07 setembro 2006

CIA

Os eurodeputados Ana Gomes (PS) e Carlos Coelho (PSD) querem cavalgar a onda dos voos-CIA em Portugal. PS, PSD e CDS/PP não. Os dois "patinhos feios" têm estado nas bocas do Mundo. Pela boca morre o peixe?...

04 setembro 2006

Olá

Só para vos dizer que as férias foram óptimas. E, lá está, que estou de volta.
Abraços para todos.

24 agosto 2006

À atenção do SCP

O Dínamo de Moscovo dispensou o Eu-não-quero-ir (Enakarhire).

Coincidência?

Há uma semana e pouco Luís Filipe Vieira "soltou-se" e acusou Hermínio Loureiro de ser o homem certo para manter o Apito Dourado em banho-maria. Hoje o 24 horas diz que Vieira vai ser constituído arguido e será mesmo ouvido, em breve, pela Polícia Judiciária no caso Mantorras.

Um copo meio vazio


Os insultos com que nos brindam os leitores (anónimos) nos posts que escrevi sobre a saída de Carlos de Sousa da CM Setúbal não convencem o menos pragmático dos leitores.
Primeiro pela forma: nada a acrescentar, tudo a lamentar, nada a ensinar (quem opina nestes termos, seja menor de idade ou padeça de uma doença do foro psicológico, não deve ser tido em conta).
Mas o mais grave é que não existe um fio de sustento, uma linha de argumentação válida. Criticar a substituição de secretaria que o PCP efectuou em Setúbal não tem que ver com o posicionamento político, mas sim democrático. É como a pena de morte, ou se defende ou não se defende. Quem não vê isto é porque não quer, ou não pode. Em ambos os casos nada há a fazer, tudo a lamentar. Que tal um copinho de água com açucar para acalmar os ânimos? Aconselha-se...

21 agosto 2006

Pergunta para queijo

Os 139 mil 950 eleitores que votaram em Carlos de Sousa e na lista que integrou foram informados dos "camaradas" do comité regional que estavam escondidos no alçapão da avaliação política?

20 agosto 2006

Porquê "crucificar" Carlos Sousa?

O ainda presidente da Câmara de Setúbal confirmou a promessa que sobre ele pairava e fez um bom trabalho em Palmela. De tal forma que foi o às de copas com que o PCP lançou o assalto a Setúbal contra o "mata-cacerismo" que reinava neste antigo bastião comunista. Conquistar Setúbal significou para o pê-cê de Carvalhas mais um passo na recuperação da muralha de aço e um litro de oxigénio contra a secura eleitoral em que estavam os comunistas depois de Cunhal. Carlos Sousa cumpriu, chegou, viu e venceu.
Nos primeiros quatros anos, com a corda na garganta e os anéis hipotecados pelo antecessor, geriu batatas quentes até as arrefecer. Hoje, um ano depois da reeleição, foi denunciado, pelos comparsas que fazem uma "análise negativa do seu trabalho" e o acusam de falta de coordenação política. Bull-shit! Na Soeiro Pereira Gomes já se sabe que o pior está para vir porque os "radares" detectaram, nas margens do Sado, a sombra de uma senhora com olhos vendados e uma balança na mão ...

16 agosto 2006

Ainda a campanha de prevenção rodoviária

1. Uma mulher, de nacionalidade portuguesa, despistou-se. O carro captou, várias vezes. Morreu numa auto-estrada espanhola. Estava grávida de oito meses e após a rápida intervenção dos médicos a criança nasceu, apenas, com alguns problemas respiratórios.

2. Uma mulher grávida, de nacionalidade norte americana, despistou-se. O carro embateu nos separadores centrais de uma auto-estrada californiana. Partiu uma perna. Estava grávida de nove meses. A criança nasceu ainda antes da mãe ser desencarcerada.

Faz sentido apavorar as criancinhas com o medo dos aviões? Faltam casos dramáticos para sensibilizar os paizinhos quanto ao pé no acelerador?

14 agosto 2006

sobre a pré-época

O Benfica está igual a si próprio. O Porto está igual a si próprio. O Sporting faz sempre grandes pré-épocas e grandes campanhas de marketing para vender as suas "gameboxes", depois é que são elas. Conclusão: o SCP tem melhores gestores de empresas do que as outras equipas, já que conhece a fundo o ciclo de vidas dos seus produtos, e sabe que para vender "gameboxes" ou é agora....ou nunca!

sobre a campanha de prevenção rodoviária que tanta polémica lançou...

Há uns tempos apareceu aí uma campanha publicitária da prevenção rodoviária, na qual uma série de crianças entravam num avião.

Chocante???!!! Sim chocante sob todas as perspectivas...hoje descobri mais uma!!!

A campanha é "picada" (gíria publicitária) de uma outra internacional de prevenção contra a malária.

O link é http://www.worldswimformalaria.com/en/downloads_videos.aspx. Vejam...e depois elogiem a criatividade publicitária portuguesa

11 agosto 2006

Óóóóóoóóóoóóóóóóóó

"Ninguém pára o Benfica, ó-é-ô...Ninguém pára o Benfica ó-é-ô...", ouço este insulto, insistentemente, na telefonia. Apelo a qualquer entidade pública com poder na matéria, que acabe com este spot falso, falível e enganoso. As criancinhas (pelo menos por elas) merecem ser tratadas com alguma seriedade. Será pedir muito?

P.S. Como provas irrefutáveis da minha defesa apresento dvd´s dos jogos recentemente realizados pelo Sport Lisboa e Benfica com o Deportivo da Corunha, Sporting Clube de Portugal e Áustria de Viena.

A ditadura da ficção

(Escrevo a propósito do surpreendente evoluir do nosso opinómetro.)

A ameaça chegou pela imprensa: o democrata governo cubano promete multar todos os cidadãos apanhados a ver televisões estrangeiras por satélite, nomeadamente, os que assistem aos programas de "conteúdo destabilizador, intrometido e subversivo" que apelam a "actividades terroristas". A brincadeira custa aos endinheirados habitantes da ilha o equivalente a sete anos de ordenado.
Ao contrário do que o comum do mortal com uma réstia de bom-senso possa pensar, os programas não são emitidos pela Al Qaeda, o Hezbollah ou pelo governo iraniano. As emissões são feitas a partir de Miami, ex-libris da ditadura, dizem. Qualquer parecença com a realidade é pura ficção. Pior: é a ditadura da ficção.

07 agosto 2006

Que farei quando tudo arde?

Portugal está outra vez a arder. Nada de novo. O Ministério da Administração Interna empenhou-se em acções de campanha de sensibilização. "Em caso de incêndio, ligue 117 ou 112". Recebi um sms com essa recomendação. Julgo que toda a gente o recebeu. Este fim-de-semana, no norte, tentei ligar o 117 para dar conta de um fogo. Não consegui fazer a ligação. Fiz o que o MAI me mandou: liguei o 112. Resposta: "Ah, não pode ser para este número, tem que ligar para os bombeiros que é o 117". Há aqui qualquer coisa que não está a funcionar, diria...

06 agosto 2006

?

Enquanto esteve internado nos cuidados intensivos (2 dias) Fidel assinou dois comunicados. Primeiro a dar conta da passagem de testemunho "provisória" para o irmão, Raúl, depois para dizer que estava "animado". Seguiu-se o ministro da saúde que anunciou uma boa recuperação do presidente cubano e o vice-presidente que agora garante que Fidel regressa "dentro de algumas semanas". Sei que a medicina em Cuba é de ponta. Mas, ou descobriram a poção mágica do druida Panoramix, ou é a receita de sempre, especialidade das ditaduras: falo da propaganda, naturalmente.

05 agosto 2006

Cuba - parte !!

A propósito de um pseudopost meu sobre o que será Cuba quando o camarada Fidel morrer, surgiu um post do David – esse, sim, provocatório – que está a dar azo a um debate que já não é debate nem coisa nenhuma. É um conjunto de ataques sobre quem é mais de esquerda ou quem é mais de direita, sobre os falsos democratas da direita ou os relativistas-ortodoxos da esquerda, uma quantidade de caracteres que já está a resvalar para o tom displicente e quase agressivo.

Isto incomoda-me, desculpem lá. Sobretudo incomoda-me que vocês não aceitem as opiniões uns dos outros.
Incomoda-me que o David não admita que a Carla tenha dúvidas sobre a actual situação no Iraque (uma guerra desencadeada por causa de uns furos de petróleo e de uma indústria bélica que é preciso alimentar e que teve como desculpa deitar abaixo um ditador – valha-nos isso).
Incomoda-me que a Carla julgue a opinião do David para dizer que não recebe dele lições de democracia.
Incomoda-me que o António Mira se atire ao Rapaz Que Passou Por Aí, acusando-o de estar a fazer comentários sobre coisas “que não conhece”.
Incomoda-me que o Jolaze venha aconselhar o António Mira a ouvir e a ler mais um bocado e venha para aqui dizer que eu devo ser da Juventude Popular!!!
Incomoda-me que o António Mira entre numa guerra de orgulho por causa de erros ortográficos e (pior!) diga que já não tem idade para “fumar umas coisas à beira de um canal ali para os lados da Zambujeira”.
Por favor!!!

Vamos por partes.
Primeiro a minha orientação partidária para que fique tudo esclarecido e ninguém tenha dúvidas: sou swing vote! Voto em pessoas e não em partidos. Voto mais à esquerda, mas também voto à direita. Voto muitas vezes em branco.

Agora, Cuba. Só vou dizer o que vi.
Vi um cubano a queixar-se de que não há liberdade de imprensa em Cuba: “Aqui, temos três televisões: Fidel 1, Fidel 2, Fidel 3”.
Vi um cubano a dizer que Fidel era o maior.
Vi pobreza. Vi a casa do Reinaldo, que conheci na rua, com um boné do Che na cabeça, um charuto meio fumado meio por fumar e uma bebericalha qualquer a que ele chamou café, em que eu dei um trago curto de olhos fechados. Tinha uma filha mais nova que eu, linda, vaidosa até dizer chega, e com um verdadeiro cu de cubana. “O dinheiro que eu ganho é para os estudos dela”. A casa era um quarto, sem retrete, sem duche, com um fogão de dois bicos ao lado da cama.
Não vi lá, mas já vi em reportagens e documentários, um dos melhores serviços de saúde do Mundo (pelo menos nalgumas áreas – confesso que não sei em quais, mas julgo que a reabilitação fisioterapêutica é uma delas).
Vi um dos povos mais cultos do Mundo (“Ah! São de Portugal! A montanha mais alta é o Pico! Tem mais de dois mil metros! E o Rosa Coutinho? Já morreu?”).
Vi cubanos a “assaltarem-me” um saco de bonés, camisolas, medicamentos, champôs e sabonetes que eu tinha levado para dar.
Vi um carro da polícia a parar para fazer dispersar os cubanos que me “assaltavam”. Vi-me a mim a dizer à polícia: “Tranquilo, tranquilo”. Vi as coisas que tinha dentro do saco a desaparecerem num ápice.
Vi as comemorações do aniversário da JCP a serem suspensas por causa da morte do Papa.
Vi a Havana turística (impecável) e a outra Havana (decrépita).
Vi beijos e amassos e línguas e mãos e suor e saliva no Malecon.
Vi um cubano a correr atrás de mim para me entregar os óculos de sol de que me tinha esquecido numa banca de artesanato.
Vi uma cubanita com um turista europeu que teria seguramente mais de 50 anos. Aliás, vi várias.
Vi um cubano a dizer que, mal conseguisse, fugia de Cuba.
Vi um cubano a criticar os dissidentes.

Vi todos os cubanos felizes. Não há dinheiro, mas há sorrisos. E isso é inegável. Uma vontade de viver diferente da nossa.
Não há dinheiro, mas há sexo, há rum, há salsa.

Paguei sempre em pesos convertibles. Não sei o que vai ser Cuba pós-Fidel.

04 agosto 2006

Aos 35

Acabou o blog do Boucherie. Como prometido. Elogiei-o no início. Elogio-o no fim. Às vezes é preciso matar aquilo de que gostamos para que continuem a gostar de nós.

03 agosto 2006

Cuba libre

A propósito da provocação da Bárbara, aqui em baixo, leio um comentário que me deixa perplexo: "E o iraque? Ficou melhor sem o ditador?" É preciso lata. Gostava de perceber porque alguém pode, sequer, considerar, que uma ditadura pode ser melhor do que uma democracia. Pior ainda, dar a cara por tal disparate. Há gente a quem não vale a pena ensinar, diria o Vasco Pulido Valente.

Guerra justa

Vão dizer-me que é um teórico e eu responderei que é o melhor deles. Leiam, sff, o João Cardoso Rosas, aqui, a explicar porque esta guerra no Líbano é justa face às suas causas, embora não o seja sempre face à conduta.

02 agosto 2006

Cuba


Fidel Castro está doente.
O irmão assumiu o poder.

O que vai ser Cuba pós-Fidel?
Os cubanos são felizes?






Debate na caixa de comentários, para quem estiver interessado em mandar palpites.



foto: BB

O Provedor

Num país que pouco liga a instituições de recurso, o ofício de Nascimento Rodrigues sobre a polémica dos exames do 12º ano é um sinal importante. Contestando os argumentos do Governo, o Provedor não só mostra aos cidadãos que têm a quem recorrer, como lembra ao país que maioria absoluta não é sinónimo de poder absoluto. Para lá dos argumentos - sempre discutíveis, sempre necessários - é importante que o Governo não use a desculpa do costume nestas circunstâncias. É que ó tempo das "forças de bloqueio" já vai longe.

A prisão

A editora de política do Público, no último sábado, resolveu dedicar um editorial a criticar o Governo por nada fazer face à destruição de espaços que recordem os tempos de Salazar - "o fascismo", nas palavras escolhidas. No dia seguinte, Vasco Pulido Valente comentava o comentário assim: "Não vale a pena ensinar São José Almeida". Hoje, no mesmo jornal, o ministro da Justiça anuncia-se disposto a ceder o Aljube para albergar um museu da resistência. O ministro escolheu o Público, pois claro.

Ideólogo procura-se

“O que leva Ribeiro e Castro a pisar mais uma casca de banana?”, tem-me varrido, aqui e ali, o pensamento. Sim, talvez sejam “pérolas para porcos” os laivos de atenção dispendidos no enémiso deslize de Ribeiro e Castro, mas enfim....lá me debruço.
Manuel Monteiro não tem valor eleitoral, fundou um partido-triciclo-sem-rodas, saiu mal do CDS e pior ficou. Ribeiro e Castro procura um ideólogo? Alguém que o leve (?) a pensar política, intervenção assertiva, criação de agenda e conquista eleitoral? “Talvez seja, isso. Só pode mesmo ser isso, porque nem uma amizade bem sustentada justificaria uma aproximação destas..."
Bem, concluamos que sim.
- Caro Ribeiro e Castro escolheu o pior dos politólogos: Manuel Monteiro. Tem mais vícios que vicissitudes, ateia mais fogos que qualquer outro pirómano político da praça e na memória, até dos eleitores mais desatentos, permanecem apenas protestos e contra-protestos sem uma pífia de resultados. Olhe, vá pelo seu dedo. Vá às páginas amarelas...

P.S. É apenas uma ideia, sem querer com ela ser promovido a ideólogo, que penso poderá ajudá-lo. "Partido fundador da democracia portuguesa, de formação católica, com ebulições liberais e guerrilhas autonomizadas, em queda eleitoral e com bandeiras estropiadas, líder impopular, tantas tropas quanto dinheiro, procura ideólogo”. Se forem demasiados caracteres, recorra ao cartão que tem no bolso e que tanto chateia os funcionários do Caldas: o futuro usa visa. Quem o avisa...

01 agosto 2006

Talvez

Paulo Portas levou o PP ao poder. Ganhou e perdeu em sete anos de liderança, mas sobre o que não há dúvida é quanto ao embate que travou com Manuel Monteiro. Independentemente das "armas" erguidas no combate político, Portas venceu, Monteiro claudicou. Ponto.
O seu sucessor é puro "pasto" político. Pesado nas ideias, inútil no discurso, frágil na condução política. O que une Ribeiro e Castro e Manuel Monteiro? O "anti-portismo" conjuntural e de fundo, respectivamente?
É muito pouco para as baboseiras que o líder do PND nos presenteia hoje nas páginas dos jornais: [Paulo Portas] é um empecilho para entendimentos ou plataformas eleitorais à direita que sejam duradouros (...) com ele não se fala porque só pensa em benefício próprio, com Ribeiro e Castro já se pode falar". É de surdos, este diálogo de tão politicamente inútil. Mesmo o mais sagaz adversário do "portismo" tropeça na evidência de que goste-se ou não, Portas, o político, tem crédito à direita. Ribeiro e Castro e Manuel Monteiro também mas, talvez, junto dos amigos de Olivença. Talvez.

31 julho 2006

Como?

Como é que a comunidade internacional pode pôr fim a um conflito com que nunca soube lidar?

Como é que a comunidade internacional pode pôr fim a um conflito quando os seus próprios líderes estão a meses de sair do poder ou estão afundados nas sondagens?

Como é que a comunidade internacional pode pôr fim a um conflito quando não fala, diplomaticamente, a mesma língua?

O que os netos fazem a um homem

Primeiro, foi a PMA, agora a colecção Berardo. Cavaco, na presidência, raramente tem certezas e nunca deixa de ter dúvidas.

[Tinha decidido escrever o post mas, apenas, depois de uma terceira declaração de interesses do PR. Marcelo fez-me antecipá-lo.]

27 julho 2006

Cadê Lisboa? Cadê Lisboa?

Carmona Rodrigues anunciou 300 medidas para os primeiros 180 dias de mandato. Recordo-me das provedoras de bairro, de umas bombas de gasolina de bairro que fecharam, de um casino que foi inaugurado e pouco mais. Tomou posse em Outubro ou Novembro, pouco interessa, e desde aí? Caiu de quatro: com as dívidas, os assessores, a Infante Santo, o projecto de meio milhão de contos de Ghery que foi para o lixo, as guerras entre vereadores e a insegurança rodoviária na cidade. E o PS, cadê o PS? O Professor Carrilho, cadê o Professor Carrilho? Parece que escreveu um livro, dá umas conferências e umas faltas justificadas.

26 julho 2006

Assim mesmo

Acho que já tinha andado aqui, mas como nunca sei por onde é que ando nem o que é que ando a fazer, não chego a ter a certeza se já tinha andado aqui. Um insubmisso que cá veio levou-me aqui. A pôr nos favoritos.

Diálogos do trabalho em Portugal

Uma recém-mamã, com ar desesperado:

- Estou a trabalhar desde as oito e meia da manhã! Vocês nem imaginam como eu tenho as mamas!

Dá vontade de bocejar...

... diz o Pedro Correia, lembrando que todos os dirigentes políticos do momento são benfiquistas. É um sinal dos tempos, Pedro. Há dois anos, a cor era melhor, mas nem por isso deu resultados: Sampaio, Barroso (ou Santana, é à escolha), Ferro, Portas. Tudo de verde. Mas santos da casa não fazem milagres, não é?

25 julho 2006

O que explica por que a Itália ganhou o Mundial

a pior piada do dia [6]

porque é que os homens do mar se chamam marújos e os do ar não se chamam araújos?

A digestão das presidenciais

Ouvi Vitor Ramalho defender na TSF a reforma choruda de Manuel Alegre por três meses de trabalho na RDP. Se restassem dúvidas fica a prova de que (alguns) os soaristas superaram a candidatura presidencial do poeta.

...E levamos a vida nisto

- What are you doing that for?
- I'm just passing the time.

24 julho 2006

Os pecados da “Nova” Esperança

Júdice violou o código deontológico da ordem de que foi bastonário porque numa entrevista disse que o Estado devia contactar os três maiores escritórios do país “sempre” que tem em mãos negócios volumosos. Incluindo, a PLMJ e associados, escritório de que Júdice é um dos principais sócios.
Concorde-se ou não com o código, enquanto liderou a OA Júdice nada fez para alterar o documento tal como ele hoje existe.
Duas questões, uma grande desilusão.
Deve um ex - bastonário da OA ter direito a um tratamento especial? Todos os anos centenas de advogados – “colegas” de Júdice – são julgados com base nos ditames deste código. Porque o ex-bastonário nunca se insurgiu contra tão vil tratamento?
Agora a desilusão. Com o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa na RTP em defesa de Júdice vêm (mais uma vez) ao de cima os princípios que originaram um movimento partidário que no final dos anos 70, princípio dos anos 80, chegou a acalentar esperança. A “Nova Esperança”, que trouxe Cavaco ao poder, morreu sem “rei nem roque”, vítima da politiquice e do amiguismo. Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e José Miguel Júdice que o digam. Safou-se Durão Barroso, tal como os restantes, por culpa própria.

a pior piada do dia [5]

o que há debaixo do tapete do júlio de matos? doidos varridos!

22 julho 2006

Quentes e Boas à Gracinha

Dizem-me que Paula Teixeira da Cruz pretende arredar Carmona Rodrigues da re-eleição. Daí a conquista da "enfadonha" distrital. Chega de listas com independentes à cabeça!, parece...

Post à Gracinha

Dizem-me que o ex-secretário de estado do desporto, Hermínio Loureiro, será candidato à presidência da Liga de futebol e terá Valentim Loureiro como candidato à AG. A confirmar-se, o que dirá Marques Mendes ao ver um dos vice-presidentes da sua bancada parlamentar de braço dado com o major-valentão? Cheira-me a azedume...

Na R. das Bananas seria difícil melhor

Quem nos defende destas judiarias?

21 julho 2006

Carneiro Jacinto

O ex-porta-voz de Freitas do Amaral decidiu que se vai candidatar à Câmara de Silves nas próximas autárquicas (ver, com ar de espanto, no DN de hoje). Depois do louvor público do ex-ministro terá, no mínimo, o apoio pessoal do professor. Será uma campanha em grande.

O lado mau de Teixeira dos Santos

Faz hoje um ano que Teixeira dos Santos foi nomeado por José Sócrates ministro das Finanças, substituindo Campos e Cunha no cargo mais importante de uma democracia em estado de fragilidade.

Confesso que, até ontem, pensei que Teixeira dos Santos estivesse a provar ser uma boa aposta. Segue o programa, não tem medo de falar de sacrifícios nem de rigor. Mas no melhor pano cai a nódoa. E percebeu-se que o centro de toda a política do Governo começa a derrapar - ao caso, o número de funcionários públicos. Começou por se falar em cortes, agora um quadro oficial mostra que subiu cerca de 10 mil em apenas seis meses.

O facto é mau por si, mas o ministro veio piorar o cenário. Diz ele que os números não são verdadeiros, estando incompletos. Interessante. Daqui só podem resultar duas saídas:

1. Se os números estão errados, sendo eles oficiais (Direcção Geral de Orçamento), ficamos a saber que não podemos confiar nos números dados pelo Governo - porque não são rigorosos. O que nos levaria rapidamente ao caos da desconfiança permanente.
2. Se os números estão certos, significa que Teixeira dos Santos, perante uma dificuldade, resolve mandar poeira para os olhos de todos nós - o que nos leva para outro mau caminho: a palavra do ministro não é para levar a sério.

Como se vê, Teixeira dos Santos optou, julgo eu humildemente, pelo caminho errado - seja qual for o cenário, pelo caminho da falta de rigor. É, simplesmente, o pior defeito de um ministro das Finanças. Não há outra maneira de o dizer.

A bandeirada está cara

O taxista que me levou hoje à tarde à Assembleia, quando o polícia o manda parar o carro mais à frente:
- Se há coisa que eu odeio é polícias, pretos, paneleiros e pobres.
Eu:
- Olhe, nem de propósito! O meu pai é polícia, o meu namorado é preto, o meu irmão é paneleiro e o senhor é um pobre de espírito.

(Não tenho um pai polícia nem um namorado preto nem um irmão paneleiro, mas acho que resultou...)

19 julho 2006

Na cama com Javier

“Ninguém pensa senão em mulheres e homens, a totalidade do dia é um trâmite que se detém num dado momento para permitir pensar neles, o propósito da cessação do trabalho ou do estudo não é senão começar a pensar neles, mesmo quando estamos com eles pensamos neles, pelo menos eu. Os parênteses não são eles, mas as aulas e as investigações, as leituras e os escritos, as conferências e as cerimónias, as finanças e as politiquices, a globalidade daquilo que consideramos ser aqui a actividade. A actividade produtiva, a que proporciona dinheiro e segurança e apreço e nos permite viver, a que faz com que uma cidade ou um país andem e estejam organizados. A que depois nos permite dedicarmo-nos a pensar neles com toda a intensidade. (...) O parêntese é isso, e não o contrário. Tudo o que se faz, tudo o que se pensa, tudo o resto que se pensa e maquina é um meio para pensar neles. Mesmo as guerras são travadas para poder voltar a pensar, para renovar esse pensamento fixo dos nossos homens e das nossas mulheres, naqueles que já foram nossos ou poderiam ser, naqueles que já conhecemos e naqueles que nunca chegaremos a conhecer, naqueles que foram jovens e naqueles que hão-de sê-lo, naqueles que já estiveram nas nossas camas e naqueles que nunca passarão por elas”.

Javier Marías, in “Todas as almas”
(a foto é minha)

As memórias que se acumulam

O actor brasileiro Raul Cortez morreu hoje, aos 73 anos. As minhas novelas preferidas tinham-no no papel principal. Via-as com a minha mãe, lá em casa. Eram um factor de união da família.

Tem lumes? (versão tripeira)

Ontem descobri (disseram-me) que os veículos novos não vêm equipados com isqueiro. Fiquei muito contente por o meu carro ter 11 anos. Especialmente porque era uma da manhã.

a pior piada do dia [4]



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18 julho 2006

Hoje acordei assim

"Temos que conservar a bola o maior tempo possível em nosso poder"
O locutor da Antena 1 interrompia o discurso e concluia: "Carlos Dinis, treinador da selecção nacional de sub-19, que hoje começa o Europeu de Futebol na Polónia, num jogo contra a Escócia".

Foi a voz do meu pai que me acordou. Desejei-lhe boa sorte e parti para mais um dia, cheio de orgulho.

a pior piada do dia [3]




com bluetooth

17 julho 2006

a pior piada do dia [2]















finalmente a bandeira de Portugal no espaço

a pior piada do dia [1]

todos os cogumelos são comestíveis pelo menos uma vez

O punho ainda é fixe?


José Sócrates entrou na sala acompanhado pelo líder da JS. Os jotas de pé, braços bem no ar, punhos cerrados, gritam “JS”, “JS”.
O secretário-geral socialista pára e beija uma jovem militante. Discursa sem gravata e sem casaco e, no final, enquanto o líder da JS volta a levantar o braço esquerdo, punho cerrado, José Sócrates ergue o direito com o polegar virado, bem para cima! A imagem vale...mil palavras.

16 julho 2006

That´s the way life is

Everything is possible... but not always available.

14 julho 2006

Conversas de rua

Entre os alfarrabistas ambulantes do Príncipe Real:

- ... [incompreensível] do exagero da crítica ao humanismo...
- mas o que é exagero? A crítica ou o humanismo?

13 julho 2006

A nação não se recomenda

É o que de melhor se escreveu nos jornais de hoje sobre o debate de ontem.
Pedro Mexia, no DN. Vale a pena ler de uma ponta à outra.

A sauna da democracia

Há anos que não entrava no Parlamento. Uma vez no liceu e outra na faculdade, tinha sido solenemente guiado pelos soberanos corredores, sede monacal dessa tão benéfica maçadoria democrática. Confesso que não tinha saudades. Digamos que tenho pelo Parlamento o mesmo sentimento que tenho pela minha vesícula: agradeço em abstracto a sua diligente actividade, mas dispenso detalhes.

Há dias, a editora de política deste jornal sugeriu que eu assistisse ao debate do estado da Nação e contasse o que vi, no meu registo do costume. Imaginando que fosse uma homenagem à estação tola, aceitei. Disfarçado de jornalista (mas no meio das galerias comuns, entre Cátias e funcionários públicos), assisti pela terceira vez a uma sessão da Assembleia.

O hemiciclo, em termos arquitectónicos, tem estilo. Infelizmente, em tarde de ananases, a casa da democracia estava transformada em sauna da democracia. Uma caloraça insustentável, que pôs toda a gente a abanar no rosto relatórios do Banco de Portugal (excepto a ministra da Cultura, a qual, sendo da cultura, usava um leque).

Nunca tinha visto ao vivo dois terços dos nossos eminentes deputados. Tomei algumas notas. O monárquico Pignatelli Queiroz estava mais imóvel que um marco de correio, à espera que lhe dessem a palavra para que se pronunciasse sobre a Patuleia. Nuno Melo lembra um entusiasmo de magala que vai às meninas. Miguel Frasquilho cultiva uma pilosidade digna dos Habsburgos. João Soares, tal como me tinham garantido três taxistas, ostenta um índice de massa corporal em tudo semelhante ao meu (infelizmente para ambos). Alberto Martins usa um tom de tribuno eleito por Viseu em 1922 (temi que recorresse ao termo "debalde"). Há uma socialista que parece uma lojista de Carnide. Há um deputado ecologista com rabo- -de-cavalo. Bernardino Soares nunca foi novo. Fernando Rosas é mais credível de suspensórios. Quanto aos ministros, notei especialmente o aspecto distinto do ministro da Agricultura (que parece um membro do Conselho de Nobreza) e o aspecto maquiavélico do ministro dos Assuntos Parlamentares (sempre que pega no telefone e murmura, imagino logo que está a ordenar a liquidação do Doge de Veneza).

O debate é cansativamente previsível. O Governo invoca a pesada herança, excomunga os pessimistas, anuncia a retoma económica e sublinha os ímpetos reformistas (disciplina orçamental, diminuição da despesa, inovação tecnológica, combate à burocracia e mais coisas ainda). A oposição insiste nas promessas incumpridas, nos fiascos fragorosos, na propaganda enganosa. Cada bancada aplaude e apupa estritamente o que lhe compete e apenas isso, lança dichotes e risadas, os clichés são em grande estilo Gato Fedorento (com metáforas futebolísticas e tudo). O nível geral é fraquinho. Embora estejam presentes dois políticos com grande estaleca (o frenético Portas e o gélido Louçã), a média dos discursos ouvidos é tão acutilante como (eis uma metáfora futebolística) Pedro Pauleta.

Ideologicamente, a situação é ainda mais complicada. Eu sou um homem da direita moderada (aquilo que a direita musculada chama "um homem de esquerda"). O Governo é um Governo de centro-esquerda (aquilo a que esquerda ideológica chama "um Governo de direita"). Assim, tenho dificuldade em embirrar com este executivo dito socialista. Chego a pedir interiormente a Sócrates que diga qualquer coisa de esquerda (como no filme de Nanni Moretti), para que eu o critique com convicção. Mas o máximo que Sócrates consegue é um remoque à General Motors. No mais, um reformismo sem ideologia e muita bazófia. Alguns coices à "esquerda conservadora e corporativa". E a ideia totalmente direitista de que se há contestação sindicial, isso é uma "homenagem ao Governo".

Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Creio que não se recomenda, porque nunca se recomenda. Sei que teremos mais dois anos e meio, talvez seis e meio, disto. De socialismo sem cafeína, com um tecnocrata colérico mas reservado. De bloquismo bloqueado, entre o desengravatamento e o aburguesamento. De comunismo igual a sempre, barroco na linguagem maniqueísta a descambar para António Aleixo. De uma direita que não esconde algum contentamento por ver a esquerda fazer o seu trabalho sujo, enquanto se mantém aninhada entre o apagamento de Mendes e as Equipas de Nossa Senhora de Ribeiro e Castro. Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Mas creio que não se recomenda.


(A responsabilidade dos sublinhados é minha)

Zidane conta a verdade

Zidane foi ontem explicar na televisão francesa a cabeçada no peito que deu a Materazzi no final do Mundial. Segundo o jogador, tratou-se de uma reacção a ofensas verbais que, diz, o afectaram profundamente. Materazzi, relata o médio francês, ter-lhe-à dito que, na próxima época, Zidane iria jogar para o BENFICA.

Não incomodar

...o país está em época de descanso.

Um mais um igual a zero

Facto: a jornalista Maria João Avillez entrevista hoje o primeiro-ministro na SIC.
Facto: ontem, foi notificada para entregar a carteira profissional de jornalista.
Facto: os dois factos anteriores não têm relação directa.

12 julho 2006

Estado da coisa

O primeiro ministro, de forma previsível, garante que o país tem um rumo. A oposição duvida. Pelo nível de repetição de temas, críticas e vãs glórias governamentais, o estado da Nação não pode ser grande coisa.

09 julho 2006

Hélas!

(ih! ih! ih!)

Falem vocês de bola, das aventuras e desventuras do Mundial, das tristezas e das alegrias, das vitórias e das derrotas.

The sun is up, I'm so happy I could scream! And there's nowhere else in the world I'd rather be than here with you, it's perfect, it's all I ever wanted, I almost can't believe that it's for real.

I really don't think it gets any better than this, vanilla smile and a gorgeous strawberry kiss! Birds sing, we swing, clouds drift by and everything is like a dream, it's everything I wished.

The sun is up, I'm so fizzy I could burst! You wet through and me headfirst into this is perfect, it's all I ever wanted, ow! It feels so big it almost hurts!

Say it will always be like this, the two of us together. it will always be like this forever and ever and ever...


(The Cure)

06 julho 2006

Seis anos de alegrias

Saímos do mundial tristes, mas a verdade é que nos vamos lembrar destes seis anos como os melhores de sempre para o futebol português. Desde 2000 que os rapazes da bola só nos dão alegrias: dois europeus, um na final outro nas meias; dois mundiais, com uma meia-final; uma liga dos campeões e outra taça intercontinental; uma taça UEFA a que se junta outra final e mais uma meia-final. Do futebol, não dá para exigir mais nada. Agora é a nossa vez. Todos.

Que ganda galo!

Não vi o Deco a valer dois Zidanes. Não vi o Figo a atinar. Não vi o Ronaldo a marcar. Não vi os franceses a chorar nem os tugas a delirar. Não vi Portugal na final, nem a promessa do mundial.

(Mas, mais uma vez, vi o Nuno Lopes, numa das esquinas do bairro onde os lamentos eram entorpecidos. O Lomba e o Mexia não apareceram por lá.)

05 julho 2006

Estado de espírito


"Hoje, com a França, oscilo entre os dois pólos, desde o mais abjecto pessimismo até ao triunfalismo mais doentio, passando por todos os graus de superstição e de fezada".
Miguel Esteves Cardoso, hoje no Jogo

O que faz falta

Numa conversa intelectualizada sobre bola, a Marta acertou em cheio. Luiz Filipe Scolari já respondeu, nestes quatro anos de comando na selecção nacional, a uma dúvida que há muito nos aflige. Aos portugueses não falta qualidade, profissionalismo, empenho, sentido de colectivo. O que nos falta são lideranças competentes.

Temos muito mais a ganhar

Exmo director do jornal Público:

leio com consternação o título que vexa colocou na primeira página de hoje so seu jornal. Diz ele que "Já ganhámos tudo, mesmo se perdermos". Agora pergunto eu: ganhou o quê? E respondo: nada, meu caro director. Chegou às meias-finais, é certo, venceu a Holanda e a Inglaterra, pois claro, mas isso - para nós - não pode chegar.

É essa a diferença entre um país que se quer competitivo (tese que muitas vezes li nos seus editoriais) e um país remetido à sua história.

Se é na bola que nos podemos mostrar ao mundo, acho melhor do que nada. Se é na bola que a nossa nova cruzada pode começar, acho lindamente. Se é na bola que podemos tirar os melhores sorrisos de uma década triste, eu prefiro esse sorriso a sorriso nenhum. Enfim, eu quero mais. O meu amigo não?

Considerações amigáveis, com a fé inabalável numa vitória,

Taxas de câmbio

Hoje quero ver um Deco a valer dois Zidanes.

04 julho 2006

É o futebol, estúpido! 2

Hoje liguei para 10 (dez!) empresários portugueses. Em nenhum dos casos passei da secretária. Estimáveis e simpáticas à medida da linha telefónica, todas com a mesma conversa: "O senhor doutor não está. Vai ser complicado falar com ele. O senhor doutor está no estrangeiro". É certo que ouvi a variável: "O senhor engenheiro está fora do país. Mas se o senhor engenheiro ligar, eu dou-lhe o recado". Danke schon!

É o futebol, estúpido!

Eu vi. O Nuno Lopes, o Pedro Lomba e o Pedro Mexia. Estavam os três lá. Junto à barraquinha de gelados. Eu estava com quatro cervejas, o que, para mim, é quase um coma alcoólico. Mas eu juro que os vi. A comemorar a vitória de Portugal contra a Inglaterra, no Marquês de Pombal. Eu vi. Eramos todos bimbos e eramos todos felizes. Meninos, amanhã vemo-nos (vejo-vos) outra vez, ok?

Recadinho

(É só para dizer que não tenho aparecido, mas ando por aí. É que, de vez em quando, canso-me do mundo e quando me canso do mundo, canso-me de tudo. Mas agora ando outra vez a fazer as pazes com a vida. Só não me apetece escrever sobre política. E é só para dizer que é muito bom ser uma gaja no meio destes gajos todos. E é muito bom que os meus disparates sejam sempre maiores que os vossos. E por isso apetece-me escrever sobre o maior disparate de todos: os sentimentos e as relações humanas. A doença ataca a todos. E pronto. Foi um prazer. É sempre um prazer.)

O clube do défice

Já alguém anotou que só sobra a Europa no campeonato do mundo. Mas consta que o nosso ministro das Finanças, todo orgulhoso, anda a espalhar uma acertada análise sobre as meias-finais do mundial: só sobram países em défice excessivo: Alemanha, França, Itália e Portugal.

O facto, por si só, merece dois comentários: primeiro, que a confiança dos consumidores terá evolução favorável na zona euro; segundo, que com o recorde de dois procedimentos por défice excessivo, e com um défice de 4,6% esta ano, Portugal é o mais forte candidato ao título.

Se a previsão se confirmar, farei a devida vénia ao défice.

Os jornalistas e a bola

Dizem-me fontes muitissimo bem informadas que, a esta hora, o aeroporto de Lisboa está cheio de jornalistas económicos, que seguem caminho para Munique para ir ver OS DOIS jogos das meias-finais do mundial. Dizem-me as mesmas fontes, que essa malta (alguns deles, bons amigos meus) vai a convite do BES, essa instituição patriótica. Agora pergunto eu: porque é que eu não faço banca?!

P.S. Este post está a destilar de inveja.

03 julho 2006

será que foi abaixo a seriedade e independência?

lembram-se da tomada de posse do governo sócrates? recordam-se do unanimismo gerado em torno da seriedade que transparecia das opções de sócrates? campos e cunha , bem como freitas do amaral, eram apresentados como os pináculos de um edifício independente feito a pensar em Portugal?

olha!!!....foram-se embora!

30 junho 2006

Nem de propósito...

Lá foi o prof. Freitas do Amaral. A remodelação a sério fica para depois.

A incógnita chamada Freitas do Amaral

Amanhã, estaremos a um ano do início da presidência portuguesa da UE. Não me restam dúvidas de que vamos continuar a honrar a bandeira nessas circunstâncias. Só se será Freitas do Amaral a conduzir os destinos do país nessa honrosa presidência. Aí sim, tenho muitas dúvidas. Mais ainda pela não reacção socialista a essa dúvida (ver hoje, no DE).

28 junho 2006

Os sofredores

Andamos por cá eufóricos com a vitória sobre a Holanda. Tratamos os jogadores por "heróis", ou "gloriosos da batalha de Nuremberga", falamos deles como se o seu destino naquele jogo fosse, para nós, mais do que uma final, mais do que uma Aljubarrota.

Já no Euro, o espírito foi o mesmo. Ficámos tristes por perder a final com a Grécia, mas a nossa final, aquela a sério, foi o jogo com a Inglaterra. Aí, o jogo teve mais de duas horas, alguns golos, e emoção até ao fim. Ganhar, para nós - portugueses de gema - não é simplemente ganhar. É ganhar na marra, se possível depois de estar a perder e dar a volta ao resultado. Ou, como domingo, ficar com menos um jogador e ficar a defender a vantagem até ao último minuto.

Ganhar é isto. Ou alguém se lembrava que, no Euro, tínhamos ganho à Holanda na semi-final, num jogo chato, onde a vitória foi fácil e não contestada?

Estes jogos da bola mostram, enfim, o país que somos, o povo que temos nas veias. Hoje, passou-me pela cabeça uma imagem boa para esta malta: lembram-se do 1,2,3 - o concurso? Na segunda edição, havia sempre um casal, metido num gabinete fechado, que sabia onde estava o prémio mais alto, mas só o podia ganhar se os concorrentes que estavam lá no palco, a negociar com Carlos Cruz, acertassem no palpite. A esse casal, o programa chamava "os sofredores". Os sofredores somos nós.

26 junho 2006

Back in Town

Eu estive de férias, em Londres. O Francisco casou-se (e viverá feliz para sempre). A Bárbara anda por terras desconhecidas. E este blog ficou ausente, com o mercado a explodir de novidades. Enfim, estamos de volta. Keep you posted.

16 junho 2006

Inimigo Público

A GM demorou meses a compreender o apelo de José Sócrates durante a primeira visita que realizou ao exterior: “España! España! España!”. Depois venham-me falar de produtividade...

Newsmaking II

Estava eu à sombra, quando me passou o seguinte pensamento pela cabeça: "O que eu queria mesmo - mesmo, mesmo - era ser jornalista. Só jornalista". Só não me caiu uma maçã em cima da cabeça. Foi, ainda assim, a minha versão da teoria da relatividade.

14 junho 2006

Newsmaking

Um bom amigo meu, a que podemos chamar "anónimo", deixou-me a frase que melhor define o trabalho de um jornalista: "Há dez anos que me pagam para escrever sobre coisas que não percebo". Esta semana, essa frase acompanhou-me com amizade. Obrigado ao autor.

12 junho 2006

Tributo ao racionalismo brazuca

Para Scolari, no futebol não entra emoção. É por isso que deixa Romário, Quaresma ou Moutinho de fora das selecções que orienta. No Japão, o brazuca ganhou a taça assim - tirou o louco e meteu a equipa a jogar precisamente o que era preciso para ganhar tudo. Na Alemanha, ontem, começou o mesmo caminho para o mesmo objectivo. Jogou pouco? Não houve fantasia? Pois - ganhou, simplesmente. "Faltam seis jogos", disse Scolari. Pois é. Eu não protesto nadinha. Só quero que ele obrigue a história a repetir-se, quatro anos depois, com as cores de Portugal. O resto não conta.

Militantes do PNR


Os juízes, claro...

Ao cuidado do SOS Racismo

"Angola estaba perdida, pero se empezó a asentar en el campo gracias a su centrocampista Figueiredo (jugador de raza blanca) que tocaba el balón y organizaba a sus compañeros constantemente. Así, empezaron a llegar los angoleños a la portería de Ricardo", in El País.

11 junho 2006

Bola é assunto sério

Diz-se que o futebol não é um assunto sério. Errado. Não há mais sério, até. Basta pensarmos nos efeitos indutores que um bom resultado tem para a economia. Vejamos, então, os primeiros resultados. A Alemanha ganhou, o que é bom; a Inglaterra também, tal como a Holanda, o que dá três pontos para o PIB europeu. Só a Polónia (derrota) e a Suécia (empate) fizeram tremer o crescimento na europa. Mas ainda há tempo. É torcer pela França e pela Itália. E continuar a rezar por Portugal.

Tudo made in China, claro está!!

O Turismo de Lisboa distribuiu a todos os passageiros que rumaram, esta manhã, até à Alemanha o Kit Adepto. Um saco verde, vermelho e amarelo. Uma fita para a cabeça com pelo verde, vermelho e amarelo. E dois balões cilíndricos, um verde e outro um vermelho. Um pequeno pormenor: nos cilindros lê-se "Forca Portugal . 2006". Valerá mesmo a pena poupar uns euros e meter esta gente toda a torcer por uma forca?!!

10 junho 2006

Percalço

Avariou antes de chegar à tribuna presidencial.

09 junho 2006

O mundo gira ao contrário

Não sou adepto de touros. Não gosto. Não gosto. É uma coisa que me chateia ver touros, ou toiros se preferirem, a morrer, pouco a pouco, numa arena para gáudio das massas. Mas o contra-senso tem limites e Pedrito de Portugal tem toda a razão. Pagar 100 mil euros por matar uma vaca numa corrida na Moita, quando o Estado português pagou apenas 50 mil euros por cada vida perdida na queda da ponte de Entre-os-rios...
Pergunta o toureiro e bem: uma vida humana vale meia vaca? Ou depende de quem paga?

08 junho 2006

Rostos e sonhos


A morte, como a vida, perdem força sem um rosto. Foi assim com Savimbi estendido e rodeado por moscas. Foi assim com Al Zarqaui. Bush e Blair assim o sonham com Bin Laden.

Franz Ferdinand



Ontem, foi a reconciliação. Os Franz Ferdinand trouxeram de volta a paixão, num concerto bonito, cheio de energia, pleno de pulmões, vibrante como há dois anos, quando os descobrimos lá na Zambujeira do Mar.
Depois de terem deixado de fora o fogo há uns meses ("this fire is out of control"), ontem voltaram a ver-nos juntos - para eles, para nós, para um público que não os largou até ao fogo ("this fire is out of control"). Reconciliados, voltamos a casa, arrasados pelo cansaço, mas com incontroláveis sorrisos na cara.

Uma "pérola" via lusa

Setúbal: Director Casas do Gaiato dá bofetada a miúdo durante entrevista à Lusa



Setúbal, 08 Jun (Lusa) - O responsável máximo das Casas do
Gaiato, padre Acílio Fernandes, deu hoje uma bofetada a uma criança de
cinco anos enquanto desmentia à Lusa os maus-tratos na instituição que
constam de uma acusação do Ministério Público.
O padre Acílio Fernandes, que também foi director da Casa do
Gaiato de Setúbal até Julho de 2001, quando foi substituído pelo
actual director, Júlio Pereira, deu a bofetada ao menino porque este
teimava em aproximar-se do local onde o responsável prestava
declarações à agência Lusa.
Depois de o mandar embora por duas ou três vezes, à última
tentativa de aproximação da criança, que diz chamar-se Jaime e ter
cinco anos, o padre Acílio não hesitou e deu-lhe uma estalada.
"A criança estava aqui à minha volta e [eu] já a tinha mandado
embora várias vezes. Ele agora foi-se embora. Não lhe dei um estalo,
bati-lhe com a mão para ele se ir embora", justificou-se o director-
geral das Casas do Gaiato, esclarecendo que o Jaime é filho de um
"gaiato", mas não pertence à instituição.
"Isto não foi um mau trato, foi um bom trato. Não me viu antes
agarrá-lo ao colo, acariciá-lo e beijá-lo? Sabe quem faz isso? É um
pai. Nós aqui não somos directores, somos pais de família", justificou-
se o responsável nacional pelas Casas do Gaiato.
A Lusa contactou o padre Acílio Fernandes para que este
reagisse a uma notícia de hoje do Diário de Notícias, segundo a qual o
Ministério Público acusou o director da Casa do Gaiato de Setúbal,
padre Júlio Pereira, da prática de quatro crimes de maus-tratos a
crianças bem como outros três funcionários da instituição.
Anteriormente, em conversa telefónica com a agência Lusa, o
padre Acílio Fernandes tinha dito que "nenhuma das acusações tem
fundamento" e elogiou o trabalho do sacerdote responsável pela Casa do
Gaiato de Setúbal.

GR/NVI.
Lusa/Fim

07 junho 2006

Diário da bola II

1. A selecção nacional treina à porta fechada. Ao contrário do sentimento geral nos meios informados, eu torço por Scolari, como torço por Deco. São dois bons profissionais, ao serviço do nosso país. E se é preciso coragem para servir este país, meu amigos. Dizem que os brasileiros são favoritos? Só se forem os nossos!

2. Volto à série da BBC ("Muito mais que um jogo", RTP1), para lamentar o facto de não estar disponível em DVD.
Ontem fiquei uma hora a ver a Argentina. Vi o Kempes nadar pela relva como um peixe que não sobreviveria fora de água, o Maradona voar pelos adversários com a elegância própria de uma garça, ouvi o Valdano a lembrar como pediu a Deus que a bola entrasse na baliza, naquela final de 1986 e o mesmo Valdano a explicar que a "Gambetta" é mais que saber fintar: é a confiança de quem faz o que quer com os pés e, também, a capacidade de iludir um adversário. Tudo na mesma jogada. A "Gambetta" era, claro, de Maradona. E depois de ver aquela, não há quem possa dizer que o futebol não é "muito mais do que um jogo".

06 junho 2006

Diário da Bola

1. Chama-se "muito mais que um jogo", é da BBC e passa na RTP1, lá pelo final da noite. É um prazer absoluto ver o futebol tratado assim: como uma arte que envolve pessoas, daquelas a sério, que têm coisas belas e tristes para dizer - mesmo que pareça só um jogo de futebol.

2. Agora por isso, a Pública de domingo (a melhor dos últimos tempos) tinha uma reportagem de derreter sobre Zidane, o homem que é demasiado frágil para a bola, o homem que coloca a mesma onde quer, que pensa o jogo como se da vida se tratasse. Zidane é, para mim, o melhor do mundo, e prepara-se para abdicar do futebol neste mundial. É a razão número um para ver França jogar - prestando homenagem ao homem e ao jogador. E chorar, depois.

3. Por falar em chorar, a Câncio estreia-se hoje no DN a falar de bola. Aliás, a falar de homens. Faz bem e escreve bem. Como diria o João Pedro Henriques, "só tenho um adjectivo: gostei".

4. A selecção do Brasil foi recebida em festa na Alemanha por 500 compatriotas. Pois. Só as quinas tiveram mais, muito mais, na chegada e no treino. Ainda não começou e já estamos a ganhar.

05 junho 2006

Será ciência?

Portugal treinou hoje em Marienfeld com uma temperatura inferior a 10 graus. Ainda bem que nos preparámos nos 40 graus de Évora.

O mundo anda estranho

O casamento nasceu gordo mas não pára de emagrecer (em 1975 casaram 103 mil portugueses, em 2005 48 mil).
O divórcio nasceu pálido e tarde mas não pára de ganhar fôlego (desde 2002 que Portugal é um dos países com mais divórcios na União Europeia; por exemplo entre 2001 e 2002 a taxa de divorcio aumentou 46 por cento). Estranhos siameses estes...
Para católicos convictos, como eu, salta uma conclusão: vivemos num mundo onde a criação da família perde terreno para a destruição da família.Porque será?

02 junho 2006

Começou hoje


Enganavam-se os que pensavam que o Roteiro da Inclusão significava a imersão de Cavaco Silva no pântano de Belém. Hoje, Cavaco Silva anunciou o seu primeiro veto, à Lei da Igualdade vinda da maioria socialista, aprovada apenas pela maioria socialista e pelos oito deputados do Bloco de Esquerda. E agora?

P.S. Este post foi corrigido por sugestão de um anónimo atento.

Disseram-me que era mentira!!!

Eu pensei que a polémica terminaria depois de me terem dito que era mentira que a jornalista em questão não era filha do Senhor Ministro, e de eu ter referido em espaço de comentário a correcção em questão. Mas não. A mulher do Senhor Ministro insurgiu-se em espaço de comentário. Por respeito à mulher do Senhor Ministro que teve a gentileza de me comentar, reproduzo na íntegra o seguinte comentário por ela efectuado:

"Senhor Antonio Mira,Pelo que leio parece-me que o senhor é jornalista. Pois eu sou Professora. E também sou a legitima mulher do Ministro da Justiça! Há pois é!! Sou eu agora que entro no seu blog para o chamar à responsabilidade do que anda a difundir! O senhor sabe que (ou devia saber porque é jornalista) que uma mentira muitas vezes repetida quer tornar-se verdade! Mas não é verdade! O Ministro da Justiça e eu própria temos 3 filhos: Jaime Trindade BErnardes Costa, Joana Trindade Bernardes Costa e Inês Trindade Bernardes Costa. E só estes! Se o senhor que tem acesso ao site do Ministério da Justiça não quis ler o desmentido que foi aí feito, então qual é a sua intenção? Que mais confirmação quer afinal?! Esta mentira circula desde Setembro de 2005. Eu e a minha família estamos fartos de tanta calúnia! O senhor sabe bem (ou devia saber) que a Jornalisa Susana Costa Dutra não é da família do Ministro da Justiça. Já reparou que o nome Costa é um nome vulgar em Portugal?Alguém que me diga que esta mentira não é escandalosa! O mínimo que se exige é que peçam desculpa! Maria E. Costa (Quer a certidão de nascimento dos filhos do Ministro da Justiça?) "


Esclarecido aquilo que era mentira (e que eu pedi para me dizerem que era mentira!!!)...
eu volto a apresentar aquilo que ainda não me desmentiram e que continua a ser a base da minha indignação relativamente a este desgoverno e aos tachos que tem assegurado a certas pessoas, ao mesmo tempo que manda para os supranumerários pessoas qualificadas:

"Alguém por favor me diga que ela não vai efectuar essa tarefa tão especial, técnica e de confiança que é actualizar conteúdos de um site. Alguém por favor me diga que ela não vai ganhar €3254 x 14 meses mais subsídio de refeição. Alguem me diga que esta tarefa tão especial não tem uma retribuição superior à de um professor do ensino universitário do sistema público. Alguém me diga que mais nenhum dos perto de 200.000 excedentários previsíveis da função pública não tinha as qualidades que esta tão especial nomeada.Alguem me diga que esta nomeação é mentira. Alguem me diga que tudo isto é apenas uma embirração minha com os socialistas. Alguem me diga que isto não acontece no mesmo governo em que se fala do défice e do buraco da segurança social. Alguem me diga que isto não é escandaloso.Se calhar são só manias minha e se calhar aquilo que eu considero ser ética política só é aplicável em Marte, quiçá em Vénus."

Roteiro de Leituras



1. Carlos Marques de Almeida explica, com bom-senso e perspicácia, porque a cooperação estratégica entre PR e Governo estão a colocar o país numa velocidade reduzida. Não concordo inteiramente - a vigilância reservada é mais eficaz -, mas muitos dos argumentos usados são de registar.

2. Sérgio Figueiredo, no Jornal de Negócios, sobre a lei da mobilidade de Teixeira dos Santos. A prudência é sinónimo de sabedoria, diz ele. Foi seguramente o melhor director com quem trabalhei. É um dos melhores cronistas do país.

01 junho 2006

Correcção ao post anterior

Dizem-me bons amigos, confiáveis, do jornal Público, que o Conselho de Redacção não se pronunciou contra o curso da Católica e que nem protesto levantou. Dizem-me, até, que a maioria dos jornalistas do Público gostaram do dito curso. A maioria. Depois, dizem-me também que é feio generalizar. "A malta do Público", assim, é aqui humildemente substituído por "alguma malta do Público".
Agora, que houve queixas sobre os crucifixos, isso houve mesmo. Mas no Público, como na sociedade portuguesa, a maioria ainda é tolerante. O que é bom.

Discurso directo

Pergunta do DN: "O Sporting ficou onde mereceu?"
Resposta de Paulo Bento: "Ficou. Pelo que o Porto fez foi um justo vencedor, foi o mais regular".
A honestidade nunca fez mal a ninguém. A humildade também não. Um exemplo, este Bento.

Jornalistas e jornaleiros

Contaram-me que o prof. Marcelo - falando de comentaristas - foi chamado a analisar uma história peculiar: o conselho de redacção do Público que terá criticado o seu director por "obrigar" jornalistas da casa a "ter aulas na Católica, em salas com crucifixos", onde - lá está, coitados - "não se sentiam bem". Acho toda a história genial. Palavra de honra. O meu pai, quando soube que eu, há 11 anos, ia começar a escrevinhar num jornal, perguntou-me se eu ia ser jornalista ou jornaleiro. Até hoje, tenho pouca certeza da resposta. Tenho a certeza, porém, que essa malta do Público sabe bem a sua própria resposta.

Comentador de comentaristas

A Ana Sá Lopes e a Fernanda Câncio foram convocadas pelo DN para comentaristas do Mundial de Futebol. Prometo acompanhar e comentar, daqui do Insubmisso.

Menezes fala sobre o professor no CM

Marcelo tinha tudo para ser tudo mas politicamente não é nada. Ganhou a assembleia municipal de Celorico de Basto: "sabe-se lá se por influência do prestígio do Professor Albertino, competentíssimo presidente da Câmara local". Parte II: RTP, domingo.