15 fevereiro 2005

Eduardo Prado Coelho e a Direita Portuguesa

Gosto da pessoa "Eduardo Prado Coelho" (EPC). Julgo que é inteligente e boa pessoa. Não gosto das suas ideias.

Há vários méritos que devem ser reconhecidos a EPC. Um deles é o de provocar reacções epidérmicas a muita gente. Acho que as pessoas devem ser assim. Devem marcar, i.e., criar marcas.

Para o bem e para o mal (sim, porque eles existem), as pessoas devem partilhar os seus pontos de vista e devem assumir as suas posições.

Assim o fiz há dias a propósito de Jerónimo de Sousa. Não sou comunista. Nunca o fui ou serei.

E à semelhança de Luís António, o militante do PC de Alpiarça que dizia que não se podia esquecer (pessoa com quem eu brinquei) também eu digo que é preciso não esquecer o que se passou em Portugal em 1974 e 1975.

Nesse tempo, se houve muito justiça que foi reposta...também me lembro de muitas injustiças e maldade gratuitas efectuadas pelos comunistas e pela extrema esquerda (e eu, como alguns dos que me conhecem sabem, tenho legitimidade moral para falar destas questões...legitimidade essa que resiste até aos elegantes testes morais do Sr. Louçã) .

É por isso que não nos podemos esquecer que a extrema esquerda e a esquerda radical já estiveram no poder e deram cabo de muitas vidas (para não falar do país).

Mas voltando a EPC. Um dos méritos que lhe deve ser reconhecido é ter contribuido para alguns dos melhores textos sobre o que é a vida boa (numa concepção de direita: rótulo que, note-se, surgiu pela primeira vez pela mão dos jacobinos francesses aquando a revolução).

Obviamente os textos não foram escritos por EPC mas por diversos autores...em resposta a EPC!!! Concluo, recordando, por exemplo, as palavras de D. José Policarpo ou as do incógnito Carlos do Carmo Carapinha (gestor financeiro de Évora) que nos deram algumas das mais profundas reflexões sobre o que é ser de direita (respectivamente nas págins do DN e do Público).

E lendo estas pessoas sabemos que há rumos pelos quais vale a pena lutar.

3 comentários:

daniel tecelão disse...

Um golpe de estado,ou revolução como preferir,não será própriamente um chá do movimento nacional feminino.
É um acontecimento anormal e por essência violento,ao pôr em causa a autoridade vigente,compromete sériamente as normas e regras em que a sociedade vive,gera vitimas e novos herois.
O caldo criado por ausência de autoridade propicia o aparecimento dos mais descabelados oportunismos.
Apesar de tudo não temos a lamentar grandes actos de violência,e a que houve não foi exclusiva da esquerda.

Anónimo disse...

Estimado amigo
Não esperava que chamasse à coacção o pobre do Alpoim Calvão/ELP ou o famigerado Kaulza/MIRN. Mas se o faz está no seu direito, mas permita-me referir-lhe que na minha modesta opinião foram epifenómenos incomparáveis, porque incomensuráveis, com aquilo que se passou com a esquerda portughuesa. Pelo menos o Calvão e o Kaulza não cercaram a Assembleia da República, nem sequestraram deputados. Cometeram-se execessos de reacçãoàquilo que foram os execessos de poder constituinte usurpado ilegitimamente pelo PCP e seus satélites de esquerda.

Mais uma vez muito obrigado.

Mas permita-me dizer-lhe que Madame Teixeira Pinto não concordaria com a tranquilidade que vê nos chás do Movimento Nacional Femenino

Antonio MIra

daniel tecelão disse...

Como dizia o poeta;só quer a vida cheia quem teve a vida vazia.
De poder ilegitimo usurpado,muito poderiamos perorar,talvez por via disso o 25 de Abril aconteceu!!!