Faltam mais de três anos para que José Sócrates cumpra o seu mandato. Hoje, é quase unânime dizer-se que Sócrates é um bom primeiro-ministro. Mas é também precipitado dizer-se, a esta distância, que a sua continuidade no poder está assegurada para lá de 2009. Por outras palavras, a ambição pelo poder à direita - que terá capítulo decisivo em 2008, pode ter razão de ser.
Daqui até 2009, dois factores condicionarão o futuro deste Governo. O primeiro deles é inteiramente político. E é este: para impôr um programa de governação, para deixar uma marca no país, qualquer chefe de Governo tem que cumprir dois mandatos. Assim sendo, é fácil perceber que Sócrates será tentado a procurar a renovação do seu mandato, em 2009. Óbvio? Não tanto. É que o secretário-geral socialista conseguiu há um ano uma maioria absoluta – mas conseguiu isso em circunstâncias absolutamente inéditas. E, em 2009, Sócrates não terá alternativa senão em seguir os passos de Cavaco Silva e exigir uma maioria absoluta para continuar a governar. Ou seja, a sua fasquia não será de 37%, mas sim de 44% dos votos. O que abre novas possibilidades para os líderes que ficarem no PSD e no CDS.
Ora isto altera todas as condições destes três anos que faltam. Sócrates não poderá ser sempre um primeiro-ministro que compra guerras em vários sectores; e não poderá ser sempre o líder que pouco se preocupa com a política, tal como Maquiavel a desenhou, há vários séculos atrás.
É aqui que entra o segundo factor: a economia. E não há volta a dar ao facto: quando a economia teima em não crescer, não há maioria que resista (o desemprego cresce, não há dinheiro para distribuir, nem todas as promessas se podem cumprir).
É esta expectativa face ao crescimento económico e a extrema exigência do calendário político que mostra as perspectivas de poder que se abrem à direita. É por isso, também, que Marques Mendes quer ganhar tempo para impôr a sua liderança, assim como os seus potenciais adversários abrem espaço para o futuro.
20 março 2006
19 março 2006
O efeito Cavaco Silva
Venceu as eleições há 56 dias, tomou posse há 10 , anunciou a constituição do Conselho de Estado há 4. Consequências do seu regresso?
O CDS/PP está em estado de sítio, todos contra todos, a direcção com 11 meses de vida convoca um congresso para não-se-percebe-lá-muito-bem-porquê, os portistas queriam "refugar" Ribeiro e Castro mas vão sair, eles próprios, chamuscados de tudo isto. O rastilho foi, indirectamente, Cavaco Silva.
No PSD todos os "ismos" passaram o congresso a apelar ao guarda-chuva da vitória de Cavaco, Menezes incluído, mas vai ser em Belém que tentarão preparar o futuro do partido. Sintomático o (falso) apoio de Borges a Marques Mendes.
O PCP, afastado do Conselho de Estado, acusa o Presidente da República de ser um "falso independente" por promover, apenas, conselheiros oriundos da direita - a sua área política.
O Bloco de Esquerda emigrou (talvez estejam a passar umas merecidas férias numas termas de talassoterapia...) após dois desempenhos eleitorais duvidosos.
Conclusões? Cavaco marca. Marca a vida política portuguesa.
O CDS/PP está em estado de sítio, todos contra todos, a direcção com 11 meses de vida convoca um congresso para não-se-percebe-lá-muito-bem-porquê, os portistas queriam "refugar" Ribeiro e Castro mas vão sair, eles próprios, chamuscados de tudo isto. O rastilho foi, indirectamente, Cavaco Silva.
No PSD todos os "ismos" passaram o congresso a apelar ao guarda-chuva da vitória de Cavaco, Menezes incluído, mas vai ser em Belém que tentarão preparar o futuro do partido. Sintomático o (falso) apoio de Borges a Marques Mendes.
O PCP, afastado do Conselho de Estado, acusa o Presidente da República de ser um "falso independente" por promover, apenas, conselheiros oriundos da direita - a sua área política.
O Bloco de Esquerda emigrou (talvez estejam a passar umas merecidas férias numas termas de talassoterapia...) após dois desempenhos eleitorais duvidosos.
Conclusões? Cavaco marca. Marca a vida política portuguesa.
Congresso antecipado no CDS
Os críticos lamentam a decisão "infundada" de Ribeiro e Castro porque a actual liderança só deve ser (re)avaliada em 2008. A banda cantava bem mas era play-back. Em play-back.
18 março 2006
A censura cega
A pretexto da morte da transexual no Porto e do inquérito instaurado pelo Bispo do Porto, Fernanda Câncio produz hoje na página 10 do DN um ataque cego à Igreja Católica.
Pois bem, eu católico practicante e por isso Igreja, gostaria de saber se a senhora 1ª-qualquer-coisa tem necessidade que alguém a esclareça e recorde:
1- o que é que o jacobinismo que manifesta e professa, fez ao longo dos séculos.
2- o que é que seria da solidariedade social em Portugal sem a Igreja Católica
3- os males que decorreram e decorrem por esse mundo fora da posição crítica e cega que assume
Se a posição do dito padre é infeliz, convinha não esquecer que não se pode confundir a árvore com a floresta. Mais, convém que uma senhora com responsabilidades públicas e para-públicas, como aquelas que exerce, não ofenda gratuitamente quem é católico.
O que seria se eu aqui nestas páginas dissesse que o PS, pelo simples facto de Mário Soares e Almeida Santos terem estado profundamente envolvidos no pior processo de descolonização de que há memória e terem, por isso, deixado uma instabilidade que conduziu a várias guerras civis e a milhares de mortos, deveria ter vergonha do seu passado e que Sócrates e o PS não têm autoridade moral para falar como falam de valores sociais e de solidariedade?
Pois bem, eu católico practicante e por isso Igreja, gostaria de saber se a senhora 1ª-qualquer-coisa tem necessidade que alguém a esclareça e recorde:
1- o que é que o jacobinismo que manifesta e professa, fez ao longo dos séculos.
2- o que é que seria da solidariedade social em Portugal sem a Igreja Católica
3- os males que decorreram e decorrem por esse mundo fora da posição crítica e cega que assume
Se a posição do dito padre é infeliz, convinha não esquecer que não se pode confundir a árvore com a floresta. Mais, convém que uma senhora com responsabilidades públicas e para-públicas, como aquelas que exerce, não ofenda gratuitamente quem é católico.
O que seria se eu aqui nestas páginas dissesse que o PS, pelo simples facto de Mário Soares e Almeida Santos terem estado profundamente envolvidos no pior processo de descolonização de que há memória e terem, por isso, deixado uma instabilidade que conduziu a várias guerras civis e a milhares de mortos, deveria ter vergonha do seu passado e que Sócrates e o PS não têm autoridade moral para falar como falam de valores sociais e de solidariedade?
17 março 2006
O meu contra-argumentário pró directas
Discordo. Defendo a eleição directa do líder porque contraria a lógica aparelhística da escolha dos delegados ao congresso.
É mais democrático ser-se eleito pela totalidade do universo e não apenas por uma amostra representativa desse mesmo universo? Sim.
Contraria-se a "compra" (negociação, se preferirem) de votos de terceiros que, por estarem ausentes do congresso, não podem acompanhar a evolução dos acontecimentos? Sim.
Quanto ao exemplo PS duas explicações distintas para dois momentos diferentes: com Guterres era difícil contrariar a lógica instalada porque estavam no poder. Com Ferro iam estar longe do poder durante algum tempo, o que também não facilitou o debate.
Contrariar o populismo? Sim. Mas não me parece ser este o rumo.
É mais democrático ser-se eleito pela totalidade do universo e não apenas por uma amostra representativa desse mesmo universo? Sim.
Contraria-se a "compra" (negociação, se preferirem) de votos de terceiros que, por estarem ausentes do congresso, não podem acompanhar a evolução dos acontecimentos? Sim.
Quanto ao exemplo PS duas explicações distintas para dois momentos diferentes: com Guterres era difícil contrariar a lógica instalada porque estavam no poder. Com Ferro iam estar longe do poder durante algum tempo, o que também não facilitou o debate.
Contrariar o populismo? Sim. Mas não me parece ser este o rumo.
O meu argumentário anti-directas
1. O factor mediatismo é pura ilusão. É verdade que os candidatos têm tempo de antena nos media, mas também o teriam (como tiveram sempre) enquanto candidatos a líderes em congressos. Não se ganha um só minuto antes. Perdem-se centenas de minutos no dia D.
2. O factor democracia interna não passa do populismo. A mera eleição de congressistas é, em si, um acto democrático. Rejeitar isto é o mesmo que dizer que os Estados Unidos da América não têm uma democracia. Já ouvi o argumento à esquerda (especialmente após derrotas de candidatos democratas, claro está), mas nunca à direita.
3. O factor "caciquismo" é um disparate. É tão fácil controlar um congresso, como controlar os votos dos militantes que se dirigem a cada uma das distritais para votar. Para mais, porque os disponíveis para esses votos são poucos - e sempre os mais activos. Ou seja, os mais interessados nas manobras de liderança.
4. O factor "modernidade", por sua vez, é o argumento mais fácil de quem não valoriza o factor "história". Ou seja, citando Nozick, a mudança deve ser feita só e apenas quando o presente está "proved wrong". E pergunta-se agora: os congressos do PSD são o mal do partido? A resposta é clara: não. Os congressos, aliás, têm sido em vários momentos o melhor exemplo da vida do PSD (facto que até a esquerda reconhece sem qualquer dificuldade).
5. Por fim, o factor PS. Ou seja, a eleição de José Sócrates em eleições directas. Diz-se agora que Sócrates é um líder com maior legitimação por ter sido eleito em directas. "Perfect Non-sense". Sócrates teve maior legitimidade, sim, mas porque foi desafiado por outros dois militantes socialistas (Alegre e João Soares) e porque a disputa não foi só ao nível pessoal, mas também estratégico e de ideias. Teria sido igual ou melhor (julgo que melhor) se a eleição tivesse sido em congresso.
Para o provar, basta olhar para as eleições no PS desde 1994 - sempre directas. Guterres e Ferro foram assim eleitos. Sempre sozinhos na corrida. Tiveram por isso algum resultado especial? Não. Basta olhar para o número de militantes do PS que votaram para o perceber. Foram tão poucos que ninguém se recorda. Ou alguém se lembra de um único congresso do PS? "I rest my case".
2. O factor democracia interna não passa do populismo. A mera eleição de congressistas é, em si, um acto democrático. Rejeitar isto é o mesmo que dizer que os Estados Unidos da América não têm uma democracia. Já ouvi o argumento à esquerda (especialmente após derrotas de candidatos democratas, claro está), mas nunca à direita.
3. O factor "caciquismo" é um disparate. É tão fácil controlar um congresso, como controlar os votos dos militantes que se dirigem a cada uma das distritais para votar. Para mais, porque os disponíveis para esses votos são poucos - e sempre os mais activos. Ou seja, os mais interessados nas manobras de liderança.
4. O factor "modernidade", por sua vez, é o argumento mais fácil de quem não valoriza o factor "história". Ou seja, citando Nozick, a mudança deve ser feita só e apenas quando o presente está "proved wrong". E pergunta-se agora: os congressos do PSD são o mal do partido? A resposta é clara: não. Os congressos, aliás, têm sido em vários momentos o melhor exemplo da vida do PSD (facto que até a esquerda reconhece sem qualquer dificuldade).
5. Por fim, o factor PS. Ou seja, a eleição de José Sócrates em eleições directas. Diz-se agora que Sócrates é um líder com maior legitimação por ter sido eleito em directas. "Perfect Non-sense". Sócrates teve maior legitimidade, sim, mas porque foi desafiado por outros dois militantes socialistas (Alegre e João Soares) e porque a disputa não foi só ao nível pessoal, mas também estratégico e de ideias. Teria sido igual ou melhor (julgo que melhor) se a eleição tivesse sido em congresso.
Para o provar, basta olhar para as eleições no PS desde 1994 - sempre directas. Guterres e Ferro foram assim eleitos. Sempre sozinhos na corrida. Tiveram por isso algum resultado especial? Não. Basta olhar para o número de militantes do PS que votaram para o perceber. Foram tão poucos que ninguém se recorda. Ou alguém se lembra de um único congresso do PS? "I rest my case".
16 março 2006
A voz das bases
Oito em cada nove participantes do fórum da TSF defenderam a eleição de Luis Filipe Menezes, em caso de derrota do projecto-Mendes. Alguém me arranja o número da central telefónica?
O parlamento - bolinha
"Vai para o cara...". "Burro". "Filho da p...". "Vai à merda". É este fino e recomendado corte que enriquece o vocabulário do PSD/Madeira. Ontem o inefável senhor Ramos tentou esmurrar um deputado do PS. Há tempos queriam um exame à demência de um outro. "Os diagnósticos estão todos feitos", disse-nos Cavaco na tomada de posse. Actue-se em conformidade, acrescentamos.
Faz o que eu digo, não o que eu faço
Pacheco Pereira diz-nos do alto da sua independência crítica que Marques Mendes deve sair se não for aprovado o projecto de alteração estatutária que defende.
Admitamos que sim: Mendes não aprova o documento, convoca novo congresso para eleição de um líder e candidata-se (anda há demasiados anos na vida política para sair sem dar luta). Marcelo Rebelo de Sousa também (uma espécie de "agora ou nunca") e os santanistas recuperam o "maltratado" PSL. Estivesse Durão Barroso disponível e eram os mesmos de há dez anos, quando o cavaquismo deixou São Bento. Esclarecedor, quanto ao ímpeto de renovação social-democrata.
Admitamos que sim: Mendes não aprova o documento, convoca novo congresso para eleição de um líder e candidata-se (anda há demasiados anos na vida política para sair sem dar luta). Marcelo Rebelo de Sousa também (uma espécie de "agora ou nunca") e os santanistas recuperam o "maltratado" PSL. Estivesse Durão Barroso disponível e eram os mesmos de há dez anos, quando o cavaquismo deixou São Bento. Esclarecedor, quanto ao ímpeto de renovação social-democrata.
NINGUÉM PÁRA O BENFICA, NINGUÉM PÁRA O BENFICA...
a não ser o Guimarães, a Naval, o Sporting, o..... rai's partam o holandês!!!!
15 março 2006
Será realidade? Será ficção?
Tomaram hoje posse dois controladores financeiros. Será piada?
A função dos senhores é zelarem para que os ministros não se estiquem nos gastos. Eu às vezes também precisava que um senhor destes andasse atrás de mim. Quem sabe o governo não estará a lançar as bases de uma nova profissão? E, a partir daí, conseguir ajudar a cumprir a promessa dos 260 mil postos de trabalho...
A função dos senhores é zelarem para que os ministros não se estiquem nos gastos. Eu às vezes também precisava que um senhor destes andasse atrás de mim. Quem sabe o governo não estará a lançar as bases de uma nova profissão? E, a partir daí, conseguir ajudar a cumprir a promessa dos 260 mil postos de trabalho...
Trocas na Expo
Ouvi falar numa reunião secreta entre Marques Mendes e Soares Franco, ontem à noite, para combinar os últimos pormenores das reuniões magnas do PSD e SCP deste fim-de-semana, ambos na Expo. Assim, ficou decidido que Soares Franco vai ao congresso do PSD defender a venda do património do partido. E que Marques Mendes defenderá acerrimamente as eleições directas para a presidência do Sporting.
Cá para mim, foi um belo acordo para o líder social-democrata: acaba com a São Caetano, que só dá despesa, mudando-se para Belém (o que até dá jeito, para controlar os próximos conselheiros de Estado); livra-se da defesa das directas no partido, que são tão desejadas como eleições legislativas nos próximos anos; e ainda tem a oportunidade de acabar com o Sporting (ele que é benfiquista ferrenho).
Já Soares Franco, ganha tudo ao livrar-se de ouvir os disparates do dr. Dias da Cunha, socialista encartado, que fica bem entregue às mãos de Mendes. Nada mau, para um fim-de-semana.
Cá para mim, foi um belo acordo para o líder social-democrata: acaba com a São Caetano, que só dá despesa, mudando-se para Belém (o que até dá jeito, para controlar os próximos conselheiros de Estado); livra-se da defesa das directas no partido, que são tão desejadas como eleições legislativas nos próximos anos; e ainda tem a oportunidade de acabar com o Sporting (ele que é benfiquista ferrenho).
Já Soares Franco, ganha tudo ao livrar-se de ouvir os disparates do dr. Dias da Cunha, socialista encartado, que fica bem entregue às mãos de Mendes. Nada mau, para um fim-de-semana.
Grande Espectáculo no Pavilhão Atlântico
Atento a estas coisas das artes fui à FNAC tentar arranjar bilhete para o combate de wrestling da próxima 6ªfeira no Pavilhão Atlântico. Disseram-me que é só para sócios. Tá mal!!
Virou à direita (II)
Já repararam nos aliados de José Sócrates no Conselho de Estado? Jaime Gama, Jorge Coelho e... Mário Soares. Lindo!
Virou à direita
Com a composição escolhida para o Conselho de Estado, precisamente o órgão de aconselhamento do Presidente em situações de crise, Cavaco Silva deixa bem claro ao Governo que a cooperação dinâmica é um conceito para levar a sério. Não era o dr. Vitorino que dizia "habituem-se"?
Os m´s do novo PR
Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Anacoreta Correia, Manuel Dias Loureiro e o mandatário - João Lobo Antunes.
14 março 2006
Dependência
Acabaram de me dizer uma coisa muito acertada: que sou dependente de notícias. Melhor: que a minha dependência é a adrenalina das notícias. Não há volta a dar-lhe. Desta não me livro.
Assim sendo, venha a remodelação.
Assim sendo, venha a remodelação.
O mercado
Apático com o desastre financeiro do guterrismo. Psicopático com o défice e tanga de Durão Barroso. Lunático com Santana Lopes. Agora, opático. Assim, fiquei quando ouvi José Maria Ricciardi falar da estabilidade política do Governo Sócrates como guarda-chuva do clima de pré-confiança económica. A procura e a oferta no seu esplendor.
Despectraram-se
Então não é que a CCS e o VPV decidiram descontinuar, qual electrodoméstico em fim de carreira, o seu blogue. É pena. Tá mal. Nós até gostávamos. Pronto, tá bem, ide lá trabalhar!
Boa sorte para os dois e para os trabalhos em que estão.
Boa sorte para os dois e para os trabalhos em que estão.
Still Santana Lopes
O PSL ofereceu-se para adquirir o Audi que tinha comprado para a CML, alegando que estava a sentir-se incomodado pelo que se estava a passar e sentia-se na obrigação de algo fazer.
Será que o jovem não se quererá sentir incomodado com algumas das medidas que tomou enquanto PM e queira tomar a mesma atitude, corrigindo assim os erros cometidos? A democracia portuguesa e a direita agradeceriam, por certo!!!
Será que o jovem não se quererá sentir incomodado com algumas das medidas que tomou enquanto PM e queira tomar a mesma atitude, corrigindo assim os erros cometidos? A democracia portuguesa e a direita agradeceriam, por certo!!!
Sobre o Sporting Clube de Portugal
Dizem-me que o Dias da Cunha (agh!) vai hoje "desmascarar" o presidente do Sporting Clube de Portugal. O Dias da Cunha bem se podia calar. O Sporting é segundo classificado, está a dois pontos do Porto; o Sporting não precisa de património (especialmente o não rentável), precisa de jogadores; o Sporting não precisa de ex-presidentes, precisa de líderes. Um clube não é um partido, não é uma empresa, não é nada disso. Um clube faz-se e vive de êxitos, de motivação, de bons jogos e bons jogadores. Dias da Cunha não sabe isso, nunca soube. Por isso fez o que fez. Saiu em bom tempo.
Oferta de Serviços
Aceito OPA's em 2ª mão, em bom estado de conservação. Temos especialista internacional associado às mais prestigiadas casas de leilões mundiais que se desloca ao domicílio acompanhado de um dos nossos técnicos para avaliações. Contactos para os números XXXXXXX
13 março 2006
Lá está ela
O BCP lançou uma OPA sobre o BPI. A Grande Loja lançou a informação, nós por aqui lançámos o rumor. Uma parceria sem opas, mas muito associativa, esta.
Opa lá lá
Anda por aí uma loucura com rumores sobre uma nova OPA, lá pelo sector bancário. Se é verdade, agora é que ninguém cala o discurso da confiança. Valha-nos o mercado.
O discurso dúbio
Que José Sócrates é um primeiro-ministro em condições parece quase unânime. Acho cedo para dar um ok, mas o próprio reconhece que o tempo para julgamentos políticos ainda vem longe.
Daqui até 2009, só um factor condicionará o futuro deste Governo: a economia. Não há volta a dar ao facto: quando a economia teima em não crescer, não há maioria que resista. E é precisamente esse o maior problema de Sócrates (hoje e sempre): precisa de estimular a confiança, e daí que desate a promover investimentos, a anunciar uma retoma, a falar no regresso dessa mesma confiança. Ainda ontem o fez.
Ao mesmo tempo, como tem consciência de que os tempos são difíceis e que muito falta fazer para por o país nos eixos, Sócrates tem que manter outro discurso, aquele do Expresso de há uma semana, onde dizia que o mais difícil estava por vir. Lembram-se?
Pois é. Sócrates tem mostrado ser um bom chefe de Governo, mas a dualidade do seu discurso económico mostra que nem tudo são rosas na maioria socialista. Vêm tempos difíceis à frente. E, como dizia hoje César das Neves no DN, o Governo nada pode fazer contra o mau tempo – como nada pode fazer pelo crescimento da economia.
Daqui até 2009, só um factor condicionará o futuro deste Governo: a economia. Não há volta a dar ao facto: quando a economia teima em não crescer, não há maioria que resista. E é precisamente esse o maior problema de Sócrates (hoje e sempre): precisa de estimular a confiança, e daí que desate a promover investimentos, a anunciar uma retoma, a falar no regresso dessa mesma confiança. Ainda ontem o fez.
Ao mesmo tempo, como tem consciência de que os tempos são difíceis e que muito falta fazer para por o país nos eixos, Sócrates tem que manter outro discurso, aquele do Expresso de há uma semana, onde dizia que o mais difícil estava por vir. Lembram-se?
Pois é. Sócrates tem mostrado ser um bom chefe de Governo, mas a dualidade do seu discurso económico mostra que nem tudo são rosas na maioria socialista. Vêm tempos difíceis à frente. E, como dizia hoje César das Neves no DN, o Governo nada pode fazer contra o mau tempo – como nada pode fazer pelo crescimento da economia.
Incompatibilidades

O Expresso traz na primeira página uma foto do Presidente da República no seu novo gabinete, no dia da tomada de posse. Os jornalistas não tinham acesso a esse momento, mas o fotógrafo oficial de Belém sim, o que é normal. O que já não é normal é o fotógrafo oficial de Belém ser também jornalista do Expresso... Ninguém diz nada? Se eu escrevesse numa publicação do Palácio de Belém não era incompatível? Ou os defensores da deontologia da profissão só se mandam ao ar quando os assessores voltam ao jornalismo? Se acumularem já não há problema? Dúvidas...
10 março 2006
Barcelona
O Glorioso irá trajado a ouro para morrer em grande estilo.
Arsenal v Juventus
Lyon v Milan
Internazionale or Ajax v Villarreal
Benfica v Barcelona
Que seja
Arsenal v Juventus
Lyon v Milan
Internazionale or Ajax v Villarreal
Benfica v Barcelona
Que seja
SLB, once again
11.20....sorteio da Champions (como agora é chamada)
Qual Villareal, Inter, Ajax ou Arsenal. Se é para sermos grandes que venha o Barcelona, o Lyon ou a Juve. Se é para morrer que morramos com estilo.
Qual Villareal, Inter, Ajax ou Arsenal. Se é para sermos grandes que venha o Barcelona, o Lyon ou a Juve. Se é para morrer que morramos com estilo.
Paridade
Esta de imporem quotas à martelada para que os géneros sejam "adequadamente" representados na vida política, vai ter consequências interessantes. Pela primeira vez tenho que concordar com o PCP: preocupem-se primeiro em encontrar boas políticas de família (é lógico que o PCP não utiliza esta expressão católica-pequeno-burguesa e reaccionária, mas eu uso!), de real apoio social e de integração inter-geracional, e depois veremos como é que as coisas evoluem.
Como alguém disse, as propostas de paridade em discussão são uma afronta e uma menorização do real valor dos seres humanos do género feminino. Parece que nestas alturas toda a gente se esquece da preversidade dos efeitos deste tipo de propostas. Lembrem-se das consequências da aplicação do "affirmative action" nos EUA e de quem foram os primeiros a criticar esta lei.
Como alguém disse, as propostas de paridade em discussão são uma afronta e uma menorização do real valor dos seres humanos do género feminino. Parece que nestas alturas toda a gente se esquece da preversidade dos efeitos deste tipo de propostas. Lembrem-se das consequências da aplicação do "affirmative action" nos EUA e de quem foram os primeiros a criticar esta lei.
Macerar
Na noite de ontem vi pela primeira vez a aplicação deste verbo de acção em todo o seu esplendor.
Percentagem de empresas com Internet
A média europeia está nos 89, Espanha, por exemplo, situa-se nos 85. Ainda à frente de Portugal (77), a Hungria (78), a Eslovénia (93) e a Polónia (85). Tecnologicamente chocante, não?
09 março 2006
Isto promete namoro pegado
Cavaco e Sócrates trocaram hoje impressões sobre o lindo dia de sol, a vitória do Benfica sobre o Liverpool e a lesão no joelho do primeiro-ministro. A relação de cooperação entre Belém e São Bento começa bem. Estou confiante.
Há de tudo como na farmácia
Hoje, chegaram ao Insubmisso três leitores, através do Google, procurando 1) "análise crítica da missa do galo"; 2) "tábua dos dez mandamentos"; 3) "Estado Novo". Começo a assustar-me.
Ainda as assessorias de Cavaco
Assumo as minhas falhas e peço as minhas desculpas. Disse em post anterior que os assessores de Cavaco eram medianos e cinzentos. Falhei. Vi hoje a lista completa e devo confessar que não sabia de alguns dos nomes. Cavaco está genericamente muito bem rodeado. O meu post anterior foi influenciado, sobretudo, pelo facto de ter sabido na altura o nome de David Justino.
O discurso do PR
Fraco em política externa. Robusto, incisivo e abrangente em política interna. A cooperação estratégica com o Governo "não é um fim em si mesmo" alerta Cavaco, embora, nesta fase, as agendas coincidam. Agora, se nos afastarmos da partida de um novo Pedro Alvares Cabral, cuidem-se(!), senhores governantes, cuidem-se(!). Porque agora em Belém chora-se menos e caça-se mais. Varas e semelhantes.
P.S. Não resisto. Acabei de ouvir a Ângela Silva na RR. Soares não cumprimentou o novo Presidente da República. Ela lembra o que fez Soares-filho quando perdeu Lisboa. O mesmo.
P.S. Não resisto. Acabei de ouvir a Ângela Silva na RR. Soares não cumprimentou o novo Presidente da República. Ela lembra o que fez Soares-filho quando perdeu Lisboa. O mesmo.
Numa palavra,
exigência. Foi este o discurso de Cavaco Silva, o seu primeiro como Presidente da República. Pela amostra, de forte carga simbólica, duvido que José Sòcrates possa esperar qualquer facilidade.
Por mim, Cavaco foi igual a ele próprio. Exigiu reformas, consenso, muito trabalho a todos os portugueses. Não foi Sócrates quem anunciou anos difíceis? Estava certo.
Por mim, Cavaco foi igual a ele próprio. Exigiu reformas, consenso, muito trabalho a todos os portugueses. Não foi Sócrates quem anunciou anos difíceis? Estava certo.
Um conselho para o ex-Presidente
Que o primeiro dos filmes que vai ver seja este: "Good Night, and Good Luck."
A posse
Moro na Ajuda, mesmo ao pé do Palácio. A minha vida hoje vai ser um inferno por causa do jantarinho que o Aníbal decidiu programar lá no palacete. Alguém me explica porque raio é que os governantes insistem em fazer os seus jantarinhos num palácio mal cuidado e que está por acabar há séculos e dar cabo da vida dos residentes da zona? Ide para outro sítio governantezinhos!!!! Ide...republicanozinhos. Não chateai o povo monárquico que trabalha , a um dia de semana...francamente!!!
desculpem lá mas o único benfiquista do insubmisso vai manifestar-se
1-não há muitas equipas que se possam gabar por esse mundo fora de, no espaço de 3 semanas, terem ganho 3 vezes aos 2 últimos campeões europeus.
2- como diz a leonor pinhão, lá para os lados de Anfield Road devem estar a perguntar porque raio é que não compraram o Simão quando tiveram a oportunidade
3- o acaso tem uma força incompreensível. a táctica de ontem foi montada depois do cromagnon, perdão, o Petit se ter lesionado. se o acaso dá destas coisas há razões para questionar porque é que andamos anos a planear certas coisas
4- ontem vimos jogadores que usam 2 botas esquerdas a acertar 3 vezes seguidas em passes, algo que nunca tinham feito em toda a sua vida
5- a beleza do moinho do Miccoli faz-me perguntar porque é que o D. Quixote "marrou" que os queria vencer em duelo. e sim, continuando numa de Cervantes,o moinho do Miccoli foi um gigante. acaso mais uma vez, na baliza estava um espanhol chamado Reina.
6- ninguém pára o benfica?! pelo menos até ao próximo fim-de-semana. viver um dia de cada vez...esta é a máxima da Associação de Benfiquistas Anónimos
2- como diz a leonor pinhão, lá para os lados de Anfield Road devem estar a perguntar porque raio é que não compraram o Simão quando tiveram a oportunidade
3- o acaso tem uma força incompreensível. a táctica de ontem foi montada depois do cromagnon, perdão, o Petit se ter lesionado. se o acaso dá destas coisas há razões para questionar porque é que andamos anos a planear certas coisas
4- ontem vimos jogadores que usam 2 botas esquerdas a acertar 3 vezes seguidas em passes, algo que nunca tinham feito em toda a sua vida
5- a beleza do moinho do Miccoli faz-me perguntar porque é que o D. Quixote "marrou" que os queria vencer em duelo. e sim, continuando numa de Cervantes,o moinho do Miccoli foi um gigante. acaso mais uma vez, na baliza estava um espanhol chamado Reina.
6- ninguém pára o benfica?! pelo menos até ao próximo fim-de-semana. viver um dia de cada vez...esta é a máxima da Associação de Benfiquistas Anónimos
08 março 2006
Sampaio - o sentimental
O momento de despedida é benéfico para Sampaio. Personagem sentimental, a sua figura encaixa como uma luva no contexto que embrulha o adeus. Por mais balanços que se façam, por mais cognomes que lhe atribuam é à luz dos magistérios futuros que os seus mandatos serão, realmente, entendidos. Ou não.
Para a história Sampaio deixa no DN de hoje algumas directrizes de análise: "Comecei a perceber afastamentos do CDS relativamente ao dr. Santana; Eu hoje percebo dez vezes melhor o eng. Guterres".
Para a história Sampaio deixa no DN de hoje algumas directrizes de análise: "Comecei a perceber afastamentos do CDS relativamente ao dr. Santana; Eu hoje percebo dez vezes melhor o eng. Guterres".
A evolução

Foi descoberta na Turquia uma família quadrúpede. Ainda andam de quatro devido a uma característica genética recessiva originária num cromossoma não sexual, ao que parece. Lá se vai mais uma exclusividade lusa: a de andar com o rabinho virado para o céu à espera que chova.
07 março 2006
Dona Albertina
Peço desculpa por tornar pública uma vivência tão pessoal. Prestam-se tantas homenagens neste país que não faria sentido não prestar a mais importante. Na véspera do Dia Internacional da Mulher, quero falar da mulher mais importante que conheci.
A Matriarca
Vejam bem. Saí à rua para trabalhar e a vizinha da frente interrompeu-me a marcha para saber da Dona Albertina. Respondi-lhe a verdade: “Está mal. Está em estado de coma induzido e há cinco órgãos que entraram em falência”. Repeti o que me tinham repetido do que o médico tinha dito, sabendo que a dimensão da tragédia se resumia a duas palavras: “está mal”.
A senhora de quarenta e tal anos, vizinha de Dona Albertina há menos de dez anos, com dois filhos ainda para criar, chorou e quis dizer-me: “A sua mãe faz-me tanta falta!”. Dá tristeza, mas é tão bonito ouvir dizer isto da nossa própria mãe.
A Dona Albertina faz falta a muita gente. Porque soube sempre ser uma católica praticante. De ir à missa, mas mais do que isso, de estender a mão a quem parece não ter chegado a mão de Deus.
Dona Albertina começou há mais de 78 anos, em Cinfães do Douro, e cresceu no Ameal, um bairro de vivendas geminadas, mandado construir por Salazar para os funcionários do Estado. Nessa altura, os homens já preparavam a segunda guerra mundial e o país “orgulhosamente só” vivia na pobreza. Foi assim que ela cresceu e conheceu o José Baldaia, da freguesia de Santo Isidoro na aldeia da Livração no Marco de Canavezes.
A vida a dois, e depois a 3,4,5,6,7,8,9,10 e, finalmente, a 11, foi feita paredes meias com o Regado, um bairro social, também mandado construir por Salazar junto às vivendas para que os deserdados do regime pudessem “aprender” com a classe média que se formava.
Dona Albertina não era salazarenta, nem pouco mais ou menos, mas foi quem melhor soube olhar para os mais fracos do bairro vizinho. Toda a vida a vi olhando por crianças do Regado e por mães a quem não foi ensinado o papel de mãe ou vitimas de casamentos sem sentido. Para elas, a Dona Albertina sempre teve uma palavra de apoio. E, nos casos mais graves, roupa e comida. A Dona Albertina, assim tratada com respeito e carinho por estas mulheres, faz falta a muita gente.
Dona Albertina criou nove filhos, muitas vezes em grandes dificuldades, e a todos ensinou que a honestidade e o trabalho são virtudes com que um Homem, mesmo que não tenha mais nada, consegue viver de cabeça erguida.
Ela deu tudo isto ao país e em troca recebeu, apenas, uma pequena pensão de sobrevivência. Não se queixava. Também nos ensinou que mais importante que o que se ganha é o que se poupa.
Dona Albertina fez, apenas, a quarta classe, mas nunca deixou de ler poesia. A mim enviou-me há uns anos um poema de Torga (Recomeça, sempre) e eu retive o final:
“És Homem, não te esqueças,
Só é tua a loucura,
Onde com lucidez te reconheças.”
A Dona Albertina nunca foi de desistir. Venceu cancros, sujeitou-se a cirurgias várias e em poucos dias esteve de volta às lides da casa. Encontrou forças e ganhou tempo para apoiar cada um dos filhos. Foi assim até sábado passado.
Faz 79 anos no dia de Páscoa. Se a história dos milagres é verdadeira, ela vai voltar.
Porque a Dona Albertina faz falta a muita gente.
P.S. Este é o último post que escrevo no Insubmisso. Porque, para mim, deixou de fazer sentido mandar palpites sobre coisas tão pouco importantes como a politiquice.
A Matriarca
Vejam bem. Saí à rua para trabalhar e a vizinha da frente interrompeu-me a marcha para saber da Dona Albertina. Respondi-lhe a verdade: “Está mal. Está em estado de coma induzido e há cinco órgãos que entraram em falência”. Repeti o que me tinham repetido do que o médico tinha dito, sabendo que a dimensão da tragédia se resumia a duas palavras: “está mal”.
A senhora de quarenta e tal anos, vizinha de Dona Albertina há menos de dez anos, com dois filhos ainda para criar, chorou e quis dizer-me: “A sua mãe faz-me tanta falta!”. Dá tristeza, mas é tão bonito ouvir dizer isto da nossa própria mãe.
A Dona Albertina faz falta a muita gente. Porque soube sempre ser uma católica praticante. De ir à missa, mas mais do que isso, de estender a mão a quem parece não ter chegado a mão de Deus.
Dona Albertina começou há mais de 78 anos, em Cinfães do Douro, e cresceu no Ameal, um bairro de vivendas geminadas, mandado construir por Salazar para os funcionários do Estado. Nessa altura, os homens já preparavam a segunda guerra mundial e o país “orgulhosamente só” vivia na pobreza. Foi assim que ela cresceu e conheceu o José Baldaia, da freguesia de Santo Isidoro na aldeia da Livração no Marco de Canavezes.
A vida a dois, e depois a 3,4,5,6,7,8,9,10 e, finalmente, a 11, foi feita paredes meias com o Regado, um bairro social, também mandado construir por Salazar junto às vivendas para que os deserdados do regime pudessem “aprender” com a classe média que se formava.
Dona Albertina não era salazarenta, nem pouco mais ou menos, mas foi quem melhor soube olhar para os mais fracos do bairro vizinho. Toda a vida a vi olhando por crianças do Regado e por mães a quem não foi ensinado o papel de mãe ou vitimas de casamentos sem sentido. Para elas, a Dona Albertina sempre teve uma palavra de apoio. E, nos casos mais graves, roupa e comida. A Dona Albertina, assim tratada com respeito e carinho por estas mulheres, faz falta a muita gente.
Dona Albertina criou nove filhos, muitas vezes em grandes dificuldades, e a todos ensinou que a honestidade e o trabalho são virtudes com que um Homem, mesmo que não tenha mais nada, consegue viver de cabeça erguida.
Ela deu tudo isto ao país e em troca recebeu, apenas, uma pequena pensão de sobrevivência. Não se queixava. Também nos ensinou que mais importante que o que se ganha é o que se poupa.
Dona Albertina fez, apenas, a quarta classe, mas nunca deixou de ler poesia. A mim enviou-me há uns anos um poema de Torga (Recomeça, sempre) e eu retive o final:
“És Homem, não te esqueças,
Só é tua a loucura,
Onde com lucidez te reconheças.”
A Dona Albertina nunca foi de desistir. Venceu cancros, sujeitou-se a cirurgias várias e em poucos dias esteve de volta às lides da casa. Encontrou forças e ganhou tempo para apoiar cada um dos filhos. Foi assim até sábado passado.
Faz 79 anos no dia de Páscoa. Se a história dos milagres é verdadeira, ela vai voltar.
Porque a Dona Albertina faz falta a muita gente.
P.S. Este é o último post que escrevo no Insubmisso. Porque, para mim, deixou de fazer sentido mandar palpites sobre coisas tão pouco importantes como a politiquice.
Bilhete
Não há fome que não dê em fartura. Arranjaram-me bilhetes para o concerto do Jack Johnson na próxima 2ªfeira. Como já tinha 1 agora tenho 1 a mais...se alguem quiser transaccionar avise.
Lápis Azul
Ando há uns tempos indeciso sobre quais os presentes a oferecer aos membros da administração da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social (acho que se chama assim?!) na sua tomada de posse.
Depois de uma leitura mais atenta do decreto-lei e de ouvir as palavras do presidente da ERCS ontem na RTP1, decidi-me: encomendei 12 grosas de lápis azul. Seguirão por carta em papel almaço logo que descobrir a morada do destinatário.
Depois de uma leitura mais atenta do decreto-lei e de ouvir as palavras do presidente da ERCS ontem na RTP1, decidi-me: encomendei 12 grosas de lápis azul. Seguirão por carta em papel almaço logo que descobrir a morada do destinatário.
Correia de Campos e a vermelhinha
O Ministro da Saúde anunciou que vai transformar mais hospitais públicos em empresas públicas qe sigam os princípios da gestão privada (ou bem que é gestão ou não é. a gestão é boa ou má e não pública ou privada!!! mas isso é outra história). No fundo, e em termos práticos, o Ministro redenomina as PPP dos Governos e substitui o PP por E.
Em Barcelona, nas Ramblas, a este jogo chama-se "vermelhinha" e é jogado por magrebinos. Em Las Vegas este passe de mágica ou está no palco (feito por qualquer Luís de Matos de serviço) ou, se feito dentro da sala de jogo, chama-se batota. Em qualquer dos casos é ilegal e dá prisão.
Em Barcelona, nas Ramblas, a este jogo chama-se "vermelhinha" e é jogado por magrebinos. Em Las Vegas este passe de mágica ou está no palco (feito por qualquer Luís de Matos de serviço) ou, se feito dentro da sala de jogo, chama-se batota. Em qualquer dos casos é ilegal e dá prisão.
As assessorias de Cavaco
A equipa que Cavaco montou para o acompanhar no seu percurso em Belém, tem uma característica curiosa: verifica o duplo princípio de Peter (?).
De tanta cinzentude e mediania não lhe vai fazer grande sombra...nem a Sócrates. Deve ser a isto que se chama condições contextuais para a cooperação estratégica entre poderes.
De tanta cinzentude e mediania não lhe vai fazer grande sombra...nem a Sócrates. Deve ser a isto que se chama condições contextuais para a cooperação estratégica entre poderes.
Óscares
Lembro-me do Óscar Acúrcio. E do Sr. Óscar...o único Labrador preto com doença bipolar que conheci. Lembro-me de um defesa esquerdo da Briosa, de seu nome Manuel Óscar. E de tantos óscares que ficaram por atribuir a tantos filmes bons. Este ano lá para os lados do Kodak Theatre (ou algo assim) "the members of the academy" lembraram-se dos mesmos óscares que eu...ainda bem.
Sampaio*
Tenho de voltar ao tema. É mais forte que eu. Não é nada contra o DN, que se tem tornado num excelente produto. Tão pouco contra a Ana Sá Lopes, jornalista de qualidade indiscutível. Também não quero que me tomem por um daqueles cobardolas que aproveita o virar de costas do senhor para lhe mandar pedras às costas. Mas:
- Faz sentido um Presidente da República em fim de funções preferir um jornalista em prol de outros no acompanhamento das suas actividades públicas?
- Não fazia mais sentido arranjar uma biógrafa para umas conversas pós-mandato?
(*Ler quatro post abaixo)
- Faz sentido um Presidente da República em fim de funções preferir um jornalista em prol de outros no acompanhamento das suas actividades públicas?
- Não fazia mais sentido arranjar uma biógrafa para umas conversas pós-mandato?
(*Ler quatro post abaixo)
Aún la entrevista al periódico ABC*
No sé quien la "negoció" pero ni una llamada en primera página...!? Poco, para el futuro presidente de uno Estado vecino. Ah, y amigo. Muy amigos que son los portugueses. Que amigos, son ellos, que amigos.
* Post dedicado a um acérrimo defensor da independência lusa: Luis Rosa.
* Post dedicado a um acérrimo defensor da independência lusa: Luis Rosa.
Portas o comentador
"Sócrates é um homem de sorte." Tem razão o líder, desculpem, ex-líder do CDS/PP ao reconhecer "talento" no actual primeiro-ministro. Acrescenta-se: equipa - quem com ele pense-, não age em cima do joelho e, como diz Portas, sabe bem que é dono dos seus silêncios e refém das suas palavras. Ao contrário de outros, donos das suas palavras e reféns dos seus disparates.
A sorte treina-se porque é sempre prático ter uma boa teoria. E as estrelas, mesmo para os mais crentes, não explicam tudo. Seja, por tudo isto bem vindo, dr Portas, que o espaço é todo seu - para azedume da estrela cadente da RTP, MRS, confinado ao "possível". Mediocre, acrescente-se.
A sorte treina-se porque é sempre prático ter uma boa teoria. E as estrelas, mesmo para os mais crentes, não explicam tudo. Seja, por tudo isto bem vindo, dr Portas, que o espaço é todo seu - para azedume da estrela cadente da RTP, MRS, confinado ao "possível". Mediocre, acrescente-se.
Sampaio, também, não chora
P.S. O jornal de JMF publica hoje uma nota curiosa: "O Público ficou impossibilitado de relatar aos leitores a visita de Sampaio à ala livre de drogas porque não foi autorizado a acompanhar o Presidente, que reservou esse momento a apenas um orgão de informação". Além de condecorar, antes de sair, o Sampas também dá caixas. G`anda pinta!
06 março 2006
Anestesia
O hospital não cheirava a clorofórmio, mas a sua arquitectura do estado novo sim. De lá para cá, só vi pessoas cinzentas, de roupas cansadas e rugas sem idade, de cá para lá. Estava frio de fim de inverno, de céu entaramelado de nuvens, de humidade covarde a ameaçar chuva e a não cair uma gota. E eu tinha a cabeça cheia de imagens e de histórias e de nomes de gente e de relatos que não quero esquecer. E mais uma coisa pequenina lá dentro de que agora não interessa falar.
Privado
Nestas noites em que ando a saltitar entre blogs desconhecidos e anónimos, sinto-me como se andasse na rua a espreitar para dentro de casas com a luz acesa e sem cortinas nas janelas.
A nova brigada de resposta rápida da PJ
Não é por uma questão económica, porque ao contrário da China que está a refrear a economia, Portugal bem precisa de a estimular.
Nem é por uma necessidade logística, dado que tanto a PSP (com o Grupo de Operações Especiais) como a GNR (com a Companhia de Operações Especiais) têm unidades com semelhantes características.
Não é por uma questão operacional porque as brigadas existentes têm dado resultados positivos.
Não é por uma questão de necessidade iminente, dado que a evolução do crime em Portugal, salvo prova em contrário, não tem sido justificada pela inexistência de mais uma força com estas características.
Alguém nos explica porque precisamos de mais uma unidade de resposta rápida?
Nem é por uma necessidade logística, dado que tanto a PSP (com o Grupo de Operações Especiais) como a GNR (com a Companhia de Operações Especiais) têm unidades com semelhantes características.
Não é por uma questão operacional porque as brigadas existentes têm dado resultados positivos.
Não é por uma questão de necessidade iminente, dado que a evolução do crime em Portugal, salvo prova em contrário, não tem sido justificada pela inexistência de mais uma força com estas características.
Alguém nos explica porque precisamos de mais uma unidade de resposta rápida?
05 março 2006
Solidário, mas pouco. Muito pouco
A ideia do Governo de Sócrates e Vieira da Silva de dar um COMPLEMENTO SOLIDÁRIO aos idosos pobres é excelente. É de aplauso porque é isto (apoiar quem precisa) que o Estado deve fazer. Mas ainda está por inventar a medida que me vai fazer aplaudir sem questionar.
Então não é que, em apenas um mês, já pediram ajuda 57 MIL idosos.
E então não é que, um ano depois da promessa, só há 613 idosos que vão receber o suplemento.
E então não é que, em campanha, Sócrates falou em 300 MIL idosos.
Contas: Em Março, apenas, 1% dos idosos que pediu ajuda vai recebê-la.
Em 2006, apenas, 0,2% dos idosos referidos na campanha de 2005 têm garantido apoio.
Então não é que, em apenas um mês, já pediram ajuda 57 MIL idosos.
E então não é que, um ano depois da promessa, só há 613 idosos que vão receber o suplemento.
E então não é que, em campanha, Sócrates falou em 300 MIL idosos.
Contas: Em Março, apenas, 1% dos idosos que pediu ajuda vai recebê-la.
Em 2006, apenas, 0,2% dos idosos referidos na campanha de 2005 têm garantido apoio.
Sondagem
Aqui as coisas estão mais azuis. A última sondagem aponta para 45% de convictos na vitória portista no campeonato, 33% num Benfica campeão e, apenas, 22% na vitória leonina. É da vida...como diria o Guterres. É da vida...
A pergunta que o Expresso não fez
04 março 2006
Visita grátis a Guantanamo

Dois suiços criaram um programa informático que permite visitar a secreta Guantanamo. Não estão lá os terroristas laranja, mas, para quem tiver paciência e espaço para instalar o programa, o Insubmisso oferece uma viagem grátis.
Conselho de fim-de-semana
Vao ao cinema ver o Good Night, and Good Luck., que acabou de estrear.É sobre a televisão, o jornalismo e a política. Mas, sobretudo, é sobre bom gosto e bom senso. Um filme que pode bem ser o melhor do ano e que é uma estreia auspiciosa de realização. Já fazia falta.
Diz-me, espelho meu...


O espelho da visita de Bush ao Paquistão etá com problemas no reflexo. O sr. presidente da América joga críquete num colégio, enquanto o povo sai à rua para queimar bandeiras dos EUA e de Israel.
Decididamente, se fosse o nosso MNE a visitar o Paquistão a imagem e o reflexo só podiam ser outros. Ficava Freitas a queimar cartoons e o povo a jogar à bola. Bush e Freitas estão bem um para o outro.
Lido nos jornais
Lido com muita apreensão
Sócrates na entrevista ao Expresso:
"NÃO HAVERÁ MAIS AUMENTOS DE IMPOSTOS NA LEGISLATURA, PARA ALÉM, CLARO ESTÁ, DOS QUE ESTÃO PREVISTOS NO PACTO DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO ENTREGUE EM BRUXELAS.
Nota: Só pode ser um erro de transcrição do Expresso ou de formulação do primeiro-ministro. Não estão previstos mais aumentos de impostos no PEC, pois não?
Lido com um grande sorriso
Título do Público a propósito da visita de Sarkozy
"FRANÇA PÕE EXPERIÊNCIA COM BAIRROS PROBLEMÁTICOS "À DISPOSIÇÃO" DE PORTUGAL".
Nota: Só pode ser uma piada do Público. Suprema ironia ao serviço do jornalismo. A malta não está interessada em atear o fogo para aprender como se apaga. Merci. Não estamos mesmo nada interessados na vossa experiência.
Sócrates na entrevista ao Expresso:
"NÃO HAVERÁ MAIS AUMENTOS DE IMPOSTOS NA LEGISLATURA, PARA ALÉM, CLARO ESTÁ, DOS QUE ESTÃO PREVISTOS NO PACTO DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO ENTREGUE EM BRUXELAS.
Nota: Só pode ser um erro de transcrição do Expresso ou de formulação do primeiro-ministro. Não estão previstos mais aumentos de impostos no PEC, pois não?
Lido com um grande sorriso
Título do Público a propósito da visita de Sarkozy
"FRANÇA PÕE EXPERIÊNCIA COM BAIRROS PROBLEMÁTICOS "À DISPOSIÇÃO" DE PORTUGAL".
Nota: Só pode ser uma piada do Público. Suprema ironia ao serviço do jornalismo. A malta não está interessada em atear o fogo para aprender como se apaga. Merci. Não estamos mesmo nada interessados na vossa experiência.
Olho por olho, dente por dente, alguém põe mão nesta gente?
Era miúdo mas já ia ao estádio. Vê-lo pontapear a bola, caneleiras curtas, meias descaídas, ar desconcertado, dava-me gozo. E enchia-me de orgulho. Valcx trazia-me à memória Koeman que, também pela força do pontapé, me fez adepto do Barcelona. Se pudesse lançava-lhes um repto. Simples, para quem, como poucos, domina esta arte. Que mostrassem a estes dois idiotas para que servem uns valentes pontapés. Enchia-me de orgulho se trocassem o pontapé na bola pelo petardo nestas cabeças ocas. E a festa do futebol, pelos remates baliza-a-baliza. Mas o Mundo não é selva e nós, os amantes da vida, longe de selváticos. Fica a revolta pela selvajaria que salta à vista. E a noção de que o orgulho, a existir, seguia o destino do Iuri: morria.
03 março 2006
Anda meio mundo à procura de meio mundo e ninguém se encontra
Recebo sms de vários moços da minha geração (todos eles sem doenças nem deformidades) que se queixam de não encontrarem moças disponíveis e interessantes.
Recebo sms de várias moças da minha geração (todas elas sem doenças nem deformidades) que se queixam de não encontrarem moços disponíveis e interessantes.
Aqui temos um caso em que «o mercado» não funciona.
Vale sempre a pena ler o Pedro Mexia.
Amanhã, bem cedo, tenho uma aula de economia. Vou colocar a dúvida.
Terá chorado?
Spooky
Por favor,
ALGUÉM ME EXPLICA ISTO?
Deve haver uma lógica matemática qualquer, mas eu confesso que não percebo.
[actualização: encontrei uma regra padrão, mas ainda não detectei a lógica matemática]
ALGUÉM ME EXPLICA ISTO?
Deve haver uma lógica matemática qualquer, mas eu confesso que não percebo.
[actualização: encontrei uma regra padrão, mas ainda não detectei a lógica matemática]
Ensino Superior: a vergonha II
By the way. Todos os projectos educativos e alterações de cursos (passagem a 3 anos e formulação de cursos de mestrados) têm que estar no Ministério até 31 de Março de 2006. Há instituições de ensino que, como não fizeram o trabalho de casa, ainda não começaram os seus processos internos de alteração e vão fazer tudo na próxima quinzena.
E assim se altera um sistema de ensino superior em 15 dias....depois de, obviamente, longa, aturada e madura reflexão, análise e desenho dos ajustamentos e evoluções.
Recordo que todos tiveram 8 anos para pensar e fazer isto...mas perdeu-se tanto tempo com o síndrome da comissionite e da reunite à portuguesa que agora a única solução é ir para a batalha naval de barco a remos.
E assim se altera um sistema de ensino superior em 15 dias....depois de, obviamente, longa, aturada e madura reflexão, análise e desenho dos ajustamentos e evoluções.
Recordo que todos tiveram 8 anos para pensar e fazer isto...mas perdeu-se tanto tempo com o síndrome da comissionite e da reunite à portuguesa que agora a única solução é ir para a batalha naval de barco a remos.
Ensino Superior: a vergonha
Tive acesso a todas as propostas de legislação relativas à reestruturação do ensino superior decorrente da aplicação de Bolonha.
Primeira grande conclusão: os Conselhos Científicos já eram. Agora os Conselhos Directivos e as Reitoria tornam-se "o poder". Lá se vai a bagunça da defesa de feudos ditada pelos professores do ensino superior. Acabou a feitura de cursos à medida dos galos que existem em cada capoeira e das parvoeiras que atrasaram definitivamente grande parte do nosso sistema de ensino relativamente aos seus congéneres europeus. O modelo aplicado até aqui à gestão hospitalar passa para a gestão das unidades de ensino superior.
Segunda grande conclusão: o Ministério do Ensino Superior não está a supervisionar convenientemente os processos de transição das intituições de ensino para Bolonha. Estão a aceitar tudo o que lhes seja proposto que cumpra os requisitos minímos. Deixam para as futuras Agências de Acreditação decisões mais vigorosas. Obviamente as instituições de ensino superior, antecipando a perda de poder dos seus corpos docentes, estão a minar completamente o processo "martelando" vigorosamente os planos de cursos e a validade cientifica das propostas educativas para defender ao máximo os interesses instalados ("os criminosos andam sempre à frente da polícia").
Terceira conclusão: o espirito de Bolonha, que tanta mudança está a produzir por essa Europa fora e que finalmente está a permitir ao espaço europeu comparar-se ao dominante espaço anglo-saxónico, está a ser completamente subvertido em Portugal. A educação centrada no aluno está a ser substituída pela educação centrada no tacho do professor.
E o Mariano que é Gago continua a assobiar para o ar de uma forma vergonhosa e chocante como se tudo estivesse a correr de modo normal.
E esta, que deveria ser a reforma por excelência em Portugal, porque catapultaria o nosso país para o outro patamar, está a ser efectuada de forma leviana.
Uma vergonha e mais umas dezenas de anos de atraso. Tenham juízo senhores burocratas.
Primeira grande conclusão: os Conselhos Científicos já eram. Agora os Conselhos Directivos e as Reitoria tornam-se "o poder". Lá se vai a bagunça da defesa de feudos ditada pelos professores do ensino superior. Acabou a feitura de cursos à medida dos galos que existem em cada capoeira e das parvoeiras que atrasaram definitivamente grande parte do nosso sistema de ensino relativamente aos seus congéneres europeus. O modelo aplicado até aqui à gestão hospitalar passa para a gestão das unidades de ensino superior.
Segunda grande conclusão: o Ministério do Ensino Superior não está a supervisionar convenientemente os processos de transição das intituições de ensino para Bolonha. Estão a aceitar tudo o que lhes seja proposto que cumpra os requisitos minímos. Deixam para as futuras Agências de Acreditação decisões mais vigorosas. Obviamente as instituições de ensino superior, antecipando a perda de poder dos seus corpos docentes, estão a minar completamente o processo "martelando" vigorosamente os planos de cursos e a validade cientifica das propostas educativas para defender ao máximo os interesses instalados ("os criminosos andam sempre à frente da polícia").
Terceira conclusão: o espirito de Bolonha, que tanta mudança está a produzir por essa Europa fora e que finalmente está a permitir ao espaço europeu comparar-se ao dominante espaço anglo-saxónico, está a ser completamente subvertido em Portugal. A educação centrada no aluno está a ser substituída pela educação centrada no tacho do professor.
E o Mariano que é Gago continua a assobiar para o ar de uma forma vergonhosa e chocante como se tudo estivesse a correr de modo normal.
E esta, que deveria ser a reforma por excelência em Portugal, porque catapultaria o nosso país para o outro patamar, está a ser efectuada de forma leviana.
Uma vergonha e mais umas dezenas de anos de atraso. Tenham juízo senhores burocratas.
As prioridades da PJ
Talvez com a manchete de hoje do DN o ministro da Justiça tenha percebido a embrulhada em que se meteu. Diz o DN que o director da PJ deixou para trás, na definição das prioridades de investigação, o crime económico.
Imaginem agora o que vai ser quando for o Governo a definir estas prioridades, já a partir de Março. O ministro dá prioridade ao terrorismo? "Então e o crime económico?", perguntará a sociedade. O ministro escolhe o crime económico? "Então e o terrorismo, sr. ministro?". Alberto Costa meteu-se numa alhada. Essa é que é a verdade.
Imaginem agora o que vai ser quando for o Governo a definir estas prioridades, já a partir de Março. O ministro dá prioridade ao terrorismo? "Então e o crime económico?", perguntará a sociedade. O ministro escolhe o crime económico? "Então e o terrorismo, sr. ministro?". Alberto Costa meteu-se numa alhada. Essa é que é a verdade.
Um país para rifar
Pois é David. O ministro até nem é grande coisa, mas eu gabo-lhe a coragem de querer decidir e, assim, assumir a responsabilidade das suas decisões.
A coisa agora provoca uma grande perplexidade:
A ameaça terrorista sobre Portugal é mais ou menos igual a zero (com o MNE que temos deve até ser inferior a zero). Já o crime económico é o pão nosso de cada dia.
Vamos no bom caminho, sobre isso não há dúvida...
Razão tem o Medina Carreira. O Governo anda a fazer de conta que isto (Portugal) está a mudar e nós andamos a fazer de conta que acreditamos.
A coisa agora provoca uma grande perplexidade:
A ameaça terrorista sobre Portugal é mais ou menos igual a zero (com o MNE que temos deve até ser inferior a zero). Já o crime económico é o pão nosso de cada dia.
Vamos no bom caminho, sobre isso não há dúvida...
Razão tem o Medina Carreira. O Governo anda a fazer de conta que isto (Portugal) está a mudar e nós andamos a fazer de conta que acreditamos.
02 março 2006
Do topete
"Só espero que para o resto da sua vida sinta algum remorso sabendo o que eu lutei, quando o senhor ainda não era nascido ou andava de cueiros, para haver democracia e liberdade em Portugal (...). É preciso topete!"
Freitas do Amaral, no Parlamento
Topete - parte do cabelo que se eriça na frente da cabeça e também na cabeleira dos palhaços; parte anterior na crina do cavalo pendente sobre a testa; penas alongadas que se levantam na cabeça de algumas aves.
Pop. cachimónia; cabeça; descaramento; audácia.
Não inventei. Está no dicionário da Lello & Irmão, editado em 1986
Freitas do Amaral, no Parlamento
Topete - parte do cabelo que se eriça na frente da cabeça e também na cabeleira dos palhaços; parte anterior na crina do cavalo pendente sobre a testa; penas alongadas que se levantam na cabeça de algumas aves.
Pop. cachimónia; cabeça; descaramento; audácia.
Não inventei. Está no dicionário da Lello & Irmão, editado em 1986
Quem freita* assim, topeta
Não percebo porque é que falam assim do sr. ministro dos Negócios Estrangeiros. Antigamente, havia respeito! Hoje em dia... é isto! Que licenciosidade! Que topete!
*freitar - fazer frutífero; aproveitar a terra para dar frutos
*freitar - fazer frutífero; aproveitar a terra para dar frutos
Ai República! Como tu andas, rapariga
Resisti. Resisti.Resisti.Resisti. Resisti. E depois desisti!
Vou mesmo comentar o senhor professor Freitas do Amaral.
O homem é doido. É doido e tem a cobertura total do nosso primeiro. Por uma razão que eu ainda não consegui perceber, para ele, passou a ser possível dizer tudo o que lhe apetece:
"Violência compreensível" que "não era essencial" condenar.
E diz tudo isto garantindo que passou a vida a lutar para que todos nós, portugueses, tivéssemos liberdade e democracia.
Eu já estou a trabalhar há quase doze horas. Só pode ser cansaço. Ele não disse nada daquilo, eu é que não gosto dele e ouço coisas. Ainda há pouco ouvi notícias sobre mais umas condecorações do doutor Jorge Sampaio. Esta eu sei que é mentira. Ele já nem é Presidente. Se tivesse mais uns dias, até a mim me tinha chamado.
Viva a República! Ganda maluca...
Vou mesmo comentar o senhor professor Freitas do Amaral.
O homem é doido. É doido e tem a cobertura total do nosso primeiro. Por uma razão que eu ainda não consegui perceber, para ele, passou a ser possível dizer tudo o que lhe apetece:
"Violência compreensível" que "não era essencial" condenar.
E diz tudo isto garantindo que passou a vida a lutar para que todos nós, portugueses, tivéssemos liberdade e democracia.
Eu já estou a trabalhar há quase doze horas. Só pode ser cansaço. Ele não disse nada daquilo, eu é que não gosto dele e ouço coisas. Ainda há pouco ouvi notícias sobre mais umas condecorações do doutor Jorge Sampaio. Esta eu sei que é mentira. Ele já nem é Presidente. Se tivesse mais uns dias, até a mim me tinha chamado.
Viva a República! Ganda maluca...
Quem quer comprar esta sinopse?
Viana do Castelo, 02 Mar (Lusa) - O Tribunal Judicial de Arcos de Valdevez condenou hoje a um ano de prisão, com pena suspensa por dois, uma mulher que escondeu durante quase três anos o cadáver do marido na arca frigorífica da sua habitação.
Viva o Tolentino
Eu não conheço pessoalmente o Tolentino da Nóbrega, jornalista do Público na Madeira, mas acho que ele merece a medalha com que o sr. Presidente o condecora hoje: o homem anda há anos a aturar as azias do dr. Alberto João!
O que eu gosto deste tipo
Freitas do Amaral diz que condenar violência "não era o essencial"
Lisboa, 02 Mar (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que condenar a violência gerada pela publicação de caricaturas de Maomé "não era o essencial", sublinhando que Portugal já tinha manifestado essa posição num comunicado conjunto da União Europeia (UE).
Lisboa, 02 Mar (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que condenar a violência gerada pela publicação de caricaturas de Maomé "não era o essencial", sublinhando que Portugal já tinha manifestado essa posição num comunicado conjunto da União Europeia (UE).
A Europa falhou 1
Ao pé do que se está a passar nestes dias, o falhanço da Constituição Europeia é apenas uma brincadeira de meninos. O Governo português impõe condições a um grupo (também ele português) que quer comprar a PT; Zapatero muda a lei para impedir uma OPA alemã a uma empresa espanhola, a Endesa; Villepin faz uma fusão preventiva de empresas do sector energético, evitando a entrada de capital estrangeiro. Perante isto, gostava de saber que raio de mercado único é este. Alguém sabe a resposta?
Sobre Espanha
Espanha é o país politicamente mais vivo que conheço. Por lá, as televisões falam de política e de economia sem tabus, sem complexos, sem medo que os espanhóis não o queiram. Por lá, discutem-se OPA's, autonomias, zonas sem fumo, diálogos com a ETA e até uma decisão dos príncipes de enviar para os EUA as células estaminais da Infanta Leonor. Discute-se tudo.
Por lá, os jornais assumem posições políticas, sem temores de represálias. Há manifestações na rua, a oposição aparece (com Aznar recuperado), o chefe de Governo vai à rua, faz comícios, defende a sua política e entra no combate.
Espanha é, digo eu, uma nação – não como nós, que existimos quase por obra e graça do Espírito Santo (de um cógigo genético que não quisémos mas que agradecemos), mas porque os espanhóis assim o quiseram e ainda querem.
Hoje, José Luis Zapatero dá o seu melhor para reconstruir a Espanha aos seus olhos. Mas hoje, como ontem, a Espanha é dos espanhóis – Zapatero proíbe o tabaco, mas os restaurantes em Madrid permitem o livre fumo; Zapatero indica um diálogo com a ETA, mas as ruas em Madrid enchem-se de manifestantes; Zapatero aceita maior autonomia para a Catalunha, mas os jornais contestam e os empresários fazem-se ouvir e mostram-se cépticos face à evolução do processo.
Espanha é como é. Espanha é Madrid, Barcelona, Bilbau, Valência, Saragoça, Vigo, Curunha... tudo junto, tudo autónomo. Tudo vivo.
Então e nós?
Por lá, os jornais assumem posições políticas, sem temores de represálias. Há manifestações na rua, a oposição aparece (com Aznar recuperado), o chefe de Governo vai à rua, faz comícios, defende a sua política e entra no combate.
Espanha é, digo eu, uma nação – não como nós, que existimos quase por obra e graça do Espírito Santo (de um cógigo genético que não quisémos mas que agradecemos), mas porque os espanhóis assim o quiseram e ainda querem.
Hoje, José Luis Zapatero dá o seu melhor para reconstruir a Espanha aos seus olhos. Mas hoje, como ontem, a Espanha é dos espanhóis – Zapatero proíbe o tabaco, mas os restaurantes em Madrid permitem o livre fumo; Zapatero indica um diálogo com a ETA, mas as ruas em Madrid enchem-se de manifestantes; Zapatero aceita maior autonomia para a Catalunha, mas os jornais contestam e os empresários fazem-se ouvir e mostram-se cépticos face à evolução do processo.
Espanha é como é. Espanha é Madrid, Barcelona, Bilbau, Valência, Saragoça, Vigo, Curunha... tudo junto, tudo autónomo. Tudo vivo.
Então e nós?
Eduardo Lago, castelhano
Regresso de Espanha, quatro dias depois, a ler em castelhano. "Old habits dont die", já dizem os ingleses. E para seguir a tradição, entrei numa daquelas livrarias que mais parecem uma biblioteca, lá pelo centro de Madrid, decidido a encontrar alguma coisa desconhecida. Trouxe Eduardo Lago, com um "Llámame Brooklyn" fantástico, em espanhol puro, que conta um conto sobre um jornalista a quem um amigo que morreu pediu que lhe acabasse o seu único romance.
A língua castelhana está bem viva, como está muito viva a nação espanhola – diga-se o que se disser sobre as autonomias, a Catalã e a Basca. Basta ir a Madrid para o comprovar. Basta ler Eduardo Lago para saber porquê.
A língua castelhana está bem viva, como está muito viva a nação espanhola – diga-se o que se disser sobre as autonomias, a Catalã e a Basca. Basta ir a Madrid para o comprovar. Basta ler Eduardo Lago para saber porquê.
O furacão W.
Bush, que quatro dias depois do Katrina garantiu que a tragédia "era impossível de prever", foi avisado no dia anterior à chegada do furacão a Nova Orleães que "os diques podiam ceder".Não é uma história inventada, é a notícia do dia.
E se aquilo fosse uma democracia a sério o senhor já se tinha demitido. Não é anti-americanismo primário, numa democracia a sério o crime tem castigo. E, no mínimo, estamos perante um crime por negligência.
Eram negros e eram pobres e não é preciso fazer um grande esforço de memória para nos lembrarmos do que aconteceu. Morreram mais de mil e duzentas pessoas.
Sou de um país tropical

Ainda não eram nove da manhã e eu já estava no jornal. Este é mais um dia de uma semana que teve um feriado na terça (nem sequer é feriado oficial) e Lisboa está com um trânsito que anda nem pela metade do que é habitual.
É tão bom viver num dos países mais desenvolvidos da América Latina. Ninguém faz nada. São férias todo o ano.
Verdade, eu sou dos que alinho por esta forma de estar na vida. Se é possível não fazer nada, não faças! Está quieto. Mais semana, menos semana, o sol está de volta.
Até q`enfim
Nos congressos do PSD quem apresenta moção de estratégia global terá que encher o peito e apresentar candidatura à liderança. Está a ouvir, dr António Borges? Ah? Está a ouvir, ou não? Não se faça de distraído. Sim, esta foi direitinha para si. Uma boa decisão de Marques Mendes que surge no dia em que os insuspeitos DN, TSF e Marktest dizem que não é quem os portugueses querem na liderança do PSD e da oposição. Marcelo Rebelo de Sousa(29%) e Manuela Ferreira Leite (15%) estão à sua frente(7,9%), Borges lado-a-lado (7,9%), Menezes(7,8%) na calha e Santana (6,8 %) atrás. E Nuno Morais Sarmento porque não foi incluído na sondagem?
Leitura estatística: A TSF acrescenta que Mendes é o "quarto" na lista de preferencias do eleitorado. Será que os 7,9 % de Borges valem mais do que os 7,9 % de Mendes?
Leitura estatística: A TSF acrescenta que Mendes é o "quarto" na lista de preferencias do eleitorado. Será que os 7,9 % de Borges valem mais do que os 7,9 % de Mendes?
01 março 2006
Blasfémias futebolísticas
A selecção do Scolari não ligou nenhuma à política determinada pelo nosso MNE e ganhou à Arábia Saudita (terra de Meca). Está mal!
Pior ainda, o comentador da RTP (televisão pública do engenheiro Sócrates e professor Freitas) passou o jogo a brincar com o nome dos islâmicos.
Era porque um se chama Ali e o comentador insistia em dizer que ele para ali não ia que a defesa lusa não deixava.
Era porque outro se chamava Mohamed Ahvai e o comentador dizia que ele vai, mas já não vai que a defesa lusa não deixava.
E mais uns mimos desta ordem. Está mal!
Depois queixem-se que eles não mandam petróleo. Exerça o seu poder, senhor ministro! Corra com o Scolari.
Pior ainda, o comentador da RTP (televisão pública do engenheiro Sócrates e professor Freitas) passou o jogo a brincar com o nome dos islâmicos.
Era porque um se chama Ali e o comentador insistia em dizer que ele para ali não ia que a defesa lusa não deixava.
Era porque outro se chamava Mohamed Ahvai e o comentador dizia que ele vai, mas já não vai que a defesa lusa não deixava.
E mais uns mimos desta ordem. Está mal!
Depois queixem-se que eles não mandam petróleo. Exerça o seu poder, senhor ministro! Corra com o Scolari.
Balasfémias
A Blogosfera está em festa. O Blasfémias faz anos.
parabéns a vocês, nesta data querida, muitas blasfémias, muitos anos de vida...
parabéns a vocês, nesta data querida, muitas blasfémias, muitos anos de vida...
O meu herói!

Sei lá se o Sócrates esteve mesmo em Veneza. Sei lá se a foto é verdadeira ou é uma montagem. Pedia-a emprestada ao Jumento porque esta é a foto do Carnaval 2006.
Quando ele foi para o Quénia fiquei chateado, quando foi para a Suiça fiquei preocupado. Agora acho que ele fez muito em deixar o país em paz durante quatro ou cinco dias.
Frida me mata
Ainda sobre as polémicas da Lusa
A propósito do que Vasco Pulido Valente escreveu n'O Espectro, julgo conveniente lembrar o seguinte:
Quatro meses depois da Lusa ter feito esta notícia, o Diário Económico avançava esta manchete:
"Empresários criticam Santana Lopes por instabilidade política".
Foram ouvidos Filipe de Botton (Logoplaste), Atílio Forte (Confederação de Turismo), Paulo Amorim (G7 do vinho), João Salgueiro (Ass. Portuguesa de Bancos), Pedro Ferraz da Costa (ex-presidente da CIP), Henrique Neto (Iberomoldes), Mira Amaral (ex-presidente CGD), António Nogueira Leite (Grupo Mello), José de Sousa (Liberty Seguros), Filipe Soares Franco (OPCA), José Manuel Fernandes (Frezite), Rui Alegre (Amorim Imobiliária), Bernardo Vasconcellos e Souza (Vista Alegre), Rui Viana (AICCOPN).
O trabalho é o mesmo: ouvir empresários. A opinião dos ditos empresários é que tinha mudado, quatro meses depois. Mas, nesta altura, ninguém falou em "pressão insolente e aberta". Ninguém criticou o Diário Económico. Antes pelo contrário. E isto porque o DE fez o que lhe competia: jornalismo. A minha pergunta é: se os empresários contactados pelo DE tivessem dito que estavam muito satisfeitos com Santana, isso já seria "pressão insolente e aberta"? Deixaria de ser jornalismo? Seria o quê? Ou só se pode falar de "pressão insolente e aberta" no caso da Lusa por ser a Lusa "que o Estado tutela"? São apenas perguntas.
É que, ainda para mais, o Presidente da República anunciou, nessa mesma tarde, no dia da manchete do DE, a dissolução da Assembleia, alegando, entre a sucessão de "episódios", a "quebra de confiança com os agentes económicos".
Quatro meses depois da Lusa ter feito esta notícia, o Diário Económico avançava esta manchete:
"Empresários criticam Santana Lopes por instabilidade política".
Foram ouvidos Filipe de Botton (Logoplaste), Atílio Forte (Confederação de Turismo), Paulo Amorim (G7 do vinho), João Salgueiro (Ass. Portuguesa de Bancos), Pedro Ferraz da Costa (ex-presidente da CIP), Henrique Neto (Iberomoldes), Mira Amaral (ex-presidente CGD), António Nogueira Leite (Grupo Mello), José de Sousa (Liberty Seguros), Filipe Soares Franco (OPCA), José Manuel Fernandes (Frezite), Rui Alegre (Amorim Imobiliária), Bernardo Vasconcellos e Souza (Vista Alegre), Rui Viana (AICCOPN).
O trabalho é o mesmo: ouvir empresários. A opinião dos ditos empresários é que tinha mudado, quatro meses depois. Mas, nesta altura, ninguém falou em "pressão insolente e aberta". Ninguém criticou o Diário Económico. Antes pelo contrário. E isto porque o DE fez o que lhe competia: jornalismo. A minha pergunta é: se os empresários contactados pelo DE tivessem dito que estavam muito satisfeitos com Santana, isso já seria "pressão insolente e aberta"? Deixaria de ser jornalismo? Seria o quê? Ou só se pode falar de "pressão insolente e aberta" no caso da Lusa por ser a Lusa "que o Estado tutela"? São apenas perguntas.
É que, ainda para mais, o Presidente da República anunciou, nessa mesma tarde, no dia da manchete do DE, a dissolução da Assembleia, alegando, entre a sucessão de "episódios", a "quebra de confiança com os agentes económicos".
Eu quero o meu Já
"Cada português vai receber 1.602 euros de Bruxelas
Nos próximos sete anos, Portugal deverá receber transferências da União Europeia (UE) num valor total de 28.301 milhões de euros, e pagar, a título de contribuição para os orçamentos comunitários, 11.429 milhões".
Jornal de Negócios, 1.3.2006
Eu quero o meu, em cash, na adjudicação, e de preferência em notas usadas. Estou disposto a negociar juros compensatórios pelo cash advance.
Nos próximos sete anos, Portugal deverá receber transferências da União Europeia (UE) num valor total de 28.301 milhões de euros, e pagar, a título de contribuição para os orçamentos comunitários, 11.429 milhões".
Jornal de Negócios, 1.3.2006
Eu quero o meu, em cash, na adjudicação, e de preferência em notas usadas. Estou disposto a negociar juros compensatórios pelo cash advance.
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