21 abril 2006

Serviço Público 2


No dia 25 de Abril, os jardins da residência oficial do primeiro-ministro vão ter animação a cargo do Chapitô.







Mais uma confirmação de que muitas vezes a realidade é melhor que a ficção.

Efeito surpresa

Salvo O Independente nenhum jornal faz manchete com (mais um)a desorientação que assolou o Parlamento durante a votação da paridade. Faz sentido: é banal. Triste, mas banal.

20 %


Enchia o depósito com 5 euros. Esta semana custou-me 6 euros. A gasolina aumentou. Está confirmado.

Serviço Público


Eis a foto oficial do Presidente da República.

20 abril 2006

Perdemos por não sei quantos a um

Fui expulso aos dez minutos. No primeiro amarelo disse apenas ao senhor árbitro que parado no meio campo não podia ver, com rigor, os fora de jogo junto à nossa área. Talvez o tom tenha sido excessivamente alto. Eu falava na qualidade de capitão e estava na defesa junto à bola, ele no meio campo. Mas o tom, parece que o tom foi demasiado alto.
No segundo amarelo, pouco depois, sofri falta e agarrei a bola durante a queda para reatar de imediato o contra-ataque. Expulso. Sem mais nem menos, porque parece que o senhor árbitro viu uma falta que não cometi. A equipa adversária até se deu ao luxo de ter um jogador (suplente imagine-se!) a entrar em campo e a empurrar um dos nossos: lembram-se do Campomaiorense - Porto em que o Baía andava a fazer festinhas em adversários?
Dizem que sou temperamental quando jogo futebol mas confesso que o hematoma de três centímetros que tenho na canela direita e o rasgo de dez centímetros não ajudam. É que o senhor arbitro nem sequer assinalou falta. Muito menos mostrou um cartão. Temperamental? Eu? Talvez. Vá!, às vezes. Quando me obrigam a dormir com betadine.

Bem, isto está aqui está ali!

Parece que afinal a cidade judiciária vai ser constuída em Lisboa. Ainda nos arriscamos que qualquer dia, um qualquer governo, se decida a tomar uma qualquer decisão sobre esta cidade. Com tanto anúncio ainda vamos mesmo ter uma . Eu sou levado a crer que sim. Eu sou levado...

19 abril 2006

Santana a slot machine


PSL está calado há demasiado tempo. É como uma slot machine que acumula o prémio, acumula o prémio, vai acumulando o prémio até que desata a distribuir moedas a um só apostador. Será Carmona Rodrigues o "feliz" contemplado?

18 abril 2006

Virus da blogolândia

O Espectro foi-se de vez, o Acidental eclipsou-se, o Barnabé já lá vai, o Abrupto enfim, mesmo o Mau Tempo e o Glória Fácil andam por aí, mas com menos entusiasmo. Se mal que faça a pergunta, o que se passa com a blogosfera?

Quem conta um conto...

"Hoje fazem-se jornais para quem não gosta de ler jornais e escrevem-se romances para quem não gosta de literatura."
Clara Ferreira Alves, Única, 14 de Abril

P.S. Tirado do Corta-Fitas, com abraço ao Pedro Correia.

Irangate

Estamos no segundo take do primeiro acto. O Irão condiciona as nossas vidas a cada dia que passa, com ameaças nucleares e as devidas consequências, por exemplo, no preço do petróleo. Do lado de lá, o jogo é consequente. Já visto daqui, há quem fale em sanções e quem as recuse liminarmente. As divisões do Ocidente ainda acabam com a Rosa dos Ventos - acaba o Leste e Oeste e passamos a dizer só Norte e Sul.

Comentaristas e jornaleiros

Hoje acordei a ouvir um conhecido jornalista económico a mostrar-se muito satisfeito com a "mudança de ciclo" económico e com a inversão dos números do desemprego. A coisa era tão optimista que dei por mim a perguntar se o próprio tinha sido contactado para um novo emprego.

15 abril 2006

SIC 0 - Galp 1

Tenho mau ouvido mas não hesito: este é muito, mas mesmo muito, melhor que o "na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na" de este. Mesmo tendo um p....lá pelo meio. Who cares?

14 abril 2006

Grito de alma contra a demagogia

À volta do triste caso das faltas dos deputados, o país faz demagogia acerca da classe política. Se não sabem o que é o dia-a-dia de um deputado, perguntem ao Vasco Pulido Valente que ele explica. É tão mau que ele desistiu. Foi e não voltou.


1. O deputado serve para se sentar e ficar bem quietinho, porque quem vota é a direcção parlamentar.

2. O deputado serve para bater palmas ao colega que está a falar (quanto mais barulhentas, melhor ele é).

3. O deputado não serve para mais nada, porque as comissões parlamentares (que deviam ser o centro do Parlamento) mal existem e estão entregues a poucos; também não serve mais nada porque o deputado nem sequer representa os seus eleitores, mas sim o partido; e serve ainda de menos porque o lugar é um dos mais mal pagos da Europa, pelo que cada um, se quer viver decentemente e tem competência, tem que ter outro trabalho para fazer pela vida.

4. O que se reclama, no caso de ontem, é que não estivessem por lá mais quatro alminhas com o rabo bem sentado na cadeira, para que o quórum estivesse assegurado. Fossem esses quatro lá, nem notícia havia.

5. O mais triste do caso é que hoje está todo o país a reclamar. O mesmo país que foi na quarta-feira à noite para a santa terrinha, que logo no início do ano anda a ver o calendário à lupa à procura dos dias para fazer pontes, para faltar, para ganhar uns dias de folga. É, aliás, a única altura do ano em que os portugueses são especialistas em matemática. Alguém quer lembrar qual é a taxa de absentismo do país?

6. Dizem que o exemplo deve vir de cima? Eu respondo que o exemplo deve vir de dentro (de dentro de cada um de nós). A classe política é uma merda? Talvez seja a imagem de quem representa. Muito simplesmente, neste país as responsabilidades são sempre dos outros, os direitos são sempre de todos nós. Devíamos, ao invés, dizer como Kennedy: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo teu país".


Por este andar, com o que diz dos políticos, qualquer dia não há uma alminha disponível para nos representar na Assembleia. Foi assim que chegámos aqui. Depois queixem-se que os deputados são maus e que os bons preferem ir ganhar dinheiro.

Nada é filho do acaso

Deputados faltosos, classe política desprestigiada, má gestão de dinheiros públicos, laxismo no cumprimento de funções de Estado? Acrescentemos o mal-estar presidencial. Chegamos à soma dos temas que dominaram os últimos dias. A bissectriz é tirada por José Sócrates: aprovou o fim das viagens em primeira classe para os titulares de cargos públicos e, sempre que possível, a substituição do transporte aéreo pela vídeo-conferência. Faz lembrar o Marquês de Pombal que ao ver Lisboa reduzida a escombros disse estar perante “uma oportunidade”. Acrescentamos: para brilhar.

2005 face a 2004*

Combate ao crime violento: aumento de 120 % no número de detidos.
Combate ao banditismo: aumento de 22 % no número de detidos.
Homicídios: taxa de resolução de 94 %.
Corrupção, Peculato, abuso de poder: mais 24 % de processos no MP.
Fogo Posto: aumento de 100 % no número de detidos.
Tráfico de droga: aumento de 100 % no número de detidos. Apreendidas 16 toneladas de cocaína.

*Dados referentes ao trabalho da Polícia Judiciária publicados
aqui (contrariam o que tem sido dito pelo Ministro da Justiça).

A fuga de Afonso III


Há 75 anos Espanha deitava-se monárquica acordava republicana.

13 abril 2006

ah, uhm... pois

Ia eu desejar boa Páscoa e, olhando para baixo, arrependo-me. É por estas e por outras que a internet entra directamente na lista dos novos pecados, certo?

Sabem que vos digo? Divirtam-se!
Palavra de católico e praticante (em regime de acumulação).

Afinal, ainda há pessoas boas

(foto via bombyx-mori)

Cicciolina, a conhecida actriz de cinema pornográfico está disposta a oferecer-se a Bin Laden se ele deixar de se dedicar ao terrorismo. «Já é altura de alguém lidar com o líder da al-Qaeda e eu estou pronta para isso», disse a actriz, de 55 anos.
«Estou disposta a fazer um acordo. Ele fica comigo e em troca pára com a tirania. O meu peito ainda só serviu para ajudar pessoas, enquanto que Bin Laden matou milhares de vítimas inocentes».
(in Portugal Diário)

Não posso trabalhar, por motivos profissionais

Ia escrever um post comprido sobre a falta de quorum no Parlamento, mas acho que o Francisco já disse tudo. Eu continuo na minha: não me venham os senhores deputados depois falar do descrédito da política e do cargo, quando dão mostras de se estarem nas tintas para o seu trabalho e, por inerência, para o país. É por estas e por outras que a abstenção nas eleições bate recordes.

ITP

Marques Guedes, presidente da bancada parlamentar do PSD, atira-se ao PS porque como partido da maioria não "assegurou a aprovação" das iniciativas que ontem foram a votação no plenário da Assembleia da República. Uma vergonha, esta declaração. Por duas razões muito simples e objectivas. A primeira, aprendi-a desde pequeno, dois males não fazem um bem. Com o mal dos outros posso eu bem, e neste caso, MG devia estar calado antes de pensar, sequer, em levantar um cabelo contra o PS. A outra razão é também simples e objectiva. Contas feitas, ontem, 66 por cento da bancada do PSD faltou, contra 40 por cento da socialista. Não há nem menor, nem maior responsabilidades. Há sim uma irresponsabilidade transversal partilhada. E quando assim é, é feio, embora fácil, lançar pedras contra o telhado do vizinho.