11 março 2005

Coerência bloquista

Ana Drago deu mais uma entrevista cheia de verdades absolutas. Desta vez foi ao "Independente". Defensora intransigente do "direito à autonomia sobre o seu corpo", o metro e cinquenta humano mais irritante da esquerda portuguesa diz que "não se pode impor uma gravidez a uma mulher. É uma violência que não faz sentido". Muito bem. É uma opinião legítima.
Mas quando questionada sobre se faria um aborto caso se visse grávida de um filho que não desejava, responde desta maneira: "Sobre essas coisas nunca podemos falar. São situações que não podemos imaginar". Fantástico!
A porta-voz do Bloco de Esquerda para a questão do aborto não sabe o que faria, mas leva uma entrevista inteira a aconselhar as restantes mulheres a praticar a interrupção voluntária da gravidez caso não desejem estar grávidas. Será que o Chico Patanisca vai chegar à conclusão que Ana Drago, como Paulo Portas, não deve falar sobre aborto?
Cheira-me que não vamos saber. As divergências bloquistas são como as lutas internas do partido comunista soviético: não são noticiáveis.
O que será que o barnabé Daniel Oliveira pensa sobre a incoerência de Ana Drago? LR

5 comentários:

Anónimo disse...

Interessante mesmo, é quando se tem o azar de ler opiniões que, em vez de levarem o aborto a sério, dando uma opinião no mínimo construtiva, rebaixem o assunto para divergências pessoais e trocas de "galhardetes".

LRosa disse...
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LRosa disse...
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LRosa disse...
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LRosa disse...

Caro Anónimo
Precisamente porque considero o aborto um assunto sério é que crítico Ana Drago - pessoa com quem não tenho "divergências pessoais" porque não a conheço. Se Ana Drago defende que o Estado deve permitir o aborto simplesmente porque a gravidez em causa não é desejada, então tem que ser consequente com as suas palavras e dizer o que faria numa situação dessas. Não o fez, transformando-se numa política oportunista como outra qualquer, porque se aproveita de um assunto sério para se promover politicamente. LR