06 maio 2006

É preciso ter topete!

Das duas uma: ou Freitas do Amaral não sabe o que diz, ou é topete de todo. Diz que trabalhar 12 horas por dia é cansativo e que não faz questão de ser ministro aquando da presidência portuguesa da UE e não queria títulos com isso? Licensiosidade, sr. ministro! Que licenciosidade!

05 maio 2006

Nós por lá

Blair não brinca. Está de saída mas não brinca com a política, na política, sobre política. Perdeu(levou um rombo de todo o tamanho, digamos) as eleições locais. Respondeu com uma remodelação profunda e uma inovação: dois ministros dos negócios estrangeiros. A falta que nos faziam...

Frase sem contexto jornalístico

O sol está delicioso.

As direitas

Ribeiro e Castro queixa-se de que não tem um grupo parlamentar ao seu lado. Marques Mendes não se queixa, mas o seu grupo parlamentar é ainda pior - foi feito por Santana Lopes e à imagem de Santana Lopes - e pior que isto não pode haver. A maior dificuldade que um e outro terão em chegar a 2009 é esta: só podem contar consigo. A diferença entre os dois é que Mendes foi mais precavido e entrou nas listas antes da derrota de 2005. O que, só por si, pode valer tudo.

Quanto ao congresso e às directas, daqui a uma semana ninguém se lembrará que existiram.

O cúmulo da dúvida

De que forma será tratado pelo Estado ( segurança social incluída) um homem, casado, 45 anos, homossexual e sexualmente impotente?

Leituras recomendadas



Veementemente a ler, o artigo de Paulo Pedroso, no DE de hoje, sobre os princípios da reforma da Segurança Social do Governo. Destaco dois pontos: que Pedroso considera que era tempo de se fazer um debate mais ambicioso sobre o financiamento do sistema; e que apela ao contributo da sua geração de políticos. Pedroso está de volta à política. Seja bem-vindo.

03 maio 2006

Apelo verde-e-branco

A Renascença anuncia que Jesualdo Ferreira está de saída do Sporting de Braga. Reforço, assim, o apelo de há cinco meses: vão buscar o homem para Alvalade. O gozo que lhe dava ganhar ao Benfica...

02 maio 2006

Sol enganador

O jornal do arquitecto está prestes a ser apresentado e terá, segundo os relatos, um nome tablóide da imprensa anglo-saxónica: Sol. Prevêm-se uns títulos também eles tablóides, plenos de imaginação:

O sol quando nasce é para todos;
Sol encoberto no projecto do arquitecto;
Expresso recomenda cuidados com o Sol.

Devo dizer-vos que estou curioso. Mais ainda com as últimas edições da antiga casa-mãe.

Leituras




Pedro Adão e Silva, no DE de hoje, explicando as razões porque este Governo tem condições únicas para implementar uma reforma pragmática da Segurança Social.

Já no DN, Medeiros Ferreira é honesto na interpretação da estratégia presidencial de Cavaco Silva. Um bom exemplo, vindo do primeiro apoiante da candidatura de Soares.

01 maio 2006

Regresso de exames

Para os poucos que estranharam a ausência, declaro que acabo de voltar de três semanas dedicadas quase em exclusivo a exames na Faculdade. Como o país não parou, deixo algumas notas sobre o que li.

1. Cavaco Silva conseguiu marcar a agenda noticiosa durante uma semana, a sua primeira vitória nos jornais. Deve estar a rir com gosto: falou para a esquerda, mas deixou bem marcada a mensagem ao Governo: não se esqueçam que sem crescimento não há combate à exclusão. A mensagem estava lá, bem vincada, mas parece que poucos perceberam. Melhor para Cavaco. Assim, finge com gosto que é o Presidente de todos os portugueses. Será que o primeiro-ministro percebeu?

2. A reforma da Segurança Social está a caminho, com uma estratégia meio/meio: Meio a prazo, meio disfaraçada. Faltava o resto, para a fazer corajosa. Assim, para já, ficámos como o código postal – é meio caminho andado.

3. O primeiro de Maio comemora-se sob um sol abrasador, com o campeonato nacional a dar lugar à vaga de esperança da selecção nacional. Descansem os fiéis de Scolari: mesmo de Madaíl não queira, o Governo assina contrato com o brasileiro se ele levar as quinas às finais. É a última hipótese de voltarmos à auforia.

28 abril 2006

25 abril 2006

Ter ou não ter...

Cavaco não levou cravo. E eu ainda estou a tentar perceber qual a importância da polémica inventada pelos jornalistas. Mais uma metanotícia. Cavaco deve estar divertidíssimo.

Cavaco

O discurso do Presidente da República não é vazio, oco, nem desinteressante. Que me desculpem os críticos, mas o discurso diz bem mais do que quer fazer parecer - para lá do socialmente correcto, aponta soluções importantes. Duvido que alguém fale delas.

22 abril 2006

21 abril 2006

Serviço Público 2


No dia 25 de Abril, os jardins da residência oficial do primeiro-ministro vão ter animação a cargo do Chapitô.







Mais uma confirmação de que muitas vezes a realidade é melhor que a ficção.

Efeito surpresa

Salvo O Independente nenhum jornal faz manchete com (mais um)a desorientação que assolou o Parlamento durante a votação da paridade. Faz sentido: é banal. Triste, mas banal.

20 %


Enchia o depósito com 5 euros. Esta semana custou-me 6 euros. A gasolina aumentou. Está confirmado.

Serviço Público


Eis a foto oficial do Presidente da República.

20 abril 2006

Perdemos por não sei quantos a um

Fui expulso aos dez minutos. No primeiro amarelo disse apenas ao senhor árbitro que parado no meio campo não podia ver, com rigor, os fora de jogo junto à nossa área. Talvez o tom tenha sido excessivamente alto. Eu falava na qualidade de capitão e estava na defesa junto à bola, ele no meio campo. Mas o tom, parece que o tom foi demasiado alto.
No segundo amarelo, pouco depois, sofri falta e agarrei a bola durante a queda para reatar de imediato o contra-ataque. Expulso. Sem mais nem menos, porque parece que o senhor árbitro viu uma falta que não cometi. A equipa adversária até se deu ao luxo de ter um jogador (suplente imagine-se!) a entrar em campo e a empurrar um dos nossos: lembram-se do Campomaiorense - Porto em que o Baía andava a fazer festinhas em adversários?
Dizem que sou temperamental quando jogo futebol mas confesso que o hematoma de três centímetros que tenho na canela direita e o rasgo de dez centímetros não ajudam. É que o senhor arbitro nem sequer assinalou falta. Muito menos mostrou um cartão. Temperamental? Eu? Talvez. Vá!, às vezes. Quando me obrigam a dormir com betadine.

Bem, isto está aqui está ali!

Parece que afinal a cidade judiciária vai ser constuída em Lisboa. Ainda nos arriscamos que qualquer dia, um qualquer governo, se decida a tomar uma qualquer decisão sobre esta cidade. Com tanto anúncio ainda vamos mesmo ter uma . Eu sou levado a crer que sim. Eu sou levado...