Pinho. O ministro que num dia está entre o seu toldo na Praia Maria Luisa e a sua casa com vista para o mar, no outro (POR PURO ACASO) de fato de banho na piscina de um hotel em Vilamoura para se fotografar com Phelps (estaria com desejos de água quando passeava no hall?) merece a nossa máxima atenção. No Domingo as colunas de som da Madonna que se cuidem....
Cavaco. Caiu (finalmente) o embuste do apolítico. Está a meter a carne toda no assador e a obrigar o Governo a explicar-se, contradizer-se e a trabalhar [pena é que seja por uma coisa tão pouco popular ou compreensível como o estatuto político-administrativo dos Açores (?!)]. Mas os estilhaços acabarão por cair-lhe em cima...o mais tardar em 2011.
Pereira. Todos os governos têm o seu Theias. Uns é por causa das granadas que provocam incêndios, outros os picaretas falantes que de tanto dizer e nada convencer acabam contraditos. Rui Pereira merecia um "tacho internacional". E o país um melhor.
(...) Manuela (...) Ferreira (...) Leite. (...) A reboque de Cavaco nos Açores. (...) (...) Menezes afinal fala (...) Pacheco Pereira desmistifica o (...) da líder (...) Mendes Bota e o Pontal existem (...) Menezes afinal fala (...) Pacheco Pereira desmistifica os (...) (...) (...) (...) da líder (...)Pacheco Pereira antevê discurso da líder (...) Menezes afinal fala mais uma vez [e só falou menos porque teve uns diazinhos de férias na Quinta da Balaia. Ah aquilo de estar calado um ano era a brincar...].
Marcelo. É grande a sua aparente vontade de liderar o PSD [com tanto ataque a Ferreira Leite], formar Governo mas é tudo uma grande falácia. Com o desgaste de Cavaco pode antecipar Belém cinco anos e já trabalha mas é para apadrinhar o seu sucessor favorito no PSD: Alexandre Relvas.
Sócrates. Soma e segue sem travagens nem hesitações. Ou melhor, só uma: Jerónimo-com-um-fôlego-do caraças-de Sousa.
Portas. Nas palavras do amigo VPV está como o país: "Sem destino".
13 setembro 2008
11 setembro 2008
4º Aniversário
Por estes dias fizémos anos. 4 anos. Cabe-me a mim lembrar esta data, já que os restantes bloguistas desta casa ainda estão a banhos. Parabéns a nós e aos que por cá andaram: paulo, luís, bruno e etc..
08 setembro 2008
O problema de Portas não é ter deixado de existir...é que os outros já aceitaram que ele não existe
Muitas vezes em política, não é necessário lutar contra os adversários. É preciso apenas esperar que eles bebam a sua própria cicuta. De partido político, o CDS transformou-se num clube de amigos....daqueles que vão ao domingo à noite ao cinema e depois fazem apaixonados textos de crítica cinematográfica para distribuir pelos amigos. O CDS está morto. Pouco a pouco os burocratas estatutários foram afastando os valores que o CDS tinha. Saíram a Maria José, o José, o Luís e tantas outras pessoas, que se fartaram. Simplesmente acharam que aquele peditório se estava a parecer demasiadamente com o dos alegados Bombeiros de Linda-a-Velha ali para os lados dos semáforos do Hospital Santa Maria. Por muito vazia que seja a política dos dias de hoje, ela tem que ter conteúdo, ideias e valores. E isso é algo que o CDS deixou de ter. E eu deixei de ter pena. O CDS hoje não é nada. Primeiro foi projecto democrata-cristão, e pouco a pouco foi-se transformando num veículo ideológico conveniente aos interesses individuais de quem por lá passava. E isso, meus amigos, não é política...é interesse. RIP CDS
P.S.: a morte do CDS, que irá ser consumada nas próximas eleições, e os maus resultados prováveis do PSD (mau resultado é qualquer tipo de derrota!) vão fazer surgir um espaço de oportunidade para um novo e verdadeiro projecto de Direita moderna e renovadora em Portugal....uma espécie de RPR versão lusa. Partido novo para o qual deixo desde já a minha disponibilidade para colaborar, e uma sugestão de nome: Renovação de Direita
P.S.: a morte do CDS, que irá ser consumada nas próximas eleições, e os maus resultados prováveis do PSD (mau resultado é qualquer tipo de derrota!) vão fazer surgir um espaço de oportunidade para um novo e verdadeiro projecto de Direita moderna e renovadora em Portugal....uma espécie de RPR versão lusa. Partido novo para o qual deixo desde já a minha disponibilidade para colaborar, e uma sugestão de nome: Renovação de Direita
03 setembro 2008
O bom vizinho vai de férias
Quais Daimlers, Jaguars, Rolls e sem-abrigos a dormir debaixo dos bancos! Eu quero é férias! Cá nos encontramos de novo no topo da Avenida daqui a uns dias, caro amigo. Até já.
02 setembro 2008
ter bons vizinhos não é para todos
Eis que, passados estes anos todos, sou fisicamente vizinho do tecnicamente vizinho David Dinis. E que piada tem a Avenida de Liberdade com os seus Daimlers, Jaguars, Rolls e sem-abrigos a dormir debaixo dos bancos!
01 setembro 2008
27 agosto 2008
Olha quem fala
A segurança interna precisa de nova estratégia e de mais meios e instrumentos. Deste presidente da República ninguém pode dizer o que se disse de Jorge Sampaio. É que Cavaco é cirúrgico na escolha do momento para falar, mas quando o faz toda a gente percebe o que quer dizer. Digamos que é um caso bem sucedido de gestão do silêncio. Pois ontem Cavaco apareceu para falar do que preocupa todo e cada português: o que chamou de “onda de violância”: “Não há dia em que não sejam noticiados assaltos, ou até crimes violentos”. E sejamos claros: voltou a ser pouco simpático para o Governo. Meteu o dedo na ferida, num momento de difícil gestão política. Sendo que o fez um dia depois de ter promulgado a leis de Segurança Interna, deixando poucos argumentos para desculpas. O presidente falou, e falou alto. Hoje, segue-se o PGR. E, feitas as contas, há silêncios que já parecem tão inexplicáveis como o do PSD. Afinal, onde anda Alberto Costa?
26 agosto 2008
Cito João Miguel Tavares
"Eu não tenho nada contra o silêncio de Manuela Ferreira Leite. O meu problema é mesmo quando ela fala". O João contesta, num belo artigo, não o silêncio mas as poucas intervenções públicas do novo PSD. Sobretudo o pedido de demissão do ministro da Administração Interna. E é a melhor crítica feita até hoje a Ferreira Leite. Leiam, por favor.
21 agosto 2008
16 agosto 2008
Eu armado em JPP ou em VM
A partir de hoje vou voltar a escrever no meu jornal. Passei os primeiros meses no JN a respirar fundo e volto agora à guerra do grande público. Vou seguir o exemplo do Pacheco e do Vital e meto aqui também a crónica, sempre que ela existir. Cá vai a estreia
A regra de ouro
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Esqueçam o Pontal, porque Manuela Ferreira Leite não está na liderança do PSD_para falar às bases. O público da nova líder é o centro. E o seu púlpito, longe da Quarteira, é Lisboa. Manuela fala pouco. E esta, goste-se ou não, é a mulher que vai disputar São Bento com Sócrates. Habituem-se.
Os que, como Ângelo Correia, denunciam o silêncio da dama-de-ferro como um risco, sabem bem que esse silêncio pode ser também a sua maior virtude. Ângelo, aliás, lembra-se certamente como foi com Cavaco. E até se lembrará do que fez Sócrates: falou tão pouco que até lhe chamaram o Cavaco do PS. Mais: saberá o triste fim de Guterres, o picareta falante; de Marcelo, o frenético; de Santana, o menino de ouro; ou de Menezes, cujo fim de história ajudou a montar.
Pois é. Manuela Ferreira Leite não está a abrir um novo caminho, mas apenas a seguir uma regra de ouro da política portuguesa. A estratégia tem riscos? Muitos. Mas até Outubro de 2009 vem um mundo. E já António Vitorino dizia ontem, sabiamente, no Expresso: “Se me souber dizer com segurança o preço do Petróleo em Setembro de 2009, eu digo-lhe o que constará do programa eleitoral do PS”. E quem é que dizia “habituem-se”?
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A regra de ouro
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Esqueçam o Pontal, porque Manuela Ferreira Leite não está na liderança do PSD_para falar às bases. O público da nova líder é o centro. E o seu púlpito, longe da Quarteira, é Lisboa. Manuela fala pouco. E esta, goste-se ou não, é a mulher que vai disputar São Bento com Sócrates. Habituem-se.
Os que, como Ângelo Correia, denunciam o silêncio da dama-de-ferro como um risco, sabem bem que esse silêncio pode ser também a sua maior virtude. Ângelo, aliás, lembra-se certamente como foi com Cavaco. E até se lembrará do que fez Sócrates: falou tão pouco que até lhe chamaram o Cavaco do PS. Mais: saberá o triste fim de Guterres, o picareta falante; de Marcelo, o frenético; de Santana, o menino de ouro; ou de Menezes, cujo fim de história ajudou a montar.
Pois é. Manuela Ferreira Leite não está a abrir um novo caminho, mas apenas a seguir uma regra de ouro da política portuguesa. A estratégia tem riscos? Muitos. Mas até Outubro de 2009 vem um mundo. E já António Vitorino dizia ontem, sabiamente, no Expresso: “Se me souber dizer com segurança o preço do Petróleo em Setembro de 2009, eu digo-lhe o que constará do programa eleitoral do PS”. E quem é que dizia “habituem-se”?
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01 agosto 2008
20 julho 2008
O Cordeiro, o lobo e o casamento 'gay'
Ainda a campanha não arrancou – embora às vezes pareça muito – e já o líder socialista tem um problema programático para resolver. Como se não bastassem as reiteradas críticas de Manuel Alegre às medidas “liberais” da maioria, como o recente Código de Trabalho, agora é o novo líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro, a deixar um aviso: que não aceitará do seu líder menos para os homossexuais do que a liberdade de casamento.A declaração não é despropositada. É que nos últimos dias, no Diário de Notícias, foi lançada uma nova solução para a difícil polémica dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Passava por aligeirar o estatuto e conceder-lhes apenas uma união civil registada. A tese podia agradar – necessitado dos votos ao centro, para reconquistar a maioria absoluta, Sócrates teria aí o seu Ovo de Colombo. Agora, aparece-lhe um cordeiro novo com pele de lobo vestida para estragar a teoria. E falta um ano para as legislativas.
18 julho 2008
Diz a lei de Gresham

Menezes é moeda zimbabuena. Tem uma inflação de cerca de 2.200.000% (é preciso muita para se adquirir pouco). Então não era silêncio profundo até 2009? Incontinente no poder e longe dele. É mesmo má esta moeda.
[Reli o artigo e é óbvia a inspiração]
16 julho 2008
Problema das Pensões em 2030 resolvido? Ao cuidado de S. Exa. o Senhor Ministro do Emprego e da Seguraça Social

De acordo com os tablóides, a comunidade cigana que pretende realojamento e se refugiou junto da polícia por causa dos confrontos da Quinta da Fonte, era de 31 membros (identificados e referenciados) na 6ªfeira, e no dia seguinte já eram 60.
Sem que nada o fizesse prever, a comunidade em questão parece ter resolvido, de um dia para o outro, e com um baixo investimento em R&D, todo o problema da natalidade nacional, da inversão da pirâmide geracional e da gravidade da sustentabilidade financeira de médio prazo da segurança social.
Este episódio, se não fosse o risco de ser considerado uma heresia, podia também chamar-se o "milagre da multiplicação dos pães".
Para quê gastar rios de dinheiro em livros brancos e grupos de trabalho, se a solução está em Loures!
15 julho 2008
Real-politik

A memória, em política, é um coisa muito valiosa. À esquerda mas também à direita. No meio da troca de galhardetes estou com Bagão Félix: Como é possível que o país aceite que um ex-secretário-geral de um partido politico apresente cinco dias depois do debate do Estado da Nação a radiografia económica do país? Se isto não é política, eu tenho que admitir: não percebo nada da poda...
Mauzinho Pinto
Assisti ontem ao "prós e contras". Apanhei só o final e não percebi muito bem o tema. Aquilo de que me recordarei, por muito tempo, será da prestação do putativo Bastonário da Ordem dos Advogados. Algumas considerações, justificáveis pelo choque que tal figura me causou:
1- Ó Dr. Pinto, não se diz "Cai o mundo e a trindade" mas sim "Cai o Carmo e a Trindade"; embora haja dias em que o Carmo parece um mundo, não me parece adequada a indiferente substituição de desigações;
2- Percebi ontem, porque razão o Dr. Júdice o tem em tão pouca conta. Não! Não é qualquer ódio intra-corporativista! É porque o Dr. Júdice é um institucionalista, e sabe que as instituições sobrevêm a quem as ocupa; podemos e devemos, todavia, ajudar a que as necessárias reconstruções institucionais tendam a ser menores e menos dolorosas, após o período em que pessoas menores e indignas dos cargos que ocupam, ocupem sem honrar a história, esses cargos;
3- À sobriedade e superioridade no exercício dos seus cargos patenteada pelos Bastonários das outras Ordens, respondeu Dr. Pinto com discurso chineleiro, zapatista, chavista, basista, esquerdófilo e por isso ideologicamente manietado, enviesado e inconsequente, esquecendo por completo aquilo que é o dever superior do Bastonário da Ilustre Ordem dos Advogados, até à data exemplarmente seguido por todos os Bastonários, e que é a garantia de serviço público (nas suas várias facetas)de uma profissão por inteiro, pensando na relação dos profissionais com a sociedade sem a eivar de vectores politizantes e politizados. Caramba! O senhor é o Bastonário da Ordem dos Advogados...como se esquece disso?
4- Insurgiu-se o Dr. Pinto com o Professor Doutor Artur Anselmo ilustre académico, (comprovável por todo o seu percurso literário e profissional, bem como por aquilo que subtilmente tentou ontem ensinar ao Dr. Pinto (hellas, sem sucesso!)), por este último ter designado a 1ª República de República das bananas; o Dr. Pinto demonstrou com a sua reacção, chamemos-lhe de galvanizada!, uma inqualificável ignorância histórica, grave para um jurista, inaceitável para o Bastonário dos Advogados, já que esse período medíocre da história Portuguesa, só por eufemismo se pode chamar das Bananas, fruto nobre e nutritivo. A história (essa intepretação da realidade ida, feita pelas cabeças de "agora") já tratou de confinar esse período negro (algo que o Prof Artur Anselmo tentou educadamente dizer ontem, quando referia que a esquerda carbonária e republicana nos idos 20 e 30 tratou de apelidar o período, de negro)a adjectivos bem mais superlativos do que "das bananas";
5- O Dr. Pinto não só envergonhou uma classe inteira, que quero acreditar não se revê no verbo, na ideia e no porte quotidiano do presente Bastonário, como envergonhou a história de uma instituição séria e com pergaminhos como é a honorável Ordem dos Advogados e todos os seus anteriores Bastonários e mais altos representantes;
6- Por fim, o senhor Dr. Pinto não é Marinho, é Mauzinho! Considero, muito sinceramente, que a Ordem merecia melhor, "tant pis".
1- Ó Dr. Pinto, não se diz "Cai o mundo e a trindade" mas sim "Cai o Carmo e a Trindade"; embora haja dias em que o Carmo parece um mundo, não me parece adequada a indiferente substituição de desigações;
2- Percebi ontem, porque razão o Dr. Júdice o tem em tão pouca conta. Não! Não é qualquer ódio intra-corporativista! É porque o Dr. Júdice é um institucionalista, e sabe que as instituições sobrevêm a quem as ocupa; podemos e devemos, todavia, ajudar a que as necessárias reconstruções institucionais tendam a ser menores e menos dolorosas, após o período em que pessoas menores e indignas dos cargos que ocupam, ocupem sem honrar a história, esses cargos;
3- À sobriedade e superioridade no exercício dos seus cargos patenteada pelos Bastonários das outras Ordens, respondeu Dr. Pinto com discurso chineleiro, zapatista, chavista, basista, esquerdófilo e por isso ideologicamente manietado, enviesado e inconsequente, esquecendo por completo aquilo que é o dever superior do Bastonário da Ilustre Ordem dos Advogados, até à data exemplarmente seguido por todos os Bastonários, e que é a garantia de serviço público (nas suas várias facetas)de uma profissão por inteiro, pensando na relação dos profissionais com a sociedade sem a eivar de vectores politizantes e politizados. Caramba! O senhor é o Bastonário da Ordem dos Advogados...como se esquece disso?
4- Insurgiu-se o Dr. Pinto com o Professor Doutor Artur Anselmo ilustre académico, (comprovável por todo o seu percurso literário e profissional, bem como por aquilo que subtilmente tentou ontem ensinar ao Dr. Pinto (hellas, sem sucesso!)), por este último ter designado a 1ª República de República das bananas; o Dr. Pinto demonstrou com a sua reacção, chamemos-lhe de galvanizada!, uma inqualificável ignorância histórica, grave para um jurista, inaceitável para o Bastonário dos Advogados, já que esse período medíocre da história Portuguesa, só por eufemismo se pode chamar das Bananas, fruto nobre e nutritivo. A história (essa intepretação da realidade ida, feita pelas cabeças de "agora") já tratou de confinar esse período negro (algo que o Prof Artur Anselmo tentou educadamente dizer ontem, quando referia que a esquerda carbonária e republicana nos idos 20 e 30 tratou de apelidar o período, de negro)a adjectivos bem mais superlativos do que "das bananas";
5- O Dr. Pinto não só envergonhou uma classe inteira, que quero acreditar não se revê no verbo, na ideia e no porte quotidiano do presente Bastonário, como envergonhou a história de uma instituição séria e com pergaminhos como é a honorável Ordem dos Advogados e todos os seus anteriores Bastonários e mais altos representantes;
6- Por fim, o senhor Dr. Pinto não é Marinho, é Mauzinho! Considero, muito sinceramente, que a Ordem merecia melhor, "tant pis".
10 julho 2008
Diz o ex-ministro-Adjunto do pântano
Sócrates, primeiro-ministro há três anos, culpa os antecessores pela herança que recebeu. Alguém tem saco para isto?
09 julho 2008
Como está a nação?

Por comparação com os três últimos exercícios, os três últimos anos de Governo socialista eu diria que pior:
1. Pior do ponto de vista da economia: com mais desemprego, menos poder de compra e mais endividamento.
2. Pior do ponto de vista social: com mais portugueses a viverem na dependência do Estado e mais portugueses a viverem abaixo de limiares minimamente aceitáveis.
3. Pior do ponto de vista político: com a sociedade civil a dizer que o Governo está menos reformista e mais eleitoralista, e alguns sinais de tensão nas relações institucionais entre o Presidente da República e o primeiro-ministro principalmente no que diz respeito à definição dos grandes investimentos do Estado. Sócrates não tem a vida facilitada e os portugueses de férias ou prestes a irem de férias estão naturalmente mais desanimados.
O Governo tem méritos, no entanto. Alcançou o défice mais baixo da democracia portuguesa ( à custa dos porutgueses, é verdade, mas os portugueses sempre cá estiveram e ele nunca tinha sido alcançado), iniciou reformas na Saúde, educação e, acima de tudo, na Segurança Social que estava há três anos numa situação de pré-rotura.
Sócrates no Parlamento tudo fará para sublinhar o rumo e determinação que tem em continuar a conduzir o país. Resta saber se dentro de um ano e meio, no inferno do calendário de três eleições, os portugueses lhe voltam a reconhecer por maioria o mérito de timoneiro. Diria que é muito difícil.
08 julho 2008
05 julho 2008
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