11 junho 2006

Tudo made in China, claro está!!

O Turismo de Lisboa distribuiu a todos os passageiros que rumaram, esta manhã, até à Alemanha o Kit Adepto. Um saco verde, vermelho e amarelo. Uma fita para a cabeça com pelo verde, vermelho e amarelo. E dois balões cilíndricos, um verde e outro um vermelho. Um pequeno pormenor: nos cilindros lê-se "Forca Portugal . 2006". Valerá mesmo a pena poupar uns euros e meter esta gente toda a torcer por uma forca?!!

10 junho 2006

Percalço

Avariou antes de chegar à tribuna presidencial.

09 junho 2006

O mundo gira ao contrário

Não sou adepto de touros. Não gosto. Não gosto. É uma coisa que me chateia ver touros, ou toiros se preferirem, a morrer, pouco a pouco, numa arena para gáudio das massas. Mas o contra-senso tem limites e Pedrito de Portugal tem toda a razão. Pagar 100 mil euros por matar uma vaca numa corrida na Moita, quando o Estado português pagou apenas 50 mil euros por cada vida perdida na queda da ponte de Entre-os-rios...
Pergunta o toureiro e bem: uma vida humana vale meia vaca? Ou depende de quem paga?

08 junho 2006

Rostos e sonhos


A morte, como a vida, perdem força sem um rosto. Foi assim com Savimbi estendido e rodeado por moscas. Foi assim com Al Zarqaui. Bush e Blair assim o sonham com Bin Laden.

Franz Ferdinand



Ontem, foi a reconciliação. Os Franz Ferdinand trouxeram de volta a paixão, num concerto bonito, cheio de energia, pleno de pulmões, vibrante como há dois anos, quando os descobrimos lá na Zambujeira do Mar.
Depois de terem deixado de fora o fogo há uns meses ("this fire is out of control"), ontem voltaram a ver-nos juntos - para eles, para nós, para um público que não os largou até ao fogo ("this fire is out of control"). Reconciliados, voltamos a casa, arrasados pelo cansaço, mas com incontroláveis sorrisos na cara.

Uma "pérola" via lusa

Setúbal: Director Casas do Gaiato dá bofetada a miúdo durante entrevista à Lusa



Setúbal, 08 Jun (Lusa) - O responsável máximo das Casas do
Gaiato, padre Acílio Fernandes, deu hoje uma bofetada a uma criança de
cinco anos enquanto desmentia à Lusa os maus-tratos na instituição que
constam de uma acusação do Ministério Público.
O padre Acílio Fernandes, que também foi director da Casa do
Gaiato de Setúbal até Julho de 2001, quando foi substituído pelo
actual director, Júlio Pereira, deu a bofetada ao menino porque este
teimava em aproximar-se do local onde o responsável prestava
declarações à agência Lusa.
Depois de o mandar embora por duas ou três vezes, à última
tentativa de aproximação da criança, que diz chamar-se Jaime e ter
cinco anos, o padre Acílio não hesitou e deu-lhe uma estalada.
"A criança estava aqui à minha volta e [eu] já a tinha mandado
embora várias vezes. Ele agora foi-se embora. Não lhe dei um estalo,
bati-lhe com a mão para ele se ir embora", justificou-se o director-
geral das Casas do Gaiato, esclarecendo que o Jaime é filho de um
"gaiato", mas não pertence à instituição.
"Isto não foi um mau trato, foi um bom trato. Não me viu antes
agarrá-lo ao colo, acariciá-lo e beijá-lo? Sabe quem faz isso? É um
pai. Nós aqui não somos directores, somos pais de família", justificou-
se o responsável nacional pelas Casas do Gaiato.
A Lusa contactou o padre Acílio Fernandes para que este
reagisse a uma notícia de hoje do Diário de Notícias, segundo a qual o
Ministério Público acusou o director da Casa do Gaiato de Setúbal,
padre Júlio Pereira, da prática de quatro crimes de maus-tratos a
crianças bem como outros três funcionários da instituição.
Anteriormente, em conversa telefónica com a agência Lusa, o
padre Acílio Fernandes tinha dito que "nenhuma das acusações tem
fundamento" e elogiou o trabalho do sacerdote responsável pela Casa do
Gaiato de Setúbal.

GR/NVI.
Lusa/Fim

07 junho 2006

Diário da bola II

1. A selecção nacional treina à porta fechada. Ao contrário do sentimento geral nos meios informados, eu torço por Scolari, como torço por Deco. São dois bons profissionais, ao serviço do nosso país. E se é preciso coragem para servir este país, meu amigos. Dizem que os brasileiros são favoritos? Só se forem os nossos!

2. Volto à série da BBC ("Muito mais que um jogo", RTP1), para lamentar o facto de não estar disponível em DVD.
Ontem fiquei uma hora a ver a Argentina. Vi o Kempes nadar pela relva como um peixe que não sobreviveria fora de água, o Maradona voar pelos adversários com a elegância própria de uma garça, ouvi o Valdano a lembrar como pediu a Deus que a bola entrasse na baliza, naquela final de 1986 e o mesmo Valdano a explicar que a "Gambetta" é mais que saber fintar: é a confiança de quem faz o que quer com os pés e, também, a capacidade de iludir um adversário. Tudo na mesma jogada. A "Gambetta" era, claro, de Maradona. E depois de ver aquela, não há quem possa dizer que o futebol não é "muito mais do que um jogo".

06 junho 2006

Diário da Bola

1. Chama-se "muito mais que um jogo", é da BBC e passa na RTP1, lá pelo final da noite. É um prazer absoluto ver o futebol tratado assim: como uma arte que envolve pessoas, daquelas a sério, que têm coisas belas e tristes para dizer - mesmo que pareça só um jogo de futebol.

2. Agora por isso, a Pública de domingo (a melhor dos últimos tempos) tinha uma reportagem de derreter sobre Zidane, o homem que é demasiado frágil para a bola, o homem que coloca a mesma onde quer, que pensa o jogo como se da vida se tratasse. Zidane é, para mim, o melhor do mundo, e prepara-se para abdicar do futebol neste mundial. É a razão número um para ver França jogar - prestando homenagem ao homem e ao jogador. E chorar, depois.

3. Por falar em chorar, a Câncio estreia-se hoje no DN a falar de bola. Aliás, a falar de homens. Faz bem e escreve bem. Como diria o João Pedro Henriques, "só tenho um adjectivo: gostei".

4. A selecção do Brasil foi recebida em festa na Alemanha por 500 compatriotas. Pois. Só as quinas tiveram mais, muito mais, na chegada e no treino. Ainda não começou e já estamos a ganhar.

05 junho 2006

Será ciência?

Portugal treinou hoje em Marienfeld com uma temperatura inferior a 10 graus. Ainda bem que nos preparámos nos 40 graus de Évora.

O mundo anda estranho

O casamento nasceu gordo mas não pára de emagrecer (em 1975 casaram 103 mil portugueses, em 2005 48 mil).
O divórcio nasceu pálido e tarde mas não pára de ganhar fôlego (desde 2002 que Portugal é um dos países com mais divórcios na União Europeia; por exemplo entre 2001 e 2002 a taxa de divorcio aumentou 46 por cento). Estranhos siameses estes...
Para católicos convictos, como eu, salta uma conclusão: vivemos num mundo onde a criação da família perde terreno para a destruição da família.Porque será?

02 junho 2006

Começou hoje


Enganavam-se os que pensavam que o Roteiro da Inclusão significava a imersão de Cavaco Silva no pântano de Belém. Hoje, Cavaco Silva anunciou o seu primeiro veto, à Lei da Igualdade vinda da maioria socialista, aprovada apenas pela maioria socialista e pelos oito deputados do Bloco de Esquerda. E agora?

P.S. Este post foi corrigido por sugestão de um anónimo atento.

Disseram-me que era mentira!!!

Eu pensei que a polémica terminaria depois de me terem dito que era mentira que a jornalista em questão não era filha do Senhor Ministro, e de eu ter referido em espaço de comentário a correcção em questão. Mas não. A mulher do Senhor Ministro insurgiu-se em espaço de comentário. Por respeito à mulher do Senhor Ministro que teve a gentileza de me comentar, reproduzo na íntegra o seguinte comentário por ela efectuado:

"Senhor Antonio Mira,Pelo que leio parece-me que o senhor é jornalista. Pois eu sou Professora. E também sou a legitima mulher do Ministro da Justiça! Há pois é!! Sou eu agora que entro no seu blog para o chamar à responsabilidade do que anda a difundir! O senhor sabe que (ou devia saber porque é jornalista) que uma mentira muitas vezes repetida quer tornar-se verdade! Mas não é verdade! O Ministro da Justiça e eu própria temos 3 filhos: Jaime Trindade BErnardes Costa, Joana Trindade Bernardes Costa e Inês Trindade Bernardes Costa. E só estes! Se o senhor que tem acesso ao site do Ministério da Justiça não quis ler o desmentido que foi aí feito, então qual é a sua intenção? Que mais confirmação quer afinal?! Esta mentira circula desde Setembro de 2005. Eu e a minha família estamos fartos de tanta calúnia! O senhor sabe bem (ou devia saber) que a Jornalisa Susana Costa Dutra não é da família do Ministro da Justiça. Já reparou que o nome Costa é um nome vulgar em Portugal?Alguém que me diga que esta mentira não é escandalosa! O mínimo que se exige é que peçam desculpa! Maria E. Costa (Quer a certidão de nascimento dos filhos do Ministro da Justiça?) "


Esclarecido aquilo que era mentira (e que eu pedi para me dizerem que era mentira!!!)...
eu volto a apresentar aquilo que ainda não me desmentiram e que continua a ser a base da minha indignação relativamente a este desgoverno e aos tachos que tem assegurado a certas pessoas, ao mesmo tempo que manda para os supranumerários pessoas qualificadas:

"Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus."

Roteiro de Leituras



1. Carlos Marques de Almeida explica, com bom-senso e perspicácia, porque a cooperação estratégica entre PR e Governo estão a colocar o país numa velocidade reduzida. Não concordo inteiramente - a vigilância reservada é mais eficaz -, mas muitos dos argumentos usados são de registar.

2. Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios, sobre a lei da mobilidade de Teixeira dos Santos. A prudência é sinónimo de sabedoria, diz ele. Foi seguramente o melhor director com quem trabalhei. É um dos melhores cronistas do país.

01 junho 2006

Correcção ao post anterior

Dizem-me bons amigos, confiáveis, do jornal Público, que o Conselho de Redacção não se pronunciou contra o curso da Católica e que nem protesto levantou. Dizem-me, até, que a maioria dos jornalistas do Público gostaram do dito curso. A maioria. Depois, dizem-me também que é feio generalizar. "A malta do Público", assim, é aqui humildemente substituído por "alguma malta do Público".
Agora, que houve queixas sobre os crucifixos, isso houve mesmo. Mas no Público, como na sociedade portuguesa, a maioria ainda é tolerante. O que é bom.

Discurso directo

Pergunta do DN: "O Sporting ficou onde mereceu?"
Resposta de Paulo Bento: "Ficou. Pelo que o Porto fez foi um justo vencedor, foi o mais regular".
A honestidade nunca fez mal a ninguém. A humildade também não. Um exemplo, este Bento.

Jornalistas e jornaleiros

Contaram-me que o prof. Marcelo - falando de comentaristas - foi chamado a analisar uma história peculiar: o conselho de redacção do Público que terá criticado o seu director por "obrigar" jornalistas da casa a "ter aulas na Católica, em salas com crucifixos", onde - lá está, coitados - "não se sentiam bem". Acho toda a história genial. Palavra de honra. O meu pai, quando soube que eu, há 11 anos, ia começar a escrevinhar num jornal, perguntou-me se eu ia ser jornalista ou jornaleiro. Até hoje, tenho pouca certeza da resposta. Tenho a certeza, porém, que essa malta do Público sabe bem a sua própria resposta.

Comentador de comentaristas

A Ana Sá Lopes e a Fernanda Câncio foram convocadas pelo DN para comentaristas do Mundial de Futebol. Prometo acompanhar e comentar, daqui do Insubmisso.

Menezes fala sobre o professor no CM

Marcelo tinha tudo para ser tudo mas politicamente não é nada. Ganhou a assembleia municipal de Celorico de Basto: "sabe-se lá se por influência do prestígio do Professor Albertino, competentíssimo presidente da Câmara local". Parte II: RTP, domingo.

31 maio 2006

Uma justiça do Além

"Carta ditada por morto a médium ajuda a absolver acusado
Uma carta ditada por uma vítima de assassínio através de um médium foi aceite como prova por um Tribunal brasileiro e ajudou à absolvição de uma acusada de homicídio, divulgou a imprensa brasileira.
O facto decorreu a semana passada no Tribunal de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, durante o julgamento do assassínio de Ercy da Silva Cardoso, em Julho de 2003.
O assassino confesso, Leandro Rocha Almeida, que trabalhava para a vítima, já foi condenado, mas alegou ter cometido o crime a pedido da esposa de Ercy da Silva Cardoso.
O advogado de Iara Marques Barcelos apresentou então uma carta ditada supostamente ao médium Jorge Santana Maria, na qual a vítima Ercy da Silva Cardoso a isenta de qualquer participação no crime.
«O que mais pesa no meu coração é ver a minha Iara acusada dessa forma por mentes astutas dos meus algozes», referiu a vítima num dos trechos da carta do médium, membro da Sociedade de Beneficência Espiritual Amor e Luz de Porto Alegre". in DD

28 maio 2006

Digam-me que é mentira


Alguém por favor, me diga que o Ministro da Justiça não nomeou a filha para o seu gabinete. Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.


Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.

Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus.

27 maio 2006

G´anda barrete

VPV: "O mundo anda perigoso". E a América Latina tem um viveiro...

26 maio 2006

Pergunta para queijo

o que pensa o "chefe dos sub-21" sobre as duas derrotas da equipa no europeu que organiza?

24 maio 2006

Timor de sempre

A pergunta não é porque a GNR vai para Timor. É, antes, por que raio saiu de lá.

Jornalismo em SOS

Timor-Leste: Major Reinado diz que está a "uma hora de Díli"

Díli, 24 Mai (Lusa) - O major Alfredo Reinado, líder dos militares revoltosos que hoje lançaram vários ataques às forças armadas timorenses indicou à Lusa que as suas forças dirigem-se para Díli, encontrando-se a uma hora da capital.
Questionado por SMS sobre a sua localização, o major Reinado respondeu,
pela mesma via, estar "a uma hora de Díli".
Também por SMS, a Lusa questionou o major Reinado sobre declarações de
fontes militares de que teria sofrido muitas baixas, tendo respondido: "uma".

P.S. Take da Lusa colocado em linha hoje às 7 h45m.

23 maio 2006

O sexo e os tribunais

Ele pediu-me. Eu acho que ele merece. É um bom rapaz. É um bom trabalho.

Viola de forma grave o dever de respeito para com o outro cônjuge a mulher que apelida o marido de "corno", "chibarro", "filho da puta" e de "cachorro" e o tenta agredir com uma faca de cozinha e pratica os factos à vista de, pelo menos, uma das empregadas do casal.

Há mais aqui.

20 maio 2006

Como é que eu ponho gargalhadas aqui????

O novo treinador do Benfica é o engenheiro Fernando Santos. Livra-te Deus! Deste já nos livrámos!

Consciência II

Há 15 dias, Maria José Nogueira Pinto fez o discurso da consciência para o CDS. Hoje, Manuela Ferreira Leite faz o discurso da consciência para o PSD. As duas vêm dar razão aos que gostam de dizer que é preciso o pragmatismo das mulheres ou que um grande homem tem sempre atrás uma grande mulher.
Girls on top.

(enorme bocejo)

Consciência

Na Póvoa, Manuela Ferreira Leite fez, na prática, o único discurso importante do congresso do PSD (so far). Deixou claro que espera de Marques Mendes uma oposição responsável, perante um PS que se aproximou da estrutura genética dos social-democratas. A ex-ministra é hoje a única consciência crítica do partido. Nestes anos, e até 2009, é entre ela e Mendes. Não há mais.

19 maio 2006

O tejadilho

Correia de Campos tem razão quando fala no contorcionismo de Mendes em matéria materno - ifantil. Pena que se esqueça do que prometeu até Feveriero de 2005 em matéria tributária. Não se enxergam estes políticos?

17 maio 2006

Pela causa do costume

Um grupo de cidadãos está, a partir de hoje, a recolher assinaturas para que o Parlamento discuta uma muito interessante iniciativa legislativa. São necessárias 35 mil. Para interessados.

Resposta devida

Certo. Faltava esta frase: "O medo do veto de Cavaco é uma das justificações".
"Don't take it personaly", cara f.. É só a opinião de quem a lê sempre com atenção e com consideração. O inverso será sempre aceite com a mesma atitude - porque o jornalismo, especialmente o sério, precisa da auto-crítica para crescer.

Quanto à opinião implícita, quem sou eu para ensinar a missa ao padre - salvo seja.

Considerações,

David

Ver!ssimo, "Sexo e Futebol"

Ontem reli algumas das crónicas de Luis Fernando Veríssimo, no maravilhoso "Sexo na Cabeça". Como vamos entrar em maré de futebol, achei por bem partilhar este texto fantástico. Na conclusão, é só trocar CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por FPF (Federação Portuguesa de Futebol). Fica perfeito. Enjoy.


"
No que se parecem: o sexo e o futebol?
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.

No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.

Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.

Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.

No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.

No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.

No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.

No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.

E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.

No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.

"

16 maio 2006

Parabéns

Ao Francisco e ao Bruno, malta da casa, que fazem hoje anos. E ao FTA, que ontem teve mais uma velinha. Boa malta, bons amigos. Abraços para eles.

Dois em um

Passo a transcrever, do DN de hoje:

"Excluir do tratamento as mulheres inférteis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso à esquerda (na lei de procriação medicamente assistida). Descreta-se, assim, o ideal da família monoparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os 'acasos da vida'".

Ficamos, assim, a saber não só a informação, como a opinião da jornalista que a escreve. Como já é hábito, ninguém liga. Mas não se podia evitar?

15 maio 2006

Não vale mais a emenda que o soneto...

Lusa: ANULAR NOTÍCIA COM O TÍTULO
"Trabalho/Migrantes: Estudo sobre exploração e tráfico apresentado hoje em Lisboa" (o estudo não é apresentado terça-feira e não hoje)

Antes cianeto que ementa...

As quinas

O equipamento é feio, o Quaresma devia estar lá, a música da SIC é horrível.... mas hoje a melhor selecção do mundo vai ser convocada. É as 20 horas, em directo para o país saber. Podia cair o Carmo e a Trindade (não era má ideia) que a notícia de abertura já está atribuída.

14 maio 2006

Inspirada em...


A vaca galináceo

É da vida, dizia o Guterres


Carmona Rodrigues estampa-se a descer Alfama de bicicleta. Manuel Maria Carrilho "estampa-se" a escrever livros...

12 maio 2006

A propósito do debate ibérico

Ouvi num café, da boca dum amigo, uma ideia notável: o Figueiredo é que sabe!! De uma só vez fod... 350 mil espanhois. Nem com selos, há cá abébias..

Mulher coragem

Há mulheres que apesar do mau karma, têm coragem e prosseguem a sua vida. A Bárbara é uma dessas mulheres. Aguentar o Manuel Maria depois do Pedro Miguel, não está ao alcance de qualquer uma. Se eu fosse da APAV disponibilizava desde já uma brigada sanitária em comissão domiciliária sem prazo pré-definido de acompanhamento.

espelho meu, espelho meu, existe alguém mais bronco do que eu?

Depois de todas as declarações sobre o livro do marido da Bárbara, cumpre-me dizer o seguinte:
1- está narrativamente mal organizado e tem uma redacção desprimorada;
2- nas páginas 41 e 57 encontramos erros grosseiros de Português;
3- o título é uma falácia relativista, o que, atendendo à escola filosófica de que o autor se reclama, origina, nas palavras de Festinger, dissonância cognitiva primária motivante de conflito cognitivo latente de implicações desconhecidas;
4- para quem se orgulha de ser especialista em Retórica, o autor falha em providenciar os meios básicos para as conclusões desejadas.

Em suma, o livro é uma merda. O que não surpreende...mas estas são as inevitabilidades da chamada literatura pop...

Sob o signo do seu umbigo

Burro velho não aprende línguas e filósofo egocêntrico, malcriado, populista e mentiroso tão pouco. O pai do Dinis Maria tem um problema que tão cedo não estará resolvido. O Mundo existe e não depende dele, funciona à sua margem, liga-lhe mais do que devia e, imaginem, prefere comprar um carro em segunda mão na feira da ladra que tomar por boas as verdades que o senhor descarrilho apresenta. Dei os 14 euros e li o dito. Não fosse a cara da capa, as referências à mãe do Dinis Maria e eu ia jurar que era o prometido livro do Santana sobre a sua saída do Governo. Anda concorrido este nicho de mercado. O dos idiotas, digo.

11 maio 2006

Descarrilhar II

O sr. que hoje apresenta um livro escrito para dizer mal de jornalistas só se esqueceu de lhes agradecer por lhe terem dado o suficiente para que hoje seja conhecido (o que, como se comprova, não merecia). Fosse o sr. de boa rês, por exemplo, devolvia o dinheiro que ganhou descaradamente com os média - as revistas do coração agradeciam a honestidade.

Os meninos

A fogueira tava apagadinha, João Pedro. Palavra de apanhado. Mas lá que a varanda é bonita, isso é.

sobre espanha

eu sou um traumatizado com "a época dos filipes". assumo. não pelo facto de serem espanhóis. não por terem exercido o seu domínio sobre Portugal. sou traumatizado por causa da gestão política ineficente, pela pouca harmonia social e pela desorientação absurda que grassou nas chamadas elites portuguesas por essa altura. é isso que me traumatiza nesse pedaço de história. mais preocupados com a sua própria pessoa do que com Portugal, a classe política da época aceitou de bom grado a alegada superioridade natural de espanha. Maior, mais forte, mais poderosa, espanha era inevitável. ontem como hoje, acredita-se que temos que nos adaptar à inevitabilidade espanhola. hoje como ontem, talvez existam uns quantos que se juntem em Vila Viçosa e que acreditem que a percepção de superioridade em vez de uma força pode ser uma fraqueza dos nossos "irmãos" (chiça) ibéricos. estratégia, meus amigos! sempre foi este o problema de Portugal. de táctica percebemos nós!

Descarrilhar

A propósito do livro (?) de Manuel Maria Carrilho, só me ocorre que este país sempre teve uma certa preferência pelos palhaços ricos. Já eu, fugia deles a sete pés. Nem no circo eu os aturava, quanto mais na Fnac.

E Espanha aqui tão perto

A propósito da discussão sobre o encerramento da maternidade de Elvas, que os coitadinhos dos meninos, pobrezinhos, têm que ir nascer a Espanha, que falta de sentido de Estado, que falta de patriotismo, só me ocorre perguntar: What´s the fucking problem? Se eu posso ter o puto em Badajoz, ali ao lado, numa maternidade com condições que a de Elvas nunca me daria, fico feliz da vida. Depois pego no rebento e vou registá-lo onde bem me apetecer. A Elvas, a Lisboa, ao Porto, ou a Freixo de Espada a Cinta.

A oposição também anda muito excitada com as declarações "iberistas", "lamentáveis", "inqualificáveis" do ministro Mário Lino. Então queriam o quê, estando o homem no país ao lado? Que fizesse declarações menos simpáticas para com os espanhóis? Este espiríto retrógrado de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento incomoda-me. O trauma dos Felipes ainda anda por aí, rodeando as nossas cabeças com uma bruma espessa. Quando passará? Eh tio, joder! Que viva España!

10 maio 2006

Cego, surdo e mudo

Caro António,

a propósito do sr ministro, que referes aqui em baixo, deixo-te uma nota que escrevi para o DE de hoje. Só para desvalorizar os casos do dr. Amaral.

Um abraço,


Freitas do Amaral bem pode dizer-se cansado e até que não faz questão de comandar a presidência portuguesa da UE. Os partidos ou os sectores bem podem pedir remodelações. É que a cada polémica que estourar, a cada pedido de demissão, José Sócrates terá sempre a mesma reacção: o ministro fica. Será assim o primeiro-ministro: cego, surdo e mudo a qualquer tipo de pressão.
Pode dizer-se que é sinal de mau feitio, ou até, na voz dos mais críticos, falta de bom-senso. Ao caso, os críticos estão errados. Sócrates faz bem em resistir, pelo menos no que respeita a substituições na equipa do Governo. E Sócrates sabe bem o que faz: é que ele já esteve num Governo onde o primeiro-ministro mexia na equipa a cada seis meses, onde esse primeiro-ministro chegou a votar uma moção, num congresso do PS, que pedia uma “urgente remodelação do Governo”. Para quem não se lembre, esse primeiro-ministro era António Guterres. E não teve um final feliz.

Visto de dentro do partido da maioria, a remodelação é, aliás, um momento extraordinário. A imagem do mítico “Yes Minister” é perfeita: o candidato a ministro sentado no sofá, à espera que o telefone toque. E se não tocar, é motivo certo para ressentimento. Assim sendo, uma remodelação resulta sempre nisto: há os que saem, normalmente zangados, a criticar o chefe de Governo; e há os que não entraram, ainda mais incomodados (“não foi desta”) a fazer exactamente o mesmo.
Para isto, a menos que a remodelação seja inevitável, o melhor é não a fazer. Aliás, o melhor mesmo era fazer tudo como num jogo de futebol, onde o treinador só tem direito a três substituições por jogo – e onde os suplentes são conhecidos. Isso tornava previsíveis os candidatos a entrar e, melhor ainda, obrigava a equipa a cometer menos erros. Seria, aliás, a melhor maneira de acabar os jogos com todos os jogadores. Sem expulsões por mau comportamento.

Miopia diplomática ou o karma de Freitas do Amaral

Há uns anos atrás Mário Soares, então PR, foi apanhado numa photo opportunity a utilizar um carro, se não me engano da Nissan, tendo a mesma sido utilizada profusamente pela marca na divulgação dos seus produtos.

Esta semana Freitas do Amaral cumprimentou um alto quadro do Hamas (MNE palestino) e o gesto foi aproveitado pela diplomacia palestina para questionar a consistência de posições de política externa no seio da UE. Que o mundo está cheio de oportunistas todos sabemos. Ficamos a saber agora que também está cheio de patos...uns mais bravos que outros.

Quando é que os mais altos magistrados da Nação perceberão que até a mais simples partícula de massa folhada irritantemente entalada num dente (provocando no protagonista um estranho esgar), durante um jantar de chefes de estado, pode ser interpretada como uma declaração de reforço do conflito bilateral entre países beligerantes?

09 maio 2006

Patrick e o Governo: duas lições

Manuel Pinho diz que o Governo não vai apoiar a refinaria de Patrick Monteiro de Barros - o mesmo projecto que o próprio Pinho anunciou com pompa e circunstância -, alegando que o empresário está a desvirtuar o contrato assinado. A ser verdade, tirem-se duas lições: primeiro, que o Governo não dê a cara por anúncios enganosos; segundo, que os empresários não usem a decadência do país para brincar com os governos.

08 maio 2006

Os anos não passam por ele


Secretário-geral do PS, candidato a primeiro-ministro.
Foto do cartaz de campanha.





Primeiro-ministro. Tomou posse em Março de 2005.



Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. O XIV Governo Constitucional tomou posse a 25 de Outubro de 1999. Terminou o seu mandato a 6 de Abril de 2002, na sequência da demissão do Primeiro-Ministro.




Ministro Adjunto do primeiro-ministro.
O XIII Governo Constitucional tomou posse a 28 de Outubro de 1995. Terminou o seu mandato em 25 de Outubro de 1999.



in portal do Governo www.portugal.gov.pt

E não é perseguição, sr. primeiro-ministro. É só porque tem realmente muito bom ar.

O trunfo

... que o Governo arranjou hoje é um engodo. Diz, por exemplo, Vital Moreira, que a previsão da Comissão Europeia de que Portugal vai crescer 0,9% este ano é boa. Diz a Lusa que, assim, a Comissão subiu a sua previsão em 0,1 pontos percentuais. Digo eu que 0,9% é um crescimento muito baixo, 0,2 pontos abaixo da previsão do Governo. Reafirmo até que o valor final se arrisca a ser pior. Acho mesmo que isto por cá não vai bem.

07 maio 2006

06 maio 2006

CDS em directo III

Entre os galhardetes trocados pela direcção do partido e deputados, razão tem Maria José Nogueira Pinto: é o grupo parlamentar que deve disciplina ao presidente e não o contrário. É regra básica.

CDS em directo II

Vim eu prá Batalha à procura de um congresso e tudo o que vejo é a dra. Celeste Cardona a dizer que foi à procura da vida. Já o dr. Ribeiro e Castro, que convocou o congresso por causa do antagonismo militante, falou dez minutos sem dizer uma palavra sobre o assunto. Uma perguntinha só: o partido existe?

CDS em directo

O Congresso vai decorrendo no meio dos intervalos.

Fretandwin

Vai uma aposta como o primeiro-ministro também acha que Freitas do Amaral está a ser perseguido?

Vai uma aposta como o cansaço do ministro não o vai deixar descansar até início de 2008?

É preciso ter topete!

Das duas uma: ou Freitas do Amaral não sabe o que diz, ou é topete de todo. Diz que trabalhar 12 horas por dia é cansativo e que não faz questão de ser ministro aquando da presidência portuguesa da UE e não queria títulos com isso? Licensiosidade, sr. ministro! Que licenciosidade!

05 maio 2006

Nós por lá

Blair não brinca. Está de saída mas não brinca com a política, na política, sobre política. Perdeu(levou um rombo de todo o tamanho, digamos) as eleições locais. Respondeu com uma remodelação profunda e uma inovação: dois ministros dos negócios estrangeiros. A falta que nos faziam...

Frase sem contexto jornalístico

O sol está delicioso.

As direitas

Ribeiro e Castro queixa-se de que não tem um grupo parlamentar ao seu lado. Marques Mendes não se queixa, mas o seu grupo parlamentar é ainda pior - foi feito por Santana Lopes e à imagem de Santana Lopes - e pior que isto não pode haver. A maior dificuldade que um e outro terão em chegar a 2009 é esta: só podem contar consigo. A diferença entre os dois é que Mendes foi mais precavido e entrou nas listas antes da derrota de 2005. O que, só por si, pode valer tudo.

Quanto ao congresso e às directas, daqui a uma semana ninguém se lembrará que existiram.

O cúmulo da dúvida

De que forma será tratado pelo Estado ( segurança social incluída) um homem, casado, 45 anos, homossexual e sexualmente impotente?

Leituras recomendadas



Veementemente a ler, o artigo de Paulo Pedroso, no DE de hoje, sobre os princípios da reforma da Segurança Social do Governo. Destaco dois pontos: que Pedroso considera que era tempo de se fazer um debate mais ambicioso sobre o financiamento do sistema; e que apela ao contributo da sua geração de políticos. Pedroso está de volta à política. Seja bem-vindo.

03 maio 2006

Apelo verde-e-branco

A Renascença anuncia que Jesualdo Ferreira está de saída do Sporting de Braga. Reforço, assim, o apelo de há cinco meses: vão buscar o homem para Alvalade. O gozo que lhe dava ganhar ao Benfica...

02 maio 2006

Sol enganador

O jornal do arquitecto está prestes a ser apresentado e terá, segundo os relatos, um nome tablóide da imprensa anglo-saxónica: Sol. Prevêm-se uns títulos também eles tablóides, plenos de imaginação:

O sol quando nasce é para todos;
Sol encoberto no projecto do arquitecto;
Expresso recomenda cuidados com o Sol.

Devo dizer-vos que estou curioso. Mais ainda com as últimas edições da antiga casa-mãe.

Leituras




Pedro Adão e Silva, no DE de hoje, explicando as razões porque este Governo tem condições únicas para implementar uma reforma pragmática da Segurança Social.

Já no DN, Medeiros Ferreira é honesto na interpretação da estratégia presidencial de Cavaco Silva. Um bom exemplo, vindo do primeiro apoiante da candidatura de Soares.

01 maio 2006

Regresso de exames

Para os poucos que estranharam a ausência, declaro que acabo de voltar de três semanas dedicadas quase em exclusivo a exames na Faculdade. Como o país não parou, deixo algumas notas sobre o que li.

1. Cavaco Silva conseguiu marcar a agenda noticiosa durante uma semana, a sua primeira vitória nos jornais. Deve estar a rir com gosto: falou para a esquerda, mas deixou bem marcada a mensagem ao Governo: não se esqueçam que sem crescimento não há combate à exclusão. A mensagem estava lá, bem vincada, mas parece que poucos perceberam. Melhor para Cavaco. Assim, finge com gosto que é o Presidente de todos os portugueses. Será que o primeiro-ministro percebeu?

2. A reforma da Segurança Social está a caminho, com uma estratégia meio/meio: Meio a prazo, meio disfaraçada. Faltava o resto, para a fazer corajosa. Assim, para já, ficámos como o código postal – é meio caminho andado.

3. O primeiro de Maio comemora-se sob um sol abrasador, com o campeonato nacional a dar lugar à vaga de esperança da selecção nacional. Descansem os fiéis de Scolari: mesmo de Madaíl não queira, o Governo assina contrato com o brasileiro se ele levar as quinas às finais. É a última hipótese de voltarmos à auforia.

28 abril 2006

25 abril 2006

Ter ou não ter...

Cavaco não levou cravo. E eu ainda estou a tentar perceber qual a importância da polémica inventada pelos jornalistas. Mais uma metanotícia. Cavaco deve estar divertidíssimo.

Cavaco

O discurso do Presidente da República não é vazio, oco, nem desinteressante. Que me desculpem os críticos, mas o discurso diz bem mais do que quer fazer parecer - para lá do socialmente correcto, aponta soluções importantes. Duvido que alguém fale delas.

22 abril 2006

21 abril 2006

Serviço Público 2


No dia 25 de Abril, os jardins da residência oficial do primeiro-ministro vão ter animação a cargo do Chapitô.







Mais uma confirmação de que muitas vezes a realidade é melhor que a ficção.

Efeito surpresa

Salvo O Independente nenhum jornal faz manchete com (mais um)a desorientação que assolou o Parlamento durante a votação da paridade. Faz sentido: é banal. Triste, mas banal.

20 %


Enchia o depósito com 5 euros. Esta semana custou-me 6 euros. A gasolina aumentou. Está confirmado.

Serviço Público


Eis a foto oficial do Presidente da República.

20 abril 2006

Perdemos por não sei quantos a um

Fui expulso aos dez minutos. No primeiro amarelo disse apenas ao senhor árbitro que parado no meio campo não podia ver, com rigor, os fora de jogo junto à nossa área. Talvez o tom tenha sido excessivamente alto. Eu falava na qualidade de capitão e estava na defesa junto à bola, ele no meio campo. Mas o tom, parece que o tom foi demasiado alto.
No segundo amarelo, pouco depois, sofri falta e agarrei a bola durante a queda para reatar de imediato o contra-ataque. Expulso. Sem mais nem menos, porque parece que o senhor árbitro viu uma falta que não cometi. A equipa adversária até se deu ao luxo de ter um jogador (suplente imagine-se!) a entrar em campo e a empurrar um dos nossos: lembram-se do Campomaiorense - Porto em que o Baía andava a fazer festinhas em adversários?
Dizem que sou temperamental quando jogo futebol mas confesso que o hematoma de três centímetros que tenho na canela direita e o rasgo de dez centímetros não ajudam. É que o senhor arbitro nem sequer assinalou falta. Muito menos mostrou um cartão. Temperamental? Eu? Talvez. Vá!, às vezes. Quando me obrigam a dormir com betadine.

Bem, isto está aqui está ali!

Parece que afinal a cidade judiciária vai ser constuída em Lisboa. Ainda nos arriscamos que qualquer dia, um qualquer governo, se decida a tomar uma qualquer decisão sobre esta cidade. Com tanto anúncio ainda vamos mesmo ter uma . Eu sou levado a crer que sim. Eu sou levado...

19 abril 2006

Santana a slot machine


PSL está calado há demasiado tempo. É como uma slot machine que acumula o prémio, acumula o prémio, vai acumulando o prémio até que desata a distribuir moedas a um só apostador. Será Carmona Rodrigues o "feliz" contemplado?

18 abril 2006

Virus da blogolândia

O Espectro foi-se de vez, o Acidental eclipsou-se, o Barnabé já lá vai, o Abrupto enfim, mesmo o Mau Tempo e o Glória Fácil andam por aí, mas com menos entusiasmo. Se mal que faça a pergunta, o que se passa com a blogosfera?

Quem conta um conto...

"Hoje fazem-se jornais para quem não gosta de ler jornais e escrevem-se romances para quem não gosta de literatura."
Clara Ferreira Alves, Única, 14 de Abril

P.S. Tirado do Corta-Fitas, com abraço ao Pedro Correia.

Irangate

Estamos no segundo take do primeiro acto. O Irão condiciona as nossas vidas a cada dia que passa, com ameaças nucleares e as devidas consequências, por exemplo, no preço do petróleo. Do lado de lá, o jogo é consequente. Já visto daqui, há quem fale em sanções e quem as recuse liminarmente. As divisões do Ocidente ainda acabam com a Rosa dos Ventos - acaba o Leste e Oeste e passamos a dizer só Norte e Sul.

Comentaristas e jornaleiros

Hoje acordei a ouvir um conhecido jornalista económico a mostrar-se muito satisfeito com a "mudança de ciclo" económico e com a inversão dos números do desemprego. A coisa era tão optimista que dei por mim a perguntar se o próprio tinha sido contactado para um novo emprego.

15 abril 2006

SIC 0 - Galp 1

Tenho mau ouvido mas não hesito: este é muito, mas mesmo muito, melhor que o "na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na-na" de este. Mesmo tendo um p....lá pelo meio. Who cares?

14 abril 2006

Grito de alma contra a demagogia

À volta do triste caso das faltas dos deputados, o país faz demagogia acerca da classe política. Se não sabem o que é o dia-a-dia de um deputado, perguntem ao Vasco Pulido Valente que ele explica. É tão mau que ele desistiu. Foi e não voltou.


1. O deputado serve para se sentar e ficar bem quietinho, porque quem vota é a direcção parlamentar.

2. O deputado serve para bater palmas ao colega que está a falar (quanto mais barulhentas, melhor ele é).

3. O deputado não serve para mais nada, porque as comissões parlamentares (que deviam ser o centro do Parlamento) mal existem e estão entregues a poucos; também não serve mais nada porque o deputado nem sequer representa os seus eleitores, mas sim o partido; e serve ainda de menos porque o lugar é um dos mais mal pagos da Europa, pelo que cada um, se quer viver decentemente e tem competência, tem que ter outro trabalho para fazer pela vida.

4. O que se reclama, no caso de ontem, é que não estivessem por lá mais quatro alminhas com o rabo bem sentado na cadeira, para que o quórum estivesse assegurado. Fossem esses quatro lá, nem notícia havia.

5. O mais triste do caso é que hoje está todo o país a reclamar. O mesmo país que foi na quarta-feira à noite para a santa terrinha, que logo no início do ano anda a ver o calendário à lupa à procura dos dias para fazer pontes, para faltar, para ganhar uns dias de folga. É, aliás, a única altura do ano em que os portugueses são especialistas em matemática. Alguém quer lembrar qual é a taxa de absentismo do país?

6. Dizem que o exemplo deve vir de cima? Eu respondo que o exemplo deve vir de dentro (de dentro de cada um de nós). A classe política é uma merda? Talvez seja a imagem de quem representa. Muito simplesmente, neste país as responsabilidades são sempre dos outros, os direitos são sempre de todos nós. Devíamos, ao invés, dizer como Kennedy: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo teu país".


Por este andar, com o que diz dos políticos, qualquer dia não há uma alminha disponível para nos representar na Assembleia. Foi assim que chegámos aqui. Depois queixem-se que os deputados são maus e que os bons preferem ir ganhar dinheiro.

Nada é filho do acaso

Deputados faltosos, classe política desprestigiada, má gestão de dinheiros públicos, laxismo no cumprimento de funções de Estado? Acrescentemos o mal-estar presidencial. Chegamos à soma dos temas que dominaram os últimos dias. A bissectriz é tirada por José Sócrates: aprovou o fim das viagens em primeira classe para os titulares de cargos públicos e, sempre que possível, a substituição do transporte aéreo pela vídeo-conferência. Faz lembrar o Marquês de Pombal que ao ver Lisboa reduzida a escombros disse estar perante “uma oportunidade”. Acrescentamos: para brilhar.

2005 face a 2004*

Combate ao crime violento: aumento de 120 % no número de detidos.
Combate ao banditismo: aumento de 22 % no número de detidos.
Homicídios: taxa de resolução de 94 %.
Corrupção, Peculato, abuso de poder: mais 24 % de processos no MP.
Fogo Posto: aumento de 100 % no número de detidos.
Tráfico de droga: aumento de 100 % no número de detidos. Apreendidas 16 toneladas de cocaína.

*Dados referentes ao trabalho da Polícia Judiciária publicados
aqui (contrariam o que tem sido dito pelo Ministro da Justiça).

A fuga de Afonso III


Há 75 anos Espanha deitava-se monárquica acordava republicana.

13 abril 2006

ah, uhm... pois

Ia eu desejar boa Páscoa e, olhando para baixo, arrependo-me. É por estas e por outras que a internet entra directamente na lista dos novos pecados, certo?

Sabem que vos digo? Divirtam-se!
Palavra de católico e praticante (em regime de acumulação).

Afinal, ainda há pessoas boas

(foto via bombyx-mori)

Cicciolina, a conhecida actriz de cinema pornográfico está disposta a oferecer-se a Bin Laden se ele deixar de se dedicar ao terrorismo. «Já é altura de alguém lidar com o líder da al-Qaeda e eu estou pronta para isso», disse a actriz, de 55 anos.
«Estou disposta a fazer um acordo. Ele fica comigo e em troca pára com a tirania. O meu peito ainda só serviu para ajudar pessoas, enquanto que Bin Laden matou milhares de vítimas inocentes».
(in Portugal Diário)

Não posso trabalhar, por motivos profissionais

Ia escrever um post comprido sobre a falta de quorum no Parlamento, mas acho que o Francisco já disse tudo. Eu continuo na minha: não me venham os senhores deputados depois falar do descrédito da política e do cargo, quando dão mostras de se estarem nas tintas para o seu trabalho e, por inerência, para o país. É por estas e por outras que a abstenção nas eleições bate recordes.

ITP

Marques Guedes, presidente da bancada parlamentar do PSD, atira-se ao PS porque como partido da maioria não "assegurou a aprovação" das iniciativas que ontem foram a votação no plenário da Assembleia da República. Uma vergonha, esta declaração. Por duas razões muito simples e objectivas. A primeira, aprendi-a desde pequeno, dois males não fazem um bem. Com o mal dos outros posso eu bem, e neste caso, MG devia estar calado antes de pensar, sequer, em levantar um cabelo contra o PS. A outra razão é também simples e objectiva. Contas feitas, ontem, 66 por cento da bancada do PSD faltou, contra 40 por cento da socialista. Não há nem menor, nem maior responsabilidades. Há sim uma irresponsabilidade transversal partilhada. E quando assim é, é feio, embora fácil, lançar pedras contra o telhado do vizinho.

Quem nos salva?

Um deputado falta ao trabalho: nada de extraordinário. Um deputado cola uma falta a um fim-de-semana prolongado: nada de extraordinário. Um conjunto de deputados falta a um dia trabalho: nada de extraordinário. Cento e sete deputados (50 do PSD, 49 do PS, 5 do CDS, 2 do PCP e 1 do BE) faltam a um dia de trabalho, enganam o patrão, assinam o livro de ponto e fogem para as praias do Algarve: pouco de extraordinário, muito de ordinário, pelo menos em Portugal. Para os mais desatentos: a geração de Abril fez o Maio de 68, provocou a crise estudantil de Coimbra, desgastou a ditadura, andou nas ruas do Porto com o General Humberto Delgado, berrou "nem mais um para o ultramar!" mas agora está barriguda, tem botões de punho, comando de televisão na mão, língua afiada e cartões de crédito. Fala em quotas e na moralização da política, quer menos abstenção e o fim da corrupção. Dá vontade de rir, não fosse trágica esta comédia. Quotas? Só se for para a competência, a seriedade, o sentido de Estado, o respeito pelo próximo e o fim do umbiguismo.

P.S. Chegou a Belém com uma promessa inequívoca e incontornável: credibilizar o sistema político, acabar com laxismo no uso da coisa pública e com os "tachos". O que andam muitos destes senhores deputados a fazer no Parlamento, senhor Presidente Cavaco Silva?

12 abril 2006

photo-a-trois

O Leonardo Negrão, o José Carlos Carvalho e o Rodrigo Cabrita (três fotojornalistas queridos e amorosos do DN) juntaram-se os três à esquina.
O resultado deu nisto: Photo-a-trois. Só o título já é sugestivo.

Beijinhos-a-trois.

No Le Monde

"CPE: um morto, quantos feridos?"

De palmatória

Esta história do Supremo Tribunal de Justiça ter considerado "lícitas" e "aceitáveis" as palmadas que a responsável de um lar de crianças deu em menores com deficiências mentais dá que pensar. As palmadas não se medem aos palmos, é verdade. Mas quando a palmada entra em tribunal está tudo dito. É como o beijo ou a carícia, quando entra a Justiça, sai o bom senso. Parece que neste caso a educadora dava palmadas, estaladas e fechava as crianças em quartos escuros. A ser verdade, os juízes deviam dar a mão à palmatória e assumir o lapso. De palmatória.

11 abril 2006

Dreamkeeper

Dizia o meu pai, no outro dia:
- As audiências do meu blog dispararam! Tinha uma média de um visitante por dia e agora tenho seis!

10 abril 2006

Porto, Porto, Porto!

Está na hora de voltar a escrever qualquer coisa. Alguém se queixou, na caixa de comentários, do silêncio deste blog acerca do fim-de-semana desportivo.

Pequenas e breves notas, só para picar:
1. O jogo de sábado foi trapalhão e violento. Não gosto de ver futebol assim. De qualquer maneira, o Porto mereceu ganhar e estamos cada vez mais perto de ser campiiiiiões, carago!
2. Quanto ao jogo de domingo, o Benfica não merecia aquele empate ao último chisquinho. Mas o clube da luz anda com a moral tão em baixo, que mais vale assim, senão não há quem os ature.

Outras considerações ficarão para outra altura, porque agora não tenho tempo.

Beijos.

futchibóle

Um anónimo, muito curioso, questiona no post aqui em baixo o nosso silêncio sobre o fim de semana desportivo. Parece que o Marítimo perdeu dois pontos, o Pinto da Costa perdeu em casa o que tinha ganho no campo, e o Paulo Bento ganhou no banco o que já tinha perdido em campo: um melão. E daí?

CPE

Em França o poder não está na rua, mas o poder da rua vai mandar para a rua o elo mais fraco do poder: Dominique Villepin.