17 maio 2006
Pela causa do costume
Um grupo de cidadãos está, a partir de hoje, a recolher assinaturas para que o Parlamento discuta uma muito interessante iniciativa legislativa. São necessárias 35 mil. Para interessados.
Resposta devida
Certo. Faltava esta frase: "O medo do veto de Cavaco é uma das justificações".
"Don't take it personaly", cara f.. É só a opinião de quem a lê sempre com atenção e com consideração. O inverso será sempre aceite com a mesma atitude - porque o jornalismo, especialmente o sério, precisa da auto-crítica para crescer.
Quanto à opinião implícita, quem sou eu para ensinar a missa ao padre - salvo seja.
Considerações,
David
"Don't take it personaly", cara f.. É só a opinião de quem a lê sempre com atenção e com consideração. O inverso será sempre aceite com a mesma atitude - porque o jornalismo, especialmente o sério, precisa da auto-crítica para crescer.
Quanto à opinião implícita, quem sou eu para ensinar a missa ao padre - salvo seja.
Considerações,
David
Ver!ssimo, "Sexo e Futebol"
Ontem reli algumas das crónicas de Luis Fernando Veríssimo, no maravilhoso "Sexo na Cabeça". Como vamos entrar em maré de futebol, achei por bem partilhar este texto fantástico. Na conclusão, é só trocar CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por FPF (Federação Portuguesa de Futebol). Fica perfeito. Enjoy.
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No que se parecem: o sexo e o futebol?
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.
No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.
Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.
Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.
No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.
No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.
No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.
No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.
E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.
No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.
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No que se parecem: o sexo e o futebol?
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.
No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.
Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.
Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.
No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.
No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.
No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.
No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.
E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.
No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.
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16 maio 2006
Parabéns
Ao Francisco e ao Bruno, malta da casa, que fazem hoje anos. E ao FTA, que ontem teve mais uma velinha. Boa malta, bons amigos. Abraços para eles.
Dois em um
Passo a transcrever, do DN de hoje:
"Excluir do tratamento as mulheres inférteis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso à esquerda (na lei de procriação medicamente assistida). Descreta-se, assim, o ideal da família monoparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os 'acasos da vida'".
Ficamos, assim, a saber não só a informação, como a opinião da jornalista que a escreve. Como já é hábito, ninguém liga. Mas não se podia evitar?
"Excluir do tratamento as mulheres inférteis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso à esquerda (na lei de procriação medicamente assistida). Descreta-se, assim, o ideal da família monoparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os 'acasos da vida'".
Ficamos, assim, a saber não só a informação, como a opinião da jornalista que a escreve. Como já é hábito, ninguém liga. Mas não se podia evitar?
15 maio 2006
Não vale mais a emenda que o soneto...
Lusa: ANULAR NOTÍCIA COM O TÍTULO
"Trabalho/Migrantes: Estudo sobre exploração e tráfico apresentado hoje em Lisboa" (o estudo não é apresentado terça-feira e não hoje)
Antes cianeto que ementa...
"Trabalho/Migrantes: Estudo sobre exploração e tráfico apresentado hoje em Lisboa" (o estudo não é apresentado terça-feira e não hoje)
Antes cianeto que ementa...
As quinas
O equipamento é feio, o Quaresma devia estar lá, a música da SIC é horrível.... mas hoje a melhor selecção do mundo vai ser convocada. É as 20 horas, em directo para o país saber. Podia cair o Carmo e a Trindade (não era má ideia) que a notícia de abertura já está atribuída.
14 maio 2006
É da vida, dizia o Guterres
Carmona Rodrigues estampa-se a descer Alfama de bicicleta. Manuel Maria Carrilho "estampa-se" a escrever livros...
12 maio 2006
A propósito do debate ibérico
Ouvi num café, da boca dum amigo, uma ideia notável: o Figueiredo é que sabe!! De uma só vez fod... 350 mil espanhois. Nem com selos, há cá abébias..
Mulher coragem
Há mulheres que apesar do mau karma, têm coragem e prosseguem a sua vida. A Bárbara é uma dessas mulheres. Aguentar o Manuel Maria depois do Pedro Miguel, não está ao alcance de qualquer uma. Se eu fosse da APAV disponibilizava desde já uma brigada sanitária em comissão domiciliária sem prazo pré-definido de acompanhamento.
espelho meu, espelho meu, existe alguém mais bronco do que eu?
Depois de todas as declarações sobre o livro do marido da Bárbara, cumpre-me dizer o seguinte:
1- está narrativamente mal organizado e tem uma redacção desprimorada;
2- nas páginas 41 e 57 encontramos erros grosseiros de Português;
3- o título é uma falácia relativista, o que, atendendo à escola filosófica de que o autor se reclama, origina, nas palavras de Festinger, dissonância cognitiva primária motivante de conflito cognitivo latente de implicações desconhecidas;
4- para quem se orgulha de ser especialista em Retórica, o autor falha em providenciar os meios básicos para as conclusões desejadas.
Em suma, o livro é uma merda. O que não surpreende...mas estas são as inevitabilidades da chamada literatura pop...
1- está narrativamente mal organizado e tem uma redacção desprimorada;
2- nas páginas 41 e 57 encontramos erros grosseiros de Português;
3- o título é uma falácia relativista, o que, atendendo à escola filosófica de que o autor se reclama, origina, nas palavras de Festinger, dissonância cognitiva primária motivante de conflito cognitivo latente de implicações desconhecidas;
4- para quem se orgulha de ser especialista em Retórica, o autor falha em providenciar os meios básicos para as conclusões desejadas.
Em suma, o livro é uma merda. O que não surpreende...mas estas são as inevitabilidades da chamada literatura pop...
Sob o signo do seu umbigo
Burro velho não aprende línguas e filósofo egocêntrico, malcriado, populista e mentiroso tão pouco. O pai do Dinis Maria tem um problema que tão cedo não estará resolvido. O Mundo existe e não depende dele, funciona à sua margem, liga-lhe mais do que devia e, imaginem, prefere comprar um carro em segunda mão na feira da ladra que tomar por boas as verdades que o senhor descarrilho apresenta. Dei os 14 euros e li o dito. Não fosse a cara da capa, as referências à mãe do Dinis Maria e eu ia jurar que era o prometido livro do Santana sobre a sua saída do Governo. Anda concorrido este nicho de mercado. O dos idiotas, digo.
11 maio 2006
Descarrilhar II
O sr. que hoje apresenta um livro escrito para dizer mal de jornalistas só se esqueceu de lhes agradecer por lhe terem dado o suficiente para que hoje seja conhecido (o que, como se comprova, não merecia). Fosse o sr. de boa rês, por exemplo, devolvia o dinheiro que ganhou descaradamente com os média - as revistas do coração agradeciam a honestidade.
Os meninos
A fogueira tava apagadinha, João Pedro. Palavra de apanhado. Mas lá que a varanda é bonita, isso é.
sobre espanha
eu sou um traumatizado com "a época dos filipes". assumo. não pelo facto de serem espanhóis. não por terem exercido o seu domínio sobre Portugal. sou traumatizado por causa da gestão política ineficente, pela pouca harmonia social e pela desorientação absurda que grassou nas chamadas elites portuguesas por essa altura. é isso que me traumatiza nesse pedaço de história. mais preocupados com a sua própria pessoa do que com Portugal, a classe política da época aceitou de bom grado a alegada superioridade natural de espanha. Maior, mais forte, mais poderosa, espanha era inevitável. ontem como hoje, acredita-se que temos que nos adaptar à inevitabilidade espanhola. hoje como ontem, talvez existam uns quantos que se juntem em Vila Viçosa e que acreditem que a percepção de superioridade em vez de uma força pode ser uma fraqueza dos nossos "irmãos" (chiça) ibéricos. estratégia, meus amigos! sempre foi este o problema de Portugal. de táctica percebemos nós!
Descarrilhar
A propósito do livro (?) de Manuel Maria Carrilho, só me ocorre que este país sempre teve uma certa preferência pelos palhaços ricos. Já eu, fugia deles a sete pés. Nem no circo eu os aturava, quanto mais na Fnac.
E Espanha aqui tão perto
A propósito da discussão sobre o encerramento da maternidade de Elvas, que os coitadinhos dos meninos, pobrezinhos, têm que ir nascer a Espanha, que falta de sentido de Estado, que falta de patriotismo, só me ocorre perguntar: What´s the fucking problem? Se eu posso ter o puto em Badajoz, ali ao lado, numa maternidade com condições que a de Elvas nunca me daria, fico feliz da vida. Depois pego no rebento e vou registá-lo onde bem me apetecer. A Elvas, a Lisboa, ao Porto, ou a Freixo de Espada a Cinta.
A oposição também anda muito excitada com as declarações "iberistas", "lamentáveis", "inqualificáveis" do ministro Mário Lino. Então queriam o quê, estando o homem no país ao lado? Que fizesse declarações menos simpáticas para com os espanhóis? Este espiríto retrógrado de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento incomoda-me. O trauma dos Felipes ainda anda por aí, rodeando as nossas cabeças com uma bruma espessa. Quando passará? Eh tio, joder! Que viva España!
A oposição também anda muito excitada com as declarações "iberistas", "lamentáveis", "inqualificáveis" do ministro Mário Lino. Então queriam o quê, estando o homem no país ao lado? Que fizesse declarações menos simpáticas para com os espanhóis? Este espiríto retrógrado de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento incomoda-me. O trauma dos Felipes ainda anda por aí, rodeando as nossas cabeças com uma bruma espessa. Quando passará? Eh tio, joder! Que viva España!
10 maio 2006
Cego, surdo e mudo
Caro António,
a propósito do sr ministro, que referes aqui em baixo, deixo-te uma nota que escrevi para o DE de hoje. Só para desvalorizar os casos do dr. Amaral.
Um abraço,
Freitas do Amaral bem pode dizer-se cansado e até que não faz questão de comandar a presidência portuguesa da UE. Os partidos ou os sectores bem podem pedir remodelações. É que a cada polémica que estourar, a cada pedido de demissão, José Sócrates terá sempre a mesma reacção: o ministro fica. Será assim o primeiro-ministro: cego, surdo e mudo a qualquer tipo de pressão.
Pode dizer-se que é sinal de mau feitio, ou até, na voz dos mais críticos, falta de bom-senso. Ao caso, os críticos estão errados. Sócrates faz bem em resistir, pelo menos no que respeita a substituições na equipa do Governo. E Sócrates sabe bem o que faz: é que ele já esteve num Governo onde o primeiro-ministro mexia na equipa a cada seis meses, onde esse primeiro-ministro chegou a votar uma moção, num congresso do PS, que pedia uma “urgente remodelação do Governo”. Para quem não se lembre, esse primeiro-ministro era António Guterres. E não teve um final feliz.
Visto de dentro do partido da maioria, a remodelação é, aliás, um momento extraordinário. A imagem do mítico “Yes Minister” é perfeita: o candidato a ministro sentado no sofá, à espera que o telefone toque. E se não tocar, é motivo certo para ressentimento. Assim sendo, uma remodelação resulta sempre nisto: há os que saem, normalmente zangados, a criticar o chefe de Governo; e há os que não entraram, ainda mais incomodados (“não foi desta”) a fazer exactamente o mesmo.
Para isto, a menos que a remodelação seja inevitável, o melhor é não a fazer. Aliás, o melhor mesmo era fazer tudo como num jogo de futebol, onde o treinador só tem direito a três substituições por jogo – e onde os suplentes são conhecidos. Isso tornava previsíveis os candidatos a entrar e, melhor ainda, obrigava a equipa a cometer menos erros. Seria, aliás, a melhor maneira de acabar os jogos com todos os jogadores. Sem expulsões por mau comportamento.
a propósito do sr ministro, que referes aqui em baixo, deixo-te uma nota que escrevi para o DE de hoje. Só para desvalorizar os casos do dr. Amaral.
Um abraço,
Freitas do Amaral bem pode dizer-se cansado e até que não faz questão de comandar a presidência portuguesa da UE. Os partidos ou os sectores bem podem pedir remodelações. É que a cada polémica que estourar, a cada pedido de demissão, José Sócrates terá sempre a mesma reacção: o ministro fica. Será assim o primeiro-ministro: cego, surdo e mudo a qualquer tipo de pressão.
Pode dizer-se que é sinal de mau feitio, ou até, na voz dos mais críticos, falta de bom-senso. Ao caso, os críticos estão errados. Sócrates faz bem em resistir, pelo menos no que respeita a substituições na equipa do Governo. E Sócrates sabe bem o que faz: é que ele já esteve num Governo onde o primeiro-ministro mexia na equipa a cada seis meses, onde esse primeiro-ministro chegou a votar uma moção, num congresso do PS, que pedia uma “urgente remodelação do Governo”. Para quem não se lembre, esse primeiro-ministro era António Guterres. E não teve um final feliz.
Visto de dentro do partido da maioria, a remodelação é, aliás, um momento extraordinário. A imagem do mítico “Yes Minister” é perfeita: o candidato a ministro sentado no sofá, à espera que o telefone toque. E se não tocar, é motivo certo para ressentimento. Assim sendo, uma remodelação resulta sempre nisto: há os que saem, normalmente zangados, a criticar o chefe de Governo; e há os que não entraram, ainda mais incomodados (“não foi desta”) a fazer exactamente o mesmo.
Para isto, a menos que a remodelação seja inevitável, o melhor é não a fazer. Aliás, o melhor mesmo era fazer tudo como num jogo de futebol, onde o treinador só tem direito a três substituições por jogo – e onde os suplentes são conhecidos. Isso tornava previsíveis os candidatos a entrar e, melhor ainda, obrigava a equipa a cometer menos erros. Seria, aliás, a melhor maneira de acabar os jogos com todos os jogadores. Sem expulsões por mau comportamento.
Miopia diplomática ou o karma de Freitas do Amaral
Há uns anos atrás Mário Soares, então PR, foi apanhado numa photo opportunity a utilizar um carro, se não me engano da Nissan, tendo a mesma sido utilizada profusamente pela marca na divulgação dos seus produtos.
Esta semana Freitas do Amaral cumprimentou um alto quadro do Hamas (MNE palestino) e o gesto foi aproveitado pela diplomacia palestina para questionar a consistência de posições de política externa no seio da UE. Que o mundo está cheio de oportunistas todos sabemos. Ficamos a saber agora que também está cheio de patos...uns mais bravos que outros.
Quando é que os mais altos magistrados da Nação perceberão que até a mais simples partícula de massa folhada irritantemente entalada num dente (provocando no protagonista um estranho esgar), durante um jantar de chefes de estado, pode ser interpretada como uma declaração de reforço do conflito bilateral entre países beligerantes?
Esta semana Freitas do Amaral cumprimentou um alto quadro do Hamas (MNE palestino) e o gesto foi aproveitado pela diplomacia palestina para questionar a consistência de posições de política externa no seio da UE. Que o mundo está cheio de oportunistas todos sabemos. Ficamos a saber agora que também está cheio de patos...uns mais bravos que outros.
Quando é que os mais altos magistrados da Nação perceberão que até a mais simples partícula de massa folhada irritantemente entalada num dente (provocando no protagonista um estranho esgar), durante um jantar de chefes de estado, pode ser interpretada como uma declaração de reforço do conflito bilateral entre países beligerantes?
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