30 novembro 2007
Greve geral
O que posso dizer é que aqui em casa o único sinal de greve foi a Maria Clara ter dormido pouco. Mais nadinha.
Sobre a sra dona Mesquita...
tenho que concordar com o JPH. Parece-me mesmo que a própria sra dona Mesquita fez tudo o que estava ao seu alcance por ser comparada aos incomparáveis. Valeu de pouco.
Imagens dos novos dias
Dizem que o mundo muda quando nasce o primeiro filho. Muda mesmo. Não é tanto pelas lágrimas do momento (muitas), ou pela certeza de que estamos perante uma imagem que vamos reviver toda uma vida. É claro que tudo muda, é claro que as prioridades se invertem - isso também conta. Mas não é bem isso, não é apenas isso que contribui para o lugar comum mais doce e mais verdadeiro que o Homem alguma vez inventou. O que mais contribui para essa tomada de consciência são as imagens que nos ficam e - isto é essencial - as surpresas que o nosso próprio pensamento nos traz.
O maravilhoso mundo novo passa pelo choque da primeira imagem, aquela de que não sabemos o que esperar mas que chega muito mais bela do que alguma vez nos contaram, que nos atrevemos a desejar;
Passa, uns dias depois, por olhar para as lágrimas doces que caem pela cara da mãe, enquanto diz - devagar, sem soluçar - "ela sorriu";
Passa por ir num carro, a caminho do registo que a tornará uma menina deste mundo, e pensar que nunca mais num dia estarei a pensar "o que é que eu vou inventar para fazer hoje". E, logo depois, perguntar-me como é que viver com essa liberdade alguma vez pode ter sido bom;
Passa pela certeza, ganha de um minuto para o outro, que dar "graças a Deus" é uma afirmação cheia de sentido - e sentida, quando o choro passa;
Passa por pensar pela primeira vez que "nascemos para isto", sem corar de vergonha;
Passa por perceber, depois de nove meses e de mais uns dias, que há mesmo alguma coisa lá em cima que zela por nós, que nos fez assim, e que fez bem em fazê-lo;
Passa por sentir uma responsabilidade especial (em caixa alta, RESPONSABILIDADE), e perceber o quanto ela nos pesa enquanto o choro não passa (e prever dias piores que aquele pela frente, durante muitos e muitos anos);
Passa, ainda, pelo prazer de olhar para trás e ver que, afinal, muito da nossa infância faz mais sentido do que alguma vez imaginámos, que muito do que deram, do que nos fizeram viver, faz parte de um quadro bom, que queremos tirar rapidamente do sótão lá de casa.
Este novo mundo é, dito isto, olhar para trás e para a frente e ver que o sítio onde estamos é melhor do que pensámos, mas que está longe de ser perfeito o suficiente para a merecer. O que só nos dá uma razão muito mais forte do que alguma vez tivémos para fazer tudo melhor, tudo muito melhor.
A Maria Clara deu-me isto e só começou agora. Palavra de honra.
O maravilhoso mundo novo passa pelo choque da primeira imagem, aquela de que não sabemos o que esperar mas que chega muito mais bela do que alguma vez nos contaram, que nos atrevemos a desejar;
Passa, uns dias depois, por olhar para as lágrimas doces que caem pela cara da mãe, enquanto diz - devagar, sem soluçar - "ela sorriu";
Passa por ir num carro, a caminho do registo que a tornará uma menina deste mundo, e pensar que nunca mais num dia estarei a pensar "o que é que eu vou inventar para fazer hoje". E, logo depois, perguntar-me como é que viver com essa liberdade alguma vez pode ter sido bom;
Passa pela certeza, ganha de um minuto para o outro, que dar "graças a Deus" é uma afirmação cheia de sentido - e sentida, quando o choro passa;
Passa por pensar pela primeira vez que "nascemos para isto", sem corar de vergonha;
Passa por perceber, depois de nove meses e de mais uns dias, que há mesmo alguma coisa lá em cima que zela por nós, que nos fez assim, e que fez bem em fazê-lo;
Passa por sentir uma responsabilidade especial (em caixa alta, RESPONSABILIDADE), e perceber o quanto ela nos pesa enquanto o choro não passa (e prever dias piores que aquele pela frente, durante muitos e muitos anos);
Passa, ainda, pelo prazer de olhar para trás e ver que, afinal, muito da nossa infância faz mais sentido do que alguma vez imaginámos, que muito do que deram, do que nos fizeram viver, faz parte de um quadro bom, que queremos tirar rapidamente do sótão lá de casa.
Este novo mundo é, dito isto, olhar para trás e para a frente e ver que o sítio onde estamos é melhor do que pensámos, mas que está longe de ser perfeito o suficiente para a merecer. O que só nos dá uma razão muito mais forte do que alguma vez tivémos para fazer tudo melhor, tudo muito melhor.
A Maria Clara deu-me isto e só começou agora. Palavra de honra.
29 novembro 2007
A reforma
A primeira consequência da incompetência govenativa no diploma de carreiras da administraçõ pública já aí está: com o envio da lei para o TC, Cavaco decreta mais uma pausa na reforma em curso. Esta reforma da administração pública já parece os títulos do meu Sporting: é sempre pró ano. Nunca este. E que bem que vinham os dois.
28 novembro 2007
Lições
Soares Franco atira agora contra Carlos Queirós. Prefiro um Queirós a 10 presidentes como este. Cá por mim, passemos ao próximo.
O trio odemira
O meu Sporting foi ontem o que tem sido sempre: pobre e honrado. Um clube que joga bonito, que dá tudo e que perde na última. Ficou a Uefa, o que é melhor do que eu próprio esperava. E a tristeza de sempre, de amar um clube que nunca sai por cima, mas que deixa sempre uma pontinha de orgulho.
Dito isto, se pensei que fosse sina de sportinguista, percebo agora que não tanto. O Benfica lutou contra o Milão. O empate é bonito para um clube português, mas só na aparência. O Benfica, com o grupo que integra, tinha que fazer mais. Agora tera que lutar contra o Shaktar e os 10 graus negativos para continuar em jogo. Quanto ao Porto, foi pior que o Sporting. Pode ficar na Liga dos Grandes. Mas mostra que a era Mourinho foi só uma. E acabou.
Dito isto, era bom que pensássemos um bocadinho sobre isto: por que raio os portugueses só são mesmo bons lá?
Dito isto, se pensei que fosse sina de sportinguista, percebo agora que não tanto. O Benfica lutou contra o Milão. O empate é bonito para um clube português, mas só na aparência. O Benfica, com o grupo que integra, tinha que fazer mais. Agora tera que lutar contra o Shaktar e os 10 graus negativos para continuar em jogo. Quanto ao Porto, foi pior que o Sporting. Pode ficar na Liga dos Grandes. Mas mostra que a era Mourinho foi só uma. E acabou.
Dito isto, era bom que pensássemos um bocadinho sobre isto: por que raio os portugueses só são mesmo bons lá?
Cavaco em 87 ou Costa em 2007?
"Decidi que o Executivo procuraria manter uma linha de rumo, tomar as decisões que considerava necessárias e não se preocuparia excessivamente com o seu carácter minoritário".
"Governar é decidir e decidir é escolher e, consequentemente, desagradar alguns grupos".
"Decidi centrar as minhas intervenções basicamente nas ideias da estabilidade governativa".
"Governar é decidir e decidir é escolher e, consequentemente, desagradar alguns grupos".
"Decidi centrar as minhas intervenções basicamente nas ideias da estabilidade governativa".
O Nobel esquecido
Vejo na SIC um Saramago magoado com o Governo, que manifestamente desprezou a abertura de uma exposição sobre a sua obra, agora inaugurada no país vizinho. Lembra-me as críticas do povo (e dos jornalistas) à selecção portuguesa, no minuto após a qualificação para o europeu de futebol. Parece que o desprezamos o sucesso. Podia ser falta de hábito, mas não é. É inveja. Não faz mal: depois faz-se uma estátua, não é?
Independência ou "muerte"
Parece que, em reacção às ameaças do PGR, o Governo incluiu no Orçamento de Estado uma norma que "CLARIFICA" uma outra norma de um projecto de lei ainda não promulgado. A ideia é garantir a juizes e magistrados que não serão incluídos no regime de vínculos da administração pública. Agora pergunto eu: o Orçamento não é só para 2008? E estão à espera que o presidente não diga nada? Dizia a minha mãe, quando me alertava para o lobo mau: "Fia-te na virgem e não corras".
25 novembro 2007
Marcelo comentava ontem que o Governo, no que toca à reforma da Admninistração Pública, fez tudo mal: criou a sensação, logo o pânico, entre os funcionários públicos de que ia cortar até ao osso. Até agora pouco ou nada fez e já tem a rua contra ele.
Discordando do professor (basta ver as sondagens, andar na rua e oscultar os barómetros-do-costume-do-taxista-ao-homem-dos-jornais) lembrei-me de uma aula fantástica que tive com o Dr. Jorge Coelho sobre "Comunicação e Marketing Político". Assumindo que a ideia não era dele (retirou-a de um jornal inglês) deu-nos as sete leis de Blair, o mago do Governo da comunicação. Em todas elas encontramos exemplos no actual Governo, senão vejamos:
1. Perante uma dificuldade anunciar medida de grande impacto
(Com as idas ao Parlamento o primeiro-ministro não está sempre perante um grande aperto. mas no frente-a-frente com quatro líderes da oposição Sócrates leva sempre um anúncio na manga. Com Santana na última ida foi o pacote de saúde)
2. Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais duas ou três vezes
(Não é nunca, mas as medidas do Governo são sempre anunciadas duas, três, dez, 15, 19 e por aí fora vezes. A segurança sectorial dos taxis, às joalharias, passando pelas bombas de gasolina está a ser anunciada desde o Orçamento do Estado. E assim continuna)
3. Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública
(Quem nunca ouviu: o Governo encomendou um estudo que propõe o corte de 1/3 dos gastos no sector y. Conhecido o estudo, eis a reaçcão política: bem esse é o estudo técnico, a decisão final será política. O encerramento de escolas tem sido a excessão).
4. Explicar os temas mais controversos nos jornais amigos
(Não é preciso ser grande dominador das lides mediáticas para ver que, por exemplo, o jornal "Público" nunca teve uma reforma de fundo do Governo explicada em mprimeira mão, por fonte oficial, nas suas páginas. Coincidência?)
5. Perante uma dificuldade incontornável pedir a alguém de segunda linha para desmentir a informação.
O último caso de que me lembro foi o dos juízes. Depois da contestação dos magistrados à sua integração na função pública ter ganho fôlego o ministro foi sempre salvaguardado e foi Conde Rodrigues o secretário de Estado que deu a cara).
6. Em apuros, explicar na televisão o problema e a sua solução.
(O caso da licenciatura do primeiro-ministro foi o exemplo-maior. Em apuros, o primeiro-ministro explicou na TV em directo o problema e a solução: estava a ser alvo de uma calúnia, à qual não podia, nem queria responder nos mesmo termos.
7. Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática.
(Também o caso mais recente: perante os números do desemprego, Sócrates tentou virar o bico ao prego realçando os 106 mil postos de trabalho que já criou desde que chegou a primeiro-ministro. Exagerou no feito para apagar o desfeito - os não sei quantos postos de trabalho perdidos....)
Tem Marcelo razão? Nenhuma. O Governo, no plano da comunicação, está bem e recomenda-se.
Discordando do professor (basta ver as sondagens, andar na rua e oscultar os barómetros-do-costume-do-taxista-ao-homem-dos-jornais) lembrei-me de uma aula fantástica que tive com o Dr. Jorge Coelho sobre "Comunicação e Marketing Político". Assumindo que a ideia não era dele (retirou-a de um jornal inglês) deu-nos as sete leis de Blair, o mago do Governo da comunicação. Em todas elas encontramos exemplos no actual Governo, senão vejamos:
1. Perante uma dificuldade anunciar medida de grande impacto
(Com as idas ao Parlamento o primeiro-ministro não está sempre perante um grande aperto. mas no frente-a-frente com quatro líderes da oposição Sócrates leva sempre um anúncio na manga. Com Santana na última ida foi o pacote de saúde)
2. Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais duas ou três vezes
(Não é nunca, mas as medidas do Governo são sempre anunciadas duas, três, dez, 15, 19 e por aí fora vezes. A segurança sectorial dos taxis, às joalharias, passando pelas bombas de gasolina está a ser anunciada desde o Orçamento do Estado. E assim continuna)
3. Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública
(Quem nunca ouviu: o Governo encomendou um estudo que propõe o corte de 1/3 dos gastos no sector y. Conhecido o estudo, eis a reaçcão política: bem esse é o estudo técnico, a decisão final será política. O encerramento de escolas tem sido a excessão).
4. Explicar os temas mais controversos nos jornais amigos
(Não é preciso ser grande dominador das lides mediáticas para ver que, por exemplo, o jornal "Público" nunca teve uma reforma de fundo do Governo explicada em mprimeira mão, por fonte oficial, nas suas páginas. Coincidência?)
5. Perante uma dificuldade incontornável pedir a alguém de segunda linha para desmentir a informação.
O último caso de que me lembro foi o dos juízes. Depois da contestação dos magistrados à sua integração na função pública ter ganho fôlego o ministro foi sempre salvaguardado e foi Conde Rodrigues o secretário de Estado que deu a cara).
6. Em apuros, explicar na televisão o problema e a sua solução.
(O caso da licenciatura do primeiro-ministro foi o exemplo-maior. Em apuros, o primeiro-ministro explicou na TV em directo o problema e a solução: estava a ser alvo de uma calúnia, à qual não podia, nem queria responder nos mesmo termos.
7. Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática.
(Também o caso mais recente: perante os números do desemprego, Sócrates tentou virar o bico ao prego realçando os 106 mil postos de trabalho que já criou desde que chegou a primeiro-ministro. Exagerou no feito para apagar o desfeito - os não sei quantos postos de trabalho perdidos....)
Tem Marcelo razão? Nenhuma. O Governo, no plano da comunicação, está bem e recomenda-se.
O partido-empresa-e-sede-menezista
22 novembro 2007
Grave, sério e preocupante
"O ministro da Justiça, Alberto Costa, assegurou hoje, em Bruxelas, que o Governo respeita a autonomia do Ministério Público (MP), sublinhando que, se o PGR pensa o contrário, trata-se de um "equívoco" que resulta de "desconhecimento" ou "atrevimento".
Alberto Costa hoje entrou a pés juntos aos joelhos do Procurador depois do cartão amarelo que Pinto Monteiro lhe mostrou. Cavaco Silva tem, em mãos, a primeira crise institucional do seu mandato.
Watch out!
Parece que o primeiro-ministro está em Singapura. Um conselho à malta: fiquem atentos ao Mário Lino. Vai dar gargalhada na certa.
Obrigado ao mister
Confesso a minha falta de paciência para jornalistas. Isso. Para jornalistas. Para aqueles que têm que apontar defeito em tudo, que são incapazes de esboçar um sorriso, mesmo que seja por honra da bandeira. Ontem à noite, Scolari voltou a estar sozinho numa conferência de imprensa, com um país inteiro a aplaudi-lo fora dela. Uma vez mais, ganhou ele. Por mim, estou-lhe grato por mais uma qualificação, porque foi com ele que as qualificações se tornaram uma normalidade. Quem quer mais, que jogue no computador.
21 novembro 2007
A frontalidade em excesso
"Alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação e corrigi-la. (...) Outros, deviam ter mais cuidado com quem se aconselham...". [Amaral Tomaz acusou as grandes empresas de fraude fiscal]
João Amaral Tomaz, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ontem no Parlamento, PÚBLICO, 21-11-2007.
Porquê? Porque não prova, não concretiza, não esclarece o debate, levanta suspeita descontrolada sobre o universo. Aqui sim, professor Vital Moreira, aplicaria a sua frase: uma loquacidade institucional.
João Amaral Tomaz, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ontem no Parlamento, PÚBLICO, 21-11-2007.
Porquê? Porque não prova, não concretiza, não esclarece o debate, levanta suspeita descontrolada sobre o universo. Aqui sim, professor Vital Moreira, aplicaria a sua frase: uma loquacidade institucional.
A falta de frontalidade

Vital Moreira não tem qualquer razão mas aproveito para explicar o que me parece ser o protótipo do Portugal sem frontalidade. O que disse o PGR de tão extraordinário? O que todos os partidos com assento parlamentar têm dito (109 deputados da oposição mais uns quantos socialistas em surdina de corredor), o que a maioria dos juízes tem dito, o que a maioria de magistrados do Ministério Público tem dito, o que o próprio ministro da Justiça admitiu no Parlamento (contrariado que foi, mais tarde, pelos colegas das Finanças). O que é afinal?
NÃO FAZ SENTIDO NENHUM INTEGRAR OS JUÍZES NO NOVO SISTEMA DE CARREIRAS, VÍNCULOS E PROGRESSÕES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
É como meter maionese no chá. Há coisas que não se misturam. Ponto. Em nenhuma circunstância. Se até aqui é o Conselho Superior da Magistratura que define a progressão dos juízes na carreira (o que já dá pano para mangas) imagine-se o que seria submeter os juízes às regras da função pública??? Mesmo que seja, apenas, em sentido teórico (como insiste o PS, porque a lei o prevê, embora isso nunca seja aplicado dado que foi o próprio PS que retirou do artigo 15 do Orçamento de 2008 a integração dos juízes), na prática o Ministério das Finanças teve com os militares uma compreensão que não teve com os juízes....
O que disse Pinto Monteiro? Que é independente do poder político? Onde encaixa a crítica de Vital Moreira? Num país onde se premeia a falta de frontalidade para se dizer o que se pensa. Mesmo quando se é Procurador-geral da República....
Sejam bem-vindos os pinto-monteiros desta vida, senhores...
20 novembro 2007
monocle
Um dos responsáveis do sucesso passado da Wallpaper fundou, vai para 8 meses, a "Monocle". Grande revista. Lá dentro vem isto...se não é sinal de bom gosto não sei o que será.
Quem fazia diferente?

Na vida, no trabalho, nas relações diplomáticas. Por vezes temos que morder a língua, engolir em seco pelo sucesso do objectivo mais nobre que pretendemos alcançar. Vem isto a propósito da vinda do Chavéz a Lisboa e do papel do Governo de Sócrates que o recebe com um jantar oficial. Faria qualquer outro Governo de bem, diferente do actual? Nenhum. Portugal tem na Venezuela mais de um milhão de luso-descendentes. Portugal garante, apenas, 0.07% das importações venezuelanas (acima de tudo azeite e máquinas de construção civil) mas a entrada da Galp num mercado onde as americanas Texaco e Chevron já estão, é uma boa notícia para o país. Em cima do bolo, presidimos a União Europeia um projecto político que assenta no alcance e propagação do bem através da palavra, diplomacia e do exemplo europeu.
(Agora, que o Chavéz amanhã no jantar bem podia apanhar uma gastroentrite a resvalar para a peritenite,...bem, lá isso podia...)
19 novembro 2007
...gasm
nesta ronda por novos termos que nos marcam e descrevem...descobri que há lojas que pela sua concepção e pela "offer" e "appeal" que têm, nos provocam.... shopgasms!!!!!
OHOC/OHOT
descobri que nas classificações psicossociográficos de categorização de grupos e alvos de comunicação eu sou um OHOC/OHOT...
18 novembro 2007
Maria Clara de Oliveira Dinis
Help!!!
Como se vende um Audi A3 de 2003, com 65 mil km, 1.6, preto, três portas, Sportline evitando os "ciganos" dos vendedores de carros?
14 novembro 2007
Dizem por aí...
...que a família insubmissa está a crescer acima da média nacional sem qualquer relação causa-efeito com o choque de natalidade do Governo.
12 novembro 2007
A falta de decoro
Dizem-me que o João Soares, vereador da Cultura em Sintra, fez hoje uma crítica ao Rei Juan Carlos. Em defesa do amigo do pápá, o Hugo Cardinali Chavéz, um mestre de tenda de circo. Bem, não fosse ele autarca na minha Sintra e diria que se tratava de uma grave lacuna cultural. Conhecendo razoavelmente bem o percurso do senhor, sobra uma única conclusão: não se lhe deve comprar um carro em segunda mão. Um tirano com apelido de democrata é do piorzinho que há por aí...
11 novembro 2007
Serei eu maquiavélico?
A propósito do incidente no Chile, duas conclusões. A primeira a óbvia: o Chávez devia estar autorizado a mandar nele próprio e nada mais. Fosse um mundo um lugar aconselhável a criancinhas e este senhor não só não presidia a nada, quanto mais teria em curso (com grande probabilidade de sucesso) a mais do que provável hipótese de ser reeleito ad-eternum dono e senhor de 25% das reservas de petróleo do globo.
Em segundo a menos óbvia. O Rei ( sim, o Juan) esteve muito bem. Mas não terá sido tudo orquestrado entre o Zapatero e o seu "amigo" Chávez para que o ZP conquistasse o apoio do eleitorado pendular espanhol a cinco meses das eleições. Este ZP, que até o Aznar defende, tem uma enorme postura de Estado. A que não teve a 11 de Março de 2004!
Em segundo a menos óbvia. O Rei ( sim, o Juan) esteve muito bem. Mas não terá sido tudo orquestrado entre o Zapatero e o seu "amigo" Chávez para que o ZP conquistasse o apoio do eleitorado pendular espanhol a cinco meses das eleições. Este ZP, que até o Aznar defende, tem uma enorme postura de Estado. A que não teve a 11 de Março de 2004!
10 novembro 2007
Viva o Rei!
Após anos de elogios do dr. Soares, de vivas da Ana Gomes e de cartazes com o eng (?) Sócrates, Hugo Chávez teve a primeira resposta à altura. "Por que não te calas?", em bom espanhol, na pessoa de El Rei Juan Carlos. Eu por cá, sou carlista desde pequenino.
08 novembro 2007
O azar é verde
Por falar em moeda má: será que o Sporting tem que ser mesmo roubado em todos os jogos de uma época? E, já agora, será que Deus pode dar uma maõzinha, só de vez em quando? A gerência agradecia...
A moeda é má, o ódio enorme
No dia em que os deputados votavam o Orçamento, Cavaco Silva disse - no Chile - que as instituições portuguesas estão a fazer reformas importantes em "várias áreas", que estão a "cambiar" (sic) Portugal. Bem sei que Cavaco Silva não suporta a moedá má que voltou ao PSD, mas não podia disfarçar um bocadinho? Cambiar?? LOL
P.S. Há meses que não se ouvia do presidente da República um elogio ao Governo. Sócrates pode ficar descansado: o maior trunfo para reconquistar a maioria absoluta já está ganho, desde as directas do PSD. Ou muito me engano, ou daqui a uns meses já podemos escrever nos jornais que "Cavaco prefere uma maioria absoluta do PS". Onde é que já li isto? :-)
P.S. Há meses que não se ouvia do presidente da República um elogio ao Governo. Sócrates pode ficar descansado: o maior trunfo para reconquistar a maioria absoluta já está ganho, desde as directas do PSD. Ou muito me engano, ou daqui a uns meses já podemos escrever nos jornais que "Cavaco prefere uma maioria absoluta do PS". Onde é que já li isto? :-)
O braço...direito
Ouvi Pedro Sila Pereira desmontar hoje, como ninguém, o novo PSD de Menezes e de Santana. O tom foi afirmativo, sem crispação. O argumentário bem construído, sem auto-elogios. E não se pode trocar o braço-direito pelo tronco da coisa?
04 novembro 2007
"Change is on its way..."

Cameron não brinca. Hoje, caso não tivessem sido adiadas as eleições, era dia do Reino Unido eleger antecipadamente o sucessor de Tony Blair. Gordon Brown foi o substituto escolhido na secretaria em Maio (o que não lhe retira mérito mas reduz espaço de manobra, basta recordar o que aconteceu com Santana em 2004) e David Cameron é o líder da oposição. Convocou os jornalistas para o dia das eleições (não realizadas) para dizer que a mudança está a caminho...
Alguém os avisa???
02 novembro 2007
Recados rosa
A ministra da Educação diz que foi ela quem mandou os deputados do PS mudar o estatuto do aluno. E acrescentou que quem deve coordenar as relações entre Governo e deputados é o seu colega Santos Silva. Para bom entendedor... chega?
...e vai mais um caneco para a Tapada!!!!
Um filme, duas visões, dois jornais
DN: 'Corrupção' não se estreou no Porto
O polémico filme só está nas salas da periferia, que ontem se mostraram bastante vazias.
Correio da Manhã: 'Corrupção' enche salas do Grande Porto
O polémico filme só está nas salas da periferia, que ontem se mostraram bastante vazias.
Correio da Manhã: 'Corrupção' enche salas do Grande Porto
01 novembro 2007
Diga bom dia
Acordo com um sono terrível. Ligo a televisão e ouço as primeiras palavras do dia: "O Benfica foi ontem eliminado"....
Bom dia a todos, com um sorriso grande.
Bom dia a todos, com um sorriso grande.
31 outubro 2007
30 outubro 2007
Berardo, o Orc
Ontem, esta inenarrável criatura, continuou a espalhar o seu charme de Orc no programa P&C.O desconforto de toda a gente foi tão grande com as enormidades que esta criatura proferiu ,que pode ser que o tempo mediático deste Orc tenha chegado ao fim.
Eu, fan de Tolkien, muito contente ficaria se mesmo os Orcs fossem bem representados na RTP... Tolkien também gostaria!
Nota1: Para quem não tem bem presente, um Orc é isto...

Nota 2: Como sabem Joe Berardo é Cônsul Honorário dos Orcs da Terra Média aqui em Portugal
confrangedor senhor ministro, confrangedor!
olhei a proposta de OE e não consigo perceber porque é que algumas pessoas continuam a elogiar a vulgaridade do desempenho de Teixeira dos Santos. Os problemas principais continuam por resolver e não se vislumbra solução para os problemas estruturais do Estado português. A proposta é, a pontos, completamente confrangedora. Para quando a coragem política? Para quando a instalação de uma Junta de Salvação Económica Nacional [JSEN) que potencie a economia portuguesa para os próximos 25 anos, em vez de continuarmos a olhar para o país como se houvesse um amanhã de sol radioso. se assim persistirmos, dentro de pouco tempo nem uma JSEN nos salvará.
25 outubro 2007
Pela boca morre o peixe...
Santana lembrou ontem que muitas vezes foi afastado reciclado e que sempre compreendeu a naturalidade dos seus afastamentos. Alguém se lembra do que foi dito e escrito depois de Marques Mendes o ter afastado de uma recandidatura autárquica em Lisboa?
23 outubro 2007
É isto que nos espera?
Em Espanha faz escola a zeta de Zapatero. Em 2008, um ano antes das legislativas, teremos nós o ésse de Sócrates?
22 outubro 2007
The question
Diz o Martim que quer mesmo chamar constituição ao tratado de Lisboa. Porreiro, pá! Mas e referendo? Queres ou não?
O chefe da xaranga
O mais estranho na entrevista de Pinto Monteiro ao "Sol" não são os duques que ele diz que lhe saíram na rifa, nem as escutas que garante não controlar. É o facto de dizer isso apenas uns dias depois de ter ido a Belém conversar com Cavaco Silva. Ninguém me convence que não há uma carta escondida neste poker à Monteiro.
Desconcertante
Vejo Menezes na televisão, em plena Cova da Moura. Fala directo a quem o vê, não receia a câmara, não fala de cor. Leva os filhos e explica porquê (por não ter outro tempo para estar com eles). Sorri sem demasia e fala sem irritação.
Leio Menezes nos jornais (e na Lusa), falando de vários assuntos. Um deles refere-se à revisão das leis laborais, que se promete para breve. Fala da necessidade de consensos políticos. Mas não de pactos. Faz-me lembrar Marcelo, glosado pelos Gato Fedorento, naquele magnífico sketch sobre o aborto.
Este Menezes é estranho. Terá conserto?
Leio Menezes nos jornais (e na Lusa), falando de vários assuntos. Um deles refere-se à revisão das leis laborais, que se promete para breve. Fala da necessidade de consensos políticos. Mas não de pactos. Faz-me lembrar Marcelo, glosado pelos Gato Fedorento, naquele magnífico sketch sobre o aborto.
Este Menezes é estranho. Terá conserto?
19 outubro 2007
"choca-me que usem os impostos para promover a natalidade"
Diz-me lá, ó minha grande estúpida, mas não te choca que eles sejam usados para a diminuir através do IVG?
Mais não seja, o apoio à natalidade será a posição independente que qualquer Estado de Direito, que respeita o princípio da igualdade, deve tomar, quando já apoia o seu contrário.
18 outubro 2007
expliquem-me bem devagarinho porque é que...
17 outubro 2007
15 outubro 2007
"Em política a memória é muito importante"*
Porque Menezes é sulista, elitista e liberal:
Liberal: o mais fácil de todos. O líder do PSD quer abrir à iniciativa privada a gestão de áreas-chave do estado como os transportes, a educação, a saúde e a acção social.
Sulista: a evidência. Foi com o sul que venceu, é no sul que tem o seu novo escritório (na Lapa, uma zona 'in' de Lisboa). Não é em Gaia que trabalhará para "Ganhar em 2009".
Elitista: basta ver a sua equipa. Dos trunfos que apresentou não consta nenhum dos "zés" de Durão Barroso. Fernando Seara, Zita Seabra, Rui Gomes da Silva, Couto dos Santos e Arlindo de Carvalho são todos membros de uma elite social-democrata. Ângelo Correia incluído. Não é preciso recorrer ao beijo na face para ser elitista.
*Sábia frase de Jorge Coelho na quadratura do círculo
Liberal: o mais fácil de todos. O líder do PSD quer abrir à iniciativa privada a gestão de áreas-chave do estado como os transportes, a educação, a saúde e a acção social.
Sulista: a evidência. Foi com o sul que venceu, é no sul que tem o seu novo escritório (na Lapa, uma zona 'in' de Lisboa). Não é em Gaia que trabalhará para "Ganhar em 2009".
Elitista: basta ver a sua equipa. Dos trunfos que apresentou não consta nenhum dos "zés" de Durão Barroso. Fernando Seara, Zita Seabra, Rui Gomes da Silva, Couto dos Santos e Arlindo de Carvalho são todos membros de uma elite social-democrata. Ângelo Correia incluído. Não é preciso recorrer ao beijo na face para ser elitista.
*Sábia frase de Jorge Coelho na quadratura do círculo
14 outubro 2007
Alguém sabe mais do que um miúdo de dez anos?
Santana repetiu Oliveira de Azemeis. Encheu o balão, ameaçou partir a loiça e saiu com o rabo entre as pernas. Em 2004 (um mês antes de Barroso ir para Bruxelas) o PSD caiu-lhe nas mãos pouco depois. Em 2007 a história da talassoterapia já não pega. O que arranjará Santana para justificar a adesão ao PPD-menezismo?
Menezismo é...
estar condicionado por um partido grande demais. Para liderar, Menezes trocou um grupo homogéneo por uma federação de experiências; aceitou um ex-líder como chefe da bancada; encheu o partido de promessas de referendos internos para tudo quanto é escolha. Temo que Menezes não seja bem um líder, mais um maestro à espera que a banda toque.
12 outubro 2007
há gente a fazer canções que deixam que as chamemos nossas
quero te regar minha flor
quero cuidar de ti
deixa-me entrar no jardim
deixa-me voltar a dormir
quero regar-te minha flor
dar-te de novo a paz
que perdi...
quero desvendar a parte triste
que há em ti
deixa-me existir no espaço novo
que acordaste em mim
não vês, que é de nós o jardim que se fez
não vês, que é para nos o jardim que nos fazem olhar
que este frio faz tremer... e fica
e faz voltar o que tens...e que é meu
Tiago Bettencourt
(numa surpresa do novo album)
quero cuidar de ti
deixa-me entrar no jardim
deixa-me voltar a dormir
quero regar-te minha flor
dar-te de novo a paz
que perdi...
quero desvendar a parte triste
que há em ti
deixa-me existir no espaço novo
que acordaste em mim
não vês, que é de nós o jardim que se fez
não vês, que é para nos o jardim que nos fazem olhar
que este frio faz tremer... e fica
e faz voltar o que tens...e que é meu
Tiago Bettencourt
(numa surpresa do novo album)
11 outubro 2007
santana
com o jantar de hoje com menezes, santana lopes começa a concretizar aquilo que tinha acordado num outro jantar com portas há pouco tempo atrás. há tempos, mário soares afirmava que o que se estava a passar no PSD era mau porque deixava o governo sem oposição. ou muito me engano ou soares vai ter a oposição que queria...da forma mais inesperada e surpreendente, e com as consequências mais imprevisíveis. santana bem avisou que ia andar por aí....pelo menos esta promessa cumpriu e, ou muito me engano, ou veio para ficar.
10 outubro 2007
saber ouvir o que escrevem para nós

damos pouco tempo ao tempo que é preciso para os outros. damos pouco espaço ao espaço que os outros precisam. os tempos em que vivemos trucidam o espaço que é preciso para termos tempo para o espaço dos outros. aquilo que o tempo me deu foi disponibilidade para me deixar invadir por quem tem para contar histórias que merecem ser ouvidas com tempo. com o meu tempo. e saber dar espaço para que o tempo surja. e o tempo e o espaço são processos. processos mentais que transformamos em "menos ou mais" . são 30 segundos de um telefonema que nos acompanham 72 horas. são acordes musicais que nos transportam para tempos presentes e espaços ausentes. são 81 linhas de um post que condensam peregrinações interiores, que prenunciam outro tanto volume de tempo, a contar o que o espaço dado aos textos não diz. o tempo é o que fazemos dele, no espaço que queremos que ele seja. linhas escritas em pouco tempo ocupam mais espaço do que o tempo que lhe devotarão. são mais do que são. o tempo e o espaço fazemo-lo nós com o que somos. e somos o que o tempo e o espaço sobre nós fizeram. sei ouvir-te mesmo nas frases que não escreves e nas letras que não cantas. sei ler-te nas entrelinhas das questões e das afirmações , das revoluções e guerras civis. sei que o tempo que passa ...é a serenidade de quem tem todo o tempo para ouvir o que tempo nos fará inventar.
09 outubro 2007
04 outubro 2007
03 outubro 2007
Uma dúvida como outra qualquer
Estará Paulo Gorjão apostado em fazer parte da solução deixando de apontar os problemas?
01 outubro 2007
30 setembro 2007
Vitórias
Sem tirar mérito a Menezes (aquele discurso de vitória é uma obra incrível de dizer ao povo o que o povo gosta), a mudança de líder no PSD foi muito mais uma derrota de Mendes. Razão tem Pacheco Pereira: os militantes têm pressa de chegar ao poder. A ver vamos.
Presságio
Marques Mendes foi derrotado pelas regras que criou - as directas, as quotas, a logística chata.
Menezes será, parece-me, derrotado pelas regras que vai criar - as primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro. Daqui a dois anos, ou muito me engano, ou o feitiço já se virou contra o feiticeiro, e o líder parlamentar Santana Lopes será o escolhido pelo povo laranja para disputar as próximas legislativas com Sócrates.
Pode ser um presságio, dirão os cépticos. Talvez. Mas Menezes que deixe Santana ser líder parlamentar. É a morte do artista.
Menezes será, parece-me, derrotado pelas regras que vai criar - as primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro. Daqui a dois anos, ou muito me engano, ou o feitiço já se virou contra o feiticeiro, e o líder parlamentar Santana Lopes será o escolhido pelo povo laranja para disputar as próximas legislativas com Sócrates.
Pode ser um presságio, dirão os cépticos. Talvez. Mas Menezes que deixe Santana ser líder parlamentar. É a morte do artista.
28 setembro 2007
27 setembro 2007
A lição que veio de onde menos se esperava
Também vi em directo Santana Lopes a sair do estúdio da SIC-Notícias. E, sim, também eu me rendi à decisão do ex-primeiro-ministro. Por mim, o santanismo nasceu ontem.
Companhia de Jesus
o P2 [Público] recordou, honra lhe seja feita. celebra-se mais um aniversário da Companhia de Jesus, fundada por Stº Inácio de Loyola e por mais alguns companheiros (um português: Simão Rodrigues de Azevedo). todos os que passaram por alguma das obras da Companhia reconhece a sua importância e o valor que teve nas suas vidas. eu reconheço. foram 8 anos de C. S. João de Brito. saudosos, que me marcaram para sempre e onde fiz as mais bonitas amizades que ainda hoje perduram. continuo por lá: associado à AAA e ao JRS: tentando fazer algum bem, por quem precisa mais do que eu.
taça da liga
está demonstrado que é uma competição sem ponta por onde se lhe pegue. já estou a imaginar os responsáveis da Carlsberg a pedir a Thor ajuda e paz para ultrapassarem as dificuldades causadas pela suas más decisões...é razão para dizer que a Carlsberg Cup é provavelmente a pior competição futebolística portuguesas.
sobriedade institucional????
em menos de 48 horas, o presidente da CMVM disse que a crise financeira poderia chegar a Portugal, que um banco teve que pedir um empréstimo de urgência para fazer face aos compromissos de um fundo de investimento com excesso de resgate e cantou no bar do teatro maria matos. a forma descomplexada como carlos tavares pululou pelas afirmações e acções, demonstra 2 coisas: que o rapaz é capaz de não ser a melhor pessoa para transmitir a credibilidade, seriedade e confiança necessárias ao funcionamento dos mercados; que se os mercados de capitais resistirem hoje às alarvices do presidente da CMVM, então é porque aguentam tudo.
Em tudo de mal...há algo de engraçado
Santana Lopes está a ser entrevistado na edição das dez da Sic Notícias. Fala com sentimento, profundidade sobre a tristeza que o actual momento do PSD lhe causa. A única decisão sensata que Manuela Ferreira Leite pode tomar, diz, é adiar as eleições porque o partido bateu no fundo com a troca de acusações entre Mendes e Menezes. Eis senão quando, a entrevista é interrompida para acompanhar, em directo, a chegada de Mourinho ao Aeroporto da Portela. Não se ouve nada,a câmara ora foca o chão, ora Mourinho, ora os jornalistas, ora os seguranças do ex do Chelsea. O técnico entra no seu jipe de matrícula amarela rodeado por seguranças depois de furar a onda de jornalistas e lá vai...presume-se que para casa, em "Setúbal". Depois do jornalista no local do grande evento encerrar a reportagem (cheia de lugares comuns, sem nada de novo), lá regressa ao estúdio a emissão e a Ana Lourenço faz uma passagem de temas "regressando à entrevista com o Dr. Pedro Santana Lopes". Primeiro sinal: ele está com cara de poucos amigos. Segundo sinal, a sua primeira frase: "Acha que havia necessidade?". E vai por aí fora, a questionar as escolhas editoriais da Sic, reclamando que "está tudo doido", porque ainda por cima foi à Sic com "sacrifício pessoal"...Diz que não continua a entrevista, porque foi interrompido para se ver a "não" (jornalísticamente falando) chegada de Mourinho a Lisboa. Agradece amavelmente mas amua...e a coisa fica por aí.
Seria uma cena-tipo de Santana, não fosse a justificação para a interrupção da entrevista. A chegada de Mourinho à Portela? Bem, espera-se que no dia 12 de Outubro o senhor não saia de casa...(Dava algum jeito discutir o Orçamento de Estado. Estão a ver?). A não ser que Mourinho seja mesmo laranja. Se for o caso, como há um não-congresso do PSD nesse fim-de-semana, talvez o melhor seja convocar a jornalada toda para um estágio de dois dias...bem longe de Torres Vedras.
Seria uma cena-tipo de Santana, não fosse a justificação para a interrupção da entrevista. A chegada de Mourinho à Portela? Bem, espera-se que no dia 12 de Outubro o senhor não saia de casa...(Dava algum jeito discutir o Orçamento de Estado. Estão a ver?). A não ser que Mourinho seja mesmo laranja. Se for o caso, como há um não-congresso do PSD nesse fim-de-semana, talvez o melhor seja convocar a jornalada toda para um estágio de dois dias...bem longe de Torres Vedras.
26 setembro 2007
coincidências
recordaram-me ao almoço que as duas mais recentes crises do mundo português, têm a mão da mesma família: Paula Teixeira da Cruz e Paulo Teixeira Pinto...enfim feitios.
Time Out

Por falar em direita, parece-me que dava por melhor empregue o tempo a ler a nova revista do João Cepeda e João Miguel Tavares, acabadinha de sair para as bancas. É que, para além de bem precisar de um tempo de descanso, parece-me que a direita precisa também de ler textos bem escritos - para evitar, de futuro, as tristes coisas que vamos ouvindo por aí. Fica o conselho, e um enorme abraço de boa sorte à revista.
P.S. Garanto que é surpreendente.
Torta
Ia escrever sobre a direita portuguesa, mas à medida que o filme dos últimos meses me vai passando na cabeça volto ao silêncio. Depois do CDS e do PSD, há momentos em que dou por mim a pensar nas opções que a minha natureza tomou por mim. De direita, do Sporting e jornalista. Valha-me Deus.
BPSCDP ou o Karma discreto das pseudo-elites portuguesas
o Jardim Gonçalves, ai perdão, o Menezes, anda desavindo com o Teixeira Pinto, perdão, com o Marques Mendes, por causa dos militantes, ai, dos accionistas...
25 setembro 2007
PSD IV

O PS estava na oposição e a disputa pela liderança foi acesa. Sócrates, o "animal feroz", partiu com vantagem. Manuel Alegre, "que não é um animal feroz" mas é "bom atirador", surpreendeu mas nunca teve qualquer hipótese de lá chegar. João Soares muito menos. Apesar de animado o debate nunca chegou ao nível do "pequeno tirano", de "baixa estatura política" que faz lembrar tempos salazaristas. É mau demais para ser verdade. O CDS dos apertos e insultos não faria melhor. Fica um registo de frontalidade: com este nível não lhes comprava um carro em segunda mão. Atéka inspecção (n)os separe...
PSD II

São esforçados, quiçá até sinceros, têm o mérito de ser tão transparentes quanto as suas alminhas mas alguém reconhece nestes porta-vozes cariz de estandarte de Governo?
Bem, acho mesmo que se esta coisa das quotas se resolver deviam abandonar as autarquias de Ílhavo e Tavira e entrar para a Rua Sésamo. As crianças ficavam bem mais divertidas e o país menos deprimido.
24 setembro 2007
Cheers mate!
DON'T BLAME IT ON THE FLOOR
olga cadaval
jorge palma foi igual a si próprio no olga cadaval. bebedeira de caixão à cova, mas mais contundente do que muitos sóbrios que por aí andam... vejam se não é verdade
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
Tão aplicáveis estas rimas!!!
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
Tão aplicáveis estas rimas!!!
21 setembro 2007
Um bom exemplo de mau serviço público
Quarta-feira 19 de Setembro: por voltas das 22h sabe-se que Mourinho prepara-se para sair do Chelsea.
Quinta-feira 20 de Setembro: Alguns jornais retratam a saída. Mourinho reúne-se com o Chelsea e sela a rescisão.
Sexta-feira 21 de Setembro, 20h:
Aí entra a minha indignação. O telejornal arranca com a notícia previsível - a saída de Mourinho do Chelsea. Têm uma entrevista exclusiva e, por isso, é a primeira notícia a aparecer no spot de lançamento do noticiário, seguida pelo anuncio do novo director-geral do fisco. A RTP apresenta a entrevista de Mourinho "Como a única que deu em português", o que representa só por si o furo jornalístico do ano...
O senhor treinador diz o que se esperava: clubes portugueses para já não e selecção só se precisarem dele ( "o que agora não se coloca"). Pelo meio o desabafo de um pai desempregado, com pena que os filhos troquem de escola. Ou seja, um português que vive em Londres, decide mudar de trabalho, quer continuar lá fora, admira o seu país e foi bem sucedido no seu último trabalho. Vá, mais uma coisa excepcional, é treinador de futebol. Um dos melhores na sua profissão. Mas 15 minutos de telejornal, com directos, vox pop´s com tugas no café, opiniões de todos os treinadores do mundo (portugueses incluídos)...há limites. E aí entra o bom serviço público. Recebe dinheiro de todos nós para nos informar. Não para nos inundar...com um despedimento milionário de um português.
Quinta-feira 20 de Setembro: Alguns jornais retratam a saída. Mourinho reúne-se com o Chelsea e sela a rescisão.
Sexta-feira 21 de Setembro, 20h:
Aí entra a minha indignação. O telejornal arranca com a notícia previsível - a saída de Mourinho do Chelsea. Têm uma entrevista exclusiva e, por isso, é a primeira notícia a aparecer no spot de lançamento do noticiário, seguida pelo anuncio do novo director-geral do fisco. A RTP apresenta a entrevista de Mourinho "Como a única que deu em português", o que representa só por si o furo jornalístico do ano...
O senhor treinador diz o que se esperava: clubes portugueses para já não e selecção só se precisarem dele ( "o que agora não se coloca"). Pelo meio o desabafo de um pai desempregado, com pena que os filhos troquem de escola. Ou seja, um português que vive em Londres, decide mudar de trabalho, quer continuar lá fora, admira o seu país e foi bem sucedido no seu último trabalho. Vá, mais uma coisa excepcional, é treinador de futebol. Um dos melhores na sua profissão. Mas 15 minutos de telejornal, com directos, vox pop´s com tugas no café, opiniões de todos os treinadores do mundo (portugueses incluídos)...há limites. E aí entra o bom serviço público. Recebe dinheiro de todos nós para nos informar. Não para nos inundar...com um despedimento milionário de um português.
Sentimentalices matutinas
vou sair da ajuda. vou ter saudades de um espaço. ali vivi o dia mais feliz da minha vida (13.o4). foi a casa a que os meus filhos chamaram "do pai". era a minha casa. a cair. com remendos. com improvisos. com pedaços de memória misturados com móveis de ocasião. entre cristos de parede e jogos de PS2.mas era a minha casa. mais uma mudança. a terceira em pouco tempo. agora, volto às origens. ao pé do king. já posso ir ao cinema a pé. vou cruzar-me com o passado e com o futuro e com os comboios que arrancam do areeiro. vou ficar no centro e onde todos vão jantar. mas aquela era a minha casa. e para trás vão ficar o xô lima e o xô matias que me tratavam das dependências de café e nicotina pela manhã. e nesta casa, que vai ser mais uma "entrecasas", vou ter mais memórias para lembrar mais tarde. vou ter fogão! e finalmente vou poder provar que sei mesmo fazer o folhado de queijo de cabra com mel e nozes e que o bom caril, para além de leite de coco, também leva açucar e canela. av.roma. para trás fica a ajuda ,provavelmente o bairro com melhor gente de lisboa.
20 setembro 2007
O plano
José Sócrates tinha um plano: passava por lançar um plano, elogiar o plano e não sair do plano um milímetro. Amanhã, claro, leva o plano ao debate mensal na assembleia. Diz que era tecnológico. Acho que é mais patológico.
Gentlemanship
Há poucas palavras para descrever um clube cujos apoiantes aplaudem um golo do adversário, porque esse adversário pede perdão pelo dito. Em Alvalade é assim. E a única palavra possível só dá para traduzir numa expressão: clube de cavalheiros. Podemos não ter nascido para ganhar, para ser o maior do mundo. Mas orgulhamo-nos do que somos e do que fazemos - mesmo quando fazer o melhor do mundo se vira contra nós.
18 setembro 2007
the EU-US Summit
17 setembro 2007
o que eu gostei ontem no aniversário do Sol...
foi ouvir o "I will survive" da Gloria Gaynor a seguir ao discurso do arquitecto.
13 setembro 2007
Após a conferência de imprensa de há pouco...
...não vale a pena porem um açaime quando sairem à rua com o vosso scolarizinho....o "rafeiro" até nisto já se aportuguesou.
Auto-flagelação
Estamos cada mais iguais a nós próprios: será que já ninguém se lembra que fomos escandalosamente roubados no jogo de ontem? Ou será que o Scolari também é culpado disso? Se isto fosse em Espanha, já havia uma comissão anti-Sérvia, que apoiasse a independência do Kosovo. Eu lá estaria.
Medidas de prevenção
Quando passear na rua com o seu scolarizinho, não se esqueça de lhe colocar o açaime regulamentar
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