Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Foi no porto de Lisboa, a beber e a cantar
Conheci um marinheiro de quem vos vou falar
Valente marinheiro, nascido em noite de tempestade
Era só uma garrafa que deixou pela metade
Fugindo com aguardente, nenhum deixou pensar
Escolheu ser marinheiro mas nÃo sabendo enjoar
E assim foi navegando pelos lados do Sodré
Mas dentro de uma garrafa nunca mais se perde o pão
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, ha!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra ti só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra ti sop'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Pensei que a tua voz...
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparaparaparaparaparaparim!
19 janeiro 2009
18 janeiro 2009
Krugman escreve a Obama
If things continue on their current trajectory, Mr. President, we will soon be facing a great national catastrophe. And it's your job — a job no other president has had to do since World War II — to head off that catastrophe.
With office buildings standing empty, shopping malls begging for tenants and factories sitting idle, who wants to spend on new capacity
…
And with workers everywhere worried about job security, people trying to save a few dollars may stampede into stores that offer deep discounts, but not many people want to buy the big-ticket items, like cars, that normally fuel an economic recovery.
…
If banks need federal funds to survive, provide them — but demand that the banks do their part by lending those funds out to the rest of the economy. Provide more help to homeowners. Use Fannie Mae and Freddie Mac, the home-lending agencies, to pass the government's low borrowing costs on to qualified home buyers.
…
Conservatives will accuse you of nationalizing the financial system, and some will call you a Marxist. (It happens to me all the time.) And the truth is that you will, in a way, be engaging in temporary nationalization. But that's OK: In the long run we don't want the government running financial institutions, but for now we need to do whatever it takes to get credit flowing again.
…
The lesson from FDR's limited success on the employment front, then, is that you have to be really bold in your job-creation plans. Basically, businesses and consumers are cutting way back on spending, leaving the economy with a huge shortfall in demand, which will lead to a huge fall in employment — unless you stop it. To stop it, however, you have to spend enough to fill the hole left by the private sector's retrenchment.
…
How much spending are we talking about? You might want to be seated before you read this. OK, here goes: "Full employment" means a jobless rate of five percent at most, and probably less. Meanwhile, we're currently on a trajectory that will push the unemployment rate to nine percent or more. Even the most optimistic estimates suggest that it takes at least $200 billion a year in government spending to cut the unemployment rate by one percentage point. Do the math: You probably have to spend $800 billion a year to achieve a full economic recovery. Anything less than $500 billion a year will be much too little to produce an economic turnaround.
…
In fact, the biggest problem you're going to face as you try to rescue the economy will be finding enough job-creation projects that can be started quickly.
war in Iraq — which is, by the way, costing about as much each year as the insurance subsidies we need to implement universal health care.
With office buildings standing empty, shopping malls begging for tenants and factories sitting idle, who wants to spend on new capacity
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And with workers everywhere worried about job security, people trying to save a few dollars may stampede into stores that offer deep discounts, but not many people want to buy the big-ticket items, like cars, that normally fuel an economic recovery.
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If banks need federal funds to survive, provide them — but demand that the banks do their part by lending those funds out to the rest of the economy. Provide more help to homeowners. Use Fannie Mae and Freddie Mac, the home-lending agencies, to pass the government's low borrowing costs on to qualified home buyers.
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Conservatives will accuse you of nationalizing the financial system, and some will call you a Marxist. (It happens to me all the time.) And the truth is that you will, in a way, be engaging in temporary nationalization. But that's OK: In the long run we don't want the government running financial institutions, but for now we need to do whatever it takes to get credit flowing again.
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The lesson from FDR's limited success on the employment front, then, is that you have to be really bold in your job-creation plans. Basically, businesses and consumers are cutting way back on spending, leaving the economy with a huge shortfall in demand, which will lead to a huge fall in employment — unless you stop it. To stop it, however, you have to spend enough to fill the hole left by the private sector's retrenchment.
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How much spending are we talking about? You might want to be seated before you read this. OK, here goes: "Full employment" means a jobless rate of five percent at most, and probably less. Meanwhile, we're currently on a trajectory that will push the unemployment rate to nine percent or more. Even the most optimistic estimates suggest that it takes at least $200 billion a year in government spending to cut the unemployment rate by one percentage point. Do the math: You probably have to spend $800 billion a year to achieve a full economic recovery. Anything less than $500 billion a year will be much too little to produce an economic turnaround.
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In fact, the biggest problem you're going to face as you try to rescue the economy will be finding enough job-creation projects that can be started quickly.
war in Iraq — which is, by the way, costing about as much each year as the insurance subsidies we need to implement universal health care.
Oposição à portuguesa
A política e a culinária respeitam o mesmo princípio: precisam de ingredientes certos mas é na sua correcta aplicação que está a arte. Manuela Ferreira Leite, que não é uma política de mão cheia mas uma excelente técnica, é o exemplo vivo disto mesmo. Na semana que termina o Governo finalmente reconheceu o inevitável - o Orçamento que aprovou já estava desactualizado -, o que veio reforçar a bandeira que a dra Manuela mais vezes, e bem, hasteou nas últimas semanas. Em vez de capitalizar o momento o que fez Manela? Nova gaffe, novo ataque à comunicação social, nova oportunidade para o Governo a acantonar. O que prova que há demasiado Pacheco Pereira e pouco Alexandre Relvas neste PSD. Com o país a definhar, uma crise nunca vista, uma recessão em cima, o desemprego a disparar, os problemas sociais a ganhar fôlego ouve-se o historiador insistir nos ataques aos jornalistas e o presidente do Instituto Sá Carneiro (o think-tank do PSD) manter um silêncio ensurdecedor. Será possível?
16 janeiro 2009
Desce
Pior cego é o que não quer ver. Em 2003 o Governo atacou a recessão como se não houvesse amanhã. Em 2009 o Governo atacou a recessão como se não houvesse recessão. Menos 'easy going, dude!'. O Governo perde a bandeira do défice mais baixo da democracia depois de três anos sem ter feito qualquer rectificativo. O país definha na crise. O Governo na sua resolução. É mau para todos.Sobe
14 janeiro 2009
13 janeiro 2009
Para queijo
O que pensa o Governo, que limita e bem as progressões automáticas dos professores sindicalistas, da progessão automática do ex-administrador do banco público, Armando Vara, actualmente na administração do concorrente BCP?
08 janeiro 2009
Alguém lhe perguntou alguma coisa?
"Só funciono com oralizações. Não sou penetrável nem consigo penetrar na maioria das vezes. Desde 1967. A frase consta do diário de Jorge Ritto e ontem foi citada pelo seu advogado para contrariar as acusações de abusos sexuais imputadas por ex-casapianos ao embaixador".
Correio da Manhã, 08.01.09
Correio da Manhã, 08.01.09
06 janeiro 2009
Nota dez
Apenas dois pontos negativos para Sócrates, durante uma hora de entrevista. A ligeireza com que falou da divergência com o Presidente da República e o contornar do grave problema do endividamento externo. Poucos? Sim, mas decisivos para o futuro.
01 janeiro 2009
Tem mal
Pacheco Pereira não gosta especialmente de jornalistas. Não tem mal nenhum. Pacheco Pereira não gosta especialmente de jornalistas de política. Não tem mal nenhum. Pacheco Pereira critica os jornalistas de política como se fossem um uno. Tem mal. É o mesmo, já o escrevi, que dizer que todos os que representam o PSD no comentário político são mediocres. Sejam eles, Marco António Costa na RTP ou Pacheco Pereira na Sic. Tem mal porque é mentira.
29 dezembro 2008
Cavaco, o político
Nunca foi deputado, liderou apenas cinco meses um partido político sem estar a liderar o país, governou dez anos com duas maiorias e foi eleito à primeira o primeiro Presidente da direita contra dois pesos pesados da esquerda. Se a 31 de Julho Cavaco falhou na transmissão da mensagem esta noite foi cristalino. Tem razão, o precedente é grave e, só não dissolve o Parlamento, porque o estado do país obriga-o a ser o que sempre foi: um institucionalista, formalista focado no interesse geral. Quanto tanto se fala se "change" na política é bom saber que a dignidade, seriedade e "lealdade" existem para alguns, mesmo quando são violadas por outros. Mesmo quando sabemos que os "interesses partidários de ocasião" se sobrepõem "aos superiores interesses nacionais". Do ponto de vista pessoal e partidário Sócrates esteve bem: fez uma boa esparregata e "encostou" o Presidente às cordas. Mas, como tudo na vida, terá de pagar a factura. Mais cedo do que tarde.
O fim da lealdade
O Presidente acaba de usar a palavra lealdade para descrever o que sente que lhe faltou. É o fim de uma era, na pior das alturas.
Ouve-se Cavaco Silva
a acusar o Governo de colocar o interesse do partido à frente do interesse de Estado, ouve-se a reacção do PSD, PS e CDS, e é inevitável que nos passe pela cabeça que nos resta pouco na credibilidade e seriedade da política nacional. Resta-nos Cavaco, coberto de razão - mas preso pelas circunstâncias, pelo sistema político e pela sua própria seriedade.
19 dezembro 2008
Ponto de situação, para enquadrar conversas futuras
1. O Governo não esperava a crise que agora chegou. Se bem me lembro, começou o ano a dizer que tinha a crise arrumada e as contas feitas. Em Abril, para cúmulo, baixou o IVA um ponto. Foi avisado por muitos de que podia ser um erro e não ouviu. Foi o que se chama deitar dinheiro à rua. Agora, resta-lhe fazer o que está a fazer - e está a fazê-lo bem, dentro do possível. Mas gastou tanto dinheiro mal gasto entretanto, que não lhe resta, em 2009, como ter mais para investir caso a crise bata forte. E não é preciso ser bruxo para prever que isso vai acontecer. Essa é a maior culpa de Sócrates: não como reagiu, não por ter provocado a crise. Mas porque não soube ler os sinais de tempestade. Agora arrisca-se a navegar à deriva.
2. Manuela Ferreira Leite é um caso difícil de perceber. Tinha tudo para ser a líder de que o país precisava, para se recompor do que aí vem. As propostas que fez a tempo, ainda em cima do Orçamento, mostravam acerto e prudência. O discurso prometia rigor e transparência. A palavra mostrava pouca vontade de disfarçar o erro ou a ilusão. Em poucos meses, porém, conseguiu baralhar os menos cépticos. Esqueceu-se de falar durante mês e meio, atirou aos imigrantes e aos homossexuais, ironizou em falso sobre ditaduras, chamou Santana Lopes, errou nos tempos e nem se lembrou de explicar que muito do que já propôs, o Governo recuperou meses depois. Pior ainda, consegue acabar o ano numa confusão com os deputados que não só nada beneficia o partido, como acaba a prejudicar o Presidente da República (permitindo a quebra de disciplina de voto a dois deputados dos Açores que permitem a aprovação do Estatuto dos Açores). O ano só vai começar agora, mas para Ferreira Leite começa cedo demais.
3. À esquerda, é a loucura. Fascinados com a crise económica, os bardos acreditam que o capitalismo acabou, que a direita entrou em crise. Perdoe-lhes Deus, que não sabem o que que dizem. Esperam talvez um novo socialismo, chamam pelo Estado grande, pedem o fim dos banqueiros e apontam ao Estado social eouropeu como caminho único. Em suma, acreditam que o dinheiro cai do céu, como nos desenhos animados, e que Deus faz milagres diariamente. Animados pelo debate, Alegre e Louçã juntam-se na Aula Magna, Jerónimo mobiliza as massas, a la esquerda pede um debate para que o PS recupere o rumo. No meio da loucura, Sócrates parece um médico no meio do manicómio. E agradece a animação, para se mostrar ao centro. Para já, e no meio da tornenta, vale-lhe o caos à esquerda e à direita (vale a pena lembrar o CDS?) para manter viva a chama.
4. Depois, resta Cavaco. Depois de muito ter dominado o xadrez político, o Presidente aparece no meio de uma dispensável disputa política. Com o estatuto dos Açores, não teve como evitar a entrada num jogo que não era conveniente a ninguém. E ontem viu-se derrotado no Parlamento, sem que tenha muitas armas para voltar a jogo. Antes, tentou libertar-se de um outro jogo, mais perigoso, onde se sentiu envolvido: o do BPN, com meio mundo a deitar cinzas para cima do seu currículo, mesmo que por interpostas pessoas. Mais do que Cavaco, perdeu o país. O Presidente arriscou-se a sair do papel central de mediador, que tanto ajudou o país a manter uma certa normalidade nos últimos anos. Da sua capacidade de sair deste jogo por cima dependerá muito do que vai acontecer. Sobretudo depois de Outubro - quando as cartas estiverem em cima da mesa, viradas para cima.
2. Manuela Ferreira Leite é um caso difícil de perceber. Tinha tudo para ser a líder de que o país precisava, para se recompor do que aí vem. As propostas que fez a tempo, ainda em cima do Orçamento, mostravam acerto e prudência. O discurso prometia rigor e transparência. A palavra mostrava pouca vontade de disfarçar o erro ou a ilusão. Em poucos meses, porém, conseguiu baralhar os menos cépticos. Esqueceu-se de falar durante mês e meio, atirou aos imigrantes e aos homossexuais, ironizou em falso sobre ditaduras, chamou Santana Lopes, errou nos tempos e nem se lembrou de explicar que muito do que já propôs, o Governo recuperou meses depois. Pior ainda, consegue acabar o ano numa confusão com os deputados que não só nada beneficia o partido, como acaba a prejudicar o Presidente da República (permitindo a quebra de disciplina de voto a dois deputados dos Açores que permitem a aprovação do Estatuto dos Açores). O ano só vai começar agora, mas para Ferreira Leite começa cedo demais.
3. À esquerda, é a loucura. Fascinados com a crise económica, os bardos acreditam que o capitalismo acabou, que a direita entrou em crise. Perdoe-lhes Deus, que não sabem o que que dizem. Esperam talvez um novo socialismo, chamam pelo Estado grande, pedem o fim dos banqueiros e apontam ao Estado social eouropeu como caminho único. Em suma, acreditam que o dinheiro cai do céu, como nos desenhos animados, e que Deus faz milagres diariamente. Animados pelo debate, Alegre e Louçã juntam-se na Aula Magna, Jerónimo mobiliza as massas, a la esquerda pede um debate para que o PS recupere o rumo. No meio da loucura, Sócrates parece um médico no meio do manicómio. E agradece a animação, para se mostrar ao centro. Para já, e no meio da tornenta, vale-lhe o caos à esquerda e à direita (vale a pena lembrar o CDS?) para manter viva a chama.
4. Depois, resta Cavaco. Depois de muito ter dominado o xadrez político, o Presidente aparece no meio de uma dispensável disputa política. Com o estatuto dos Açores, não teve como evitar a entrada num jogo que não era conveniente a ninguém. E ontem viu-se derrotado no Parlamento, sem que tenha muitas armas para voltar a jogo. Antes, tentou libertar-se de um outro jogo, mais perigoso, onde se sentiu envolvido: o do BPN, com meio mundo a deitar cinzas para cima do seu currículo, mesmo que por interpostas pessoas. Mais do que Cavaco, perdeu o país. O Presidente arriscou-se a sair do papel central de mediador, que tanto ajudou o país a manter uma certa normalidade nos últimos anos. Da sua capacidade de sair deste jogo por cima dependerá muito do que vai acontecer. Sobretudo depois de Outubro - quando as cartas estiverem em cima da mesa, viradas para cima.
Expliquem-me lá
como é que é possível que alguém acredite que uma crise pode, só por si, ajudar um primeiro-ministro em funções, num país que não cresceu acima da média europeia em nenhum dos anos da legislatura?
Volto ao blogue...
para vos dizer que começo a esfregar as mãos para as eleições de 2009. Vamos a isto, malta?
18 novembro 2008
EDUCAÇÃO: OBRIGADO

Aquilo a que estamos a assistir no sistema público de ensino degradou o património existente de um modo quase irreparável. O que (se calhar) estrategicamente os professores e alunos ainda não perceberam, é que estão a cavar a sua própria sepultura. E porquê? Porque a degradação leva à perda de confiança, que leva ao abandono, que leva à busca de alternativas.Qual o pai ou encarregado de educação que se sente confortável, a partir deste momento, com as escolas públicas? E como todos sabemos, sem fregueses não há mercearia que se aguente, e os marçanos têm que ser despedidos.
O sistema público, com as suas falências, tem feito mais pelo sistema privado de ensino do que anos de lobbying a favor dos colégios e dos cheque-ensino. Particularmente a Igreja Católica, detentora indirecta dos melhores colégios do país (sabe-se lá porquê !!!!!) agradece o serviço que os socialistas têm feito. Qualquer dia ainda somos surpreendidos com uma nota da Conferência Episcopal a agradecer a Milú Rodrigues os superiores préstimos desenvolvidos a favor da liberdade de ensino.
Eu, defensor da liberdade de ensino, só me posso congratular com as greves, os deficientes modelos de avaliação e com estatutos de aluno surrealistas. Seguindo este caminho o país acabará por sair beneficiado porque os bons colégios sairão reforçados.
13 novembro 2008
a praga está identificada
afinal o nemátodo do pinheiro tem nome: chama-se "manuel sebastião" e aloja-se dentro da estrutura do pinho impedindo a nutrição do mesmo.
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