28 setembro 2007
27 setembro 2007
A lição que veio de onde menos se esperava
Também vi em directo Santana Lopes a sair do estúdio da SIC-Notícias. E, sim, também eu me rendi à decisão do ex-primeiro-ministro. Por mim, o santanismo nasceu ontem.
Companhia de Jesus
o P2 [Público] recordou, honra lhe seja feita. celebra-se mais um aniversário da Companhia de Jesus, fundada por Stº Inácio de Loyola e por mais alguns companheiros (um português: Simão Rodrigues de Azevedo). todos os que passaram por alguma das obras da Companhia reconhece a sua importância e o valor que teve nas suas vidas. eu reconheço. foram 8 anos de C. S. João de Brito. saudosos, que me marcaram para sempre e onde fiz as mais bonitas amizades que ainda hoje perduram. continuo por lá: associado à AAA e ao JRS: tentando fazer algum bem, por quem precisa mais do que eu.
taça da liga
está demonstrado que é uma competição sem ponta por onde se lhe pegue. já estou a imaginar os responsáveis da Carlsberg a pedir a Thor ajuda e paz para ultrapassarem as dificuldades causadas pela suas más decisões...é razão para dizer que a Carlsberg Cup é provavelmente a pior competição futebolística portuguesas.
sobriedade institucional????
em menos de 48 horas, o presidente da CMVM disse que a crise financeira poderia chegar a Portugal, que um banco teve que pedir um empréstimo de urgência para fazer face aos compromissos de um fundo de investimento com excesso de resgate e cantou no bar do teatro maria matos. a forma descomplexada como carlos tavares pululou pelas afirmações e acções, demonstra 2 coisas: que o rapaz é capaz de não ser a melhor pessoa para transmitir a credibilidade, seriedade e confiança necessárias ao funcionamento dos mercados; que se os mercados de capitais resistirem hoje às alarvices do presidente da CMVM, então é porque aguentam tudo.
Em tudo de mal...há algo de engraçado
Santana Lopes está a ser entrevistado na edição das dez da Sic Notícias. Fala com sentimento, profundidade sobre a tristeza que o actual momento do PSD lhe causa. A única decisão sensata que Manuela Ferreira Leite pode tomar, diz, é adiar as eleições porque o partido bateu no fundo com a troca de acusações entre Mendes e Menezes. Eis senão quando, a entrevista é interrompida para acompanhar, em directo, a chegada de Mourinho ao Aeroporto da Portela. Não se ouve nada,a câmara ora foca o chão, ora Mourinho, ora os jornalistas, ora os seguranças do ex do Chelsea. O técnico entra no seu jipe de matrícula amarela rodeado por seguranças depois de furar a onda de jornalistas e lá vai...presume-se que para casa, em "Setúbal". Depois do jornalista no local do grande evento encerrar a reportagem (cheia de lugares comuns, sem nada de novo), lá regressa ao estúdio a emissão e a Ana Lourenço faz uma passagem de temas "regressando à entrevista com o Dr. Pedro Santana Lopes". Primeiro sinal: ele está com cara de poucos amigos. Segundo sinal, a sua primeira frase: "Acha que havia necessidade?". E vai por aí fora, a questionar as escolhas editoriais da Sic, reclamando que "está tudo doido", porque ainda por cima foi à Sic com "sacrifício pessoal"...Diz que não continua a entrevista, porque foi interrompido para se ver a "não" (jornalísticamente falando) chegada de Mourinho a Lisboa. Agradece amavelmente mas amua...e a coisa fica por aí.
Seria uma cena-tipo de Santana, não fosse a justificação para a interrupção da entrevista. A chegada de Mourinho à Portela? Bem, espera-se que no dia 12 de Outubro o senhor não saia de casa...(Dava algum jeito discutir o Orçamento de Estado. Estão a ver?). A não ser que Mourinho seja mesmo laranja. Se for o caso, como há um não-congresso do PSD nesse fim-de-semana, talvez o melhor seja convocar a jornalada toda para um estágio de dois dias...bem longe de Torres Vedras.
Seria uma cena-tipo de Santana, não fosse a justificação para a interrupção da entrevista. A chegada de Mourinho à Portela? Bem, espera-se que no dia 12 de Outubro o senhor não saia de casa...(Dava algum jeito discutir o Orçamento de Estado. Estão a ver?). A não ser que Mourinho seja mesmo laranja. Se for o caso, como há um não-congresso do PSD nesse fim-de-semana, talvez o melhor seja convocar a jornalada toda para um estágio de dois dias...bem longe de Torres Vedras.
26 setembro 2007
coincidências
recordaram-me ao almoço que as duas mais recentes crises do mundo português, têm a mão da mesma família: Paula Teixeira da Cruz e Paulo Teixeira Pinto...enfim feitios.
Time Out

Por falar em direita, parece-me que dava por melhor empregue o tempo a ler a nova revista do João Cepeda e João Miguel Tavares, acabadinha de sair para as bancas. É que, para além de bem precisar de um tempo de descanso, parece-me que a direita precisa também de ler textos bem escritos - para evitar, de futuro, as tristes coisas que vamos ouvindo por aí. Fica o conselho, e um enorme abraço de boa sorte à revista.
P.S. Garanto que é surpreendente.
Torta
Ia escrever sobre a direita portuguesa, mas à medida que o filme dos últimos meses me vai passando na cabeça volto ao silêncio. Depois do CDS e do PSD, há momentos em que dou por mim a pensar nas opções que a minha natureza tomou por mim. De direita, do Sporting e jornalista. Valha-me Deus.
BPSCDP ou o Karma discreto das pseudo-elites portuguesas
o Jardim Gonçalves, ai perdão, o Menezes, anda desavindo com o Teixeira Pinto, perdão, com o Marques Mendes, por causa dos militantes, ai, dos accionistas...
25 setembro 2007
PSD IV

O PS estava na oposição e a disputa pela liderança foi acesa. Sócrates, o "animal feroz", partiu com vantagem. Manuel Alegre, "que não é um animal feroz" mas é "bom atirador", surpreendeu mas nunca teve qualquer hipótese de lá chegar. João Soares muito menos. Apesar de animado o debate nunca chegou ao nível do "pequeno tirano", de "baixa estatura política" que faz lembrar tempos salazaristas. É mau demais para ser verdade. O CDS dos apertos e insultos não faria melhor. Fica um registo de frontalidade: com este nível não lhes comprava um carro em segunda mão. Atéka inspecção (n)os separe...
PSD II

São esforçados, quiçá até sinceros, têm o mérito de ser tão transparentes quanto as suas alminhas mas alguém reconhece nestes porta-vozes cariz de estandarte de Governo?
Bem, acho mesmo que se esta coisa das quotas se resolver deviam abandonar as autarquias de Ílhavo e Tavira e entrar para a Rua Sésamo. As crianças ficavam bem mais divertidas e o país menos deprimido.
24 setembro 2007
Cheers mate!
DON'T BLAME IT ON THE FLOOR
olga cadaval
jorge palma foi igual a si próprio no olga cadaval. bebedeira de caixão à cova, mas mais contundente do que muitos sóbrios que por aí andam... vejam se não é verdade
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
Tão aplicáveis estas rimas!!!
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
Tão aplicáveis estas rimas!!!
21 setembro 2007
Um bom exemplo de mau serviço público
Quarta-feira 19 de Setembro: por voltas das 22h sabe-se que Mourinho prepara-se para sair do Chelsea.
Quinta-feira 20 de Setembro: Alguns jornais retratam a saída. Mourinho reúne-se com o Chelsea e sela a rescisão.
Sexta-feira 21 de Setembro, 20h:
Aí entra a minha indignação. O telejornal arranca com a notícia previsível - a saída de Mourinho do Chelsea. Têm uma entrevista exclusiva e, por isso, é a primeira notícia a aparecer no spot de lançamento do noticiário, seguida pelo anuncio do novo director-geral do fisco. A RTP apresenta a entrevista de Mourinho "Como a única que deu em português", o que representa só por si o furo jornalístico do ano...
O senhor treinador diz o que se esperava: clubes portugueses para já não e selecção só se precisarem dele ( "o que agora não se coloca"). Pelo meio o desabafo de um pai desempregado, com pena que os filhos troquem de escola. Ou seja, um português que vive em Londres, decide mudar de trabalho, quer continuar lá fora, admira o seu país e foi bem sucedido no seu último trabalho. Vá, mais uma coisa excepcional, é treinador de futebol. Um dos melhores na sua profissão. Mas 15 minutos de telejornal, com directos, vox pop´s com tugas no café, opiniões de todos os treinadores do mundo (portugueses incluídos)...há limites. E aí entra o bom serviço público. Recebe dinheiro de todos nós para nos informar. Não para nos inundar...com um despedimento milionário de um português.
Quinta-feira 20 de Setembro: Alguns jornais retratam a saída. Mourinho reúne-se com o Chelsea e sela a rescisão.
Sexta-feira 21 de Setembro, 20h:
Aí entra a minha indignação. O telejornal arranca com a notícia previsível - a saída de Mourinho do Chelsea. Têm uma entrevista exclusiva e, por isso, é a primeira notícia a aparecer no spot de lançamento do noticiário, seguida pelo anuncio do novo director-geral do fisco. A RTP apresenta a entrevista de Mourinho "Como a única que deu em português", o que representa só por si o furo jornalístico do ano...
O senhor treinador diz o que se esperava: clubes portugueses para já não e selecção só se precisarem dele ( "o que agora não se coloca"). Pelo meio o desabafo de um pai desempregado, com pena que os filhos troquem de escola. Ou seja, um português que vive em Londres, decide mudar de trabalho, quer continuar lá fora, admira o seu país e foi bem sucedido no seu último trabalho. Vá, mais uma coisa excepcional, é treinador de futebol. Um dos melhores na sua profissão. Mas 15 minutos de telejornal, com directos, vox pop´s com tugas no café, opiniões de todos os treinadores do mundo (portugueses incluídos)...há limites. E aí entra o bom serviço público. Recebe dinheiro de todos nós para nos informar. Não para nos inundar...com um despedimento milionário de um português.
Sentimentalices matutinas
vou sair da ajuda. vou ter saudades de um espaço. ali vivi o dia mais feliz da minha vida (13.o4). foi a casa a que os meus filhos chamaram "do pai". era a minha casa. a cair. com remendos. com improvisos. com pedaços de memória misturados com móveis de ocasião. entre cristos de parede e jogos de PS2.mas era a minha casa. mais uma mudança. a terceira em pouco tempo. agora, volto às origens. ao pé do king. já posso ir ao cinema a pé. vou cruzar-me com o passado e com o futuro e com os comboios que arrancam do areeiro. vou ficar no centro e onde todos vão jantar. mas aquela era a minha casa. e para trás vão ficar o xô lima e o xô matias que me tratavam das dependências de café e nicotina pela manhã. e nesta casa, que vai ser mais uma "entrecasas", vou ter mais memórias para lembrar mais tarde. vou ter fogão! e finalmente vou poder provar que sei mesmo fazer o folhado de queijo de cabra com mel e nozes e que o bom caril, para além de leite de coco, também leva açucar e canela. av.roma. para trás fica a ajuda ,provavelmente o bairro com melhor gente de lisboa.
20 setembro 2007
O plano
José Sócrates tinha um plano: passava por lançar um plano, elogiar o plano e não sair do plano um milímetro. Amanhã, claro, leva o plano ao debate mensal na assembleia. Diz que era tecnológico. Acho que é mais patológico.
Gentlemanship
Há poucas palavras para descrever um clube cujos apoiantes aplaudem um golo do adversário, porque esse adversário pede perdão pelo dito. Em Alvalade é assim. E a única palavra possível só dá para traduzir numa expressão: clube de cavalheiros. Podemos não ter nascido para ganhar, para ser o maior do mundo. Mas orgulhamo-nos do que somos e do que fazemos - mesmo quando fazer o melhor do mundo se vira contra nós.
18 setembro 2007
the EU-US Summit
17 setembro 2007
o que eu gostei ontem no aniversário do Sol...
foi ouvir o "I will survive" da Gloria Gaynor a seguir ao discurso do arquitecto.
13 setembro 2007
Após a conferência de imprensa de há pouco...
...não vale a pena porem um açaime quando sairem à rua com o vosso scolarizinho....o "rafeiro" até nisto já se aportuguesou.
Auto-flagelação
Estamos cada mais iguais a nós próprios: será que já ninguém se lembra que fomos escandalosamente roubados no jogo de ontem? Ou será que o Scolari também é culpado disso? Se isto fosse em Espanha, já havia uma comissão anti-Sérvia, que apoiasse a independência do Kosovo. Eu lá estaria.
Medidas de prevenção
Quando passear na rua com o seu scolarizinho, não se esqueça de lhe colocar o açaime regulamentar
Sonae Sierra no seu melhor
De facto quando Belmiro de Azevedo decide fazer qualquer coisa faz em grande.
A história que os jornais Portugueses não contaram sobre a inauguração do novo centro comercial em Berlim, é que a inauguração acabou com a intervenção da Polizei alemã, com feridos, sangue, ambulâncias; tudo devido à falta de planeamento de segurança.
Era bom que os jornalistas (compreendo que os jornalistas do Público, por uma questão de seguidismo canino não o façam...estais desculpados!) que a custas da Sonae Sierra viajaram a Berlim antes da inauguração contassem agora este belíssimo follow up, onde Portugal e os seus empresários (parolos...sim senhor Belmiro, o senhor é parolo! é parolo, pindérico, pelintra e básico!!), mostraram mais uma vez que lhes falta mundo e classe (coisas que pelos vistos Marco de Canavezes repetidas vezes demonstrou não conseguir dar aos seus naturais!)
A história que os jornais Portugueses não contaram sobre a inauguração do novo centro comercial em Berlim, é que a inauguração acabou com a intervenção da Polizei alemã, com feridos, sangue, ambulâncias; tudo devido à falta de planeamento de segurança.
Era bom que os jornalistas (compreendo que os jornalistas do Público, por uma questão de seguidismo canino não o façam...estais desculpados!) que a custas da Sonae Sierra viajaram a Berlim antes da inauguração contassem agora este belíssimo follow up, onde Portugal e os seus empresários (parolos...sim senhor Belmiro, o senhor é parolo! é parolo, pindérico, pelintra e básico!!), mostraram mais uma vez que lhes falta mundo e classe (coisas que pelos vistos Marco de Canavezes repetidas vezes demonstrou não conseguir dar aos seus naturais!)
Primário
O futebol é primário. Primário quando um bonito golo nos atira para a estratosfera. Primário quando um país se deprime e exprime consoante o embate da bola na rede. Primário quando um brasileiro quase esmurra um sérvio que tentou meter-se com um cigano. Será primário pensar? "Eles são dos Balcãs que se entendam..."
12 setembro 2007
Um bocadinho dos Lobos
Acabo de ler o António - que prazer é ter o meu amigo de volta à assiduidade - elogiar os Lobos, extraordinários homens que, confesso, também só agora conheci. Tarde é melhor que nunca, pelo menos quando vemos um homem a chorar quando canta o hino, porque vai representar as quinas num jogo.
Eu, admirador do rugby desde os tempos em que descobri o jogo num computador, gostava muito de já os ter visto antes. E gostava também que os senhores que hoje nos vão representar, num desporto menos real do que o rugby (onde é mais habitual o elogio à fantasia do que á luta) tivessem um bocadinho de lobos. Só um bocadinho já era bom.
Eu, admirador do rugby desde os tempos em que descobri o jogo num computador, gostava muito de já os ter visto antes. E gostava também que os senhores que hoje nos vão representar, num desporto menos real do que o rugby (onde é mais habitual o elogio à fantasia do que á luta) tivessem um bocadinho de lobos. Só um bocadinho já era bom.
Os Nossos Lobos

Os Lobos vão perder no próximo dia 15 contra os All Blacks. Mas não é disso que trata esta posta.
De repente, o mundo Português, descobriu o rugby. Descobriu a nossa selecção nacional. Descobriu que os nossos jogadores são patriotas, corajosos, bravos, tecnicamente correctos, funcionam em equipa, batem-se com todas as forças que têm. Agigantam-se e nunca viram a cara. São de uma educação extraordinária. Sentem-se orgulhosos dos desafios que têm pela frente, dão tudo o que têm em cada jogada que fazem.
Aquilo que me incomoda são os técnicos de pacotilha e de bancada que comentam aquilo que é uma nobre jornada nacional, como se estivessem a comer tremoço e a beber uma 'jeca.
Aquilo que me incomoda é que as pessoas se admirem que uma equipa nacional seja assim: elegante, educada, combativa, patriótica, quase heróica, sem se amedrontar com adamastores.
Aquilo que me admira é que "cada um de nós nas suas tarefas diárias não seja assim", e se arraste pelas vidas pessoal e profissional com espírito de funcionário público à espera de picar o ponto.
Joguei rugby durante 10 anos da minha vida. Ganhei valores. Ganhei amigos. Reforcei o meu caminho moral. Aprendi muito. Venham os All Blacks e os Wallabies deste mundo...posso saber antecipadamente que será difícil ganhar mas nunca viro a cara à luta...sempre com respeito, sempre com valores, sempre com princípios, sempre com vontade de me superar. A Vida não é superar os outros...é superarmo-nos a nós próprios.
Dito isto, eu quero lá saber se vamos perder por 100 ou 120 com a NZ. O que eu quero é que eles honrem Portugal e o desporto que praticam.
Sem medo..."só se pára lá dentro, malta!"
De repente, o mundo Português, descobriu o rugby. Descobriu a nossa selecção nacional. Descobriu que os nossos jogadores são patriotas, corajosos, bravos, tecnicamente correctos, funcionam em equipa, batem-se com todas as forças que têm. Agigantam-se e nunca viram a cara. São de uma educação extraordinária. Sentem-se orgulhosos dos desafios que têm pela frente, dão tudo o que têm em cada jogada que fazem.
Aquilo que me incomoda são os técnicos de pacotilha e de bancada que comentam aquilo que é uma nobre jornada nacional, como se estivessem a comer tremoço e a beber uma 'jeca.
Aquilo que me incomoda é que as pessoas se admirem que uma equipa nacional seja assim: elegante, educada, combativa, patriótica, quase heróica, sem se amedrontar com adamastores.
Aquilo que me admira é que "cada um de nós nas suas tarefas diárias não seja assim", e se arraste pelas vidas pessoal e profissional com espírito de funcionário público à espera de picar o ponto.
Joguei rugby durante 10 anos da minha vida. Ganhei valores. Ganhei amigos. Reforcei o meu caminho moral. Aprendi muito. Venham os All Blacks e os Wallabies deste mundo...posso saber antecipadamente que será difícil ganhar mas nunca viro a cara à luta...sempre com respeito, sempre com valores, sempre com princípios, sempre com vontade de me superar. A Vida não é superar os outros...é superarmo-nos a nós próprios.
Dito isto, eu quero lá saber se vamos perder por 100 ou 120 com a NZ. O que eu quero é que eles honrem Portugal e o desporto que praticam.
Sem medo..."só se pára lá dentro, malta!"

11 setembro 2007
Alguém viu??
Joaquim Almunia, comissário europeu, diz que o pico da retoma já passou. Nem a sombra lhe vi, meu Deus!
O sonho
Acabei a noite de ontem a ver um filme notável que passou por cá quase sem se dar por ele. Bobby, um dos Kennedy mais extraordinários da história, não é um filme neutro, mostra-nos um homem com um sonho. Depois de acabar a fita, voltei à leitura de um livro também notável - "Revolutionaries" - sobre outros tantos homens que tiveram um sonho. Só nestas amostras dá para perceber a angústia reinante por cá: podemos até ter um primeiro-ministro certinho, que pensa antes de falar. Não temos é ninguém que nos dê o mais importante para andarmos de cabeça levantada: um sonho. É só isso que precisamos.
10 setembro 2007
Polícia Judiciária
Em tudo de mal há algo de bom ( mesmo que em proporção distinta). A Polícia Judiciária, no meio do lodo em torno do caso MacCann, prepara-se para sair pela porta grande.
Este psicodrama
dos McCann anda a deixar uma marca de angústia entre os portugueses. Sente-se no ar o peso e parece que o país não está autorizado a viver fora dele. Alguém nos liberta disto, por favor?
09 setembro 2007
Weeeeeird... a TSF passa Kate Nash!!!
Kate Nash, Foundations
so thrilling, so british
You said I must eat so many lemons
'cause i am so bitter.
I said
"I'd rather be with your friends mate 'cause they are much fitter."
Air Iberia
Depois de duas semanas em Espanha e de um (difícil) regresso ao trabalho em Portugal, tenho que sublinhar que a democracia é bem mais real do outro lado da fronteira. Basta ver o nível de informação disponível - e, por acréscimo, de transparência - nos jornais espanhóis para o perceber. Enquanto por cá para se ter uma informação é preciso papel selado dirigido ao senhor ministro, por lá é automático: há informação em órgãos próprios e autónomos e permanentemente actualizada. É um mundo, numa fronteira curta.
08 setembro 2007
aparentemente há outra selecção portuguesa que joga no sábado...
Domingo às 17H00 somos todos "Lobos"

Rui Cordeiro (AAC); Juan Muré, Ruben Spachuk, João Uva, Diogo Mateus e David Mateus (CF Belenenses); André Lourenço (Stade Montois); Duarte Figueiredo, Tiago Girão, Pedro Cabral e Gonçalo Foro (CDUL); João Correia, Diogo Coutinho, Vasco Uva, José Pinto, Frederico Sousa, Miguel Morais, Pedro Carvalho, António Aguilar e Pedro Leal (GD Direito); Joaquim Ferreira, Marcelo Dias e Gonçalo Malheiro (CDUP); Gonçalo Uva (Montpellier); David Penalva (Blagnac); Juan Somoza, Luís Pissarra e Duarte Pinto (AEIS Agronomia); Paulo Murinello (GDS Cascais); Diogo Gama (SL Benfica).
Obviamente vou estar na Pateira a torcer por nós
07 setembro 2007
01 setembro 2007
No BCP como na vida
Os conflitos que envolvem dinheiro são sempre feios. Feios quando, em família, se disputam heranças. Feios quando, no trabalho, se questionam responsabilidades. Feio quando, entre amigos, alguém não paga a conta.
No BCP foi igual. Foi feio quando, em família, se disputou a herança sem o cadáver do patriarca, Jardim Gonçalves. Feio quando, no trabalho, se questionou quem pagava a conta dos falhanços. Por fim, duplamente feio quando, entre amigos, não foi cumprido o prometido - o grupo dos sete acabou numa farsa de "Paulo e os três".
Veremos se o futuro reescreve o desencanto do passado recente. Veremos...
No BCP foi igual. Foi feio quando, em família, se disputou a herança sem o cadáver do patriarca, Jardim Gonçalves. Feio quando, no trabalho, se questionou quem pagava a conta dos falhanços. Por fim, duplamente feio quando, entre amigos, não foi cumprido o prometido - o grupo dos sete acabou numa farsa de "Paulo e os três".
Veremos se o futuro reescreve o desencanto do passado recente. Veremos...
13 agosto 2007
porque o tempo não cura o que é essencial
espero-te à saída do labirinto. quando explorares todos os becos. sem saída. quando descobrires que todos os caminhos vão lá dar. vou lá estar. quando explorares todos os traços do retrato do príncipe que te deram em criança. e reparares que não falta nenhuma pincelada. vou lá estar. sentado no murete junto à sebe. onde o vento não sopra forte. onde o sol não rasga a pele. onde se fica porque se está. sem medo do tempo. sem contar o peso da idade. sem saudade. vou lá estar. quando tu saíres do percurso. quando não apresentares mais recurso, à sentença do coração. quando perceberes que não há mais desculpas para não repetires a canção. não apenas em certos dias mas até o fim das vidas. vou lá estar. tal como estava quando entraste. pronto a apertar-te contra mim. num abraço aberto. pronto para conter uma vez mais a vontade de dizer que estava certo.
08 agosto 2007
Proposta
Por que é que os jornais não vão também de férias, quando não há notícias, fontes para as confirmar ou leitores para os ler? Que fiquem os desportivos, que chegam bem para a época.
07 agosto 2007
Direito de resposta ao dr. Jardim
Alberto João Jardim voltou ao disparate. Diz que o JN mente quando noticia que não quer aplicar a lei das carreiras na Administração Pública, tal como proposta pelo Governo de Sócrates.
Jardim mente. Como, aliás, é confirmado pelo director regional de Finanças da Madeira que, no mesmo take da lusa, confirma linha por linha que o Governo reclama a existência de carreiras próprias na região, que - garante - terão que ser asseguradas. Ou seja, a lei, na Madeira, será outra, não aquela.
Já agora, Jardim esqueceu-se do que escreveu ao Parlamento nacional, no parecer sobre a dita lei. Quem o ler, terá seguramente novas surpresas sobre as "mentiras" do rectângulo.
Dito isto, é claro que a Madeira tem todo o direito de não aplicar a lei sem alterações - sem aquelas alterações que o JN hoje noticia, e que fazem parte das competências próprias das regiões. O que não tem direito é de mentir chamando ao outro mentiroso.
Jardim chama ao JN um jornal "situacionista". Que o seja - vindo de quem vem, é um elogio. Eu podia bem devolver a simpatia. Acho é que a imprensa, pelo menos essa, deve ter a seriedade institucional que alguns políticos acham dispensável. Perdem eles, ganhamos nós.
Jardim mente. Como, aliás, é confirmado pelo director regional de Finanças da Madeira que, no mesmo take da lusa, confirma linha por linha que o Governo reclama a existência de carreiras próprias na região, que - garante - terão que ser asseguradas. Ou seja, a lei, na Madeira, será outra, não aquela.
Já agora, Jardim esqueceu-se do que escreveu ao Parlamento nacional, no parecer sobre a dita lei. Quem o ler, terá seguramente novas surpresas sobre as "mentiras" do rectângulo.
Dito isto, é claro que a Madeira tem todo o direito de não aplicar a lei sem alterações - sem aquelas alterações que o JN hoje noticia, e que fazem parte das competências próprias das regiões. O que não tem direito é de mentir chamando ao outro mentiroso.
Jardim chama ao JN um jornal "situacionista". Que o seja - vindo de quem vem, é um elogio. Eu podia bem devolver a simpatia. Acho é que a imprensa, pelo menos essa, deve ter a seriedade institucional que alguns políticos acham dispensável. Perdem eles, ganhamos nós.
04 agosto 2007
As voltas que a vida dá
As lutas de classe têm os seus problemas. Não é que, depois de anos de luta contra o cavaquismo, agora se vêem os jornalistas a aplaudir o veto de Cavaco ao estatuto dos jornalistas?
02 agosto 2007
Sobre Mendes
O Paulo Gorjão resolveu identificar os momentos populistas de Luís Filipe Menezes, tarefa que o preencherá pelo mês de Agosto. Mas, caro Paulo, será que igual lista não poderia ser feita sobre Marques Mendes?
Bem sei - e serei dos poucos a reconhecê-lo - que Mendes conseguiu algumas vitórias importantes na oposição. Não, não estou a falar das autárquicas e presidenciais (dessas já todos falaram). Mas da reversão do Governo na Ota, que Mendes foi o primeiro a polemizar, ou das críticas à claustrofobia democrática da maioria socialista, que agora até Manuel Alegre levanta.
O problema com MM é que, para ele, tudo é táctica. No pensamento mendista, por outro lado, não há país. Rectifico: há país, sempre que o país se levanta em manifestações contra o Governo.
Pois é, caro Paulo, sugiro-lhe que faça um levantamento do populismo mendista. Começe nos apoios às manifestações sindicais, passe pelo processo da licenciatura de Sócrates, continue na descida de impostos e acabe no silêncio aterrador sobre o santanismo (a que foi obrigado, aliás, para conquistar o congresso que o elegeu líder - apesar de tudo o que tinha dito antes). Para acabar, pode ver o que tem sido discutido nas sessões sobre o programa do PSD. Cozinhe tudo, deite uma pitada de sal e verá que bem que sabe o socratismo.
P.S. Já agora, não sou PS, não sou PSD (embora seja claramente de direita, como todos sabem), não votaria em Mendes nem em Menezes. Acho tudo muuuito fraquinho para ser verdade.
Bem sei - e serei dos poucos a reconhecê-lo - que Mendes conseguiu algumas vitórias importantes na oposição. Não, não estou a falar das autárquicas e presidenciais (dessas já todos falaram). Mas da reversão do Governo na Ota, que Mendes foi o primeiro a polemizar, ou das críticas à claustrofobia democrática da maioria socialista, que agora até Manuel Alegre levanta.
O problema com MM é que, para ele, tudo é táctica. No pensamento mendista, por outro lado, não há país. Rectifico: há país, sempre que o país se levanta em manifestações contra o Governo.
Pois é, caro Paulo, sugiro-lhe que faça um levantamento do populismo mendista. Começe nos apoios às manifestações sindicais, passe pelo processo da licenciatura de Sócrates, continue na descida de impostos e acabe no silêncio aterrador sobre o santanismo (a que foi obrigado, aliás, para conquistar o congresso que o elegeu líder - apesar de tudo o que tinha dito antes). Para acabar, pode ver o que tem sido discutido nas sessões sobre o programa do PSD. Cozinhe tudo, deite uma pitada de sal e verá que bem que sabe o socratismo.
P.S. Já agora, não sou PS, não sou PSD (embora seja claramente de direita, como todos sabem), não votaria em Mendes nem em Menezes. Acho tudo muuuito fraquinho para ser verdade.
Férias
Sócrates foi de férias e parece que o país parou. Alguém falou em problemas na máquina de comunicação do Governo?
10 semanas não são 10 anos
Há um pequeno pormenor que me chateia nesta guerra com Jardim e o aborto na Madeira: será que ninguém se lembra que a IVG só é livre até às 10 semanas? Alguém acredita que este processo demore tão pouco? E o que é suposto fazerem as mulheres da Madeira no entretanto? Haja paciência para esta terra de ninguém.
Do BCP sairá o futuro ou o passado
Ouço a Helena Garrido dizer, na SIC-Notícias, que a guerra no BCP é mais do que um confronto de personalidades, quem sabe um confronto de gerações. Correcto e afirmativo. De repente, depois do falhanço da OPA sobre o BPI, não falta quem acuse Paulo Teixeira Pinto de ter falhado. A queda dos lucros do BCP, dizem, é a prova de um erro clamoroso. Tretas. No mundo de hoje, nada se constrói sem risco. PTP teve o mérito, quase único, de colocar um gigante numa jogada de casino. Pode ter perdido a jogada, mas a banca -toda ela - ganhou um mundo. Se a guerra no BCP der no regresso ao passado, temo que não sobre pedra sobre pedra da operação, desta nova atitude. Jardim Gonçalves, por outro lado, arrisca-se a ficar para a banca como Mário Soares fica para a política: o homem que soube ganhar o seu lugar na história, mas que não soube sair dela a tempo .
27 julho 2007
Lobbying vai continuar na clandestinidade
Jaime Gama decidiu. As agências de comunicação não podem ir para o Parlamento nem podem ter o mesmo estatuto dos jornalistas na AR. É compreensível a decisão de Gama: afinal de contas isso seria equivalente a tirar o ganha pão a dezenas de deputados que fazem eles próprios a defesa de interesses junto dos seus (e outros grupos parlamentares) e fazem circular pelos seus contactos e clientes a informação sobre projectos e propostas-lei, bem como outras iniciativas do poder legislativo. Numa atitude corporativista, Gama defendeu a sua corporação e prejudicou a sociedade Portuguesa. Isto num momento em que todos os Parlamentos Nacionais, no seguimento de iniciativas da Comissão, introduziram ou estão a introduzir corpos legislativos para regulação da actividade de defesa de interesses, e promoção de maior transparência dos actos da classe política. No nosso país vai continuar a bandalheira e a palhaçada nas instituições...e depois admiram-se que grupos de cidadãos tenham mais peso que os partidos instalados. Viva a parolice política...definitivamente não vale a pena ser sério; o que vale mesmo é pagar uns trocos a uns deputados. Boas férias
26 julho 2007
Para bom entendedor....
Não classifico Manuel Alegre como uma facção de "guerrilha interna". Ontem, Sócrates foi subtil. Ao contrário de Mendes que trata Menezes como um guerrilheiro colombiano, escondido entre eucaliptos de 40 metros de altura, o primeiro-ministro desvaloriza a voz rouca do poeta rezingão. Até nos pormenores a entrevista de ontem na SIC correu bem a Sócrates.
24 julho 2007
23 julho 2007
E a Nova Esperança Socialista é....
José Miguel Júdice
(Estava há mais de uma semana para escrever isto)
(Estava há mais de uma semana para escrever isto)
21 julho 2007
A Madeira
às vezes incomoda. Será possível que nem o Presidente da República possa dizer que a lei quando nasce é para todos?! Sinceramente, sr. Presidente!
17 julho 2007
A seta virou para baixo
1. Já não há paciência para Manuela Ferreira Leite. Mais um tabu, a juntar a uma longa lista de oportunidades perdidas, é a prova de que a democracia portuguesa vale pouco. Procure-se alguém mesmo disponível, por favor.
2. Rui Rio, aliás, segue pelo mesmo caminho. Há pessoas que tanto adiam o seu tempo que acabam por o perder a meio do caminho. Para Rio, 2010 é tarde.
3. Morais Sarmento é outro que tal. O homem não gosta de Mendes, acha que pode ser líder, pelo que não se percebe do que está à espera. Até porque não é só o partido que se farta de taticismos. É o país. Não há paciência.
4. Nestas contas, sobram Mendes, Menezes e Aguiar Branco. Dir-se-à que, à excepção deste último, é mais do mesmo. Pois. Mas pelo menos estes não ficam à espera do tempo que o tempo dirá. É pouco, claro. É por isso que a seta laranjinha virou para baixo.
2. Rui Rio, aliás, segue pelo mesmo caminho. Há pessoas que tanto adiam o seu tempo que acabam por o perder a meio do caminho. Para Rio, 2010 é tarde.
3. Morais Sarmento é outro que tal. O homem não gosta de Mendes, acha que pode ser líder, pelo que não se percebe do que está à espera. Até porque não é só o partido que se farta de taticismos. É o país. Não há paciência.
4. Nestas contas, sobram Mendes, Menezes e Aguiar Branco. Dir-se-à que, à excepção deste último, é mais do mesmo. Pois. Mas pelo menos estes não ficam à espera do tempo que o tempo dirá. É pouco, claro. É por isso que a seta laranjinha virou para baixo.
15 julho 2007
Lisboa
1. Sócrates ganhou outra vez - a segunda em quatro meses. Vencedor a sério, foi só ele. Agora, seguem-se as legislativas. E só vale a maioria absoluta.
2. Costa ganhou mais a prazo do que ganhou hoje. Não chegando a 30%, pouco mais conseguiu que Carrilho, há dois anos. Não fosse Carmona - não fosse a decisão do tribunal de adiar as eleições por uma semana, nem teria o prazer de ver o PSD reduzido a nada. Teve a sorte dos vencedores. Daqui a seis anos tem tudo para ser líder do PS e, claro,primeiro-ministro.
3. Carmona ganhou ao PSD. O que dá uma ideia muito boa do que valem os partidos políticos hoje em dia. Mau sinal.
4. Mendes fez o que tinha que fazer, provocando eleições no seu partido. O discurso seria bom, na derrota, não fosse o elogio a Ferreira Leite. Assim, foi apenas eleitoralista. Ou seja, a rondar o mediocre.
5. Portas fez um discurso impecável. Mas é cedo demais para uma nova demissão. Não há meditação que resista a derrotas sucessivas. O que faz de Marcelo um vencedor: ele sempre disse que era cedo demais para o regresso de Portas à liderança.
2. Costa ganhou mais a prazo do que ganhou hoje. Não chegando a 30%, pouco mais conseguiu que Carrilho, há dois anos. Não fosse Carmona - não fosse a decisão do tribunal de adiar as eleições por uma semana, nem teria o prazer de ver o PSD reduzido a nada. Teve a sorte dos vencedores. Daqui a seis anos tem tudo para ser líder do PS e, claro,primeiro-ministro.
3. Carmona ganhou ao PSD. O que dá uma ideia muito boa do que valem os partidos políticos hoje em dia. Mau sinal.
4. Mendes fez o que tinha que fazer, provocando eleições no seu partido. O discurso seria bom, na derrota, não fosse o elogio a Ferreira Leite. Assim, foi apenas eleitoralista. Ou seja, a rondar o mediocre.
5. Portas fez um discurso impecável. Mas é cedo demais para uma nova demissão. Não há meditação que resista a derrotas sucessivas. O que faz de Marcelo um vencedor: ele sempre disse que era cedo demais para o regresso de Portas à liderança.
13 julho 2007
12 julho 2007
11 julho 2007
09 julho 2007
Debate a 12 na RTP
08 julho 2007
A qualquer sítio que vá, José Sócrates vê-se confrontado com assobios. Ontem foi na Luz, há uma semana no Porto, antes numa visita já-nem-sei-bem-onde. O mesmo Sócrates que, aliás, mantém belos níveis de popularidade em todas as sondagens. Das duas uma: ou quem assobia não é ouvido nas sondagens, ou quem é ouvido também assobia. Dada a bipolaridade do país, tendo a acreditar mais na segunda.
04 julho 2007
Faltou a Igreja
Poucas palavras para o concerto dos Arcade Fire, ontem à noite em Lisboa. Energia, qualidade, sorriso, profissionalismo. Só faltou mesmo ter sido numa Igreja. Só aí chegaria a perfeito. Esteve perto.
03 julho 2007
2500 euros
02 julho 2007
28 junho 2007
Filhos e a cidade
Uma amiga minha foi ter um filho e deixou o messenger ligado. É literalmente verdade.
26 junho 2007
24 junho 2007
Pequeno passo II
Quanto aos referendos e à alegada democracia europeia, mantenho-me firme: não percebo como é que a Europa não é uma democracia se ela avança por acordo de Governos democraticamente eleitos por todos. Menos percebo que não seja democrática, quando forem os respectivos parlamentos a votar os seus tratados. Ou os parlamentos não são democraticamente eleitos?
Pequeno passo
O futuro Tratado de Lisboa não será mais do que um pequeno passo para a Europa, é certo. Mas pelo que se começa a ler (p.e., no Público de hoje - uma vez mais o melhor jornal português no que respeita a matérias europeias), é um pequeno passo de gigante. Assim avance a Europa, que bem precisamos dela.
23 junho 2007
Saudades de Blair
Mesmo tendo lido há uns dias um ensaio de Rui Ramos a arrasar Blair, não posso deixar de pensar que a Europa ainda vai ter muitas saudades do líder britânico mais europeísta. Garanto que vai.
22 junho 2007
Orwell returns
Não foi há mais de três semanas que ouvi alguém garantir que a "nova esquerda" já não tem Orwell como referência e que o Big Brother só assusta - lá está - a "velha esquerda", aquela que parece ter ficado nos anos 80. Agora, daí a cruzar dados sobre as escolas onde andam os filhos dos funcionários públicos, parece-me esticadote, não excelência? E depois venha dizer que o Pacheco, o Vasco e o Barreto são loucos. A sorte é que não consta que qualquer um deles tenha filhos em idade escolar...
20 junho 2007
Don´t crush, don´t crash
Eu que sou agnóstica e que, no geral, não simpatizo muito com a Igreja, adorei os 10 mandamentos para o volante (e não estou a ser irónica). Só não acho piada à parte em que se diz que o carro não deve ser ocasião de pecado... Não???!!! Ooohhhhh
Decálogo dos condutores
Decálogo dos condutoresI.Não matarás
II. A estrada seja para ti um instrumento de comunhão, não de danos mortais
III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão
IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade, especialmente se for vítima de um acidente
V. O automóvel não seja para ti expressão de poder, de domínio e ocasião de pecado
VI. Convence os jovens e os menos jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer
VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes
VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão
IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca
X. Sente-te responsável pelos outros
19 junho 2007
Reforma do Parlamento
Jaime Gama foi às jornadas parlamentares do PS dar aquele ar de miúdo birrento que faz questão de espetar o dedo no chantilly do bolo de anos do aniversariante.
Constatação burguesa
Não há nada pior do que chegar a casa depois de ter estado fora em trabalho e constatar que a mulher a dias faltou.
Lininho
Com mais um recuo e contra-recuo, dou por mim a pensar que Mário Lino é o Santana Lopes dos governos modernos. Quando há falta de notícias, lá está ele para ajudar a vender papel.
18 junho 2007
Coincidências
Retiro tudo o que disse: O Berardo é um senhor
Foi numa simples entrevista, hoje, ao Diário Económico, que Joe Berardo me convenceu que o meu dinheiro de contribuinte pode ser muito bem aplicado na OPA ao Benfica. Aqui fica a prova.
"A equipa é fraca? - pergunta-lhe a jornalista do DE
Não é fraca. É um lar de terceira idade. O Rui Costa diz que gosta muito do Benfica. Então porque é que não jogou lá quando tinha 25 anos? Então, 'fuck him'".
"A equipa é fraca? - pergunta-lhe a jornalista do DE
Não é fraca. É um lar de terceira idade. O Rui Costa diz que gosta muito do Benfica. Então porque é que não jogou lá quando tinha 25 anos? Então, 'fuck him'".
16 junho 2007
Prémio "Partido (que continua a ser o) mais divertido"
Podem acusar o PP de Paulo Portas do que quiserem, mas não o acusem de falta de imaginação para inventar nomes para doadores financeiros. Jacinto Leite Capelo Rego (ler com sotaque brasileiro) é extraordinário. Só é pena que os democratas-cristãos não ponham estes nomes tão originais aos filhos...
15 junho 2007
O senhor Berardo
... acabou de lançar uma OPA parcial às acções do Benfica. Era bom, a propósito desse senhor, que o primeiro-miknistro aprendesse a lição: andar a pagar as colecções dos outros para eles irem comprar acções do Benfica é pedir demais. A menos que o senhor Berardo prometa manter o engenheiro Santos à frente do plantel por muitos e bons anos - pelo menos tantos como a colecção vai ser suportada pelo Estado.
13 junho 2007
A história da humanidade numa foto*
*roubada a Té la mà Maria, que passou por aqui, e dedicada ao David e ao Francisco, a propósito da conversa ao jantar, que não teve nada a ver com a história da humanidade, mas com outros temas mais prosaicos.(desculpem a private)
11 junho 2007
"E o deserto virou oásis"
Mário Lino fez o que devia. O recuo que cabia ao Governo está feito. Agora que decidam os técnicos. Mas a manobra de inversão acaba por ser perfeita. Reaberta a decisão, acaba aqui a pressão política. Lembram-se do pacto da Justiça? Até lá, o sector era o principal alvo das críticas no Governo; depois da conciliação, é como se a Justiça no país fosse a melhor do mundo. Sócrates que não se preocupe: com dois ou três recuos simbólicos, mostra-se um democrata perfeito e segue a caminho da reeleição.
10 junho 2007
Guerra fria
A questão da Ota está a levantar uma verdadeira guerra fria entre Belém e São Bento. Hoje, no 10 de Junho, cada palavra do Presidente era medida ao milímetro, para ver sinais de um regresso à causa. No final, o alívio do Governo mostrava-se nos rostos presentes na cerimónia. O Executivo tinha ganho 24 horas de tempo. Até amanhã, há espaço para respirar. A pergunta de quem olha de fora é a mesma há dois meses: quem dispara o primeiro míssil?
Regresso ao Castelo
A única desilusão da noite de sexta-feira, no Castelo de São Jorge, ficou à porta. Ao tocar do gongo para o começo das Noites do Fado, que arrancavam com Pedro Moutinho e Teresa Salgueiro, eram dezenas os que, por minutos, não conseguiam um dos poucos bilhetes que restavam para a iniciativa. Os portugueses remeteram-se às encostas, para uma última sangria, mas os turistas nem tanto_ muitos deles ficaram à porta, sobretudo para ouvir um bocadinho daquela música que os manuais turísticos tanto referem.
A festa acabou por ser em grande. O Castelo, melhor dizendo, a sua entrada, transformou-se num palco com muitas cadeiras preenchidas de entusiasmo para aplaudir a cor (um belo cenário, com as ruínas e as arvores bem enquadradas) e as vozes de quem cantava o fado. A iniciativa é nova naquele cenário e só destoou com o vento.
Pedro Moutinho, um veterano do fado, abriu o concerto com o que se esperava: a guitarra cantou e o fadista acompanhou a preceito.
No entretanto, chegou Teresa Salgueiro, sem os Madredeus e com a voz de sempre. Começou no registo da noite, mas surpreendeu com o seu novo projecto, os “Lusitânia Ensemble”. E que tal uma pequena orquestra, cheia de violinos, a cantar... um fado?
A belíssima “Mariquinhas”, transformada na composição e igual a sempre na voz de Teresa Salgueiro, abriu um espaço diferente, mais aberto ao mundo. Passou por África, com uma música dos Duo Ouro Negro, voltou a Portugal tocando Alfredo Marceneiro e cantando Amália, voltou à caravelas de antes, quando passou pelo México de Alfredo Gimenez _ uma pérola na noite, que deixou estarrecido o público.
A Festa do Fado, que se repetirá nos próximos fins-de-semana, fechou bem, no Brasil de Vinícius e Jobim. Mas sobretudo por trazer de volta Teresa Salgueiro e por mostrar aos turistas e portugueses que a primeira exportadora da nova música portuguesa está tão viva como o Castelo que a acolheu.
A festa acabou por ser em grande. O Castelo, melhor dizendo, a sua entrada, transformou-se num palco com muitas cadeiras preenchidas de entusiasmo para aplaudir a cor (um belo cenário, com as ruínas e as arvores bem enquadradas) e as vozes de quem cantava o fado. A iniciativa é nova naquele cenário e só destoou com o vento.
Pedro Moutinho, um veterano do fado, abriu o concerto com o que se esperava: a guitarra cantou e o fadista acompanhou a preceito.
No entretanto, chegou Teresa Salgueiro, sem os Madredeus e com a voz de sempre. Começou no registo da noite, mas surpreendeu com o seu novo projecto, os “Lusitânia Ensemble”. E que tal uma pequena orquestra, cheia de violinos, a cantar... um fado?
A belíssima “Mariquinhas”, transformada na composição e igual a sempre na voz de Teresa Salgueiro, abriu um espaço diferente, mais aberto ao mundo. Passou por África, com uma música dos Duo Ouro Negro, voltou a Portugal tocando Alfredo Marceneiro e cantando Amália, voltou à caravelas de antes, quando passou pelo México de Alfredo Gimenez _ uma pérola na noite, que deixou estarrecido o público.
A Festa do Fado, que se repetirá nos próximos fins-de-semana, fechou bem, no Brasil de Vinícius e Jobim. Mas sobretudo por trazer de volta Teresa Salgueiro e por mostrar aos turistas e portugueses que a primeira exportadora da nova música portuguesa está tão viva como o Castelo que a acolheu.
06 junho 2007
Ainda não percebi se quem governa o país é o Governo ou a Providência Cautelar...
O Tribunal do Funchal vai obrigar o Ministério das Finanças a devolver 25 milhões de euros congelados à Madeira, na sequência de uma providência cautelar apresentada pelo governo madeirense. A tutela está já a ponderar a hipótese de recorrer da decisão.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja decidiu, esta terça-feira, suspender o encerramento das urgências no centro de saúde de Vendas Novas, pondo em causa uma decisão do Governo. O Ministério da Saúde está já a analisar a decisão judicial.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja decidiu, esta terça-feira, suspender o encerramento das urgências no centro de saúde de Vendas Novas, pondo em causa uma decisão do Governo. O Ministério da Saúde está já a analisar a decisão judicial.
05 junho 2007
Sai um plano tecnológico para o PS!
Foi detectada uma rede wireless não encriptada na sede do PS. É o partido do famoso plano tecnológico, não é?
04 junho 2007
A feira do livro e os super-saldos da Dom Quixote
Num país livre, V. S. Naipul, Dom Quixote, 5€
O mestre de Petersburgo, J.M. Coetzee, Dom Quixote, 3€
O insaciável homem-aranha, Pedro Juan Gutiérrez, Dom Quixote, 3€
Sete mares e sete rios, Monica Ali, Dom Quixote, 3€
Fronteiras perdidas, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote, 3€
Dores, Maria Velho da Costa, Dom Quixote, 3€
e também...
A espuma dos dias, Boris Vian, Relógio d'Água, 6€
O mestre de Petersburgo, J.M. Coetzee, Dom Quixote, 3€
O insaciável homem-aranha, Pedro Juan Gutiérrez, Dom Quixote, 3€
Sete mares e sete rios, Monica Ali, Dom Quixote, 3€
Fronteiras perdidas, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote, 3€
Dores, Maria Velho da Costa, Dom Quixote, 3€
e também...
A espuma dos dias, Boris Vian, Relógio d'Água, 6€
Na feira do livro
"Os labirintos não se perdem, nós é que nos perdemos nos labirintos"
Rapaz de nome desconhecido, à volta dos 6 anos
Rapaz de nome desconhecido, à volta dos 6 anos
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