13 abril 2006

Afinal, ainda há pessoas boas

(foto via bombyx-mori)

Cicciolina, a conhecida actriz de cinema pornográfico está disposta a oferecer-se a Bin Laden se ele deixar de se dedicar ao terrorismo. «Já é altura de alguém lidar com o líder da al-Qaeda e eu estou pronta para isso», disse a actriz, de 55 anos.
«Estou disposta a fazer um acordo. Ele fica comigo e em troca pára com a tirania. O meu peito ainda só serviu para ajudar pessoas, enquanto que Bin Laden matou milhares de vítimas inocentes».
(in Portugal Diário)

Não posso trabalhar, por motivos profissionais

Ia escrever um post comprido sobre a falta de quorum no Parlamento, mas acho que o Francisco já disse tudo. Eu continuo na minha: não me venham os senhores deputados depois falar do descrédito da política e do cargo, quando dão mostras de se estarem nas tintas para o seu trabalho e, por inerência, para o país. É por estas e por outras que a abstenção nas eleições bate recordes.

ITP

Marques Guedes, presidente da bancada parlamentar do PSD, atira-se ao PS porque como partido da maioria não "assegurou a aprovação" das iniciativas que ontem foram a votação no plenário da Assembleia da República. Uma vergonha, esta declaração. Por duas razões muito simples e objectivas. A primeira, aprendi-a desde pequeno, dois males não fazem um bem. Com o mal dos outros posso eu bem, e neste caso, MG devia estar calado antes de pensar, sequer, em levantar um cabelo contra o PS. A outra razão é também simples e objectiva. Contas feitas, ontem, 66 por cento da bancada do PSD faltou, contra 40 por cento da socialista. Não há nem menor, nem maior responsabilidades. Há sim uma irresponsabilidade transversal partilhada. E quando assim é, é feio, embora fácil, lançar pedras contra o telhado do vizinho.

Quem nos salva?

Um deputado falta ao trabalho: nada de extraordinário. Um deputado cola uma falta a um fim-de-semana prolongado: nada de extraordinário. Um conjunto de deputados falta a um dia trabalho: nada de extraordinário. Cento e sete deputados (50 do PSD, 49 do PS, 5 do CDS, 2 do PCP e 1 do BE) faltam a um dia de trabalho, enganam o patrão, assinam o livro de ponto e fogem para as praias do Algarve: pouco de extraordinário, muito de ordinário, pelo menos em Portugal. Para os mais desatentos: a geração de Abril fez o Maio de 68, provocou a crise estudantil de Coimbra, desgastou a ditadura, andou nas ruas do Porto com o General Humberto Delgado, berrou "nem mais um para o ultramar!" mas agora está barriguda, tem botões de punho, comando de televisão na mão, língua afiada e cartões de crédito. Fala em quotas e na moralização da política, quer menos abstenção e o fim da corrupção. Dá vontade de rir, não fosse trágica esta comédia. Quotas? Só se for para a competência, a seriedade, o sentido de Estado, o respeito pelo próximo e o fim do umbiguismo.

P.S. Chegou a Belém com uma promessa inequívoca e incontornável: credibilizar o sistema político, acabar com laxismo no uso da coisa pública e com os "tachos". O que andam muitos destes senhores deputados a fazer no Parlamento, senhor Presidente Cavaco Silva?

12 abril 2006

photo-a-trois

O Leonardo Negrão, o José Carlos Carvalho e o Rodrigo Cabrita (três fotojornalistas queridos e amorosos do DN) juntaram-se os três à esquina.
O resultado deu nisto: Photo-a-trois. Só o título já é sugestivo.

Beijinhos-a-trois.

No Le Monde

"CPE: um morto, quantos feridos?"

De palmatória

Esta história do Supremo Tribunal de Justiça ter considerado "lícitas" e "aceitáveis" as palmadas que a responsável de um lar de crianças deu em menores com deficiências mentais dá que pensar. As palmadas não se medem aos palmos, é verdade. Mas quando a palmada entra em tribunal está tudo dito. É como o beijo ou a carícia, quando entra a Justiça, sai o bom senso. Parece que neste caso a educadora dava palmadas, estaladas e fechava as crianças em quartos escuros. A ser verdade, os juízes deviam dar a mão à palmatória e assumir o lapso. De palmatória.

11 abril 2006

Dreamkeeper

Dizia o meu pai, no outro dia:
- As audiências do meu blog dispararam! Tinha uma média de um visitante por dia e agora tenho seis!

10 abril 2006

Porto, Porto, Porto!

Está na hora de voltar a escrever qualquer coisa. Alguém se queixou, na caixa de comentários, do silêncio deste blog acerca do fim-de-semana desportivo.

Pequenas e breves notas, só para picar:
1. O jogo de sábado foi trapalhão e violento. Não gosto de ver futebol assim. De qualquer maneira, o Porto mereceu ganhar e estamos cada vez mais perto de ser campiiiiiões, carago!
2. Quanto ao jogo de domingo, o Benfica não merecia aquele empate ao último chisquinho. Mas o clube da luz anda com a moral tão em baixo, que mais vale assim, senão não há quem os ature.

Outras considerações ficarão para outra altura, porque agora não tenho tempo.

Beijos.

futchibóle

Um anónimo, muito curioso, questiona no post aqui em baixo o nosso silêncio sobre o fim de semana desportivo. Parece que o Marítimo perdeu dois pontos, o Pinto da Costa perdeu em casa o que tinha ganho no campo, e o Paulo Bento ganhou no banco o que já tinha perdido em campo: um melão. E daí?

CPE

Em França o poder não está na rua, mas o poder da rua vai mandar para a rua o elo mais fraco do poder: Dominique Villepin.

07 abril 2006

E o limite é...

a imaginação!!!

Por eles

Alvalade, Alvaláxia



A época começou mal, embora não inesperadamente. A Liga dos Campeões ficou para trás, a UEFA também. Nos primeiros jogos do campeonato, era tudo tão mau que eu - sportinguista confesso (o único ismo da minha vida) - deixei de ir aos jogos. O último foi, aliás, o melhor: não porque tivéssemos ganho, mas porque a derrota mandou embora José Peseiro, homem fraco para um clube grande.

Daí em diante, só falhei um jogo na televisão. Ao estádio, salvo erro, fui uma única vez mais. A minha fé tem estado no Alvaláxia, lá por cima na cervejaria, onde os jogos se vêem com o fervor do estádio, estando dentro do estádio. É um bom sítio para ver jogos, esse Alvaláxia: sabemos dos golos segundos antes de os vermos, porque há sempre um bom homem de rádio no ouvido, onde o som chega sempre mais rápido; sentimos o calor da fé e a amizade de desconhcidos que, ao nosso lado, sofrem tanto como nós com cada bola perdida, com cada remate ao lado; os golos, esses, são quase tão bonitos ali como no campo - há saltos de alegria, gritos a dois tempos (lá estava o homem do rádio a avisar), abraços que saltam como os beijos nas igrejas (aqueles que damos ao irmão do lado, que nunca vimos, mas com quem damos graças a Deus). Ali, no Alvaláxia, também damos graças a Deus ao irmão do lado, irmão de fé, irmão de clube. Ali somos todos iguais - já passei um jogo a falar com um tipo meio louco, que gritava por tudo e por nada e só sabia culpar o árbitro; já travei amizade por um dia com o senhor (de S grande), vindo dos Açores para a cervejaria; já estive por lá com um homem, de ar aristocrático, a sentir o Guimarães-Sporting como uma ode à alegria, de Mozart, Bach ou quem quiserem. Ali, quase sempre (muito bem) acompanhado, às vezes sozinho, estou em casa, rodeado dos nossos.

Amanhã, porém, o Alvaláxia não é grande o suficiente. Parece que vou ao estádio propriamente dito, mas com aquele espaço na memória, no coração. Vou estar lá a sofrer como todos os jogos, com a fé de sempre, reforçada pela esperança que os miudos nos têm trazido.

O Sporting, amanhã, será grande. Os miúdos merecem a vitória. Mas aquela gente do Alvaláxia merece-a tanto como eles.

Casual Friday



Nada como um blog à espera de dois dias de descanso.

O fundamentalismo do bloco central

1 - Tabaco: PSD concorda com restrições mas alerta para fundamentalismos.
2- O vice-presidente da bancada parlamentar do PS Ricardo Rodrigues considera que restrições devem respeitar "os direitos dos fumadores" e não num "fundamentalismo antitabágico".

Leiam

... o artigo de Maria José Nogueira Pinto, no DN de hoje. É uma síntese notável do que devemos esperar do primeiro-ministro e do que a oposição à direita devia estar a reflectir. Alguém pediu um líder de oposição?

Quem sabe, safa-se. Quem não sabe, despenha-se.

O Ministro da Saúde anuncia medidas restritivas ao fumo em locais públicos como uma "questão de saúde pública" e não como um combate ao negócio das tabaqueiras. A medida só pode ser bem aceite. Quem defende, pelo menos em público, que um vício é mais importante que a boa saúde de um fumador passivo? Ninguém de bom senso. Quanto à taxa de alcoolemia: Se em vez de atacar o sector do álcool - a troco de "dinheiro para campanhas de prevenção rodoviária" - Ascenso Simões tivesse enquadrado a medida explicando que das mortes nas estradas devido ao álcool, 20 por cento ocorrem em condutores com uma taxa superior aos 0,2 mas inferior aos 0,5, tudo seria diferente. São dois exemplos sobre a Lei do Framing, que retrata a importância da "moldura comunicacional" na boa e má comunicação política.

Alguém obriga o homem a voltar?

Acabei de ouvir um deputado socialista a criticar uma proposta do Governo (sobre a proibição de fumar em locais fechados). Já tinha sido o mesmo com a alcoolemia, não só na AR, como dentro do próprio Governo. Enquanto isso, José Sócrates continua alegremente a sua visita a puras terras angolanas. Alguém será capaz de o avisar de que o mundo socialista, sem ele por cá, é um regresso ao passado?

06 abril 2006

alguém reparou na texert do primeiro?


Em tempos de OPAS, com o opante (MIllenium) e o opável(BPI) na sua comitiva, José Sócrates foi correr na marginal de Luanda com o símbolo do...BPN. Esse mesmo, o BPN. Curioso...

Pergunta rosa

Basta o primeiro-ministro sair do país para o Governo e o PS entrarem em guerras desnecessárias?

O efeito do Poder

O secretário de Estado Ascenço Simões diz hoje da taxa de alcoolemia o que rejeitava há quatro anos; a ministra da Cultura diz hoje sobre a fusão de institutos o que combatia apenas há dois anos. Dir-se-ia que os políticos são troca-tintas. Não tanto. O Poder é que torna as pessoas diferentes.

Venha o título

O Benfica lá perdeu - assunto que não merece nem esta linha no Insubmisso.
A partir de agora, passado o aperitivo, o país concentra-se no que interessa: venha o jogo do título!

05 abril 2006

Inspecção Periódica Obrigatória

Anda por aí a peregrina ideira de se aplicar uma caixa negra nos automóveis para registar as manobras do volante, a velocidade e o número de cintos que estão devidamente colocados antes da ocorrência de um acidente.
Imaginemos que a prática se aplica a um governo: uma caixinha, rosa ou laranja, que regista tudo o que se passa entre governantes. Três exemplos:
1 - Ministro da Agricultura apanhado a conduzir sem carta de pesados.
2- Jaime Silva empurra Ascenso Simões para o contra-mão.
3- António Costa trava a fundo, Alberto Costa sem cinto de segurança é projectado pelo vidro da frente. No banco de trás Santos Cabral não vai sentado na cadeirinha e, também, não evita projecção.
[Revisto]

A memória tem destas coisas*


* imagem enviada por e-mail por um ilustre desconhecido, adepto do Porto

04 abril 2006

Spinning

Um secretário de Estado ameaçou mexer na taxa de alcoolémia máxima permitida; um ministro, de outro gabinete, diz que o secretário de Estado foi mal interpretado. Já o Paulo Gorjão diz que foi mau timming político. Não foi. Foi, isso sim, spinning político: mandar uma ideia para o ar, arranjando um bode expiatório, para ver se pega. Não dá? Deixa-se cair. Só isso.

Frases que nos dizem muito I

(São tantos os pretextos, que me atrevo a lançar uma nova "coluna" no Insubmisso. Terá apenas títulos da Lusa, com um curto comentário. Fica o primeiro, de agora mesmo.)

SAÚDE PORTUGAL DOENÇAS Visão: Maioria dos portugueses tem problemas, nomeadamente miopia - estudo.

Braço de gesso

Terceiro-mundista esta disputa pós ruptura entre Alberto Costa e Santos Cabral. Em criança, creio que como todas, corria desalmadamente até ao coito (vulgo, salvação), onde disputava argumentos com os “adversários”:
- O último a chegar é burro.
- O primeiro é o rei deles.
- Cheguei primeiro!
- Não, eu é que cheguei.
Depois do estrondo, Santos Cabral diz que se demitiu, Alberto Costa contrapõe e diz que foi ele que demitiu Santos Cabral. Triste. Não pela ruptura. Tão pouco pela sua origem. Pela falta de sentido de oportunidade.

Deserto do Mal?!

O Carlos Lima, jornalista da praça, escreve um início de texto delicioso, hoje no DN, sobre a saída do director da PJ. Assim:

"O director da PJ foi acompanhado [ao Ministério da Justiça] pelo porta-voz da direcção, Manuel Rodrigues. Na mão deste, curiosamente, seguia o livro Deserto do Mal - que deu origem ao filme Syriana, que conta a história de um agente da CIA cuja carreira terminou em desgraça devido a complexos jogos políticos internacionais".

Lido isto, seguem-se dois sentimentos distintos:

1. O que aconteceu na PJ, e que ainda não terminou, é grave, deixando-nos uma leve sensação de importância perante o estado das mais altas instâncias do Estado português.
2. O jornalismo português, pelo contrário, não é tão mau como se pinta. O DN, neste caso específico da PJ, é exemplo disso mesmo (elogio alargado, com inteira justiça à ASL, do blogue aqui ao lado).

Construir a casa pelo telhado

Andamos nesta discussão desde 1997, quando Marcelo Rebelo de Sousa convenceu António Guterres a mudar as regras do nosso sistema político na Constituição da República. Hoje, e pela primeira vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares abre a porta a uma negociação com o PSD sobre a redução do número de deputados, uma velha questão que sempre, desde então, entravou qualquer discussão séria sobre a matéria. Em 2000, com o mesmo Guterres no Governo, o projecto do PS nunca saiu da gaveta por isso mesmo: os socialistas nunca foram convencidos da bondade da ideia. Hoje, a posição parece mais flexível, a bem da introdução dos círculos uninominais, apresentados como a aspirina de todos os males da nossa democracia. Mas não é.

A bem da verdade, os círculos uninominais não resolvem nada - pelo menos quase nada -quanto à qualidade da nossa representação política. Eles aproximam os eleitos dos eleitores? Talvez sim, talvez não, diria o avisado Velho do Restelo. Depende mais de quem os representa do que das regras de representação. Aliás, por cá, já tivemos aviso suficiente sobre a matéria: um ex-deputado do CDS aprovou um orçamento de Estado por um queijo, contra a disciplina partidária. Fez mal. Tomou a parte pelo todo e o país saiu prejudicado.

Os círculos uninominais não resolvem o principal problema do país, que é a governabilidade, a fragilidade dos partidos de poder e a dependência que a sociedade (toda ela) tem do Estado. Pode ser parte da solução, mas não vale nada por si só.

03 abril 2006

nem tanto ao mar, nem tanto à terra


Quando Guterres tentou reduzir a taxa de alcoolemia de 0,5 para 0,2 veio ao de cima o poder do lobby do álcool. Produtores, comerciantes e empresários da noite protestaram, berraram, manifestaram-se e, em apenas dois meses, passámos de 85 para 45 por cento de apoiantes da iniciativa (os números pertencem a um conjunto de estudos desenvolvidos por Jorge Sá). Agora, numa manchete, o Governo faz um ultimato e declara guerra ao lobby. Ou pagam mais campanhas contra o drink and drive ou verão o que vos acontece! Não se espera de um Governo maioritário diálogo em demasia, mas a arrogância pode revelar-se escorregadia. Na política tal como nas estradas, os excessos pagam-se caro. Por vezes, a preço de ouro.

02 abril 2006

Hei, Mira usted...

Porque será, JPH?

Esquerdas-direitas-volver

São cada vez menos ideológicas as diferenças entre esquerda e direita. Distinguem-se pelo líder (estilo, passado e pensamento) e pelos objectivos mais imediatos das máquinas partidárias. Qualquer exercício deste género é, por tudo e mais alguma coisa, perigoso. Seja para combater alegados preconceitos da direita, seja para responder a alegados preconceitos da esquerda. O que separa o diálogo do socialista Guterres, da acção e propaganda do socialista Sócrates? Uma geração? Uma década? Um, o primeiro, o do diálogo, é socialista. O outro, o segundo, o da acção e propaganda, é social-democrata com laivos de liberal. Um contorcia-se só de pensar em pedir a maioria absoluta. O segundo, tanto pediu que faz uso dela. Um, o primeiro foi lider do PS. Um, o segundo, é lider do PS. É perigoso falar de esquerda. Primeiro as esquerdas, depois a comparação com a direita. Ou direitas, para os mais crentes.

01 abril 2006

Sabes David,

Há muito bom jornalista (naturalmente, de esquerda) que vem aqui, ao insubmisso, votar, insistentemente, no Zandinga. Encapuzados (naturalmente, encapuzados...). Porque têm (naturalmente) o dom da análise política imparcial e impoluta (naturalmente, escusado seria dizer). Porque (ainda, naturalmente) tem sido apanágio da esquerda a retirada de direitos adquiridos dos trabalhadores em prole da eficácia e eficiência estatais, a implementação de sucessivas reformas da administração pública, o corte afoito e incisivo das despesas do Estado, obrigando mesmo ao sucessivo alargamento, por exemplo, da idade da reforma. São (naturalmente) bandeiras da esquerda. Naturalmente, que das duas uma: são bandeiras da esquerda, mas não da portuguesa; são bandeiras da esquerda portuguesa mas a esquerda portuguesa foi a última saber. Mau pronúncio, mau pronúncio...

31 março 2006

Sobre as ditas...

...reformas avançadas pelo Governo esta semana, vulgo Simplex e PRACE, digo como dizia o cego: pago para ver.

Tiro ao lado

O João Pedro argumenta aqui que os bloguistas de direita cá do burgo vão votar em José Sócrates, em 2009, por causa de reformas supostamente de direita, como o Simplex e o PRACE. Está errado. Eu, assumidamente de direita, admito votar Sócrates, sim, mas por isto.

Compras de fim de dia

Ele metro e muito, senão mesmo dois. Ela loira, simpática, meio perdida nos corredores do Corte Inglés. Ele risonho, bem consigo, simpático. Ela, vestido de verão, casaco de ganga. Ele com a filha pela mão direita. Ela em busca de bancadas e exaustores. Ele com uma placa de "churrasco" na mão esquerda. Ela, uma ilustre desconhecida, insistia nas cozinhas. Ele, Moretto, guarda-redes do Benfica, espera-se que coloque os frangos - TODOS -, no churrasco. Ela, reza para que ele não seja churrascado.

Trabalhem!

eu ontem tive desculpa...


... mas é preciso alimentar este blog, minha gente!

29 março 2006

Há-de vir quem há-de parir a paridade

O PS faz amanhã aprovar uma lei estúpida e imbecil que estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos. Por piada, só dá vontade de perguntar qual é o terceiro sexo?
Porque é que há-de haver uma lei a obrigar as mulheres a entrarem na política? Mesmo que não valham um chavo, só porque sim...? E depois o que é que se faz ao mérito?
Porque não há-de haver uma lei da paridade noutras profissões? Quotas de mulheres nos taxistas, quotas de homens nos jornalistas? Quotas de mulheres nos picheleiros, quotas de homens nas limpezas?
É isto a igualdade de géneros? Parece-me claramente que não.

Sócrates, o Benfica e a economia

Cito José Sócrates, escrito pelo jornal "O Jogo" após o empate a zero de ontem:

«O primeiro-ministro revelou ainda ter "esperança que o Benfica passe" e, apesar de reconhecer que "o Barcelona é uma grande equipa", frisa que isso só "vai dignificar ainda mais a vitória do Benfica"».

A confiança de José Sócrates no Benfica é, assim parece, igual à que o mesmo Sócrates deposita, nestes dias, na recuperação da economia portuguesa. Para ser absolutamente sincero, não sei em qual acredite menos.

O difícil começa agora

O GOverno aprova amanhã o programa de reestruturação da Adminisração Pública. É o primeiro passo de uma longa caminhada que terá tanto de difícil como de decisiva. Cumpra Sócrates o seu novo desígnio ("menos Estado, melhor Estado") e já fez o seu papel. Será?

SLB III - a verdade



O outro metralha não está na imagem porque, na altura da foto, estava na Catedral a roubar penalties contra o Benfica

SLB II

Para que ninguém tenha dúvidas esta foi a vaca que acompanhou ontem o Benfica na Catedral. Na imagem vê-se a dita a gozar um merecido período de repouso, acompanhada por um amigo, que o Insubmisso não conseguiu identificar.

Requerimento do Bloco de Esquerda

ASSUNTO: Violação da Lei da Liberdade Religiosa pelo Protocolo de Estado
Apresentado por: Fernando Rosas
Dirigido a: Ministério dos Negócios Estrangeiros

Data: 28 de Março de 2006

1. Como foi público e notório, na cerimónia de posse do novo Presidente da República que teve lugar nesta Assembleia da República no passado dia 9 de Março, o Protocolo de Estado:
a) deu lugar individualizado e de destaque na Tribuna de Honra, ao lado dos ex-Presidentes da República, ao Cardeal Patriarca de Lisboa, único representante oficial de uma confissão religiosa neste cerimonial;
b) no ordenamento de precedência das entidades que participaram na apresentação de cumprimentos ao novo Presidente da República, colocou o mesmo Cardeal Patriarca imediatamente a seguir ao Primeiro-Ministro, Presidentes dos Tribunais, Chefes de Estado, Primeiros-Ministros e equiparados estrangeiros convidados, em clara e excepcional posição oficial de destaque.
2. Acontece que o n.º2 do artigo 4.º da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho) estabelece sem margem para dúvida que: “nos actos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade”, o que coloca as decisões acima citadas do Protocolo de Estado claramente à margem da lei, circunstância que se tem vindo a repetir no geral das cerimónias do Estado.
3. Nestes termos, de acordo com a Lei da Liberdade Religiosa e o seu dispositivo de aplicação genérica, no Protocolo de Estado não há lugar à representação confessional e, muito menos, à representação exclusiva e privilegiada de uma determinada confissão religiosa. Não se compreendendo como o Protocolo de Estado se permite violar reiteradamente as leis da República sem qualquer reacção por parte do Governo ou do Ministro.
Assim sendo, solicito junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros, o esclarecimento, o mais breve possível das seguintes questões:
- Tem o Ministério dos Negócios Estrangeiros conhecimento desta reiterada violação da Lei da Liberdade Religiosa por parte do Protocolo de Estado que se encontra sob a sua tutela?
- Se tem, como se compreende a sua abstenção relativamente a instruir o Protocolo para que a sua acção se conforme estritamente com a lei no tocante às cerimónias de Estado?
- Se não tem, e passou a ter, o que tenciona o Ministério fazer para que o Protocolo de Estado cumpra as leis da República e Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho em particular?

Fernando Rosas
Deputado do Bloco de Esquerda

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"O Simplex parece-me um bocado propagandex à Sócratex, mas se for verdadex é bonzex"

Ribeiro e Castro, presidente do CDS/PP, sobre o programa de simplificação administrativa apresentado pelo Governo.

Sócrates e os complexos de esquerda

Para problemas de esquerda, Sócrates tem decisões de esquerda. Na dúvida...adia-se. Eis a resposta do PM às acusações de travestido liberal que a ala alegre do PS o vinha acusando.

Margarida Rebelo Pinto interpõe providência cautelar

Mesmo a incompetência literária deve ser protegida. Compra quem quer, lê quem se entusiasma. Força Margarida...em terra de cegos quem tem olho é rei.

SLB

Estou espantado com o silêncio reverencial dos sportinguistas deste blog relativamente ao tópico em epígrafe.

Uma imagem, mil palavras

Quando a imagem se "gruda" à realidade não há nada a fazer. Gasta-se toda a saliva possível e imaginária a dizer o oposto, com teias e teias de argumentos mas de nada valem estes esforços. Com Santana era o fato de primeiro-ministro que não entrava. Ele dava voltas na cadeira, apertava as golas, engomava colarinhos e...nada. Sócrates começa a ter o mesmo problema. Não é o fato mas a comunicação política. Aquilo a que têm chamado "propaganda".

28 março 2006

Brincadeiras


[Público - Foto: Nasser Shiyoukhi/AP]
Nesreen Hash'hash tem oito anos. Foi atingida na face por uma bala de borracha. Não estava a brincar, mas brincaram com a vida dela. Ele há brincadeiras de mau gosto.


Nessreen Hash´hash é palestiniana e vive num colonato na faixa de Gaza.

O cartoon

Abdul Rahman assistiu em silêncio à crise dos cartoons de Maomé, um profeta que respeita mas não venera. Assobiou para os lados e para cima. Fez-se de morto, enquanto o Mundo aquecia os ânimos. Mas ironia, das ironias, arrisca-se a morrer. Renegou a unívoca religião afegã, a islâmica, converteu-se ao cristianismo e foi detido. Durante um mês. Foi posto em liberdade, apenas, porque tem “problemas mentais”. Os ideólogos da xária não desistem e querem condená-lo à morte. Nas ruas protesta-se...pela sua libertação. O mundo anda perigoso (VPV). Avesso e perigoso.

O espírito do 333

Três (3) é o primeiro número sagrado, o primeiro número perfeito [Wescott, 41]. Três representa a Trindade Pagã [Wescott, pg 37] É representado geometricamente no triângulo, e espiritualmente como o Terceiro Olho do hinduísmo. Os ocultistas multiplicam e adicionam três aos outros números sagrados para criar novos números. Entretanto, também agrupam três em grupos de dois ou de três, pois acreditam no princípio da "intensificação", isto é, que grande poder é obtido quando um número sagrado é agrupado. No caso do três, uma maior intensificação é obtida quando ele é mostrado como 33 ou 333. Quando Hitler cometeu suicídio, organizou os detalhes do horário de modo a criar um três triplicado (333). Você pode ver como 333 formou a estrutura para essa ocasião da mais alta importância? Logicamente, 333 + 333 = 666. Os ocultistas usam 333 como um símbolo oculto pelo qual apresentam o número mais ofensivo 666. Quando os detalhes de um evento são assim organizados, de forma a conter certos números ocultistas sagrados ou combinações numéricas, essa é literalmente a assinatura ocultista de um evento. Somente os ocultistas reconhecerão essa assinatura.

Tendência primavera-verão 2009

O DN diz-nos que Manuela Ferreira Leite elogiou a actuação do Governo: " A ex-ministra de Durão Barroso, apontada como possível sucessão a Marques Mendes..." diz (e bem) que muitas das medidas que o PS tem adoptado seriam adoptadas pelo PSD, caso fosse Governo. Marques Guedes, nas jornadas parlamentares, diz, preto no branco, que o Governo continua em curva ascendente e que ao PSD resta-lhe poupar e amealhar trunfos para mais tarde ripostar.
É sintoma (sindroma) do futuro próximo de Marques Mendes. Permanentemente colocado em causa pela CS. Permanentemente confrontado com um Governo ainda em alta. Permanentemente fragilizado face ao adversário. A luta de Mendes é entre "o que não mata mói" e a "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Que tendência vigorará em 2009?

Encontros do aquém I

Freitas do Amaral lê o insubmisso e vai amanhã mesmo ao Canadá dar conta da indignação lusa.

24 março 2006

Encontros do além III

Deixe de estar em bicos dos pés e coloque de lado a ansiedade de mostrar serviço. Só conseguiu um rectangulozito livre da agenda do seu homólogo lá para o final de Abril? Não tem mal, mas não o anuncie como antídoto ao repatriamento.

Encontros do além II

No final de Abril Freitas deverá discutir com o MNE canadiano a evolução da gripe das aves.

(Os emigrantes portugueses terão sido repatriados há um mês)

Um encontro do além

15 mil portugueses arriscam-se a ser corridos do Canadá, sem rei nem roque, já a partir do próximo fim de semana. Freitas do Amaral diz-nos que conseguiu agendar uma audiência com o MNE canadiano para o final de Abril.(??) Não fosse este um caso sério, onde existe drama e sofrimento, e estávamos perante uma anedota diplomática. Freitas tem junto do Governo canadiano o mesmo poder negocial que eu tenho junto do centro de saúde de Carregal do Sal sempre que pretendo marcar uma consulta: nenhum.

"MULHER A SÉRIO É DO PSD"

Uma frase desta violência não pode ser publicada sem a devida contextualização.

Em primeiro lugar, há que esclarecer que não é o próximo slogan do maior partido da oposição.

Ao invés, trata-se do resultado de uma profunda reflexão do Pacheco, grande companheiro do DE e que ontem me acompanhou e ao camarada de blog David Dinis numa digressão pela vida nocturna da capital.

A pedido do autor, a frase é publicada com as respectivas justificações:

- A mulher PSD é democrata q.b., não comenta política por tudo e por nada.

- Ao contrário da mulher 'xuxa' ou da mulher BE, não dispara por tudo e por nada contra o Bush e imperialismos afins. A 'realpolitik' é o seu mote de vida.

- Não tem pruridos de intelectualidade porque é naturalmente inteligente, não insiste no "Eixo do mal" ou em filmes do Lynch quando prefere ver 'Friends' e comer pipocas.

- Sabe estar bem em todos os sítios, dá-se bem com todos. Não discrimina, como social-democrata que é, estratos sociais por mais altos ou baixos que sejam.

- É religiosa q.b., mulher de família q.b., lasciva q.b., louca q.b, sensual q.b, enfim, um poço de equilíbrios.


(Há que acrescentar, a bem da verdade, que a posição do Pacheco foi subscritca pelos comparsas de copos)

23 março 2006

Uma visão alternativa

Enquanto os meus amigos sportinguistas se indignam, eu gostava de saudar o retorno do BE ao mundo dos vivos...qual Lázaro.

O BE voltou e com estrondo. O que querem os rapazes do Berloque de Esquerda? Pois bem, tornar mais fácil o divórcio. Está certo. Vem na linha da eterna desresponsabilização pós-moderna que os berloquistas defendem.

Agora, pergunto eu: porque não pensar ao contrário: porque não dificultar e tornar mais sério e profundo o casamento, aumentando o grau de responsabilidade individual inerente ao acto?

Afinal de contas, dêem as voltas que quiserem, a maior causa de divórcio é o casamento...atacando a causa, ataca-se o efeito. Boa, Louçã?!

Insanidade


O que se passou ontem tem que ser investigado! Repetir os mesmo erros à espera de resultados distintos é um sinal de insanidade e das duas uma: ou o senhor malquerença está insane, ou estão insanes os que o deixam apitar um jogo de futebol do INATEL, quanto mais uma meia final da taça. Entre a abertura do processo, a detenção e dedução de acusação no próximo jogo do Sporting o senhor malquerença deve entrar em campo de camisola branca com listas pretas. O gajo não nos escapa.

Direito à indignação

Há muito que decidi deixar de acompanhar o futebol indígena e dedicar-me a ligas mais civilizadas e competentes, como a inglesa ou a italiana. Isto apesar de continuar a adquirir o meu bilhete de época para Alvalade com a mesma religiosidade com que pago os impostos. Mesmo sabendo que só compareço a dois ou três jogos e para dizer mal do treinador.

Ontem provou-se, uma vez mais, que abrir excepções a regras dá mau resultado. Aceitei o amável convite de um companheiro de blog – e grande sportinguista – para ver a meia-final da Taça de Portugal com o FCP. E, como era de esperar, acabei o dia irritado. Foi como uma bela viagem no tempo... Não há europeus, vitórias em competições europeias que nos valham. Isto continua a mesma choldra.

Não me irritou a derrota do Sporting – isso apenas provoca tristeza –, fiquei sim irado com mais um roubo de igreja como nos bons velhos tempos. Penalti no Dragão contra o FCP não existe – nova adenda às regras do jogo –, fora-de-jogo no ataque do Porto jamais que o bandeirinha é zarolho e, para quem não sabe, a UEFA e a FIFA emitiram uma nova ordem que obriga a expulsões da equipa adversária do FCP até este conseguir empatar uma eliminatória. Vá lá que o avançado sul-africano do FCP marcou o golo do empate, caso contrário um senhor que andou pelo relvado trajado de amarelo, mas que devia estar de azul e branco, teria que ele próprio meter a bola dentro da baliza de apito na boca.

De facto, Portugal é um belo país conservador. Há coisas que nunca mudam, com ou sem Plano Tecnológico.

Hoje estava a tomar um belo pequeno-almoço e a ler as crónicas sobre o jogo nos jornais ditos de referência e fiquei com azia. Esperava eu, como acontece, por exemplo, em Espanha, que, depois dos erros de ontem, o sr. que anda de apito na boca estivesse a ser crucificado pelos jornalistas ditos especialistas na matéria. Santa ingenuidade a minha. Já me esquecia que isto é o país dos brandos costumes.
O DN consegue publicar um naco de prosa sem uma única referência ao árbitro, que apenas condicionou o resultado final. Em grande! E no Público, valha o rigor, há uma singela referência no último terço do texto a um aparente penalti. É o jornalismo positivo no seu melhor. Tudo se resumiu à defesa do Vítor Baía. Ou então, os srs. jornalistas viram outro jogo, provavelmente na playstation onde o árbitro nunca se engana.

Posto isto. Deixo aqui os parabéns e votos de felicidades na Taça de Portugal para o FCP do meu amigo Paulo Baldaia. E peço desculpas a todos por estes longos desabafos matinais. Mas hoje tive que exercer o direito à indignação. Felizmente no fim-de-semana há Sport TV, Chelsea, Arsenal, Inter, Milan...

D. Rosa, testemunha ocular na praia da Madalena

"Eles estavam ali a fazer o amor e depois aperceberam-se, verificaram, não é?, que havia pessoas em redor e deixaram de fazer o amor. Que aquilo até é uma praia de categoria, que a gente levamos as crianças, não é?, eu até costumo dizer que é bom para o meu Ruben abrir os pulmões, que ele sofre da asma, coitadinho, não é para indecências e poucas-vergonhas, vamos lá a ver..."

Amor III

Onde encontrar o amor?

As minhas mais recentes investigações andam nos corredores dos congelados/refeições pré-preparadas dos supermercados.
O Jumbo das Amoreiras é dos que tem as cotações mais em alta.

22 março 2006

Amor II

"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura.
Ora amarga, ora doce,
P'ra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura."
Ornatos Violeta

Disse-te que a palavra amor não se escreve nas paredes.
Só nas linhas de um soneto ou na tela do cinema.
De resto, convém preservá-la, não a deixar esborratar em cada esquina dos dias.

Às vezes, há uma solidão aterradora.
Um novelo de lã emaranhada.
Nós que não consigo desfazer.
Nós eramos felizes.

Por tua causa, já escrevi noites de páginas com a palavra amor.
Já peguei nela de todas as maneiras.
Já a virei ao contrário.
Espreitei-lhe as entranhas.
Usei e abusei.
Gastei a palavra, amor.

Amor


O mau tempo e o glória fácil
andam a discutir o amor.

amor amora
amoramora
amora mora
amora amor
amoramor
amor amora

Ora aqui vai uma bela teoria da conspiração sobre a gripe das "árvores"

Circula na net...não tenho qualquer confirmação...mas acho que valia a pena investigar.

Extracto do Editorial do número 81(abril-2006) da revista DeSALUD porJosé Antonio Campoy

¿Sabes que el virus de la gripe aviar fue descubierto hace 9 años enVietnam? ¿Sabes que desde entonces han muerto apenas 100 personas ENTODO EL MUNDO TODOS ESTOS AÑOS? ¿Sabes que los norteamericanos fueron los que alertaron de la eficacia del TAMIFLU (antiviral humano) como preventivo? ¿Sabes que el TAMIFLU apenas alivia algunos síntomas de la gripe común? ¿Sabes que su eficacia ante la gripe común está cuestionada por gran parte de la comunidad científica? ¿Sabes que ante un SUPUESTO virus mutante como el H5N1 el TAMIFLU apenas aliviara la enfermedad? ¿Sabes que la gripe aviar hasta la fecha solo afecta a las aves? ¿Sabes quien comercializa el TAMIFLU? LABORATORIOS ROCHE ¿Sabes a quien compró ROCHE la patente del TAMIFLU en 1996? a GILEAD SCIENCES INC. ¿Sabes quien era el Presidente de GILEAD SCIENCES INC y aun hoy principal accionista? DONALD RUMSFELD, actual Secretario deDefensa de USA ¿Sabes que la base del TAMIFLU es el anís estrellado? ¿Sabes quien se ha quedado con el 90% de la producción mundial de este árbol? ROCHE ¿Sabes que las ventas del TAMIFLU pasaron de 254 millones en el 2004 a mas de 1000 millones en el 2005? ¿Sabes cuantos millones más puede ganar ROCHE en los próximos meses si sigue este negocio delmiedo?

O sea que el resumen del cuento es el siguiente: Los amigos de Bush deciden que un fármaco como el TAMIFLU es la solución para una pandemia que aún no se ha producido y que ha causado en todo el mundo 100 muertos en 9 años.Este fármaco no cura ni la gripe común. El virus no afecta al hombre en condiciones normales. Rumsfeld vende la patente del TAMIFLU a ROCHE y este le paga una fortuna. Roche adquiere el 90% de la producción del anís estrellado, base del antivírico. Los Gobiernos de todo el Mundo amenazan con una pandemia y compran a ROCHE cantidades industriales del producto. Nosotros acabamos pagando el medicamento y Rumsfeld, Cheney y Bush hacen el negocio....¿ESTAMOS LOCOS, O SOMOS IDIOTAS?

21 março 2006

Le jardin de la cooperation

O governo da Madeira anunciou hoje, em comunicado, que subscreve a decisão de Cavaco Silva de nomear Monteiro Diniz para Representante da República na Região, antes mesmo do Chefe de Estado divulgar a escolha.
Há pouco, Belém divulgou um comunicado dizendo que "no âmbito das relações de lealdade e cooperação político-institucional que o Presidente da República quer manter com os órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas, estes foram previamente informados das nomeações".

Jardim anda a brincar à cooperação institucional. O Presidente ainda se zanga...

O prometido é devido

A fátinha prometeu que beijava o PM. Prometeu e cumpriu.

Coisas que me preocupam

Durão Barroso admitiu que, ao apoiar a intervenção norte-americana no Iraque, agiu com base em informações “que não foram confirmadas”: “A decisão que tomei, e que muitos governos tomaram, foi baseada em informações que tínhamos recebido e que depois não foram confirmadas: que havia armas de destruição maciça”.

Pergunto como é que se tomam decisões com base em informações não confirmadas. Pior: decisões destas.
A única sensação que tenho - e que tive há três anos - é que o único desejo de Barroso era aparecer na foto, naquela foto, ao lado de Bush, Blair e Aznar. O resto pouco importava.

Barroso continua: “A História fará o balanço. Era qualquer coisa muito difícil para toda a Europa. A Europa estava dividida e eu prefiro dizer que, agora, estamos unidos, tentando fazer o nosso melhor para estabilizar tanto quanto possível o Iraque e a região”.

Depois de morrer tanta gente, indiscriminadamente, sem regras, sem eira nem beira, diz Barroso que "agora estamos unidos". Que bom!
Na semana passada, as tropas norte-americanas orquestraram a maior ofensiva sobre o território iraquiano desde a data da intervenção. Pois... mas agora a Europa está unida!

Não tenho certezas absolutas sobre nada, muito menos sobre assuntos como estes. Mas há coisas que me preocupam.

20 março 2006

A cenoura da direita

Faltam mais de três anos para que José Sócrates cumpra o seu mandato. Hoje, é quase unânime dizer-se que Sócrates é um bom primeiro-ministro. Mas é também precipitado dizer-se, a esta distância, que a sua continuidade no poder está assegurada para lá de 2009. Por outras palavras, a ambição pelo poder à direita - que terá capítulo decisivo em 2008, pode ter razão de ser.

Daqui até 2009, dois factores condicionarão o futuro deste Governo. O primeiro deles é inteiramente político. E é este: para impôr um programa de governação, para deixar uma marca no país, qualquer chefe de Governo tem que cumprir dois mandatos. Assim sendo, é fácil perceber que Sócrates será tentado a procurar a renovação do seu mandato, em 2009. Óbvio? Não tanto. É que o secretário-geral socialista conseguiu há um ano uma maioria absoluta – mas conseguiu isso em circunstâncias absolutamente inéditas. E, em 2009, Sócrates não terá alternativa senão em seguir os passos de Cavaco Silva e exigir uma maioria absoluta para continuar a governar. Ou seja, a sua fasquia não será de 37%, mas sim de 44% dos votos. O que abre novas possibilidades para os líderes que ficarem no PSD e no CDS.

Ora isto altera todas as condições destes três anos que faltam. Sócrates não poderá ser sempre um primeiro-ministro que compra guerras em vários sectores; e não poderá ser sempre o líder que pouco se preocupa com a política, tal como Maquiavel a desenhou, há vários séculos atrás.

É aqui que entra o segundo factor: a economia. E não há volta a dar ao facto: quando a economia teima em não crescer, não há maioria que resista (o desemprego cresce, não há dinheiro para distribuir, nem todas as promessas se podem cumprir).

É esta expectativa face ao crescimento económico e a extrema exigência do calendário político que mostra as perspectivas de poder que se abrem à direita. É por isso, também, que Marques Mendes quer ganhar tempo para impôr a sua liderança, assim como os seus potenciais adversários abrem espaço para o futuro.

19 março 2006

O efeito Cavaco Silva

Venceu as eleições há 56 dias, tomou posse há 10 , anunciou a constituição do Conselho de Estado há 4. Consequências do seu regresso?
O CDS/PP está em estado de sítio, todos contra todos, a direcção com 11 meses de vida convoca um congresso para não-se-percebe-lá-muito-bem-porquê, os portistas queriam "refugar" Ribeiro e Castro mas vão sair, eles próprios, chamuscados de tudo isto. O rastilho foi, indirectamente, Cavaco Silva.
No PSD todos os "ismos" passaram o congresso a apelar ao guarda-chuva da vitória de Cavaco, Menezes incluído, mas vai ser em Belém que tentarão preparar o futuro do partido. Sintomático o (falso) apoio de Borges a Marques Mendes.
O PCP, afastado do Conselho de Estado, acusa o Presidente da República de ser um "falso independente" por promover, apenas, conselheiros oriundos da direita - a sua área política.
O Bloco de Esquerda emigrou (talvez estejam a passar umas merecidas férias numas termas de talassoterapia...) após dois desempenhos eleitorais duvidosos.
Conclusões? Cavaco marca. Marca a vida política portuguesa.

Congresso antecipado no CDS

Os críticos lamentam a decisão "infundada" de Ribeiro e Castro porque a actual liderança só deve ser (re)avaliada em 2008. A banda cantava bem mas era play-back. Em play-back.

18 março 2006

A censura cega

A pretexto da morte da transexual no Porto e do inquérito instaurado pelo Bispo do Porto, Fernanda Câncio produz hoje na página 10 do DN um ataque cego à Igreja Católica.

Pois bem, eu católico practicante e por isso Igreja, gostaria de saber se a senhora 1ª-qualquer-coisa tem necessidade que alguém a esclareça e recorde:
1- o que é que o jacobinismo que manifesta e professa, fez ao longo dos séculos.
2- o que é que seria da solidariedade social em Portugal sem a Igreja Católica
3- os males que decorreram e decorrem por esse mundo fora da posição crítica e cega que assume

Se a posição do dito padre é infeliz, convinha não esquecer que não se pode confundir a árvore com a floresta. Mais, convém que uma senhora com responsabilidades públicas e para-públicas, como aquelas que exerce, não ofenda gratuitamente quem é católico.

O que seria se eu aqui nestas páginas dissesse que o PS, pelo simples facto de Mário Soares e Almeida Santos terem estado profundamente envolvidos no pior processo de descolonização de que há memória e terem, por isso, deixado uma instabilidade que conduziu a várias guerras civis e a milhares de mortos, deveria ter vergonha do seu passado e que Sócrates e o PS não têm autoridade moral para falar como falam de valores sociais e de solidariedade?

17 março 2006

Viva a moral e os bons costumes

O meu contra-argumentário pró directas

Discordo. Defendo a eleição directa do líder porque contraria a lógica aparelhística da escolha dos delegados ao congresso.
É mais democrático ser-se eleito pela totalidade do universo e não apenas por uma amostra representativa desse mesmo universo? Sim.
Contraria-se a "compra" (negociação, se preferirem) de votos de terceiros que, por estarem ausentes do congresso, não podem acompanhar a evolução dos acontecimentos? Sim.
Quanto ao exemplo PS duas explicações distintas para dois momentos diferentes: com Guterres era difícil contrariar a lógica instalada porque estavam no poder. Com Ferro iam estar longe do poder durante algum tempo, o que também não facilitou o debate.
Contrariar o populismo? Sim. Mas não me parece ser este o rumo.

O meu argumentário anti-directas

1. O factor mediatismo é pura ilusão. É verdade que os candidatos têm tempo de antena nos media, mas também o teriam (como tiveram sempre) enquanto candidatos a líderes em congressos. Não se ganha um só minuto antes. Perdem-se centenas de minutos no dia D.

2. O factor democracia interna não passa do populismo. A mera eleição de congressistas é, em si, um acto democrático. Rejeitar isto é o mesmo que dizer que os Estados Unidos da América não têm uma democracia. Já ouvi o argumento à esquerda (especialmente após derrotas de candidatos democratas, claro está), mas nunca à direita.

3. O factor "caciquismo" é um disparate. É tão fácil controlar um congresso, como controlar os votos dos militantes que se dirigem a cada uma das distritais para votar. Para mais, porque os disponíveis para esses votos são poucos - e sempre os mais activos. Ou seja, os mais interessados nas manobras de liderança.

4. O factor "modernidade", por sua vez, é o argumento mais fácil de quem não valoriza o factor "história". Ou seja, citando Nozick, a mudança deve ser feita só e apenas quando o presente está "proved wrong". E pergunta-se agora: os congressos do PSD são o mal do partido? A resposta é clara: não. Os congressos, aliás, têm sido em vários momentos o melhor exemplo da vida do PSD (facto que até a esquerda reconhece sem qualquer dificuldade).

5. Por fim, o factor PS. Ou seja, a eleição de José Sócrates em eleições directas. Diz-se agora que Sócrates é um líder com maior legitimação por ter sido eleito em directas. "Perfect Non-sense". Sócrates teve maior legitimidade, sim, mas porque foi desafiado por outros dois militantes socialistas (Alegre e João Soares) e porque a disputa não foi só ao nível pessoal, mas também estratégico e de ideias. Teria sido igual ou melhor (julgo que melhor) se a eleição tivesse sido em congresso.
Para o provar, basta olhar para as eleições no PS desde 1994 - sempre directas. Guterres e Ferro foram assim eleitos. Sempre sozinhos na corrida. Tiveram por isso algum resultado especial? Não. Basta olhar para o número de militantes do PS que votaram para o perceber. Foram tão poucos que ninguém se recorda. Ou alguém se lembra de um único congresso do PS? "I rest my case".

Pela boca morre o pescado

http://www.youtube.com/watch?v=mSJ5cQkJ_Sw

16 março 2006

A voz das bases

Oito em cada nove participantes do fórum da TSF defenderam a eleição de Luis Filipe Menezes, em caso de derrota do projecto-Mendes. Alguém me arranja o número da central telefónica?

O parlamento - bolinha

"Vai para o cara...". "Burro". "Filho da p...". "Vai à merda". É este fino e recomendado corte que enriquece o vocabulário do PSD/Madeira. Ontem o inefável senhor Ramos tentou esmurrar um deputado do PS. Há tempos queriam um exame à demência de um outro. "Os diagnósticos estão todos feitos", disse-nos Cavaco na tomada de posse. Actue-se em conformidade, acrescentamos.

Faz o que eu digo, não o que eu faço

Pacheco Pereira diz-nos do alto da sua independência crítica que Marques Mendes deve sair se não for aprovado o projecto de alteração estatutária que defende.
Admitamos que sim: Mendes não aprova o documento, convoca novo congresso para eleição de um líder e candidata-se (anda há demasiados anos na vida política para sair sem dar luta). Marcelo Rebelo de Sousa também (uma espécie de "agora ou nunca") e os santanistas recuperam o "maltratado" PSL. Estivesse Durão Barroso disponível e eram os mesmos de há dez anos, quando o cavaquismo deixou São Bento. Esclarecedor, quanto ao ímpeto de renovação social-democrata.

NINGUÉM PÁRA O BENFICA, NINGUÉM PÁRA O BENFICA...

a não ser o Guimarães, a Naval, o Sporting, o..... rai's partam o holandês!!!!

15 março 2006

Será realidade? Será ficção?

Tomaram hoje posse dois controladores financeiros. Será piada?

A função dos senhores é zelarem para que os ministros não se estiquem nos gastos. Eu às vezes também precisava que um senhor destes andasse atrás de mim. Quem sabe o governo não estará a lançar as bases de uma nova profissão? E, a partir daí, conseguir ajudar a cumprir a promessa dos 260 mil postos de trabalho...

Trocas na Expo

Ouvi falar numa reunião secreta entre Marques Mendes e Soares Franco, ontem à noite, para combinar os últimos pormenores das reuniões magnas do PSD e SCP deste fim-de-semana, ambos na Expo. Assim, ficou decidido que Soares Franco vai ao congresso do PSD defender a venda do património do partido. E que Marques Mendes defenderá acerrimamente as eleições directas para a presidência do Sporting.

Cá para mim, foi um belo acordo para o líder social-democrata: acaba com a São Caetano, que só dá despesa, mudando-se para Belém (o que até dá jeito, para controlar os próximos conselheiros de Estado); livra-se da defesa das directas no partido, que são tão desejadas como eleições legislativas nos próximos anos; e ainda tem a oportunidade de acabar com o Sporting (ele que é benfiquista ferrenho).

Já Soares Franco, ganha tudo ao livrar-se de ouvir os disparates do dr. Dias da Cunha, socialista encartado, que fica bem entregue às mãos de Mendes. Nada mau, para um fim-de-semana.

Grande Espectáculo no Pavilhão Atlântico

Atento a estas coisas das artes fui à FNAC tentar arranjar bilhete para o combate de wrestling da próxima 6ªfeira no Pavilhão Atlântico. Disseram-me que é só para sócios. Tá mal!!

Virou à direita (II)

Já repararam nos aliados de José Sócrates no Conselho de Estado? Jaime Gama, Jorge Coelho e... Mário Soares. Lindo!

Virou à direita

Com a composição escolhida para o Conselho de Estado, precisamente o órgão de aconselhamento do Presidente em situações de crise, Cavaco Silva deixa bem claro ao Governo que a cooperação dinâmica é um conceito para levar a sério. Não era o dr. Vitorino que dizia "habituem-se"?

Os m´s do novo PR

Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Anacoreta Correia, Manuel Dias Loureiro e o mandatário - João Lobo Antunes.

14 março 2006

Dependência

Acabaram de me dizer uma coisa muito acertada: que sou dependente de notícias. Melhor: que a minha dependência é a adrenalina das notícias. Não há volta a dar-lhe. Desta não me livro.

Assim sendo, venha a remodelação.

O mercado

Apático com o desastre financeiro do guterrismo. Psicopático com o défice e tanga de Durão Barroso. Lunático com Santana Lopes. Agora, opático. Assim, fiquei quando ouvi José Maria Ricciardi falar da estabilidade política do Governo Sócrates como guarda-chuva do clima de pré-confiança económica. A procura e a oferta no seu esplendor.

Este blog está a precisar disto



Foto: Reuters

Despectraram-se

Então não é que a CCS e o VPV decidiram descontinuar, qual electrodoméstico em fim de carreira, o seu blogue. É pena. Tá mal. Nós até gostávamos. Pronto, tá bem, ide lá trabalhar!

Boa sorte para os dois e para os trabalhos em que estão.

Still Santana Lopes

O PSL ofereceu-se para adquirir o Audi que tinha comprado para a CML, alegando que estava a sentir-se incomodado pelo que se estava a passar e sentia-se na obrigação de algo fazer.

Será que o jovem não se quererá sentir incomodado com algumas das medidas que tomou enquanto PM e queira tomar a mesma atitude, corrigindo assim os erros cometidos? A democracia portuguesa e a direita agradeceriam, por certo!!!

Sobre o Sporting Clube de Portugal

Dizem-me que o Dias da Cunha (agh!) vai hoje "desmascarar" o presidente do Sporting Clube de Portugal. O Dias da Cunha bem se podia calar. O Sporting é segundo classificado, está a dois pontos do Porto; o Sporting não precisa de património (especialmente o não rentável), precisa de jogadores; o Sporting não precisa de ex-presidentes, precisa de líderes. Um clube não é um partido, não é uma empresa, não é nada disso. Um clube faz-se e vive de êxitos, de motivação, de bons jogos e bons jogadores. Dias da Cunha não sabe isso, nunca soube. Por isso fez o que fez. Saiu em bom tempo.

Será que...

ninguém me faz uma OPA a mim?

Oferta de Serviços

Aceito OPA's em 2ª mão, em bom estado de conservação. Temos especialista internacional associado às mais prestigiadas casas de leilões mundiais que se desloca ao domicílio acompanhado de um dos nossos técnicos para avaliações. Contactos para os números XXXXXXX

Bonito, bonito

Mais bonito que uma OPA é uma Contra-OPA

Viva o mercado

Com esta agitação toda, tentem lá convencer o pagode que há vida depois da OPA.

13 março 2006

Lá está ela

O BCP lançou uma OPA sobre o BPI. A Grande Loja lançou a informação, nós por aqui lançámos o rumor. Uma parceria sem opas, mas muito associativa, esta.

Opa lá lá

Anda por aí uma loucura com rumores sobre uma nova OPA, lá pelo sector bancário. Se é verdade, agora é que ninguém cala o discurso da confiança. Valha-nos o mercado.

Ditado do dia

Uma andorinha não faz a Primavera.

P.S. Isto não tem nada a ver com o PR ou com o PM.