28 abril 2006
25 abril 2006
Ter ou não ter...
Cavaco
O discurso do Presidente da República não é vazio, oco, nem desinteressante. Que me desculpem os críticos, mas o discurso diz bem mais do que quer fazer parecer - para lá do socialmente correcto, aponta soluções importantes. Duvido que alguém fale delas.
22 abril 2006
21 abril 2006
Serviço Público 2

No dia 25 de Abril, os jardins da residência oficial do primeiro-ministro vão ter animação a cargo do Chapitô.
Mais uma confirmação de que muitas vezes a realidade é melhor que a ficção.
Efeito surpresa
Salvo O Independente nenhum jornal faz manchete com (mais um)a desorientação que assolou o Parlamento durante a votação da paridade. Faz sentido: é banal. Triste, mas banal.
20 abril 2006
Perdemos por não sei quantos a um
Fui expulso aos dez minutos. No primeiro amarelo disse apenas ao senhor árbitro que parado no meio campo não podia ver, com rigor, os fora de jogo junto à nossa área. Talvez o tom tenha sido excessivamente alto. Eu falava na qualidade de capitão e estava na defesa junto à bola, ele no meio campo. Mas o tom, parece que o tom foi demasiado alto.
No segundo amarelo, pouco depois, sofri falta e agarrei a bola durante a queda para reatar de imediato o contra-ataque. Expulso. Sem mais nem menos, porque parece que o senhor árbitro viu uma falta que não cometi. A equipa adversária até se deu ao luxo de ter um jogador (suplente imagine-se!) a entrar em campo e a empurrar um dos nossos: lembram-se do Campomaiorense - Porto em que o Baía andava a fazer festinhas em adversários?
Dizem que sou temperamental quando jogo futebol mas confesso que o hematoma de três centímetros que tenho na canela direita e o rasgo de dez centímetros não ajudam. É que o senhor arbitro nem sequer assinalou falta. Muito menos mostrou um cartão. Temperamental? Eu? Talvez. Vá!, às vezes. Quando me obrigam a dormir com betadine.
No segundo amarelo, pouco depois, sofri falta e agarrei a bola durante a queda para reatar de imediato o contra-ataque. Expulso. Sem mais nem menos, porque parece que o senhor árbitro viu uma falta que não cometi. A equipa adversária até se deu ao luxo de ter um jogador (suplente imagine-se!) a entrar em campo e a empurrar um dos nossos: lembram-se do Campomaiorense - Porto em que o Baía andava a fazer festinhas em adversários?
Dizem que sou temperamental quando jogo futebol mas confesso que o hematoma de três centímetros que tenho na canela direita e o rasgo de dez centímetros não ajudam. É que o senhor arbitro nem sequer assinalou falta. Muito menos mostrou um cartão. Temperamental? Eu? Talvez. Vá!, às vezes. Quando me obrigam a dormir com betadine.
Bem, isto está aqui está ali!
Parece que afinal a cidade judiciária vai ser constuída em Lisboa. Ainda nos arriscamos que qualquer dia, um qualquer governo, se decida a tomar uma qualquer decisão sobre esta cidade. Com tanto anúncio ainda vamos mesmo ter uma . Eu sou levado a crer que sim. Eu sou levado...
19 abril 2006
Santana a slot machine
18 abril 2006
Virus da blogolândia
O Espectro foi-se de vez, o Acidental eclipsou-se, o Barnabé já lá vai, o Abrupto enfim, mesmo o Mau Tempo e o Glória Fácil andam por aí, mas com menos entusiasmo. Se mal que faça a pergunta, o que se passa com a blogosfera?
Quem conta um conto...
"Hoje fazem-se jornais para quem não gosta de ler jornais e escrevem-se romances para quem não gosta de literatura."
Clara Ferreira Alves, Única, 14 de Abril
P.S. Tirado do Corta-Fitas, com abraço ao Pedro Correia.
Clara Ferreira Alves, Única, 14 de Abril
P.S. Tirado do Corta-Fitas, com abraço ao Pedro Correia.
Irangate
Estamos no segundo take do primeiro acto. O Irão condiciona as nossas vidas a cada dia que passa, com ameaças nucleares e as devidas consequências, por exemplo, no preço do petróleo. Do lado de lá, o jogo é consequente. Já visto daqui, há quem fale em sanções e quem as recuse liminarmente. As divisões do Ocidente ainda acabam com a Rosa dos Ventos - acaba o Leste e Oeste e passamos a dizer só Norte e Sul.
Comentaristas e jornaleiros
Hoje acordei a ouvir um conhecido jornalista económico a mostrar-se muito satisfeito com a "mudança de ciclo" económico e com a inversão dos números do desemprego. A coisa era tão optimista que dei por mim a perguntar se o próprio tinha sido contactado para um novo emprego.
15 abril 2006
SIC 0 - Galp 1
14 abril 2006
Grito de alma contra a demagogia
À volta do triste caso das faltas dos deputados, o país faz demagogia acerca da classe política. Se não sabem o que é o dia-a-dia de um deputado, perguntem ao Vasco Pulido Valente que ele explica. É tão mau que ele desistiu. Foi e não voltou.
1. O deputado serve para se sentar e ficar bem quietinho, porque quem vota é a direcção parlamentar.
2. O deputado serve para bater palmas ao colega que está a falar (quanto mais barulhentas, melhor ele é).
3. O deputado não serve para mais nada, porque as comissões parlamentares (que deviam ser o centro do Parlamento) mal existem e estão entregues a poucos; também não serve mais nada porque o deputado nem sequer representa os seus eleitores, mas sim o partido; e serve ainda de menos porque o lugar é um dos mais mal pagos da Europa, pelo que cada um, se quer viver decentemente e tem competência, tem que ter outro trabalho para fazer pela vida.
4. O que se reclama, no caso de ontem, é que não estivessem por lá mais quatro alminhas com o rabo bem sentado na cadeira, para que o quórum estivesse assegurado. Fossem esses quatro lá, nem notícia havia.
5. O mais triste do caso é que hoje está todo o país a reclamar. O mesmo país que foi na quarta-feira à noite para a santa terrinha, que logo no início do ano anda a ver o calendário à lupa à procura dos dias para fazer pontes, para faltar, para ganhar uns dias de folga. É, aliás, a única altura do ano em que os portugueses são especialistas em matemática. Alguém quer lembrar qual é a taxa de absentismo do país?
6. Dizem que o exemplo deve vir de cima? Eu respondo que o exemplo deve vir de dentro (de dentro de cada um de nós). A classe política é uma merda? Talvez seja a imagem de quem representa. Muito simplesmente, neste país as responsabilidades são sempre dos outros, os direitos são sempre de todos nós. Devíamos, ao invés, dizer como Kennedy: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo teu país".
Por este andar, com o que diz dos políticos, qualquer dia não há uma alminha disponível para nos representar na Assembleia. Foi assim que chegámos aqui. Depois queixem-se que os deputados são maus e que os bons preferem ir ganhar dinheiro.
1. O deputado serve para se sentar e ficar bem quietinho, porque quem vota é a direcção parlamentar.
2. O deputado serve para bater palmas ao colega que está a falar (quanto mais barulhentas, melhor ele é).
3. O deputado não serve para mais nada, porque as comissões parlamentares (que deviam ser o centro do Parlamento) mal existem e estão entregues a poucos; também não serve mais nada porque o deputado nem sequer representa os seus eleitores, mas sim o partido; e serve ainda de menos porque o lugar é um dos mais mal pagos da Europa, pelo que cada um, se quer viver decentemente e tem competência, tem que ter outro trabalho para fazer pela vida.
4. O que se reclama, no caso de ontem, é que não estivessem por lá mais quatro alminhas com o rabo bem sentado na cadeira, para que o quórum estivesse assegurado. Fossem esses quatro lá, nem notícia havia.
5. O mais triste do caso é que hoje está todo o país a reclamar. O mesmo país que foi na quarta-feira à noite para a santa terrinha, que logo no início do ano anda a ver o calendário à lupa à procura dos dias para fazer pontes, para faltar, para ganhar uns dias de folga. É, aliás, a única altura do ano em que os portugueses são especialistas em matemática. Alguém quer lembrar qual é a taxa de absentismo do país?
6. Dizem que o exemplo deve vir de cima? Eu respondo que o exemplo deve vir de dentro (de dentro de cada um de nós). A classe política é uma merda? Talvez seja a imagem de quem representa. Muito simplesmente, neste país as responsabilidades são sempre dos outros, os direitos são sempre de todos nós. Devíamos, ao invés, dizer como Kennedy: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo teu país".
Por este andar, com o que diz dos políticos, qualquer dia não há uma alminha disponível para nos representar na Assembleia. Foi assim que chegámos aqui. Depois queixem-se que os deputados são maus e que os bons preferem ir ganhar dinheiro.
Nada é filho do acaso
Deputados faltosos, classe política desprestigiada, má gestão de dinheiros públicos, laxismo no cumprimento de funções de Estado? Acrescentemos o mal-estar presidencial. Chegamos à soma dos temas que dominaram os últimos dias. A bissectriz é tirada por José Sócrates: aprovou o fim das viagens em primeira classe para os titulares de cargos públicos e, sempre que possível, a substituição do transporte aéreo pela vídeo-conferência. Faz lembrar o Marquês de Pombal que ao ver Lisboa reduzida a escombros disse estar perante “uma oportunidade”. Acrescentamos: para brilhar.
2005 face a 2004*
Combate ao crime violento: aumento de 120 % no número de detidos.
Combate ao banditismo: aumento de 22 % no número de detidos.
Homicídios: taxa de resolução de 94 %.
Corrupção, Peculato, abuso de poder: mais 24 % de processos no MP.
Fogo Posto: aumento de 100 % no número de detidos.
Tráfico de droga: aumento de 100 % no número de detidos. Apreendidas 16 toneladas de cocaína.
*Dados referentes ao trabalho da Polícia Judiciária publicados aqui (contrariam o que tem sido dito pelo Ministro da Justiça).
Combate ao banditismo: aumento de 22 % no número de detidos.
Homicídios: taxa de resolução de 94 %.
Corrupção, Peculato, abuso de poder: mais 24 % de processos no MP.
Fogo Posto: aumento de 100 % no número de detidos.
Tráfico de droga: aumento de 100 % no número de detidos. Apreendidas 16 toneladas de cocaína.
*Dados referentes ao trabalho da Polícia Judiciária publicados aqui (contrariam o que tem sido dito pelo Ministro da Justiça).
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