25 julho 2006
a pior piada do dia [6]
porque é que os homens do mar se chamam marújos e os do ar não se chamam araújos?
A digestão das presidenciais
Ouvi Vitor Ramalho defender na TSF a reforma choruda de Manuel Alegre por três meses de trabalho na RDP. Se restassem dúvidas fica a prova de que (alguns) os soaristas superaram a candidatura presidencial do poeta.
24 julho 2006
Os pecados da “Nova” Esperança
Júdice violou o código deontológico da ordem de que foi bastonário porque numa entrevista disse que o Estado devia contactar os três maiores escritórios do país “sempre” que tem em mãos negócios volumosos. Incluindo, a PLMJ e associados, escritório de que Júdice é um dos principais sócios.
Concorde-se ou não com o código, enquanto liderou a OA Júdice nada fez para alterar o documento tal como ele hoje existe.
Duas questões, uma grande desilusão.
Deve um ex - bastonário da OA ter direito a um tratamento especial? Todos os anos centenas de advogados – “colegas” de Júdice – são julgados com base nos ditames deste código. Porque o ex-bastonário nunca se insurgiu contra tão vil tratamento?
Agora a desilusão. Com o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa na RTP em defesa de Júdice vêm (mais uma vez) ao de cima os princípios que originaram um movimento partidário que no final dos anos 70, princípio dos anos 80, chegou a acalentar esperança. A “Nova Esperança”, que trouxe Cavaco ao poder, morreu sem “rei nem roque”, vítima da politiquice e do amiguismo. Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e José Miguel Júdice que o digam. Safou-se Durão Barroso, tal como os restantes, por culpa própria.
Concorde-se ou não com o código, enquanto liderou a OA Júdice nada fez para alterar o documento tal como ele hoje existe.
Duas questões, uma grande desilusão.
Deve um ex - bastonário da OA ter direito a um tratamento especial? Todos os anos centenas de advogados – “colegas” de Júdice – são julgados com base nos ditames deste código. Porque o ex-bastonário nunca se insurgiu contra tão vil tratamento?
Agora a desilusão. Com o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa na RTP em defesa de Júdice vêm (mais uma vez) ao de cima os princípios que originaram um movimento partidário que no final dos anos 70, princípio dos anos 80, chegou a acalentar esperança. A “Nova Esperança”, que trouxe Cavaco ao poder, morreu sem “rei nem roque”, vítima da politiquice e do amiguismo. Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e José Miguel Júdice que o digam. Safou-se Durão Barroso, tal como os restantes, por culpa própria.
22 julho 2006
Quentes e Boas à Gracinha
Dizem-me que Paula Teixeira da Cruz pretende arredar Carmona Rodrigues da re-eleição. Daí a conquista da "enfadonha" distrital. Chega de listas com independentes à cabeça!, parece...
Post à Gracinha
Dizem-me que o ex-secretário de estado do desporto, Hermínio Loureiro, será candidato à presidência da Liga de futebol e terá Valentim Loureiro como candidato à AG. A confirmar-se, o que dirá Marques Mendes ao ver um dos vice-presidentes da sua bancada parlamentar de braço dado com o major-valentão? Cheira-me a azedume...
21 julho 2006
Carneiro Jacinto
O ex-porta-voz de Freitas do Amaral decidiu que se vai candidatar à Câmara de Silves nas próximas autárquicas (ver, com ar de espanto, no DN de hoje). Depois do louvor público do ex-ministro terá, no mínimo, o apoio pessoal do professor. Será uma campanha em grande.
O lado mau de Teixeira dos Santos
Faz hoje um ano que Teixeira dos Santos foi nomeado por José Sócrates ministro das Finanças, substituindo Campos e Cunha no cargo mais importante de uma democracia em estado de fragilidade.
Confesso que, até ontem, pensei que Teixeira dos Santos estivesse a provar ser uma boa aposta. Segue o programa, não tem medo de falar de sacrifícios nem de rigor. Mas no melhor pano cai a nódoa. E percebeu-se que o centro de toda a política do Governo começa a derrapar - ao caso, o número de funcionários públicos. Começou por se falar em cortes, agora um quadro oficial mostra que subiu cerca de 10 mil em apenas seis meses.
O facto é mau por si, mas o ministro veio piorar o cenário. Diz ele que os números não são verdadeiros, estando incompletos. Interessante. Daqui só podem resultar duas saídas:
1. Se os números estão errados, sendo eles oficiais (Direcção Geral de Orçamento), ficamos a saber que não podemos confiar nos números dados pelo Governo - porque não são rigorosos. O que nos levaria rapidamente ao caos da desconfiança permanente.
2. Se os números estão certos, significa que Teixeira dos Santos, perante uma dificuldade, resolve mandar poeira para os olhos de todos nós - o que nos leva para outro mau caminho: a palavra do ministro não é para levar a sério.
Como se vê, Teixeira dos Santos optou, julgo eu humildemente, pelo caminho errado - seja qual for o cenário, pelo caminho da falta de rigor. É, simplesmente, o pior defeito de um ministro das Finanças. Não há outra maneira de o dizer.
Confesso que, até ontem, pensei que Teixeira dos Santos estivesse a provar ser uma boa aposta. Segue o programa, não tem medo de falar de sacrifícios nem de rigor. Mas no melhor pano cai a nódoa. E percebeu-se que o centro de toda a política do Governo começa a derrapar - ao caso, o número de funcionários públicos. Começou por se falar em cortes, agora um quadro oficial mostra que subiu cerca de 10 mil em apenas seis meses.
O facto é mau por si, mas o ministro veio piorar o cenário. Diz ele que os números não são verdadeiros, estando incompletos. Interessante. Daqui só podem resultar duas saídas:
1. Se os números estão errados, sendo eles oficiais (Direcção Geral de Orçamento), ficamos a saber que não podemos confiar nos números dados pelo Governo - porque não são rigorosos. O que nos levaria rapidamente ao caos da desconfiança permanente.
2. Se os números estão certos, significa que Teixeira dos Santos, perante uma dificuldade, resolve mandar poeira para os olhos de todos nós - o que nos leva para outro mau caminho: a palavra do ministro não é para levar a sério.
Como se vê, Teixeira dos Santos optou, julgo eu humildemente, pelo caminho errado - seja qual for o cenário, pelo caminho da falta de rigor. É, simplesmente, o pior defeito de um ministro das Finanças. Não há outra maneira de o dizer.
A bandeirada está cara
O taxista que me levou hoje à tarde à Assembleia, quando o polícia o manda parar o carro mais à frente:
- Se há coisa que eu odeio é polícias, pretos, paneleiros e pobres.
Eu:
- Olhe, nem de propósito! O meu pai é polícia, o meu namorado é preto, o meu irmão é paneleiro e o senhor é um pobre de espírito.
(Não tenho um pai polícia nem um namorado preto nem um irmão paneleiro, mas acho que resultou...)
- Se há coisa que eu odeio é polícias, pretos, paneleiros e pobres.
Eu:
- Olhe, nem de propósito! O meu pai é polícia, o meu namorado é preto, o meu irmão é paneleiro e o senhor é um pobre de espírito.
(Não tenho um pai polícia nem um namorado preto nem um irmão paneleiro, mas acho que resultou...)
19 julho 2006
Na cama com Javier
“Ninguém pensa senão em mulheres e homens, a totalidade do dia é um trâmite que se detém num dado momento para permitir pensar neles, o propósito da cessação do trabalho ou do estudo não é senão começar a pensar neles, mesmo quando estamos com eles pensamos neles, pelo menos eu. Os parênteses não são eles, mas as aulas e as investigações, as leituras e os escritos, as conferências e as cerimónias, as finanças e as politiquices, a globalidade daquilo que consideramos ser aqui a actividade. A actividade produtiva, a que proporciona dinheiro e segurança e apreço e nos permite viver, a que faz com que uma cidade ou um país andem e estejam organizados. A que depois nos permite dedicarmo-nos a pensar neles com toda a intensidade. (...) O parêntese é isso, e não o contrário. Tudo o que se faz, tudo o que se pensa, tudo o resto que se pensa e maquina é um meio para pensar neles. Mesmo as guerras são travadas para poder voltar a pensar, para renovar esse pensamento fixo dos nossos homens e das nossas mulheres, naqueles que já foram nossos ou poderiam ser, naqueles que já conhecemos e naqueles que nunca chegaremos a conhecer, naqueles que foram jovens e naqueles que hão-de sê-lo, naqueles que já estiveram nas nossas camas e naqueles que nunca passarão por elas”.Javier Marías, in “Todas as almas”
(a foto é minha)
As memórias que se acumulam
O actor brasileiro Raul Cortez morreu hoje, aos 73 anos. As minhas novelas preferidas tinham-no no papel principal. Via-as com a minha mãe, lá em casa. Eram um factor de união da família.
Tem lumes? (versão tripeira)
Ontem descobri (disseram-me) que os veículos novos não vêm equipados com isqueiro. Fiquei muito contente por o meu carro ter 11 anos. Especialmente porque era uma da manhã.
18 julho 2006
Hoje acordei assim
"Temos que conservar a bola o maior tempo possível em nosso poder"
O locutor da Antena 1 interrompia o discurso e concluia: "Carlos Dinis, treinador da selecção nacional de sub-19, que hoje começa o Europeu de Futebol na Polónia, num jogo contra a Escócia".
Foi a voz do meu pai que me acordou. Desejei-lhe boa sorte e parti para mais um dia, cheio de orgulho.
O locutor da Antena 1 interrompia o discurso e concluia: "Carlos Dinis, treinador da selecção nacional de sub-19, que hoje começa o Europeu de Futebol na Polónia, num jogo contra a Escócia".
Foi a voz do meu pai que me acordou. Desejei-lhe boa sorte e parti para mais um dia, cheio de orgulho.
17 julho 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)



