13 agosto 2007

porque o tempo não cura o que é essencial

espero-te à saída do labirinto. quando explorares todos os becos. sem saída. quando descobrires que todos os caminhos vão lá dar. vou lá estar. quando explorares todos os traços do retrato do príncipe que te deram em criança. e reparares que não falta nenhuma pincelada. vou lá estar. sentado no murete junto à sebe. onde o vento não sopra forte. onde o sol não rasga a pele. onde se fica porque se está. sem medo do tempo. sem contar o peso da idade. sem saudade. vou lá estar. quando tu saíres do percurso. quando não apresentares mais recurso, à sentença do coração. quando perceberes que não há mais desculpas para não repetires a canção. não apenas em certos dias mas até o fim das vidas. vou lá estar. tal como estava quando entraste. pronto a apertar-te contra mim. num abraço aberto. pronto para conter uma vez mais a vontade de dizer que estava certo.

2 comentários:

karvoeiro disse...

ficar à sombra à espera é feio! :|

Fim de Partida disse...

Muito bonito