31 outubro 2005

Sobre o referendo ao aborto

1ºCongratulo-me com o facto de o Tribunal Constitucional não ter cedido a argumentos fáceis.
2º Votarei contra a alteração do actual quadro legal existente sobre a matéria, em sede de referendo, quando a isso fôr chamado
3º Lá estarei como voluntário nos movimentos pela vida nos períodos antecedentes ao referendo
4º Existem argumentos científicos, sociais, morais, políticos, entre outros, a que posso recorrer para sustentar a minha posição
5º O Primeiro-Ministro não deve ser saudado pelo facto de ter cumprido a sua palavra; isso é o que os homens de bem devem fazer numa sociedade civilizada. O que ele fez deve ser considerado corrente e banal.

5 comentários:

Anónimo disse...

E quais são as razões políticas? Para além das mais recentes, claro.
Pergunto por querer saber, por gostar de ter mais argumentos, não para espicaçar. Até porque vai na volta, ainda nos encontramos em algum movimento.

Anónimo disse...

A SEGURANÇA SOCIAL CAVAQUISTA

"Pensões: Soares uma, Cavaco três"


«Em termos de pensões, bem se pode dizer que Cavaco Silva bate Mário Soares por três a um, de acordo com os dados fornecidos pelas duas candidaturas presidenciais.

A polémica já estalou, em torno da pensão que Cavaco Silva recebe do erário público por ter sido durante dez anos primeiro-ministro (entre 1985 e 1995).

Soares trouxe o caso à baila, não para criticar o facto de Cavaco auferir a pensão, mas antes para desmontar o argumento do próprio Cavaco, que diz não pertencer à classe política.

O Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos foi alterado recentemente (e, por exemplo, o regime para os autarcas continua a gerar polémica) na Assembleia da República. E, em nome do fim das 'regalias injustificadas', decidiu-se acabar, entre outras regalias, com as pensões vitalícias que eram atribuídas aos ex-primeiros-ministros - a pensão apenas se mantém para os ex-presidentes da República.

Mas a lei não é retroactiva e ambos os candidatos podem continuar livremente a receber as suas pensões.

Segundo dados fornecidos pela candidatura de Mário Soares, este abdicou de uma das pensões, por ter sido advogado, limitando-se a receber aquela a que tem direito por ter sido chefe de Estado. E que corresponde a 80 por cento do vencimento do Presidente da República (ou seja, a cerca de 5600 euros).

Quanto a Cavaco Silva, e segundo o que já foi noticiado, recebe três pensões, num total de 9356 euros mensais. Uma por ter sido funcionário do Banco de Portugal, uma outra paga através da Caixa Geral de Aposentações por ter sido professor catedrático de Economia na Universidade Nova de Lisboa. E uma terceira, ainda, pelo facto de ter chefiado o Governo durante uma década. Esta subvenção, segundo Cavaco, é no valor de 2876 euros líquidos por mês.

(Diário de Notícias de 31-10-2005)

Anónimo disse...

Finalmente um único documento que substitui o livrete e o título de propriedade do automóvel!

E virá aí outro que substitui três, o BI, o número fiscal e o cartão de utente do SNS!

E é assim, com a prata da casa e sem consultorias milionárias dadas aos amigalhaços que se governa e bem e Portugal vai para a frente. Depois da "empresa na hora", um autêntico tiro de canhão na burocracia.

Grandes ministros estes, da Justiça e da Administração Interna! Que governam para o povo, e não para as corporações! Apesar dos juizes, magistrados e demais papelada bolorenta e burocracia estatal.

Isabel De Salamanca disse...

Eu às vezes pergunto-me: porque que é que os homens querem tanto falar do aborto? Porque não deixam isso por mãos dignas? Não será esse tema da estrita competência de senhoras... O facto de se referendar... não significa que se vá continuar ou deixar de abortar.
Infelizmente...

Anónimo disse...

E quais são os argumentos cientifícos, políticos, morais e religiosos que impedem que as mulheres que quiserem abortar não tenham direito de opção? É que uma coisa é sermos contra o aborto, e eu também sou, e outra é sermos a favor da penalização do dito acto.
Mas também gostva de conhecer os seus argumentos,para ver se resisto e persisto na minha opinião.