24 julho 2006

a pior piada do dia [5]

o que há debaixo do tapete do júlio de matos? doidos varridos!

22 julho 2006

Quentes e Boas à Gracinha

Dizem-me que Paula Teixeira da Cruz pretende arredar Carmona Rodrigues da re-eleição. Daí a conquista da "enfadonha" distrital. Chega de listas com independentes à cabeça!, parece...

Post à Gracinha

Dizem-me que o ex-secretário de estado do desporto, Hermínio Loureiro, será candidato à presidência da Liga de futebol e terá Valentim Loureiro como candidato à AG. A confirmar-se, o que dirá Marques Mendes ao ver um dos vice-presidentes da sua bancada parlamentar de braço dado com o major-valentão? Cheira-me a azedume...

Na R. das Bananas seria difícil melhor

Quem nos defende destas judiarias?

21 julho 2006

Carneiro Jacinto

O ex-porta-voz de Freitas do Amaral decidiu que se vai candidatar à Câmara de Silves nas próximas autárquicas (ver, com ar de espanto, no DN de hoje). Depois do louvor público do ex-ministro terá, no mínimo, o apoio pessoal do professor. Será uma campanha em grande.

O lado mau de Teixeira dos Santos

Faz hoje um ano que Teixeira dos Santos foi nomeado por José Sócrates ministro das Finanças, substituindo Campos e Cunha no cargo mais importante de uma democracia em estado de fragilidade.

Confesso que, até ontem, pensei que Teixeira dos Santos estivesse a provar ser uma boa aposta. Segue o programa, não tem medo de falar de sacrifícios nem de rigor. Mas no melhor pano cai a nódoa. E percebeu-se que o centro de toda a política do Governo começa a derrapar - ao caso, o número de funcionários públicos. Começou por se falar em cortes, agora um quadro oficial mostra que subiu cerca de 10 mil em apenas seis meses.

O facto é mau por si, mas o ministro veio piorar o cenário. Diz ele que os números não são verdadeiros, estando incompletos. Interessante. Daqui só podem resultar duas saídas:

1. Se os números estão errados, sendo eles oficiais (Direcção Geral de Orçamento), ficamos a saber que não podemos confiar nos números dados pelo Governo - porque não são rigorosos. O que nos levaria rapidamente ao caos da desconfiança permanente.
2. Se os números estão certos, significa que Teixeira dos Santos, perante uma dificuldade, resolve mandar poeira para os olhos de todos nós - o que nos leva para outro mau caminho: a palavra do ministro não é para levar a sério.

Como se vê, Teixeira dos Santos optou, julgo eu humildemente, pelo caminho errado - seja qual for o cenário, pelo caminho da falta de rigor. É, simplesmente, o pior defeito de um ministro das Finanças. Não há outra maneira de o dizer.

A bandeirada está cara

O taxista que me levou hoje à tarde à Assembleia, quando o polícia o manda parar o carro mais à frente:
- Se há coisa que eu odeio é polícias, pretos, paneleiros e pobres.
Eu:
- Olhe, nem de propósito! O meu pai é polícia, o meu namorado é preto, o meu irmão é paneleiro e o senhor é um pobre de espírito.

(Não tenho um pai polícia nem um namorado preto nem um irmão paneleiro, mas acho que resultou...)

19 julho 2006

Na cama com Javier

“Ninguém pensa senão em mulheres e homens, a totalidade do dia é um trâmite que se detém num dado momento para permitir pensar neles, o propósito da cessação do trabalho ou do estudo não é senão começar a pensar neles, mesmo quando estamos com eles pensamos neles, pelo menos eu. Os parênteses não são eles, mas as aulas e as investigações, as leituras e os escritos, as conferências e as cerimónias, as finanças e as politiquices, a globalidade daquilo que consideramos ser aqui a actividade. A actividade produtiva, a que proporciona dinheiro e segurança e apreço e nos permite viver, a que faz com que uma cidade ou um país andem e estejam organizados. A que depois nos permite dedicarmo-nos a pensar neles com toda a intensidade. (...) O parêntese é isso, e não o contrário. Tudo o que se faz, tudo o que se pensa, tudo o resto que se pensa e maquina é um meio para pensar neles. Mesmo as guerras são travadas para poder voltar a pensar, para renovar esse pensamento fixo dos nossos homens e das nossas mulheres, naqueles que já foram nossos ou poderiam ser, naqueles que já conhecemos e naqueles que nunca chegaremos a conhecer, naqueles que foram jovens e naqueles que hão-de sê-lo, naqueles que já estiveram nas nossas camas e naqueles que nunca passarão por elas”.

Javier Marías, in “Todas as almas”
(a foto é minha)

As memórias que se acumulam

O actor brasileiro Raul Cortez morreu hoje, aos 73 anos. As minhas novelas preferidas tinham-no no papel principal. Via-as com a minha mãe, lá em casa. Eram um factor de união da família.

Tem lumes? (versão tripeira)

Ontem descobri (disseram-me) que os veículos novos não vêm equipados com isqueiro. Fiquei muito contente por o meu carro ter 11 anos. Especialmente porque era uma da manhã.

a pior piada do dia [4]



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18 julho 2006

Hoje acordei assim

"Temos que conservar a bola o maior tempo possível em nosso poder"
O locutor da Antena 1 interrompia o discurso e concluia: "Carlos Dinis, treinador da selecção nacional de sub-19, que hoje começa o Europeu de Futebol na Polónia, num jogo contra a Escócia".

Foi a voz do meu pai que me acordou. Desejei-lhe boa sorte e parti para mais um dia, cheio de orgulho.

a pior piada do dia [3]




com bluetooth

17 julho 2006

a pior piada do dia [2]















finalmente a bandeira de Portugal no espaço

a pior piada do dia [1]

todos os cogumelos são comestíveis pelo menos uma vez

O punho ainda é fixe?


José Sócrates entrou na sala acompanhado pelo líder da JS. Os jotas de pé, braços bem no ar, punhos cerrados, gritam “JS”, “JS”.
O secretário-geral socialista pára e beija uma jovem militante. Discursa sem gravata e sem casaco e, no final, enquanto o líder da JS volta a levantar o braço esquerdo, punho cerrado, José Sócrates ergue o direito com o polegar virado, bem para cima! A imagem vale...mil palavras.

16 julho 2006

That´s the way life is

Everything is possible... but not always available.

14 julho 2006

Conversas de rua

Entre os alfarrabistas ambulantes do Príncipe Real:

- ... [incompreensível] do exagero da crítica ao humanismo...
- mas o que é exagero? A crítica ou o humanismo?

13 julho 2006

A nação não se recomenda

É o que de melhor se escreveu nos jornais de hoje sobre o debate de ontem.
Pedro Mexia, no DN. Vale a pena ler de uma ponta à outra.

A sauna da democracia

Há anos que não entrava no Parlamento. Uma vez no liceu e outra na faculdade, tinha sido solenemente guiado pelos soberanos corredores, sede monacal dessa tão benéfica maçadoria democrática. Confesso que não tinha saudades. Digamos que tenho pelo Parlamento o mesmo sentimento que tenho pela minha vesícula: agradeço em abstracto a sua diligente actividade, mas dispenso detalhes.

Há dias, a editora de política deste jornal sugeriu que eu assistisse ao debate do estado da Nação e contasse o que vi, no meu registo do costume. Imaginando que fosse uma homenagem à estação tola, aceitei. Disfarçado de jornalista (mas no meio das galerias comuns, entre Cátias e funcionários públicos), assisti pela terceira vez a uma sessão da Assembleia.

O hemiciclo, em termos arquitectónicos, tem estilo. Infelizmente, em tarde de ananases, a casa da democracia estava transformada em sauna da democracia. Uma caloraça insustentável, que pôs toda a gente a abanar no rosto relatórios do Banco de Portugal (excepto a ministra da Cultura, a qual, sendo da cultura, usava um leque).

Nunca tinha visto ao vivo dois terços dos nossos eminentes deputados. Tomei algumas notas. O monárquico Pignatelli Queiroz estava mais imóvel que um marco de correio, à espera que lhe dessem a palavra para que se pronunciasse sobre a Patuleia. Nuno Melo lembra um entusiasmo de magala que vai às meninas. Miguel Frasquilho cultiva uma pilosidade digna dos Habsburgos. João Soares, tal como me tinham garantido três taxistas, ostenta um índice de massa corporal em tudo semelhante ao meu (infelizmente para ambos). Alberto Martins usa um tom de tribuno eleito por Viseu em 1922 (temi que recorresse ao termo "debalde"). Há uma socialista que parece uma lojista de Carnide. Há um deputado ecologista com rabo- -de-cavalo. Bernardino Soares nunca foi novo. Fernando Rosas é mais credível de suspensórios. Quanto aos ministros, notei especialmente o aspecto distinto do ministro da Agricultura (que parece um membro do Conselho de Nobreza) e o aspecto maquiavélico do ministro dos Assuntos Parlamentares (sempre que pega no telefone e murmura, imagino logo que está a ordenar a liquidação do Doge de Veneza).

O debate é cansativamente previsível. O Governo invoca a pesada herança, excomunga os pessimistas, anuncia a retoma económica e sublinha os ímpetos reformistas (disciplina orçamental, diminuição da despesa, inovação tecnológica, combate à burocracia e mais coisas ainda). A oposição insiste nas promessas incumpridas, nos fiascos fragorosos, na propaganda enganosa. Cada bancada aplaude e apupa estritamente o que lhe compete e apenas isso, lança dichotes e risadas, os clichés são em grande estilo Gato Fedorento (com metáforas futebolísticas e tudo). O nível geral é fraquinho. Embora estejam presentes dois políticos com grande estaleca (o frenético Portas e o gélido Louçã), a média dos discursos ouvidos é tão acutilante como (eis uma metáfora futebolística) Pedro Pauleta.

Ideologicamente, a situação é ainda mais complicada. Eu sou um homem da direita moderada (aquilo que a direita musculada chama "um homem de esquerda"). O Governo é um Governo de centro-esquerda (aquilo a que esquerda ideológica chama "um Governo de direita"). Assim, tenho dificuldade em embirrar com este executivo dito socialista. Chego a pedir interiormente a Sócrates que diga qualquer coisa de esquerda (como no filme de Nanni Moretti), para que eu o critique com convicção. Mas o máximo que Sócrates consegue é um remoque à General Motors. No mais, um reformismo sem ideologia e muita bazófia. Alguns coices à "esquerda conservadora e corporativa". E a ideia totalmente direitista de que se há contestação sindicial, isso é uma "homenagem ao Governo".

Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Creio que não se recomenda, porque nunca se recomenda. Sei que teremos mais dois anos e meio, talvez seis e meio, disto. De socialismo sem cafeína, com um tecnocrata colérico mas reservado. De bloquismo bloqueado, entre o desengravatamento e o aburguesamento. De comunismo igual a sempre, barroco na linguagem maniqueísta a descambar para António Aleixo. De uma direita que não esconde algum contentamento por ver a esquerda fazer o seu trabalho sujo, enquanto se mantém aninhada entre o apagamento de Mendes e as Equipas de Nossa Senhora de Ribeiro e Castro. Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Mas creio que não se recomenda.


(A responsabilidade dos sublinhados é minha)

Zidane conta a verdade

Zidane foi ontem explicar na televisão francesa a cabeçada no peito que deu a Materazzi no final do Mundial. Segundo o jogador, tratou-se de uma reacção a ofensas verbais que, diz, o afectaram profundamente. Materazzi, relata o médio francês, ter-lhe-à dito que, na próxima época, Zidane iria jogar para o BENFICA.

Não incomodar

...o país está em época de descanso.

Um mais um igual a zero

Facto: a jornalista Maria João Avillez entrevista hoje o primeiro-ministro na SIC.
Facto: ontem, foi notificada para entregar a carteira profissional de jornalista.
Facto: os dois factos anteriores não têm relação directa.

12 julho 2006

Estado da coisa

O primeiro ministro, de forma previsível, garante que o país tem um rumo. A oposição duvida. Pelo nível de repetição de temas, críticas e vãs glórias governamentais, o estado da Nação não pode ser grande coisa.

09 julho 2006

Hélas!

(ih! ih! ih!)

Falem vocês de bola, das aventuras e desventuras do Mundial, das tristezas e das alegrias, das vitórias e das derrotas.

The sun is up, I'm so happy I could scream! And there's nowhere else in the world I'd rather be than here with you, it's perfect, it's all I ever wanted, I almost can't believe that it's for real.

I really don't think it gets any better than this, vanilla smile and a gorgeous strawberry kiss! Birds sing, we swing, clouds drift by and everything is like a dream, it's everything I wished.

The sun is up, I'm so fizzy I could burst! You wet through and me headfirst into this is perfect, it's all I ever wanted, ow! It feels so big it almost hurts!

Say it will always be like this, the two of us together. it will always be like this forever and ever and ever...


(The Cure)

06 julho 2006

Seis anos de alegrias

Saímos do mundial tristes, mas a verdade é que nos vamos lembrar destes seis anos como os melhores de sempre para o futebol português. Desde 2000 que os rapazes da bola só nos dão alegrias: dois europeus, um na final outro nas meias; dois mundiais, com uma meia-final; uma liga dos campeões e outra taça intercontinental; uma taça UEFA a que se junta outra final e mais uma meia-final. Do futebol, não dá para exigir mais nada. Agora é a nossa vez. Todos.

Que ganda galo!

Não vi o Deco a valer dois Zidanes. Não vi o Figo a atinar. Não vi o Ronaldo a marcar. Não vi os franceses a chorar nem os tugas a delirar. Não vi Portugal na final, nem a promessa do mundial.

(Mas, mais uma vez, vi o Nuno Lopes, numa das esquinas do bairro onde os lamentos eram entorpecidos. O Lomba e o Mexia não apareceram por lá.)

05 julho 2006

Estado de espírito


"Hoje, com a França, oscilo entre os dois pólos, desde o mais abjecto pessimismo até ao triunfalismo mais doentio, passando por todos os graus de superstição e de fezada".
Miguel Esteves Cardoso, hoje no Jogo

O que faz falta

Numa conversa intelectualizada sobre bola, a Marta acertou em cheio. Luiz Filipe Scolari já respondeu, nestes quatro anos de comando na selecção nacional, a uma dúvida que há muito nos aflige. Aos portugueses não falta qualidade, profissionalismo, empenho, sentido de colectivo. O que nos falta são lideranças competentes.

Temos muito mais a ganhar

Exmo director do jornal Público:

leio com consternação o título que vexa colocou na primeira página de hoje so seu jornal. Diz ele que "Já ganhámos tudo, mesmo se perdermos". Agora pergunto eu: ganhou o quê? E respondo: nada, meu caro director. Chegou às meias-finais, é certo, venceu a Holanda e a Inglaterra, pois claro, mas isso - para nós - não pode chegar.

É essa a diferença entre um país que se quer competitivo (tese que muitas vezes li nos seus editoriais) e um país remetido à sua história.

Se é na bola que nos podemos mostrar ao mundo, acho melhor do que nada. Se é na bola que a nossa nova cruzada pode começar, acho lindamente. Se é na bola que podemos tirar os melhores sorrisos de uma década triste, eu prefiro esse sorriso a sorriso nenhum. Enfim, eu quero mais. O meu amigo não?

Considerações amigáveis, com a fé inabalável numa vitória,

Taxas de câmbio

Hoje quero ver um Deco a valer dois Zidanes.

04 julho 2006

É o futebol, estúpido! 2

Hoje liguei para 10 (dez!) empresários portugueses. Em nenhum dos casos passei da secretária. Estimáveis e simpáticas à medida da linha telefónica, todas com a mesma conversa: "O senhor doutor não está. Vai ser complicado falar com ele. O senhor doutor está no estrangeiro". É certo que ouvi a variável: "O senhor engenheiro está fora do país. Mas se o senhor engenheiro ligar, eu dou-lhe o recado". Danke schon!

É o futebol, estúpido!

Eu vi. O Nuno Lopes, o Pedro Lomba e o Pedro Mexia. Estavam os três lá. Junto à barraquinha de gelados. Eu estava com quatro cervejas, o que, para mim, é quase um coma alcoólico. Mas eu juro que os vi. A comemorar a vitória de Portugal contra a Inglaterra, no Marquês de Pombal. Eu vi. Eramos todos bimbos e eramos todos felizes. Meninos, amanhã vemo-nos (vejo-vos) outra vez, ok?

Recadinho

(É só para dizer que não tenho aparecido, mas ando por aí. É que, de vez em quando, canso-me do mundo e quando me canso do mundo, canso-me de tudo. Mas agora ando outra vez a fazer as pazes com a vida. Só não me apetece escrever sobre política. E é só para dizer que é muito bom ser uma gaja no meio destes gajos todos. E é muito bom que os meus disparates sejam sempre maiores que os vossos. E por isso apetece-me escrever sobre o maior disparate de todos: os sentimentos e as relações humanas. A doença ataca a todos. E pronto. Foi um prazer. É sempre um prazer.)

O clube do défice

Já alguém anotou que só sobra a Europa no campeonato do mundo. Mas consta que o nosso ministro das Finanças, todo orgulhoso, anda a espalhar uma acertada análise sobre as meias-finais do mundial: só sobram países em défice excessivo: Alemanha, França, Itália e Portugal.

O facto, por si só, merece dois comentários: primeiro, que a confiança dos consumidores terá evolução favorável na zona euro; segundo, que com o recorde de dois procedimentos por défice excessivo, e com um défice de 4,6% esta ano, Portugal é o mais forte candidato ao título.

Se a previsão se confirmar, farei a devida vénia ao défice.

Os jornalistas e a bola

Dizem-me fontes muitissimo bem informadas que, a esta hora, o aeroporto de Lisboa está cheio de jornalistas económicos, que seguem caminho para Munique para ir ver OS DOIS jogos das meias-finais do mundial. Dizem-me as mesmas fontes, que essa malta (alguns deles, bons amigos meus) vai a convite do BES, essa instituição patriótica. Agora pergunto eu: porque é que eu não faço banca?!

P.S. Este post está a destilar de inveja.

03 julho 2006

será que foi abaixo a seriedade e independência?

lembram-se da tomada de posse do governo sócrates? recordam-se do unanimismo gerado em torno da seriedade que transparecia das opções de sócrates? campos e cunha , bem como freitas do amaral, eram apresentados como os pináculos de um edifício independente feito a pensar em Portugal?

olha!!!....foram-se embora!

30 junho 2006

Nem de propósito...

Lá foi o prof. Freitas do Amaral. A remodelação a sério fica para depois.

A incógnita chamada Freitas do Amaral

Amanhã, estaremos a um ano do início da presidência portuguesa da UE. Não me restam dúvidas de que vamos continuar a honrar a bandeira nessas circunstâncias. Só se será Freitas do Amaral a conduzir os destinos do país nessa honrosa presidência. Aí sim, tenho muitas dúvidas. Mais ainda pela não reacção socialista a essa dúvida (ver hoje, no DE).

28 junho 2006

Os sofredores

Andamos por cá eufóricos com a vitória sobre a Holanda. Tratamos os jogadores por "heróis", ou "gloriosos da batalha de Nuremberga", falamos deles como se o seu destino naquele jogo fosse, para nós, mais do que uma final, mais do que uma Aljubarrota.

Já no Euro, o espírito foi o mesmo. Ficámos tristes por perder a final com a Grécia, mas a nossa final, aquela a sério, foi o jogo com a Inglaterra. Aí, o jogo teve mais de duas horas, alguns golos, e emoção até ao fim. Ganhar, para nós - portugueses de gema - não é simplemente ganhar. É ganhar na marra, se possível depois de estar a perder e dar a volta ao resultado. Ou, como domingo, ficar com menos um jogador e ficar a defender a vantagem até ao último minuto.

Ganhar é isto. Ou alguém se lembrava que, no Euro, tínhamos ganho à Holanda na semi-final, num jogo chato, onde a vitória foi fácil e não contestada?

Estes jogos da bola mostram, enfim, o país que somos, o povo que temos nas veias. Hoje, passou-me pela cabeça uma imagem boa para esta malta: lembram-se do 1,2,3 - o concurso? Na segunda edição, havia sempre um casal, metido num gabinete fechado, que sabia onde estava o prémio mais alto, mas só o podia ganhar se os concorrentes que estavam lá no palco, a negociar com Carlos Cruz, acertassem no palpite. A esse casal, o programa chamava "os sofredores". Os sofredores somos nós.

26 junho 2006

Back in Town

Eu estive de férias, em Londres. O Francisco casou-se (e viverá feliz para sempre). A Bárbara anda por terras desconhecidas. E este blog ficou ausente, com o mercado a explodir de novidades. Enfim, estamos de volta. Keep you posted.

16 junho 2006

Inimigo Público

A GM demorou meses a compreender o apelo de José Sócrates durante a primeira visita que realizou ao exterior: “España! España! España!”. Depois venham-me falar de produtividade...

Newsmaking II

Estava eu à sombra, quando me passou o seguinte pensamento pela cabeça: "O que eu queria mesmo - mesmo, mesmo - era ser jornalista. Só jornalista". Só não me caiu uma maçã em cima da cabeça. Foi, ainda assim, a minha versão da teoria da relatividade.

14 junho 2006

Newsmaking

Um bom amigo meu, a que podemos chamar "anónimo", deixou-me a frase que melhor define o trabalho de um jornalista: "Há dez anos que me pagam para escrever sobre coisas que não percebo". Esta semana, essa frase acompanhou-me com amizade. Obrigado ao autor.

12 junho 2006

Tributo ao racionalismo brazuca

Para Scolari, no futebol não entra emoção. É por isso que deixa Romário, Quaresma ou Moutinho de fora das selecções que orienta. No Japão, o brazuca ganhou a taça assim - tirou o louco e meteu a equipa a jogar precisamente o que era preciso para ganhar tudo. Na Alemanha, ontem, começou o mesmo caminho para o mesmo objectivo. Jogou pouco? Não houve fantasia? Pois - ganhou, simplesmente. "Faltam seis jogos", disse Scolari. Pois é. Eu não protesto nadinha. Só quero que ele obrigue a história a repetir-se, quatro anos depois, com as cores de Portugal. O resto não conta.

Militantes do PNR


Os juízes, claro...

Ao cuidado do SOS Racismo

"Angola estaba perdida, pero se empezó a asentar en el campo gracias a su centrocampista Figueiredo (jugador de raza blanca) que tocaba el balón y organizaba a sus compañeros constantemente. Así, empezaron a llegar los angoleños a la portería de Ricardo", in El País.

11 junho 2006

Bola é assunto sério

Diz-se que o futebol não é um assunto sério. Errado. Não há mais sério, até. Basta pensarmos nos efeitos indutores que um bom resultado tem para a economia. Vejamos, então, os primeiros resultados. A Alemanha ganhou, o que é bom; a Inglaterra também, tal como a Holanda, o que dá três pontos para o PIB europeu. Só a Polónia (derrota) e a Suécia (empate) fizeram tremer o crescimento na europa. Mas ainda há tempo. É torcer pela França e pela Itália. E continuar a rezar por Portugal.

Tudo made in China, claro está!!

O Turismo de Lisboa distribuiu a todos os passageiros que rumaram, esta manhã, até à Alemanha o Kit Adepto. Um saco verde, vermelho e amarelo. Uma fita para a cabeça com pelo verde, vermelho e amarelo. E dois balões cilíndricos, um verde e outro um vermelho. Um pequeno pormenor: nos cilindros lê-se "Forca Portugal . 2006". Valerá mesmo a pena poupar uns euros e meter esta gente toda a torcer por uma forca?!!

10 junho 2006

Percalço

Avariou antes de chegar à tribuna presidencial.

09 junho 2006

O mundo gira ao contrário

Não sou adepto de touros. Não gosto. Não gosto. É uma coisa que me chateia ver touros, ou toiros se preferirem, a morrer, pouco a pouco, numa arena para gáudio das massas. Mas o contra-senso tem limites e Pedrito de Portugal tem toda a razão. Pagar 100 mil euros por matar uma vaca numa corrida na Moita, quando o Estado português pagou apenas 50 mil euros por cada vida perdida na queda da ponte de Entre-os-rios...
Pergunta o toureiro e bem: uma vida humana vale meia vaca? Ou depende de quem paga?

08 junho 2006

Rostos e sonhos


A morte, como a vida, perdem força sem um rosto. Foi assim com Savimbi estendido e rodeado por moscas. Foi assim com Al Zarqaui. Bush e Blair assim o sonham com Bin Laden.

Franz Ferdinand



Ontem, foi a reconciliação. Os Franz Ferdinand trouxeram de volta a paixão, num concerto bonito, cheio de energia, pleno de pulmões, vibrante como há dois anos, quando os descobrimos lá na Zambujeira do Mar.
Depois de terem deixado de fora o fogo há uns meses ("this fire is out of control"), ontem voltaram a ver-nos juntos - para eles, para nós, para um público que não os largou até ao fogo ("this fire is out of control"). Reconciliados, voltamos a casa, arrasados pelo cansaço, mas com incontroláveis sorrisos na cara.

Uma "pérola" via lusa

Setúbal: Director Casas do Gaiato dá bofetada a miúdo durante entrevista à Lusa



Setúbal, 08 Jun (Lusa) - O responsável máximo das Casas do
Gaiato, padre Acílio Fernandes, deu hoje uma bofetada a uma criança de
cinco anos enquanto desmentia à Lusa os maus-tratos na instituição que
constam de uma acusação do Ministério Público.
O padre Acílio Fernandes, que também foi director da Casa do
Gaiato de Setúbal até Julho de 2001, quando foi substituído pelo
actual director, Júlio Pereira, deu a bofetada ao menino porque este
teimava em aproximar-se do local onde o responsável prestava
declarações à agência Lusa.
Depois de o mandar embora por duas ou três vezes, à última
tentativa de aproximação da criança, que diz chamar-se Jaime e ter
cinco anos, o padre Acílio não hesitou e deu-lhe uma estalada.
"A criança estava aqui à minha volta e [eu] já a tinha mandado
embora várias vezes. Ele agora foi-se embora. Não lhe dei um estalo,
bati-lhe com a mão para ele se ir embora", justificou-se o director-
geral das Casas do Gaiato, esclarecendo que o Jaime é filho de um
"gaiato", mas não pertence à instituição.
"Isto não foi um mau trato, foi um bom trato. Não me viu antes
agarrá-lo ao colo, acariciá-lo e beijá-lo? Sabe quem faz isso? É um
pai. Nós aqui não somos directores, somos pais de família", justificou-
se o responsável nacional pelas Casas do Gaiato.
A Lusa contactou o padre Acílio Fernandes para que este
reagisse a uma notícia de hoje do Diário de Notícias, segundo a qual o
Ministério Público acusou o director da Casa do Gaiato de Setúbal,
padre Júlio Pereira, da prática de quatro crimes de maus-tratos a
crianças bem como outros três funcionários da instituição.
Anteriormente, em conversa telefónica com a agência Lusa, o
padre Acílio Fernandes tinha dito que "nenhuma das acusações tem
fundamento" e elogiou o trabalho do sacerdote responsável pela Casa do
Gaiato de Setúbal.

GR/NVI.
Lusa/Fim

07 junho 2006

Diário da bola II

1. A selecção nacional treina à porta fechada. Ao contrário do sentimento geral nos meios informados, eu torço por Scolari, como torço por Deco. São dois bons profissionais, ao serviço do nosso país. E se é preciso coragem para servir este país, meu amigos. Dizem que os brasileiros são favoritos? Só se forem os nossos!

2. Volto à série da BBC ("Muito mais que um jogo", RTP1), para lamentar o facto de não estar disponível em DVD.
Ontem fiquei uma hora a ver a Argentina. Vi o Kempes nadar pela relva como um peixe que não sobreviveria fora de água, o Maradona voar pelos adversários com a elegância própria de uma garça, ouvi o Valdano a lembrar como pediu a Deus que a bola entrasse na baliza, naquela final de 1986 e o mesmo Valdano a explicar que a "Gambetta" é mais que saber fintar: é a confiança de quem faz o que quer com os pés e, também, a capacidade de iludir um adversário. Tudo na mesma jogada. A "Gambetta" era, claro, de Maradona. E depois de ver aquela, não há quem possa dizer que o futebol não é "muito mais do que um jogo".

06 junho 2006

Diário da Bola

1. Chama-se "muito mais que um jogo", é da BBC e passa na RTP1, lá pelo final da noite. É um prazer absoluto ver o futebol tratado assim: como uma arte que envolve pessoas, daquelas a sério, que têm coisas belas e tristes para dizer - mesmo que pareça só um jogo de futebol.

2. Agora por isso, a Pública de domingo (a melhor dos últimos tempos) tinha uma reportagem de derreter sobre Zidane, o homem que é demasiado frágil para a bola, o homem que coloca a mesma onde quer, que pensa o jogo como se da vida se tratasse. Zidane é, para mim, o melhor do mundo, e prepara-se para abdicar do futebol neste mundial. É a razão número um para ver França jogar - prestando homenagem ao homem e ao jogador. E chorar, depois.

3. Por falar em chorar, a Câncio estreia-se hoje no DN a falar de bola. Aliás, a falar de homens. Faz bem e escreve bem. Como diria o João Pedro Henriques, "só tenho um adjectivo: gostei".

4. A selecção do Brasil foi recebida em festa na Alemanha por 500 compatriotas. Pois. Só as quinas tiveram mais, muito mais, na chegada e no treino. Ainda não começou e já estamos a ganhar.

05 junho 2006

Será ciência?

Portugal treinou hoje em Marienfeld com uma temperatura inferior a 10 graus. Ainda bem que nos preparámos nos 40 graus de Évora.

O mundo anda estranho

O casamento nasceu gordo mas não pára de emagrecer (em 1975 casaram 103 mil portugueses, em 2005 48 mil).
O divórcio nasceu pálido e tarde mas não pára de ganhar fôlego (desde 2002 que Portugal é um dos países com mais divórcios na União Europeia; por exemplo entre 2001 e 2002 a taxa de divorcio aumentou 46 por cento). Estranhos siameses estes...
Para católicos convictos, como eu, salta uma conclusão: vivemos num mundo onde a criação da família perde terreno para a destruição da família.Porque será?

02 junho 2006

Começou hoje


Enganavam-se os que pensavam que o Roteiro da Inclusão significava a imersão de Cavaco Silva no pântano de Belém. Hoje, Cavaco Silva anunciou o seu primeiro veto, à Lei da Igualdade vinda da maioria socialista, aprovada apenas pela maioria socialista e pelos oito deputados do Bloco de Esquerda. E agora?

P.S. Este post foi corrigido por sugestão de um anónimo atento.

Disseram-me que era mentira!!!

Eu pensei que a polémica terminaria depois de me terem dito que era mentira que a jornalista em questão não era filha do Senhor Ministro, e de eu ter referido em espaço de comentário a correcção em questão. Mas não. A mulher do Senhor Ministro insurgiu-se em espaço de comentário. Por respeito à mulher do Senhor Ministro que teve a gentileza de me comentar, reproduzo na íntegra o seguinte comentário por ela efectuado:

"Senhor Antonio Mira,Pelo que leio parece-me que o senhor é jornalista. Pois eu sou Professora. E também sou a legitima mulher do Ministro da Justiça! Há pois é!! Sou eu agora que entro no seu blog para o chamar à responsabilidade do que anda a difundir! O senhor sabe que (ou devia saber porque é jornalista) que uma mentira muitas vezes repetida quer tornar-se verdade! Mas não é verdade! O Ministro da Justiça e eu própria temos 3 filhos: Jaime Trindade BErnardes Costa, Joana Trindade Bernardes Costa e Inês Trindade Bernardes Costa. E só estes! Se o senhor que tem acesso ao site do Ministério da Justiça não quis ler o desmentido que foi aí feito, então qual é a sua intenção? Que mais confirmação quer afinal?! Esta mentira circula desde Setembro de 2005. Eu e a minha família estamos fartos de tanta calúnia! O senhor sabe bem (ou devia saber) que a Jornalisa Susana Costa Dutra não é da família do Ministro da Justiça. Já reparou que o nome Costa é um nome vulgar em Portugal?Alguém que me diga que esta mentira não é escandalosa! O mínimo que se exige é que peçam desculpa! Maria E. Costa (Quer a certidão de nascimento dos filhos do Ministro da Justiça?) "


Esclarecido aquilo que era mentira (e que eu pedi para me dizerem que era mentira!!!)...
eu volto a apresentar aquilo que ainda não me desmentiram e que continua a ser a base da minha indignação relativamente a este desgoverno e aos tachos que tem assegurado a certas pessoas, ao mesmo tempo que manda para os supranumerários pessoas qualificadas:

"Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus."

Roteiro de Leituras



1. Carlos Marques de Almeida explica, com bom-senso e perspicácia, porque a cooperação estratégica entre PR e Governo estão a colocar o país numa velocidade reduzida. Não concordo inteiramente - a vigilância reservada é mais eficaz -, mas muitos dos argumentos usados são de registar.

2. Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios, sobre a lei da mobilidade de Teixeira dos Santos. A prudência é sinónimo de sabedoria, diz ele. Foi seguramente o melhor director com quem trabalhei. É um dos melhores cronistas do país.

01 junho 2006

Correcção ao post anterior

Dizem-me bons amigos, confiáveis, do jornal Público, que o Conselho de Redacção não se pronunciou contra o curso da Católica e que nem protesto levantou. Dizem-me, até, que a maioria dos jornalistas do Público gostaram do dito curso. A maioria. Depois, dizem-me também que é feio generalizar. "A malta do Público", assim, é aqui humildemente substituído por "alguma malta do Público".
Agora, que houve queixas sobre os crucifixos, isso houve mesmo. Mas no Público, como na sociedade portuguesa, a maioria ainda é tolerante. O que é bom.

Discurso directo

Pergunta do DN: "O Sporting ficou onde mereceu?"
Resposta de Paulo Bento: "Ficou. Pelo que o Porto fez foi um justo vencedor, foi o mais regular".
A honestidade nunca fez mal a ninguém. A humildade também não. Um exemplo, este Bento.

Jornalistas e jornaleiros

Contaram-me que o prof. Marcelo - falando de comentaristas - foi chamado a analisar uma história peculiar: o conselho de redacção do Público que terá criticado o seu director por "obrigar" jornalistas da casa a "ter aulas na Católica, em salas com crucifixos", onde - lá está, coitados - "não se sentiam bem". Acho toda a história genial. Palavra de honra. O meu pai, quando soube que eu, há 11 anos, ia começar a escrevinhar num jornal, perguntou-me se eu ia ser jornalista ou jornaleiro. Até hoje, tenho pouca certeza da resposta. Tenho a certeza, porém, que essa malta do Público sabe bem a sua própria resposta.

Comentador de comentaristas

A Ana Sá Lopes e a Fernanda Câncio foram convocadas pelo DN para comentaristas do Mundial de Futebol. Prometo acompanhar e comentar, daqui do Insubmisso.

Menezes fala sobre o professor no CM

Marcelo tinha tudo para ser tudo mas politicamente não é nada. Ganhou a assembleia municipal de Celorico de Basto: "sabe-se lá se por influência do prestígio do Professor Albertino, competentíssimo presidente da Câmara local". Parte II: RTP, domingo.

31 maio 2006

Uma justiça do Além

"Carta ditada por morto a médium ajuda a absolver acusado
Uma carta ditada por uma vítima de assassínio através de um médium foi aceite como prova por um Tribunal brasileiro e ajudou à absolvição de uma acusada de homicídio, divulgou a imprensa brasileira.
O facto decorreu a semana passada no Tribunal de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, durante o julgamento do assassínio de Ercy da Silva Cardoso, em Julho de 2003.
O assassino confesso, Leandro Rocha Almeida, que trabalhava para a vítima, já foi condenado, mas alegou ter cometido o crime a pedido da esposa de Ercy da Silva Cardoso.
O advogado de Iara Marques Barcelos apresentou então uma carta ditada supostamente ao médium Jorge Santana Maria, na qual a vítima Ercy da Silva Cardoso a isenta de qualquer participação no crime.
«O que mais pesa no meu coração é ver a minha Iara acusada dessa forma por mentes astutas dos meus algozes», referiu a vítima num dos trechos da carta do médium, membro da Sociedade de Beneficência Espiritual Amor e Luz de Porto Alegre". in DD

28 maio 2006

Digam-me que é mentira


Alguém por favor, me diga que o Ministro da Justiça não nomeou a filha para o seu gabinete. Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.


Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.

Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus.

27 maio 2006

G´anda barrete

VPV: "O mundo anda perigoso". E a América Latina tem um viveiro...

26 maio 2006

Pergunta para queijo

o que pensa o "chefe dos sub-21" sobre as duas derrotas da equipa no europeu que organiza?

24 maio 2006

Timor de sempre

A pergunta não é porque a GNR vai para Timor. É, antes, por que raio saiu de lá.

Jornalismo em SOS

Timor-Leste: Major Reinado diz que está a "uma hora de Díli"

Díli, 24 Mai (Lusa) - O major Alfredo Reinado, líder dos militares revoltosos que hoje lançaram vários ataques às forças armadas timorenses indicou à Lusa que as suas forças dirigem-se para Díli, encontrando-se a uma hora da capital.
Questionado por SMS sobre a sua localização, o major Reinado respondeu,
pela mesma via, estar "a uma hora de Díli".
Também por SMS, a Lusa questionou o major Reinado sobre declarações de
fontes militares de que teria sofrido muitas baixas, tendo respondido: "uma".

P.S. Take da Lusa colocado em linha hoje às 7 h45m.

23 maio 2006

O sexo e os tribunais

Ele pediu-me. Eu acho que ele merece. É um bom rapaz. É um bom trabalho.

Viola de forma grave o dever de respeito para com o outro cônjuge a mulher que apelida o marido de "corno", "chibarro", "filho da puta" e de "cachorro" e o tenta agredir com uma faca de cozinha e pratica os factos à vista de, pelo menos, uma das empregadas do casal.

Há mais aqui.

20 maio 2006

Como é que eu ponho gargalhadas aqui????

O novo treinador do Benfica é o engenheiro Fernando Santos. Livra-te Deus! Deste já nos livrámos!

Consciência II

Há 15 dias, Maria José Nogueira Pinto fez o discurso da consciência para o CDS. Hoje, Manuela Ferreira Leite faz o discurso da consciência para o PSD. As duas vêm dar razão aos que gostam de dizer que é preciso o pragmatismo das mulheres ou que um grande homem tem sempre atrás uma grande mulher.
Girls on top.

(enorme bocejo)

Consciência

Na Póvoa, Manuela Ferreira Leite fez, na prática, o único discurso importante do congresso do PSD (so far). Deixou claro que espera de Marques Mendes uma oposição responsável, perante um PS que se aproximou da estrutura genética dos social-democratas. A ex-ministra é hoje a única consciência crítica do partido. Nestes anos, e até 2009, é entre ela e Mendes. Não há mais.

19 maio 2006

O tejadilho

Correia de Campos tem razão quando fala no contorcionismo de Mendes em matéria materno - ifantil. Pena que se esqueça do que prometeu até Feveriero de 2005 em matéria tributária. Não se enxergam estes políticos?

17 maio 2006

Pela causa do costume

Um grupo de cidadãos está, a partir de hoje, a recolher assinaturas para que o Parlamento discuta uma muito interessante iniciativa legislativa. São necessárias 35 mil. Para interessados.

Resposta devida

Certo. Faltava esta frase: "O medo do veto de Cavaco é uma das justificações".
"Don't take it personaly", cara f.. É só a opinião de quem a lê sempre com atenção e com consideração. O inverso será sempre aceite com a mesma atitude - porque o jornalismo, especialmente o sério, precisa da auto-crítica para crescer.

Quanto à opinião implícita, quem sou eu para ensinar a missa ao padre - salvo seja.

Considerações,

David

Ver!ssimo, "Sexo e Futebol"

Ontem reli algumas das crónicas de Luis Fernando Veríssimo, no maravilhoso "Sexo na Cabeça". Como vamos entrar em maré de futebol, achei por bem partilhar este texto fantástico. Na conclusão, é só trocar CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por FPF (Federação Portuguesa de Futebol). Fica perfeito. Enjoy.


"
No que se parecem: o sexo e o futebol?
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.

No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.

Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.

Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.

No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.

No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.

No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.

No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.

E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.

No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.

"

16 maio 2006

Parabéns

Ao Francisco e ao Bruno, malta da casa, que fazem hoje anos. E ao FTA, que ontem teve mais uma velinha. Boa malta, bons amigos. Abraços para eles.

Dois em um

Passo a transcrever, do DN de hoje:

"Excluir do tratamento as mulheres inférteis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso à esquerda (na lei de procriação medicamente assistida). Descreta-se, assim, o ideal da família monoparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os 'acasos da vida'".

Ficamos, assim, a saber não só a informação, como a opinião da jornalista que a escreve. Como já é hábito, ninguém liga. Mas não se podia evitar?

15 maio 2006

Não vale mais a emenda que o soneto...

Lusa: ANULAR NOTÍCIA COM O TÍTULO
"Trabalho/Migrantes: Estudo sobre exploração e tráfico apresentado hoje em Lisboa" (o estudo não é apresentado terça-feira e não hoje)

Antes cianeto que ementa...

As quinas

O equipamento é feio, o Quaresma devia estar lá, a música da SIC é horrível.... mas hoje a melhor selecção do mundo vai ser convocada. É as 20 horas, em directo para o país saber. Podia cair o Carmo e a Trindade (não era má ideia) que a notícia de abertura já está atribuída.

14 maio 2006

Inspirada em...


A vaca galináceo

É da vida, dizia o Guterres


Carmona Rodrigues estampa-se a descer Alfama de bicicleta. Manuel Maria Carrilho "estampa-se" a escrever livros...

12 maio 2006

A propósito do debate ibérico

Ouvi num café, da boca dum amigo, uma ideia notável: o Figueiredo é que sabe!! De uma só vez fod... 350 mil espanhois. Nem com selos, há cá abébias..

Mulher coragem

Há mulheres que apesar do mau karma, têm coragem e prosseguem a sua vida. A Bárbara é uma dessas mulheres. Aguentar o Manuel Maria depois do Pedro Miguel, não está ao alcance de qualquer uma. Se eu fosse da APAV disponibilizava desde já uma brigada sanitária em comissão domiciliária sem prazo pré-definido de acompanhamento.

espelho meu, espelho meu, existe alguém mais bronco do que eu?

Depois de todas as declarações sobre o livro do marido da Bárbara, cumpre-me dizer o seguinte:
1- está narrativamente mal organizado e tem uma redacção desprimorada;
2- nas páginas 41 e 57 encontramos erros grosseiros de Português;
3- o título é uma falácia relativista, o que, atendendo à escola filosófica de que o autor se reclama, origina, nas palavras de Festinger, dissonância cognitiva primária motivante de conflito cognitivo latente de implicações desconhecidas;
4- para quem se orgulha de ser especialista em Retórica, o autor falha em providenciar os meios básicos para as conclusões desejadas.

Em suma, o livro é uma merda. O que não surpreende...mas estas são as inevitabilidades da chamada literatura pop...

Sob o signo do seu umbigo

Burro velho não aprende línguas e filósofo egocêntrico, malcriado, populista e mentiroso tão pouco. O pai do Dinis Maria tem um problema que tão cedo não estará resolvido. O Mundo existe e não depende dele, funciona à sua margem, liga-lhe mais do que devia e, imaginem, prefere comprar um carro em segunda mão na feira da ladra que tomar por boas as verdades que o senhor descarrilho apresenta. Dei os 14 euros e li o dito. Não fosse a cara da capa, as referências à mãe do Dinis Maria e eu ia jurar que era o prometido livro do Santana sobre a sua saída do Governo. Anda concorrido este nicho de mercado. O dos idiotas, digo.

11 maio 2006

Descarrilhar II

O sr. que hoje apresenta um livro escrito para dizer mal de jornalistas só se esqueceu de lhes agradecer por lhe terem dado o suficiente para que hoje seja conhecido (o que, como se comprova, não merecia). Fosse o sr. de boa rês, por exemplo, devolvia o dinheiro que ganhou descaradamente com os média - as revistas do coração agradeciam a honestidade.

Os meninos

A fogueira tava apagadinha, João Pedro. Palavra de apanhado. Mas lá que a varanda é bonita, isso é.

sobre espanha

eu sou um traumatizado com "a época dos filipes". assumo. não pelo facto de serem espanhóis. não por terem exercido o seu domínio sobre Portugal. sou traumatizado por causa da gestão política ineficente, pela pouca harmonia social e pela desorientação absurda que grassou nas chamadas elites portuguesas por essa altura. é isso que me traumatiza nesse pedaço de história. mais preocupados com a sua própria pessoa do que com Portugal, a classe política da época aceitou de bom grado a alegada superioridade natural de espanha. Maior, mais forte, mais poderosa, espanha era inevitável. ontem como hoje, acredita-se que temos que nos adaptar à inevitabilidade espanhola. hoje como ontem, talvez existam uns quantos que se juntem em Vila Viçosa e que acreditem que a percepção de superioridade em vez de uma força pode ser uma fraqueza dos nossos "irmãos" (chiça) ibéricos. estratégia, meus amigos! sempre foi este o problema de Portugal. de táctica percebemos nós!

Descarrilhar

A propósito do livro (?) de Manuel Maria Carrilho, só me ocorre que este país sempre teve uma certa preferência pelos palhaços ricos. Já eu, fugia deles a sete pés. Nem no circo eu os aturava, quanto mais na Fnac.

E Espanha aqui tão perto

A propósito da discussão sobre o encerramento da maternidade de Elvas, que os coitadinhos dos meninos, pobrezinhos, têm que ir nascer a Espanha, que falta de sentido de Estado, que falta de patriotismo, só me ocorre perguntar: What´s the fucking problem? Se eu posso ter o puto em Badajoz, ali ao lado, numa maternidade com condições que a de Elvas nunca me daria, fico feliz da vida. Depois pego no rebento e vou registá-lo onde bem me apetecer. A Elvas, a Lisboa, ao Porto, ou a Freixo de Espada a Cinta.

A oposição também anda muito excitada com as declarações "iberistas", "lamentáveis", "inqualificáveis" do ministro Mário Lino. Então queriam o quê, estando o homem no país ao lado? Que fizesse declarações menos simpáticas para com os espanhóis? Este espiríto retrógrado de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento incomoda-me. O trauma dos Felipes ainda anda por aí, rodeando as nossas cabeças com uma bruma espessa. Quando passará? Eh tio, joder! Que viva España!

10 maio 2006

Cego, surdo e mudo

Caro António,

a propósito do sr ministro, que referes aqui em baixo, deixo-te uma nota que escrevi para o DE de hoje. Só para desvalorizar os casos do dr. Amaral.

Um abraço,


Freitas do Amaral bem pode dizer-se cansado e até que não faz questão de comandar a presidência portuguesa da UE. Os partidos ou os sectores bem podem pedir remodelações. É que a cada polémica que estourar, a cada pedido de demissão, José Sócrates terá sempre a mesma reacção: o ministro fica. Será assim o primeiro-ministro: cego, surdo e mudo a qualquer tipo de pressão.
Pode dizer-se que é sinal de mau feitio, ou até, na voz dos mais críticos, falta de bom-senso. Ao caso, os críticos estão errados. Sócrates faz bem em resistir, pelo menos no que respeita a substituições na equipa do Governo. E Sócrates sabe bem o que faz: é que ele já esteve num Governo onde o primeiro-ministro mexia na equipa a cada seis meses, onde esse primeiro-ministro chegou a votar uma moção, num congresso do PS, que pedia uma “urgente remodelação do Governo”. Para quem não se lembre, esse primeiro-ministro era António Guterres. E não teve um final feliz.

Visto de dentro do partido da maioria, a remodelação é, aliás, um momento extraordinário. A imagem do mítico “Yes Minister” é perfeita: o candidato a ministro sentado no sofá, à espera que o telefone toque. E se não tocar, é motivo certo para ressentimento. Assim sendo, uma remodelação resulta sempre nisto: há os que saem, normalmente zangados, a criticar o chefe de Governo; e há os que não entraram, ainda mais incomodados (“não foi desta”) a fazer exactamente o mesmo.
Para isto, a menos que a remodelação seja inevitável, o melhor é não a fazer. Aliás, o melhor mesmo era fazer tudo como num jogo de futebol, onde o treinador só tem direito a três substituições por jogo – e onde os suplentes são conhecidos. Isso tornava previsíveis os candidatos a entrar e, melhor ainda, obrigava a equipa a cometer menos erros. Seria, aliás, a melhor maneira de acabar os jogos com todos os jogadores. Sem expulsões por mau comportamento.

Miopia diplomática ou o karma de Freitas do Amaral

Há uns anos atrás Mário Soares, então PR, foi apanhado numa photo opportunity a utilizar um carro, se não me engano da Nissan, tendo a mesma sido utilizada profusamente pela marca na divulgação dos seus produtos.

Esta semana Freitas do Amaral cumprimentou um alto quadro do Hamas (MNE palestino) e o gesto foi aproveitado pela diplomacia palestina para questionar a consistência de posições de política externa no seio da UE. Que o mundo está cheio de oportunistas todos sabemos. Ficamos a saber agora que também está cheio de patos...uns mais bravos que outros.

Quando é que os mais altos magistrados da Nação perceberão que até a mais simples partícula de massa folhada irritantemente entalada num dente (provocando no protagonista um estranho esgar), durante um jantar de chefes de estado, pode ser interpretada como uma declaração de reforço do conflito bilateral entre países beligerantes?

09 maio 2006

Patrick e o Governo: duas lições

Manuel Pinho diz que o Governo não vai apoiar a refinaria de Patrick Monteiro de Barros - o mesmo projecto que o próprio Pinho anunciou com pompa e circunstância -, alegando que o empresário está a desvirtuar o contrato assinado. A ser verdade, tirem-se duas lições: primeiro, que o Governo não dê a cara por anúncios enganosos; segundo, que os empresários não usem a decadência do país para brincar com os governos.

08 maio 2006

Os anos não passam por ele


Secretário-geral do PS, candidato a primeiro-ministro.
Foto do cartaz de campanha.





Primeiro-ministro. Tomou posse em Março de 2005.



Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. O XIV Governo Constitucional tomou posse a 25 de Outubro de 1999. Terminou o seu mandato a 6 de Abril de 2002, na sequência da demissão do Primeiro-Ministro.




Ministro Adjunto do primeiro-ministro.
O XIII Governo Constitucional tomou posse a 28 de Outubro de 1995. Terminou o seu mandato em 25 de Outubro de 1999.



in portal do Governo www.portugal.gov.pt

E não é perseguição, sr. primeiro-ministro. É só porque tem realmente muito bom ar.

O trunfo

... que o Governo arranjou hoje é um engodo. Diz, por exemplo, Vital Moreira, que a previsão da Comissão Europeia de que Portugal vai crescer 0,9% este ano é boa. Diz a Lusa que, assim, a Comissão subiu a sua previsão em 0,1 pontos percentuais. Digo eu que 0,9% é um crescimento muito baixo, 0,2 pontos abaixo da previsão do Governo. Reafirmo até que o valor final se arrisca a ser pior. Acho mesmo que isto por cá não vai bem.