroço, fui deixando de parte aquilo que tanto gostava. A próxima semana vai-me trazer mais tempo.

E que produção esta. Tanta agitação. Tão bem que trataram do Insubmisso os Insubmissos. Tantos posts, tantas polémicas, tantos abraços virtuais, tantos pactos de regime. Tantas histórias bonitas.

E eu a perder tão boas oportunidades para mandar uma ferroada. Enfim vou voltar...na próxima semana, espero.

Para já gostaria de colocar alguma seriedade na questão mais importante de qualquer blog: o fervor clubista.

E não há nada como dizer ao mundo que O Insubmisso é feito também por benfiquistas e não só por "reles" sportinguistas e portistas. Sim, benfiquistas daqueles que trincam lagartos como na foto ( e só não comemos dragões porque eles não existem!!!!)

E...aproveitando a maré que dura até ao próximo fim-de-semana... aqui vai: ninguém pára o benfica ninguém pára o benfica....

1-0 aos Beattles...pena os outros clubes não estarem lá para também ganharem.

Tenho uma caixa cheia de bastonários

Cheguei à redacção do JN no Porto e pedi um computador emprestado. Vim verificar se a discussão sobre a Ordem dos Jornalistas continuava em ponto morto. Continua. O João insiste em dizer, sobre esta matéria, qualquer coisa do género "Nasci para morrer, declaro-me morto" e eu respondo "Enquanto estiver vivo, recuso-me a morrer". Não saímos daqui.
Mas já agora respondo ao desafio do JMF:
Sim. Estou disponível para trabalhar num Conselho Deontológico de uma Ordem que venha a ser criada. Dispenso gratuitamente umas horas do meu tempo para ajudar a melhorar o exercício da profissão. Para benefício de todos.
Ah! E já tenho uma lista de bons candidatos a bastonário:
1- João Morgado Fernandes
2- Vicente Jorge Silva
3- José António Saraiva
4 - Vasco Pulido Valente
5- José António Lima
6- Raúl Vaz
7- José Leite Pereira
8- José Rodrigues dos Santos
9- António José Teixeira
10 - Eduardo Dâmaso
E há mais, muitos mais.
Também consigo fazer uma lista de boas candidatas a bastonária:
1-Constança Cunha e Sá
2- Judite de Sousa
3- Helena Garrido
4- Maria João Avilez
E há mais, muitas mais.
É claro que não falei com nenhum deles para saber se estavam interessados. Mas isso agora é pouco importante, porque fazer a discussão pelos nomes e pelas disponibilidades é começar a casa pelo telhado.
É claro que também deixo de fora o Alfredo Maia (presidente do sindicato) e o Villas-Boas (presidente do Conselho Deontológico). A Ordem e o Sindicato devem existir em conjunto.

P.S. Para ler sobre a matéria O Mau Tempo no Canil, O Glória Fácil, O Corta-Fitas, o Fonte das Virtudes e o Blogouve-se

Mais um cartoon licencioso


Nem sequer é verdade, porque os Stones têm mais energia que eu, mas o cartoon é lindo... E licencioso!

[clicar na imagem para aumentar]

Aulas de substituição

Recupero um post antigo para defender uma posição antiga...

"Estudei um ano numa escola secundária(pública) da cidade de Albuquerque, Novo México, Estados Unidos. Oitenta por cento dos alunos filhos de imigrantes, espanhol como primeira língua, membros de gangs ( "18th" e "22th streets", na maioria), detector de metais à entrada do perímetro escolar, tiroteios anuais no parque de estacionamento, violência a desbarato, estudantes vindos de classes desfavorecidas. Na "Valley High" tínhamos aulas de substituição. Sem problemas. Sem espinhas. Era de inglês a aula? Muito bem: "em que parte da matéria iam" perguntava o professor de geografia que de pronto arregaçava as mangas para promover uma hora de partilha de conhecimentos, em substituição do colega que lecciona inglês. Eram produtivas? Normalmente não.
Caros sindicalistas por favor metam a mãozinha(a direita ou a esquerda - a questão não tem ideologia) nas vossas consciências e respondam: é melhor ver as crianças a vadiar ou tê-las sob a tutela dos professores?Era de inglês a aula? O substituto só sabe mandarim? Azar.

P.S. Lembro-me de um colega do 8º G na preparatória D. Fernando II em Sintra. Tivémos dois furos e ele foi fazer "batidas" para a estação de comboios da Portela de Sintra, ali ao lado. O João tropeçou. Foi fatal. Ele sim, teve "azar" - ouvia-se pelos corredores."

Em defesa da Ordem

O João Morgado Fernandes quis pôr ordem no debate sobre a Ordem dos Jornalistas e veio dizer que a malta não discute o essencial. E o que é essencial para o João? O facto (verdadeiro) que o Conselho Deontológico e o Sindicato estão há décadas entregues a uma clique. Por isso, pensa o JMF, mais vale não perder tempo com discussões porque os jornalistas não ligam a estas coisas colectivas.
O João é um pragmático, o que só lhe fica bem, mas é ele que não discute o essencial: O jornalismo que se faz por cá precisa de ser melhorado? Como se consegue dar esse salto? É preciso melhorar o ensino superior de jornalismo? É necessária formação contínua para os jornalistas? As especializações devem ser acompanhadas de formação específica? Para estas e para muitas outras questões a resposta pode ser, ou não, a criação de uma Ordem?
Se não serve, então expliquem-me como é que a coisa se resolve.
Lá vamos nós levar mais uns anitos com uma clique que, abraçada ao sindicato, representa apenas uma pequena parte dos jornalistas. Até para se perceber a diferença valia a pena ter uma Ordem e um sindicato. É assim que funcionam as profissões com Ordem.
Podemos sempre levar a sério o que nos diz o Francisco: "nem ordem, nem sindicato, nem comissão da carteira profissional, nem clube de jornalistas, nem editores, nem directores, nem donos, nem número do bilhete de identidade". Acredito mesmo que, no fim, será esta veia anarquista do FTA e dos restantes jornalistas que continuará a fazer escola. É a prova provada que o JMF sabe do que fala: "Alguém imagina que com a criação da ordem haveria um súbito interesse de uma data gente em perder umas horas por semana a discutir, de forma serena e estruturada, o exercício da profissão? Não brinquem comigo...".
Ou me engano muito, ou os jornalistas continuarão a ser os parentes pobres da comunicação social.

Espoletemos!

Acabei de descobrir (porque me ensinaram) que aplico invariavelmente de forma errada o verbo despoletar. Eu e mais uma catrefada de gente. Quando dizemos despoletar a química o queremos é dizer espoletar a química (era a expressão em causa e apetece-me usá-la, embora possa não ser o melhor exemplo).

Vamos por partes, seguindo o Lello (dicionário, bem entendido).
Espoletar - pôr espoleta em
Espoleta - escorva
Escorva - orifício onde se punha a pólvora para dar fogo com as antigas armas; pólvora do tubo do foguete.

Ou seja, espoletar é dar pólvora a. Faz todo o sentido.
Espoletemos, pois. Tudo.

Já agora - e só pela curiosidade -, na mesma página da escorva, fiquei a saber o significado de escorropicha-galhetas. Alguém faz ideia do que é um escorropicha-galhetas?

Um escorropicha-galhetas é, nem mais nem menos,... um sacristão! Lindo!