04 maio 2007
pais do amaral no jornal de negócios
entrevista muito interessante e com um toque de dorian gray. a frase "nasci numa família de "losers", é fantástica para explicar psicologicamente o incrível percurso de MPA e dá esperança a uma série de pessoas neste nosso pequeno país...sim, estava a pensar nos filhos da maioria dos empresários e políticos Portugueses. Pais do Amaral derrotou o pré-anunciado destino, desafiou o estabelecido e agarrou o seu futuro nas mãos. Esta atitude não é bem vista em Portugal, mas é boa, forte e correcta. Que maçada não haver mais exemplos destes.
03 maio 2007
E já agora...
... não percebo esta moda das declarações aos jornalistas sem direito a perguntas. Parece que pegou...
Eu é que sou a vítima
Não sei porquê, mas o discurso de Carmona Rodrigues fez-me lembrar tanto Santana Lopes...
SLB
Alguém me explica o que é que se passou de repente no balneário para todos decidirem estar magoados ao mesmo tempo?
02 maio 2007
futurologia política disfarçada de análise profunda
Marques Mendes acabou de perder a hipótese de discutir o cargo de primeiro-ministro de Portugal em 2009 com Sócrates. Porquê? Porque qualquer que seja o candidato que proponha para a CML, este vai perder as eleições intercalares. Na sequência disso, o partido não lhe vai perdoar e os barões vão-se movimentar, e assim, por alturas do final do verão, o PSD vai entrar em eleições internas.
Foge cão que te fazem barão? Para onde?! se me fazem Visconde!
E assim Marques Mendes morre pela sua própria língua...ainda que indirectamente. Mas isto é só futurologia...
Foge cão que te fazem barão? Para onde?! se me fazem Visconde!
E assim Marques Mendes morre pela sua própria língua...ainda que indirectamente. Mas isto é só futurologia...
01 maio 2007
"O trabalho liberta"

A frase de Paulo Portas durante a campanha eleitoral, na Madeira, reproduz a mensagem que está estampada na entrada no campo nazi de Auschwitz ( na foto). É, no mínimo, bastante infeliz. Não vi imagens, mas acredito que não tenha sido uma expressão ponderada. Saiu.
Portas não precisa do eleitorado do PNR para crescer, mas sim de conquistar o espaço que medeia o PSD de Mendes e o PS de Sócrates.
"O trabalho" bem pode "libertar" o espírito, mas nunca a memória...
30 abril 2007
estético e não ético
a celebração do 25 de abril norte-coreano é das coisas mais bonitas que existem. o que não é necessariamente uma coisa boa (esta pareceu um bocadinho à Marcelo, eu sei!).
telemóvel
depois de não sei quantos anos agarrado à TMN mudei definitivamente para a Vodafone...Até já
Madeira
Depois de ver Berardo a apoiar Jardim, pode-se questionar se o Bacalhoa não andará adulterado.
musical weekend
Bowie, Reed e Velvet, Tom Waits. depois da repetição da entrevista da Nina Simone ao Hardtalk, correr à prateleira buscar os CD's dela. nostalgia. memória. saudades de sentimentos próximos que se revisitam com estes sons.
Bela campanha
Parece-me uma estratégia errada a de Jardim. Comparar Sócrates a Salazar, com a moda que para aí vai, não me parece inteligente. Ainda para mais sendo a campanha dirigida aos madeirenses, que, pelos vistos, adoram ditadorezinhos.
26 abril 2007
Thinking out loud
Dias há que nos deixam a pensar quanto tempo resta. Os tempos que o tempo tem nem sempre nos deixam animados.
25 abril 2007
Solidão
- Receia a morte?
- Receio mais a solidão.
(pergunta dirigida a Edith Piaf, em La Vie en Rose)
- Receio mais a solidão.
(pergunta dirigida a Edith Piaf, em La Vie en Rose)
25 de Abril
Tendo o Governo em peso presente o 25 de Abril é o único momento em que, no Parlamento, os partidos falam, o Executivo não. No restante ano parlamentar é o Governo que, quando está, fala e fala mais. Sintomático da necessidade de uma reforma. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, diria...
O Carmo
23 abril 2007
sarkô, segô? mais...et le pauvre escargot?
Venha o diabo e escolha. Entre um um com nome de doença dermatológica e que tem uma visão musculada da política, e uma outra que sendo asssertivamente republicana, tem apelido Royale, imagino o drama de mais de 50% dos franceses neste momento. Sugestão: atendendo que a época abriu...votem no escargot (reparem como soa bem em francês! em português sairia qualquer coisa como "caracoleta"...hellas!)
21 abril 2007
From Cuba with love
Confessava-me um oposicionista madeirense ao jantar: a situação na Madeira não é boa nem má, é assim mesmo...incomparável e imutável. Avançou ainda que nas eleições, o Alberto João vai ganhar, provavelmente, com a maior maioria de sempre.
Bens vistas as coisas, a Madeira de Jardim comporta-se como o filho transviado que continuamente faz chantagem psicológica com os pais, exigindo sempre mais dinheiro para alimentar os vícios que a sua vida foi adquirindo.
Independentemente do partido no poder que tal, e de uma vez por todas, dar-lhe dois pares de estalos e pô-lo fora de casa, para ver se ele cresce e consegue mesmo sobreviver sem os pais?
Eu por mim vendia a Madeira por 2 grosas de carneiros e 4 camelos.
Bens vistas as coisas, a Madeira de Jardim comporta-se como o filho transviado que continuamente faz chantagem psicológica com os pais, exigindo sempre mais dinheiro para alimentar os vícios que a sua vida foi adquirindo.
Independentemente do partido no poder que tal, e de uma vez por todas, dar-lhe dois pares de estalos e pô-lo fora de casa, para ver se ele cresce e consegue mesmo sobreviver sem os pais?
Eu por mim vendia a Madeira por 2 grosas de carneiros e 4 camelos.
Porquê Bayrou
Se eu fosse francesa, votava Fraçois Bayrou. É que nos comícios dele ouve-se Arcade Fire antes dos discursos começarem...
20 abril 2007
"é fácil, é como encontrar um trevo na tromba de um elefante!"
É provavelmente o pior filme publicitário do ano.
Mas a música fica e não sai. Por tudo e por nada podemos utilizar o refrão como simpático "desbloqueador de conversa". Mesmo aplicável a temas difícies do contexto político-social, vejamos:
"Como vamos conseguir diminuir o peso do Estado na economia? " respondam com o jingle e riam.
"Qual a solução para fazer desaparecer a corrupção desportiva em Portugal? "respondam com o jingle e riam.
Mas a música fica e não sai. Por tudo e por nada podemos utilizar o refrão como simpático "desbloqueador de conversa". Mesmo aplicável a temas difícies do contexto político-social, vejamos:
"Como vamos conseguir diminuir o peso do Estado na economia? " respondam com o jingle e riam.
"Qual a solução para fazer desaparecer a corrupção desportiva em Portugal? "respondam com o jingle e riam.
19 abril 2007
Pina Moura
Há uns quantos que já lhe chamam o ProCônsul Ibérico. Outros apelidam-no de Miguel de Vasconcelos.
A minha questão é esta: se ele é isto tudo, onde andam os Viriatos e os D. João IV's deste país? Como diria N.S.Jesus Cristo, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra...ou então façam qualquer coisa pelo país!
A minha questão é esta: se ele é isto tudo, onde andam os Viriatos e os D. João IV's deste país? Como diria N.S.Jesus Cristo, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra...ou então façam qualquer coisa pelo país!
Ensino superior de qualidade certificada
Até agora, o caso da licenciatura de Sócrates provou essencialmente uma coisa: há universidades abertas que deviam estar fechadas.
Onde pára a Inspecção Geral do Ensino Superior? O que é que esses senhores andam a fazer?
Onde pára a Inspecção Geral do Ensino Superior? O que é que esses senhores andam a fazer?
18 abril 2007
sufixos e prefixos
licenciatura e legislatura...quantas piadas e brilharetes "a la Portas" ou "a la Louçã" podem ser feitos com estas palavras....é tudo uma questão de prefixos.
algumas perguntas ingénuo-inconvenientes
Será que os nossos embaixadores nos países da UE andam a fazer horas extraordinárias a explicar a embaraçosa situação vivida com o nosso PM? E quem lhes preparou o fact-sheet e o QA para as argumentações? Terão sido os mesmos assessores da Presidência do CM? ou terá sido o gabinete de Amado?
Como é que os nossos quadros e executivos no estrangeiros, bem como os nossos estudantes, devem justificar agora a credibilidade do nosso sistema de ensino e das suas habilitações e qualificações?
Como é que os nossos quadros e executivos no estrangeiros, bem como os nossos estudantes, devem justificar agora a credibilidade do nosso sistema de ensino e das suas habilitações e qualificações?
17 abril 2007
ite iz everisingue ó raite!
Socrates, avança o "SOL", foi aprovado a inglês técnico na UnI em condições, como diria Mota Amaral, curiosas. Cada país tem os políticos que merece. Nós merecemos isto. Só tenho pena que, por causa desta estória tão mal explicada, Portugal venha a sofrer em termos reputacionais...e a presidência da UE tão perto...
12 abril 2007
A minha aldeia
Tenho o carro entalado por outros três. Vou à mercearia perguntar se sabem quem são os donos das viaturas.
- Olhe, esse aí é da loja das tatuagens, o outro é da sexshop e o outro é da loja dos sprays para grafitti.
Adoro a minha aldeia.
- Olhe, esse aí é da loja das tatuagens, o outro é da sexshop e o outro é da loja dos sprays para grafitti.
Adoro a minha aldeia.
15 segundos de ruidoso silêncio
- ora viva, sônginheiro.
- como vai, sôtor?
- cá se vai andando. e o sônginheiro?
- menos mal, menos mal, sôtor.
- pois é. é a vida, sônginheiro.
- é verdade, sôtor.
- tá frescote, sônginheiro.
- é... este tempo anda estranho, sôtor.
- pois é, pois é...
- é a vida...
- como vai, sôtor?
- cá se vai andando. e o sônginheiro?
- menos mal, menos mal, sôtor.
- pois é. é a vida, sônginheiro.
- é verdade, sôtor.
- tá frescote, sônginheiro.
- é... este tempo anda estranho, sôtor.
- pois é, pois é...
- é a vida...
11 abril 2007
A nota
À partida, diria que Sócrates passou no exame na primeira chamada. Acontece que, ao ritmo que a polémica anda, nada garante que não seja chamado a nova época. O combate não acabou hoje.
Na espuma dos dias
Cada vez acho mais ridículo este país de doutores e engenheiros.
Estou à espera de uma portaria do Governo que proiba o uso dos títulos em Portugal. Como fez Ludgero Marques - e bem - na AEP.
Estou à espera de uma portaria do Governo que proiba o uso dos títulos em Portugal. Como fez Ludgero Marques - e bem - na AEP.
Os dias que correm
Nunca disse com tanto orgulho que sou licenciado em comunicação social na Católica. Palavra de honra.
Sob pressão
Corre por aí que José Sócrates vai fazer uma remodelação no Governo. A ideia é tirar os ministros... independentes.
09 abril 2007
Fechou
Mariano Gago acabou de decretar o encerramento compulsivo da Independente. Face ao cenário montado, era a única opção nas suas mãos. Mesmo que a universidade cumprisse todos os requisitos, só assim a idoneidade do Estado ficaria imune a críticas. Agora, a bola está nas mãos do primeiro-ministro.
Espermatozóides espanhóis engravidam portuguesas
04 abril 2007
Sorte de Marquês de Pombal

Em política e na política a ocasião faz o estadista. Basta recordar o lado bom do terramoto de 1755 para Marquês de Pombal. Permitiu-lhe recompor o país e a sua capital. Permitiu-lhe brilhar.
Blair surpreendeu quando chegou a Downing Street. O mais jovem primeiro-ministro britânico de sempre deparou-se com a morte da Princesa Diana e com o azedume da família real. Conciliou a coroa com a pátria e apelidou Diana de "Princesa do Povo". Trocou por palavras um sentimento generalizado e obrigou a Rainha a torcer o braço.
Passados dez anos, antes de abandonar o poder, consegue conciliar os ingleses com o lado mais negro da história recente do país: a colagem aos EUA e o ataque concertado contra o eixo-do-mal. Libertados os 15 militares britânicos, hoje Blair fechou uma última página: "The disagreements we have with your government we wish to resolve peacefully through dialogue. I hope - as I've always hoped - that in the future we are able to do so."
As oportunidades são escassas. Blair consumou a sua última em crédito incontestado.
29 março 2007
cds-pp
houve um tempo em que os partidos não andavam partidos. hoje em dia, a consistência entre a verbalização e a substância, entre a forma e o conteúdo, permite-nos piadas cretinas como esta.
nogueira pinto saíu do cds, júdice do psd, louçã desapareceu depois de criar um partido (malditas regras democráticas internas que obrigam a tão pouca iniciativa!)... é impressão minha ou abeiramo-nos de uma nova república, à la française ?
nogueira pinto saíu do cds, júdice do psd, louçã desapareceu depois de criar um partido (malditas regras democráticas internas que obrigam a tão pouca iniciativa!)... é impressão minha ou abeiramo-nos de uma nova república, à la française ?
O que pensa Sócrates sobre as propostas de Seguro?
A dúvida assolou-me depois de ver as propostas de António José Seguro para a reforma do Parlamento. Sérias, assertivas e muito objectivas: mais poder para a oposição, mais fiscalização ao Governo ( os ministros são obrigados a cada dois meses a um frente-a-frente com os deputados) e coloca-se um ponto final no brilharete permanente ( e injusto) dos primeiros-ministros nos debates mensais. O PSD, agora na oposição, não teria feito melhor. E Sócrates que, caso a proposta seja aprovada, contará com regras menos favoráveis, o que pensa da proposta de Seguro?
26 março 2007
The greatest portuguese is a dictator
Dizem-me que a escolha de Salazar é fruto de uma revolta com as promessas não cumpridas do 25 de Abril. Se é assim, devíamos era dar graças a Deus! O que eu acho é que estamos num país de gente mal agradecida. Isso sim.
21 março 2007
Diga 3,3
Este Governo marca na história uma redução do défice como há muito não se via. Mas, sem ilusões, marca para 0,6 pontos percentuais a baixa prevista para o próximo ano. Acho bem. Não só põe as expectativas em baixo, como mostra saber que o mais difícil está por fazer. Até aqui, os impostos ajudaram muito. A partir deste ano, ou vai mesmo à administração pública ou não vai a lado nenhum.
19 março 2007
Pum
Ribeiro e Castro e Paulo Portas assinaram a certidão de óbito de um partido. A bem dizer, ninguém lamentará o facto. Os bons que restam no CDS fazem mais falta no PSD, um partido com ambições de poder, do que naquela espécie de partido político que só existe para embalar crianças.
18 março 2007
E depois?
Escrevi que foi a melhor semana de Mendes desde a tomada de posse de Cavaco. Não retiro uma vírgula, mas acrescento que a instabilidade está a dar à costa da São Caetano à Lapa. Senão vejamos:
1. Santana que andava por aí, na estratosfera da quarta linha da bancada parlamentar, é o rosto mais preocupado com o regresso de Portas. Disse-o agora mesmo na Sic Notícias: se olhar para o lado e não vir ninguém, salta para a frente. Vale o que vale, mas tem a bancada parlamentar do seu lado o que faria de Mendes um Ribeiro e Castro-dois ( com a atenuante de ser deputado), líder com bancada hostil.
2. Terceira via, o que lhe tem dado? Dores de cabeça: Rio disse que Sócrates deve ser eleito em 2009 e Ferreira Leite arrasou o choque fiscal proposto pelo líder do PSD.
3. Barrosistas? Estão na sombra, enquanto o sol não regressa de Bruxelas. Menos mal.
4. E os resultados? Mal. Esses tem sido maus: o Governo continua em alta ( uma alta tão frágil quanto o desejo do primeiro-ministro de descansar quando abandonar o poder porque, segundo disse, só se descansa na oposição). Mendes pensa o contrário: quer o poder para avançar descansado com as ideias que defende para o país.
A semana foi boa, é verdade. Mediática, de marcação da agenda, a obrigar o adversário a retorquir. Mas se for sol de pouca dura terá um efeito boomerang. E aí, como sempre, não há bem que sempre dure nem (novo) mal que nunca acabe...por surgir!!
1. Santana que andava por aí, na estratosfera da quarta linha da bancada parlamentar, é o rosto mais preocupado com o regresso de Portas. Disse-o agora mesmo na Sic Notícias: se olhar para o lado e não vir ninguém, salta para a frente. Vale o que vale, mas tem a bancada parlamentar do seu lado o que faria de Mendes um Ribeiro e Castro-dois ( com a atenuante de ser deputado), líder com bancada hostil.
2. Terceira via, o que lhe tem dado? Dores de cabeça: Rio disse que Sócrates deve ser eleito em 2009 e Ferreira Leite arrasou o choque fiscal proposto pelo líder do PSD.
3. Barrosistas? Estão na sombra, enquanto o sol não regressa de Bruxelas. Menos mal.
4. E os resultados? Mal. Esses tem sido maus: o Governo continua em alta ( uma alta tão frágil quanto o desejo do primeiro-ministro de descansar quando abandonar o poder porque, segundo disse, só se descansa na oposição). Mendes pensa o contrário: quer o poder para avançar descansado com as ideias que defende para o país.
A semana foi boa, é verdade. Mediática, de marcação da agenda, a obrigar o adversário a retorquir. Mas se for sol de pouca dura terá um efeito boomerang. E aí, como sempre, não há bem que sempre dure nem (novo) mal que nunca acabe...por surgir!!
Pela boca morre o...
Fez estrondo o anúncio de José Sócrates, no Parlamento, durante o debate mensal sobre a Segurança Social. O PSD, então no Governo, tinha escondido um estudo que encomendou sobre a sustentabilidade do actual sistema. Pago com o dinheiro dos portugueses, o actual primeiro-ministro denunciava a "vergonha" de um estudo que ficou fechado a sete chaves, apenas, porque não corroborava as pretensões do Executivo PSD-CDS/PP. Como diz a rua, pela boca morre o peixe. Um dia depois do actual Governo dizer que desconhece o estudo da NAV (pago com o dinheiro dos portugueses) que coloca sérias dúvidas sobre o novo aeroporto da OTA, sabe-se que o relatório da Navegação Aérea Portuguesa foi enviado para as calendas...Ou que é, apenas, um dos muitos estudos realizados sobre o investimento que o Estado fará ( 3 mil milhões de euros) para construir um novo aeoroporto. Não há dúvidas: foi a melhor semana de Mendes desde a vitória de Cavaco Silva, em Janeiro de 2006.
17 março 2007
?Ota?
Há muita coisa mal explicada sobre a Ota. Por exemplo, porque raio não estava o relatório da Naer no site dos estudos? Como é que o ministro não o conhecia (!)? Já agora, como é que o PSD já sabia da existência do estudo? Segredos a mais, seriedade a menos. Penso eu de que.
16 março 2007
15 março 2007
Zapatero quer recordar a foto das Lajes
A promessa, parte dois
José Sócrates acusou hoje Marques Mendes de irresponsabilidade, dizendo que não é possível baixar impostos enquanto as contas públicas portuguesas não estiverem saneadas. É bom registar a promessa de seriedade. Não vá o diabo tecê-las e obrigar a uma segunda quebra de palavra lá para 2008 ou 2009. "Read my lips", remember José?
Era difícil pior

Com ferro matas, com ferro morres. Não fosse o tema o terrorismo e encaixava como uma luva na política zapaterista. Venceu as eleições, em 2004, com o populismo na ponta da língua: retirou as tropas espanholas do Iraque e encetou negociações com a ETA. Não só a retirada do Iraque não obteve resultados positivos (ainda esta semana a Al Qaeda ameaçou Zapatero com um atentado caso não retire as tropas do Afeganistão) como a ETA voltou às bombas (em Dezembro). A cereja deste pão-de-ló chama-se De Juana: Um serial killer que assassinou 25 pessoas e, enquanto estava detido, fechou-se numa greve de fome (de livre e espontanea vontade). Pelo meio, este idiota, habituou-nos com pedidos de champanhe porque gosta de "celebrar o sofrimento dos familiares das vítimas" da ETA. O ZP ( sigla criada por uma empresa publicitária de Barcelona em 2001 juntamente com a slogan "socialistas ahora") baixou os "pantalones" e lá colocou o assassino em prisão domiciliária. Há quem diga que a rendição da ETA está para breve (22 de Março). Zapatero ontem veio dizer que o "Caso De Juana no tiene nada que ver con el proceso de paz". Não fosse trágico, seria triste. É preocupante.
A montanha russa inglesa

Custa ver a Terceira Via a rapar o tacho. Para quem acreditou no rasgo, custa. A Blair não bastava o fracasso no Iraque, a disputa acesa pela sucessão, os casos de corrupção em que está envolvido. Ontem, foram os trabalhistas que lhe tiraram o tapete na aquisição de submarinos com misseis. Valeram-lhe os conservadores.
14 março 2007
Lobo Antunes
... ganhou hoje o prémio Camões. Foi a única boa notícia do dia. A propósito dele, lembro-me sempre de títulos que fazem toda uma vida, mais do que um simples estado d'alma. Ficou-me um na memória: Não entres tão depresa nessa noite escura. Pode ser, António?
13 março 2007
Conversa cacofónica
1. O CDS já não se parece com nada. Pensavamos nós que ia partir para uma nova fase quando deparamos com uma conversa parva - não tem outro nome - sobre congresso ou directas. Que se lixem os meninos. Quando quiserem conversar sobre coisas sérias, voltamos a falar.
2. O PSD já não se parece com nada. Pensávamos nós que ia partir para uma nova fase quando deparamos com uma conversa parva - lá está, não tem outro nome - sobre descida ou não dos impostos. Que se lixem também. Quando quiserem conversar a sério sobre estas coisas avisem. Voltamos a falar depois.
2. O PSD já não se parece com nada. Pensávamos nós que ia partir para uma nova fase quando deparamos com uma conversa parva - lá está, não tem outro nome - sobre descida ou não dos impostos. Que se lixem também. Quando quiserem conversar a sério sobre estas coisas avisem. Voltamos a falar depois.
12 março 2007
My compliments
Andei a ler o DN destes últimos dias com atenção redobrada, por mérito exclusivo do próprio jornal. Até esta tarde, pensei que podia ser coincidência. Claro que não é. Andam a trabalhar muito, isso sim. E a sorte, essa, dá muito trabalho. Keep up the good work.
09 março 2007
O primeiro milho
É quase um lugar comum dizer que Cavaco Silva tem sido um colaborador agradável para o Governo. Permito-me discordar. Cavaco, um ano depois, é um Presidente pressionante, embora discreto. Sem ele, o Governo dominaria todo o panorama político de tal maneira que tudo lhe seria permitido. Assim, não é.
Sócrates nunca o admitirá para si próprio, mas é precisamente por isto que Cavaco é o seu maior aliado. É que o obriga a ser sempre melhor. E é essa a maior virtude deste primeiro ano em Belém.
Sócrates nunca o admitirá para si próprio, mas é precisamente por isto que Cavaco é o seu maior aliado. É que o obriga a ser sempre melhor. E é essa a maior virtude deste primeiro ano em Belém.
06 março 2007
dúvida existencial?
a minha contabilista anda de carrinha A4 allroad e eu guio uma simples 307...sou eu que giro mal os meus destinos ou ela que gere bem?
impensável
Nunca pensei ouvir tal coisa mas ontem ouvi! Uma esquerdófila basista disse-me que Sócrates era salazarento...
02 março 2007
01 março 2007
O que é que todo o meu bom povo político quer saber sobre a declaração de Portas?
-Fez ou não fez novo branqueamento dentário?
-Foi ou não foi ao solário ontem ou hoje?
-Fez ou não madeixas propositadamente para a declaração?
-Usa ou não usa fato?
-Corte italiano ou britânico?
-Que corte de colarinho apresentará?
-Usa ou não usa gravata?
-Que tipo de nó vai dar na eventual gravata?
-Usa ou não lenço no bolso do casaco?
-De que côr é esse lenço?
Estas são as questões determinantes. A primeira observação da conjugação dos factores acima enunciados, indicará, imediatamente, qual o posicionamento político que Paulo Portas vai, desta vez, apresentar.
Aceitam-se apostas sobre a referida conjugação.
-Foi ou não foi ao solário ontem ou hoje?
-Fez ou não madeixas propositadamente para a declaração?
-Usa ou não usa fato?
-Corte italiano ou britânico?
-Que corte de colarinho apresentará?
-Usa ou não usa gravata?
-Que tipo de nó vai dar na eventual gravata?
-Usa ou não lenço no bolso do casaco?
-De que côr é esse lenço?
Estas são as questões determinantes. A primeira observação da conjugação dos factores acima enunciados, indicará, imediatamente, qual o posicionamento político que Paulo Portas vai, desta vez, apresentar.
Aceitam-se apostas sobre a referida conjugação.
28 fevereiro 2007
Ora aí está como se tem uma discussão séria sobre lobbying em Portugal
Uma rádio portuguesa juntou Cunha Vaz e Paixão Martins para discutir o lobbying. Não avisou nenhuma das partes que a outra ia. Resultado: palhaçada no éter. A história sai amanhã...lol é só rir.
26 fevereiro 2007
Rosetta faz aproximação a Marte e tira fotos do planeta*
*título da edição de hoje do Público
E eu que pensei que a Arquitecta tinha finalmente deixado a órbita de Alegre e estava a voltar à Terra!
E eu que pensei que a Arquitecta tinha finalmente deixado a órbita de Alegre e estava a voltar à Terra!
22 fevereiro 2007
Estamos a crescer
Pela primeira vez na história da adolescente democracia portuguesa um presidente de um governo regional demitiu-se a meio do mandato com críticas ferozes ao Governo da República. Passaram 3 dias, cerca de 72 horas, e tanto o primeiro-ministro como o Presidente da República nada disseram sobre a interrupção do mandato, tratando-a como um acto normal em democracia. A dúvida impõe-se: como seria com Jorge Sampaio e Santana Lopes? Diferente, certamente, diferente.
20 fevereiro 2007
Alberto João
A grande qualidade de Alberto João Jardim é não se levar demasiado a sério. Nem a ele, nem a nós, nem ao poder. Cortam-lhe dinheiro? Bora lá para eleições! Tá a chover na Madeira? Bora lá chatear os gajos! Bom tipo, este Jardim.
17 fevereiro 2007
Lisbon story
Há muita coisa mal explicada nesta saída de Fontão de Carvalho. Vamos por pontos.
1. Ou Fontão escondeu a informação de que era arguído de Carmona, o que seria muito grave, ou Carmona é cúmplice directo do mesmo crime político. No primeiro caso, Fontão tinha de ser sumariamente despedido; no segundo, tinham de ser despedidos os dois.
2. Fontão disse que ficava e que Carmona concordava; na manhã seguinte, Carmona dizia que a direcção do PSD tinha sido consultada e que aceitava a decisão; na tarde seguinte, o PSD volta atrás e retira a confiança a Fontão. Tudo isto tem muita lógica, sim senhor. O que falta é explicar tudo.
3. No meio de toda esta embrulhada, já agora, porque é que o PS não provoca a queda de Carmona? Será por défice... de cavalheiros?
1. Ou Fontão escondeu a informação de que era arguído de Carmona, o que seria muito grave, ou Carmona é cúmplice directo do mesmo crime político. No primeiro caso, Fontão tinha de ser sumariamente despedido; no segundo, tinham de ser despedidos os dois.
2. Fontão disse que ficava e que Carmona concordava; na manhã seguinte, Carmona dizia que a direcção do PSD tinha sido consultada e que aceitava a decisão; na tarde seguinte, o PSD volta atrás e retira a confiança a Fontão. Tudo isto tem muita lógica, sim senhor. O que falta é explicar tudo.
3. No meio de toda esta embrulhada, já agora, porque é que o PS não provoca a queda de Carmona? Será por défice... de cavalheiros?
16 fevereiro 2007
O refugado que reina Lisboa

O espaço de manobra de Carmona Rodrigues varia entre o escasso e o inexistente. Apenas 16 meses depois de ter sido eleito, não só não afasta sucessivas suspeitas quanto ao trabalho da sua equipa como tarda em provar que tem um plano, um projecto para a maior cidade do país. A Carmona já não basta esclarecer as suspeitas que ontem surgiram contra o seu vice, acusado de peculato.
15 fevereiro 2007
Bipolar?
Em Belém, Cavaco deixa alertas sobre a regulamentação do aborto. Nos corredores do poder, há quem pense que temos um Presidente bipolar. Será?
(cenas dos próximos capítulos nos próximos dias)
(cenas dos próximos capítulos nos próximos dias)
14 fevereiro 2007
Do caraças
é este "home video" que o Pedro Adão e Silva nos arranjou. Qual Marcelo, qual Gato Fedorento, o You Tube foi feito para isto. Saiam lá daqui e vão lá ver.
11 fevereiro 2007
Vencido
Cá por mim, dou como perdedor do fim-de-semana o Fernando Santos. O homem perde na Póvoa e no referendo. Há coisas que não mudam.
Responsabilidade
A vitória do "Sim" coloca enormes responsabilidades nos ombros de José Sócrates. Para uma lei justa não basta o voto do povo. É preciso que o Estado não se demita de fazer uma regulamentação rigorosa e em condições. Como é raro que aconteça, é sempre bom avisar.
P.S. Votei "sim", mas não sem dúvidas - como, aliás, em 1998. As palavras que me marcam são de Maria de Belém Roseira: "Vocês conhecem-me e sabem que sou responsável". Sim, dra. Acredito que sim.
P.S. Votei "sim", mas não sem dúvidas - como, aliás, em 1998. As palavras que me marcam são de Maria de Belém Roseira: "Vocês conhecem-me e sabem que sou responsável". Sim, dra. Acredito que sim.
08 fevereiro 2007
Pela Vida II
É claro que eu tinha que responder-te, ó Mira.
É claro que eu também sou pela vida.
É claro que os apoiantes do ‘não’ estão a enviesar a questão ao dizer que o Estado não fomenta políticas de apoio ao nascimento. Estão a ser hipócritas ao apelar a um voto no ‘não’ moderado, em que depois se muda a lei na Assembleia para não penalizar as mulheres, quando é exactamente isso que está em causa neste referendo – nesta pergunta – e nada mais.
É claro que não passa de pura demagogia introduzir na campanha a imagem de bebés, como se fosse tudo a mesma coisa.
É claro que as mulheres tanto deviam poder fazer a dita interrupção como receber – as que precisam – apoio do Estado. Mas é claro que nesta questão não estamos a falar apenas de mulheres desfavorecidas. Estamos a falar da penalização pelo sistema jurídico de mulheres que abortam. E dentro das mulheres que abortam, há muitas que o fazem num qualquer vão de escada, porque não têm dinheiro para ir à Clínica dos Arcos em Espanha, ou para ir a Londres, aproveitando para fazer umas compras em Oxford Street.
É claro que há meios contraceptivos que o Estado deve promover, mas é claro que também há preservativos que rompem.
É claro que é sempre preferível que uma gravidez tenha seguimento. Consegues imaginar a violência que é para uma mulher fazer um aborto? Só a própria palavra assusta, não? É claro que o aborto não vai tornar-se nunca num método contraceptivo, como muito boas bocas andam para aí a dizer.
É claro que isto é tudo uma grande tanga. A lei já devia ter sido alterada na Assembleia, porque é também para isso que o povo vota em deputados: para legislar. E é claro que esta minha posição contra o referendo também é discutível. Como tudo.
É claro que ter um filho é a melhor coisa do mundo. Mas nem sempre o mundo nos diz que a melhor coisa é ter um filho.
É claro que eu também sou pela vida.
É claro que os apoiantes do ‘não’ estão a enviesar a questão ao dizer que o Estado não fomenta políticas de apoio ao nascimento. Estão a ser hipócritas ao apelar a um voto no ‘não’ moderado, em que depois se muda a lei na Assembleia para não penalizar as mulheres, quando é exactamente isso que está em causa neste referendo – nesta pergunta – e nada mais.
É claro que não passa de pura demagogia introduzir na campanha a imagem de bebés, como se fosse tudo a mesma coisa.
É claro que as mulheres tanto deviam poder fazer a dita interrupção como receber – as que precisam – apoio do Estado. Mas é claro que nesta questão não estamos a falar apenas de mulheres desfavorecidas. Estamos a falar da penalização pelo sistema jurídico de mulheres que abortam. E dentro das mulheres que abortam, há muitas que o fazem num qualquer vão de escada, porque não têm dinheiro para ir à Clínica dos Arcos em Espanha, ou para ir a Londres, aproveitando para fazer umas compras em Oxford Street.
É claro que há meios contraceptivos que o Estado deve promover, mas é claro que também há preservativos que rompem.
É claro que é sempre preferível que uma gravidez tenha seguimento. Consegues imaginar a violência que é para uma mulher fazer um aborto? Só a própria palavra assusta, não? É claro que o aborto não vai tornar-se nunca num método contraceptivo, como muito boas bocas andam para aí a dizer.
É claro que isto é tudo uma grande tanga. A lei já devia ter sido alterada na Assembleia, porque é também para isso que o povo vota em deputados: para legislar. E é claro que esta minha posição contra o referendo também é discutível. Como tudo.
É claro que ter um filho é a melhor coisa do mundo. Mas nem sempre o mundo nos diz que a melhor coisa é ter um filho.
07 fevereiro 2007
Pela Vida
Esta pequena incursão tinha um objectivo: pedir que em consciência todas as pessoas votem no próximo Domingo.
Mas há um problema!
É que o debate e as soluções subjacentes ao presente referendo não permitem que qualquer pessoa decida em consciência.
Mas porquê ó Mira? (já ouço a Bárbara a gritar!!)
Porque apenas dão como alternativa legislativa uma das hipóteses....a mulher abortar, e dão os meios para que essa solução possa ser considerada (SNS ao serviço dessa opção).
Ora nessas circunstâncias o debate interno (a cada um) fica enviesado porque legislativamente não há uma situação isenta e independente... o Estado apoia uma hipótese, não apoia outras, e por essa razão o Estado e suas instituições não cumprem os seus papéis institucionais.
As pessoas poderiam decidir em consciência se a legislação providenciasse igual tratamento às várias formas de solucionar "esse problema" que é uma gravidez. As mulheres que, por diversas razões, colocam a hipótese de não prosseguir a gravidez deveriam ter instrumentos legais para decidir exclusivamente em consciência sobre a continuação da vida que está a desenvolver-se:
Mas como o Estado Português não tem esta posição, vão acontecer sempre desculpas sócio-económicas e políticas para apoiar a interrupção dos processos de desenvolvimento de vidas humanas.
Enquanto o Estado Português não apresentar este quadro legislativo que promova a decisão em consciência, eu não posso votar sim
De facto esta deveria ser uma consciência, mas não deixam que ela seja.
Mas há um problema!
É que o debate e as soluções subjacentes ao presente referendo não permitem que qualquer pessoa decida em consciência.
Mas porquê ó Mira? (já ouço a Bárbara a gritar!!)
Porque apenas dão como alternativa legislativa uma das hipóteses....a mulher abortar, e dão os meios para que essa solução possa ser considerada (SNS ao serviço dessa opção).
Ora nessas circunstâncias o debate interno (a cada um) fica enviesado porque legislativamente não há uma situação isenta e independente... o Estado apoia uma hipótese, não apoia outras, e por essa razão o Estado e suas instituições não cumprem os seus papéis institucionais.
As pessoas poderiam decidir em consciência se a legislação providenciasse igual tratamento às várias formas de solucionar "esse problema" que é uma gravidez. As mulheres que, por diversas razões, colocam a hipótese de não prosseguir a gravidez deveriam ter instrumentos legais para decidir exclusivamente em consciência sobre a continuação da vida que está a desenvolver-se:
- por um lado deveriam poder fazer a dita interrupção
- por outro deveriam poder optar pela vida e receber idêntico apoio financeiro e institucional do Estado (vejam-se os casos Alemão e dos países nórdicos)
Mas como o Estado Português não tem esta posição, vão acontecer sempre desculpas sócio-económicas e políticas para apoiar a interrupção dos processos de desenvolvimento de vidas humanas.
Enquanto o Estado Português não apresentar este quadro legislativo que promova a decisão em consciência, eu não posso votar sim
De facto esta deveria ser uma consciência, mas não deixam que ela seja.
06 fevereiro 2007
Life is what you make of it
Somos muito estranhos.
Acendemos fogueiras onde não queremos pôr carvão e mesmo assim queimamo-nos.
Acendemos fogueiras onde não queremos pôr carvão e mesmo assim queimamo-nos.
Pecados íntimos
Viver ao lado de uma sauna gay tem destas coisas. A minha janela transforma-se numa tela de cinema. Estacionou o Polo preto apressadamente em cima do passeio. É novo, pouco mais de 30 anos. Bom ar, estilo cosmopolita. Fechou o carro com o comando à distância e entrou no seu pecado íntimo. No banco de trás do carro que ainda está lá em baixo estacionado há uma cadeira de bebé.
"You can´t change the past, but the future can be a different story.
You've got to start somewhere".
in Little Children (Pecados Íntimos)
"You can´t change the past, but the future can be a different story.
You've got to start somewhere".
in Little Children (Pecados Íntimos)
29 janeiro 2007
Números
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há
45 milhões de aborto por ano, dos quais
42% (19 milhões) são abortos não seguros (inclui clandestinos), dos quais
13% são causa de morte durante a gravidez.
45 milhões de aborto por ano, dos quais
42% (19 milhões) são abortos não seguros (inclui clandestinos), dos quais
13% são causa de morte durante a gravidez.
'Sim', pela vida
O DN publica o argumentário essencial para o meu voto 'sim'.
Ficam os links.
...Por conhecer tão bem a pobreza, indigna-se quando ouve os movimentos pelo "não" assumirem-se "pela vida". Como se quem aborta fosse "pela morte"...
...A utilização cada vez maior do Cytotec como método abortivo fez com que diminuíssem os abortos de vão de escada. Mas ainda há muitos, nas cidades e nos meios rurais. O medicamento vende-se na farmácia e está indicado para o estômago, mas pode provocar o aborto. As mulheres que querem interromper a gravidez recorrem cada vez mais ao misoprostol (princípio activo do Cytotec) mas não sem correrem riscos...
Ficam os links.
...Por conhecer tão bem a pobreza, indigna-se quando ouve os movimentos pelo "não" assumirem-se "pela vida". Como se quem aborta fosse "pela morte"...
...A utilização cada vez maior do Cytotec como método abortivo fez com que diminuíssem os abortos de vão de escada. Mas ainda há muitos, nas cidades e nos meios rurais. O medicamento vende-se na farmácia e está indicado para o estômago, mas pode provocar o aborto. As mulheres que querem interromper a gravidez recorrem cada vez mais ao misoprostol (princípio activo do Cytotec) mas não sem correrem riscos...
28 janeiro 2007
Só neste país
Este facto é extraordinário: o presidente de um governo regional diz que vai cumprir uma lei e isso... é notícia!!!
Funchal, 27 Jan (Lusa) - O Governo Regional vai cumprir a lei que for adoptada no continente mesmo que o "Não" ao aborto vença na Madeira, disse hoje Alberto João Jardim, numa acção de campanha, no Funchal, contra a Interrupção Voluntária da Gravidez.
Funchal, 27 Jan (Lusa) - O Governo Regional vai cumprir a lei que for adoptada no continente mesmo que o "Não" ao aborto vença na Madeira, disse hoje Alberto João Jardim, numa acção de campanha, no Funchal, contra a Interrupção Voluntária da Gravidez.
26 janeiro 2007
Vens comigo?
A Susana Moreira Marques tem hoje no Mil Folhas um texto bonito sobre Brick Lane (não é possível linkar).
Acabei quase de chegar de lá e já tenho vontade de voltar para lá. Caril em Bangla Town, lassi a acalmar a guerra com o picante, posters em Whitechapel, fechada para remodelação, what a pitty, e Shoreditch, onde eu tenho a certeza que te vou encontrar um dia, Louie.
Saímos por Middlesex, parámos na feira, vocês levaram as t-shirts todas que só custavam cinco pounds, isto é dado, e dançámos a tarde inteira do primeiro dia do ano no Big Chill, "the best bar in London", Dray Walk, 91 Brick Lane. Tenho saudades.

foto: Filipe Gil
Cada macaco no seu galho
Cavaco foi à Índia e patrocinou a assinatura de um acordo de extradição.
Putin foi à Índia e assinou um acordo para a construção de quatro reactores nucleares.
Putin foi à Índia e assinou um acordo para a construção de quatro reactores nucleares.
25 janeiro 2007
Há câmara na corrupção
Acho delicioso. Quando há coisas destas, acontecem notícias destas:
O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, vai ser, muito em breve, constituído arguido no âmbito do processo Bragaparques, garantiu hoje à Lusa fonte policial. (Lusa)
A concelhia de Braga do Bloco de Esquerda anunciou hoje que está a preparar um requerimento para pedir ao Procurador Geral da República que investigue os negócios entre a autarquia local e a Bragaparques. (Lusa)
Será mais uma vez o poder político a usar o judicial?
Não há aí maneira de citar a Constituiçãozinha, faxabor, j'ágora?
O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, vai ser, muito em breve, constituído arguido no âmbito do processo Bragaparques, garantiu hoje à Lusa fonte policial. (Lusa)
A concelhia de Braga do Bloco de Esquerda anunciou hoje que está a preparar um requerimento para pedir ao Procurador Geral da República que investigue os negócios entre a autarquia local e a Bragaparques. (Lusa)
Será mais uma vez o poder político a usar o judicial?
Não há aí maneira de citar a Constituiçãozinha, faxabor, j'ágora?
Defender o quê?
Acabei de perceber que a Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, na sua Subcomissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas conta com o grupo de trabalho “Defender o Montado, Valorizar a Fileira da Cortiça”.
Que bom.
Que bom.
24 janeiro 2007
Babel
Deixei de ligar às estrelinhas dadas aos filmes pelos críticos de cinema. Olho por curiosidade, mas não me guio por aí.Babel é um filme extraordinário. T em um argumento interessante, está bem filmado, conta com boas interpretações e é inteligente ao ponto de nos fazer esquecer que estamos a ver um filme, para passarmos a viver o drama.
Babel é bom para quem gosta de viajar e desfrutar dos pontos de vista que nos distinguem das outras culturas. É um filme sobre a intolerância, o instinto de sobrevivência e o abuso da autoridade, também. E acaba por ser um elogio ao mundo.
Que sei eu se não sair daqui?
23 janeiro 2007
If I had a photograph of you
A esta hora, custa acreditar que estou aqui quando só estou dentro dos meus sonhos. A esta hora, abraço-te sem te poder tocar, sem saber onde estás, sem ter maneira de te chegar, sem memória da tua imagem. Paro o mundo e procuro-te nos rostos da multidão. Just wishing.
Derreto-me na fúria de não te poder beijar.
Derreto-me na fúria de não te poder beijar.
Colectânea de disparates
Acho que vou começar a fazer uma colectânea de disparates. Aqui vai o primeiro:
O cardeal-patriarca de Lisboa considerou hoje que abortar é uma atitude egoísta de quem não quer enfrentar as dificuldades de criar um filho e que uma lei que facilite o aborto é "uma tentação acrescida" para a mulher.
Lusa
O cardeal-patriarca de Lisboa considerou hoje que abortar é uma atitude egoísta de quem não quer enfrentar as dificuldades de criar um filho e que uma lei que facilite o aborto é "uma tentação acrescida" para a mulher.
Lusa
22 janeiro 2007
De lamber os beiços
No regresso da viagem à Índia, o Presidente confirmou, himself, aquilo que já desconfiávamos. Ao explicar que o seu estômago não tolerava os picantes daquelas zonas, chamou-se a si próprio um Presidente 'non-spicy'. Gosto deste sentido de humor.
É verdade que a Índia nos dá mesmo a volta à cabeça...
I am a soul, a microstar of conscient energy, the ruler of all my sense organs. I detach myself from my throne between the brows to travel to my soft golden red light incorporeal home. I visualise in front of me, a microstar just like me, the World Almighty Authority. I am being charged by the rays of all powers from this Supreme Source. I know there is nothing impossible in life and I realise within that I am stronger than any habit. I believe in myself and my ability to quit any addiction right here, right now. Waves from the Ocean of Purity break on the shore of my mind and revitalise, rejuvenate and cleanse me. Now, I dislike impure addictive substances. Even if I have to bear some discomfort, I will completely conquer these habits and regain the purity of the soul. This union gives me a unique sense of fulfilment. Now there is no need to depend on any external substance for pleasure.
A "missa" presidencial
A sondagem de hoje do Correio da Manhã diz coisas interessantes: Teixeira dos Santos é o ministro mais popular (sim, em tempos de reformas e perdas de privilégios o senhor ministro mantém a popularidade em alta, ao contrário, por exemplo, do seu colega dos Negócios Estrangeiros). A Aximage conta ainda que 67,2 % dos entrevistados que se dizem socialistas avaliam de forma posivita o desempenho de Cavaco Silva. Aliás, são os socialistas os que mais aprovam Cavaco. Ainda assim, 60,5 % dos eleitores do Bloco de Esquerda (sim, o número é o correcto!) consideram que Cavaco tem sido um Bom Presidente, o mesmo acontece com 40 % de comunistas. O mandato vai no adro, mas a "missa" presidencial já surte efeito...
21 janeiro 2007
Ano um
A efeméride deve ser assinalada: há um ano foi eleito o primeiro Presidente de direita. Entre os socialistas, garante-se que Cavaco inaugurou a primeira fase de real colaboração entre São Bento e Belém. Pergunto-me se, feitas as contas, os socialistas terão algo a apontar a Jorge Sampaio...
16 janeiro 2007
O maná
Como qualquer primeiro-ministro que se preze, José Sócrates disse hoje que os próximos fundos comunitários serão aplicados com rigor e onde mais falta fazem. Como qualquer líder partidário que se preze, o mesmo Sócrates disse que no passado nada disso foi feito. Só me pergunto o que pensará do assunto o seu antecessor, Cavaco Silva, ou até o outro, António Guterres. Aliás, só é pena que, desta vez, tenhamos mesmo que acreditar: é que o maná não volta depois de 2013.
Apanhados da televisão portuguesa - 7/8 (RTP)
| Conjunto de apanhados em entrevistas da televisão portuguesa (estes são da RTP). | |
"Sarkozy escreveu carta a Sócrates para o sensibilizar para protestos contra encerramento de consulados"
Confundir uma candidatura presidencial com a função de ministro de um Estado democrático faz a diferença. Sarkozy derrapou. Escreveu a Sócrates para o sensibilizar para os protestos contra o alegado encerramento de consulados. No fundo, quer apenas "piscar" o olho ao eleitorado luso-francês. Já que se preocupa tanto com uma alegada decisão de Lisboa deveria conhecer a máxima portuguesa: "o povo não é estúpido".
15 janeiro 2007
A vida no JN
... é dura, mas animada. Bem sei que não tem dado tempo para dar sinais de vida, mas tudo se encaminha. Até já.
09 janeiro 2007
O monstro

Fala pouco, trabalha muito (aparenta resultados, dirão os mais cépticos). É elogiado à esquerda e à direita. No poder e pela oposição. Consensual. Mas o que faz Paulo Macedo nos impostos? Tem tudo para ser político, dos bem sucedidos, coisa rara na classe contemporânea. PS e PSD que se cuidem: se o homem aposta na conquista do eleitorado, "Contra os fugitivos do fisco", não sei não...Bem, talvez aí, só aí, concluam: criámos um monstro!
03 janeiro 2007
Isto agora é a doer
Back from London, só hoje estive a ler nos jornais ecos da mensagem de Ano Novo do Presidente da República.
President´s new year resolution: "Em 2007, não podemos falhar as metas que queremos atingir".
Cavaco já deu a entender que o estilo vai mudar ligeiramente. Mais exigente, pedindo mais contas e responsabilidade a Sócrates. É bom que a propaganda do primeiro-ministro comece a mostrar resultados práticos, senão vai haver puxões de orelhas na praça pública.
President´s new year resolution: "Em 2007, não podemos falhar as metas que queremos atingir".
Cavaco já deu a entender que o estilo vai mudar ligeiramente. Mais exigente, pedindo mais contas e responsabilidade a Sócrates. É bom que a propaganda do primeiro-ministro comece a mostrar resultados práticos, senão vai haver puxões de orelhas na praça pública.
Ano novo, vida nova
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