Em tempos de OPAS, com o opante (MIllenium) e o opável(BPI) na sua comitiva, José Sócrates foi correr na marginal de Luanda com o símbolo do...BPN. Esse mesmo, o BPN. Curioso...
06 abril 2006
alguém reparou na texert do primeiro?
Em tempos de OPAS, com o opante (MIllenium) e o opável(BPI) na sua comitiva, José Sócrates foi correr na marginal de Luanda com o símbolo do...BPN. Esse mesmo, o BPN. Curioso...
Pergunta rosa
Basta o primeiro-ministro sair do país para o Governo e o PS entrarem em guerras desnecessárias?
O efeito do Poder
O secretário de Estado Ascenço Simões diz hoje da taxa de alcoolemia o que rejeitava há quatro anos; a ministra da Cultura diz hoje sobre a fusão de institutos o que combatia apenas há dois anos. Dir-se-ia que os políticos são troca-tintas. Não tanto. O Poder é que torna as pessoas diferentes.
Venha o título
O Benfica lá perdeu - assunto que não merece nem esta linha no Insubmisso.
A partir de agora, passado o aperitivo, o país concentra-se no que interessa: venha o jogo do título!
A partir de agora, passado o aperitivo, o país concentra-se no que interessa: venha o jogo do título!
05 abril 2006
Inspecção Periódica Obrigatória
Anda por aí a peregrina ideira de se aplicar uma caixa negra nos automóveis para registar as manobras do volante, a velocidade e o número de cintos que estão devidamente colocados antes da ocorrência de um acidente.
Imaginemos que a prática se aplica a um governo: uma caixinha, rosa ou laranja, que regista tudo o que se passa entre governantes. Três exemplos:
1 - Ministro da Agricultura apanhado a conduzir sem carta de pesados.
2- Jaime Silva empurra Ascenso Simões para o contra-mão.
3- António Costa trava a fundo, Alberto Costa sem cinto de segurança é projectado pelo vidro da frente. No banco de trás Santos Cabral não vai sentado na cadeirinha e, também, não evita projecção.
[Revisto]
Imaginemos que a prática se aplica a um governo: uma caixinha, rosa ou laranja, que regista tudo o que se passa entre governantes. Três exemplos:
1 - Ministro da Agricultura apanhado a conduzir sem carta de pesados.
2- Jaime Silva empurra Ascenso Simões para o contra-mão.
3- António Costa trava a fundo, Alberto Costa sem cinto de segurança é projectado pelo vidro da frente. No banco de trás Santos Cabral não vai sentado na cadeirinha e, também, não evita projecção.
[Revisto]
04 abril 2006
Spinning
Um secretário de Estado ameaçou mexer na taxa de alcoolémia máxima permitida; um ministro, de outro gabinete, diz que o secretário de Estado foi mal interpretado. Já o Paulo Gorjão diz que foi mau timming político. Não foi. Foi, isso sim, spinning político: mandar uma ideia para o ar, arranjando um bode expiatório, para ver se pega. Não dá? Deixa-se cair. Só isso.
Frases que nos dizem muito I
(São tantos os pretextos, que me atrevo a lançar uma nova "coluna" no Insubmisso. Terá apenas títulos da Lusa, com um curto comentário. Fica o primeiro, de agora mesmo.)
SAÚDE PORTUGAL DOENÇAS Visão: Maioria dos portugueses tem problemas, nomeadamente miopia - estudo.
SAÚDE PORTUGAL DOENÇAS Visão: Maioria dos portugueses tem problemas, nomeadamente miopia - estudo.
Braço de gesso
Terceiro-mundista esta disputa pós ruptura entre Alberto Costa e Santos Cabral. Em criança, creio que como todas, corria desalmadamente até ao coito (vulgo, salvação), onde disputava argumentos com os “adversários”:
- O último a chegar é burro.
- O primeiro é o rei deles.
- Cheguei primeiro!
- Não, eu é que cheguei.
Depois do estrondo, Santos Cabral diz que se demitiu, Alberto Costa contrapõe e diz que foi ele que demitiu Santos Cabral. Triste. Não pela ruptura. Tão pouco pela sua origem. Pela falta de sentido de oportunidade.
- O último a chegar é burro.
- O primeiro é o rei deles.
- Cheguei primeiro!
- Não, eu é que cheguei.
Depois do estrondo, Santos Cabral diz que se demitiu, Alberto Costa contrapõe e diz que foi ele que demitiu Santos Cabral. Triste. Não pela ruptura. Tão pouco pela sua origem. Pela falta de sentido de oportunidade.
Deserto do Mal?!
O Carlos Lima, jornalista da praça, escreve um início de texto delicioso, hoje no DN, sobre a saída do director da PJ. Assim:
"O director da PJ foi acompanhado [ao Ministério da Justiça] pelo porta-voz da direcção, Manuel Rodrigues. Na mão deste, curiosamente, seguia o livro Deserto do Mal - que deu origem ao filme Syriana, que conta a história de um agente da CIA cuja carreira terminou em desgraça devido a complexos jogos políticos internacionais".
Lido isto, seguem-se dois sentimentos distintos:
1. O que aconteceu na PJ, e que ainda não terminou, é grave, deixando-nos uma leve sensação de importância perante o estado das mais altas instâncias do Estado português.
2. O jornalismo português, pelo contrário, não é tão mau como se pinta. O DN, neste caso específico da PJ, é exemplo disso mesmo (elogio alargado, com inteira justiça à ASL, do blogue aqui ao lado).
"O director da PJ foi acompanhado [ao Ministério da Justiça] pelo porta-voz da direcção, Manuel Rodrigues. Na mão deste, curiosamente, seguia o livro Deserto do Mal - que deu origem ao filme Syriana, que conta a história de um agente da CIA cuja carreira terminou em desgraça devido a complexos jogos políticos internacionais".
Lido isto, seguem-se dois sentimentos distintos:
1. O que aconteceu na PJ, e que ainda não terminou, é grave, deixando-nos uma leve sensação de importância perante o estado das mais altas instâncias do Estado português.
2. O jornalismo português, pelo contrário, não é tão mau como se pinta. O DN, neste caso específico da PJ, é exemplo disso mesmo (elogio alargado, com inteira justiça à ASL, do blogue aqui ao lado).
Construir a casa pelo telhado
Andamos nesta discussão desde 1997, quando Marcelo Rebelo de Sousa convenceu António Guterres a mudar as regras do nosso sistema político na Constituição da República. Hoje, e pela primeira vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares abre a porta a uma negociação com o PSD sobre a redução do número de deputados, uma velha questão que sempre, desde então, entravou qualquer discussão séria sobre a matéria. Em 2000, com o mesmo Guterres no Governo, o projecto do PS nunca saiu da gaveta por isso mesmo: os socialistas nunca foram convencidos da bondade da ideia. Hoje, a posição parece mais flexível, a bem da introdução dos círculos uninominais, apresentados como a aspirina de todos os males da nossa democracia. Mas não é.
A bem da verdade, os círculos uninominais não resolvem nada - pelo menos quase nada -quanto à qualidade da nossa representação política. Eles aproximam os eleitos dos eleitores? Talvez sim, talvez não, diria o avisado Velho do Restelo. Depende mais de quem os representa do que das regras de representação. Aliás, por cá, já tivemos aviso suficiente sobre a matéria: um ex-deputado do CDS aprovou um orçamento de Estado por um queijo, contra a disciplina partidária. Fez mal. Tomou a parte pelo todo e o país saiu prejudicado.
Os círculos uninominais não resolvem o principal problema do país, que é a governabilidade, a fragilidade dos partidos de poder e a dependência que a sociedade (toda ela) tem do Estado. Pode ser parte da solução, mas não vale nada por si só.
A bem da verdade, os círculos uninominais não resolvem nada - pelo menos quase nada -quanto à qualidade da nossa representação política. Eles aproximam os eleitos dos eleitores? Talvez sim, talvez não, diria o avisado Velho do Restelo. Depende mais de quem os representa do que das regras de representação. Aliás, por cá, já tivemos aviso suficiente sobre a matéria: um ex-deputado do CDS aprovou um orçamento de Estado por um queijo, contra a disciplina partidária. Fez mal. Tomou a parte pelo todo e o país saiu prejudicado.
Os círculos uninominais não resolvem o principal problema do país, que é a governabilidade, a fragilidade dos partidos de poder e a dependência que a sociedade (toda ela) tem do Estado. Pode ser parte da solução, mas não vale nada por si só.
03 abril 2006
nem tanto ao mar, nem tanto à terra

Quando Guterres tentou reduzir a taxa de alcoolemia de 0,5 para 0,2 veio ao de cima o poder do lobby do álcool. Produtores, comerciantes e empresários da noite protestaram, berraram, manifestaram-se e, em apenas dois meses, passámos de 85 para 45 por cento de apoiantes da iniciativa (os números pertencem a um conjunto de estudos desenvolvidos por Jorge Sá). Agora, numa manchete, o Governo faz um ultimato e declara guerra ao lobby. Ou pagam mais campanhas contra o drink and drive ou verão o que vos acontece! Não se espera de um Governo maioritário diálogo em demasia, mas a arrogância pode revelar-se escorregadia. Na política tal como nas estradas, os excessos pagam-se caro. Por vezes, a preço de ouro.
02 abril 2006
Esquerdas-direitas-volver
São cada vez menos ideológicas as diferenças entre esquerda e direita. Distinguem-se pelo líder (estilo, passado e pensamento) e pelos objectivos mais imediatos das máquinas partidárias. Qualquer exercício deste género é, por tudo e mais alguma coisa, perigoso. Seja para combater alegados preconceitos da direita, seja para responder a alegados preconceitos da esquerda. O que separa o diálogo do socialista Guterres, da acção e propaganda do socialista Sócrates? Uma geração? Uma década? Um, o primeiro, o do diálogo, é socialista. O outro, o segundo, o da acção e propaganda, é social-democrata com laivos de liberal. Um contorcia-se só de pensar em pedir a maioria absoluta. O segundo, tanto pediu que faz uso dela. Um, o primeiro foi lider do PS. Um, o segundo, é lider do PS. É perigoso falar de esquerda. Primeiro as esquerdas, depois a comparação com a direita. Ou direitas, para os mais crentes.
01 abril 2006
Sabes David,
Há muito bom jornalista (naturalmente, de esquerda) que vem aqui, ao insubmisso, votar, insistentemente, no Zandinga. Encapuzados (naturalmente, encapuzados...). Porque têm (naturalmente) o dom da análise política imparcial e impoluta (naturalmente, escusado seria dizer). Porque (ainda, naturalmente) tem sido apanágio da esquerda a retirada de direitos adquiridos dos trabalhadores em prole da eficácia e eficiência estatais, a implementação de sucessivas reformas da administração pública, o corte afoito e incisivo das despesas do Estado, obrigando mesmo ao sucessivo alargamento, por exemplo, da idade da reforma. São (naturalmente) bandeiras da esquerda. Naturalmente, que das duas uma: são bandeiras da esquerda, mas não da portuguesa; são bandeiras da esquerda portuguesa mas a esquerda portuguesa foi a última saber. Mau pronúncio, mau pronúncio...
31 março 2006
Sobre as ditas...
...reformas avançadas pelo Governo esta semana, vulgo Simplex e PRACE, digo como dizia o cego: pago para ver.
Tiro ao lado
Compras de fim de dia
Ele metro e muito, senão mesmo dois. Ela loira, simpática, meio perdida nos corredores do Corte Inglés. Ele risonho, bem consigo, simpático. Ela, vestido de verão, casaco de ganga. Ele com a filha pela mão direita. Ela em busca de bancadas e exaustores. Ele com uma placa de "churrasco" na mão esquerda. Ela, uma ilustre desconhecida, insistia nas cozinhas. Ele, Moretto, guarda-redes do Benfica, espera-se que coloque os frangos - TODOS -, no churrasco. Ela, reza para que ele não seja churrascado.
29 março 2006
Há-de vir quem há-de parir a paridade
O PS faz amanhã aprovar uma lei estúpida e imbecil que estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos. Por piada, só dá vontade de perguntar qual é o terceiro sexo?
Porque é que há-de haver uma lei a obrigar as mulheres a entrarem na política? Mesmo que não valham um chavo, só porque sim...? E depois o que é que se faz ao mérito?
Porque não há-de haver uma lei da paridade noutras profissões? Quotas de mulheres nos taxistas, quotas de homens nos jornalistas? Quotas de mulheres nos picheleiros, quotas de homens nas limpezas?
É isto a igualdade de géneros? Parece-me claramente que não.
Porque é que há-de haver uma lei a obrigar as mulheres a entrarem na política? Mesmo que não valham um chavo, só porque sim...? E depois o que é que se faz ao mérito?
Porque não há-de haver uma lei da paridade noutras profissões? Quotas de mulheres nos taxistas, quotas de homens nos jornalistas? Quotas de mulheres nos picheleiros, quotas de homens nas limpezas?
É isto a igualdade de géneros? Parece-me claramente que não.
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