16 julho 2006
14 julho 2006
Conversas de rua
- ... [incompreensível] do exagero da crítica ao humanismo...
- mas o que é exagero? A crítica ou o humanismo?
13 julho 2006
A nação não se recomenda
Pedro Mexia, no DN. Vale a pena ler de uma ponta à outra.
A sauna da democracia
Há anos que não entrava no Parlamento. Uma vez no liceu e outra na faculdade, tinha sido solenemente guiado pelos soberanos corredores, sede monacal dessa tão benéfica maçadoria democrática. Confesso que não tinha saudades. Digamos que tenho pelo Parlamento o mesmo sentimento que tenho pela minha vesícula: agradeço em abstracto a sua diligente actividade, mas dispenso detalhes.
Há dias, a editora de política deste jornal sugeriu que eu assistisse ao debate do estado da Nação e contasse o que vi, no meu registo do costume. Imaginando que fosse uma homenagem à estação tola, aceitei. Disfarçado de jornalista (mas no meio das galerias comuns, entre Cátias e funcionários públicos), assisti pela terceira vez a uma sessão da Assembleia.
O hemiciclo, em termos arquitectónicos, tem estilo. Infelizmente, em tarde de ananases, a casa da democracia estava transformada em sauna da democracia. Uma caloraça insustentável, que pôs toda a gente a abanar no rosto relatórios do Banco de Portugal (excepto a ministra da Cultura, a qual, sendo da cultura, usava um leque).
Nunca tinha visto ao vivo dois terços dos nossos eminentes deputados. Tomei algumas notas. O monárquico Pignatelli Queiroz estava mais imóvel que um marco de correio, à espera que lhe dessem a palavra para que se pronunciasse sobre a Patuleia. Nuno Melo lembra um entusiasmo de magala que vai às meninas. Miguel Frasquilho cultiva uma pilosidade digna dos Habsburgos. João Soares, tal como me tinham garantido três taxistas, ostenta um índice de massa corporal em tudo semelhante ao meu (infelizmente para ambos). Alberto Martins usa um tom de tribuno eleito por Viseu em 1922 (temi que recorresse ao termo "debalde"). Há uma socialista que parece uma lojista de Carnide. Há um deputado ecologista com rabo- -de-cavalo. Bernardino Soares nunca foi novo. Fernando Rosas é mais credível de suspensórios. Quanto aos ministros, notei especialmente o aspecto distinto do ministro da Agricultura (que parece um membro do Conselho de Nobreza) e o aspecto maquiavélico do ministro dos Assuntos Parlamentares (sempre que pega no telefone e murmura, imagino logo que está a ordenar a liquidação do Doge de Veneza).
O debate é cansativamente previsível. O Governo invoca a pesada herança, excomunga os pessimistas, anuncia a retoma económica e sublinha os ímpetos reformistas (disciplina orçamental, diminuição da despesa, inovação tecnológica, combate à burocracia e mais coisas ainda). A oposição insiste nas promessas incumpridas, nos fiascos fragorosos, na propaganda enganosa. Cada bancada aplaude e apupa estritamente o que lhe compete e apenas isso, lança dichotes e risadas, os clichés são em grande estilo Gato Fedorento (com metáforas futebolísticas e tudo). O nível geral é fraquinho. Embora estejam presentes dois políticos com grande estaleca (o frenético Portas e o gélido Louçã), a média dos discursos ouvidos é tão acutilante como (eis uma metáfora futebolística) Pedro Pauleta.
Ideologicamente, a situação é ainda mais complicada. Eu sou um homem da direita moderada (aquilo que a direita musculada chama "um homem de esquerda"). O Governo é um Governo de centro-esquerda (aquilo a que esquerda ideológica chama "um Governo de direita"). Assim, tenho dificuldade em embirrar com este executivo dito socialista. Chego a pedir interiormente a Sócrates que diga qualquer coisa de esquerda (como no filme de Nanni Moretti), para que eu o critique com convicção. Mas o máximo que Sócrates consegue é um remoque à General Motors. No mais, um reformismo sem ideologia e muita bazófia. Alguns coices à "esquerda conservadora e corporativa". E a ideia totalmente direitista de que se há contestação sindicial, isso é uma "homenagem ao Governo".
Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Creio que não se recomenda, porque nunca se recomenda. Sei que teremos mais dois anos e meio, talvez seis e meio, disto. De socialismo sem cafeína, com um tecnocrata colérico mas reservado. De bloquismo bloqueado, entre o desengravatamento e o aburguesamento. De comunismo igual a sempre, barroco na linguagem maniqueísta a descambar para António Aleixo. De uma direita que não esconde algum contentamento por ver a esquerda fazer o seu trabalho sujo, enquanto se mantém aninhada entre o apagamento de Mendes e as Equipas de Nossa Senhora de Ribeiro e Castro. Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Mas creio que não se recomenda.
(A responsabilidade dos sublinhados é minha)
Zidane conta a verdade
Um mais um igual a zero
Facto: ontem, foi notificada para entregar a carteira profissional de jornalista.
Facto: os dois factos anteriores não têm relação directa.
12 julho 2006
Estado da coisa
09 julho 2006
Falem vocês de bola, das aventuras e desventuras do Mundial, das tristezas e das alegrias, das vitórias e das derrotas.
The sun is up, I'm so happy I could scream! And there's nowhere else in the world I'd rather be than here with you, it's perfect, it's all I ever wanted, I almost can't believe that it's for real.
I really don't think it gets any better than this, vanilla smile and a gorgeous strawberry kiss! Birds sing, we swing, clouds drift by and everything is like a dream, it's everything I wished.
The sun is up, I'm so fizzy I could burst! You wet through and me headfirst into this is perfect, it's all I ever wanted, ow! It feels so big it almost hurts!
Say it will always be like this, the two of us together. it will always be like this forever and ever and ever...
(The Cure)
06 julho 2006
Seis anos de alegrias
Que ganda galo!
(Mas, mais uma vez, vi o Nuno Lopes, numa das esquinas do bairro onde os lamentos eram entorpecidos. O Lomba e o Mexia não apareceram por lá.)
05 julho 2006
Estado de espírito
O que faz falta
Temos muito mais a ganhar
leio com consternação o título que vexa colocou na primeira página de hoje so seu jornal. Diz ele que "Já ganhámos tudo, mesmo se perdermos". Agora pergunto eu: ganhou o quê? E respondo: nada, meu caro director. Chegou às meias-finais, é certo, venceu a Holanda e a Inglaterra, pois claro, mas isso - para nós - não pode chegar.
É essa a diferença entre um país que se quer competitivo (tese que muitas vezes li nos seus editoriais) e um país remetido à sua história.
Se é na bola que nos podemos mostrar ao mundo, acho melhor do que nada. Se é na bola que a nossa nova cruzada pode começar, acho lindamente. Se é na bola que podemos tirar os melhores sorrisos de uma década triste, eu prefiro esse sorriso a sorriso nenhum. Enfim, eu quero mais. O meu amigo não?
Considerações amigáveis, com a fé inabalável numa vitória,
04 julho 2006
É o futebol, estúpido! 2
É o futebol, estúpido!
Recadinho
O clube do défice
O facto, por si só, merece dois comentários: primeiro, que a confiança dos consumidores terá evolução favorável na zona euro; segundo, que com o recorde de dois procedimentos por défice excessivo, e com um défice de 4,6% esta ano, Portugal é o mais forte candidato ao título.
Se a previsão se confirmar, farei a devida vénia ao défice.
Os jornalistas e a bola
P.S. Este post está a destilar de inveja.
03 julho 2006
será que foi abaixo a seriedade e independência?
olha!!!....foram-se embora!
30 junho 2006
A incógnita chamada Freitas do Amaral
28 junho 2006
Os sofredores
Já no Euro, o espírito foi o mesmo. Ficámos tristes por perder a final com a Grécia, mas a nossa final, aquela a sério, foi o jogo com a Inglaterra. Aí, o jogo teve mais de duas horas, alguns golos, e emoção até ao fim. Ganhar, para nós - portugueses de gema - não é simplemente ganhar. É ganhar na marra, se possível depois de estar a perder e dar a volta ao resultado. Ou, como domingo, ficar com menos um jogador e ficar a defender a vantagem até ao último minuto.
Ganhar é isto. Ou alguém se lembrava que, no Euro, tínhamos ganho à Holanda na semi-final, num jogo chato, onde a vitória foi fácil e não contestada?
Estes jogos da bola mostram, enfim, o país que somos, o povo que temos nas veias. Hoje, passou-me pela cabeça uma imagem boa para esta malta: lembram-se do 1,2,3 - o concurso? Na segunda edição, havia sempre um casal, metido num gabinete fechado, que sabia onde estava o prémio mais alto, mas só o podia ganhar se os concorrentes que estavam lá no palco, a negociar com Carlos Cruz, acertassem no palpite. A esse casal, o programa chamava "os sofredores". Os sofredores somos nós.
26 junho 2006
Back in Town
16 junho 2006
Inimigo Público
Newsmaking II
14 junho 2006
Newsmaking
12 junho 2006
Tributo ao racionalismo brazuca
Ao cuidado do SOS Racismo
11 junho 2006
Bola é assunto sério
Tudo made in China, claro está!!
10 junho 2006
09 junho 2006
O mundo gira ao contrário
Pergunta o toureiro e bem: uma vida humana vale meia vaca? Ou depende de quem paga?
08 junho 2006
Rostos e sonhos
Franz Ferdinand

Ontem, foi a reconciliação. Os Franz Ferdinand trouxeram de volta a paixão, num concerto bonito, cheio de energia, pleno de pulmões, vibrante como há dois anos, quando os descobrimos lá na Zambujeira do Mar.
Depois de terem deixado de fora o fogo há uns meses ("this fire is out of control"), ontem voltaram a ver-nos juntos - para eles, para nós, para um público que não os largou até ao fogo ("this fire is out of control"). Reconciliados, voltamos a casa, arrasados pelo cansaço, mas com incontroláveis sorrisos na cara.
Uma "pérola" via lusa
Setúbal, 08 Jun (Lusa) - O responsável máximo das Casas do
Gaiato, padre Acílio Fernandes, deu hoje uma bofetada a uma criança de
cinco anos enquanto desmentia à Lusa os maus-tratos na instituição que
constam de uma acusação do Ministério Público.
O padre Acílio Fernandes, que também foi director da Casa do
Gaiato de Setúbal até Julho de 2001, quando foi substituído pelo
actual director, Júlio Pereira, deu a bofetada ao menino porque este
teimava em aproximar-se do local onde o responsável prestava
declarações à agência Lusa.
Depois de o mandar embora por duas ou três vezes, à última
tentativa de aproximação da criança, que diz chamar-se Jaime e ter
cinco anos, o padre Acílio não hesitou e deu-lhe uma estalada.
"A criança estava aqui à minha volta e [eu] já a tinha mandado
embora várias vezes. Ele agora foi-se embora. Não lhe dei um estalo,
bati-lhe com a mão para ele se ir embora", justificou-se o director-
geral das Casas do Gaiato, esclarecendo que o Jaime é filho de um
"gaiato", mas não pertence à instituição.
"Isto não foi um mau trato, foi um bom trato. Não me viu antes
agarrá-lo ao colo, acariciá-lo e beijá-lo? Sabe quem faz isso? É um
pai. Nós aqui não somos directores, somos pais de família", justificou-
se o responsável nacional pelas Casas do Gaiato.
A Lusa contactou o padre Acílio Fernandes para que este
reagisse a uma notícia de hoje do Diário de Notícias, segundo a qual o
Ministério Público acusou o director da Casa do Gaiato de Setúbal,
padre Júlio Pereira, da prática de quatro crimes de maus-tratos a
crianças bem como outros três funcionários da instituição.
Anteriormente, em conversa telefónica com a agência Lusa, o
padre Acílio Fernandes tinha dito que "nenhuma das acusações tem
fundamento" e elogiou o trabalho do sacerdote responsável pela Casa do
Gaiato de Setúbal.
GR/NVI.
Lusa/Fim
07 junho 2006
Diário da bola II
2. Volto à série da BBC ("Muito mais que um jogo", RTP1), para lamentar o facto de não estar disponível em DVD.
Ontem fiquei uma hora a ver a Argentina. Vi o Kempes nadar pela relva como um peixe que não sobreviveria fora de água, o Maradona voar pelos adversários com a elegância própria de uma garça, ouvi o Valdano a lembrar como pediu a Deus que a bola entrasse na baliza, naquela final de 1986 e o mesmo Valdano a explicar que a "Gambetta" é mais que saber fintar: é a confiança de quem faz o que quer com os pés e, também, a capacidade de iludir um adversário. Tudo na mesma jogada. A "Gambetta" era, claro, de Maradona. E depois de ver aquela, não há quem possa dizer que o futebol não é "muito mais do que um jogo".
06 junho 2006
Diário da Bola
2. Agora por isso, a Pública de domingo (a melhor dos últimos tempos) tinha uma reportagem de derreter sobre Zidane, o homem que é demasiado frágil para a bola, o homem que coloca a mesma onde quer, que pensa o jogo como se da vida se tratasse. Zidane é, para mim, o melhor do mundo, e prepara-se para abdicar do futebol neste mundial. É a razão número um para ver França jogar - prestando homenagem ao homem e ao jogador. E chorar, depois.
3. Por falar em chorar, a Câncio estreia-se hoje no DN a falar de bola. Aliás, a falar de homens. Faz bem e escreve bem. Como diria o João Pedro Henriques, "só tenho um adjectivo: gostei".
4. A selecção do Brasil foi recebida em festa na Alemanha por 500 compatriotas. Pois. Só as quinas tiveram mais, muito mais, na chegada e no treino. Ainda não começou e já estamos a ganhar.
05 junho 2006
Será ciência?
O mundo anda estranho
O divórcio nasceu pálido e tarde mas não pára de ganhar fôlego (desde 2002 que Portugal é um dos países com mais divórcios na União Europeia; por exemplo entre 2001 e 2002 a taxa de divorcio aumentou 46 por cento). Estranhos siameses estes...
Para católicos convictos, como eu, salta uma conclusão: vivemos num mundo onde a criação da família perde terreno para a destruição da família.Porque será?
02 junho 2006
Começou hoje

Enganavam-se os que pensavam que o Roteiro da Inclusão significava a imersão de Cavaco Silva no pântano de Belém. Hoje, Cavaco Silva anunciou o seu primeiro veto, à Lei da Igualdade vinda da maioria socialista, aprovada apenas pela maioria socialista e pelos oito deputados do Bloco de Esquerda. E agora?
P.S. Este post foi corrigido por sugestão de um anónimo atento.
Disseram-me que era mentira!!!
"Senhor Antonio Mira,Pelo que leio parece-me que o senhor é jornalista. Pois eu sou Professora. E também sou a legitima mulher do Ministro da Justiça! Há pois é!! Sou eu agora que entro no seu blog para o chamar à responsabilidade do que anda a difundir! O senhor sabe que (ou devia saber porque é jornalista) que uma mentira muitas vezes repetida quer tornar-se verdade! Mas não é verdade! O Ministro da Justiça e eu própria temos 3 filhos: Jaime Trindade BErnardes Costa, Joana Trindade Bernardes Costa e Inês Trindade Bernardes Costa. E só estes! Se o senhor que tem acesso ao site do Ministério da Justiça não quis ler o desmentido que foi aí feito, então qual é a sua intenção? Que mais confirmação quer afinal?! Esta mentira circula desde Setembro de 2005. Eu e a minha família estamos fartos de tanta calúnia! O senhor sabe bem (ou devia saber) que a Jornalisa Susana Costa Dutra não é da família do Ministro da Justiça. Já reparou que o nome Costa é um nome vulgar em Portugal?Alguém que me diga que esta mentira não é escandalosa! O mínimo que se exige é que peçam desculpa! Maria E. Costa (Quer a certidão de nascimento dos filhos do Ministro da Justiça?) "
Esclarecido aquilo que era mentira (e que eu pedi para me dizerem que era mentira!!!)...
eu volto a apresentar aquilo que ainda não me desmentiram e que continua a ser a base da minha indignação relativamente a este desgoverno e aos tachos que tem assegurado a certas pessoas, ao mesmo tempo que manda para os supranumerários pessoas qualificadas:
"Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus."
Roteiro de Leituras

1. Carlos Marques de Almeida explica, com bom-senso e perspicácia, porque a cooperação estratégica entre PR e Governo estão a colocar o país numa velocidade reduzida. Não concordo inteiramente - a vigilância reservada é mais eficaz -, mas muitos dos argumentos usados são de registar.
2. Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios, sobre a lei da mobilidade de Teixeira dos Santos. A prudência é sinónimo de sabedoria, diz ele. Foi seguramente o melhor director com quem trabalhei. É um dos melhores cronistas do país.
01 junho 2006
Correcção ao post anterior
Agora, que houve queixas sobre os crucifixos, isso houve mesmo. Mas no Público, como na sociedade portuguesa, a maioria ainda é tolerante. O que é bom.
Discurso directo
Resposta de Paulo Bento: "Ficou. Pelo que o Porto fez foi um justo vencedor, foi o mais regular".
A honestidade nunca fez mal a ninguém. A humildade também não. Um exemplo, este Bento.
Jornalistas e jornaleiros
Comentador de comentaristas
Menezes fala sobre o professor no CM
31 maio 2006
Uma justiça do Além
Uma carta ditada por uma vítima de assassínio através de um médium foi aceite como prova por um Tribunal brasileiro e ajudou à absolvição de uma acusada de homicídio, divulgou a imprensa brasileira.
O facto decorreu a semana passada no Tribunal de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, durante o julgamento do assassínio de Ercy da Silva Cardoso, em Julho de 2003.
O assassino confesso, Leandro Rocha Almeida, que trabalhava para a vítima, já foi condenado, mas alegou ter cometido o crime a pedido da esposa de Ercy da Silva Cardoso.
O advogado de Iara Marques Barcelos apresentou então uma carta ditada supostamente ao médium Jorge Santana Maria, na qual a vítima Ercy da Silva Cardoso a isenta de qualquer participação no crime.
«O que mais pesa no meu coração é ver a minha Iara acusada dessa forma por mentes astutas dos meus algozes», referiu a vítima num dos trechos da carta do médium, membro da Sociedade de Beneficência Espiritual Amor e Luz de Porto Alegre". in DD
28 maio 2006
Digam-me que é mentira

Alguém por favor, me diga que o Ministro da Justiça não nomeou a filha para o seu gabinete. Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.
Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.
Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus.
27 maio 2006
26 maio 2006
Pergunta para queijo
24 maio 2006
Jornalismo em SOS
Díli, 24 Mai (Lusa) - O major Alfredo Reinado, líder dos militares revoltosos que hoje lançaram vários ataques às forças armadas timorenses indicou à Lusa que as suas forças dirigem-se para Díli, encontrando-se a uma hora da capital.
Questionado por SMS sobre a sua localização, o major Reinado respondeu,
pela mesma via, estar "a uma hora de Díli".
Também por SMS, a Lusa questionou o major Reinado sobre declarações de
fontes militares de que teria sofrido muitas baixas, tendo respondido: "uma".
P.S. Take da Lusa colocado em linha hoje às 7 h45m.
23 maio 2006
O sexo e os tribunais
Viola de forma grave o dever de respeito para com o outro cônjuge a mulher que apelida o marido de "corno", "chibarro", "filho da puta" e de "cachorro" e o tenta agredir com uma faca de cozinha e pratica os factos à vista de, pelo menos, uma das empregadas do casal.
Há mais aqui.
20 maio 2006
Como é que eu ponho gargalhadas aqui????
Consciência II
Girls on top.
(enorme bocejo)
Consciência
19 maio 2006
O tejadilho
17 maio 2006
Pela causa do costume
Resposta devida
"Don't take it personaly", cara f.. É só a opinião de quem a lê sempre com atenção e com consideração. O inverso será sempre aceite com a mesma atitude - porque o jornalismo, especialmente o sério, precisa da auto-crítica para crescer.
Quanto à opinião implícita, quem sou eu para ensinar a missa ao padre - salvo seja.
Considerações,
David
Ver!ssimo, "Sexo e Futebol"
"
No que se parecem: o sexo e o futebol?
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.
No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.
Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.
Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.
No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.
No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.
No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.
No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.
E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.
No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.
"
16 maio 2006
Parabéns
Dois em um
"Excluir do tratamento as mulheres inférteis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso à esquerda (na lei de procriação medicamente assistida). Descreta-se, assim, o ideal da família monoparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os 'acasos da vida'".
Ficamos, assim, a saber não só a informação, como a opinião da jornalista que a escreve. Como já é hábito, ninguém liga. Mas não se podia evitar?
15 maio 2006
Não vale mais a emenda que o soneto...
"Trabalho/Migrantes: Estudo sobre exploração e tráfico apresentado hoje em Lisboa" (o estudo não é apresentado terça-feira e não hoje)
Antes cianeto que ementa...
As quinas
14 maio 2006
É da vida, dizia o Guterres
Carmona Rodrigues estampa-se a descer Alfama de bicicleta. Manuel Maria Carrilho "estampa-se" a escrever livros...
12 maio 2006
A propósito do debate ibérico
Mulher coragem
espelho meu, espelho meu, existe alguém mais bronco do que eu?
1- está narrativamente mal organizado e tem uma redacção desprimorada;
2- nas páginas 41 e 57 encontramos erros grosseiros de Português;
3- o título é uma falácia relativista, o que, atendendo à escola filosófica de que o autor se reclama, origina, nas palavras de Festinger, dissonância cognitiva primária motivante de conflito cognitivo latente de implicações desconhecidas;
4- para quem se orgulha de ser especialista em Retórica, o autor falha em providenciar os meios básicos para as conclusões desejadas.
Em suma, o livro é uma merda. O que não surpreende...mas estas são as inevitabilidades da chamada literatura pop...
Sob o signo do seu umbigo
11 maio 2006
Descarrilhar II
Os meninos
sobre espanha
Descarrilhar
E Espanha aqui tão perto
A oposição também anda muito excitada com as declarações "iberistas", "lamentáveis", "inqualificáveis" do ministro Mário Lino. Então queriam o quê, estando o homem no país ao lado? Que fizesse declarações menos simpáticas para com os espanhóis? Este espiríto retrógrado de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento incomoda-me. O trauma dos Felipes ainda anda por aí, rodeando as nossas cabeças com uma bruma espessa. Quando passará? Eh tio, joder! Que viva España!
10 maio 2006
Cego, surdo e mudo
a propósito do sr ministro, que referes aqui em baixo, deixo-te uma nota que escrevi para o DE de hoje. Só para desvalorizar os casos do dr. Amaral.
Um abraço,
Freitas do Amaral bem pode dizer-se cansado e até que não faz questão de comandar a presidência portuguesa da UE. Os partidos ou os sectores bem podem pedir remodelações. É que a cada polémica que estourar, a cada pedido de demissão, José Sócrates terá sempre a mesma reacção: o ministro fica. Será assim o primeiro-ministro: cego, surdo e mudo a qualquer tipo de pressão.
Pode dizer-se que é sinal de mau feitio, ou até, na voz dos mais críticos, falta de bom-senso. Ao caso, os críticos estão errados. Sócrates faz bem em resistir, pelo menos no que respeita a substituições na equipa do Governo. E Sócrates sabe bem o que faz: é que ele já esteve num Governo onde o primeiro-ministro mexia na equipa a cada seis meses, onde esse primeiro-ministro chegou a votar uma moção, num congresso do PS, que pedia uma “urgente remodelação do Governo”. Para quem não se lembre, esse primeiro-ministro era António Guterres. E não teve um final feliz.
Visto de dentro do partido da maioria, a remodelação é, aliás, um momento extraordinário. A imagem do mítico “Yes Minister” é perfeita: o candidato a ministro sentado no sofá, à espera que o telefone toque. E se não tocar, é motivo certo para ressentimento. Assim sendo, uma remodelação resulta sempre nisto: há os que saem, normalmente zangados, a criticar o chefe de Governo; e há os que não entraram, ainda mais incomodados (“não foi desta”) a fazer exactamente o mesmo.
Para isto, a menos que a remodelação seja inevitável, o melhor é não a fazer. Aliás, o melhor mesmo era fazer tudo como num jogo de futebol, onde o treinador só tem direito a três substituições por jogo – e onde os suplentes são conhecidos. Isso tornava previsíveis os candidatos a entrar e, melhor ainda, obrigava a equipa a cometer menos erros. Seria, aliás, a melhor maneira de acabar os jogos com todos os jogadores. Sem expulsões por mau comportamento.
Miopia diplomática ou o karma de Freitas do Amaral
Esta semana Freitas do Amaral cumprimentou um alto quadro do Hamas (MNE palestino) e o gesto foi aproveitado pela diplomacia palestina para questionar a consistência de posições de política externa no seio da UE. Que o mundo está cheio de oportunistas todos sabemos. Ficamos a saber agora que também está cheio de patos...uns mais bravos que outros.
Quando é que os mais altos magistrados da Nação perceberão que até a mais simples partícula de massa folhada irritantemente entalada num dente (provocando no protagonista um estranho esgar), durante um jantar de chefes de estado, pode ser interpretada como uma declaração de reforço do conflito bilateral entre países beligerantes?
09 maio 2006
Patrick e o Governo: duas lições
08 maio 2006
Os anos não passam por ele

Secretário-geral do PS, candidato a primeiro-ministro.
Foto do cartaz de campanha.

Primeiro-ministro. Tomou posse em Março de 2005.
Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. O XIV Governo Constitucional tomou posse a 25 de Outubro de 1999. Terminou o seu mandato a 6 de Abril de 2002, na sequência da demissão do Primeiro-Ministro.
Ministro Adjunto do primeiro-ministro.
O XIII Governo Constitucional tomou posse a 28 de Outubro de 1995. Terminou o seu mandato em 25 de Outubro de 1999.
in portal do Governo www.portugal.gov.pt
E não é perseguição, sr. primeiro-ministro. É só porque tem realmente muito bom ar.
O trunfo
07 maio 2006
Chatas comó'caraças
Mães: Mulheres Anónimas
(reportagem publicada hoje no DN)
PS: a minha mãe é a melhor do mundo. desculpem lá o desabafo...
Se o holandês tem espinha
06 maio 2006
CDS em directo III
CDS em directo II
Fretandwin
Vai uma aposta como o cansaço do ministro não o vai deixar descansar até início de 2008?
É preciso ter topete!
05 maio 2006
Nós por lá
As direitas
Quanto ao congresso e às directas, daqui a uma semana ninguém se lembrará que existiram.
O cúmulo da dúvida
Leituras recomendadas

Veementemente a ler, o artigo de Paulo Pedroso, no DE de hoje, sobre os princípios da reforma da Segurança Social do Governo. Destaco dois pontos: que Pedroso considera que era tempo de se fazer um debate mais ambicioso sobre o financiamento do sistema; e que apela ao contributo da sua geração de políticos. Pedroso está de volta à política. Seja bem-vindo.
03 maio 2006
Apelo verde-e-branco
02 maio 2006
Sol enganador
O sol quando nasce é para todos;
Sol encoberto no projecto do arquitecto;
Expresso recomenda cuidados com o Sol.
Devo dizer-vos que estou curioso. Mais ainda com as últimas edições da antiga casa-mãe.
Leituras

Pedro Adão e Silva, no DE de hoje, explicando as razões porque este Governo tem condições únicas para implementar uma reforma pragmática da Segurança Social.
Já no DN, Medeiros Ferreira é honesto na interpretação da estratégia presidencial de Cavaco Silva. Um bom exemplo, vindo do primeiro apoiante da candidatura de Soares.
01 maio 2006
Regresso de exames
1. Cavaco Silva conseguiu marcar a agenda noticiosa durante uma semana, a sua primeira vitória nos jornais. Deve estar a rir com gosto: falou para a esquerda, mas deixou bem marcada a mensagem ao Governo: não se esqueçam que sem crescimento não há combate à exclusão. A mensagem estava lá, bem vincada, mas parece que poucos perceberam. Melhor para Cavaco. Assim, finge com gosto que é o Presidente de todos os portugueses. Será que o primeiro-ministro percebeu?
2. A reforma da Segurança Social está a caminho, com uma estratégia meio/meio: Meio a prazo, meio disfaraçada. Faltava o resto, para a fazer corajosa. Assim, para já, ficámos como o código postal – é meio caminho andado.
3. O primeiro de Maio comemora-se sob um sol abrasador, com o campeonato nacional a dar lugar à vaga de esperança da selecção nacional. Descansem os fiéis de Scolari: mesmo de Madaíl não queira, o Governo assina contrato com o brasileiro se ele levar as quinas às finais. É a última hipótese de voltarmos à auforia.




