31 março 2006
Sobre as ditas...
...reformas avançadas pelo Governo esta semana, vulgo Simplex e PRACE, digo como dizia o cego: pago para ver.
Tiro ao lado
Compras de fim de dia
Ele metro e muito, senão mesmo dois. Ela loira, simpática, meio perdida nos corredores do Corte Inglés. Ele risonho, bem consigo, simpático. Ela, vestido de verão, casaco de ganga. Ele com a filha pela mão direita. Ela em busca de bancadas e exaustores. Ele com uma placa de "churrasco" na mão esquerda. Ela, uma ilustre desconhecida, insistia nas cozinhas. Ele, Moretto, guarda-redes do Benfica, espera-se que coloque os frangos - TODOS -, no churrasco. Ela, reza para que ele não seja churrascado.
29 março 2006
Há-de vir quem há-de parir a paridade
O PS faz amanhã aprovar uma lei estúpida e imbecil que estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos. Por piada, só dá vontade de perguntar qual é o terceiro sexo?
Porque é que há-de haver uma lei a obrigar as mulheres a entrarem na política? Mesmo que não valham um chavo, só porque sim...? E depois o que é que se faz ao mérito?
Porque não há-de haver uma lei da paridade noutras profissões? Quotas de mulheres nos taxistas, quotas de homens nos jornalistas? Quotas de mulheres nos picheleiros, quotas de homens nas limpezas?
É isto a igualdade de géneros? Parece-me claramente que não.
Porque é que há-de haver uma lei a obrigar as mulheres a entrarem na política? Mesmo que não valham um chavo, só porque sim...? E depois o que é que se faz ao mérito?
Porque não há-de haver uma lei da paridade noutras profissões? Quotas de mulheres nos taxistas, quotas de homens nos jornalistas? Quotas de mulheres nos picheleiros, quotas de homens nas limpezas?
É isto a igualdade de géneros? Parece-me claramente que não.
Sócrates, o Benfica e a economia
Cito José Sócrates, escrito pelo jornal "O Jogo" após o empate a zero de ontem:
«O primeiro-ministro revelou ainda ter "esperança que o Benfica passe" e, apesar de reconhecer que "o Barcelona é uma grande equipa", frisa que isso só "vai dignificar ainda mais a vitória do Benfica"».
A confiança de José Sócrates no Benfica é, assim parece, igual à que o mesmo Sócrates deposita, nestes dias, na recuperação da economia portuguesa. Para ser absolutamente sincero, não sei em qual acredite menos.
«O primeiro-ministro revelou ainda ter "esperança que o Benfica passe" e, apesar de reconhecer que "o Barcelona é uma grande equipa", frisa que isso só "vai dignificar ainda mais a vitória do Benfica"».
A confiança de José Sócrates no Benfica é, assim parece, igual à que o mesmo Sócrates deposita, nestes dias, na recuperação da economia portuguesa. Para ser absolutamente sincero, não sei em qual acredite menos.
O difícil começa agora
O GOverno aprova amanhã o programa de reestruturação da Adminisração Pública. É o primeiro passo de uma longa caminhada que terá tanto de difícil como de decisiva. Cumpra Sócrates o seu novo desígnio ("menos Estado, melhor Estado") e já fez o seu papel. Será?
SLB III - a verdade
O outro metralha não está na imagem porque, na altura da foto, estava na Catedral a roubar penalties contra o Benfica
SLB II
Para que ninguém tenha dúvidas esta foi a vaca que acompanhou ontem o Benfica na Catedral. Na imagem vê-se a dita a gozar um merecido período de repouso, acompanhada por um amigo, que o Insubmisso não conseguiu identificar.
Requerimento do Bloco de Esquerda
ASSUNTO: Violação da Lei da Liberdade Religiosa pelo Protocolo de Estado
Apresentado por: Fernando Rosas
Dirigido a: Ministério dos Negócios Estrangeiros
Data: 28 de Março de 2006
1. Como foi público e notório, na cerimónia de posse do novo Presidente da República que teve lugar nesta Assembleia da República no passado dia 9 de Março, o Protocolo de Estado:
a) deu lugar individualizado e de destaque na Tribuna de Honra, ao lado dos ex-Presidentes da República, ao Cardeal Patriarca de Lisboa, único representante oficial de uma confissão religiosa neste cerimonial;
b) no ordenamento de precedência das entidades que participaram na apresentação de cumprimentos ao novo Presidente da República, colocou o mesmo Cardeal Patriarca imediatamente a seguir ao Primeiro-Ministro, Presidentes dos Tribunais, Chefes de Estado, Primeiros-Ministros e equiparados estrangeiros convidados, em clara e excepcional posição oficial de destaque.
2. Acontece que o n.º2 do artigo 4.º da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho) estabelece sem margem para dúvida que: “nos actos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade”, o que coloca as decisões acima citadas do Protocolo de Estado claramente à margem da lei, circunstância que se tem vindo a repetir no geral das cerimónias do Estado.
3. Nestes termos, de acordo com a Lei da Liberdade Religiosa e o seu dispositivo de aplicação genérica, no Protocolo de Estado não há lugar à representação confessional e, muito menos, à representação exclusiva e privilegiada de uma determinada confissão religiosa. Não se compreendendo como o Protocolo de Estado se permite violar reiteradamente as leis da República sem qualquer reacção por parte do Governo ou do Ministro.
Assim sendo, solicito junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros, o esclarecimento, o mais breve possível das seguintes questões:
- Tem o Ministério dos Negócios Estrangeiros conhecimento desta reiterada violação da Lei da Liberdade Religiosa por parte do Protocolo de Estado que se encontra sob a sua tutela?
- Se tem, como se compreende a sua abstenção relativamente a instruir o Protocolo para que a sua acção se conforme estritamente com a lei no tocante às cerimónias de Estado?
- Se não tem, e passou a ter, o que tenciona o Ministério fazer para que o Protocolo de Estado cumpra as leis da República e Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho em particular?
Fernando Rosas
Deputado do Bloco de Esquerda
Apresentado por: Fernando Rosas
Dirigido a: Ministério dos Negócios Estrangeiros
Data: 28 de Março de 2006
1. Como foi público e notório, na cerimónia de posse do novo Presidente da República que teve lugar nesta Assembleia da República no passado dia 9 de Março, o Protocolo de Estado:
a) deu lugar individualizado e de destaque na Tribuna de Honra, ao lado dos ex-Presidentes da República, ao Cardeal Patriarca de Lisboa, único representante oficial de uma confissão religiosa neste cerimonial;
b) no ordenamento de precedência das entidades que participaram na apresentação de cumprimentos ao novo Presidente da República, colocou o mesmo Cardeal Patriarca imediatamente a seguir ao Primeiro-Ministro, Presidentes dos Tribunais, Chefes de Estado, Primeiros-Ministros e equiparados estrangeiros convidados, em clara e excepcional posição oficial de destaque.
2. Acontece que o n.º2 do artigo 4.º da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho) estabelece sem margem para dúvida que: “nos actos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade”, o que coloca as decisões acima citadas do Protocolo de Estado claramente à margem da lei, circunstância que se tem vindo a repetir no geral das cerimónias do Estado.
3. Nestes termos, de acordo com a Lei da Liberdade Religiosa e o seu dispositivo de aplicação genérica, no Protocolo de Estado não há lugar à representação confessional e, muito menos, à representação exclusiva e privilegiada de uma determinada confissão religiosa. Não se compreendendo como o Protocolo de Estado se permite violar reiteradamente as leis da República sem qualquer reacção por parte do Governo ou do Ministro.
Assim sendo, solicito junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros, o esclarecimento, o mais breve possível das seguintes questões:
- Tem o Ministério dos Negócios Estrangeiros conhecimento desta reiterada violação da Lei da Liberdade Religiosa por parte do Protocolo de Estado que se encontra sob a sua tutela?
- Se tem, como se compreende a sua abstenção relativamente a instruir o Protocolo para que a sua acção se conforme estritamente com a lei no tocante às cerimónias de Estado?
- Se não tem, e passou a ter, o que tenciona o Ministério fazer para que o Protocolo de Estado cumpra as leis da República e Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho em particular?
Fernando Rosas
Deputado do Bloco de Esquerda
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"O Simplex parece-me um bocado propagandex à Sócratex, mas se for verdadex é bonzex"
Ribeiro e Castro, presidente do CDS/PP, sobre o programa de simplificação administrativa apresentado pelo Governo.
Ribeiro e Castro, presidente do CDS/PP, sobre o programa de simplificação administrativa apresentado pelo Governo.
Sócrates e os complexos de esquerda
Para problemas de esquerda, Sócrates tem decisões de esquerda. Na dúvida...adia-se. Eis a resposta do PM às acusações de travestido liberal que a ala alegre do PS o vinha acusando.
Margarida Rebelo Pinto interpõe providência cautelar
Mesmo a incompetência literária deve ser protegida. Compra quem quer, lê quem se entusiasma. Força Margarida...em terra de cegos quem tem olho é rei.
SLB
Estou espantado com o silêncio reverencial dos sportinguistas deste blog relativamente ao tópico em epígrafe.
Uma imagem, mil palavras
Quando a imagem se "gruda" à realidade não há nada a fazer. Gasta-se toda a saliva possível e imaginária a dizer o oposto, com teias e teias de argumentos mas de nada valem estes esforços. Com Santana era o fato de primeiro-ministro que não entrava. Ele dava voltas na cadeira, apertava as golas, engomava colarinhos e...nada. Sócrates começa a ter o mesmo problema. Não é o fato mas a comunicação política. Aquilo a que têm chamado "propaganda".
28 março 2006
Brincadeiras
O cartoon
Abdul Rahman assistiu em silêncio à crise dos cartoons de Maomé, um profeta que respeita mas não venera. Assobiou para os lados e para cima. Fez-se de morto, enquanto o Mundo aquecia os ânimos. Mas ironia, das ironias, arrisca-se a morrer. Renegou a unívoca religião afegã, a islâmica, converteu-se ao cristianismo e foi detido. Durante um mês. Foi posto em liberdade, apenas, porque tem “problemas mentais”. Os ideólogos da xária não desistem e querem condená-lo à morte. Nas ruas protesta-se...pela sua libertação. O mundo anda perigoso (VPV). Avesso e perigoso.
Tendência primavera-verão 2009
O DN diz-nos que Manuela Ferreira Leite elogiou a actuação do Governo: " A ex-ministra de Durão Barroso, apontada como possível sucessão a Marques Mendes..." diz (e bem) que muitas das medidas que o PS tem adoptado seriam adoptadas pelo PSD, caso fosse Governo. Marques Guedes, nas jornadas parlamentares, diz, preto no branco, que o Governo continua em curva ascendente e que ao PSD resta-lhe poupar e amealhar trunfos para mais tarde ripostar.
É sintoma (sindroma) do futuro próximo de Marques Mendes. Permanentemente colocado em causa pela CS. Permanentemente confrontado com um Governo ainda em alta. Permanentemente fragilizado face ao adversário. A luta de Mendes é entre "o que não mata mói" e a "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Que tendência vigorará em 2009?
É sintoma (sindroma) do futuro próximo de Marques Mendes. Permanentemente colocado em causa pela CS. Permanentemente confrontado com um Governo ainda em alta. Permanentemente fragilizado face ao adversário. A luta de Mendes é entre "o que não mata mói" e a "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Que tendência vigorará em 2009?
Encontros do aquém I
Freitas do Amaral lê o insubmisso e vai amanhã mesmo ao Canadá dar conta da indignação lusa.
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